quinta-feira, 29 de março de 2012

O VASO NA MÃO DO OLEIRO

ESBOÇO 431
TEMA: O VASO NA MÃO DO OLEIRO
“Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Então, veio a palavra do SENHOR: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel. (Jr 18.1-5).

Olaria, lugar de fabrico de peças de barro. É impressionante ver o oleiro trabalhar na confecção de tais peças; principalmente a habilidade com que eles trabalham. No entanto, Deus se apropriou dessas experiências para ilustrar expressando algumas verdades espirituais. Ele poderia usar outras formas, mas preferiu aplicar essa lição em relação ao seu povo. O texto trata de forma mais direta sobre a maneira de Deus agir com a finalidade de restaurar uma nação. Podemos aplicar também em relação ao modelar de Deus na vida do homem, com a finalidade de prepará-lo para algo.

Os propósitos de Deus
Ninguém conhece os propósitos de Deus. Eles transcendem qualquer imaginação humana. Por não os entendermos complicamos um pouco, porém ele, na sua multiforme maneira de operar consegue nos moldar aos seus desígnios; e, enquanto isso acontece, passamos por vários processos que jamais gostaríamos, até que a sua vontade seja realizada. Os caminhos que o Senhor nos leva são como labirintos, às vezes nos deixam cheios dos porquês. Lendo alguns textos podemos entender que as nossas mentes não alcançam esses procedimentos, mas sabemos que Deus está no comando (Ec 11.5; Jo 3.8; Is 55.8,9; Jo 13.7).

Profeta na casa do oleiro
Deus leva o profeta até à casa do oleiro; ele poderia até usar outros métodos para expressar as suas verdades, como fez com Ezequiel no vale de ossos secos (Ez 37.1-14) entre outros. O homem não tem vontade própria mediante os propósitos do Senhor em sua vida, ele deve entender que existe sobre ele a soberana vontade de Deus. Jeremias foi levado à casa do oleiro para assistir ao fabrico de vasos de barro (Jr 18.1-4). Todo sofrimento do profeta era para uma finalidade: “fazer a vontade de Deus, anunciando a Israel os seus pecados e o juízo divino sobre ele”. Não importa de que maneira o SENHOR nos use, com ou sem sofrimentos, o que mais importa é fazer a sua vontade. Após tanto sofrimentos, o Senhor leva Jeremias para ver o oleiro trabalhar sobre as rodas com o barro; Depois de pronto, o vaso quebrou em suas mãos, o oleiro toma o barro novamente e refez outro como bem lhe pareceu (Jr 18.4,5).

“O vaso partiu-se nas mãos do oleiro, o qual o refez, porém, diferente do vaso anterior. Esta parábola contém várias lições importantes sobre a obra de Deus em nossa vida. (1) Nossa submissão a Deus como aquele que molda tanto o nosso caráter quanto o nosso serviço para Ele, determina, em grande parte, o que ele pode fazer através de nós. (2) Falta de profunda dedicação a Deus, da nossa parte, pode estorvar seu propósito original para a nossa vida. Deus, se quiser, pode mudar seus planos para nossa vida (“fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer”. V 4)”. B.E. Pentecostal

Muitas vezes Deus quer cumprir alguns propósitos na vida de povos ou pessoas, ele nos usa como instrumentos. As provações que passamos, às vezes são para o bem (I Pe 1.7) de outras pessoas, principalmente quando se trata de uma restauração espiritual de alguém ou de uma nação. Devemos nos colocar nas mãos de Deus e dizer: “SENHOR, faze em mim a tua vontade”. O profeta sofrera perseguições, foi odiado pelos próprios irmãos, amarrado no tronco, ameaçado de morte, nada ele entendia, por essas razões pede a Deus esclarecimento do que estava acontecendo (Jr 32.16.24). Para onde ia Jeremias as coisas aos seus olhos pareciam dá tudo errado. Você conhece a história da bordadeira, nada entendemos quando ela está bordando nos bastidores de roda, o lado avesso nada se entende, é o maior labirinto de fios de tecidos; mas do lado superior se observa a perfeição do que ela está fazendo (Jo 13.7). Tranqüilize o seu coração, o SENHOR está no controle.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

terça-feira, 20 de março de 2012

A FALSA SANTIDADE

ESBOÇO 430
TEMA: A FALSA SANTIDADE
“E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:” Lc 18.9-14.
           
Muitas vezes somos enganados pela aparência; nem tudo o que se vê por fora de um indivíduo corresponde com o que está dentro do seu coração. Nada há mais enganoso do que o coração (Jr 17.9), é dele que resultam os pensamentos maus (Mt 15.19; Mc 7.21), e ninguém sabe o que está dentro dele, senão o SENHOR (Jr 17.10; I Sm 16.7; 2 Cr 28.9; Rm 8.27; Ap 2.23; Jr 32.19; Rm 2.6). Jesus apresenta uma parábola envolvendo dois personagens com atitudes diferentes o FARISEU e o PUBLICANO. O texto mostra: “Dois homens subiram ao templo, a orar; um fariseu, e o outro publicano.” (Lc 18.10) É grande a diferença entre a oração do fariseu e a do publicano. Deixando-os de lado,  quero comentar sobre a postura e o conteúdo da oração de cada um.

A postura do fariseu na oração
A única coisa capaz de revelar o que está dentro do coração do indivíduo são as suas atitudes. Visualizando de forma simples, inicialmente, não daria para notar se havia diferenças entre eles, pois eram apenas duas pessoas que caminhavam para o templo. A postura e as atitudes é que fizeram toda diferença. Nenhuma atitude orgulhosa no coração de uma pessoa deixará de ser revelada, principalmente o orgulho religioso, pois aquele fariseu na sua oração declarou ser mais justo que todos os homens, e nessa altivez de espírito ele menosprezava e julgavam os outros.

A sua postura era totalmente incoerente em ralação à humildade, ele põe-se em pé e pelas suas palavras revelara tudo o que estava dentro do seu coração. As coisas ruins que o homem tem guardado no coração são reveladas pelas atitudes e palavras (Lc 6.45). A sua oração foi recheada de hipocrisia, dizendo: “Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como esse publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dizimo de tudo quanto ganho.” Parece que isso era o suficiente para impressionar a Deus, e certamente mais alguém que estivesse presente (Lc 18.11,12).
“A pessoa que pensa ser justa por seus próprios esforços não tem a consciência da sua própria natureza pecaminosa, da sua indignidade e da sua permanente necessidade da ajuda, misericórdia e graça de Deus.” B.E.Pentencostal.

A postura do publicano na oração
A simplicidade chama a atenção de Deus, as escrituras provam isso, a oração do publicano não impressionava ninguém, ela assoalhava que o seu coração estava totalmente desprovido de todo orgulho; ao contrário do fariseu, ele demonstrava ter a consciência da sua natureza pecaminosa e mostrara que não era digno nem de olhar para o céu, batia no peito expressando as seguintes palavras “Ó Deus, sê propício a mim pecador” (Lc 18.13).

Os merecidos lauréis
O fariseu Justificou-se a si mesmo, rejeitando toda gratuita justiça de Deus (Rm 3.20) e voltou para sua casa totalmente justificado, talvez pensando que a sua oração fosse de impressionar a Deus, e   se gloriava da exposição daquelas lindas palavras, que em nada agradaram a Deus (Lc 18.14). Deus não se impressiona com ricos vocabulários. Paulo entendia essas verdades ao pregar o evangelho, para que a fé dos crentes não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus (I Co 2.4).

O publicano foi justificado por Deus através da sua humildade e fé, e não o fariseu, pois todo que se exalta será humilhado; mas o que se humilhar será exaltado (Lc 18.14).

As nossas orações e atitudes devem ser feitas conscientemente, sem exibições de santidade, porque Deus conhece os corações.   Jamais tente impressioná-lo. Aqui duas pessoas oravam com posturas diferentes, um orgulhava-se dos seus atos, o outro se humilhava considerando-se apenas um pecador.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil 

quarta-feira, 14 de março de 2012

DEUS, PAI DAS MISERICÓRDIAS E DEUS DE TODA CONSOLAÇÃO


ESBOÇO 429
TEMA: DEUS, PAI DAS MISERICÓRDIAS E DEUS DE TODA CONSOLAÇÃO
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação.” (2 Co  1.3)

Introdução
Em todo tempo devemos ser agradecidos por tudo quanto o Senhor tem feito por nós, principalmente no que diz respeito às consolações que recebemos da parte dele durante a nossa peregrinação. Paulo expressa a sua gratidão pelas consolações que havia recebido em meio tantas provações, ele era extremamente consciente. Dissertaremos de modo simples sobre as consolações de Deus e a consciência das aflições na vida cristã.

Pai das misericórdias
Paulo trata Deus como o pai das misericórdias; isso significa que ninguém usou de misericórdia senão o Senhor. Paulo sabia que ele próprio era fruto das misericórdias de Deus (Tt 3.5). E as suas misericórdias sempre nos alcançam, pois elas não têm fim (Lm 3.22; Sl 100.5; 103.17; 118.1), e podem ser representadas com compaixão, sentimento, perdão entre outros. Habacuque dizia: Na tua ira lembra-te de mim nas tuas misericórdias (Hc 3,2; I Cr 21.13). Para alcançar as misericórdias de Deus é necessário reconhecer que estamos sob a sua dependência. Ele é a fonte de toda misericórdia e consolação.

Deus da consolação
Todo ser humano necessita de alguém para lhe consolar em alguns momentos da vida; o texto diz que Deus é quem nos conforta em toda nossa tribulação (2 Co 1.4a). Muitas vezes passamos por tribulações, mas, ele nos consola. Sofrimentos que passamos na vida servem de experiências, (Rm 5.3,4), e quanto às angústias, jamais gostaríamos de passar, no entanto elas contribuem para o nosso aprimoramento (Rm 8.28; Fp 1.12; Tg 1.12).

Amados, é através desse aprendizado que passamos a aplicar a outro aquilo que aprendemos, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação que nos foi dada por Deus. (2 Co 1.4b). “Mas se somos atribulados, é para a vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para a vossa consolação é, a qual se opera, suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos.” (2 Co 1.6). Se pudéssemos evitar os sofrimentos, aparentemente seria muito bom, mas por outro lado não estaríamos preparados “Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos” (Sl 119.71; Is 38.17). Na realidade, não entendemos os caminhos que muitas vezes o SENHOR nos leva a trilhar (Is 55.8; Ec 11.5; Jo 3.8; 13.7), mas agora você vai entender um pouco, nada mais é do que um preparo para beneficiar outros.

Os sofrimentos de Paulo foram tantos que quase não suportaria, ele declarou que foram mais do que ele podia suportar, de modo que pensava que iria morrer; mas esses acontecimentos tinham como finalidade não levá-lo a confiar nele mesmo. O auxílio divino chegou trazendo-lhe livramento de morte (2 Co 1.8,9). Paulo também tinha consciência que as orações dos santos feitas por ele contribuíram para que ele fosse vitorioso (Fp 1.19,20).

Devemos, portanto, entender que somos guiados e amparados por Deus em todas as situações, mesmo estando em angústias (2 Co 4.8,9). Saiba, porém: “Não existe sucesso sem sofrimentos”; “Não existem glórias sem perdas”; “Não existem alegrias sem tristezas”; “Não existem tronos se não existirem perseguições”; “Não existem riquezas se não houver pobreza”; “Não existe resultado positivo se não houver negativo”; “Não havia salvação se não houvesse morte”. Devemos confiar nas misericórdias de Deus e nas suas consolações.

Pr Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil


sexta-feira, 9 de março de 2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

O OBREIRO E OS MALES DA INSENSATEZ

ESBOÇO 428
TEMA: O OBREIRO E OS MALES DA INSENSATEZ
Assim como a mosca morta faz exalar mau cheiro e inutilizar o unguento do perfumador, assim é para o famoso em sabedoria e em honra um pouco estultícia.” Eclesiastes 10.1

Uma mosca, inseto que aos nossos olhos é insignificante para estragar o trabalho do perfumista; entretanto, tem a capacidade de deteriorá-lo.  A lição é: um pouco de insensatez pode destruir os bons feitos de muitos sábios. “O sujeito é tão inteligente, mas um pouco da sua insensatez desmereceu a sua inteligência”. Muitas vezes os nossos planos são magníficos, mas um pouco da nossa precipitação pode estragar todos eles. Comentaremos neste assunto sobre a insensatez, prudência e as pequenas falhas que podem estragar grandes projetos e trazer sérios transtornos.

A insensatez
1. O insensato pela sua loucura constrói a sua casa sobre a areia, e com a sua própria insanidade a derruba (Mt 7.26). A insensatez tem conduzido muitas pessoas à desgraça, “Todo prudente age com conhecimento, mas o tolo espraia a sua loucura.” (Pv 13.16; 12.23; 15.2).

2. A insensatez está cada vez mais habitual na vida de muitas pessoas, principalmente naquelas que menos esperamos. Isso é visível em todos os seguimentos da sociedade, inclusive no mundo cristão. A mosca morta significa as nossas atitudes; sejam elas em palavras ou ações irrefletidas no nosso cotidiano.

Os males
1. O orgulho e a insensatez do rei Ezequias: Após a cura milagrosa Ezequias recebeu uma embaixada do Rei de Babilônia (Merodaque - Baladã) com presentes para ele, mas o orgulho e a insensatez levaram -no a mostrar tudo o que havia em sua casa, inclusive os seus tesouros;  isso não pareceu bem aos olhos do Senhor.  Por isso o rei foi repreendido pelo profeta Isaías, que lhe declarou as consequências (2 Rs 20.12-18; Pv 18.2).

“Basta um pouco de insensatez para desmerecer toda inteligência.” (CLEMENTINO)

2. Não valorizar as coisas importantes
O rei Uzias não soube valorizar o seu reinado e nem a riqueza do seu conhecimento. E quando isso acontece, o indivíduo termina sendo ofuscado pela insensatez. “Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os animais, que perecem. ... .” (Sl 49:12). Há obreiros insensatos que não sabem valorizar a sua chamada, por mais humilde que ela seja.

3. Autoritarismo
O obreiro não se valha da sua autoridade eclesiástica para cometer abusos, ou seja, maltratar seus conservos. O autoritarismo não deve prevalecer no nosso ministério cristão, pois, vale salientar que há prestação de contas dos nossos atos (Mt 24.45-51).

4. Desobediência
A desobediência tem sido a principal causa de empecilho no desenvolvimento ministerial de muitos que aspiram ser obreiros. Devemos aprender a viver sob a autoridade espiritual. (I Sm 3.1-10); Elizeu estava sob a autoridade espiritual de Elias (II Rs 2.1-18). Na escola dos profetas os alunos estavam sob a proteção espiritual de Elizeu (II Rs 6.1-7); Na igreja os obreiros devem estar sob a proteção espiritual do seu Pastor (Hb 13.7, 17).

A insensatez tem atropelado vários obreiros no inicio da sua carreira ministerial, porque não souberam ficar debaixo da proteção espiritual do seu líder (At 15.37,38). Entretanto, quem serve bem e permanece sob essa proteção é considerado servo bom e fiel, sendo digno de confiança Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.” (Mt 24.47)

 Prudência
A prudência é a virtude que nos faz prever os perigos, ela é o antídoto da insensatez. Jesus mostrou aos discípulos o valor e a necessidade dela (Mt 10.16). Os prudentes não edificam a casa sobre a areia, mas, sobre a rocha. Prudência, “cautela, atenção e prevenção” são resultado de uma mente sensata. (Mt 7.24,25). A mente sensata e sábia deve ser constante, isso significa ponderarmos bem todas as nossas atitudes para termos uma vida saudável (Pv 4.12); “todo prudente age com conhecimento.” Pv 13.16a). As escrituras estão cheias de exemplos extraordinários: A humildade de Mardoqueu, a imprudência de Hamã e a prudência de Ester. Ora, Ester, ao tomar conhecimento da sentença real para destruir todos os judeus, interveio em oração e jejum; e de forma sábia e perspicaz, fez com que fosse vista pelo Rei que apontou o cetro para ela (Et 3. 9; 5.1-5; 8.3-11). O orgulho e a imprudência de Hamã o levaram a desgraça (Et 8.7). O insensato cai na sua própria armadilha (Sl 57.6).

O prudente vê o mal e se esconde, mas o simples prossegue e sofre a pena.” (Pv 22.3)

Necessitamos ser cautelosos. Por falta dela muitos têm sido abarbadas nos seus projetos, e sim, pessoas consideravelmente inteligentes. Os nossos cuidados devem ser permanentes, pois uma pequena bobagem pode ser tão danosa quanto uma mosca morta no unguento do perfumista, “Um pouco da sua insensatez faz desmerecer toda a inteligência que se tem” (Ec 10.1). “A loucura é a causa de muitas desgraças”. Guardemos as recomendações de Salomão (Pv 9.6; 21.20); Jesus diante dos escribas e fariseus (Mt 23.17,19); Paulo considera os gálatas insensatos (Gl 3.1,3); (Ef 5.17) Devemos abandonar toda insensatez e seguir caminhos que nos levem ao bom senso; (Tt 3.3). "A sensatez deve presidir todos os atos da vida do homem." (Carlos Bernardo González Pecotche). “Diz o insensato coração: Não há Deus.” (Sl 14.1). Isso te faz lembrar alguma coisa? Cuidado!

(Está sendo publicado novamente a pedido)

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE/Brasil