sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A VOLTA DO ESCRAVO ONÉSIMO



ESBOÇO 512
TEMA: A VOLTA DO ESCRAVO ONÉSIMO
“Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim” (Fm 11).

Há muitas coisas nesta vida que são consideradas às vezes impossíveis de se recuperar, principalmente o ser humano quando estão as margens da sociedade. É muito natural pronunciarmos palavras a respeito de alguém dizendo: Há! Fulano de tal é inútil, é irrecuperável, perdeu a confiança, é a vergonha da família e da sociedade, este não tem mais jeito, no entanto não é assim que se deve pensar, não devemos ter essa visão em relação às pessoas que cometeram alguns pecados na vida. Mas será que existe alguma maneira para recuperar alguém que esteja dentro desse contexto? Será que as pessoas que cometem delitos não merecem uma chance ou uma nova oportunidade? Será que não devemos ajudar ou fazer alguma coisa por alguém que julgamos ser irrecuperável? Leia então, a carta de Paulo a Filemom e veja o que aconteceu com o escravo Onésimo.

A epístola paulina.
A epístola a Filemom é caracteristicamente paulina em miniatura, nenhuma secção doutrinária, porém, é incluída, pois se trata de uma missiva pessoal e inteiramente prática. A carta cujo personagem central é Onésimo, a missiva foi dirigida ao Senhor Filemom discípulo de Colosso. O escravo fugitivo “Onésimo” que aparentemente havia fugido por tê-lo furtado, após cometer essa claudicação foi para a metrópole de Roma, e lá encontrou Paulo preso, e seja como for, na própria prisão, Paulo foi capaz de levá-lo a converter-se a Cristo. O interessante é que alguns episódios acontecem justamente quando uma pessoa se converte ao Senhor Jesus Cristo, ocorre uma grande transformação que envolve o novo nascimento, uma nova vida e uma regeneração completa (Jo 3.1-8; II Co 5.17; Isa 43.18,19). Nessa carta Paulo usou vários argumentos para então tratar da situação de Onésimo.

O propósito da carta.
Convencer Filemom a perdoar Onésimo, seu escravo fugitivo, e aceitá-lo como um irmão na fé, o que na ótica humana seria impossível isso acontecer.

Conteúdo da carta.
Paulo começa com ação de graça – Eu agradeço a Deus lembrando-me sempre de ti nas minhas orações (v 4), ele não se esquecia da boa amizade com Filemom, mesmo distante. Paulo tinha conhecimento a respeito de Filemom - Eu sei do teu amor e da fé que tens para com os santos, e a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo (vs.5, 6). Sinto-me alegre e confortado no teu amor, porque o coração dos santos tem sido reanimado por você (v.7).

Alguns argumentos da carta.
(1) A maneira anterior de Filemom agir com bondade para com os outros (v.5); (2) A autoridade implícita de Paulo (v.8); (3) Seu apelo à autoridade para reforçar um solene pedido (v.9); (4) A idade e a condição de prisioneiro de Cristo serviram como alavanca para obter respeito e a boa vontade de Filemom. (v.9); (5) Onésimo era “filho espiritual de Paulo”, e, por conseguinte, irmão espiritual de Filemom. Tal homem não podia ser tratado violentamente. (v.10) (6) Já fora útil antes e agora será muito mais a mim e a ti. Portanto, ele deveria ser recebido calorosamente, sem qualquer idéia de vingança. (v.11); (7) Paulo mantinha uma estreita amizade com Filemom, e, portanto, boa esperança de que este faria tudo quanto lhe era solicitado, e muito mais (v 21)

A intercessão de Paulo em favor de Onésimo
Paulo intercedeu sabiamente pelo escravo Onésimo, apesar do bom relacionamento que tinha com Filemom, não quis se aproveitar para ordenar, mas para interceder em nome do amor (vs.8,9). Na carta o apóstolo deixou implícito o desejo que Onésimo fosse alforriado, a fim de que pudesse servir-lhe também na obra de Deus (v 16). Existem muitas pessoas que não sabem interceder ou pedir por alguém, essa lição de Paulo deve ser aprendida e, sobretudo exercitada. Paulo na sua intercessão lhe fez ciente; Onésimo fora gerado nas minhas algemas, ou seja, na prisão (v. 10). Usou vários argumentos em favor de Onésimo, não obstante, conseguiu a reabilitação do escravo.

Todos devem ter novas oportunidades ou chances, muitas vezes não queremos acreditar que é possível haver mudanças na vida das pessoas que cometeram algum delito, simplesmente por achar que nunca falhe, talvez por falta de conhecimento da carta de Paulo aos Gálatas (Gl 6:1-2). Devemos incentivar as pessoas exercitarem a misericórdia para com os faltosos e concedê-los novas oportunidades, se você não faz uso dela pode lhe faltar no momento de maior necessidade (Tg 2:13; Mt 5:7; 18:33,35). Quantos Onésimos espiritualmente falando estão mortos na fé pelos caprichos de líderes orgulhosos protegidos por uma sigla de denominacional. Atualmente na opinião de alguns, Filemom não deveria recebê-lo, mas, o excelente relacionamento e a intercessão de Paulo reverteram a situação em favor de Onésimo. (Deixe Cristo agir através de você removendo barreiras entre irmãos em Cristo.)

Pr. Elis Clementino da Silva, Paulista/PE

MORDOMIA



ESBOÇO 511
TEMA: MORDOMIA
“Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e entregou-lhes os seus. A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade. Então partiu” (Mt 25.14,15).

Deus criou o homem e lhe deu a capacidade para desenvolver suas potencialidades, tanto no cotidiano quanto na vida espiritual, segundo os dons dados por ele. Nesse episódio aprendemos sobre a diversidade dos dons, desenvolvimento, fidelidade e prestação de contas.

A diversidade dos dons
Cada indivíduo recebe dons diferentes, tanto os naturais quanto os espirituais e aquele que dá conhece a capacidade de cada um, certamente aquele senhor conhecia o potencial de cada um dos seus servos, por isso ele distribuiu a cada um conforme a sua habilidade, um recebeu cinco, a outro dois e a outro um talento (Mt 25.15).

Desenvolvimento
Desenvolver é imprescindível, Deus capacitou o homem para desenvolver as suas potencialidades, todos são capazes. Quanto o desenvolver dependia de cada um (Mt 25.16-18). Na lei da semeadura, quem semear mais, mais colherá; quem semear pouco, pouco ceifará (2 Co 9.6), o que recebeu cinco produziu outros cinco, o que recebeu dois granjeou mais dois e o que recebeu um, lamentavelmente enterrou (Mt 25.25).

Fidelidade requerida
Os senhores exigem dos seus despenseiros fidelidade, essa lealdade é a única coisa que o indivíduo não pode deixar de ser. Certo homem precisava viajar chamou seus servos e entregou-lhes seus bens, para que apenas administrassem. Esses servos deveriam administrar até que ele voltasse, eles não eram donos dos bens do seu senhor, pois o senhor daqueles homens prometeu voltar (Lc 19.13).

A prestação de contas
O senhor daqueles servos prometeu que voltaria para a prestação de contas (Mt 25.19; Lc 19.13). No sentido espiritual devemos desenvolver cada dom recebido pelo SENHOR com muito cuidado, pois ele requererá a nossa fidelidade perante ele “Ora, além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel(I Co 4.2).

            O senhor da parábola é o próprio Jesus Cristo, ele deseja encontrar seus servos desenvolvendo os dons, naturais e, sobretudo espirituais, ele virá inesperadamente (Mt 25.13), o que nos foi entregue por ele será requerido (Lc 12.48). De modo que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus(Rm 14.12).

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE

O DESEJO MÓRBIDO



ESBOÇO 510
TEMA: O DESEJO MÓRBIDO
“Então Acabe foi para seu palácio, desgostoso e indignado, por causa da palavra que Nabote, o jezreelita, lhe havia falado; pois este lhe tinha dito: Não te entregarei a herança dos meus pais. Ele se deitou na sua cama, virou o rosto e não quis comer” (I Reis 21.4).

            Para todos os sentidos da vida o desejo doentio é ameaçador, pois pode levar uma criatura a tomar decisões extremas. Geralmente o indivíduo não consegue enxergar o desfecho daquele desejo que muitas vezes termina trazendo si e a sua família as consequências e até tragédias, tais como aconteceram com Acabe e Jezabel sua mulher.

Aspirações
O desejo é anseio, aspiração e cobiça pelas coisas alheias, isso tem sido a causa de muitos males, infelizmente poucos indivíduos conseguem controlar essas aspirações, esses tipos de pretensões não devam ser alimentados. “Todas as coisas me são permitidas, mas nem todas são proveitosas. Todas as coisas me são permitidas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (I Co 6.12). Todo individuo precisa dominar seus desejos. (Gn 4.7).

Exemplos
No Antigo Testamento temos esse exemplo que serve de despertamento. O Rei Acabe e a sua mulher não conseguia controlar os desejos de possuir a propriedade alheia, jamais eles imaginariam que o desfecho daquela ansiedade concluiria em tragédia; a morte de Nabote e as consequentes punições divinas. (I Rs 21.17-19, 23,24). Outro notável exemplo, Davi e o seu intenso desejo por Bate-seba, ele a desejou a todo custo, sendo capaz de cometer um terrível pecado (2 Sm 11.1-6, 14-17). A estratégia para conseguir seus intentos fora reprovada pelo Senhor, que enviou a Natã o profeta para dar-lhes a sentença do seu pecado (2 Sm 12.9-15), devemos saber que semear é opcional, colher é obrigatório (Gl 6.7,8). Absalão teve um desejo ardente em se tornar rei no lugar do seu próprio pai “Absalão dizia, mas: Ah, quem me dera ser constituído juiz na terra! Qualquer um que tivesse uma causa ou questão e a trouxesse a mim, eu lhe faria justiça” (2 Sm 15.4), foi assim que ele tentou usurpar o trono do pai.

Controlando os desejos
O Homem deve controlar seus desejos para sua própria felicidade, quando isso não acontece impreterivelmente sofrerá as consequências, a cobiça, ou as aspirações excessiva pelas riquezas também levam a infelicidade (Pv 28.22; 1 Tm 6.9,10). Todo ser humano tem ambição, desejar é algo normal. Quanto ao episcopado Paulo diz desejá-lo boa coisa deseja (I Tm 3.1), mas que esse desejo não deve ultrapassar seus limites, na visão de Paulo o homem deve contentar-se, ele mantinha o controle das suas emoções dentro da realidade em que vivia (Fp 4.11,12).

            Deveremos manter o controle sobre os nossos desejos, eles não podem superar a nossa razão, é ter os pés no chão, conhecer aquilo que está ao seu alcance ou não, embora busquemos de forma natural e coerente com os padrões éticos para conseguir ou galgar posições nobres na vida, Jesus nos ensinou qual seria o procedimento para um desenvolvimento (Mt 25.15-18). Muitas pessoas não se contêm em relação a esses desejos e terminam buscando caminhos que mais tarde resultam em sofrimentos, entretanto há uma coisa que a graça não pode remover as consequências de um erro, ou pecado, ela remove o pecado, dá forças, mais não tira as implicações do mesmo, por isso não devemos almejar de forma doentia as coisas que esteja muito acima das nossas possibilidades para não sermos induzidos ao mau.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE