sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1458 * TÍTULO: DESEJANDO O EPISCOPADO.

 

ESBOÇO 1458 *
TÍTULO: DESEJANDO O EPISCOPADO.
“Fiel é a palavra: se alguém deseja o episcopado, excelente coisa almeja” (Tm 3.1).
 
Introdução:
Um Chamado de Excelência e Responsabilidade para os que desejam o episcopado. Almejar posições de liderança é um desejo natural do coração humano, mas quando se trata do ministério cristão, esse anseio carrega um peso muito maior. O apóstolo Paulo afirma que desejar o episcopado é algo excelente (1 Tm 3.1), porém, essa aspiração exige mais do que qualidades naturais ou talentos. O chamado ao episcopado não é apenas um convite à honra, mas, acima de tudo, uma convocação ao serviço, à renúncia e à total dependência de Deus. Este esboço reflete sobre o chamado divino, a escolha soberana de Deus, a capacitação necessária e a conduta exigida para aqueles que almejam servir no ministério cristão. O objetivo é destacar que, embora o episcopado seja uma tarefa sublime, ele exige do obreiro compromisso, humildade e dedicação ao crescimento espiritual e pessoal, para que possa ser um instrumento eficaz nas mãos do Senhor.
 
I.                 Chamado.
Os processos de chamada de um indivíduo começam cedo. Em algumas pessoas, notamos por meio dos seus talentos. O chamado de Deus para a sua obra é bem diferente, ele pode chamar pessoas que julgamos sem talentos, e outras Deus também escolhe pelos talentos “Bezaliel” (Ex 31:1-3). Ele conhece a todos, tanto o que tem talento quanto o que não tem, pois o Senhor conhece a capacidade de cada um. Muitas vezes julgamos e escolhemos alguém pelo seu talento para determinada função, isso é natural, embora em algumas ocasiões nos enganamos.
 
II.                Escolha divina.
Deus escolhe e chama pessoas para a sua obra não pela capacidade e brio, muito pelo contrário, ele escolhe pessoas simples e modestas, como, por exemplo, as chamadas para o ministério profético, homens sem capacidade alguma, contudo foram usados como grandes instrumentos. Paulo, escrevendo a igreja de Coríntios, deixou bem claro sobre a maneira de Deus escolher pessoas para sua obra (I Co 1.26-27). Quando Jesus iniciou o seu ministério no mar da Galileia, chamou homens simples, que, a nosso ver, jamais deveriam ser escolhidos para compor o seu ministério (Mt 4.18). A chamada de Deus transcende a visão humana.
 
Na ótica humana, alguns indivíduos podem apresentar certas características importantes para ocupar uma função ministerial, porém temos que levar em consideração que não devemos escolher pelo que aparenta, eles devem ser primeiro provados, para depois servirem se forem irrepreensíveis (I Tm 3:10). Paulo compreendia que o Senhor é quem dá obreiros à igreja “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” (Ef 4.11; I Co 12.28; At 20.28). Deus dá obreiro com finalidade, o aperfeiçoamento dos santos.
 
III.              Aptidão para o serviço cristão.
O obreiro deve fazer sua parte, buscar conhecimento para desenvolver com habilidade o seu ministério, mas entendendo que toda capacidade vem de Deus (2 Co 3.5,6; Fp 2.13; Jo 15.5; I Co 15.10). As pessoas simples e modestas também são escolhidas, chamadas e capacitadas para também mostrar a sua importância (I Co 1.27,28), a fim de que ninguém se glorie na presença de Deus e, se alguém quiser se gloriar, glorie-se no Senhor (I Co 1.29,31). Quanto à capacitação espiritual dada por Deus a alguém, isso não significa que ele deixe de buscar conhecimento, ler a palavra de Deus, bons livros, prestar atenção quando alguém estiver ministrando a palavra, pesquisar, isso é imprescindível, pois o episcopado exige dedicação (Rm 12:7).
 
IV.              Qualificações:
·        Ser irrepreensível (I Tm 3:2; I Ts 5:23; Tt 1:4-9).
·        Marido de uma só mulher.
·        Governe bem a sua casa.
·        Ser sóbrio.
·        Moderado.
·        Hospitaleiro.
·        Apto para ensinar.
·        Não dado ao vinho.
·        Não violento.
·        Cordato.
·        Inimigo de contenda.
·        Não avarento.
·        Não neófito.
a.      Ter bom testemunho (I Tm 3.7; At 22.12; I Ts 4.12).
 
Conclusão:
O desejo pelo episcopado é nobre, mas precisa ser acompanhado de entendimento, dedicação e compromisso com os princípios estabelecidos por Deus. O chamado ao serviço cristão é uma demonstração da soberania divina, que escolhe e capacita de acordo com a Sua vontade e propósito, muitas vezes contrariando os padrões humanos. É essencial que aqueles que aspiram ao ministério busquem viver uma vida irrepreensível, cultivando as qualidades exigidas na Palavra e se dedicando ao estudo, à oração e à prática do evangelho. O episcopado não é apenas uma posição de liderança, mas um serviço que demanda amor, renúncia e fidelidade ao Senhor e à Sua Igreja. Que cada obreiro se esforce para cumprir o chamado com dignidade e zelo, pedindo a Deus sabedoria e capacitação para servir com humildade e eficácia. Dessa forma, o ministério será uma bênção tanto para o servo quanto para aqueles que forem alcançados pelo poder transformador do evangelho.
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1457 * TÍTULO: A INFIDELIDADE, MURMURAÇÕES E INCREDULIDADE NO DESERTO.

 

ESBOÇO 1457 *
TÍTULO: A INFIDELIDADE, MURMURAÇÕES E INCREDULIDADE NO DESERTO.
TEXTO: Depressa se desviaram do caminho que lhes havia ordenado; fizeram para si um bezerro de metal fundido, e o adoraram, e lhe ofereceram sacrifícios, e disseram: Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.  ÊXODO 32:8.
 
Introdução:
A infidelidade, as murmurações e a incredulidade são atitudes que, embora comumente observadas ao longo da história, ainda impactam a vida do cristão nos dias de hoje. No contexto da peregrinação do povo hebreu pelo deserto, descrito em Êxodo 32:8, vemos como, apesar de terem testemunhado os milagres de Deus, os israelitas rapidamente se desviaram do caminho, se entregando à idolatria e à desconfiança. Esse episódio serve como um alerta para nós, cristãos atuais, que também podemos ser tentados a perder a confiança em Deus diante das adversidades e das dificuldades da jornada. Este estudo visa refletir sobre esses aspectos da vida cristã, a partir da experiência do povo de Israel no deserto, e como eles podem impedir a concretização das promessas divinas em nossas vidas, caso permitamos que a incredulidade e a infidelidade prevaleçam.
 
II. Contexto Histórico.

O povo hebreu originou-se de Abraão, Deus havia falado a ele que o povo seria peregrino e escravizado, e afligido por 400 anos (Gn 15:13-14), com promessa de sair de lá em determinado tempo e sairia com riquezas, e o povo que o submeteu ao regime de escravidão seria julgado. Uma terra foi prometida ao povo hebreu, que manava leite e mel (Ex 3:8,17). Após saírem do Egito o povo teve que percorrer uma longa caminha e que não seria fácil. Sair do Egito foi mais fácil do que tirar o Egito de dentro do povo. Para quem estava há 400 anos de escravidão no Egito. Não se acomode com a escravidão, na atualidade o povo está se moldando a escravidão e não estão percebendo.

  • Aplicação pessoal, muitas vezes saímos do mundo pecaminoso, mas os costumes do Egito não querem sair de dentro de nós, a prova é que os israelitas desejavam voltar para comer os pepinos e as cebolas que comiam no Egito (Nr 11:4-6). O texto mostra o descontentamento dos israelitas com a situação no deserto e a saudade que sentiam das comidas que tinham no Egito, apesar de terem sido escravos lá.
II. A incredulidade e infidelidade.
  • Incredulidade, muitos milagres foram realizados por meio de Moisés durante a peregrinação, mesmo assim a incredulidade prevalecia (Êx 16:2-3; 17:2-3; Nr 14:1-4). Esses versículos mostram como, em diferentes momentos, o povo hebreu duvidou das promessas de Deus e desejou voltar para o Egito, demonstrando a sua incredulidade apesar dos milagres que já haviam testemunhado.
  • Infidelidade, Deus sempre foi fiel ao seu povo, mas o povo não era fiel a Ele. No meio do povo, o “vulgo” um povo que acompanharam os israelitas, estavam como o “joio no meio do trigo”, pois esse povo influenciou os israelitas a murmurarem contra Moisés, demonstrando desejo pelas comidas do Egito (Nr 11:5).
o   Aplicação pessoal, na atualidade há muitos influenciadores nas redes sociais e dentro da própria igreja, levando os cristãos a murmurarem contra seus irmãos. O apóstolo Paulo enfatiza a importância de um espírito de gratidão, evitando murmurações e se afastando daqueles que geram contendas e insatisfação (Fp 2:14; 1 Co 10:10; Pv 20:19; Rm 16:17). Não devemos atribuir a pessoas ou a deuses as bençãos recebidas do Senhor, a ingratidão estava permeando no meio do povo, cuidado!
 
III. Resultado da incredulidade.
1. Houve alguns acontecimentos como resultado da incredulidade do povo, entre eles estão:
  • Moisés foi impedido de entrar na terra prometida.
  • Josué e Calebe rasgaram as suas vestes devido à rebelião e a incredulidade (Nr 14:6, 10-12). Deus queria dar o melhor, mas o povo está acostumado com o pior. Moisés estava mostrando que o povo que lhes amedrontavam seria menor que eles.
  • Moisés intercede por eles e Deus revoga a sentença, e Deus perdoa o povo (Nr. 14:20). Mas não permite que os murmuradores e os que se rebelaram entrem na terra prometida (Nr 14:23).
Conclusão:
Ao refletirmos sobre a infidelidade, as murmurações e a incredulidade do povo hebreu no deserto, podemos perceber como esses comportamentos podem impedir a concretização das promessas de Deus em nossas vidas. A falta de confiança, o desejo de voltar ao passado e a rebeldia demonstram uma falta de compreensão do cuidado e do plano divino para o povo. Assim como os israelitas, muitas vezes, podemos ser tentados a deixar a fé de lado diante das dificuldades, deixando espaço para a murmuração e a incredulidade. No entanto, é essencial mantermos uma atitude de confiança e gratidão a Deus, evitando contendas e procurando compreender o propósito divino em nossa jornada. Somente ao banirmos a incredulidade e a infidelidade de nossos corações podemos experimentar plenamente as bênçãos e promessas que Ele tem para nós.
 
Pr Elis Clementino