quarta-feira, 30 de maio de 2012

A ADORAÇÃO A DEUS NÃO TEM PREÇO


ESBOÇO 442
TEMA: A ADORAÇÃO A DEUS NÃO TEM PREÇO
“Então, Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com perfume de bálsamo. (João 12.3).

Adoração é a maior expressão de gratidão que o ser humano pode oferecer ao seu criador. Adorar é um sacrifício que se oferece e nem sempre é bem visto por alguém. A verdadeira adoração ao Senhor movimenta um mundo espiritual que se manifesta fortemente para impedir que chegue a Deus. Quando as pessoas não conhecem o valor da adoração ao Senhor, são capazes de se oporem aos que se dispõem a adorar.

Uma mulher pecadora
Uma mulher conhecida como a Mulher Pecadora, sobre quem o contexto não fornece informações pormenores a seu respeito (Lc 7.39). Esse episódio aconteceu na casa de um fariseu. Embora sob os olhares curiosos, essa mulher teve a coragem de aproximar-se de Jesus, estando ele à mesa em um jantar; ela ajoelhou-se com um vaso de unguento na mão, e por detrás dele com lágrimas, ungiu-lhe os pés, e enxugava-os com os seus cabelos. Jesus sabia quem seria aquela mulher e certamente ela havia recebido perdão. Somente os corações contritos e agradecidos oferecem sacrifícios sem reservas, envolvendo, se necessário, até valores. A mulher lançava unguento sobre os pés de Jesus. Essa ação foi um ato de consideração pelo que o Senhor havia feito em sua vida (Lc 7.36-39).

A Mulher de Betânia
Outro fato parecido e importante foi narrado por Mateus, Marcos e João, (Mt 26.6-13; Mc 14.3-9; Jo 12.3-8). Jesus estava no povoado de Betânia, sentado à mesa, dessa vez foi em casa de Simão, o que era leproso. Lázaro e as suas irmãs estavam presentes. Naquele momento Maria, irmã de Lázaro e Marta, se aproxima de Jesus com um vaso de alabastro contendo um unguento muito caro, e com ele ungiu a cabeça do Senhor. Ao verem a ação daquela mulher, os discípulos radicalmente julgaram ser um grande desperdício, pois o valor daquele perfume era altíssimo e deveria ser vendido e distribuído com os pobres. Contudo,  aquela mulher estava oferecendo ao Mestre, em um ato de gratidão, tudo aquilo que estava dentro da sua alma. Talvez aquele momento tenha sido o mais conveniente, ela poderia não ter outra oportunidade de fazê-lo.

Tanto no episódio anterior registrado por Lucas, quanto nesse relatado por Mateus, Marcos e João houve pessoas que ficaram indignadas com aquelas atitudes; o fariseu pensava que Jesus não conhecia a mulher (Lc 7.39), em outro momento pensaram ser desperdício de dinheiro (Mt 26.8,9). Na realidade quando nos dispomos a oferecer o melhor para o Senhor, geralmente incomodamos muitas pessoas.

A adoração incomoda
Milcal, mulher de Davi, sentiu-se incomodada com a atitude dele no momento em que trazia a arca do Senhor para Jerusalém (II Sm 6.14-16,20-22).  Ela não era adoradora, e desconhecia que todos os seres no céu e na terra foram criados com essa finalidade. Os verdadeiros adoradores não medem circunstâncias para adorar. Davi quebrou o protocolo real por causa da adoração ao Senhor (2 Sm 6.21,22), ele sabia que esse ato era de valor inestimável e a arca representava a própria presença de Deus. Foi uma ação de um coração agradecido e um  profundo reconhecimento dos favores de Deus sobre a sua vida. Há várias maneiras de se adorar ao Senhor, e aquele que se dispõe a oferecer tal sacrifício, necessariamente, precisa saber que deve fazê-lo com um coração voluntário, em ação de graças, para que seja recebido por Deus. Um coração agradecido se dispõe a adorar, principalmente quando reflete os benefícios do Senhor em sua vida. Zaqueu, ao meditar sobre o que acabara de receber, levantou-se e disse: “Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais”. Essa foi a mais forte expressão de contentamento, mas ao ouvir essa declaração Jesus disse: “Hoje, houve salvação nesta casa.” (Lc 19.8,9). Mediante estes exemplos bíblicos é interessante ressaltar que o valor de um coração agradecido não tem preço.

Como adorar ao SENHOR
Há muitas maneiras de adorarmos ao Senhor, entre elas o louvor e a adoração são as mais comuns e devem sair do mais profundo do ser, pois são um sacrifício oferecido a Ele. Algumas pessoas declaram ser adoradoras quando cantam, mas cantar, nem sempre significa adorar ao Senhor. Porém, há momentos que caímos a sós aos pés do Senhor com profundo sentimento de gratidão, enaltecendo o seu nome. Hoje nos deparamos com pessoas que se dizem adoradoras, mas que não têm nenhum compromisso com o SENHOR. Frequentemente nos deparamos com aqueles que são profissionais do canto, que cantam, e até conseguem encantar as pessoas com o seu canto, mas são descompromissados com a igreja; vivem como verdadeiros soldados sem quartéis, ovelhas sem pastor; são os últimos que chegam aos templos e apenas para cantar, não se envolvem com o culto a Deus, e estão totalmente alheios ao ato da verdadeira adoração e a um profundo sentimento de fé.

O sentimento de adoração vai muito mais além de um cantar, é envolver-se nos mistérios de Deus em espírito e em verdade, “Importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade(Jo 4.24) envolvendo espírito, alma e corpo, para dar ao Senhor o melhor, o “nardo puro” com alto teor em essência e o mais caro da época; é mais do que regar-lhe os pés com lágrimas, muito mais do que enxugá-los com os cabelos. Para o mestre não importava o que estava sobre a mesa, mas sim, a atitude daquela mulher, pois enxergava nela um real sentimento de adoração e agradecimento.

Devemos nos dirigir a Deus na condição de adorador, e não nos colocarmos na condição de adorados, como verdadeiros ídolos mundanos, atores ou qualquer outro personagem e até pregadores nos palcos exibindo os seus potenciais, se revestindo de glória humana. Adoremos ao Senhor com toda a nossa força e em santidade, porque tudo é dEle e para Ele; tenhamos uma vida compromissada com o louvor e a adoração a Deus. Adoremos ao Senhor com espírito, alma e corpo; consideremos uma adoração mais completa, e quando adoramos assim a nossa casa se enche de glória.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A MALDIÇÃO QUE NÃO SE CUMPRE


ESBOÇO 441
TEMA: A MALDIÇÃO QUE NÃO SE CUMPRE
“Como um pássaro que foge, como uma andorinha no seu voo, assim a maldição sem causa não se cumpre” Pv 26.2

Maldição, um termo que se usado contra alguém,  faz esse alguém tremer. Enquanto isso, o termo bênção traz conforto espiritual. Essas terminações são usadas desde os tempos antigos. As pessoas acreditavam ter poderes dados por Deus, tanto para amaldiçoar quanto abençoar. Ainda hoje esses termos são usados por pessoas religiosas que se baseiam no passado. Discorreremos nesse assunto sobre a bênção e a maldição, conforme as escrituras sagradas.

Significado
a) A maldição é um ato ou efeito de amaldiçoar ou pronunciar palavras de maldição. (b) Imprecação (ato de imprecar, maldição, praga). Existem alguns salmos considerados imprecatórios, são aqueles que de alguma forma chocam, porque são julgadores; eles invocam a vingança e a maldição do nosso Deus, inclusive, as imprecações mais longas estão nos Salmos 35, 69 e 109; mas alguns traços de vingança também aparecem em outros, podemos citar alguns: (Salmos 31.17-18; 40.14; 54.5; 55.15; 58.6-7; 59.9-13; 83.9-17; 137.8-9; 139.19. (c) Desgraça de alguém ou uma praga.

O poder das imprecações
Ao ler o livro de Salmos, são necessárias fazer algumas considerações; pois as maldições, em alguns casos, são expressas por pessoas apoiadas em algumas atitudes de outras, e podem causar infortúnios “infelicidade, desgraça, calamidade e desventura em determinados indivíduos”. As religiões antigas confiavam nessas declarações emocionalmente carregadas, que, proclamadas, trariam essas consequências; por isso as pessoas atualmente continuam temendo as maldições (Rm 3.14). Devemos levar em conta o poder espiritual daquele que amaldiçoava ou abençoava. Jacó abençoou não somente os seus netos Efraim e Manassés, como também convocou os seus doze filhos para abençoar a cada um deles. E essas bênçãos têm demonstrado o seu poder entre os seus descendentes até hoje (Gn 49:1-33). Noé amaldiçoou a Canaã filho de Cam, como também abençoou Cem e Jefé (Gn 9.25,26; Dt 27.16). Há pessoas malignas, que recebem ajuda de espíritos malignos ou maus, e evidentemente podem prejudicar, ou mesmo levar outra pessoa às enfermidades e até à morte; entretanto, não devemos ser supersticiosos a ponto de acreditar que venham sobre nós mau olhado ou coisas parecidas, embora sabendo que há pessoas dotadas de um grande poder PSÍQUICO e que podem produzir efeitos nas vidas de seus semelhantes. Se amarmos as maldições elas nos sobrevirão (Sl 109:17;  Pv 26:2).

A proteção divina sobre as imprecações
Os que estão debaixo da proteção do SENHOR não sofrerão influências estranhas e malignas, “pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel (Nr 23.23)”. As maldições não alcançam o povo de Deus (Nr 22.12,18; Nr 23.11; Nr 24.10). Deus inverte a maldição em bênção, conforme fez com a maldição de Balaão (Dt 23.5). As palavras imprecatórias não nos alcançam e podemos desfrutar dessa bênção (Sl 91.10; Isa 54.17; Jó 5.21; Tg 3.8-10; Rm 8.31, Nr 14.9; Jó 34.29; Sl 118.6; Rm 8. 33,34). Somos guardados porque o anjo do Senhor se acampa ao nosso redor para nos guardar (Sl. 34.7; Sl 91.3 – 12).

Bênçãos divinas
Assim como podem vir as maldições às pessoas desobedientes, as bênçãos divinas também virão sobre os justos. No antigo testamento as bênçãos eram proclamadas em momentos solenes, como se ler no salmo 103, onde temos uma expressão pessoal de agradecimento, em face às bênçãos divinas recebidas.  O antigo testamento encerra várias bênçãos domésticas, nas quais o pai de família invoca a bênção divina sobre os seus filhos (Gn 9:26; 27:27-29; 48:15,16); essas bênçãos tinham grande valor, porque elas eram proclamadas e as pessoas criam no Deus de Israel. Moisés proferiu uma bênção sobre o povo de Israel como um todo (Dt 28:1-14), sendo que a bênção clássica é a bênção de Arão que era o sacerdote (Nr 6:24-26). As bênçãos eram invocadas quando na adoração pública (Lv 9:22; Dt 10:8). A postura física dos invocantes, usualmente, incluía o gesto das mãos erguidas (Lv 9:22). No novo testamento há bênçãos eloquentes: (Rm 15:3; 2 Co 13:13; Hb 13:20,21; Jd 24; 1 Pe 5:14 e 3 Jo 15), várias das quais são comumente usadas nos nossos cultos de adoração a Deus, incluindo a bênção apostólica no final.

A bênção de Deus está à nossa disposição, nós somos quem as escolhemos (Dt 11:26,28). As bênçãos caem sobre os justos (Pv 10:6), elas enriquecem sem acrescentar dores (Pv 10:22). Pela bênção do justo a cidade se alegra (Pv 11:11). O crente fiel gozará de abundantes bênçãos espirituais e materiais (Pv 28:20ª; Ml 3:10). Deus fará descer chuvas de bênçãos no seu tempo (Ez 34:26).

Devemos confiar inteiramente no Senhor, pois dele vem a nossa proteção e as bênçãos divinas; as maldições não nos alcançarão (Sl 91:5, 6). Deus promete nos livrar (Sl 91:14,15). Mesmo que alguém nos faça o mal, não devemos retribuir com o mal, antes pelo contrário, abençoá-lo (I Pe 3.9,10). Tenhamos a certeza que o Senhor nos protegerá enquanto confiarmos nele, e fará com que as suas bênçãos caiam copiosamente sobre nós e nossos filhos.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

quarta-feira, 16 de maio de 2012

TEMA: AS COISAS PROIBIDAS SÃO AGRADÁVEIS


ESBOÇO 440
TEMA: AS COISAS PROIBIDAS SÃO AGRADÁVEIS
“As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é agradável”. (Pv 9.17; 20.17)

            Às vezes os deleites coibidos parecem ser mais doces e mais deleitáveis, ou seja, mais fascinantes. Diz-se que algo quanto mais arriscado melhor, por isso o indivíduo se sente desafiado a realizar coisas ameaçadoras e perigosas, que podem até levá-lo à morte.  Isso é muito comum nos nossos dias, existem pessoas que gostam de ariscar até a própria vida em certas aventuras. Os alpinistas “montanhistas”; os que praticam Surfe; os pára-quedistas e os que voam em asa delta, são alguns dos  praticantes de esportes radicais e perigosíssimos; mas é um prazer que eles têm em realizar, mesmo tendo ciência que correm o risco de perder a vida (Pv 9.18; 2.18; 7.27). Mas há outras coisas piores: são os prazeres que desagradam a Deus.

Responsabilidade pessoal
Cada pessoa é responsável pela sua própria conduta; e as escolhas que fazemos afetam a própria vida (Pv 9.12); “Ninguém é tão responsável por nós, quanto nós mesmos”. Há caminho que aos nossos olhos são bons, mas são caminhos de morte (Pv 16.25). Os insensatos não percebem os perigos, a maldade para eles é divertimento (Pv 10.23).

Um abismo chama outro abismo
As coisas proibidas, por menores que sejam, podem levar o indivíduo a praticar as maiores; o ser humano nunca se satisfaz com o pouco, sempre quer mais. Geralmente as pessoas que furtam começaram a furtar coisas pequenas; os alcoólatras iniciaram com pequenos goles, as coisas escondidas consideradas pequenas podem se tornar em grandes problemas. As pessoas que escalam montanhas andam a procura dos picos muito mais altos, se auto-desafiam para tal prática. As coisas que são proibidas são tentadoras e terminam levando o sujeito ao precipício.

O convite insensato
O texto fala da mulher louca e o seu convite, chamando atenção aos transeuntes que andam pelo caminho direito dizendo: deem-me atenção, voltem-se para aqui. E aos faltos de senso, diz: vamos aproveitar as oportunidades, elas são propícias, porque as águas furtadas são mais doces (Pv 9.15,16).

Advertência contra a mulher adúltera
As advertências contra a mulher sedutora são claras no capítulo 7. Ela era uma mulher casada e o seu marido não estava em casa (Pv 7.19). Ela usa todo tipo de artifício para conquistar um jovem falto de entendimento (Pv 7.7). A vida pecaminosa pode abrolhar encantos e aparente felicidade, mas somente enquanto não é vista a outra face da vida impura, que logo descoberta, virá à decepção; as consequências e as matulas que perdurarão por muito tempo, ou até a vida toda.

A prática do pecado não vale a pena, a lei da semeadura existe, ela é uma realidade (Gl 6.7). Buscaram os deleites para preencherem os vazios que jamais foram preenchidos por eles. Muitos no passado entraram por esse caminho, até pessoas consideradas leais a Deus e a sua palavra, mas viram que a aparente delícia não lhes trouxe felicidade, antes desgosto e tristeza espiritual através das vestes manchadas pela iniquidade.

Satanás mostrou a Jesus tudo o que era bom e deveriam ser aproveitadas, todas as riquezas deste mundo: “Levou-o ainda a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”. (Mt 4.8-9). Era um grande engano, embora ele soubesse o que estava oferecendo a Jesus. Em contrapartida Jesus também sabia o que ele estava oferecendo, na realidade tudo era muito atraente. Somente as pessoas que buscam semelhantes vantagens não rejeitam, embora depois venham as dores. Citaremos apenas um exemplo, o banquete do Rei Belsazar com as suas concubinas e os grandes do reino, toda aquela prática pareceu mal aos olhos do Senhor, e culminou com a morte daquele rei naquela mesma noite.

            Tudo quanto Deus proibiu, os homens eram tentados a fazer. Ainda hoje é assim, quanto mais se proíbe, mas as pessoas se sentem tentadas a descobrir algo que está selado, embrulhado com papel de presente ou posto em uma caixa; se dissermos a alguém não abra, ele não sossega enquanto não abri-la. Tudo o que é proibido, os homens são tentados a conhecer. Deus ordenou ao homem e à mulher não comerem do fruto proibido da árvore da ciência do bem e do mal; parece terem se esquecido da ordem estabelecida, e comeram do fruto proibido. O sabor foi doce, mas o final foi amargo.  

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

terça-feira, 8 de maio de 2012

A FÉ DE UM PATRIARCA



ESBOÇO 439 
TEMA: A FÉ DE UM PATRIARCA 
“(Como está escrito: Por pai de muitas nações de constitui) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, que vivifica os mortos, e chama à existência as coisas que não são como se já fossem” (Rm 4.17; Hb 11.19). 

Desde o começo da criação Deus tem proporcionado o bem para o homem, criando situações, para que os seus propósitos se concretizem. Não obstante, devemos entender quais os processos usados por Deus para que se desenvolvam e sejam concluídos. A sua vontade só será executada se entendermos que o seu querer não só envolvem promessas, mas compromissos. Deus requereu de Abrão obediência e dedicação pessoal. Discorreremos sobre a chamada de Abrão, promessas, fé e lealdade a Deus.  

I. Chamada de Abrão 
Deus conhece a todos os homens, faz escolhas os chama, para através dele executar a sua vontade. Abrão morava em Ur dos caldeus; não se sabe sobre seu pai, Tera, e sua família; o povo dessa terra era idólatra, e por essa razão, Deus o tirara de lá (Gn 12.1). A intenção de Deus era que, dessa nação, saísse um povo que lhe servisse, guardasse os seus mandamentos e abominasse a prática ímpia (Gn 18.19). A sua chamada foi seguida de promessas; mas, algo interessante há nessa chamada. Deus não lhe diz para onde, mas diz “para a terra que eu te mostrarei” (Gn 12.1b). Promessas: (a) far-te-ei uma grande nação; (b) abençoar-te-ei; (c) engrandecerei o teu nome; (d) e tu serás uma bênção (Gn 12.2). Bênção estendida: abençoar-te-ei os que te abençoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra (Gn 12.3). De posse dessas promessas, parte Abrão como o Senhor havia lhe dito, com setenta e cinco anos de idade, levando consigo Ló seu sobrinho, a sua esposa e os bens que lhes pertenciam (Gn 12.3,4). Passando Abrão por Siquém, até ao carvalho de Moré, onde estavam habitando os cananeus, o Senhor aparece a Abrão e lhe diz: “À tua semente darei esta terra” (Gn 12.7). Ele, porém, ficou certo de que seria à sua semente, pois outros acontecimentos haveria para que essas promessas fossem cumpridas; dali ele edificou o seu primeiro altar ao SENHOR. Em Betel edificou outro altar (ao SENHOR) e invocou o seu nome (Gn 12.8,9). É importante saber que as bênçãos de Deus para Abrão incluíam as bênçãos espirituais, que se cumpriria através de Jesus Cristo, com a redenção da humanidade (Gl 3.8, 14,16).  

II. As Problemáticas 
Alguns enunciados teriam que acontecer na trajetória da vida de Abrão, seria uma espécie de teste; às vezes o Senhor permite que alguns infortúnios aconteçam com aqueles que ele ama e tem chamado. É como se fosse um testemunho prático para ver a nossa perseverança, como nos comportamos, se as nossas atitudes são ou não coerentes a nossa confissão de fé. 

1. Havendo fome em Betel, Abrão partiu para o Egito, a fim de peregrinar ali. Abrão sabia que no Egito iria enfrentar problemas. O coração do homem teme em determinadas circunstâncias, mas Deus estava no controle de tudo, ninguém tocaria em Abrão; porém, a sua confiança em Deus naquele momento falhou (Gn 1211,1.3), quando negou perante o rei do Egito que Sara era a sua mulher. Vendo-a, os príncipes de Faraó a levaram para a casa de Faraó (Gn 12.14,15). Deus não permite que aconteçam certas coisas com os seus escolhidos. Deus puniu a Faraó e a sua casa por causa de Sarai, mulher de Abrão; Faraó entende que tudo aquilo lhe sobreveio por causa de Abrão, e vai ter com ele, lhe repreende e manda-o embora (Gn 12.18,20). Algumas manobras se fazem, às vezes, para tentar driblar as situações quando não são boas para nós; Deus age no momento que acreditarmos e confiarmos inteiramente nEle. 

2. Os conflitos de pastores e separação de Abrão e Ló 
Abrão volta do Egito muito rico, trazendo o seu sobrinho Ló; no entanto, nada terminaria por ali. As provas da fé estavam apenas começando, se inicia um conflito entre os pastores de Abrão e os de Ló; dessa vez Abrão foi cauteloso, pois ele havia aprendido uma grande lição, e já tinha consciência que o Senhor estava no controle de tudo e não seria momento para desespero (Gn 13.1-6). (1) Abrão agiu de forma coerente com a vontade de Deus. “E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti e entre os teus pastores e os meus pastores, porque irmãos somos” (Gn 13.8). Esse foi um procedimento exemplar que poderia servir de lição para os nossos dias: Abrão sabia que a vontade de Deus se cumpriria na sua vida; (2) Abrão manda Ló fazer a sua escolha (Gn 13.9), a visão de Abrão não podia se ofuscar, ele sabia que onde pusesse os pés o Senhor o abençoaria. Os propósitos de Deus jamais podem ser impedidos.  

Será que não ficaria descente tomarmos a atitude de Abrão mediante as contendas dos pastores? Por que muitos não fazem o mesmo? Será que é a falta de humildade que não os deixa seguir esse exemplo? Irmãos somos! Sejamos exemplos para o rebanho e para os incrédulos. 

Nos momentos decisivos da vida devemos ter muita calma e avaliar as nossas resoluções (Ec 10.4); (3) A infeliz escolha. As nossas escolhas dizem muito a respeito do nosso destino. Existem escolhas que na ótica humana são vantajosas, mas o desfecho não; foi o caso de Ló (Pv 16.1,25), ele escolheu pelos olhos, e sofreu as consequências (Gn 13.13; 2 Co5.7); (4Conforme a escolha de Ló, Abrão habitou em Canaã e o Senhor fala com ele: “levanta os teus olhos desde o lugar onde estás, para a banda do norte, e do sul, e do ocidente; porque toda esta terra que vês te ei de dar a ti e à tua semente, para sempre” (Gn 13.14-18). 

3. As consequências de uma escolha  
O ser humano é responsável pelas escolhas que faz, sejam boas ou más, as consequências logo aparecem. Mais adiante Ló se deparou com uma situação muito difícil, em uma guerra de quatro reis contra cinco, o que resultou na perda dos seus bens, além de levá-los cativo. Não faça escolha somente pela vantagem dos olhos, mas pela razão. Abrão não se deixou ser levado pelas campinas do Jordão, mas a possibilidade de ser abençoado em qualquer lugar. Você não precisa de campina verde para ser abençoado” CLMENETINO. 

III. Abrão parte em defesa de  
Informado da situação de Ló, Abrão parte em defesa dele levando consigo seus criados armados para libertá-lo, e trazer de volta os seus bens que foram tomados (Gn 14.14-16). Abrão vence a guerra e é abençoado por Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus altíssimo, e deu Abrão o dízimo de tudo (Cf Hb 7.4). (Gn 14.18-20). Abrão podia não ter dado tanta importância a um membro da sua família que havia lhe trazido tanto problemas, mas quem tem as suas convicções das promessas de Deus, defende o seu irmão (Gn 14.14). 

IV. Rei de Sodoma quer negociar com Abrão 
A possessão de Abrão provinha da bênção de Deus, essa não podia ser negociada com as riquezas recuperadas dos cananeus; Abrão revela a sua total dependência de Deus (Gn 14.21-23). Não negocie aquilo que Deus lhe deu (I Rs 21.1-4) 

V. Deus aparece a Abrão 
Deus aparecera novamente, e dessa vez dizendo: “Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão”. O Senhor renova as promessas a Abrão, Deus está interessado em abençoá-lo muito mais do que ele esperava “dar-lhe um herdeiro”. Muitas vezes achamos difícil Deus realizar algo que está acima da nossa imaginação, no entanto queremos nos conformar com o Eliezer, quando o Senhor quer dar muito mais”. Mas Deus tem poder para realizar em nós tanto o seu querer quanto o efetuar (Fp 2.13Ef 3.20). Abrão via em Eliezer o seu herdeiro, no entanto, os planos de Deus eram diferentes; o homem traça caminhos, mas a resposta vem do Senhor (Pv 16.1,9; 19.21; 20.24; Jr 10.23). 

confiança no Senhor nos conduz à vitória, apesar das situações que enfrentamos na vida. Abrão sentiu parecer que os propósitos de Deus não iriam ser concretizados.  Porém, devemos acreditar que o SENHOR cumprirá os seus propósitos em nós. 

Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil