quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O ESTRESSE E A ANSIEDADE




ESBOÇO 524
TEMA: O ESTRESSE E A ANSIEDADE
“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” Fp 4:6.

            É possível notarmos que atualmente o mundo tem sofrido grandes transformações, estas têm exigido do ser humano enorme esforço para se adaptar a nova realidade, tanto no estado físico, mental e social. Isso tem acontecido devido o desenvolvimento tecnológico e a rapidez dos meios de comunicação social, ocasionando uma nova dinâmica às relações humanas, essas mudanças afetaram na conduta, modo de agir e pensar das pessoas. A vida agitada, principalmente no mundo de pós-modernidade os indivíduos procuram de um lado para outros meios para fugir ou vencer os problemas, isso gera o estresse tornando-as inseguras e cheias de dúvidas. De forma rápida discorreremos sobre a estricção e a ansiedade das pessoas gerada por esse desenvolvimento.

O que é o estresse?
No dicionário Aurélio “é um conjunto de reações do organismo e agressões de origens diversas, capazes de causar-lhe desequilíbrio interno”, isso pode influenciar em vários aspectos. Observamos o individuo no relacionamento social, com a família, amigos e até na igreja, e pode ser algo decisivo para desencadear um alto grau de estresse e ansiedade, e às vezes essa ansiedade e busca incessante gera uma inquietação provocando incerteza existencial. Acreditamos que a modernidade trouxe todos esses problemas para a sociedade, e consequentemente o resultado será muito pior, a ansiedade, depressão e o estresse patológico atinge quase todo ser humano, no entanto esse mal generalizado e constante não está ligado a uma única causa, as pessoas que sofrem desse problema vivem num estado de tensão e preocupação contínua, os sintomas podem perdurar por mais tempo, mesmo que a causa do estresse já tenha acontecido. Os que sofrem se tornam tão ansiosos que eles não são capazes de relaxar, descansar e dormir. O mais agravante é que esses problemas podem levar às pessoas a incapacidade não somente nos relacionamentos, mas também na execursão das suas tarefas, porque o estresse tem seus níveis e devem ser controlados antes que venha alcançar um alto grau.

Algo importante que necessita ser obeservado pelos líderes religiosos, não espiritualizar qualquer anomalia que venha acontecer no organismo humano, o prórpio Jesus disse que os sãos não precisam de médicos e sim os doentes (Mt 9.12), muitos tratam os problemas das pessoas como sendo de origem espiritual, quando as vezes não são. Eu como Pastor já tive experiencias com essas pessoas na igreja e não foram poucas, mas ao ouví-las contar-lhes as suas problemáticas, logo entendi que se tratava de problemas ligados ao estresse, orei por eles e os encaminei para um médico clínico para tratamento e aconpanhei o resultado, porque o mais importante para mim era vê-los bem, fiz isso muitas vezes dentro das minhas possibilidades e pude ter resultados satisfatórios. Cosideremos também que existem outros de orden espiritual, esses aparecem com sintomas e características bem diferentes e precisamos ter muito cuidado para que o discernimento seja corretamente, posteriormente trataremos sobre esse assunto.

A ansiedade pelo ter
Um dos problemas que tem conduzido muitas pessoas ao desespero é o desejo do TER, isso pode gerar uma crise existencial e levar o individuo a valorizar as coisas mais do que as pessoas, portanto é imprescindível termos em mente que as pessoas são mais importantes do que as coisas. Nota-se nas escrituras a ansiedede dos discípulos por elas. A ansiedade se apresenta como um desejo de ver o desfecho de algo que está em sua mente, ou seja, vontade de ver as coisas acontecerem da forma desejada. Os discípulos de Jesus demonstraram o ansioso desvelo pelas coisas terrenas (Mt 6.25-34), e esqueceram da importância dos seus próprio corpos. O desejo excessivo pode levar as pessoas a um extremo muito perigoso, correndo em busca para conseguir o que deseja a todo custo sem medir as consequências sobre ele e as outras pessoas.

As implicações
Enquanto o desfecho daquilo que almejamos não acontece vem o estresse que se instala no nosso peito gerando o mau humor, pavor, debilidade física, alteração do metabolismo sendo capaz de atingir o sistema nervoso central, isso passa a transparecer na mudança de comportamento e na face do individuo, nesse estágio as queixas e os questionamentos são frequentes, o desânimo toma conta, (I Rs 19.4; Jó 10.1; 23.2; Jn 4.3,8; Sl 55.2; 77.3) induzindo o sujeito ao desespero a ponto de desejar a morte,  casos como esses aconteceram com muitos homens de Deus (Nr 11.14,15; I Rs 19.4; Jr 20.14,15, 17,18) e nós não somos diferentes (Tg 5.17). Essa situação torna a pessoa bastante pessimista, não tendo uma visão de superação em baixa autoestima, para ele as demais pessoas podem conseguir superar tudo, menos ele.

Comprometendo a fé
A fé enfraquecida impossibilita ver o seu próprio sucesso, mas nessa extrema situação não devemos nos sentir sozinhos, existem inúmeras pessoas nas mesmas condições ou pior. O importante nesse momento é erguer a cabeça, pedir a Deus força e não olhar para a prosperidade dos outros como fez Asafe (Sl 73.2,3), porque o sucesso e a felicidade não consistem somente nos bens materiais e posições de destaque na sociedade, porém existem pessoas pobres, porém ricas “...como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo possuindo tudo” (2 Co 6.10; Pv 13.7). O Apóstolo Tiago mostra a falibilidade humana e que a glória humana não é nada, também os ricos e opressores são condenados (Tg 4.16; 5.1-6), ele enfatiza também a termos paciência (Tg 5.7-11).

Devemos aconselhar as pessoas a monitorar o estresse, porque o equilíbrio orgânico, emocional e espiritual pode ser conservado através do gerenciamento do estresse. Isso evitará as implicações que poderá resultar no abatimento da fé, mas as escrituras têm palavras de ânimo para os desalentados. “Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus” (Is 35.3,4) “Não temas, porque eu estou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Is 41.10,13). Firmemo-nos a nossa confiança no SENHOR, faça uso diário da fé, mesmo com toda aflição não deixe o desânimo tomar-lhe conta. Deus tem poder de lhe ajudar a superar os obstáculos que tanto lhe inquieta. “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13). A nossa confiança em Deus é o motivo da nossa superação, tudo tem à hora e o momento certo para que as coisas aconteçam. “Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (I Pe 5.7).

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ESPERANÇA E CONFIANÇA




ESBOÇO 523
TEMA: ESPERANÇA E CONFIANÇA 
 “Ora, o Deus de esperança vos encha de toda alegria e paz na vossa crença, para que abundeis na esperança pelo poder do Espírito Santo” (Rm 15.13)

            Esperança e a confiança em algo que não alcançamos ainda estão intrinsecamente ligadas à fé, podemos baseá-las em três questões: Qual a ponto de vista do crente sobre a esperança conforme as escrituras? Em que está baseada a nossa esperança? E qual a esperança maior do crente? Para definirmos de forma simples dizemos que a esperança é o ato ou efeito de esperar algo que desejamos, ela está inclusa entre as três grandes virtudes “Fé, esperança e Caridade” (I Co 13.13). A esperança do crente é indispensável, sem ela jamais esperamos nas promessas de Deus.

Qual a ponto de vista do crente sobre a esperança conforme as escrituras?
A esperança, pela sua própria natureza, diz respeito ao futuro (Rm 8.24,25). Entretanto, ela abrange muito mais do que uma simples vontade ou anseio por algo futuro. Esta esperança consiste numa certeza na alma, uma firme confiança sobre as coisas futuras, porque tais coisas decorrem da revelação e das promessas de Deus. Noutras palavras, a expectativa bíblica do crente está profundamente atrelada a uma fé firme (Rm 15.13; Hb 11.1) e a uma sólida certeza em Deus (Sl 33.21,22). A esperança e a confiança caminham juntas, não há esperança sem confiança, a esperança firme do crente é tão firme que não trás confusão (Rm 5.5; Sl 22,4,5;Is 49.23), ela deve estar firmada como uma âncora (Hb 6.19,20). “Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio e cuja esperança está posta no Senhor seu Deus” (Sl 146.5; Jr 17.7).

Qual o fundamento da nossa esperança?
A nossa esperança tem como base, fundamento ou alicerce, ela está fundamentada em três verdades: (1) procede da natureza de Deus; (2) de Jesus Cristo; (3) Da palavra de Deus. Ela não está firmada em conceitos humanos, mas nas escrituras que mostram a fidelidade de Deus para com o seu povo no passado, presente e permanecerá no futuro, “Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste” (Sl 22.4), mas quem não conhece a Deus não tem base para se firmar em esperança e confiança (Ef 2.12; I Ts 4.13). A revelação de Jesus através do novo concerto nos induz a ter uma esperança inabalável em Deus, essas verdades alimentam a nossa esperança e confiança no Senhor, embora o nosso inimigo tente arrancá-las de nós, mas não conseguirá porque até na morte o justo tem esperança (Pv 14.32).

Esperança através de Cristo
A nossa viva esperança foi gerada por Deus em nós por misericórdia através do seu filho, nos gerou novamente para uma viva esperança,Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (I Pe 1.3), sendo assim devemos depositar nele toda a nossa confiança (Rm 15.13); Cristo em nós, a esperança da glória (Cl 1.27).

A Palavra de Deus
É o terceiro alicerce da esperança. A palavra de Deus foi revelada por meio dos profetas e apóstolos no passado, Deus os inspirou através do Espírito Santo para escreverem de forma clara e sem erros (2Tm 3.16; 2Pe 1.19-21), pelo fato da sua palavra ser eterna e permanecer nos céus (Sl 119.89), sendo assim devemos depositar toda a nossa esperança e confiança na sua palavra (Sl 119.49, 74, 81, 114, 147; 130.5; At 26.6; Rm 15.4). Tudo quanto aprendemos a respeito das promessas de Deus é através das escrituras sagradas.

A nossa maior esperança não está focada nas coisas materiais, mas nas que estão acima das nossas expectativas, as quais foram preparadas por Deus e não se compara com as terrenas (2 Co 2.9), mas só as veremos com a manifestação de Jesus Cristo e quando todas as nossas tribulações cessarem aqui com a redenção do nosso corpo revestido da incorruptibilidade (Rm 8.18-25; Sl 16.9,10; 2 Pe 3.12; At 24.15), ter uma morada eterna nos céus (2Co 5.1-5; 2Pe 3.13;Jo 14.2). Temos também a esperança de recebermos a coroa da justiça (2Tm 4.8), de glória (I Pe 5.4) e da vida (Ap 2.10). Afinal, temos a esperança da vida eterna (Tt 1.2; 3.7); garantida a todos que esperam, confiam e obedece ao Senhor Jesus Cristo (Jo 3.16,36;6.47;I Jo 5: 11-13). Dessas promessas não temos dúvidas e dela podemos responder a aqueles que nos pedirem razão “Estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (I Pe 3.15). Não devemos ter nenhuma dúvida sobre nossa esperança, mostremos as pessoas que não a tem sobre a sua preciosidade, Portanto, aguardemos firmes as confissões da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu (Hb10.23).

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O PECADO DE ACÃ



ESBOÇO 522
TEMA: O PECADO DE ACÃ
“De que se queixará o homem, dos seus próprios pecados” Lm 3.39.

            O pecado é responsável por muitas desgraças no mundo desde o começo, mas com o aumento da populacional no planeta piorou a situação, porque a quantidade de pecadores aumentou “o pecado entrou no mundo por um só homem e passou a todos os homens e todos pecaram” (Rm 5.19). Por causa dessa ampliação a maldade e a violência permeou no mundo O pecado em desobediência a Deus é muito pior, porque o sentimento em relação a Deus e a vida religiosa são banidos do coração do homem “por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriará” (Mt 24.12). O ser humano obcecado pelo pecado é capaz de realizar todo tipo de crueldade, levando-o a própria desventura. Israel estava em grande dificuldade diante dos seus inimigos, mas nesse mote saberemos a razão.

O pecado
É a desobediência às leis divinas e humanas, ela é decorrente a não aceitação ou a quebra de uma determinação, o casal do Éden desobedeceram a Deus quebrando a ordem de não comerem do fruto da árvore da ciência do bem e do mal (Gn 2.17), com a descoberta do bem e do mal o homem se tornaria vulneráveis as tendências pecaminosas por serem tão atraentes. (quanto mais o homem peca, mas desejo ele tem de continuar pecando) (Sl 42.7a). “Não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e nunca peque” (Ec 7.20).

Há muitos tipos de pecados, existem os menos e mais dolosos, contudo não deixam de serem pecados. No mundo cristão muitos têm uma ideia que pecar é somente cometer adultério, furtos e só, mas vai muito mais além, pecasse também por pensamentos, por palavras e por obras, inclusive as injustiças e todo tipo de cobiça que realizamos no nosso habitual, muitas vezes não são incluídas como pecado “O pecado, porém tomando ocasião pelo mandamento, operou em mim todo tipo de desejo cobiçoso.” (Rm 7.8).

As consequências
O pecado tem ação poderosa e destrutiva com capacidade para atingir o mundo inteiro, alcançando pessoas, famílias e sociedade, todos finalmente podem ser afetados e terem as suas vidas comprometidas porque a natureza humana é propícia à iniquidade. O salario do pecado é a morte física e espiritual (Gn 2.17; 3.19; I Cr 10.13; Pv 11.19; Ez 18.4; Rm 5.12; 6.23), e a pior das consequências para o homem é a morte espiritual. A iniquidade pode tanto levar um individuo ao fracasso quanto uma nação inteira. As escrituras relada uma história de um homem que fez o povo de Israel perder uma batalha. Acã era um filho de Carmi, da tribo de Judá, este homem mesmo sabendo da proibição divina ele tomou os despojos do inimigo de Israel tomando para si, parecia que nada aconteceria, mas aquela atitude trouxe uma grande dificuldade para Israel, porque o seu pecado perante Deus fora visto como da nação inteira. Ai era uma Cidade pequena e fortificada na região montanhosa a noroeste de Jericó. Josué enviou espias para ver a Cidade e era de poucos habitantes e, portanto seria uma batalha fácil, bastaria apenas dois ou três mil para destruí-la (Js 7.3), e o que seria uma batalha fácil se tornou difícil, o que parecia poucos se tornou muito, Ai começou a derrotar os israelitas o desespero tomou conta, uma derrota inesperada, Israel virara as costas para os inimigos (Js 7.8), mediante a isso o desanimo tomou conta de Josué de forma que se prostrou sobre o seu rosto e lamentou profundamente, ele tinha certeza que uma derrota dessa natureza despertaria os demais inimigos de Israel, nada pior que uma derrota naquele momento, ela traria com certeza consequências irreparáveis e até ser desterrado o próprio nome de Israel a herança do Senhor (Js 7.8,9).
           
Orientação divina
Em todos os momentos o Senhor assistiu seus servos, ele anima a Josué dizendo: levanta-te, porque estás prostrado sobre o teu rosto? (Js 7.10), Israel pecou, transgrediram o mandamento do Senhor, tomaram despojos dos inimigos, um pecado não confessado pode prejudicar uma congregação inteira, e a única maneira de reverter o quadro era fazer o que Josué fez levar o povo à santificação para que fosse revelado o anátema (réprobo, condenado) que estava no meio deles (Js 7.13), somente a remoção do pecado levaria a Israel de volta á vitória. O pecado não confessado pode levar o cristão a uma vida de aflição e miséria, porque tudo o que o homem semear, isso ele ceifará (Gl 6.7), as consequências para Acã e a sua família e até o seus animais foram destruídos (Js 7.15). Deus orientou a Josué a checar tribo por tribo até encontrar o culpado e finalmente chegou a Acã que confessou o seu pecado. Vi entre os despojos uma boa capa babilônica e duzentos ciclos de prata e uma cunha de ouro do peso de duzentos ciclos cobicei-os, e tomei-os; eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata debaixo dela (Js 7.20,21).

            O pecado encoberto é a causa da improdutividade espiritual de muitos cristãos, às vezes o individuo está dentro da igreja, no meio do povo, mas a vida está arruinada, devemos nos lembrar de que Deus comtempla da sua morada os ruins e os bons, todos estão perante ele e nada é encoberto diante dos seus olhos. Deus é onisciente e onipresente, ele conhece a todos (Sl 139.1-13). Antes que o seu pecado prejudique outras pessoas que nada tem a ver, lance fora, por causa de Acã Israel estava sendo derrotado, outro episódio foi o de Jonas quando estava se escondendo no porão do navio, quase que toda tripulação pereciam, as bagagens foram jogadas no mar, até que se descobrisse onde Jonas estava. Tenha cuidado meu irmão, é melhor confessar, porque o que confessa as suas transgressões e deixam alcançará misericórdia.


Pr. Elis Clementino – Paulista-PE