quarta-feira, 8 de março de 2017

ESBOÇO 741 DEUS, A SUA GLÓRIA A OUTRO NÃO DARÁ.

ESBOÇO 741
TEMA: DEUS, A SUA GLÓRIA A OUTRO NÃO DARÁ.
TEXTO: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura.” Isaias 42:8; 48:11b

                A glória é algo muito particular de Deus, ela não será dividida com ninguém, é propriedade somente dele, no entendimento dos católicos houve uma adulteração nesse versículo, eles alegam que no original onde se encontra a palavra ÍDOLO em lugar de imagens de escultura. O que desejo comentar nesse esboço não são em si as palavras ídolo e imagens de escultura, mas a glória de Deus que não será dividida com ninguém.

I. Glória
Glória é honra, prestígio, fama, ela pertence unicamente a Deus criador, todo homem deve reconhecer e adorá-lo pela sua grandeza e majestade Sl 93:1,2), ele está entronizado entre os louvores de Israel (Sl 22:2,3). Lucifer desejou está acima de Deus “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao altíssimo.” (Is 14:13,14).

II. Construindo para a sua própria glória
Nenhum homem deve tomar glória para si daquilo que ele faz, pois nenhum empreendimento pequeno ou grande é feito pelo homem sem que haja consentimento divino. Nabucodonosor construiu Babilônia para a sua própria glória? “falou o rei, e disse: Não é esta Babilônia, a grande, que eu mesmo construí para a casa real, com minha própria força e poder, e para a glória da minha majestade? (Dn 4:30). O rei Belsazar se engrandeceu e usou os cálice sagrado da casa do Senhor recebeu a sua sentença (Dn 5:1-4,22-30); O rei Uzias se engrandeceu e resolveu na sua grandeza queimar incenso no lugar sagrado (2 Cr 16-23); Herodes era orgulhoso e governava a Judéia e estava perseguindo a Igreja do Senhor,  após o  discurso dele; o povo gritava: “é voz de Deus e não de homem.” o seu final foi triste morreu comido de bicho, a glória de Deus não é dividida com ninguém. (At 12:22); Jesus estava diante de Pilatos e ele disse: “Eu tenho poder para te prender e te soltar?” “Ao que respondeu Jesus: Nenhuma autoridade é te dado se não for de cima.” (Jo 19:10,11);

III. Exaltando o poder de Deus
Após Ana receber a sua grande vitória, exaltou ao Senhor pelo seu poder dizendo:
1. “Não há santo como o Senhor; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus.” Ela reconheceu a soberania divina sobre todos e a reverencia a Ele era indiscutível;
2. Cuidado no falar. “Não multipliqueis palavras de altivez, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca; porque o Senhor é o Deus de conhecimento, e por ele são as obras pesadas na balança.”
3. A justiça divina. O Senhor julga com justiça e defende a causa dos oprimidos quebrando o arco dos fortes “O arco do forte foi quebrado. E os que tropeçavam foram cingidos de força.
4. Sacia a fome dos famintos. Os fartos se alugaram por pão, e cessaram os famintos;
5. A infertilidade. Até a estéril deu à luz sete filhos, e a que tinha muitos enfraqueceu.
6. Dono da vida e senhor da ressurreição. O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer a sepultura e tornar a subir dela (Ressurreição”;
7. Dono dos grandes tesouros. O Senhor empobrece e enriquece;
8. Humilha e exalta. Ele abaixa e também exalta. Levanta o pobre do pó, e desde o monturo e exalta o necessitado, para fazer assentar entre os príncipes, para fazer herdar o trono de glória; porque do Senhor são os alicerces da terra, e assentou sobre eles o mundo, “Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem, pois, entenderia o trovão do seu poder? (Jó 26:14)

IV. Proteção aos seus santos
Ana na sua oração inclui a proteção divina sobre seus santos “Os pés dos seus santos guardará, porém os ímpios ficarão mudos nas trevas; porque o homem não prevalecerá pela força. O que contenderem com o Senhor serão quebrantados desde os céus trovejará sobre eles; O Senhor Julgará as extremidades da terra...” (I Sm 2:1-10; Sl 34:7; 91; I Pe 5:8).

                Adoremos ao Senhor pela sua grandeza, precisamos nos humilhar perante Deus, reconhecendo que somos fracos e dependentes dele. Nenhuma glória permanente terá o homem, tudo passa, todavia jamais devemos nos orgulhar das obras que realizamos, e nem confiar nos bens que possuímos (Sl 49:6), porque quando morrer nada levará (Sl 49:7,17). Reconheçamos que somente ele é Deus e está acima de todos os deuses (Sl 95:3,4; 133:4,5), portanto toda glória e honra pertence ao SENHOR. Sirvamos a ele em santidade todos os dias (Lc 1:75). Não adorem a Deus pelo que ele tem para vos dar, mas pelo que ele é.


Pr. Elis Clementino – Paulista –PE - AD Excelência

ESBOÇO 740 O ATLETISMO CRISTÃO

ESBOÇO 740
TEMA: O ATLETISMO CRISTÃO
TEXTO: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo a servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado. (I Coríntios 9:24-27).

                Não pode haver a verdadeira liberdade sem controle, a carne procura resistir os limites da liberdade, Paulo enfatiza o seu próprio controle. No texto ele traça uma analogia entre a carreira cristã na propagação do evangelho e a de um atleta no estádio, onde todos correm para alcançar o alvo. É importante saber que algumas etapas são fundamentais para se alcançar o prêmio, portanto levemos em consideração que a conquista do prêmio é individual (I Co 9:24. Discorreremos nesse assunto sobre a conduta do atleta para conquistar o prêmio,

1. Origem das Olimpíadas
Os gregos criaram os jogos olímpicos aproximadamente em 2500 a.C. antes eles faziam homenagens ao seu deus Zeus com as competições, mas somente em 776 a.C., foi que ocorreram as primeiras competições olímpicas organizadas com a participação dos atletas de diversos lugares, essas competições foram se espalhando pelo mundo e hoje temos as grandes olimpíadas a nível mundial. Pressuponho que Paulo tinha pleno conhecimento dessa modalidade de jogos e como funcionavam as competições e se utilizou da maneira como se comportavam os atletas e nos trazer uma lição espiritual (I Co 9:24-27).

2. A conduta do atleta
Os competidores deveriam submeter-se a um conjunto de regras para competir com outros atletas para levar o prêmio, portanto algumas regras eram essenciais para essa competição:
2.1. Lutar com propósito (1 Co 9:24), sem ele não chegaremos a lugar algum.
2.2. Ter domínio próprio, o atleta se abstém de tudo que o impeça de competir (I Co 9:25);
2.3. Correr sem perder o foco, sem ele a carreira é inserta e perca de tempo, ninguém que milita se embaraça com negócios dessa vida, e se alguém não é coroado é porque não militou corretamente (1 Co 9: 26; 2 Tm 2:4);
2.4. Subjugar o seu próprio corpo, os atletas devem submeter-se a servidão para não ser reprovado (1 Co 9:27);
2.5. Qualificar-se com legitimidade, na competição atlética há muitos que não ganham com legitimidade, alguns deles são pegos no antdoping teste para comprovar substancias químicas que estimulem os atletas durante a competição (2 Tm 2:5). (Lutar com legitimidade é vencer com dignidade.)

O evangelho é o único caminho que nos conduz ao premio final, a recompensa divina. Paulo não se refere à busca das coisas dessa vida, cada um deve se esforçar o máximo para conquista o premio mais valioso no final da carreira “a coroa da justiça” (2 Tm 4:7,8). Somente serão contemplados aqueles que lutarem legitimamente, os que correm de maneira incerta nada conquistam, devemos nos esforçar incansavelmente em prol do desenvolvimento do evangelho, mesmo sabendo que estamos engajados numa grande batalha espiritual, não devemos recuar diante dos intensos obstáculos até que seja cumprida a sua carreira. Deus não é injusto para se esquecer do seu trabalho, a sua recompensa vem dele (Hb 6:10), se esforce para agradar aquele que lhe alistou para a guerra (2 Tm 2:4). (Somente descobrirás o teu verdadeiro potencial quando encontrares os teus limites, pois eles ti mostram o quanto és fraco.)

Pr. Elis Clementino- Paulista –PE

AD Excelência