quinta-feira, 3 de outubro de 2024

ESBOÇO 1402 * ASSUNTO: CRIADOS PARA AS BOAS OBRAS.

 

ESBOÇO 1402 *
ASSUNTO: CRIADOS PARA AS BOAS OBRAS.
TEXTO: Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. EFÉSIOS 2:10.
 
O apóstolo Paulo destaca a ideia de que somos obra de Deus, criados com um propósito específico, realizar boas obras, as quais Deus preparou para nós. Essa lembrança é importante para nós, pois ela tem grande significado e direção dentro do plano divino. Entretanto, devemos considerar a graça divina nesse processo, sem a qual seria impossível alcançar esses propósitos divinos (Ef 2:8,9).
 
I. A nossa identidade em Cristo.
A nossa identidade é revelada no que disse Paulo em sua carta aos efésios: “somos feituras suas” (Ef 2:10). Quando nos convertemos ao Senhor, passamos por alguns processos, como:
·        Arrependimento (At 3:19-20; 2:38).
·        Novo nascimento (Jo 3:3).
·        Regeneração (1 Pe 1:23; Tt 3:5).
·        Justificação (Rm 5:1; 3:4; 2:16; Tt 3:7; Rm 4:5). A justificação é um ato da graça de Deus, recebida pela fé em Jesus Cristo, e não pelas obras ou mérito humano. Assim, nos tornamos nova criatura, conforme escreveu Paulo (2 Co 5:17).
 
Quando estamos em Cristo, nenhum outro poder, como a lei, a circuncisão e nem a incircuncisão, têm valor algum, como disse Paulo: Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas sim o ser uma nova criatura (Gl 6:15). Muitos religiosos da época queriam impor o poder dessas leis como o único meio de ser salvo (Gl 2:16).
Neste contexto, Paulo está confrontando a ideia de que o cumprimento da lei, como era defendido por alguns religiosos, seria necessário para a salvação, no entanto, ele enfatiza que a justificação vem pela fé em Cristo e não pelas obras da lei.
 
II. Criados para as boas obras.
·        A obra de Deus em Cristo na vida do homem é perfeita, foi através dele que fomos remidos de toda iniquidade, purificando para si um povo zeloso e de boas obras (Tt 2:14).
·        As nossas obras devem ser vistas pelos homens a fim de que eles glorifiquem a Deus por meio de nós (Mt 5:16).
·        A fé do cristão em Deus deve ser confirmada através das obras (Tg 2:14-17).
 
III. Preparados por Deus para servi-lo.
Existe uma preparação que envolve alguns acontecimentos às vezes desagradáveis, mas isso faz parte dos propósitos de Deus em nós (Rm 8:28). O aperfeiçoamento é necessário para podermos fazer a vontade de Deus, mas não sabemos as maneiras que Deus usará para nos aperfeiçoar (Hb 13:21). Neste versículo, Paulo ora para que Deus aperfeiçoe os crentes, capacitando-os para fazer a vontade divina e a viver de maneira que agradem a Deus, por meio de Jesus Cristo. Quando agradamos a Deus, aí ele pode operar em nós tanto o querer quanto o efetuar (Fp 2:13).
 
IV. Vivendo conforme o evangelho.
O que Cristo exige de nós é uma vida digna do evangelho, basta lermos o que Jesus e os apóstolos falaram (Mt 5:14-16; Fp 2:15; Cl 3:12-14; Rm 12:1-2; Tg 1:22). Esses versículos no dá uma visão clara de como o cristão deve proceder em suas vidas diárias, refletindo o caráter e os ensinamento de Jesus Cristo.
 
O cristão precisa compreender o motivo da sua existência e os propósitos de Deus para ele. Como disse Paulo, fomos criados para viver conforme os propósitos de Deus e para realizar o que é bom e agradável aos seus olhos. A nossa identidade em Cristo deve ser reconhecida pelas características cristãs, somente assim estaremos aptos para cumprir os propósitos de Deus com diligência e fé, compreendendo que Deus já preparou o caminho para nós.
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1401 TEMA: NUNCA PENSE SER O QUE VOCÊ NÃO É!

 

ESBOÇO 1401 *
TEMA: NUNCA PENSE SER O QUE VOCÊ NÃO É!
TEXTOS BASE: “Pois, se alguém pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.” (Gálatas 6:3). “Não se enganem. Se algum de vocês pensa que é sábio segundo os padrões desta era, torne-se ‘louco’ para que se torne sábio.” (I Coríntios 3:18).
Autor: Elis Clementino
 
INTRODUÇÃO
Para compreendermos com mais profundidade a mensagem sobre o engano, é necessário analisar cuidadosamente o que o apóstolo Paulo ensina em suas cartas. Esse tema traz esclarecimento sobre a vaidade espiritual e a vaidade secular, quando o indivíduo passa a ser enganado pelo seu próprio “eu”, acreditando ser aquilo que, na realidade, não é. Esse problema não é recente; ele acompanha a humanidade desde os tempos antigos. 

A imitação, o falso e o verdadeiro estão presentes em todas as épocas e em todas as esferas sociais. Os “covers” estão por toda parte. O que Paulo escreveu aos cristãos de Corinto enfatiza a necessidade de reconhecer a verdadeira sabedoria e a humildade, evitando uma autoimagem inflada e a busca por uma sabedoria meramente terrena. Desejo discorrer sobre o engano pessoal e, principalmente, sobre as consequências de viver de aparências.
 
A. A VAIDADE HUMANA
O apóstolo Paulo faz uma clara distinção entre a vaidade espiritual e a vaidade secular. A vaidade espiritual se manifesta por meio da autojustificação, do legalismo e da falsa piedade, como acontecia com os fariseus. Jesus os descreveu como sepulcros caiados: belos por fora, cheios de discursos eloquentes, defensores rigorosos da lei, mas podres por dentro, cheios de hipocrisia (Mateus 23:27-28). Essa vaidade consiste na valorização exagerada da aparência, das qualidades físicas, intelectuais ou espirituais, sempre fundamentada no desejo de reconhecimento humano. Trata-se de alguém que aparenta ser o que não é.

Consequências da vaidade humana:
ü  Autoengano espiritual
ü  Endurecimento do coração
ü  Hipocrisia religiosa
ü  Perda da sensibilidade espiritual
ü  Comprometimento do destino eterno
O engano religioso é o mais perigoso, pois leva a pessoa a acreditar que está bem com Deus quando, na verdade, está distante d’Ele.
 
B. AS APARÊNCIAS ENGANAM
Negar a realidade é uma das estratégias mais comuns do engano, em todas as áreas da vida. Lembro-me de uma senhora que, ao ir à cidade fazer compras, encontrou um indivíduo que dizia ter achado uma aliança. Ela brilhava mais do que a que a senhora usava. Ao experimentar a suposta aliança encontrada, o indivíduo trocou a verdadeira por uma falsa. O brilho da falsa a enganou. Ao chegar em casa, a aliança começou a escurecer, revelando-se falsa. Além do prejuízo material, ela teve de enfrentar outro problema: explicar ao esposo o ocorrido, pois ele recentemente havia trocado a aliança dela por uma nova.
 
Essa experiência nos ensina que nem tudo que reluz é ouro. Muitas coisas se parecem com as verdadeiras, mas são falsas. O mesmo ocorre no âmbito espiritual.

Consequências de viver de aparências:
ü  Vergonha quando a verdade vem à tona
ü  Perda de credibilidade
ü  Danos emocionais e relacionais
ü  Frustração e arrependimento tardio
ü  Ruína da confiança
 
C. CUIDADO COM O ENGANO
O apóstolo Paulo combatia o engano em todos os aspectos, especialmente na vida cristã. Ele exortava os crentes a se despojarem do orgulho e da vaidade. Seu temor era que os cristãos perdessem a simplicidade que há em Cristo (2 Coríntios 11:3-5).
 
Paulo se preocupava com os falsos ensinos que tentavam substituir a verdade do evangelho. Hoje, esses falsos ensinos se multiplicaram e estão por toda parte. Contudo, Deus ainda levanta homens e mulheres comprometidos com Sua Palavra para combater a falsidade. No âmbito espiritual, o discernimento espiritual é essencial para distinguir entre o falso e o verdadeiro.

Consequências do engano espiritual não confrontado:
ü  Desvio da verdade
ü  Enfraquecimento da fé
ü  Confusão doutrinária
ü  Escravidão espiritual
ü  Queda moral e espiritual
 
CONCLUSÃO
A verdadeira face entre o falso e o verdadeiro não permanece oculta por muito tempo. Nem mesmo o caráter do homem pode ser disfarçado para sempre. Por melhor que seja a maquiagem, ela cedo ou tarde cairá. Quem pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo (Gálatas 6:3). Por isso, devemos estar atentos à advertência de Paulo: “Se alguém se considera sábio segundo os padrões deste mundo, torne-se louco para ser verdadeiramente sábio.” (I Coríntios 3:18; Provérbios 3:7-12; Isaías 5:21). Sobre sabedoria, é famosa a frase atribuída a Sócrates: “Só sei que nada sei”, uma expressão de humildade e reconhecimento das próprias limitações. Amados, não vivam de aparências e não imitem os outros. Há uma onda de imitações em todos os lugares, inclusive onde não deveria haver: na igreja. Não queira ser um “cover”. Seja você mesmo. Assim, será reconhecido não por uma máscara, mas pelas qualidades que Deus realmente lhe concedeu. Cuidado com o engano!