quarta-feira, 31 de julho de 2019

ESBOÇO 928 AUTOEXAME


ESBOÇO 928
TEMA: AUTOEXAME
TEXTO: 2 CORINTIOS 13:15

A faculdade mental humana tem a competência de autoexaminar-se e reconhecer as suas próprias falhas, acertos e culpada ou não, mas somente se chega a essa conclusão através do autoexame. Todos nós temos condições de fazer essas avaliações e julgamentos em todos os aspectos da vida até em relação ao nosso espiritual, ou seja, a nossa fé. Todo indivíduo tem essa capacidade de saber o certo, o errado como também fazer as suas escolhas, a menos que de tenham distúrbio mental.

A mente é a parte do ser humano que lhe permite a atividade reflexiva, cognitiva e efetiva como entendimento, intelecto, espírito e pensamento, ela também é chamada de alma. O cérebro humano é a parte mais perfeita de todas as criaturas, ela governa todo o nosso viver, seja no âmbito do intelecto, sentimento e devoção, também governa o nosso relacionamento com o criador, ou seja, o elo entre a criatura e o criador.

Capacidade de armazenamento
No cérebro humano há um banco de dados ou de memória o qual pode ser consultado por nós mesmos a qualquer momento, nele estão guardadas as experiencias de vida desde a infância e tudo aquilo que se pretende fazer, intensão, intuito, pensamento, propósito e também a maneira de imaginar e perceber tudo o que está em volta de nós.

Dissemos que a mente é responsável pelos nossos atos, por isso todo homem apela para a sensibilidade dos outros para que ele seja coerente com a verdadeira realidade e a essência da vida. Na bíblia encontramos muitos textos, inclusive no NT. Os apelos, principalmente o apóstolo Paulo para a consciência das pessoas cristãs, finalmente elas precisam refletir sobre esse ponto de vista para que sejam sensíveis a Deus e ao próximo. Devemos fazer uma auto-avaliação sobre os nossos atos e como estamos convivendo com o próximo; “Sejam amáveis uns com os outros e prontos a perdoar; jamais guardem rancor. Perdoem como o Senhor vos perdoou.” (Cl 3:13). Infelizmente os homens se esvaziaram desse sentimento cristão e deixaram de por em prática aquilo que foram ensinados através da palavra de Deus; “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se houver algo de excelente ou digo de louvor, pensem nessas coisas.” (Fp 4:8).

A fé cristã, Paulo adverte os cristãos para que eles pudessem conhecerem melhor a si, mas para isso eles precisavam se auto-avaliar e descobrir o que realmente eles queriam, embora eles já tivessem sido advertidos por Paulo outras vezes, mas parece que os crentes de Corintios perderam a sensibilidade de Cristo em suas vidas (2 Co 13:5), agora eles precisavam rever e provar se eles ainda tinham fé. A igreja da atualidade precisa fazer o mesmo, cada crente deve fazer esse autoexame e certificar-se se na realidade está servindo a Cristo ou a outro qualquer. Havia necessidade de aqueles crentes ouvirem de Paulo de maneira muito segura e com toda severidade (2 Co 13:1-4).

Irmãos, devemos fazer o mesmo, o autoexame é necessário para a manutenção da nossa fé fazendo prova dela se não estamos nas mesmas condições da igreja de Corintios, ora! Se já não estiveres reporvado. Cuidado com o sensacionalismo, euforia e empolgações exageradas nos púlpitos das igrejas, muitos abandonam a palavra de Deus para aplicarem-se as mensagens de interesses pessoais, ou seja, aquelas que massageiam o seu ego. A nossa consciência deve está ativa, sensível e simples, pois quando um crente perde a consciência daquilo que ele confessa torna-se perigoso para a sua fé. Muitos cristãos tem procurado servir a Deus na igreja de maneira condicional, mas lembre-se a sua consciência deve está moldada aos princípios cristãos com as vossas mentes guardadas em Cristo (Rm 12:12; Fp 3:1-4; 4:5-9). Examine-se o homem a si mesmo, isso não deve ser feito somente no ato da ceia como falou Paulo a Igreja de Corintios ensinando-lhes a celebrarem de maneira correta a santa ceia do Senhor.

Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 927 A DRACMA PERDIDA



ESBOÇO 927
TEMA: A DRACMA PERDIDA
TEXTO: LUCAS 15:8-10

A parábola da dracma é uma das mais belas e conhecidas entre outras apresentadas por Jesus Cristo, ela é registrada em apenas no evangelho de Lucas (Lc 15:8-10). Esta parábola é semelhante a da ovelha perdida (Lc 15:3-7), ambas enfatizam o amor divino pelas almas que ao afastar-se de Deus devem ser reconduzidas aos seus pés novamente. Estas parábolas são abrangentes, também enfatizam a busca por valores perdidos.

A procura da dracma.
Uma moeda perdida, uma maneira didática de Jesus expressar uma grande verdade espiritual que o povo precisava ouvir, além dessa mensagem ilustrativa sobre o espiritual há também outros valores que devem ser resgatados, valores perdidos ou deixados para trás pode ocasionar sérios problemas. Essas parábolas de Jesus revelam o amor divino pelas almas.

Empregando esforços para resgatar valores.
Tanto no sentido espiritual quanto a vida os moral, bens, entre outros se exige atitudes e empregue esforços para reaver esses valores. A mulher teve a brilhante atitude de lutar para restaurar a dracma, ela varreu a casa, isso indica a limpeza, num ambiente sujo e escuro nada se consegue achar, ela acendeu a lamparina porque a luz revela o que está escondido ou perdido, o mesmo acontece no sentido espiritual, uma mente suja não consegue enxergar a as verdades divinas e nem entender o valor da vida moral, temos que purificar as nossas mentes para se tornarem mente de Cristo “mas nós temos a mente de Cristo” (I Co 2:16), Com uma mente suja não conseguimos ver os tesouros de Cristo. Em ambas as parábolas tanto a mulher quanto o pastor empregaram esforço, o pastor foi em busca da ovelha ao encontrá-la pôs sobre os seus ombros (Lc 15:3-7; Jo 10:11,12), a mulher foi em busca da dracma até encontrar, ao conseguir a mulher deu um banquete com seus vizinhos, isso também indica bons exemplos e relacionamentos, assim elas poderão compartilhar da alegria do achado.

Reavendo valores
Necessariamente é preciso refletir um pouco sobre alguns valores que possuímos, estes não devem se perder, porém se isso vier acontecer não devemos medir esforços para resgatá-los, são eles:
(1) Os valores morais;
(2) Os valores familiares;
(3) Os valores espirituais
(4) Os valores cristãos
(5) Os valores patrióticos

Devemos entender que nenhuns desses valores devem ficar para trás, eles devem nos acompanhar durante a nossa vida, o nosso testemunho público é baseado nesses valores. A vida moral saudável é a comprovação de que a sua vida espiritual está bem e serve a Cristo, se queres dar testemunho de fé apresente as suas obras (Tg 2:18). A recomendação paulina também exige esse plano moral para comprovar a fé “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se algum louvor, nisso pensai.” (Fp 4:8). O nosso testemunho moral e religioso é uma carta aberta e lida perante os homens.

É importante levar em consideração o belo exemplo de Samuel quando resignou o seu cargo perante o povo, muitos líderes cristãos não tem a coragem de fazer o que Samuel fez (cf I Sm 12:1-5). Uma vida limpa sem mancha além de ser uma riqueza ainda é agradável aos olhos do Senhor, Ele dá testemunho daquele que anda em retidão, “E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal” (Jó 1:8). Uma vida fora dos padrões de Deus é um desastre, ele não contribui em nada o bem para os outros, muitas vezes estão infiltrados no meio da igreja com falsidades, são pessoas ímpias e adulteram a graça do nosso Deus em libertinagem e negam a Cristo (Judas 1:4). É necessário fazer um autoexame “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados (2 Co 13:5).

Os nossos valores são fundamentais para o nosso testemunho perante os incrédulos e desenvolvimento da nossa fé em Cristo, são preciosidades que temos que levá-las até a nossa chamada para o reino celestial em Cristo. Muitos valores espirituais são abandonamos pelo meio do caminho, por isso há muitos fracos na fé, desobedientes a palavra, e muitos filhos pródigos experimentando das iguarias do mundo, estes precisam tomar a decisão do filho pródigo, “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai”. Faça também como a mulher da dracma perdida, ela procurou até encontrar, após o achar se alegrou e chamou seus vizinhos com júbilo dizendo: Achei a dracma perdida, cada valor que você recupera a felicidade, sobretudo os espirituais incluindo os dons, você já notou que o uso dos dons espiritais na igreja está desaparecendo, não notou ainda? Vamos resgatá-lo o mais rápido possível, além disso, não deixemos de falar sobre os valores cristãos, pois eles são como pedras na edificação do nosso caráter e edifício espiritual.

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 22 de julho de 2019

ESBOÇO 926 APOSTASIA


ESBOÇO 926
TEMA: APOSTASIA
TEXTO: O Espírito, porém, expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrina de demônios. I Timóteo 4:1

Os últimos tempos, expressão profética falada por profetas, Jesus Cristo e também o apóstolo Paulo, essa é uma referência nítida à aproximação do retorno de Cristo a terra. No sermão da montanha Jesus expressou essas verdades inconfundíveis sobre o final dos tempos, mas também deixou claro que antes algumas decorrências deveriam acontecer, inclusive a respeito do comportamento humano nesse tempo, incluindo o cristão (Mt 24). Os profetas do AT proclamaram essas evidencias que foram confirmadas no NT. (Dn 9:24-27; Ap 11:2-3; 12:6; 13:5)

Os últimos tempos
Estamos nos aproximando do fim dos tempos, cada dia que passa pode-se ver que é exatamente como foi descrito por Cristo nas suas profecias, o aumento da iniquidade, à falta de amor, a intolerância religiosa, a hipocrisia, falsas doutrinas, nesse tempo o engano será generalizado e o abandono da fé. Uma pergunta foi feita por Jesus; quando o filho do homem vier achará fé na terra? (Lc 18:8), nesse tempo a apostasia estará a todo vapor, ou seja, com toda a sua força e muitos cristãos abandonarão a fé (I Tm 1:6,19).

Ouvir a palavra
Na atualidade muitos cristãos tem comichão nos ouvidos ao ouvir a palavra ministração da palavra de Deus (2 Tm 4:3), por isso nos púlpitos de muitas igrejas a doutrina está sendo substituída pelos louvores aloucados e shows sem nenhuma inspiração divina. A apostasia tem como ponto de partida ausência da palavra, pois ela é a espinha dorsal da fé cristã (Rm 10:17), portanto nenhum avivamento, renovação, estabilidade espiritual há fora da palavra, nada a substitui. Muitas igrejas estão cheia de pessoas e vazia da palavra, não sobra tempo mais para a exposição da palavra.

A subserviência está desaparecendo e muitos cristãos servem a Deus condicionalmente, ou seja, se as coisas forem favoráveis a mim tudo bem, mas se contrariá-lo ele abandona a igreja e a fé, além de não aceitarem as correções, esse é o resultado da ausência do ensinamento da palavra de Deus, ou seja, o alimento fraco como se alimentam os recém-nascidos (1 Co 3:2), mas chega a hora que temos que comer um alimentos mais sólidos (I Co 3:2; Hb 5:13,14), se o cristão não quer se alimentar com o pão decido do céu vai comer o lixo do mundo.

Necessitamos estar alertas mediante esses acontecimentos, jamais devemos nos distanciar dos ensinamentos da palavra de Deus, ela é o único alimento que nos mantém de pé com saúde espiritual.

Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 19 de julho de 2019

ESBOÇO 925 TIRANDO FORÇA DA FRAQUEZA.


ESBOÇO 925
TEMA: TIRANDO FORÇA DA FRAQUEZA.
TEXTO: “Da boca das crianças e dos que mamam tu fizeste brotar força...” SALMOS 8:2

Ao ler esse texto não dá para entender como isso se processa no ser humano, “tirar forças das fraquezas”, pois se sabe que todo homem é passível aos momentos de fraquezas, no entanto existem as possibilidades de nos períodos de fraquezas reanimarem as suas forças. Não há herói nessa peleja, embora na história bíblica alguns homens por mais fortes que foram tiveram momentos de desalento e fraquezas, alguns declinaram diante delas outros não. Tirar força da fraqueza não é fácil, mas acontece com aqueles que se entregam nas mãos de Deus e vive na sua dependência.

Dependência divina
O que leva o homem a depender de Deus são suas fraquezas, principalmente nos momentos mais difíceis da vida, são nesses momentos que ele recorre a Deus em busca de saída. Houve alguns personagens bíblicos que se sentiram debilitados e impossibilitados de reagirem, eles deixaram transparecer que tudo havia acabado (Nr 11:14,15; I Rs 19:4), é assim que reage o ser humano nos momentos de fraquezas, onde os desesperos não o faz ver saídas, a não ser o aniquilamento.

A confiança em Deus
Nos momentos mais difíceis o crente deve confiar em Deus, ele é a sua única saída. Jeosafá diante dos seus inimigos viu que a única alternativa era buscar ao Senhor com jejuns e orações (2 Cr 20:12), Deus ouviu o seu clamor lhe indicou qual seria a melhor maneira de vencer seus inimigos (2 Cr 20:14-23).

Tirando força da fraqueza
É impossível o homem tirar força da sua fraqueza, principalmente nas batalhas espirituais, o único que faz com que isso aconteça é Deus, e não tem como explicar como acontece esse processo, assim como já foi dito anteriormente, capacidade nenhuma o homem terá como disse Paulo (2 Co 3:5), considero que essa incapacidade seja em todos os aspectos tanto física quanto espiritual. Em meio às fraquezas surgir o ânimo, somente se for por forças vindas de Deus, é através dele que as nossas forças são renovadas (Is 40:29-31). Os apóstolos souberam bem o que significava tirar forças das fraquezas, os testemunhos deles provaram isso, Paulo em meio as suas fraquezas abrolhavam as forças (quando penso que sou fraco, então sou forte (2 Co 2:10). Suportar todo sofrimento, perseguições, prisões até a própria morte sem, contudo perder a fé demonstra uma renovação das forças (Hb 11:34).

A nossa força vem do Senhor, ele nos encoraja para não desvanecermos ante as dificuldades, mesmo que as nossas forças vá desvanecendo o Senhor nos anima dizendo tendes bom ânimo, isso nos restaura e nos edifica aumentando a nossa confiança nele (Sl 46), (não são as circunstâncias que mudam a nossa esperança em Deus, a nossa esperança mudam as circunstancias).

Pr. Elis Clementino


domingo, 14 de julho de 2019

ESBOÇO 924 AVAREZA


ESBOÇO 924
TEMA: AVAREZA
TEXTO: “Um homem dá liberalmente, e se enriquece; outro retém mais do que é justo, e se empobrece.” PROVÉRBIOS 11:24

Há algumas práticas humanas abomináveis aos olhos do Senhor, avultarei apenas três delas nesse assunto, a avareza, a cobiça e a altivez de espírito, essas coisas se abrigam nos corações das pessoas fracas e pobres de espírito. Veremos nesse assunto sobre a avareza, a cobiça e a altivez de espírito.

Avareza
Um termo que tem vários sinônimos e todos eles significam pessoas que vivem para si financeiramente, pessoas assim não partilham nada com ninguém, avarentos, sovino, mesquinhos e pão-duro, essas pessoas são capazes de passar fome para não gastar o dinheiro.

As atitudes somíticas
(1) Os avarentos amam o dinheiro e retém para si seus próprios tesouros (Ec 5:13; Is 43:23; Ml 3:8),
(2) Os avarentos tapam os ouvidos para não ouvir o clamor dos pobres (Pv 21:13);
(3) Os avarentos são insensível as necessidades dos outros;
(4) Esconde os olhos do pobre (Pv 28:27a);
(5) O avarento não quer que as outras pessoas sejam abençoadas, ou seja, não suporta ver a prosperidade dos outros (Mt 26:7,8; Jo 12:5);
(6) O avarento retém as suas ofertas a Deus (2 Cr 29:7);
(7) O avarento ao invés de contribuir fala mal de quem contribuem (Is 43:24);
(8) O avarento dificulta a vida dos sacerdotes e seus sustentos (Ne 13:10);
(9) Os avarentos negam de dar a Deus o direito que lhe pertence (Ml 3:8; At 5:1,2).

As decorrências da avareza
(1) Nada aproveitará nesta vida e quando morre deixa tudo para os outros usufrutuarem (Sl 49:10b, 17)
(2) Não será ouvido quando clamar (Pv 21:13a).
(3) Será amaldiçoado (Pv 28:27b);
(4) Não entrará no reino dos céus (Mc 10:17-22; Lc 18:18-23);

A avareza, a cobiça e a altivez de espírito, são males que Deus abomina desde a antiguidade (Jr 6:13; Mq 2:2; Hc 2:9; Lc 12:15; Ef 5:3; I Tm 3:3; Hb 13:5), segundo o apóstolo Paulo essas práticas precisam morrer ou ser banidas dos nossos corações (Cl 3:5).

Liberalidade é um princípio exigido por Deus ao seu próprio povo que seria para a confecção do tabernáculo (Ex 35:22; 36:5), a construção do templo (I Cr 29:3,4), é também um princípio cristão, eles davam conforme as suas posses (At 11:29; 2 Co 8:12). Quando entendemos essa realidade devolvemos a Deus parte daquilo que recebemos dele, não deve ser a sobra, mas as primícias “honra ao Senhor com as primícias da tua renda.” (Pv 3:9), o dízimo é esse ato de gratidão, pois é através dele que Deus abençoará o teu pão e a tua água (Ex 25:5; Ml 3:10). Devemos pedir a Deus para que esses males como: a avareza, a cobiça e o orgulho não abrolhem em nossos corações. A sua liberalidade em dar para a obra de Deus fará com que as portas se abram diante de você, ou seja, abençoados com as provisões divinas, portanto seja um abençoador da obra, nunca siga o avarento, pois ele nada tem pra ele e nem para os outros e ainda criticam aqueles que por amor a obra de Deus fazem as suas contribuições, desses afastem-se, pois eles nada têm a te oferecer.

Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 11 de julho de 2019

ESBOÇO 923 OS COICES DE JESURUM.


ESBOÇO 923
TEMA: OS COICES DE JESURUM.
TEXTO: DEUTERONÔMIO 32:15-17

No cântico de Moisés o Senhor era rei de Jesurum, ele faz uma referência a Israel (Dt 32:15; 33:5; 33:26; Is 44:2). Nesse cântico podemos entender até que ponto pode alcançar o orgulho de um povo que sempre esteve aos cuidados do Senhor, o governo divino provia tudo o que era necessário para a subsistência do desse povo “Israel”. De maneira sucinta e simples desejo apresentar o que acontece quando o povo de Deus deixa seus caminhos.

Jesurum, uma cidade do leste da Turquia dos tempos de Moisés, cujo povo esqueceu-se de Deus, sendo injusto não reconhecendo os favores divinos (Dt 32:9-14). Israel viveu momentos bons sob os cuidados de Deus, mas infelizmente o povo não correspondeu com o que havia recebido da parte de Deus, a ingratidão sempre esteve presente no homem, Jesurum é a figura da ingratidão e da idolatria (Dt 32:15-17). Jesurum no hebraico significa “amado, reto”, porém o povo não fez jus ao seu belo nome, se orgulhando e abandonando a Deus, esse é a situação de um povo que se desvia dos mandamentos do Senhor. Quando não são reconhecidos os benefícios do Senhor, e elevando o seu coração vem a ruína (Pv 16:18,19).

Antes de morrer Moisés fez um cântico narrando às maravilhas do Senhor, nele é apresentado à infidelidade e as injustiças praticadas pelo seu povo. A expressão “Jesurum engordou e deu coices”, significa prepotência e a ingratidão do povo, ou seja, Jesurum engordou e engrossou pela fartura de todos os privilégios divinos, se orgulhou, abandonou e rejeitou a rocha que era o seu salvador. A ingratidão está por toda parte, até mesmo onde não deveria estar no meio do povo de Deus.

Exemplos de ingratidão
Entre muitos exemplos típicos de pessoas que se orgulharam e foram ingratos não correspondendo com os favores divinos, destaco dois que agiram orgulhosamente foram néscios contraindo toda honra e glória para eles. Uzias se fortificou e não foi humilde reconhecendo os benefícios do Senhor e recebeu a dura sentença pelo seu orgulho morrendo leproso por queimar incenso o que era permitido somente aos sacerdotes. (2 Cr 26:1-23; 2 Cr 26:19); Nabocodonozor atribuiu a si a glória e a honra pelos seus feitos, o orgulho foi a sua ruína (Dn 4:30), o castigo pelo seu orgulho foi pastar com os animais do campo; O rei Belsazar se engrandeceu e usou os cálices sagrados deixado por seus pais (Dn 5:2), todos estes foram severamente castigados pelo Senhor.

A ingratidão é a falta de consideração pelos benefícios recebidos, o que leva o indivíduo torna-se ingrato é o orgulho, da mesma maneira agimos quando não consideramos os benefícios que recebemos de Deus e das pessoas. Os ingratos são orgulhosos e gloriam-se das suas grandes obras, o orgulho leva os indivíduos a se sentirem poderosos e prepotentes com a capacidade de não reconhecerem que todas as boas dadivas provêm de Deus. Jesurum é o tipo de quem não reconhece os benefícios do Senhor, no entanto existem pessoas assim quando elas crescem na vida começa a pisar e dá coices, até naquele que o elevou, mas vale apena ressaltar que os humildes serão exaltados e os exaltados serão humilhados, cuidado! Não devemos ser orgulhosos, mas reconheçamos os benefícios do Senhor sobre as nossas vidas e incentivarmos as outras pessoas não serem ingratas.

Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 3 de julho de 2019

ESBOÇO 922 OS PORQUÊS DA VIDA.


ESBOÇO 922
TEMA: OS PORQUÊS DA VIDA.
TEXTO: “Se o Senhor é conosco por que isso nos sobreveio?” JUÍZES 6:13B

Dentro da vontade permissiva de Deus há alguns acontecimentos ruins e bons em nossas vidas, os porquês deles sempre surgem em nossas mentes, porque as ocorrências estão além das nossas imaginações. Muitas pessoas questionam a Deus pelos seus momentos difíceis, mas esses questionamentos acontecem por não saberem qual será o desfecho das implicações. Nesse assunto de maneira simples e sucinta discorrerei sobre os nossos questionamentos a Deus.

As causas dos sofrimentos
Geralmente o ser humano não se conforma com os sofrimentos, na realidade eles causam profundos abatimentos, mesmo sabendo o que acontece com agente, também acontece com outras pessoas. A tendencia do sofrimento humano é aumentar a cada ano que passa, pois eles são as consequências pela falta de temor a Deus (Lm 3:39). Ora! Toda ação há uma reação, toda agressividade aos princípios divinos as decorrências são inevitáveis. O pecado de Israel resultou na opressão de outros povos contra ele, seus pecados sempre resultaram em males sobre o próprio povo, mas quando Israel se convertia ao Senhor ele agia em seu favor (2 Cr 7:14). (Os israelitas eram e são tratados por Deus de maneira diferenciada dos demais povos), pois eles foram escolhidos por Deus e se tornaram povo exclusivo e com as promessas feitas de Deus a Abrão (Gn 12:1-7).

Os propósitos de Deus
Jamais o homem entenderá os caminhos de Deus (Sl 103:9; Is 55:9; Ec 11:4), para cada indivíduo o Senhor tem propósitos diferentes, o único plano que de igual modo se estende aos demais povos é o da salvação, ele faculta a mesma oportunidade a todos, no entanto cada um tem o livre arbítrio para escolher ou não o caminho da salvação, os demais caminhos cada tem o direito de escolher, mas também tem a maneira de Deus tratá-lo. Podemos também entender que Deus escolhe pessoas para usá-las como seus instrumentos, mesmo assim por mais santificados que eles sejam não estão isentos dos sofrimentos desta vida, ou seja, todos os escolhidos por Deus sofreram, só que uns mais outros menos. Jesus disse aos seus discípulos que no mundo eles teriam aflições, mas que tivessem bom ânimo (Jo 16:33).

Não ignoreis os propósitos de Deus
Os modos de Deus realizar em nós o seu querer não devem ser ignorados, pois ele opera em nós tanto o seu querer quanto o efetuar (Fp 2:13). Dentro da sua vontade o que ele permitir certamente contribuirá para o bem (Sl 119:67; 71; Rm 8:28). Devemos pedir a Deus para entender os seus caminhos (Sl 119:27), pois os homens naturais não os compreendem (I Co 2:14). Gideão apesar de Deus está com ele não o isentava dos sofrimentos através do inimigo (Jz 6:13); Asafe não entendia porque os ímpios prosperavam, isso ele pensou até enquanto não buscou a Deus (Sl 73); Jó também via que os impios em tudo desenvolviam e progrediam (Jó 21:10); Davi via o mesmo, os ímpios prosperarem (Sl 37); Habacuque lamentava questionando a Deus o sucesso dos ímpios, mas ao buscá-lo viu que era bem diferente do o fim deles (Hc 3:1-18). O crente mesmo afligido entende que andando nos caminhos de Deus ele está protegido por aquele que tudo pode (I Pe 1:6-7). Devemos crer que de Deus vem a nossa vitória (Sl 20:7,8; Pv 21:31; 2 Cr 20:17-19), o nosso socorro vem do Senhor, ele é o socorro bem presente (Sl 46:1-10).

Pr. Elis Clementino