quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

ESBOÇO 965 A VIDA É DETERMINADA PELAS ESCOLHAS.


ESBOÇO 965
TEMA: A VIDA É DETERMINADA PELAS ESCOLHAS.
TEXTO: Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; Porquanto te ordeno hoje que ames ao Senhor teu Deus, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o Senhor teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir. Porém se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires, Então eu vos declaro hoje que, certamente, perecereis; não prolongareis os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas; Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt 30:15-19).

 Todo homem tem o livre arbítrio para fazer suas escolhas, tanto para o bem quanto para o mal, para vida ou para a morte, todos independentemente de cor, raça, ricos ou pobres, mas é importante saber que a escolha feita tem seus resultados com consequências (Pv 14:14), o indivíduo também não escolhe que tipo de consequência, elas vem muitas vezes de maneira doloridas. Nesse assunto ligeiramente que falar sobre as escolhas e as consequências delas.

A responsabilidade
O único responsável pelos resultados da sua escolha é você, por isso não se deve escolher caminhos duvidosos ou que aos nossos olhos pareçam direitos (Pv 14:12), porém são caminhos que muitas vezes podem escondem armadilhas, mas de qualquer maneira todo indivíduo tem que fazer as suas escolhas, mas se precaver das armadilhas. O homem colhe os frutos das sementes plantadas por ele próprio, essa é a lei da semeadura.

O texto Bíblico foi uma proposta de Deus para o povo hebreu, o Senhor deu o livre arbítrio para escolherem o que bem entendessem, mas que a responsabilidade recairia sobre eles (Dt 30:17,18), as escolhas eram: entre servir a Deus ou não, o bem ou o mal, a morte ou a vida. Deus tomou como testemunhas duas das suas grandes obras “os céus e a terra” (Dt 30:19), obras que jamais o homem pode deixar de conviver contempla-las enquanto aqui estiver, assim seria impossível esquecer do trato do Senhor com o seu povo.

As promessas
Atualmente muitos cristãos se baseiam nas promessas de Deus até para justificar seus erros, sem se importar com a sua maneira de viver diante dele. A lei e a obediência andam juntas, a fidelidade a Deus é a razão do cumprimento de todas as promessas (Dt 30:16), mas se o povo não obedecesse implicaria até no tempo de vida, porém amando ao Senhor seriam prósperos em tudo e as promessas se cumpririam (Dt 30:18-20). O penhor das promessas é a sua própria palavra (Jr 1:11), o cumprimento delas acontecem depende das escolhas, muitas vezes o homem faz as suas más escolhas e querem manter os mesmos privilégios divinos, pois não adianta desejar as bençãos e rejeitar o abençoador.

As nossas vidas é determinadas pelas escolhas que fazemos e por isso cada um de nós devemos ter cuidado com elas “diga o que você escolheu que direi o resultado”, pois as ricas e abençoadoras promessas de Deus são para aqueles que obedecem a sua palavra. As consequências das más escolhas atingem todas as áreas da vida, a pessoal, profissional, familiar e amizades, essa é uma realidade que precisa ser compreendida por todos, também não devemos transferir a responsabilidade pelo desfecho ruins das suas escolhas para outras pessoas. Só há um meio pelo qual Deus pode amenizar a dor das consequências, buscando a Deus e se humilhando aos seus pés (2 Cr 7:14).

Pr Elis Clementino


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

ESBOÇO 964 CUIDADO COM A ANSIEDADE.


ESBOÇO 964
TEMA: CUIDADO COM A ANSIEDADE.
“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” Fp 4:6.

A ansiedade atinge quase toda população do planeta, bem como o estresse e outros males, as pessoas atingidas pela ansiedade, principalmente quando é constate necessariamente precisam de um acompanhamento médico, às vezes querem espiritualizam tudo, quando as pessoas estão sendo atingidas emocionalmente. De forma empírica e sem aprofundar sobre os transtornos da ansiedade eu desejo falar um pouco sobre esse assunto que considero muito delicado.

Ansiedade pelas coisas
A ansiedade se apresenta como um desejo de ver o desfecho de algo que está em sua mente, ou seja, vontade de ver as coisas acontecerem da forma que indivíduo deseja. Os discípulos de Jesus demonstraram a ansiedade pelas coisas, embora isso seja natural nas pessoas (Mt 6.25-34). O desejo excessivo pode levar a pessoa a um extremo muito perigoso, principalmente quando ela corre em busca de algo que deseja e às vezes a ansiedade é tão intensa que a pessoa não sabe avaliar as consequências. Os que sofrem com a ansiedade se tornam incapazes de relaxar, descansar ou dormir. “Distúrbio de saúde mental caracterizado por sentimentos de preocupação, ansiedade ou medo que são fortes o bastante para interferir nas atividades diárias.” A ansiedade é angustiante e sofrível podendo até se agravar e desencadear outros sintomas piores. (cuidado para não devemos espiritualizar tudo e achar que uma pessoa com transtorno mental esteja possessa ou cheia de demônios). A ansiedade constante pode está ligada há alguma causa, as pessoas que sofrem desse problema vivem num estado de tensão com preocupações constates.

O desejo do ter é o que mais inquieta o ser humano, o desejo excessivo é capaz de comprometer a vida moral e espiritual, entretanto Jesus mostrou que há coisas mais excelentes do que os bens materiais ou os tesouros dessa vida (Mt 6.33; Hb 11.26), o controle desse anseio é imprescindível. Essencialmente o indivíduo deve se procurar caminhos que o leve ao ponto que ele deseje, mas de maneira natural e sem deixar de lado uma série de fatores que contribuem para que alcancemos. Não podemos alcançar algo sem primeiro fazer a nossa parte, em muitas ocasiões ambicionamos coisas altas sem, contudo nos preparar, e às vezes desvalorizamos pessoas em busca das coisas. Necessitamos entender que as pessoas são mais importantes do que as coisas, e quando valorizamos as coisas depreciamos as pessoas, e dessa forma as usamos como coisas.

Buscando em primeiro lugar
Jesus enfatizou não apenas buscar as coisas daqui, mas disse aos discípulos; “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33) o perigo não é desejar possuir as coisas boas, e sim pôr o seu coração nelas “Porque aonde estiver o vosso tesouro, ai estará também o seu coração” (Mt 6.21). Se focarmos a nossa visão somente nas coisas que perecem seriamos os mais miseráveis de todos os homens (I Co 15.19). Jesus alertou os discípulos que no mundo eles passariam por aflições, mas que tivessem ânimo (Jo 16.33), isso também significa a ausência das coisas boas para si. As aflições são tudo aquilo que nos trás desconforto, principalmente quando achamos que está demorando o cumprimento dos nossos desejos (Pv 13:12,19).

As implicações da ansiedade
Enquanto o desfecho daquilo que almejamos não acontece vem o estresse que se instala no nosso peito gerando o mau humor, pavor, debilidade física, alteração do metabolismo, capaz de atingir o sistema nervoso central da pessoa, transparecendo na face do individuo, nesse estágio as queixas passam a serem freqüentes e o desânimo toma conta, (I Rs 19:4; Jó 10:1; 23:2; Jn 4:3,8; Sl 55:2; 77:3) levando o sujeito ao desespero a ponto de pedir a morte para si,  fatos como esses aconteceram com muitos homens de Deus (Nr 11:14,15; I Rs 19:4; Jr 20:14,15, 17,18). Essa situação torna a pessoa bastante pessimista, não tendo uma visão de superação com baixa autoestima, para ele as demais pessoas podem conseguir superar tudo. A fé enfraquecida impossibilita de ver o seu próprio sucesso, mas é nessa extrema situação que devemos sentir que não estamos sozinhos, existem inúmeras pessoas na mesma condição ou pior. O importante nesse momento é erguer a cabeça, pedir a Deus força e não olhar para a prosperidade dos outros, porque o sucesso e a felicidade não consistem somente nos bens materiais, entretanto existem pessoas pobres, porém ricas “...como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo possuindo tudo” (2 Co 6.10; Pv 13.7).

“Não é uma contradição para o evangelho, quando um cristão verdadeiramente dedicado é financeiramente pobre. “Paulo afirma que possuía poucos bens deste mundo, como servo de Deus, tornava outros espiritualmente ricos” (cf 2 Co 8.9; At 3.6; Ef 3.8) - Bíblia de Estudo Pentecostal-CPAD.

“Ouve, meus amados irmãos: Não escolheu Deus aos que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que Deus prometeu aos que o amam?” (Tg 2.5).
Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus” (Isa 35:3,4) “Não temas, porque eu estou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Isa 41:10,13).

Firmemo-nos a nossa confiança no Senhor, faça uso diário da fé, mesmo com toda consternação não deixe o desânimo tomar-lhe conta, Deus tem poder de lhe ajudar a superar os obstáculos que tanto inquieta. O apóstolo Paulo diante das dificuldades disse: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13). A nossa confiança em Deus é o motivo da nossa superação, tudo tem à hora e o momento certo para que as coisas aconteçam.
Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (I Pe 5:7).

Pr. Elis Clementino

sábado, 14 de dezembro de 2019

ESBOÇO 963 FECHOU-SE A PORTA


ESBOÇO 963
TEMA: FECHOU-SE A PORTA
Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo.” (Mt 25.1)

A prontidão espiritual é apresentada nessa parábola das dez virgens, ela nos desperta para uma realidade espiritual enfatizando a preparação dos cristãos para não muito distante “a vinda do Senhor”. A parábola é uma analogia de um casamento no ritual judaico, cujas acompanhantes eram dez virgens, sendo cinco néscias desprovidas de azeite e cinco prudentes carregando consigo o azeite em suas lamparinas, todas elas aguardavam o noivo. Essa parábola destaca a prontidão dos que seguem a Jesus. Explanaremos sobre o cortejo nupcial, as virgens néscias e as prudentes, o desespero da imprudentes, e a perda de oportunidade.

Cortejo nupcial
Nessa época os casamentos em Israel incluíam uma procissão do noivo até a casa da família da noiva, entretanto essas dez virgens saíram ao encontro do esposo que estava vindo da casa da noiva para unir-se ao cortejo, quando o noivo voltava à casa dos seus pais para o banquete nupcial, o banquete poderia durar semanas.  Isso acontecia à noite em vilas e aldeias onde não havia luz nas ruas, de maneira que as lamparinas iluminavam o caminho, e assim todos deviam carregar as suas vasilhas com azeite (Mt 25.1). Nesse percurso o noivo tarda e todas tosquenejaram, mas a meia noite ouviu-se um grito: Eis aí o noivo! Saí-lhe ao encontro! (Mt 25.5,6).

As virgens nescias e prudentes
1. Nescias
As virgens loucas estavam totalmente desprovidas, sem azeite nas suas lamparinas, logo, se o fogo apagasse seria um fracasso para aquelas acompanhantes.

2. Prudentes
As virgens prudentes levavam azeite suficiente em suas vasilhas, e não podiam dividir o azeite, isso não era questão de egoísmo, mas se dividissem o azeite a luz poderia não ser suficiente para clarear o caminho.

3. O desespero
Os descuidados geralmente passam por momentos de desespero, observem a desesperação daquelas cinco virgens em busca de azeite, geralmente quem não tem pedi a quem tem. A busca por algo na última hora pode se tornar uma manobra sem sucesso, isso aconteceu com as cinco jovens desprovidas de azeite (Mt 25.8). Não devemos nos dá por seguro quanto às reservas espirituais, pois as reservas também se acabam.

4. A perda de oportunidade
Muitas vezes deixamos para a última hora decisões importantes, por isso perdemos grandes oportunidades.  O noivo tarda, mas até que fim ele volta, e no momento delas acompanhar o cortejo nupcial as néscias perderam aquela oportunidade (Mt 25.9-12). Somos responsáveis por boa parte de perdas e ganhos em nossas vidas, entretanto devemos ter muito cuidado, porque nem sempre as oportunidades reaparecem nas mesmas proporções, assim será a oportunidade para entrar no reino de Deus é única. Cada um facilite a sua vida para que naquele momento não encontre a porta fechada.

Nos dias de hoje qual a lição aprendida: a) O despreparo para encontrar o noivo; b) O desespero pela falta de azeite; c) A perda da última oportunidade. Muitos crentes atualmente estão despreparados espiritualmente, sem azeite e sem brilho, isso significa não estarem preparados para a volta do noivo. Podemos ter a aparente impressão que o noivo está tardando, no entanto disse Pedro em sua carta: - “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tenha por tardia. Ele é longânimo para convosco, não querendo que alguém se perca, senão que todos venham arrepender-se.” (II Pe 3.9). Quando Jesus vir buscar a sua igreja os crentes deverão estar preparados para não perderem a oportunidade. Ora, a mensagem central dessa parábola é fechou-se a porta, isso significa que não estando preparados perderão definitivamente a oportunidade de acompanhar o noivo (Mt 25.11,12), por isso o SENHOR nos adverte “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt 25.13; 24.42; 13.33-37; I Co 16.13; I Ts 5.6; I Pe 5.8; Ap 16.15).

Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

ESBOÇO 962 AS TREVAS E A LUZ


ESBOÇO 962
TEMA: AS TREVAS E A LUZ
TEXTO: GÊNESIS 1:3-5

Durante a obra criadora Deus organizou e fez separação de algumas coisas criadas, isso em todos os aspectos da criação, desejo destacar aqui a separação entre as trevas e luz, ele deu nomes a essa diferença, chamando a luz de dia e a noite trevas, cada uma com seus limites de atuação, uma chega e outra sai. O que desejo falar nesse assunto é que as trevas e a luz não se unem, quero apresentar também a diferença no sentido espiritual, enfatizando o que Jesus falou sobre as trevas e a luz, os que andam na luz e os que andam nas trevas (Jo 11:10).

Trevas e Luz
Trevas, esse termo não somente é usado para definir a escuridão ou a ausência da claridade, mas fazem referencia em outros sentidos como algo negativo. No sentido espiritual as trevas são representadas pelo pecado que é algo muito ruim para o ser humano “Eles estão entre os que se opõem à luz; não conhecem os seus caminhos, e não permanecem nas suas veredas. De madrugada se levanta o homicida, mata o pobre e necessitado, e de noite é como o ladrão. Assim como o olho do adúltero aguarda o crepúsculo, dizendo: Não me verá olho nenhum; e oculta o rosto, Nas trevas minam as casas, que de dia se marcaram; não conhecem a luz. Porque a manhã para todos eles é como sombra de morte; pois, sendo conhecidos, sentem os pavores da sombra da morte” (Jó 24:13,15,17). A escuridão esconde algo ruim e todos os tipos de males “Ai dos que querem esconder profundamente o seu propósito do Senhor, e fazem as suas obras às escuras, e dizem: Quem nos vê? E quem nos conhece? Vós tudo perverteis, como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Não me fez; e o vaso formado dissesse do seu oleiro: Nada sabe” Is 29:15,16). Nas trevas as pessoas esconde à falsidade a mentira, “Porquanto dizeis:...não chegará a nós porque por refúgio temos a mentira, e debaixo da falsidade nós temos escondido” (Is 28:15), e outros tipos de pecados, mas não há nada que Deus não os veja “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se eu digo: As trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite... as trevas e a luz são a mesma coisa (Sl 139;7, 11-12); Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o Senhor; porventura não encho eu os céus e a terra? diz o Senhor” (Jr 23:24); “Porque os meus olhos estão sobre todos os seus caminhos; ninguém se esconde diante de mim, nem se encobre a sua iniquidade aos meus olhos” (Jr 16:17).

Os tropeços nas trevas
Imaginemos andar no escuro, nele podemos tropeçar, pois o que está oculto não é percebido. O indivíduo que está em trevas espirituais ele tropeça em seus próprios pecados, ele não enxerga em que tropeça “Por isso está longe de nós o juízo e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que há só trevas; pelo resplendor, mas andamos na escuridão. Apalpamos as paredes como cegos, sim, como os que não tem olhos andamos apalpando; tropeçamos ao meio-dia como nas trevas, e entre os robustos somos como mortos” (Is 59:9,10). “Nas trevas andam as apalpadelas, sem terem luz, e os faz cambalear como ébrios” (Jó 12:25). Quem anda nas trevas não sabe para onde está indo. Disse-lhes então Jesus: "Por mais um pouco de tempo a luz estará entre vocês. Andem enquanto vocês têm a luz, para que as trevas não os surpreendam, pois aquele que anda nas trevas não sabe para onde está indo. (Jo 12:35).

A luz
A presença da luz revela tudo o que está oculto "Portanto, não tenham medo deles. Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido. O que eu lhes digo na escuridão, falem à luz do dia; o que é sussurrado em seus ouvidos, proclamem dos telhados” (Mt 10:26,27); "Pois nada está oculto, senão para ser divulgado; e nada mantido em secreto, senão para ser trazido à luz" (Mc 4:22). “Das trevas manifesta coisas profundas, e traz à luz a densa escuridade” (Jó 12:22; 28:11; Dn 2:22; I Co 4:5).

Jesus a luz do mundo
“Eu sou a luz do mundo” (Jo 8:12), ele é a luz rejeitada "O julgamento é este: a luz veio ao mundo e os homens preferiram as trevas ao invés da luz porque suas obras eram más. Todo aquele que pratica o mal odeia a luz e se mantém longe dela, pois tem medo que suas obras sejam expostas. Mas todo aquele que pratica a verdade aproxima-se da luz para que fique claro que tudo o que ele faz é feito em Deus” (Jo 3:19,21). Uma realidade no presente “o que pratica o mal odeia a luz”. O próprio Jesus expressou de maneira firme dizendo: “Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. (Jo 12:46). Os que andam na luz tem características diferentes dos que andam em trevas, o que anda na luz ama o seu irmão “Aquele que declara estar "na luz" mas odeia seu irmão continua, de fato, em completa escuridão. O homem que ama seu irmão e vive na luz, não tem razão alguma para tropeçar. Mas o homem que odeia seu irmão tem seu acesso à luz bloqueado e procura as apalpadelas seu caminho no escuro sem saber para onde ir, pois a escuridão o tornou cego” (I Jo 2:9-11). Quem está em trevas não vê os seus defeitos, mas aluz a tudo revela.

A luz divina resplandeceu em nossos corações, o Espírito Santo se encarrega de mostrar e convencer o pecador “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16:8-11). A luz de Cristo esteja sempre em nossos corações, andemos na luz, pois não há comunhão entre as trevas e a luz.

Pr. Elis Clementino

domingo, 8 de dezembro de 2019

ESBOÇO 961 TODAS AS COISAS SOBREVÉM IGUALMENTE A TODOS


ESBOÇO 961
TEMA: “TODAS AS COISAS SOBREVÉM IGUALMENTE A TODOS”
TEXTO: “Certamente considerei no meu coração todas estas coisas, para declarar tudo isto: que os justos, e os sábios, e as suas obras estão nas mãos de Deus, e que o homem não conhece nem o amor e nem o ódio; tudo acontece diante dele.” (Ec 9:1)

Esse é um assunto que necessita de muita atenção, ele apresenta Deus como o controlador de todas as coisas, da vida dos ímpios e dos justos, aqui todos passam pelos mesmos caminhos nas suas filosofias de vida, e que as provações da vida também são controladas por Deus. As obras de Deus são difíceis de entender devido às limitações humanas. (Ec 11:5; Jo 3:8)

De modo geral todos caminham debaixo do mesmo sol, tanto o justo quanto o ímpio, o bom e o mau, o puro e o impuro, o que consagra sacrifícios e louvores e o que não os oferece. O que acontece com o homem bom, ocorre também com o pecador; e o que faz juramentos passa pelas mesmas circunstâncias que aquele que evita jurar. Este é o mal que paira sobre tudo o que se realiza debaixo do sol: Todos nós estamos expostos às mesmas coisas. O que gera toda essa situação é o coração do ser humano que está repleto de malignidade e de insensatez, mal que o acompanha durante a vida. Finalmente todo homem se juntará aos mortos... (Ec 9: 1-3), No entanto em Cristo há esperança da ressurreição (I Ts 4:13-17).

Todos vão para o pó.
Todas as obras tanto do justo quanto do ímpio estão nas mãos de Deus, ele controla todas as coisas durante a vida deles. O destino natural da vida é se tornar pó “... e o pó volte a terra como era...” (Ec 12:7; Gn 2:7), o espírito do homem foi dado por Deus e para ele voltará. O homem é um ser tricótomo (I Ts 5:23; Hb 4:12) espírito, alma e corpo, e finalmente o homem desfalecem e morre, essa é a lei da vida (Sl 146:4), toda a sua esperança de vida na terra acaba, porém bem-aventurado aquele cuja esperança está posta no Senhor. (Sl 140:5), Os que têm esperança em Deus sabem que quando a vida aqui acabar e o corpo descer ao pó se inciará outra vida com Deus na eternidade, por isso a morte do justo é preciosa à vista do Senhor (Sl 116:15).

As consternações da vida
Todo homem está exposto a elas, é o que a própria vida faculta, de maneira que ninguém escapa, segundo a tradição rabínica atribuiu-se a Salomão que escreveu concernente a vida terrena, os sofrimentos que o indivíduo enfrenta independe de ser justo ou injusto. Quando refletimos nesse ponto de vista sem fazer uma ponderação achamos inicialmente que Deus é injusto quando trata o justo igual ao ímpio, Deus trata o homem por aquilo que ele escolhe (Dt 30: 15-20), debaixo do sol é uma realidade inegável. Os sofrimentos tanto do justo quanto do ímpio são as consequências da desobediência (Lm 3:19), finalmente todos sofrem, pois o sol que aquece o ímpio aquece o justo, da mesma maneira a chuva cai sobre ambos. Muitas pessoas têm um conceito equivocado a respeito dos sofrimentos enfrentados nesta vida, alguns acham que Deus é injusto castigar o ímpio com o justo, a prosperidade do ímpio e a falta dela para o justo.

A doutrina da prosperidade
Atualmente muitos pregadores neo pentecostais pregam a prosperidade desconhecendo os propósitos divinos para com os homens, como já citamos acima, tanto os ímpios quanto os justos estão sujeitos às dificuldades. Muitos pregadores isentam os sofrimentos dos justos em suas pregações e os incitam a buscarem riquezas. Em uma das palavras de Jesus aos seus discípulos foi: “o mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo...” (Jo 16: 8,33). Todas as pessoas estão inseridas nesse contexto, ninguém escapa. Devemos ter cuidado para não fazer como Asafe que quase se desviava por ver a prosperidade dos ímpios (Sl 73:1-28).

Jó, do meu ponto de vista, tudo ocorre sobre um mesmo plano aqui: Deus permite que tanto os íntegros quanto os ímpio sofram (Jó 9:22); Todavia, um e outro jazem no pó, e serão tomados e consumidos pelos vermes da terra (Jó 21:26); Entendi que o sábio tem olhos que enxergam melhor e além, mas o tolo tateia pelas trevas; entretanto notei  que ambos têm a mesma sorte (Ec 2:14); Porquanto a sorte do ser humano e a do animal é idêntica: quanto a morte, assim morre um morre o outro, e ambos tem o mesmo de vida, o mesmo fôlego de vida; de fato, o ser humano não tem vantagem alguma sobre os animais nesse sentido.

Devemos pedir a Deus sabedoria para entender os caminhos de Deus e não nos frustarmos quando as dificuldades baterem em nossas portas. Todos debaixo do sol estão no mesmo caminho, a única diferença é a vida espiritual quando os destinos não são os mesmos dos ímpios. O justo mesmo que sofra aqui e o seu corpo desça ao pó ele terá descanço junto a Deus, entretanto não há como isentar o justo dos sofrimentos terrenos (Rm 8:18; 2 Co 4:17). “Este é o meu consolo no meu sofrimento: A tua presença dá-me vida.” (Sl 119:50).

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

ESBOÇO 960 AMIZADES.



ESBOÇO 960
TEMA: AMIZADES.
TEXTO: “O espírito do homem o sustenta na doença, mas o espírito deprimindo, quem o levantará” (Pv 18:14; Ec 4:9-10)

Há milhares de anos atrás as pessoas descobriram que viver em sociedade somariam forças e produziriam muito mais com a força do trabalho. Todos os povos do mundo sentem essa necessidade, cada um com o seu modelo de vida, políticas internas e externas. Individualmente as pessoas necessitam de se relacionarem, embora não seja fácil devido às diferenças e a pluralidade de povos.

Relacionamento
Todo indivíduo necessita de se relacionar com as outras pessoas, mas nem sempre encontramos facilidade para um relacionamento primoroso, conviver com as diferenças ainda é o maior desafio. As pessoas podem se relacionar, porém isso não significa que elas tenham um relacionamento de amizade mais afetuosa e pessoal, já há outros que tem uma proximidade maior e dividem entre eles seus problemas pessoais, mas é preciso haver certos cuidados, pois um relacionamento desmesurado pode prejudicar. Muitas pessoas fazem amizades facilmente, mas também tem pouca duração, os afetos acabam em desafetos e consequentemente gerando numa grande inimizade.

O estado emocional das pessoas
No relacionamento deve ser levado em consideração o estado emocional de cada indivíduo. As pessoas são diferentes em gênero, número e grau, por isso é que se torna difícil o relacionamento, cada pessoa tem seus problemas, embora elas não queiram transferir para as outras pessoas, mesmo assim terminam transferindo. Muitas vezes queremos que as pessoas aceitem os nossos jeitos, porém é exatamente isso que podem gerar os conflitos, cada um tem o seu gosto, se nós não gostamos de algo ninguém é obrigado gostar, contudo cada indivíduo tem livre arbítrio para escolher, aceitar ou não.

Amizade, uma ponte.
Fazer amizade é construir pontes, ela estreita o relacionamento, a amizade é uma ponte de mão única, onde duas pessoas devem trafegar sem se atropelarem. Nada melhor do que uma convivência harmoniosa e respeitosa, essa ponte de amizade deve ser mantida o tempo todo, mas deve-se ter cuidado para não destruir a ponte que liga você aos amigos. Perfume e incenso trazem alegria ao coração; do conselho sincero do homem nasce uma bela amizade.” (Pv 27:9).  A verdadeira amizade duplica alegria e divide as tristezas (Pv 27:10).

Amigo mais chegado que um irmão
Não são quaisquer amizades que você compartilha as suas necessidades, entretanto há amigos que você compartilha “em todo o tempo ama o amigo”, mas dados momentos ele se torna mais que um amigo, “um irmão” (Pv 17:17). Muitas vezes nem mesmo a própria família consegue algo tão admirável do que um amigo irmão. “O olhar de amigo alegra o coração; as boas- novas fortalecem até os ossos” (Pv 15:30). Há amigos que ao encontrá-lo sentimos prazer e na comunicação aliviamos o nosso stress. “É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!” (Ec 4:9-10). “Não abandone o seu amigo nem o amigo de seu pai; quando for atingido pela adversidade não vá para a casa de seu irmão; melhor é o vizinho próximo do que o irmão distante.”

Cultive as boas amizades
Nunca se cerque de inimigos, você não sabe qual deles é o mais feroz, porém ao cercar-se de amigos tenha cuidado para que mais tarde você não venha transformá-los em inimigos. Cada um faça a sua parte na conservação da amizade. “Amizades verdadeiras são como flores de um jardim: é preciso cuidar carinhosamente delas para que mostre toda sua beleza.” Para manter uma amizade é necessário lealdade e sinceridade em ambos os amigos, outra coisa é saber ouvir algumas opiniões quando necessário, pois um bom amigo deve alertar o outro quando preciso, mas isso deve ser feito com muita modéstia.

Pr. Elis Clementino