segunda-feira, 27 de abril de 2020

ESBOÇO 988 MORTOS EM PECADOS


ESBOÇO 988
TEMA: MORTOS EM PECADOS
TEXTO: O homem que anda desviado do caminho do entendimento, na congregação dos mortos repousará. PROVÉRBIOS 21:16

Quando falamos em morte sabemos que ela existe em três aspectos, a morte física, morto em pecados e morte eterna, nenhuma delas é favorável ao homem, mas é sobre esse ponto de vista que desejo escrever algo.

A morte física
Ela é temida por todos os homens, portanto todos sabem que haverá de enfrentá-la, (Gn 3:9; Ec 3:20; Hb 9:27), somente escaparão desse tipo de morte aqueles que estiverem vivos na vinda do Senhor (Mt 22:40-42; 24:36; I Ts 4:16-17). A morte física é universal (Jó 30:23; Sl 49:10; Ec 8:8; Rm 5:12; Hb 9:27).

Mortos em pecados
Esse tipo de morte isenta a física, ou seja, o indivíduo está vivo, porém as suas práticas pecaminosas é o impedimento de uma comunhão com Deus, nesse caso ele está morto em delitos de pecados (Pv 21:16; Mt 8:22; Lc 15:32; Jo 6:53; 2 Co 5:14; Ef 2:1; 5:14; cl 2:13; I Tm 5:6; Ap 3:1). Todas essas expressões Bíblicas fazem referências às pessoas vivas, porém mortas pela prática de pecado, indicando que estão mortas para Deus, mas com a possibilidade de se arrependeram dos seus pecados (Mt 3:2; At 3:19; I Pe 2:9).

Morte eterna
Essa morte é o salário do pecado (Rm 6:23), se conseguirmos converter o pecador do erro antes da sua morte salvará a sua alma (Tg5:20), após a morte segui-se a juízo (Hb 9:27) ai não tem mais jeito, ele irá enfrentar a eternidade e o julgamento final (Ap 20:11-15).

Vida eterna
Ela é uma vida eterna e sem fim (Dn 12:2; Mt 25:46; Jo 6:27; 10:28; Rm 2:7; 6:22; I Tm 6:19; Tt 1:2; I Jo 2:25; Jd 21), para alcançá-la algumas condições são impostas como: (1) Deixar tudo (Lc 18:28,29; (2) Olhar para Jesus (Jo 3:14; ,15; 3:36; 4:14); (3) Carregar a cruz (Lc 16:24).

Jesus Cristo é o único que nos conduz a vida eterna, (1) Ele é o caminho (Jo 14:6); Ele é a porta (Jo 10:9); Ele é o mediador, não há outro mediador entre Deus e os homens pelo qual devemos ser salvos (I Tm 2:3-6). Deus conclama a todos para serem salvos (I Tm 2:4; 2 Pe 3:9). Os que servem a Cristo devem vigiar tendo cuidado para que não fique de fora quando a porta se fechar (Mt 25:1-10).

Jesus está voltando!

Pr. Elis Clementino

terça-feira, 21 de abril de 2020

ESBOÇO 987 APRENDENDO NA ADVERSIDADE


ESBOÇO 987
TEMA: APRENDENDO NA ADVERSIDADE
TEXTO: “Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos.” (Sl 119:71; Jó 4:5).

Na vida enfrentamos muitas dificuldades, mas são através delas que aprendemos grandes lições, não importam quão doloridas sejam, pois certamente elas produzirão grandes resultados tanto na vida social, quanto na vida devocional com Deus. Na adversidade passamos a conhecer a Deus mais de perto.

Aprendendo com a dor.
Na dor aprendemos que somos todos iguais, seja qual for à aflição e principalmente em relação à morte, quando todos, tanto ricos como pobres vão para o mesmo lugar. Nas angústias todos buscam saída para o seu bem estar, muitas vezes nos fazendo deixar o ninho da acomodação, além de nos trazer outros benefícios como: (1) Crescimento (Tg 1:2-4); (2) Maturidade (Tg 2:1-4); (3) Refinamento (Is 48:10); (4) Aprendemos a consolar os que sofrem (2 Co 1:3-5); (5) Buscamos ter uma melhor comunhão com Deus (Jó 4:5). Finalmente a dor contribuí para o nosso bem, “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28).

Os caminhos de Deus.
Muitas vezes há caminhos escabrosos que por ele Deus nos faz andar, na verdade são caminhos que jamais gostaríamos de trilhar por eles, porém não há outro jeito de pular essa etapa, embora nada saibamos sobre o querer de Deus em nossas vidas (Ec 11:5; Is 55:9; Jo 3:8). Ninguém sabe precisamente por causa das limitações impostas por Deus a nós homens, pois o nosso futuro pertence a Deus (Mt 6:34), ele sabe e conhece todas as coisas tanto nos céus quento na terra.

            Seja o caminho pedregoso, escorregadios, altos e baixos que estás passando ou irás passar tenha por certo Deus está te auxiliando de muitas maneiras, pois tenha a certeza que não será para o teu mal, mas para o bem. Os instrumentos de cordas antes que os instrumentistas passe há usá-los e expor as suas belas melodias esses instrumentos passam por afinações, ou seja, as suas cordas serão trabalhadas para que aconteçam as afinações, assim elas sofrerão apertos através da tarraxas até o tom da afinação, sem ela o som produz somente barulhos e sem definição musical, assim são aqueles que estão nas mãos de Deus, ele sabe trabalhar com o barro que ele próprio criou (Jr 18:1-6). Deus vai te aperfeiçoar e te fazer crescer na adversidade, depois de uma crise saíra mais forte.

Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 16 de abril de 2020

ESBOÇO 986 A FÉ É PARA TODOS


ESBOÇO 986
TEMA: A FÉ É PARA TODOS
TEXTO: 2 TESSALONICENSES 3:2

Ouvi-se muito falar de fé, na realidade é ela quem move o mundo espiritual, mas é necessário saber quando a fé está em ação ou a emoção. Há pessoas que confundem a fé com emoção, e por conta disso muita pessoas são iludidas por não saberem decernir entre uma coisa e outra.

É impossível definir o que é fé sem a luz da Bíblia, a mente humana não tem a capacidade de definir realmente o que ela é e nem como ela se processa no ser humano, sabe-se, porém que ela é gerada pela palavra de Deus. Os primeiros homens através das suas atitudes demonstraram neles à existência da fé, a crença em algo sobrenatural, a existência do criador “Deus”, os verdadeiros cultos a Deus foram realizados através do uso da fé. Na Bíblia temos muitos exemplos de pessoas que começaram a oferecer sacrifícios a Deus, mesmo não o vendo e nem o ouvindo, mas havia uma herança deixada pelos seus antepassados sobre a existência da Deus. Os primeiros homens a manifestarem a sua fé foram: Abel, pela fé ele apresentou a Deus a sua oferta de sacrifício (Gn 4:4; Hb 11:4); Noé andou com Deus, e pela fé salvou a sua família do dilúvio (Gn 6:9); Abraão também apresentou um grande exemplo de fé em Deus (Gn 22;2; Hb 11:8), e tantos outros que também serviram a Deus por meio da fé, porque eles criam na sua existência.

Emoção
A emoção é uma agitação sentimental, ela é momentânea, uma pessoa pode está totalmente emocionada sem que seja uma ação da fé. No meio religioso se observa muito isso, a pessoa carregada de emoção age como se fosse uma ação da fé, ai nada acontece. “A fé é para todos, mas nem todos são atraídos pela fé” (2 Ts 3:2). Há cristão que pode está cheio de fé, outros não, pois é através da fé que os milagres acontecem. Eu sou testemunha disso, pois Já recebi milagres de cura através de pessoas que não estavam emocionadas, mas cheias de fé, e através da imposição das suas mãos fiquei totalmente curado, mas como se explicar isso? Só há uma maneira, a fé, ela podia não está totalmente em mim, porque na enfermidade praticamente você depende mais dos outros do que de você mesmo, é um momento que às vezes você perde a noção das coisas, no entanto aquele que orou estava cheio de fé, e através dele Deus operou, “Deus é quem opera em vós tanto o querer como o efetuar (Fp 2:13), tudo isso através do poderoso o nome Jesus Cristo.
A razão

Razão é a capacidade da mente humana que permite chegar a conclusões a partir de suposições ou premissas, É, entre outros, um dos meios pelo qual os seres racionais propõem razões ou explicações para causa e efeito. A razão é particularmente associada à natureza humana, ao que é único e definidor do ser humano. Razão – Wikipédia, a enciclopédia livre.

A fé não anula a razão, uma pessoa cheia de fé não está fora de si, ela pode até não ter muita experiência em controlar a maneira de expressar, nem profundo conhecimento sobre o autor da fé, mas ela crer, outro pode até não ser cristão e possa crer em outra fonte que o inspire. Todo cristão precisa saber que não se demonstra ter fé através dos gritos, nas pregações avivalistas, outros até mentem e iludem emocionando as pessoas demonstrando que estão cheias de fé, mas nada acontece. O Apostolo Paulo e Tiago não entraram em contradição quando disseram: Paulo diz que o homem é salvo pela fé (Ef 20:8), mas Tiago mostra que o verdadeiro testemunho de fé é dado pelas obras (Tg 2:18). A fé ou crer vem pelo ouvir e ouvir a palavra de Deus (Rm 10:17), ao ouvir a palavra de Deus a razão faz a avaliação dos seus atos e da sua necessidade espiritual, ai é gerada a fé através do Espírito Santo.

O evangelho é simples, não se faz necessário usar qual quer outro tipo de artifício, a palavra em sua essência já realiza o quer divino em nós. Nunca manipule as pessoas em suas pregações, se suas pregações não surtirem os efeitos que você deseja, não culpe o povo que te ouve, nem crie inovações para arrancar da platéia a emoção, pois assim, elas sairão de diante de você inseguras e duvidosas. “E foi sob fraqueza, temor e grande tremor que estive entre vós. Minha mensagem e minha proclamação não se formaram de palavras persuasivas de conhecimento, mas constituíram-se em demonstração do poder do Espírito Santo, para que a vossa fé não se fundamente em sabedoria humana, mas no poder de Deus. A sabedoria que vem do Espírito Santo.” (I Co 3-5; Rm 15:13,19; I Co 1:17). “Portanto Cristo não me enviou para batizar, mas para proclamar o evangelho; não por meio de palavras de sabedoria humana, para que a cruz de Cristo não seja esvaziada. Palavra da cruz, poder de Deus” (I Co 1:17). Não subestime a fé daqueles cristãos simples que não esboçam nenhuma reação quando você estiver pregando, porquanto ela pode está mais cheia de fé do que você. Não procure emocionar às pessoas para obter resultado nas suas pregações, a palavra de Deus por si já gera a fé.

Pr. Elis Clementino

terça-feira, 14 de abril de 2020

ESBOÇO 985 TEMA: A RAZÃO E A FÉ.


ESBOÇO 985
TEMA: A RAZÃO E A FÉ.
TEXTO: I Co 2:14-16; Hb 11:1-6; I Ts 5:21

Vivemos em um momento difícil no mundo inteiro, contudo precisamos entender que cada coisa no seu lugar, tanto concernente as coisas, quanto as pertinentes a nós homens. Sabemos que é necessário fazer uso da fé, mas também a razão, no meu ponto de vista elas não se atropelam, ambas foram geradas de uma mesma fonte a “divina”, mas cada uma a sua peculiaridade.

A razão
Ela é a faculdade de raciocinar, compreender, aprender, ponderar, julgar; a inteligencia do ser humano. A razão nos permite fazer julgamentos das nossas atitudes e compreendermos quando é necessário o uso da fé, a razão e a fé, mesmo sendo diferentes atuam em harmonia, muitas pessoas religiosas usam a fé de maneira inconsequente, e isso tem causado muitos problemas tanto para ele, quanto para as outras pessoas e a igreja da qual ele faz parte. Eu vi um vídeo de um pastor fazendo a sua pregação com uma serpente com alta dose de toxina, ou seja, veneno letal, e durante a pregação ela o picou e ele morreu, exemplo de uma fé sem a razão “Não tentaras o Senhor teu Deus” (Dt 6:16; Mt 4:7), significa que não devemos provar Deus dessa maneira. Há momentos que Deus atua a nosso favor em uma muito precisa (At 23:11) ninguém mais foi picado senão Paulo e nada aconteceu porque Deus agiu. A razão de Paulo estava funcionando de maneira precisa, ou seja, ele sabia o que estava fazendo.

O que é a fé?
No sentido puramente bíblico ela é descrita com muita propriedade em um texto na carta aos hebreus (Hb 11.1). A fé na sua essência vai além da razão, não há a capacidade humana para explicar o que e a fé, se há coisas que vimos e a palpamos para provar não precisamos ter fé. A nossa fé está concatenada ao sobrenatural, sem ela é impossível agradar a Deus (Hb 11:6). O indivíduo pode ter a razão, mas não ter fé, no entanto outros têm fé, mas também faz uso da razão, a fé sem a razão é cega, isso observamos a todo o momento pessoas com a fé desmedida, espiritualizando tudo, portanto isso é muito perigoso, porque pode comprometer a sua própria fé.

Quando nos aproximamos de Deus primeiro funcionou a razão, por ela vem o conhecimento do pecado, ou seja, você pensa, em seguida a fé é gerada pela palavra, “a fé vem pelo ouvir e o ouvir a palavra de Deus” (Rm 10:17). Quem conhece a Deus e tem um perfeito relacionamento com ele sabe em parte como a fé funciona. Os milagres acontecem inexplicavelmente a través da fé, eu tenho testemunho pessoal de curas por meio da minha fé, mas isso não significa que somos imunes as doenças e os perigos da vida, podemos até por permissão divina sermos atropelados por alguma enfermidade, contudo a minha fé não será abalada, ir ao médico não significa menos ou nenhuma  fé. Há uma frase de Jesus para expressar uma verdade espiritual, ele disse os são não precisa de médicos e sim os doente (Mc 2:17), ele sabia que uma prática comum os doentes procurarem os médicos, cada um deve fazer a sua parte, se não usarmos a razão estamos fadados sofreremos as consequências.

As consequências de uma fé sem a razão
A fé sem razão pode trazer muitos detrimentos tanto materiais como espirituais, messe mundo já vi muitas coisas desagradáveis em relação a religiosos que fazem uso da fé de maneira descabida. O fanatismo e o radicalismo religioso é um perigo. Aproximadamente 50 anos atrás, certo médico disse a um amigo meu; a sua esposa não pode ter filhos, se tiver ela morre, mas ele resolveu não dá importância o que disse aquele médico dizendo que tinha fé e que tudo seria normal porque o homem de nada sabia, porém a sua esposa engravidou e ele animado disse que tudo iria dar certo, porque estava fazendo uso da fé, aos nove meses realmente aconteceu como disse aquele médico, e agora? Ele foi advertido. Aquilo que o homem pode fazer Deus permite que ele faça, ele desobedeceu à ciência e pagou o preço. Deus não esta a disposição do meu querer, mas a dele, Deus pode até usar alguém para nos alertar e muitas vezes não damos ouvidos porque achamos que a nossa fé resolve tudo.

                Amados, devemos ter cuidado, a fé com a razão tem melhores resultados, ponderar bem e fazer uso da razão não é pecado, se fizermos uso da fé, que a razão não seja desprezada. Uma fé sensata, segura é boa, até mesmo em relação ao dom de profecia o crente precisa ter discernimento, aquele que está sendo usado por Deus através desse dom sabe o que está proclamando, isso significa não perder a razão, o profeta pode não ter conhecimento da necessidade daquele que está sendo dirigida a mensagem ai somente Deus. Deus não é obrigado a aprovar o que eu faço ou o que digo fazendo uso da fé, mas Jesus disse: “se tiveres fé como um grão do mostarda diz a amoreira arranca-te e transporta-te no mar e ela te obedecerá” (Mt 17:20; Lc 17:6).  Por menor que seja a nossa fé, ela tem a capacidade de crescer e alcançar patamares maiores na presença de Deus, onde os milagres acontecem. A fé pode tornar-lhe vencedor em grandes batalhas.

 Pr Elis Clementino

sexta-feira, 10 de abril de 2020

ESBOÇO 984 QUEM É O PRÓXIMO?


ESBOÇO 984
TEMA: QUEM É O PRÓXIMO?
TEXTO: “E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?. E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás. Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?” Lucas 10:25-29

Esse doutor da lei interrogou Jesus a respeito do que ele devia fazer para entrar na vida eterna, logo após ouvi-lo Jesus expôs alguns mandamentos para que ele praticasse e logo após ele ouvir as palavras de Jesus ele o indagou: “quem é o meu próximo?” imediatamente Jesus expôs uma parábola para mostrar-lhe que era o próximo, nessa parábola Jesus ilustra o uso da compaixão que deve ser praticada na nossa vida diária, independentemente de raça, cor, etnia, religiosidade e etc.

Na parábola Jesus apresenta quatro personagens, dois deles eram religiosos e de destaque na sociedade, ambos com idéias e funções diferentes, um era sacerdote e o outro levita, eles tinham o dever de cumprir a lei mosaica, havia também um samaritano e um viajante que fora assaltado.  O viajante que fora assaltado estava caído e meio morto, por ele passou o sacerdote e fez de conta que não o viu, passou também o levita e fez o mesmo, mas em seguida vem passando um samaritano, este pertência a um pequeno grupo étnico-religioso, porém não era sacerdote e nem levita, no entanto ele olha para o homem caído e se compadece dele, passa azeite nas suas feridas, o envolve em uma vestimenta ou uma capa e o pôe na sua cavalgadura, ou seja, o seu cavalo, e o conduziu até uma estalagem para ser cuidado, para ele não importava as despesas, ou seja, por uma vida não importam os valores que sejam gastos por ela, e se os valores não cobrissem as despesas com o tratamento ele voltaria e pagaria o restante. Para o samaritano o mais importante era a vida, e não os valores monetários. Será que você tem valorizado a vida do próximo mais do que o dinheiro? (Lc 10:37).

Amados, a maior pobreza do ser humano é não enxergar os sofrimentos alheios, as dores dos que sofrem parecem que não nos comove mais, o que se observa é que a apatia, ou seja, a indiferença tomou conta dos corações das pessoas, há muitos que se regozija com os sofrimentos e até a morte de alguém até sendo inimigo como se ele não estivesse sujeito às mesmas coisas. A morte de quem quer que seja nunca deve ser motivo de regozijo e sim de chorar “chorai com os que choram, alegrai-vos com os que se alegram” (Rm 12:15), principalmente aqueles que dizem conhecer os mandamentos divinos.

Há muitas razões pelas quais vem o esfriamento do amor ao próximo, a iniquidade, o amor as riquezas, a ganancia por dinheiro e pelo poder, esses são sinais dos últimos tempos (Mt 24:10-12). Jamais se ufane das desgraças alheias mesmo que seja teu inimigo (Pv 24:17), não importa aquilo que o indivíduo tenha praticado ou deixou de praticar faça o bem. Jesus volta a perguntar ao doutor da lei “Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira” (Lc 10:36,37). No mundo atual precisamos de mais SAMARITANO do que religiosos, sejamos solícitos para com o próximo, seja um bom samaritano.

Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 2 de abril de 2020

ESBOÇO 983 A LIBERALIDADE EM PERDOAR



ESBOÇO 983
TEMA: A LIBERALIDADE EM PERDOAR    
 TEXTO: “Não se ponha o sol sobre a vossa ira.” EFÉSIOS 4:26

                Perdoar é uma das coisas mais difíceis do indivíduo por em prática, principalmente aqueles que de alguma maneira tenha o seu sentimento magoado por alguma razão, e isso tenha gerado alguma raiz de amargura no seu coração. Geralmente as pessoas excessivamente sentimentais sentem mais dificuldades em liberar o perdão, e por conta disso muitas pessoas sofrem angústia na alma e indisposição, embora o mesmo não aconteça com outras pessoas, porque elas não guardam mágoas e facilmente perdoam, e dessa forma elas terão menos possibilidade de adoecerem, porque ligeiramente se desfaz do seu coração aquele sentimento deixado pela mágoa, o ódio ou rancor. Portanto três coisas são importantes; aprender o valor do ato de perdoar, não revidar, ou seja, atirar pedras sobre pedras e liberar perdão.

A generosidade é um dos princípios fundamentais que leva o indivíduo a se doar e sofre em função dos outros, mas isso não é fácil porque exige sacrifício por parte do indivíduo, ele terá que abrir mão de algo que ele está muito apegado, o seu Ego. Por essa razão existem pessoas que tem dificuldade de liberar algo de si para outros, principalmente quando se trata de um perdão, essas pessoas precisam ser ensinadas e trabalhadas para que o ato de perdoar não se torne tão sofrível no seu cotidiano. Algumas vezes o indivíduo sofre e se desgasta por ser generoso para com as outras pessoas. O apóstolo Paulo vivenciou isso e praticou “embora seja menos amado, mas me gastarei e me deixarei gastar por vocês” (2 Co 12:15), amar sem ser amado inclui a generosidade e a capacidade de perdoar, o verdadeiro amor é incondicional (I Co 13:3-7). Quam ama não impôe condições para amar.

A intuição humana é revidar ou atirar de volta, até em maiores proporções às pedras que lhes são arremessadas, pois esse é um sentimento rancoroso, mas é preciso lembrar que Jesus ensinou a agir de maneira diferente para com aqueles que muitas vezes nos machucam e até nos fazem chorar “amai aos vossos inimigos” (Mt 5:43-48), perdoai-lhes, não importar qual seja, e nem o tamanho das feridas causadas pelas pedras. “Quando o ultrajavam, não revidar com ultraje; quando maltratados, não fazia ameaças, mas entregava-se a aquele que julga retamente.” (I Pe 2:23). Nenhum sentimento de gloria haja no teu coração quando o teu inimigo vir a cair (Pv 24:17). Existem pessoas que sentem prazer em ver aqueles que lhe magoaram sofrerem, mas esse não é um sentimento cristão, e sim diabólico, porque é um sentimento de vingança.

O ato de perdoar é um mandamento divino, muitas vezes sentimos dificuldade em remover uma pedra que fora arremessada por alguém que tanto fizemos por ela, mas nada justifica não perdoar. Jesus foi interrogado pelos seus discípulos sobre quantas vezes eles deviam perdoar, porém já foram limitados a um dos princípios bem conhecido entre eles “até sete vezes?”, todavia Jesus respondeu: Não somente sete, mas setenta vezes sete (Mt 18:21-22).

É impossível promover paz sem perdão “Se possível tendes paz com todos.” (Rm 12:18), mas para isso tanto o ofensor quanto o ofendido deve abrir mão da sua personalidade forte, do seu Eu, e se perdoarem. Quando perdoamos alguém reconstruímos ponte sobre o abismo que nos separavam, geralmente o ofendido é mais difícil de ser conquistado, porém, não é impossível, “É mais fácil conquistar uma cidade forte do que um irmão ofendido” (Pv 18:19). Se ofendesse teu irmão vai a ele e reconcilia-te com ele enquanto vocês estão no caminho. Jesus falou sobre duas coisas importantes o PERDÃO e a DISCIPLINA (Mt 5:23-26; 18:15-16).

                Devemos pedir a Deus sabedoria para entrar e sair, aqui fala de convivência no relacionamento, isso foi o que Salomão pediu a Deus em sua oração (2 Cr 1:10). O bom senso é capaz de reverter ou reconquistar amizades rompidas, somente o bom senso pode conduzir o indivíduo a reconhecer seus próprios erros e facilitar o pedido de perdão, com o perdão os incômodos da pessoa ofendida desaparecem. Não devemos atirar pedras sobre pedras, dessa maneira aumentamos o número de inimigos, porque as pedras que remetemos sobre alguém que nos incomoda podem atingir outras pessoas que não tenha nada a ver, as pedras arremessadas são como balas perdidas que acertam pessoas inocentes. Libere perdão não importa quantas vezes, simplesmente perdoe! Perdoe! E perdoe. “...Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3:13). A ninguém devais, a não ser o amor” (Rm 13:8).

Pr. Elis Clementino