quinta-feira, 30 de março de 2017

ESBOÇO 748 PROTEGENDO-SE DO INIMIGO

ESBOÇO 748
TEMA: PROTEGENDO-SE DO INIMIGO
TEXTO: “Sede sóbrios; vigiais; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramindo como um leão buscando a quem possa tragar.” I Pe 5:8

                Em qualquer tipo de luta nessa vida é preciso o indivíduo estar preparado para os combates, caso contrário será derrotado. Na vida cristã além das batalhas do cotidiano enfrentam-se ainda os combates espirituais. O Apóstolo Pedro com muita propriedade ele descreveu que o crente deve ser sóbrio, porque o adversário tenta constantemente o destruir (I Pe 5:8), por outro lado o Apóstolo Paulo descreveu a maneira de combatê-lo (Ef 6: 10-18). Dentro desse contexto de maneira sucinta serão comentados alguns detalhes importantes.

1. A batalha espiritual
A idéia que se tem de uma guerra com intensos combates durante os confrontos humanos são bem parecidos com uma batalha espiritual, porém as estratégias e as armas são bem diferentes das usadas no duelo humano. Ao definir uma batalha e outra logo se tem uma idéia que a guerra espiritual é muito mais perigosa, pois as conseqüências vão muito mais além, podendo comprometer o destino da alma.

2.  As fortalezas do inimigo
Satanás monta as suas fortalezas em volta do crente para tentar destruí-lo, essas fortalezas não podem ser destruídas facilmente, pois são dos seus fortins que ele ataca firmemente lançado as suas setas com o desejo de alcançar o crente. O contra-ataque não surtirá efeitos se não forem com as armas adequadas para essa peleja.

3. Quais são as armas da peleja?
O Apóstolo Paulo escrevendo a igreja de Coríntios ele mostrou que para lutar contra as fortalezas do inimigo somente deve ser usadas as armas do Espírito, “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim, poderosas em Deus, para a destruição das fortalezas” (I Co 10:4).
4. Estratégias de defesa
4.1. Não dês lugar ao diabo (Ef 4:27).
4.2. Fortalecer-se no Senhor;
4.3. Tomar toda armadura de Deus;
4.4. Cingir os lombos com a verdade;
4.5. Vestir a couraça da justiça;
4.6. Pés calçados;
4.7. Tomar o escudo da fé;
4.8. Tomar o capacete da salvação;
4.9. Tomar a espada do Espírito;
4.10. Vigiar em oração (Mt 26:41; Ef 6;18).

5. A desatenção do cristão
Sabe-se que em uma guerra ninguém deve está desatento, a desatenção faz com que muitos guerreiros sejam feridos e até mortos. Em uma guerra espiritual o cristão necessita de muito mais atenção, pois o inerte será facilmente alvejado, porque o diabo anda a procura de oportunidades e o descuido é uma delas, “Sede sóbrios; vigiais; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramindo como um leão buscando a quem possa tragar.” (I Pe 5:8). Um cristão desatento no seu cotidiano com certeza sofrerá os prejuízos, já em relação à batalha espiritual as perdas serão maiores, porque o inimigo não vem somente para roubar, mas também destruir (Jo 10:10).

                Os maiores inimigos dos cristãos são os espirituais, que invisivelmente armam laços de maneira sutil para prender os pés daqueles que dão ocasião. O indivíduo com os pés presos não caminha e nada produz, por isso a nossa luta não é contra a carne e nem contra o sangue (Ef 6:12). Estejamos preparados com as armas do Espírito para vencê-lo, pois estamos engajados nessa peleja e não podemos recuar. Todo preparo nos foram oferecidos por Deus para vencermos.

“O destruidor subiu contra ti. Guarda tu a fortaleza, vigia o caminho, fortalece os lombos, reforça muito o teu poder.” NAUN 2:1

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

AD Excelência

terça-feira, 28 de março de 2017

ESBOÇO 747 DETERIORAÇÃO ESPIRITUAL

ESBOÇO 747
TEMA: DETERIORAÇÃO ESPIRITUAL
TEXTO: “Tua prata tornou-se escórias, o teu vinho se misturou com água.” Isaías 1:22.

                A deterioração acontece a través da mistura entre duas ou mais substâncias. As fusões de alguns materiais podem dar certo, outras não, principalmente quando se trata de idéias e pensamentos humanos. A junção entre dogmas e credos religiosos com rituais africanos não dão certo. De maneira simples e sem pormenores exponho o meu ponto de vista ao refletir um pouco sobre sincretismo, e ecumenismo religioso e os resultados dessa mistura.

1. Sincretismo e Ecumenismo religioso
1.1. Há dois caminhos para enfraquecer uma denominação cristã, o sincretismo e o ecumenismo, compartilhar doutrinas e credos diferentes é praticamente impossível dar certo. Martinho Lutero ao reconhecer as verdades bíblicas sobre a fé, entre outros acontecimentos que fugiam dos princípios bíblicos fez a reforma protestante finalizada com as 95 teses em 31 de outubro de 1517.

1.2. O sincretismo é a junção de dogmas e credos como já foi dito, no Brasil começou logo após a sua descoberta no século XV, devido à grande miscigenação das religiões, a mistura de catolicismo com os rituais africanos se deu por causa dos escravos.

1.3. O ecumenismo é o apelo à unidade de todos os povos contido na mensagem do evangelho, ou a união de todas as igrejas cristãs. A visão do catolicismo está voltada para as igrejas cristãs separadas dele, as Igrejas Ortodoxas e as protestantes, no entanto a visão principal é abrir diálogo entre as religiões cristãs, certamente há uma intenção por trás desse movimento “um só povo um só rebanho”, mas quem liderar esse movimento?

2. As profecias bíblicas
O sincretismo foi criado pela igreja católica, o ecumenismo ela incorporou através do Papa Paulo IV em 1964 definindo como um movimento gerado pela graça do Espírito Santo, daí algumas igrejas começaram a aderir e juntar-se ao movimento, porém outras não, as que não participam tem uma visão sobre o que está escrito em (Ap 13:11,12), sobre o falso profeta, esse entendimento surgem mais por parte dos pentecostais e neopentencostais. É necessário entender que com a junção acontecem as perdas de valores, isso é imprescindível para o catolicismo e outras religiões (As fusões de elementos enfraquecem as suas essências, mas evidenciará a criação de outra). A hibridez está conquistando espaço em todo mundo, inclusive nos veículos que funcionam a combustível e energia, no entanto uma dos dois elementos prevalecerá em funcionamento, assim é a fusão entre religiões, e até quando usam as mesmas siglas, mas com credos diferentes.

3. Resultado das misturas
As misturas de religiões geralmente resultam em problemas. O povo hebreu quando se uniam a outras religiões eles aderiam os mesmos costumes, onde Deus exigia separação espiritual (Lv 20:26), as associações inconvenientes resultava no desvio de conduta do povo de Deus. Na mensagem do profeta Isaías o povo de Deus estava completamente misturado com os pecados dos demais povos, a partir dessa mistura aderiram também o culto aos deuses pagãos “idolatria”, ai está o perigo de uma fusão religiosa (Is 1:22; Jr 7:26; Ez 22:18). A recomendação paulina é não se associar “Não vos prendais a um jugo desigual” (2 Co 6:14; I Jo 1:1-10).

                A separação espiritual é necessária, uma das exigências de Deus para o seu povo é não se misturar com os ímpios (Ex 23:2; 34:2; Sl 1:1; Pv 1:15; 14:14; 22:24; 23:6; 24:1; I Co 5:9,11; 2 Co 6:14). As associações más devem ser evitadas por todos quantos desejarem viver uma vida em Cristo, estes devem aparte-se da injustiça, “Que comunhão há entre as trevas e a luz?” É necessário entender que essa separação seja de maneira inteligente sem fanatismo, e isenta de qualquer tipo de agressividade a essa ou aquela denominação, o normal é que todos tenham a liberdade de escolha, essas sejam respeitadas. A contenda de qualquer natureza é prejudicial e culmina com o radicalismo religioso, se assim for não amará o próximo por essa diferença. As denominações cristãs devem respeitar-se, é um principio cristão, não importa se essa ou aquela denominação, a paz é imprescindível para esse equilíbrio. É triste saber que todos os pastores se digladiarem quando a maioria deles é de denominações co-irmã, muitos deles intrigados um com outro, isso é vergonhoso, Deus nos guarde sempre desse mal.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE
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domingo, 26 de março de 2017

ESBOÇO 746 FILADÉLFIA, UMA IGREJA DIFERENTE.

ESBOÇO 746
TEMA: FILADÉLFIA, UMA IGREJA DIFERENTE.
TEXTO: APOCALIPSE 3:7-11

            Nada há mais difícil do que a manutenção da fé em Deus, principalmente em tempos difíceis, entre todos os combates esse é o mais abstruso, porque nessa batalha não podemos usar as armas que são comumente usadas nas guerras. A batalha espiritual é diferente, usamos as armas do Espírito conforme registrou Paulo na sua carta a igreja de Efésios (Ef 6:12). Quero destacar nesse assunto a Igreja de Filadélfia pelas suas qualificações, por ser uma Igreja que pelejava pela fé em Cristo, e pela sua fidelidade recebeu a aprovação do Senhor conforme descreveu João Evangelista na carta.

1. A missiva divina
João, o Evangelista estava exilado na Ilha de Pátimos, vítima das perseguições do Império Romano, lá no exílio teve uma grande revelação de Jesus Cristo sobre o que estava acontecendo com as igrejas da Ásia e sobre as últimas coisas. Foi ordenado que João escrevesse cartas as sete igrejas, elas eram vistas pelo Senhor como as sete estrelas e os sete castiçais de ouro, o que representava as igrejas e seus pastores “Escreve ao anjo da igreja de Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro:” (Ap 2:1). As mensagens das cartas continham conteúdos diferentes, e cada uma delas correspondiam com a situação moral e espiritual das igrejas. A que mais se destacou no seu teor foi à dirigida a Filadélfia, e pelas suas qualidades recebera elogios do Senhor.

2. As características da Igreja de Filadélfia
Na carta expedida por João Evangelista à igreja de Filadélfia o Senhor revelou particularidades íntimas referente à sua situação moral e espiritual, uma carta magnífica cujas revelações somente o Senhor sabia, eu suponho que os cristãos ficaram surpreendidos e glorificaram a Deus por descobrirem o quanto o Senhor amava aquela igreja.

3. Conhecimento divino
3.1. Eu sei as tuas obras;
3.2. Guardaste a palavra da minha paciência;
3.3. Não negastes o meu nome.

4. A recompensa pela sua fidelidade
4.1. Uma porta que ninguém pode fechar;
4.2. Farei que te reconheçam;
4.3. Farei com que se próstem aos teus pés;
4.4. Saibam que eu te amo;
4.5. Livramento da hora da tentação.

5. A vinda do Senhor
As boas qualidades que possuía a Igreja de Filadélfia deveriam ser guardadas para não perder o galardão. A fidelidade a Deus é o meio pelo qual chegaremos à presença de Deus, não somente a igreja de Filadélfia, mas a todos os cristãos no mundo, as igrejas contemporâneas devem seguir o mesmo exemplo da igreja de Filadélfia.

            Em meios as turbulências da vida somada aos ataques de Satanás é uma grande batalha para manter a vida de santidade e permanecer de pé na presença de Deus. Devemos nos revestir de toda a armadura de Deus e guardar os nossos valores que são exigidos por Deus para chegarmos ao final da carreira, e finalmente alcançar a coroa da justiça que o reto Juiz nos prometeu. “Guarda o que tens para que ninguém tome a tua coroa.” (Ap 3:11). Se formos fieis ao Senhor ele nos recompensará como fez com a igreja de Filadélfia, abrindo portas e nos exaltando perante os nossos inimigos.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

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sábado, 18 de março de 2017

ESBOÇO 745 O BOM SAMARITANO

ESBOÇO 745
TEMA: O BOM SAMARITANO
TEXTO: “Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” LUCAS 10:29-37; GÁLATAS 5:14;

            A mensagem de Jesus enfatiza a importância da prática do amor ao próximo, ele foi interrogado por um homem a respeito da entrada no reino de Deus, Jesus respondeu-lhe que ele devia amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo, sem entender e inconformado com a resposta ele interroga novamente, mas quem é o meu próximo? Naquele momento Jesus através de uma parábola mostrou-lhe quem seria o próximo.

1. Personagens envolvidos na narrativa
A essência central era o amor ao próximo, nela Jesus apresenta quatro personagens, dois religiosos, um samaritano e o quarto homem um sujeito desconhecido onde a história girou em torno dele.

2. A parábola
Descia um homem para Jerusalém, esse caiu nas mãos dos salteadores os quais o desposaram, e espancando-o deixou quase morto, consideremos que são nos momentos mais difíceis da vida que conhecemos onde está o nosso próximo, ora! Exercer o amor ao próximo independe de quem quer que seja.

3. Atitudes do sacerdote, do levita e do samaritano
3.1. Um sacerdote descendo pelo caminho nada fez pelo homem caído como morto e nada fez por ele, embora os sacerdotes tivessem atribuições importantes como: Cuidar do altar, dos sacrifícios e do povo perante Deus, havia uma relação entre sacerdotes e levitas enquanto eles representavam a religião os sacerdotes e a prática da religião. O exercício do amor ao próximo é um dever abrangendo a todos, inclusive os sacerdotes e levitas que tinha o dever até de socorrer os animais (Dt 22:4; Hb 5:1). Naquele sacerdote faltou a compaixão. O sacerdote passou e nada fez em prol daquele homem. O sacerdote passou e olhou, mas não com sentimento de compaixão e dor pelo próximo e passou a passos largos.

3.2 O Levita
Os atributos do levitas eram cuidar dos sacerdotes, das orações, da limpeza, dos suprimentos, da música e das ofertas, levita fala das boas obras, tanto o sacerdote quanto os levitas não podiam estar alheios a situação daquele homem. Não podemos ser apáticos nos nossos olhares para com os necessitados e aflitos, não olhemos somente com os olhos, mas também com o coração (Mt 13:15; Ef 1: 17,18). Não devemos agir como aqueles dois religiosos, mas estender as nossas mãos aos necessitados.

4. O bom samaritano
Ele é a figura central desta parábola, ele simboliza a misericórdia divina através de Jesus Cristo (At 10:38), mas em que consistiu a bondade daquele Samaritano? (1) Não serviu a si mesmo; (2) Chegou perto; (3) Olhou com o coração; (4) Desceu ao nível do necessitado; (5) Untou as suas feridas com azeite; (6) Pôs o homem sobre a sua cavalgadura; (7) O conduziu a um hospital para ser cuidado; (8) Valorizou mais a vida do que o dinheiro.

            Esse texto evidencia a misericórdia de Deus através de Jesus Cristo e o seu amor para conosco quando estávamos caídos e enfermos espiritualmente. O maior ato de solidariedade é estender a mão ao próximo no momento que mais ele precise, pois há muitas pessoas nas mesmas condições daquele homem, caído à beira da estrada e pessoas como o sacerdote e o levita que igualmente passavam por perto e não demonstraram a compaixão de Deus para com aquele pobre homem. O bom samaritano é a expressão do amor e da misericórdia ao próximo, por isso Jesus o qualificou de bom, qualidades que poucas pessoas atualmente têm, vamos fazer alguma coisa pelos que sofrem, independentemente de cor, raça, religião entre outros.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE
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quinta-feira, 16 de março de 2017

ESBOÇO 744 A SÍNDROME DA GRANDEZA

ESBOÇO 744
TEMA: A SÍNDROME DA GRANDEZA
TEXTO: “Doze meses depois, quando o rei estava andando no terraço do seu palácio real em Babilônia, disse: Acaso não é esta a grande Babilônia que eu construí como capital do meu reino, com o meu enorme poder e para a glória da minha majestade?” Daniel 4:29,30

                O senso humano é quem controla as aspirações ou sentimentos, quando ele não faz a ponderação, ou seja, um justo ajuizamento das suas idéias, a partir dali o indivíduo dará início a uma série de erros. O orgulho começa quando o indivíduo super valoriza a sua obra e deprecia a das outras, quando o homem se ufana do que faz e toma a glória de tudo que faz para si mesmo considero a síndrome da grandeza. Ninguém faz sozinhas as grandes obras, nelas se envolvem muitas pessoas e algumas delas as capazes de perderem as suas próprias vidas.

1. Significado:
O que é a síndrome?
a) Conjunto de sinais e sintomas observáveis em processos patológicos diferentes e sem causas especifica; b) Conjunto de sinais ou de características que, em associação com uma condição critica, são passíveis de despertar insegurança e medo.

2. Características da síndrome da grandeza
2.1. O orgulho,
O indivíduo se sente acima de tudo e de todos.
2.2. A auto-suficiência,
O desejo de glória e poder sobre as outras pessoas;
2.3. O egoísmo,
Os egoístas não dividem nada com ninguém, o lema é: tudo meu, nada teu e são exclusivistas;
2.4. Perda de capacidade de interagir;
Incapacidade de interagir com igualdade com outras pessoas;
2.5. Não vê e nem escuta,
Não enxerga seus próprios erros e nem escuta com os ouvidos os bons conselhos, e quando orientado aceita apenas aquilo que lhe é mais conveniente (2 Cr 10:8-15).

Exemplo:
Nabucodonosor ao ver a sua majestosa construção “a Babilônia” contraiu para si a glória, e não mais atribuiu a alguém; (1) Se gloriou das próprias obras; (2) Fez todas as coisas com seu enorme poder; (3) Construiu para a glória da sua própria majestade (Dn 4:29,30). Aqueles que têm a síndrome do poder agem de maneira isolada não atribuindo qualquer obra feita por ele a ajuda ou participação das outras pessoas, nem mesmo a Deus que lhes concedeu as oportunidades para realizar as grandes obras.

3. As consequências
3.1. Perda da visão, não vê o abismo que o espera;
3.2. Com perdas de amizades;
3.4. Perda da sensibilidade tornando-se insensível em relação aos sofrimentos alheios;
3.5. Isolamento, por se julgar auto-suficiente;
3.6. Perda de equilíbrio na liderança;
3.7. A queda. “O orgulho precede a ruína e a altivez de espírito à queda.” (Pv 16:18).

                Amados irmãos, a síndrome da grandeza tem afetado muitas pessoas em pleno exercício da sua liderança, principalmente quando chega ao topo do sucesso, em qualquer posição por mais nobre que seja na sociedade ou na igreja. Amados nenhuma obra por pequena que seja não caracterize como exclusivamente sua, precisamos ter muito cuidado com o orgulho, ele nos faz pensar que somos melhores que as outras pessoas. Os orgulhosos não se submetem aos homens e muito menos a Deus, por achar que seu próprio caminho é o melhor, ele esquece que Deus é Juiz, ele julga corretamente na sua balança fiel, “Pese-me em balança justa, e saberá Deus a minha sinceridade, Se os meus passos se desviaram do caminho, e se o meu coração segue os meus olhos, e se às minhas mãos se apegou qualquer coisa,” (Jó 31:6,7); “Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer. Em vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria.” (Pv 11:1,2). Deus conhece os corações, ele abate os exaltados e exalta os humildes (I Sm 2:7,8; 1 Pe 5:5). O orgulhoso somente despertará do seu engano quando humilhado até o chão. O Nosso orgulho deve estar em Deus (Jr 9:24), porque tudo é dele e vem dele “Assim diz o Eterno Todo Poderoso, o Deus de Israel: Eu fiz a terra, os seres humanos e todos os animais que nela estão por intermédio do meu magnífico poder e através do meu braço estendido, e dou-a a quem Eu entender que devo dar. Sendo assim, agora, pois, Eu mesmo entrego todas as nações nas mãos do meu serviçal Nabucodonosor, rei da Babilônia; dou-lhe até mesmo os animais selvagens, para que o sirvam.” (Jr 27:4-6). Deus exalta, mas também abate o exaltado, tenhamos cuidado.

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE
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ESBOÇO 743 JOSUÉ, O SUCESSOR DE MOISÉS.

ESBOÇO 743
TEMA: JOSUÉ, O SUCESSOR DE MOISÉS.
TEXTO: JOSUÉ 1:1-9

            Todo líder essencialmente deve preparar um sucessor, por mais seguro que ele se ache um dia será substituído. Moisés foi um grande líder e preparou Josué para ser o seu sucessor, mas a bíblia não registra quem Josué preparou para ser seu. Moisés passa a liderança do povo a Josué para conduzi-los a terra prometida, ele também recebeu de Deus promessas e as instruções necessárias para conduzir o povo até Canaã, a terra prometida por Deus a Abraão. Pensemos um pouco a respeito de sucessão, critérios, capacidade e os cuidados com as aparências dos que forem sendo chamados.

Um sucessor
A infalibilidade humana leva o homem a pensar da seguinte forma: Quem irá me substituir? Atualmente há uma preocupação de muitos líderes sobre os seus sucessores, alguns já têm a pessoa certa, geralmente é um membro da família, um filho, um genro, isso acontece, seja em qualquer área. Parece que outras pessoas, a não ser da família são tidas como incapazes para assumir a liderança de um empreendimento, no sentido religioso há diferença, principalmente quando se acredita que a escolha de pessoas para certos serviços sagrados acontece com o envolvimento divino, ou seja, Deus escolhe, ou aprova a quem o homem escolher, nesse caso quando a escolha é feita de maneira descompromissada com Deus, violamos a soberana vontade, ou seja, ele tem que aceitar mesmo contra a sua vontade quem eu escolhi.  Josué já havia sido treinado por Moisés, nos encargos e nas comissões a ele confiado.

Há um bom e grande exemplo nos dias dos apóstolos, Matias foi escolhido para ficar no lugar de Judas, mas de que maneira? "E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor dos corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido. Para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar.” E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias, e por um voto comum foi contado com um dos onze apóstolos (At 1:24-26). Oração deve ser o ponto de partida para qualquer escolha e decisão a ser tomada na igreja, algo interessante deve ter ocorrido no momento da escolha, lançaram sorte e caiu sobre Matias, embora existam alguns questionamentos sobre essa escolha que não prefiro comentar nesse argumento.

Critérios para assumir um apostolado
Há critérios desde a primeira escolha dos Diáconos para a Igreja, (At 6:3), os escolhidos deveriam ser selecionados para desenvolver a função de diáconos, talvez hoje não se olhe a necessidade desses critérios, porém são indispensáveis, os candidatos deviam ter qualificações morais e espirituais para fazer parte do corpo ministerial da igreja (I Tm 3:1-13). Os escolhidos necessariamente devem viver uma vida exemplar tendo um bom convívio familiar (I Tm 4:12,15).

A capacidade
Escolher homens capazes é imprescindível para o bom desenvolvimento da obra, porém muitas vezes queremos levar ao extremo considerando que a capacidade intelectual seja tudo, e se dispense à espiritual. Deus é quem capacita (2 Co 3:5) e conhece a pessoa certa para o lugar certo. Muitas vezes o egoísmo não permite preparar obreiros para a seara do mestre, já quer encontrar pronto, muitas vezes querem trazer para dentro da igreja a automatização, ou seja, tudo seja imediato e sem nenhuma avaliação prévia, às vezes são escolhidas pessoas cuja cultura engorda os olhos do líder, mas isso se constitui um perigo para a obra de Deus. Antigamente se errava menos, porque se pedia a direção e orientação divina através da oração quando era necessário substituir um obreiro em determinada congregação, torno a lembrar que após a morte de Judas houve uma preocupação de quem ocuparia o seu lugar, eles oraram e lançaram sorte, votaram e elegeram Matias para compor o ministério.

Os desgastes de Moisés
Durante o seu ministério Moisés pensava que podia fazer tudo sozinho, e isso lhe trouxe um desgaste muito grande, muitas vezes tem aquele que observa o líder, mais tem receio de dar uma orientação para facilitar o trabalho, ou uma dica. O sogro de Moisés, o Jetro, vendo o seu desgaste disse para ele escolher homens líderes para lhe ajudarem (Ex 18:24), não devemos esquecer que existem os Bezalieis no meio da congregação “aquele tipo de pessoa simples, mas pau para toda obra” esses muitas vezes não é visto, mas Deus sabe aonde eles estão e pode nos revelar.

Cuidado com as aparências, elas enganam.
Cuidado com as aparências, muitas vezes é o que se leva consideração pensando como Samuel nos primeiros momentos ao chegar à casa de Jessé para ungir um rei para Israel, a sua visão focou muito bem em Eliabe, moço forte, cuja aparência se destacava dos demais irmãos (I Sm 16:6). Na visão divina é diferente, muitas vezes o Senhor apresenta alguém que não chama a atenção através da aparência, “Deus escolhe as coisa vis para confundir as que são” (I Co 1:26-28). Davi era o menor, parece ser ele o serviçal da família, “aquele tipo vai fulano” estava distante de casa por trás das ovelhas “achei Davi por detrás das malhadas” (2 Sm 7:8,9). Aqueles que ainda hão de desenvolver algo na obra de Deus muitas estão longe do nosso alcance, talvez já estejam perto, outros talvez ainda na escravidão do pecado, alguns ainda estão como Davi cuidando no aprisco das ovelhas, no esquecimento e outros já estão sendo trabalhado por Deus.

            Após Josué ser nomeado para o comando recebeu a confirmação do Senhor logo no inicio da sua liderança “Assim como fui com Moisés serei contigo” (Js 1:8). Os critérios para que Josué fosse confirmado como novo comandante do povo de Deus foram as suas boas qualidades e as experiências adquiridas na companhia de Moisés, Deus capacitou Josué para substituir o maior líder da história da humanidade. Na atualidade Deus continua chamando a capacitando quando não é escolhido por vista, mas na direção de Deus.

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE

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sábado, 11 de março de 2017

ESBOÇO 742 JEZABEL, UMA MULHER INFLUENCIADORA.

ESBOÇO 742
TEMA: JEZABEL, UMA MULHER INFLUENCIADORA.
TEXTO: “Porém ninguém fora como Acabe, que se vendera para fazer o que era mau aos olhos do Senhor; porque Jezabel, o incitava.” (I Rs 21:25).
           
Existem ações influenciadoras negativas que devem ser abdicadas, falarei nesse assunto sobre a influência de Jezabel, mulher de Acabe rei de Israel, sem dúvidas ela se tornou uma ameaça ao reinado do marido, ela teve um espírito influenciador capaz de prejudicar a Israel. Jezabel fez grandes estragos na vida de muitas pessoas, principalmente investindo contra aqueles que serviam ao Deus Altíssimo.

1. Significado do seu nome
1.1. O significado do nome Jezabel é “Baal exalta” ela era filha do rei Sidônios Etbaal.

1.2. O seu casamento
Jezabel casou-se com Acabe com finalidades específicas cujo propósito era estreitar as relações e acordos comerciais, políticas e religiosa entre Israel e Fenícia, o que certamente trariam grandes prejuízos a Israel, com essa união Jezabel interferiu no governo do seu marido, fazendo com que ele se tornasse  pior dos que os reis que lhe antecederam. Jezabel se tornou uma mulher dominante no palácio real implantando o culto a Baal, e a perseguição aos profetas do Senhor, era uma mulher estrategista e perigosa.

1.3. A implantação do culto a Baal.
Como idolatra e seguidora de Baal, Jezabel implantou o culto ao deus pagão da fertilidade, na economia alterou o estatuto de Israel, principalmente as leis em relação ao uso das terras. Baal era o deus dos latifundiários, eles tomavam as terras das pessoas e distribua a outros, e depois as terras voltavam para seus antigos donos.

1.4. Perseguidora dos homens de Deus
A temida Jezabel era uma grande perseguidora dos profetas, desejou matar Elias, por ele ter desafiado seus profetas mentirosos, o seu deus “Baal” (I Rs 18:25,26). Uma das coisas que ela mais sabia fazer era intimidar as pessoas, era ambiciosa e caluniadora, induziu a Acabe ao erro e consequentemente Israel.

1.5. Jezabel, uma mulher ambiciosa
Jezabel era uma mulher ambiciosa, Acabe invejou e quis comprar a vinha do seu vizinho Nabote que ao receber a proposta se recusou a vendê-la, pois a sua posse era uma herança dos seus pais, as suas terras podiam ser arrendadas menos vendidas, com essa recusa de Nabote, Jezabel se comprometeu a entregar a vinha de Nabote em suas mãos (I Rs 21:7).

2. A sua influência na Igreja
Precisamos discernir o espírito de Jezabel na igreja, a sua influência é citada na carta à Igreja de Tiatira, embora não se comprove se existiu nessa época alguma mulher com o mesmo nome e características de Jezabel, esse nome foi citado pelo Senhor como algo ruim naquela Igreja, a ponto de Jesus condenar a sua atitude “Mas algumas poucas coisas tenho contra ti que deixas Jezabel, mulher que se diz profetiza, ensinar e enganar os meus servos, para que forniquem e comam dos sacrifícios da idolatria.” (Ap 2:20). Pressupõe-se que exista um espírito que muitas vezes penetra no meio da igreja, trazendo alguns costumes como a idolatria e até prostituição.

            Tenhamos muito cuidado porque o espírito de Jezabel continua influenciando e induzindo ao erro muitos cristãos, tanto homens como mulheres. Jezabel promove a exposição da sensualidade e isso se constitui um grande perigo. Busquemos o Senhor com a finalidade de obter dele a proteção dos ataques desse espírito, além de buscarmos a proteção divina precisamos fazer a nossa parte nos afastando de qualquer zona de perigo e nos abrigarmos conforme disse Paulo em sua carta a Igreja que estava em Efésio (Ef 6:10-17).

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

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quarta-feira, 8 de março de 2017

ESBOÇO 741 DEUS, A SUA GLÓRIA A OUTRO NÃO DARÁ.

ESBOÇO 741
TEMA: DEUS, A SUA GLÓRIA A OUTRO NÃO DARÁ.
TEXTO: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura.” Isaias 42:8; 48:11b

                A glória é algo muito particular de Deus, ela não será dividida com ninguém, é propriedade somente dele, no entendimento dos católicos houve uma adulteração nesse versículo, eles alegam que no original onde se encontra a palavra ÍDOLO em lugar de imagens de escultura. O que desejo comentar nesse esboço não são em si as palavras ídolo e imagens de escultura, mas a glória de Deus que não será dividida com ninguém.

I. Glória
Glória é honra, prestígio, fama, ela pertence unicamente a Deus criador, todo homem deve reconhecer e adorá-lo pela sua grandeza e majestade Sl 93:1,2), ele está entronizado entre os louvores de Israel (Sl 22:2,3). Lucifer desejou está acima de Deus “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao altíssimo.” (Is 14:13,14).

II. Construindo para a sua própria glória
Nenhum homem deve tomar glória para si daquilo que ele faz, pois nenhum empreendimento pequeno ou grande é feito pelo homem sem que haja consentimento divino. Nabucodonosor construiu Babilônia para a sua própria glória? “falou o rei, e disse: Não é esta Babilônia, a grande, que eu mesmo construí para a casa real, com minha própria força e poder, e para a glória da minha majestade? (Dn 4:30). O rei Belsazar se engrandeceu e usou os cálice sagrado da casa do Senhor recebeu a sua sentença (Dn 5:1-4,22-30); O rei Uzias se engrandeceu e resolveu na sua grandeza queimar incenso no lugar sagrado (2 Cr 16-23); Herodes era orgulhoso e governava a Judéia e estava perseguindo a Igreja do Senhor,  após o  discurso dele; o povo gritava: “é voz de Deus e não de homem.” o seu final foi triste morreu comido de bicho, a glória de Deus não é dividida com ninguém. (At 12:22); Jesus estava diante de Pilatos e ele disse: “Eu tenho poder para te prender e te soltar?” “Ao que respondeu Jesus: Nenhuma autoridade é te dado se não for de cima.” (Jo 19:10,11);

III. Exaltando o poder de Deus
Após Ana receber a sua grande vitória, exaltou ao Senhor pelo seu poder dizendo:
1. “Não há santo como o Senhor; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus.” Ela reconheceu a soberania divina sobre todos e a reverencia a Ele era indiscutível;
2. Cuidado no falar. “Não multipliqueis palavras de altivez, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca; porque o Senhor é o Deus de conhecimento, e por ele são as obras pesadas na balança.”
3. A justiça divina. O Senhor julga com justiça e defende a causa dos oprimidos quebrando o arco dos fortes “O arco do forte foi quebrado. E os que tropeçavam foram cingidos de força.
4. Sacia a fome dos famintos. Os fartos se alugaram por pão, e cessaram os famintos;
5. A infertilidade. Até a estéril deu à luz sete filhos, e a que tinha muitos enfraqueceu.
6. Dono da vida e senhor da ressurreição. O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer a sepultura e tornar a subir dela (Ressurreição”;
7. Dono dos grandes tesouros. O Senhor empobrece e enriquece;
8. Humilha e exalta. Ele abaixa e também exalta. Levanta o pobre do pó, e desde o monturo e exalta o necessitado, para fazer assentar entre os príncipes, para fazer herdar o trono de glória; porque do Senhor são os alicerces da terra, e assentou sobre eles o mundo, “Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem, pois, entenderia o trovão do seu poder? (Jó 26:14)

IV. Proteção aos seus santos
Ana na sua oração inclui a proteção divina sobre seus santos “Os pés dos seus santos guardará, porém os ímpios ficarão mudos nas trevas; porque o homem não prevalecerá pela força. O que contenderem com o Senhor serão quebrantados desde os céus trovejará sobre eles; O Senhor Julgará as extremidades da terra...” (I Sm 2:1-10; Sl 34:7; 91; I Pe 5:8).

                Adoremos ao Senhor pela sua grandeza, precisamos nos humilhar perante Deus, reconhecendo que somos fracos e dependentes dele. Nenhuma glória permanente terá o homem, tudo passa, todavia jamais devemos nos orgulhar das obras que realizamos, e nem confiar nos bens que possuímos (Sl 49:6), porque quando morrer nada levará (Sl 49:7,17). Reconheçamos que somente ele é Deus e está acima de todos os deuses (Sl 95:3,4; 133:4,5), portanto toda glória e honra pertence ao SENHOR. Sirvamos a ele em santidade todos os dias (Lc 1:75). Não adorem a Deus pelo que ele tem para vos dar, mas pelo que ele é.


Pr. Elis Clementino – Paulista –PE - AD Excelência

ESBOÇO 740 O ATLETISMO CRISTÃO

ESBOÇO 740
TEMA: O ATLETISMO CRISTÃO
TEXTO: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo a servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado. (I Coríntios 9:24-27).

                Não pode haver a verdadeira liberdade sem controle, a carne procura resistir os limites da liberdade, Paulo enfatiza o seu próprio controle. No texto ele traça uma analogia entre a carreira cristã na propagação do evangelho e a de um atleta no estádio, onde todos correm para alcançar o alvo. É importante saber que algumas etapas são fundamentais para se alcançar o prêmio, portanto levemos em consideração que a conquista do prêmio é individual (I Co 9:24. Discorreremos nesse assunto sobre a conduta do atleta para conquistar o prêmio,

1. Origem das Olimpíadas
Os gregos criaram os jogos olímpicos aproximadamente em 2500 a.C. antes eles faziam homenagens ao seu deus Zeus com as competições, mas somente em 776 a.C., foi que ocorreram as primeiras competições olímpicas organizadas com a participação dos atletas de diversos lugares, essas competições foram se espalhando pelo mundo e hoje temos as grandes olimpíadas a nível mundial. Pressuponho que Paulo tinha pleno conhecimento dessa modalidade de jogos e como funcionavam as competições e se utilizou da maneira como se comportavam os atletas e nos trazer uma lição espiritual (I Co 9:24-27).

2. A conduta do atleta
Os competidores deveriam submeter-se a um conjunto de regras para competir com outros atletas para levar o prêmio, portanto algumas regras eram essenciais para essa competição:
2.1. Lutar com propósito (1 Co 9:24), sem ele não chegaremos a lugar algum.
2.2. Ter domínio próprio, o atleta se abstém de tudo que o impeça de competir (I Co 9:25);
2.3. Correr sem perder o foco, sem ele a carreira é inserta e perca de tempo, ninguém que milita se embaraça com negócios dessa vida, e se alguém não é coroado é porque não militou corretamente (1 Co 9: 26; 2 Tm 2:4);
2.4. Subjugar o seu próprio corpo, os atletas devem submeter-se a servidão para não ser reprovado (1 Co 9:27);
2.5. Qualificar-se com legitimidade, na competição atlética há muitos que não ganham com legitimidade, alguns deles são pegos no antdoping teste para comprovar substancias químicas que estimulem os atletas durante a competição (2 Tm 2:5). (Lutar com legitimidade é vencer com dignidade.)

O evangelho é o único caminho que nos conduz ao premio final, a recompensa divina. Paulo não se refere à busca das coisas dessa vida, cada um deve se esforçar o máximo para conquista o premio mais valioso no final da carreira “a coroa da justiça” (2 Tm 4:7,8). Somente serão contemplados aqueles que lutarem legitimamente, os que correm de maneira incerta nada conquistam, devemos nos esforçar incansavelmente em prol do desenvolvimento do evangelho, mesmo sabendo que estamos engajados numa grande batalha espiritual, não devemos recuar diante dos intensos obstáculos até que seja cumprida a sua carreira. Deus não é injusto para se esquecer do seu trabalho, a sua recompensa vem dele (Hb 6:10), se esforce para agradar aquele que lhe alistou para a guerra (2 Tm 2:4). (Somente descobrirás o teu verdadeiro potencial quando encontrares os teus limites, pois eles ti mostram o quanto és fraco.)

Pr. Elis Clementino- Paulista –PE

AD Excelência 

sábado, 4 de março de 2017

ESBOÇO 739 OS PRAZERES EFÊMEROS

ESBOÇO 739
TEMA: OS PRAZERES EFÊMEROS
TEXTO: “Mas principalmente aqueles que correm com desejos impuros atrás dos prazeres da carne e desprezam a autoridade. Audaciosos, arrogantes, não temem falar injuriosamente das glórias,”  2 PEDRO 2:10

                Os seres humanos vivem em busca do prazer, ou seja, aquilo que satisfaça seus desejos, com a finalidade de amenizar as suas dores e sofrimentos, para o homem a busca do prazer é o único caminho para a felicidade. A filosofia epicurista define que o prazer para ser um bem ao homem é necessário que haja moderação. Nesse mote quero de maneira sucinta e empírica discorrer sobre a visão dos prazeres da carne, os meios pelos quais os homens lhes buscam e a insensatez humana em relação aos prazeres carnais.

1. A visão sobre os prazeres da vida
Alguns homens que tiveram uma vida piedosa, e em certos momentos tiveram uma visão distorcidas sobre a prosperidade dos ímpios e como eles gozavam das suas riquezas, em face aos seus sofrimentos, Jó via a prosperidade dos ímpios como algo bom em contraste a sua dor, (Jó 21). Davi via a prosperidade dos ímpios como uma armadilha para eles próprios (Sl 37:1,2); Asafe também via a prosperidade dos ímpios se deslumbrarem sobre a terra, e ao ver isso quase desvanecia na fé e da sua fidelidade por tanto ver a felicidade dos ímpios nos prazeres das suas riquezas, porém em sua oração Deus mostra-lhe o fim daqueles que tiveram a vida toda de prazeres e prosperidade(Sl 73:2-28). Conclui-se que: O prazer e a felicidade não estão nas riquezas e nem nas coisas efêmeras desta vida.

2. Meios pelos quais os homens buscam os prazeres
Há muitos meios pelos quais os homens buscam o prazer, embora saibam que todos os prazeres são efêmeros ou passageiros. Quaisquer que sejam as fontes de prazeres passam; as bebidas, as drogas, diversão, sexo, prazer nos sofrimentos alheios, e qualquer outra fonte de prazer, elas quando passam os efeitos a pessoa recobra as condições anteriores e vem à insatisfação e a necessidade de regressar outra vez as mesmas fontes de prazeres, ele se torna dependente e escravo daquele tipo de prazer. O prazer espiritual é motivado pela presença de Deus, quando isso lhe falta o indivíduo passa a ter uma crise existencial que quando os prazeres da carne não mais resolvem é um momento no qual o indivíduo questiona os próprios fundamentos da sua vida: se esta vida possui algum sentido, propósito, ou valor.” https:pt.wikipedia: “O prazer não é um mal em si; mas certos prazeres trazem mais dor do que a felicidade” Epicuro.

3. A insensatez humana
A ilusão faz com que os insensatos busquem os prazeres sem se importar com o que ele pode trazer depois “Se escolheres o prazer, conscientiza-te que atrás dele há alguém que só te trará atribulações e arrependimento.” Leonardo da Vinci. “Se um homem pudesse ter metade dos seus desejos realizados, teria mais aflições do que prazeres.” Benjamim FranKlin. (Não sejamos escravos dos desejos corruptos). (Lembre-se que o prazer pode durar apenas um instante, e as sequelas para o resto da vida.)

O que adianta um minuto de prazer e uma eternidade de sofrimentos, por causa de vinte segundos de prazer em um ato sexual você pode perder muitas coisas na vida, com apenas cinco minutos de prazer, faz você perder algo relevante que fora edificado com muitos sacrifícios e dores através de vários anos de trabalho. Na vida religiosa acontecem as mesmas coisas do que falamos anteriormente. Por um descuido e um momento de prazer com Bate-Seba, Davi se achou em lágrimas e dores além da espada do Senhor entrar em sua casa (2 Sm 11:1-4, 27; 12: 1-12). (O instinto da mente humana é desejar os prazeres que lhes são proibidos, por isso é preciso que o indivíduo tenha controle sobre seus anseios). Os prazeres carnais têm feito com que muitos homens de Deus perdessem o seu ministério, não há dor maior do que a queda de um PROFETA do Senhor, por essa razão as cartas de Paulo a Timóteo tratavam do cuidado que o jovem obreiro devia ter na sua carreira ministerial (I Tm 4:16). Nas escrituras a carne representa as nossas fraquezas, a parte que deseja o pecado, há uma batalha travada entre a carne e o nosso espírito, enquanto a carne quer sentir prazer em pecar, o nosso espírito deseja fazer a vontade de Deus (G 5:16,17). Busquemos os prazeres que não nos causem prejuízos tanto para a nossa vida moral quanto espiritual, embora se saibam os prazeres da carne são passageiros, mas os prazeres espirituais além de nos proporcionar gozo, paz e alegria no Espírito Santo, ainda nos conduzem a eternidade com Deus, por isso reduzimos o nosso corpo servidão “Mas esmurro o meu próprio corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de haver pregado aos outros, eu mesmo não venha ser reprovado.” (I Co 9:27).

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

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quinta-feira, 2 de março de 2017

ESBOÇO 738 RAABE, UMA MULHER RESTAURADA

ESBOÇO 738
TEMA: RAABE, UMA MULHER RESTAURADA
TEXTO: JOSUÉ 2:1-18

                Todo ser humano encontra uma oportunidade e através dela muitas coisas podem mudar em sua vida, para algumas pessoas basta apenas uma ocasião para realizarem grandes mudanças, inclusive no seu estilo de vida. Na Bíblia Sagrada encontramos a história de uma mulher RAABE que teve a sua vida completamente restabelecida através de uma atitude nobre para os espias de Josué, escondendo-os em sua casa, essa foi apenas uma oportunidade por ela não desperdiçada. Geralmente as oportunidades que temos não se repetem nas mesmas proporções, foi uma decisão ariscada, a sua louvável ação lhe trouxe muitos benefícios entre eles a salvação da sua família e a acessão do seu nome na árvore genealógica de Jesus Cristo. Falaremos nesse mote sobre os dois espias de Josué, de Raabe, as suas características, virtudes e recompensa.

1. Os dois espias
1.1. Josué envia dois espias a Jericó, eles encontraram na casa de Raabe se abrigando por serem perseguidos, ela os escondeu, pois eles podiam serem presos ou até mortos pelos homens que estavam a procura deles, diz-se que ela mentiu, mas pela sua situação espiritual nada acrescentaria mentir ou não, negar ou não negar que os espias não estavam em sua casa (Js 2:3,4). (Deus não leva em conta o tempo da ignorância, contanto que o homem se arrependa), a atitude de compaixão de Raabe salvou aqueles homens. Existem ações de nossa parte que as pessoas podem não ver, mas Deus ver e leva em consideração e resolve nos abençoar por aquele ato.

1.2. Os espias o fizeram saber toda trajetória do povo hebreu durante a sua peregrinação no deserto e como o Senhor os tirou da escravidão do Egito, ela creu que toda aquela ação teria um propósito. Na ótica humana tem coisas que tem tudo para dar errado, mas quando Deus entra em ação termina tudo certo.

1.3. O reconhecimento, o temor de Raabe e o seu pedido de proteção.
Ela reconheceu aqueles dois espias da história contada pelos espias (Js 2:9-11), e implora pela sua segurança e da sua família (Js 2:12,13) e eles responderam com um restrição, isso significa que Raabe teria que fazer a sua parte “fechar a boca e não denunciá-los” (Js 2:14). Há propósitos de Deus para conosco que não podemos contar a ninguém, porque quem ouvir pode não crer e procurar atrapalhar para que Deus não cumpra seus desejos sobre vós, mas quem pode impedir aquilo que o Senhor já determinou? “Porque o Senhor dos exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem pois a fará voltar atrás? No ano em que morreu o rei Acaz, foi dada a sentença.” (Is 14:27,28), mesmo que tenha que morrer o Acaz se estiver atrapalhando, mas Deus cumpre o seu propósito.

2. As características de Raabe
2.1. Falamos sobre a chegada dos espias na casa de Raabe, menos das suas características:
a) Seu caráter pecadora;
b) A sua moradia, em cima do muro de Jericó.
2.2. As suas virtudes
a) Recebeu a advertência divina através dos mensageiros “espias”;
b) Em esperança creu na mensagem através da sua fé;
c) Protegeu escondendo os espias dentro da sua casa;
d) Foi salva pela sua obediência.
2.3. A sua recompensa
a) Com proteção pelo fio de escarlate na janela da sua casa, isso tipifica da proteção do sangue do cordeiro;
b) Raabe teve seu lugar na arvore genealógica de Jesus Cristo, a maior honra que uma mulher pode alcançar após a mudança.

   Toda mudança tem um ponto de partida, ninguém muda a sua vida sem uma razão, finalmente todos sabem por que desejam mudar. Não há nada que impeça uma pessoa mudar e melhorar o seu modo de vida quando ele quer, basta ter força de vontade e seguir alguns princípios que são fundamentais para facilitar a sua mudança. As oportunidades não podem ser desperdiçadas, Raabe não deixou passar, mas abraçou com garra e determinação, ela protegida teve a oportunidade de habitar entre os israelitas. “Após a conquista de Jericó, a vida de Raabe foi preservada juntamente com a sua família e após a destruição de Jericó Raabe habitou entre os Israelitas e casou-se com Salmom. Deus a luz Boaz que foi bisavô de Davi, tornando-se assim, da linhagem de Jesus.” (Mt 1:5) (Não há gente tão ruim que não possa ser mudada).

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

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quarta-feira, 1 de março de 2017

ESBOÇO 737 O AMOR FRATERNAL ENTRE IRMÃOS

ESBOÇO 737
TEMA: O AMOR FRATERNAL ENTRE IRMÃOS
TEXTO: “Como é bom e agradável quando os irmãos convivam em união! É como óleo precioso derramado sobre a cabeça, que desce pela barba, a barba de Arão, até a gola das suas vestes. É como o orvalho de Hermom quando desce sobre os montes de Sião. Ali o Senhor concede a bênção da vida para sempre.” SALMO 133:1-3

            O texto sucinto salmo 133 inicia com uma interjeição, uma palavra designativa de alegria, de admiração, uma ordem, um apelo Oh! Esta é uma expressão do desejo de Davi em um dos seus cânticos dos degraus. Nele um dos seus maiores desejos de Davi é expresso nesse Salmo “a união entre irmãos”, pressuponho que ele próprio não tenha vivido isso na prática essa unidade entre seus irmãos após ser ungido a rei de Israel. Certamente este salmo fora escrito com a plena inspiração do Espírito Santo, porque ele nos leva a união fraternal e no Senhor.

1. A atualidade
1.1. A ausência do amor separa, o amor está ficando cada vez mais escasso, Jesus no sermão da montanha profetizou que nos últimos tempos por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriaria (Mt 24:12), esse tem sido um dos maiores sinais dos tempos, principalmente aonde não devia existir “entre os cristãos” e principalmente entre os líderes religiosos, como podem ser unidos se disputam territórios? Como podem ensinar unidade vivendo em guerra? Por causa disso infelizmente o evangelho tem sido escandalizado, já não se convertem pessoas nos cultos como nos dias da simplicidade. O que acontece com os religiosos é que eles não se perdoam, outro grande sinal é a banalização a vida, esse é um sinal notável em todo mundo, a vida tem menos valor do que terra, dinheiro, petróleo, fama etc. Por elas os homens denigrem, matam e destrói, esse é o quadro atual da humanidade. Finalmente o mundo está em crise em todas as áreas até a natureza está respondendo as provocações e as indiferenças de maneira diferenciadas ao próprio homem.

2. As benfeitorias do amor fraternal
2.1. É agradável, sensação de prazer, deleite e felicidade.                                                                       
2.2. Produz crescimento em todas as áreas
2.3. É como o óleo, o óleo suaviza e facilita nos bons relacionamentos, sinal da aprovação divina sendo derramado suavemente sobre a cabeça e as vestes de Arão, tipifica a unção divina sobre os unidos em amor através de Cristo, também simboliza o Espírito Santo derramado nos corações (Rm 5:5).
2.4. É como o orvalho de Hermom.
O monte Hermom é uma benção para a região de Israel, ele é coberto pelo orvalho e o tempo todo desgelando água alimentando o solo da região produzindo bênçãos e vida, assim como o orvalho encobria todo o monte assim o amor de Deus nos cubra e produza amor e a unidade entre os irmãos.

            Devemos recomeçar e voltar ao primeiro amor, pois já estamos muito distante de como começamos por causa do orgulho, a simplicidade e a humildade que tínhamos se perderam pelo meio do caminho, agora devemos agir como fez a mulher que perdeu a dracma dentro da sua própria casa, ela mesma foi a procura, assim sejam procurados os valores morais e espirituais que foram deixados para trás. Esse é o meu conselho para os líderes grandes e pequenos, que eles se voltem para Deus, se humilhem perante ele para alcançar misericórdia enquanto há tempo. Saiba que nenhuma oferta é aceita por Deus se não estivermos em comunhão com os nossos irmãos, Jesus nos ensinou o caminho da reconciliação (Mt 5:23,24), vamos por em prática na vida cristã, mas a questão é: Quem quer?

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

AD Excelência