terça-feira, 22 de outubro de 2024

ESBOÇO 1416 * ASSUNTO: CONTROLANDO AS FINANÇAS.

 

ESBOÇO 1416 *
ASSUNTO: CONTROLANDO AS FINANÇAS.
TEXTO: MATEUS 25:14-30.
 
Esse é um dos temas pouco ensinados nas igrejas, “finanças”, no entanto, ele é importante principalmente em nossos dias, considerando que a administração financeira auxilia muito no nosso espiritual.
 
I. A consciência financeira.
Ela é fundamental na administração pessoal e da família, pois uma má administração pode trazer-lhe muitos problemas, tanto para o seu cotidiano quanto o espiritual. Quais os problemas que uma má administração financeira pode trazer?
·        Endividamento (Pv 22:27; Rm 13:8; Dt 15:6; Lc 16:10; Pv 21:5; 1 Tm 6:10; Sl 37:21), nos textos são destacados a importância de sermos cautelosos com dividas e evitar endividamento. A responsabilidade financeira é fundamental para que tenhamos tranquilidade.
·        Escassez de alimentos. A falta de gerenciamento financeiro pode gerar escassez de alimento (Pv 12:11; 28:19; 10:4-5; Is 33:16).
·        Descontrole e desgastes emocionais.
·        Ocasionar problemas na vida devocional.
·        Problemas familiares.
·        No casamento, como no caso de Jó e sua mulher.
 
II. Desenvolvimento financeiro.
1.      No aspecto material, depende de uma boa administração financeira, quando isso não acontece, não há desenvolvimento em todos os aspectos, como pontuamos no tópico anterior.
 
III. Investimento.
·        Investir, isso significa crescimento.
·        Valores estão disponíveis, você tem algo que pode se multiplicar através do investimento (Mt 25:14-30). A todos os talentos foram-lhe dados, porém, há um exemplo de má administração em relação àquele que recebeu um talento.
 
IV. Como controlar as finanças?
·        Evitando gasto além do que recebe.
·        Controlando os impulsos.
·        Planejando despesas (Pv 21:5; Lc 14:28-30; Pv 13:11; 22:7; Pv 6:6-8). Esses versículos nos ensinam sobre planejamento financeiro, evitando dívidas e, ao mesmo tempo, valorizam o trabalho honesto e a sabedoria ao lidar com recursos.
 
V. Contribuindo e investindo na obra de Deus.
Os cristãos devem reconhecer que os recursos que chegarem às nossas mãos provém de Deus, mas quando levamos em consideração o nosso aspecto físico e as oportunidades que nos são facultadas por ele. Parte do que recebemos, contribuímos para a manutenção da obra de Deus e a evangelização realizada pela igreja. Reafirmo, o que temos provém de Deus (Tg 1:17; Dt 28:2; Ef 1:3). Sl 67:7; Pv10:22). Nesses versículos entendemos que existe a contribuição divina sobre nós, por meio da sua graça e bondade. Ofertar e dizimar faz parte do nosso culto a Deus, honrando a Deus (Pv 3:9-10; 2 Co 9:7; Mt 6:21; At 20:35). A Bíblia enfatiza aqui a generosidade e a disposição de contribuir com alegria, porém, quando fechamos as mãos, cumpre-se o que disse o profeta Ageu (Ag 1:6). Portanto, honre a Deus administrando os seus bens.
 
Porquanto, todos nós necessitamos compreender que o controle financeiro é muito importante para a nossa saúde física, mental e espiritual. Devemos dar graças a Deus por tudo aquilo que alcançamos nesta vida, portanto, devemos ter a consciência de que apenas somos administradores de tudo aquilo que Deus pôs em nossas mãos. As nossas contribuições para a obra de Deus são um ato de reconhecimento por essas dádivas recebidas, não retire de Deus a parte que lhe é peculiar, as suas ofertas e dízimos, dê a Deus o que é de Deus e a Cezar o que é de Cezar (Mt 22:21). O crente é um administrador fiel dos recursos de Deus, ou seja, um mordomo, o que é um a função nobre.
 
Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 1415 * TEMA: A ONISCIÊNCIA DE DEUS.

 

ESBOÇO 1415 *
TEMA: A ONISCIÊNCIA DE DEUS.
“Senhor tu me sondaste a me conheces” (Sl 139. 1).
 
Quando falamos em Sondar e Conhecer, estes dois verbos importantes nos levam a admitir um dos principais atributos de Deus, a Onisciência, por meio dela, Deus conhece todas as coisas. A mente divina detém todo conhecimento e nela não há falhas, fraquezas e nem limitações. De maneira breve, escreverei sobre um dos atributos de Deus, a “Onisciência”.
 
A. Definição.
A palavra “ONISCIÊNCIA” vem do latim, Ominis “toda” e Scire, “saber” Ominis + Scire = Onisciência (Deus detém todo saber). É a qualidade da natureza de Deus que garante conhecer todas as coisas.
 
B. Evidências Bíblicas da Onisciência Divina.
·       Por meio de vários textos da Bíblia, subtende-se um conhecimento ilimitado da parte de Deus, embora a palavra “Onisciência” não seja encontrada nas escrituras, no entanto, existem conceitos que nos mostram essa onisciência (Rm 11. 33,34; I Co 2.16), certamente Paulo exprime que Deus conhece todas as coisas, ou seja, seus caminhos são inescrutáveis.
 
·       O conhecimento e a sabedoria de Deus. Elas não são perscrutadas pela mente humana (Sl 145.5; Is 55:8-9; Rm 11:33-34; Jó 11:7; 1 Co 2:16). A sabedoria de Deus é multiforme, ou seja, se manifesta de muitas formas e em todas as maneiras ela beneficia o homem (Rm 8:28). As obras de Deus são inescrutáveis (Jó 9:10; Sl 77:19; Ec 11:5; Sl 139: 2,12; 13-15; Sl 147:5).
 
·       A eternidade de Deus.
Deus é o eterno agora, ele é atemporal e assiste e determina o tempo. Ele vê qualquer coisa do começo ao fim, nada há encoberto aos seus olhos (Hb 4:13; I Jo 3:20b). Por viver no eterno agora, para ele não há passado, nem presente e nem futuro, Ele é antes de todas as coisas (Gn 1:1; Sl 90:2; 33:6; Is 43:10; Pv 8:25-30). Jesus Cristo (Jo 1:1-3; Hb 13:8; Cl 1:16,17; Jo 1: 1, 3). Deus é começo, meio e fim de toda existência, ele controla todas as coisas ler com a igreja (Jó 26:1-14).
 
C. O conhecimento divino em relação aos homens.
·        Teus olhos me viram o meu corpo ainda informe (Sl 139.16).
·       Gerado no ventre da mãe, eu já te conheci (Jr 1.5; Gl 1:15). 
·       Exemplos importantes: Jesus conheceu a mulher Samaritana (Jo 4. 16-19,29). Conheceu Natanael debaixo da figueira (Jo 1:47,48). Conheceu e viu Abraão. “Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e se alegrou” (Jo 8: 56-57). Essa palavra de Jesus despertou a curiosidade dos judeus. Disseram-lhe: (como pode ser isso?) ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão? “Em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, EU SOU”.
 
O conhecimento de Deus ao nosso respeito é a causa de sermos protegidos, ele tem demonstrado o seu amor e compaixão por nós, porque ele conhece a nossa estrutura e lembra-se que somos pó (Sl 103:14), ele nos assiste na tristeza e alegria do nosso coração, ele não se esquece de nós, em alguns momentos pensamos que o Senhor nos desamparou, antes pelo contrário, ele não nos perdeu de vista, ele conhece-nos em qualquer situação. O Senhor é Deus de perto e não de longe? (Jr 23:23,24).
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1414 * TEMA: CONFIANÇA EM DEUS.

 

ESBOÇO 1414 *
TEMA: CONFIANÇA EM DEUS.
TEXTO: SALMOS: 46:1-11.

Introdução:
Hoje, vamos refletir sobre o Salmo 46, um cântico que exalta a confiança plena em Deus, escrito pelos filhos de Corá, durante um tempo de grande tribulação. Este salmo é conhecido por sua ênfase no poder e na presença de Deus, mesmo em meio às situações mais adversas. Davi, inspirado pelo Espírito Santo, expressa a confiança do povo de Deus diante de ameaças e calamidades. Este texto nos relembra que, apesar das turbulências ao nosso redor — sejam guerras, desastres naturais ou crises pessoais — Deus permanece como nosso refúgio seguro. Vivemos em tempos de incerteza, com desafios tanto no plano global quanto no individual. Em momentos assim, somos chamados a olhar para o Senhor como nossa fortaleza e socorro bem presente. A pergunta que quero trazer hoje é: "Como manter nossa confiança inabalável em Deus quando tudo parece desmoronar ao nosso redor. Neste estudo, veremos quem Deus é para aqueles que nEle confia. Sua presença nos traz segurança, Ele controla as nações e como, até em tempos de guerra, Ele pode trazer paz na tempestade.

1. Para os que creem, Deus é:
·        Refúgio, lugar de abrigo (Sl 46:1; 91:1,2; Is 25:4).
·        Fortaleza fala de fortificação, proteção (Sl 32:7; Dt 31:6; Hb 13:6; Sl 118:6).
·        Socorro, nas horas mais angustiantes da vida, devemos confiar no Senhor (Sl 121:1,2; 125:1).
·        Segurança (Sl 91:1-2).
·        Consolo (2 Co 1:3-4).
·        Paz (Fp 4:6-7).
 
2. A presença de Deus resulta.
·        O salmista se refere à presença de Deus como um refúgio constante, trazendo segurança e paz nas adversidades (Sl 46:1-2; Is 26:3; Jo 14:27; Sl 4:8; Fp 4:7; Sl 91:1; Rm 15:3). Esses versículos trazem consolo e reafirmam a segurança e a paz que encontramos na presença de Deus. Moisés sentia mais segurança na companhia de Deus e não de um anjo (Êx 33:14). Aqueles que confiam no Senhor, mesmo que a sua vida seja ameaçada, não temem (Sl 23:4; 27:1-3; 91:5-6).
·        Rios, essa alusão se refere às vitórias, paz, segurança, alegria e fertilidade, é tudo o que a água nos oferece (Sl 46:4; Is 32:2; 33:21; 41:18; Sl 1:3; Ap 22:1; Sl 36:8). Pode se referir também em relação à agitação externa do mundo sobre Jerusalém. Devemos ter a certeza de que Deus está conosco; o “Deus de Jacó” é o nosso refúgio, mas por que o Deus de Jacó? Porque ele nunca falhou no que faz. O salmista nos convida para conhecer as obras de Deus (Sl 46:6-7). Nós cristãos devemos confiar em Deus, ele nunca falha, pois os que confiam no Senhor serão como os montes de Sião que não se abalam (Sl 125:1-3). A nossa confiança em Deus se dá pelo poder divino sobre todas as coisas.
 
3. O poder divino sobre as nações.
As nações se embraveceram; os reinos se moveram; ele levantou a sua voz e a terra se derreteu. Deus levanta e abate, levanta rei e destrona (Dn 2:21; 1 Sm 2:7-8; Sl 75: 6-7; Pv 21:1). Esses versículos mostram que Deus tem o controle absoluto sobre os governantes e autoridades, tanto levantando como removendo, por isso ele é invencível e pode mudar situações.
 
4. Paz em tempos de guerra.
Em tempos de guerra Deus pode trazer paz (Sl 46:9-10; Êx 15:3; Sl 24:8; Is 42:13). Esses versículos destacam Deus como aquele que luta pelas causas de seu povo, sendo imbatível em todas as batalhas (Sl 46:9-10; Ex 15:3; Sl 24:8; Is 42:13). Esses versículos destacam Deus soberano em guerras, ele está pronto para lutar a favor do seu povo sendo. Devemos confiar que Deus nos proporciona paz nas “guerras” tanto pessoal, quanto emocional em nossas vidas “Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, que não se abala, firme para sempre (Sl 125:1).
 
A nossa confiança em Deus deve ser inabalável, na certeza de que ele está conosco em todas as circunstâncias. Devemos ter a confiança de Davi (Sl 23:4; 27:1-3). Nessa confiança, não devemos temer as dificuldades, nem aqueles que se levantam contra nós. Manter firme a nossa confiança na atualidade é um grande desafio a nossa fé, porém o Senhor nos dá força para permanecermos confiante nele.
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1413 * ASSUNTO: A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ.

 

ESBOÇO 1413 *
ASSUNTO: A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ.
TEXTO: ROMANOS 3:21-31.
 
A justificação pela fé, este é um tema recorrente na Bíblia, sendo ela uma obra puramente divina e sem nenhuma intervenção humana nesse processo. A justificação é o ato soberano de Deus em tornar o homem justo por meio de Jesus Cristo, por isso a doutrina da justificação é de elevada importância na teologia cristã. Discorrerei de maneira breve e simples sobre a justificação divina para aqueles que alcançaram o perdão do Senhor através da crença e arrependimento por meio do salvador Jesus Cristo (Rm 5:1).
 
I. O estado espiritual do homem.
É impossível falar sobre justificação sem abordar a situação pecaminosa do homem perante Deus. Conforme escreveu o apóstolo Paulo aos romanos (Rm 3:9-19). As obras não justificariam o homem e nem a lei, pois nenhum homem seria beneficiado por elas (Gl 2:16; Rm 5:1; 8:33-34; 2 Co 5:21; Ef 2:8-9), pois não havia um justo se quer, todos pecaram e destituídos ficaram da glória de Deus (Rm 3:23). O que Paulo fala neste versículo faz parte do contexto onde ele argumenta que tanto judeus quanto gentios são culpados diante de Deus e que a justificação vem pela fé em Jesus Cristo e não pelas obras. Mas ele também destaca a obra redentora de Deus que nos deu a vida por meio de Jesus Cristo, mesmo os homens estando espiritualmente mortos em seus pecados. Ele nos salvou pela graça e nos colocou em posição de honra mediante seu filho, nos mostrando a sua bondade eterna (Ef 2:1-7).
 
II. A justificação pela fé em Jesus Cristo.
·        A justiça de Deus se manifesta sem a lei, tendo apenas testemunho da lei e dos profetas (Rm 3:21-22). Todos haviam pecado e destituídos estavam da glória de Deus (Rm 3:21). Portanto, a graça de Deus nos justificou.
·        Justificado gratuitamente. A justificação gratuita é pela redenção que há em Cristo Jesus, foi ele a quem Deus propôs, por propiciação pela fé no seu sangue, para demostrar a sua justiça pela remissão dos pecados que havíamos cometidos (Rm 3:24-25; 2 Co 5:21; Rm 8:33-34), no entanto, Deus é quem nos justifica.
·        Sem méritos, de maneira que ninguém pode se orgulhar de suas obras ou de ser um cumpridor da lei, porque a salvação não foi baseada na lei, mas na fé e por ela somos justificados (Rm 3:27). Esse versículo faz parte do contexto da carta aos romanos, onde Paulo explica que a justificação diante de Deus não vem pelas obras da lei, mas pela fé em Cristo, ele também argumenta em sua carta aos irmãos de Éfeso que diante de Deus ninguém teria motivo para se gloriar porque a salvação é um dom da graça recebida pela fé em Jesus e não algo que se alcance pelos méritos humanos (Ef 2:8-9).
 
III. Salvação sem acepção de pessoas.
O plano redentor é para todos, sem acepção de pessoas, classes sociais e etnias (Dt 10:17; At 10:34-35; Rm 2:11). Esses versículos deixam claro que Deus trata todos de igual modo e de forma justa, ele não julga com base nas características externas, ele valoriza o homem segundo o coração e as ações de cada um, ou seja, ele conhece o que há no coração (1 Sm 16:7; Sl 51:17).
 
IV. As obras justificam a fé.
A salvação pela graça não é pelos méritos, como Paulo falou em (Ef 2:8-9), porém o maior testemunho de fé daquele que aceitou a graça salvadora são as obras (Tg 2:17). O que o apóstolo diz aqui é que a fé deve ser acompanhada pelas nossas ações. Ele também destaca que uma fé sem obras é ineficaz, pois as boas obras são uma manifestação prática de uma fé genuína. Para Tiago, a fé que não resulta de justiça e amor é morta, ou seja, inútil e sem efeito real na vida daquele que confessa ser cristão. Paulo escreve em algumas das suas cartas enfatizando o comportamento cristão que, através dele, refletimos o caráter de Cristo (Ef 4:1-2; Rm 12:2; Gl 5:22-23; Fp 2:3-4; Cl 3:12-14; 1 Pe 2:12).
 
Portanto, estando o homem vivendo debaixo da graça divina, não há condenação, porque a lei do Espírito e de vida em Jesus Cristo o livrou da lei do pecado e da morte (Rm 8:1). Deus, em Jesus Cristo, nos dá toda a garantia de uma vida livre do pecado, essa realidade nos dá segurança em quaisquer circunstâncias (Rm 8:31-39). O cristão deve ter uma vida pautada em princípios que comprovem a sua fé em Jesus Cristo, abandonando a ideia de que Deus só quer o coração. No entanto, o próprio Jesus disse aos fariseus e líderes judeus que não criam nele (Jo 8:21). Aqueles que permanecerem em seus pecados não compartilharão da comunhão com Deus ou para onde eu vou, vós não podeis ir. 
 
Pr. Elis Clementino.