quarta-feira, 26 de maio de 2021

O PREÇO DA DESATENÇÃO.

 

ESBOÇO 1083

TEMA: O PREÇO DA DESATENÇÃO.

TEXTO: LUCAS 22:31-34

O ser humano em alguns momentos pode está desatento e por causa disso sofrer as consequências. O discípulo Pedro teve momentos que não refletiu o que resultaria algumas das suas atitudes precipitadas, embora seja bem provável que os demais também cometeram, mas não tiveram destaque quanto às atitudes de Pedro e as sucessões de erros cometidos por ele. Os escritores dos quatros evangelhos apenas registraram os de Pedro, contudo as suas falhas nos deixaram lições importantes para o nosso cotidiano. Veremos nesse comentário alguns episódios na vida de Pedro que marcaram a história do cristianismo, como: A sua precipitação, o negar ser discípulo de Cristo, o seu abatimento e a sua restauração.

A FALTA DE ATENÇÃO DE PEDRO

Jesus sempre advertiu seus discípulos sobre os perigos por estarem em uma guerra espiritual (Lc 22:31-32), mas parece que as vezes não damos atenção as advertências sobre os riscos que corremos durante as batalhas espirituais. Muitas vezes subestimamos o poder do inimigo, mas quando agimos assim estaremos vulneráveis aos ataques (2 Co 2: 11; I Pe 5:8).

PEDRO E A SUA CORAGEM DESMEDIDA.

Pedro se destacava entre os discípulos pela sua bravura e temperamento forte, rude, aguerrido sem saber ainda controlar seus sentimentos, ele quis ser um grande defensor do seu mestre (Lc 22:33). Jesus não precisava da sua defesa, pois ele tinha milícias de anjos ao seu dispor (Mt 26:53). A autoconfiança de Pedro levou-o ao fracasso (Mt 26:33), não devemos confundir fé com autoconfiança e quando isso acontece logo vem a ruína (Pv 16:8; Jr 17:5-7). Devemos ter muito cuidado para não sermos traído pelo seu próprio ego.

A AUTOCONFIANÇA DE PEDRO

A autoconfiança nos conduz a precipitação, tanto uma como a outra estão presente no nosso cotidiano, em alguma ocasião nos precipitamos, principalmente por palavras, pois os problemas das precipitações são as sequelas. Algumas vezes Pedro se precipitou e foi repreendido pelo Senhor, pois as ideias precipitadas trariam consequências não somente para ele, mas para todo grupo, muitas vezes não temos a dimensão do que uma atitude precipitada pode causar a nós e aos outros. Notemos no texto que Pedro fez uma declaração que seria capaz de morrer pelo seu mestre, outra ocasião Jesus falando sobre a sua morte ele precipitadamente disse “tal coisa não te aconteça”, no ultimo instante no momento da prisão mais uma vez Pedro se precipita usa a sua espada e decepa a orelha do servo do sumo sacerdote (Jo 18:10).  Após a prisão do seu mestre Pedro sentiu um grande vazio e descobriu que na realidade só seria importante na companhia do seu mestre, em seguida decepcionado afastou-se do grupo e daí começou a maratona de desgosto, medo e pavor.

AS VIRTUDES DE PEDRO.

Jesus conhecia Pedro como ninguém, ele conhecia as suas virtudes, ele era trabalhador, o zelo fazia parte da sua índole, mas ele não sabia controlar seus sentimentos, ele era temperamental sanguíneo, um defensor do mestre, coragem, que os outros não possuíam, mas tinha um coração quebrantado, quando repreendido aceitava a repreensão (Mt 16:23).

A NEGAÇÃO DE PEDRO.

Ao lume da noite e longe do grupo foi ele se aquecer junto às fogueiras, o seu jeito e a capa que estava sobre ele chamou a atenção dos transeuntes, eles perceberam logo que se tratava daquele que estivera com Cristo, talvez jamais ele esperasse aquele momento tão cruciante, abatido pelo desgosto e voz embargada sendo ele indagado se era um deles, imediatamente negou a primeira vez não conhecer o Cristo, novamente perguntado negou, não o conheço, na terceira vez saiu certamente resmungando, naquele momento cumpriu-se o que Jesus havia lhe dito “Antes que o galo cante três vezes me negarás” (Lc 22:44; 54-61), ao ouvir o canto do galo naquela ocasião, desejamos usar um termo bastante conhecido para ilustrar a nossa ideia “a ficha caiu” e Pedro chorou amargamente (Lc 22:62). Imaginemos o sentimento de culpa e de traição a aquele que fora leal para com ele, o seu Mestre amado.

JESUS RESTAURA PEDRO.

O mais impressionante foi a restauração de Pedro. Após varias aparições, Jesus facilita uma grande pescaria e come peixe com os discípulos, essa era a terceira vez que Jesus se manifestava a eles (Jo 21:4-9), o interessante é que Jesus ainda contava com Pedro, após comer com eles, Jesus chama Pedro e o interroga dizendo: por três vezes, Pedro tu me amas? Ele respondeu sim, Senhor, tu sabes que te amo (Jo 21: 15-19). O que passou pela cabeça de Pedro ao ouvir essas interrogações, eu pressuponho que talvez Pedro tenha pensado, porque ele me faz essa pergunta e não aos outros? Será que foi porque o neguei? Pedro teria que continuar a sua missão, pois o mestre já havia lhe perdoado. Os erros cometidos por um servo de Deus não significa que ele esteja excluído do amor divino, principalmente quando ele se arrepende e revê os seus conceitos.

                Amados, os nossos fracassos não são visto por Deus como vê o homem, na visão de muitos, Pedro não merecia outra oportunidade por ter negado o seu mestre, mas a misericórdia de Deus estava em ação e Jesus jamais permitiria que o diabo cirandasse com Pedro definitivamente. Quantas vezes o inimigo gostaria de destruir as nossas vidas, família e ministério, mas Deus intervém e não permite, essa é a grande prova do amor de Deus em nossas vidas. Muitos líderes destroem a vida de um obreiro e de um membro da igreja quando comete um delito como se tal líder não esteja sujeito a cometer aos mesmos ou piores erros, mas quando analisamos (Gl 6:1-5) podemos ver que deve ser com disse Paulo em sua carta. Jesus restaurou Pedro e lhe deu uma nova missão apascentar ovelhas, o Senhor é o mesmo. Amados ninguém se julgue perfeito, quem estiver em pé cuide para que não caia. (I Co 10:12).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

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domingo, 23 de maio de 2021

O VERDADEIRO PÃO.

 

ESBOÇO 1082

TEMA: O VERDADEIRO PÃO.

TEXTO: Deuteronômio 8:5; Mateus 4:4; João 6:50-51

O pão é um produto do trigo que serve para alimentar o nosso corpo. Desde a antiguidade ele tornou-se uma tradição entre os povos, alimento que não devia faltar sobre a mesa. Esse tipo de pão é insuficiente como alimento espiritual, embora possa ser usado como símbolo, assim como o pão espiritual não satisfaz as necessidades físicas do corpo, e sim a espiritual. Sobre esses dois alimentos que brevemente discorrerei nesse assunto.

O PÃO, ALIMENTO PARA O CORPO.

O pão, produto do trigo que contém nutrientes que alimenta o nosso corpo, desde o início da criação para tê-lo a mesa as pessoas tem que trabalhar para conseguir (Gn 3:19a; Sl 128:2; 104:23). A busca pelo pão é o resultado da desobediência do homem, quando essa busca pelo pão é desmedida pode levar o homem a se corromper ou prevaricar “...porque até por um bocado de pão o homem prevaricará...” (Pv 28:21; Ez 13:19) e conduzir o homem a contrair a condenação para si.

NÃO SÓ DE PÃO VIVERÁ O HOMEM.

Falamos no inicio que o pão que alimenta o nosso corpo é insuficiente para nos alimentar espiritualmente. O alimento espiritual não era conhecido e na visão humana somente existia o pão e costumeiro. A primeira revelação sobre a existência do alimento espiritual foi declarado na jornada dos israelitas no deserto, ela foi anunciada pelo próprio Deus como alimento espiritual, o interessante é que Deus usou algo que mais os preocupava “a fome” para dar-lhe uma grande lição grande de que o homem não viveria somente daquele pão. O povo foi sustentado com algo que não conhecia “o maná”, com isso o povo saberia que não só de pão eles viveriam, mas da palavra de Deus, ela é a provisão (Dt 8:5). Deus provou o povo com a falta de pão para que fosse manifestado o que havia no coração do povo, sentiram fome, mas Deus mostrou-lhe que o mais importante era a sua palavra, tudo nasce da palavra, ela completa aquilo que falta para o homem. O diabo aproveitou que Jesus estava com fome por passar 40 dias em jejum pediu-lhe que transformasse as pedras em pães, como se o pão fosse o tudo, mas Jesus confirma o que Deus havia falado e lhe diz: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus (Mt 4:4). 

JESUS, O PÃO DA VIDA.

Jesus é o pão da vida (Jo 6:35), esse texto apresenta a maior revelação divina sobre a necessidade desse pão espiritual, esse pão é substancial alimento para a alma, possibilitando todo suprimento divino para as nossas vidas em direção a Deus (Jo 6:48-59), pois é muito importante lermos o texto todo. O homem quando é totalmente voltado para o pão material está mais preocupado com o seu ventre “Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre: e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos símplices” (Rm 16:18). A palavra de Deus é a nossa única fonte de alimento espiritual, nada a substitui. “Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e atua palavra foi para mim gozo e alegria do meu coração;...” (Jr 15:16). A palavra de Deus tem sabor de mel, ela produz entendimento e conduz o homem a se afastar dos caminhos maus, ela ilumina os nossos caminhos (Sl 119:103-105; Pv 16:24). Jesus é o pão espiritual (Jo 6:50-51).

O ALIMENTO REJEITADO.

É incrível, mas é verdade, estamos vivendo uma época de apostasia, a palavra está sendo rejeitada em muitas igrejas cristãs, se conta às pessoas que sentem fome da palavra, a falta de apetite tem conduzido a muitos a morte espiritual. Atualmente o que mais chama a atenção das pessoas são as fábulas e as heresias, mensagens que apenas massageia o ego humano, essas heresias fazem com que a casa se encha, mas quando é a exposição da palavra parece haver comichão nos ouvidos (2 Tm 4:3-5). A alma farta pisa em favo de mel e não se dá conta do dia de amanhã quando tudo pode faltar, no entanto quando a necessidade bate na porta e a fome chega todo amargo é doce (Pv 27:1,7).

Amados, estamos vivendo bem próximo do fim, a fome e a sede da palavra haverão de chegar (Am 8:11-13), talvez para alguns seja tarde demais, o Senhor está as portas. A fome e a sede causa enfraquecimento espiritual, o alimento natural nada adianta, pois você pode ter tudo de bom, mas se a alma estiver faminta nada adianta (Lc 12:20). Irmãos corram com pressa para as últimas doutrinas na sua congregação e se alimente com a palavra de Deus, porque dias de dores virão em que muitos procurarão oportunidade e não terão. Busquem ao Senhor enquanto há tempo (Is 55:6-13).

Pr. Elis Clementino

prelisclementino@hotmail.com

terça-feira, 18 de maio de 2021

AS APARÊNCIAS ENGANAM.

 

ESBOÇO 1081

TEMA: AS APARÊNCIAS ENGANAM.

TEXTO: Mas o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque eu o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem o olha para o que está diante dos seus olhos, porém o Senhor olha para o coração. I SAMUEL 16:7 

Infelizmente, vivemos num mundo em que as pessoas são julgadas pela aparência ou por aquilo que elas têm, pois isso é observado com frequência na sociedade moderna em todo o mundo, pois essa maneira de agir tem causado muitos problemas nas sociais, pois há um dito popular “só vale quem tem”, isso é uma verdade que constatamos no nosso cotidiano. Veremos nesse assunto sobre a humildade, engano pela aparência e o conhecimento de Deus todos 

A HUMILDADE

A modéstia em uma pessoa aparentemente não causa uma impressão de superioridade, mas de pobreza e inferioridade diante de outras pessoas, é como se nada ele tenha para chamar a atenção, porém é comum vermos essas pessoas serem tratadas com desdém ou de pouco-caso, mas a bíblia apresenta o contrário à humildade precede a honra e a soberba a ruina (Pv 15:33).

ENGANADO PELA APARÊNCIA

Quem nunca foi enganado por pessoas que se apresentou de maneira humilde e nos inspirou a confiar nelas e na realidade não era aquilo que aparentava? Eu fui muitas vezes, isso é muito comum acontecer. Muitas vezes julgamos as pessoas pelas roupas, pela postura, beleza, no entanto pode não ser aquilo que aparenta (I Sm 16:7), pois devemos ter cuidado porque nem tudo que reluz é ouro, há também um dito que quem vê cara não ver coração, precisamos atentar para os passos de quem nos aproximamos, antes de depositar nelas toda a nossa confiança.

NÃO JULGUÉIS

A Bília recomenda que não se devam julgar as pessoas pela aparência e antes do tempo, ou seja, de maneira precipitada (Mt 7:1,2; Lc 6:37; Rm 2:1,6; 14:4, 10-13; I Co 4:5-7; Tg 4:11). O tempo revela as pessoas, há também um dito “queres conhecer uma pessoa conviva com ela”. Muitas pessoas podem não ser o que aparentam, ou seja, camufla o que realmente há dentro de si, mesmo assim não podemos julgá-las de maneira precipitada. No mundo inteiro há descriminação e preconceito de toda natureza, isso é uma realidade, as pessoas de cor escura sempre sentirão na pele esse preconceito, elas muitas vezes são julgadas pela cor, pelo que tem, quando isso não deveria existir, pois todos são iguais perante Deus, ele não faz acepção de pessoas (At 10:34; Rm 2:11; Tg 2:1-10).

DEUS CONHECE A TODOS.

Há um juiz quem tem a capacidade de julgar a todos, tanto vivos quanto os mortos (Ec 12:14; 2 Tim 4:1), pois ele conhece os corações (Sl 139:23; I Cr 28:9; Jr 19:10; Rm 8:27). Jesus expôs uma parábola sobre o fariseu e o publicano (Lc 18:9-17). Um dos atributos de Jesus era a onisciência, conhecer os corações (Lc 5:22). A vaidade e as riquezas não garantem que o indivíduo tenha um bom coração, pois vejam que na parábola do fariseu tinha tudo para ser aplaudido, no entanto aquele publicano que não ousava levantar a cabeça e olhar para o céu batia no peito e dizia: “Senhor tem misericórdia de mim pobre pecador” pelo que havia no seu coração ele saiu do templo justificado pelo Senhor, enquanto o fariseu nada recebeu.

    Amados, não façam acepção de pessoas e nem descrimine ninguém seja pela aparência, cor, posição social e etc. A Bíblia nos ensina horar a todos de igual modo, não faça distinção entre rico e pobre, doentes ou saudáveis a ninguém descrimineis. Deus é um juiz justo e todas as nossas obras são pesadas em sua balança (I Sm 2:3; Jó 31:6; Dn 5:26,27). Deus é o mesmo, ele não mudou, portanto todos os nossos atos sejam comedidos para que não sejamos achados em falta, quando você julga se torna indesculpável (Rm 2:1-16) é muito bom ler esse texto para complementar à leitura, portanto tenham cuidado!

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

terça-feira, 11 de maio de 2021

O PREÇO DA GRAÇA.

 

ESBOÇO 1080

TEMA: O PREÇO DA GRAÇA.

TEXTO: I CORÍNTIOS 15:2; EFÉSIOS 2:8-10.

A expressão bíblica “graça” tem um valor expressivo, método que Deus usou para beneficiar a humanidade, a graça não foi de graça em relação a plano redentor, ou seja, à salvação. Tudo o que recebemos de Deus foi pago um preço. Quando refletimos sobre o plano redentor para a humanidade se sabe que foi pago um alto preço para alcançar essa graça, pois esse é o motivo pelo qual digo que a graça não foi de graça.

DEFINIÇÃO DE GRAÇA.

Conforme o conceito teológico comumente usado no Judaísmo e no Cristianismo é um dom gratuito de Deus em favor de alguém ou de um povo, sem, contudo pagar por isso (Ef 2:5). A graça de Deus é um ato soberano sem fazer acepção de pessoas, a graça revela o seu amor como expressa João (Jo 3:16). Graça é um favor imerecido, ou seja, quando se faz algo por alguém que não tenha como pagar ou por merecer.

A GRAÇA REVELADA.

A graça não era conhecida, mas Deus fê-la manifestar aos homens (Tt 2:11. 3:4,5). A graça de Deus foi manifesta em Cristo Jesus para a nossa salvação, no entanto ele pagou um alto preço, cujo custo foi a sua própria vida, derramando o seu sangue em prol da humanidade. Nós somos salvos por meio da nossa fé em Cristo conforme a nossa confissão (Rm 10:10).

O maior benefício da graça é a salvação, após este seguirão outros eventos que acompanharão a salvação em Cristo, “Por meio dele também somos salvos, desde que vos apegueis com convicção à palavra que vos anunciei; caso contrário, tendes crido em vão” (I Co 15:2).

CONCEITOS SOBRE A SALVAÇÃO.

A salvação é o resultado da graça divina, ela é o ato soberano de Deus em prol da humanidade, a salvação somente é obtida em o nome de Jesus (At 4:12), através da pregação do evangelho (Rm 1:16), ela está mais perto de nós do que quando aceitamos a fé (Rm 13:11), e para quem não fez ainda a sua confissão é o tempo aceitável (2 Co 6:2). Quando levamos em consideração a definição etimológica sobre a salvação entendemos que a palavra soteria, além de salvação tem as seguintes definições: libertação de um perigo, livramento quando se refere à maldição do pecado (Rm 8:12). O plano salvífico de Cristo não foi um fracasso como confessou certo líder religioso, no entanto a prova de que não foi um fracasso foi ele ter ressuscitado ao terceiro dia, esse plano divino foi o maior plano redentor porque ele abrangeria toda humanidade. No plano salvífico envolvem os seguintes personagens, o pai e o filho; o homem e o Espírito Santo, esse foi um plano completo que por ele o homem pode alcançar a vida eterna, vejamos como está organizado: (1) O Pai e o Filho, com eles estão a Eleição, Predestinação e Chamamento; (2) O homem, a sua parte são a conversão, arrependimento e fé; (3) O Espírito Santo, convence do pecado, da justiça e do juízo, ele faz o pecador reconhecer que é um pecador e carece de salvação.

A GRAÇA E A FÉ.

Graça e fé são duas coisas distintas, mas ambas estão ligadas a salvação, o homem não pode ser salvo pela graça se não fizer uso da fé (Ef 2:8,9). O nosso testemunho de fé é dado através das obras “Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras” (Tg 2:18). Eu digo que tanto Paulo quanto Tiago estão certo no que disseram, eles não se contradizem e foram muito claro sobre esse ponto de vista. A vida pessoal é importante para dar testemunho da fé.

Amados, pedimos a Deus que pela graça alcançada e de fé em fé chegarmos ao aperfeiçoamento até aquele dia em que será manifestada a graça para nos livrar da ira futura (I Ts 1:10). Para permanecermos firmes na fé carecemos da graça de Deus sobre nós, mesmo em sofrimentos “A minha graça de basta” somente assim suportaremos até o fim, para que alcançássemos por Jesus o fiador da nova aliança que pagou pelo nosso resgate o alto preço.

Pr. Elis Clementino prelisclementino@hotmail.com

quarta-feira, 5 de maio de 2021

NADA TROUXEMOS E NADA LEVAREMOS.

 

ESBOÇO 1079

TEMA: NADA TROUXEMOS E NADA LEVAREMOS.

TEXTO: JÓ 1:21; I TIMÓTEO 6:7

A vida terrena é cheia de mistérios, há muitas coisas que gostaríamos que nos fossem reveladas, mas devido as nossas limitações elas se tornaram impossíveis (Dt 29:29), somente Deus através dos seus atributos detém o conhecimento de todas as coisas. Sobre este assunto falarei sucintamente da brevidade da vida humana, o que trouxemos, o que levaremos e para quem deixaremos os bens quando partirmos para o outro lado da vida.

A VIDA É CURTA.

Os animais e os homens têm o seu período de vida muito curto, o homem pode chegar aos setenta anos, cada um tem as suas características próprias, se viver mais dos setenta anos o resto será de enfado e canseira (Sl 90:10). O homem que mais viveu foi Matusalém, mas os outros viveram bem menos, alguns vultos importantes da Bíblia viram essa brevidade, tempo curto de vida de cada criatura ser humano (Jó 7:6; 9:25); Os salmistas (Sl 49; 90: 5,6), e Isaías,  o profeta (Is 38:12). A vida é curta, temos pouco tempo para cuidar dos nossos empreendimentos, se viver sabiamente certamente o aproveitamento será muito maior, no entanto estejamos certos que tudo o que construirmos aqui será deixado para os outros (Sl 49:17).

VOLTANDO PARA ONDE VEIO.

Do pó de onde vieste te tornarás “Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes a terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3:19; Ec 12:7). Essa é uma verdade incontestável, finalmente todos os que se tornarem pó, não retornarão a esta terra (2 Sm 12:23; Jó 7:9; 30:20).

TUDO DEIXARÁ.

O entendimento que todo homem tem é que ele nada levará deste mundo a não serem as obras “Nu sai do ventre da minha mãe e nú tornarei para lá (Jó 1:21);  “Porque quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará” (Sl 49:17);  “Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu tornará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão! (Ec 5:15); “Porque nada trouxemos para esse mundo e manifesto é que nada levaremos (I Tm 6:7). O homem pode preparar tudo, encher celeiros, juntar tesouros, no entanto tudo ficará (Lc 12:19-21). Só existe uma coisa que o acompanhará, as obras (Ap 14:13). Quando o indivíduo deixa herança deixou um grande problema para a família, o de repartir os bens, Jesus foi chamado para resolver partilha de bens de uma família (Lc 12:14), pois bem é assim o indivíduo vai embora e ainda deixa problemas para a família resolver 

O DESTINO FINAL.

Todos sabem que um dia deixará esse mundo, no entanto falamos anteriormente que só há uma coisa que o acompanhará, as obras (Ap 14:13). Há dois destinos se as obras forem de justiça receberá a justa recompensa do Senhor, pois há uma esperança para os justos sobre o seu destino final e a sua herança que receberá do Senhor. O descanso eterno acontecerá após passarem pelo “estado intermediário” onde os justos aguardarão a ressureição, depois eles irão para a vida eterna e os ímpios para o desprezo eterno, aonde haverá pranto e ranger de dentes (Dn 12:2,13; Jo 5:28,9; Ap 20:15; Mt 22:13). Os que lhes farão companhia (Ap 20:10;21:8), eles receberão o castigo que merecem (2 Ts 1:9).

Amados, estamos certos que nada levaremos deste mundo, a não serem as obras, no entanto o que receberemos de Deus será muito maior do que tudo o que deixamos e o que existem neste mundo. Nós corremos contra o tempo, somente se ver quanto à vida é passageira quando estamos perto da partida para o outro lado da vida. O maior investimento que o homem deve fazer é em relação ao espiritual (Mt 6:19), portanto aproveitem, ame a Deus, procurando agradar-lhe em tudo e ao próximo, esse será o seu maior legado para os que ficarem, o resto se desfará como: beleza, orgulho, hipocrisia, ufania, finalmente tudo se transformará em cinzas dentro de um velho caixão comido pelas traças, só o espírito volta para Deus (Ec 12:7).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com