sexta-feira, 29 de maio de 2015

O IRMÃO MAIS VELHO

ESBOÇO 618
TEMA: O IRMÃO MAIS VELHO
E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio e chegou perto de casa, ouviu a musica e as danças” Lc 15.25.

Lucas descreveu no capitulo 15 uma parábola de Jesus sobre o filho pródigo, cujo conteúdo ressalta o filho desobediente que saiu de casa, sua volta, o pai amoroso e perdoador, e o insurgente irmão MAIS VELHO. Essa é uma lição importante para a nossa vida diária.

I. O Filho desobediente
1. O filho mais novo, “falta de maturidade”. Ele abandonou a casa do pai pedindo parte da sua herança, talvez esse fosse o principal alvo daquele filho (Lc 15.12). As pessoas inexperientes não levam muito a sério as consequências daquilo que faz e as decisões que tomam. O egoísmo pode levar um filho a desprezar a família em busca dos prazeres da vida, no sentido espiritual acontece o mesmo, o filho abandona a casa do pai, “Deus” deixa a comunhão da família para experimentar os prazeres do pecado, para aquele filho pródigo o convívio familiar não seria mais interessante, e sim novas amizades. “As novas amizades exigem muito mais cuidados do que as antigas” e sobre isso ele não pensou, pediu a parte da sua herança e retirou-se, granjeou amigos, mulheres, bebida, dança, finalmente aproveitou bem, mas há alegrias que duram pouco e o que ele pensava ser sucesso tornou-se fracasso.

2. Longe de casa
Partiu para uma terra longínqua, longe do convívio e a comunhão familiar, o filho se tornou vulnerável, os “amigos” foram os únicos beneficiados com a herança que o moço tinha em mãos. O texto diz que ele desperdiçou a sua fazenda “herança”, vivendo dissolutamente, o contrário aos bons costumes, devasso e libertino. (Lc 15.13). As conseqüências não demoraram, as sementes plantadas começaram a brotar.

3. As conseqüências
Nada pior do que as conseqüências daquilo que se semeia, após ter gastado tudo houve naquela terra uma grande fome. Os nossos erros muitas vezes culminam com a realidade do momento, além de não ter mais dinheiro o povo estava vivendo uma crise econômica muito grande, e aquele filho liberal começou a padecer necessidade, desejando comer até das bolotas que os porcos comiam, porque ninguém lhe dava nada (Lc 15.15,16).

4. O seu regresso a casa do Pai
Somente quando a pessoa admite o seu erro e reconhece o seu pecado, surgem novas oportunidades para ele “E caindo em si disse:” – “Quantos trabalhadores de meu pai tem abundancia de pão, e eu aqui padeço de fome!” (Lc 15.17). A grande atitude, sem ela jamais chegaremos há algum lugar, “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai pequei contra o céu e perante ti.” Muitas vezes os nossos pecados não afetam somente aos nossos familiares, mas a igreja e a Deus. “Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores.” ele estava disposto até a se tornar empregado do seu pai (Lc 15.18,19).

II. O pai amoroso
Voltando para casa, o pai avistou de longe e se movei de íntima compaixão, e correndo lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou (Lc 15.20-24). Quantas vezes pensamos que Deus nem mais nos aceita mediante tantas coisas que praticamos, mas a atitude de um verdadeiro pai é amorosa “Mas disse aos seus servos: Tragam a melhor roupa, e ponde-lhe um anel no dedo, e sandálias para os pés, trazei bezerro cevado e matem, vamos fazer festa, porque esse filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado e começaram a alegrar-se.

IV. O irmão mais velho
Em todos os lugares estão os irmãos mais velhos; eles são insatisfeitos com qualquer agrado que se faz a outro; o mais interessante para ele é ver o irmão sempre afastado para não tirar-lhe as oportunidades; o irmão mais velho sempre tem argumentos contra o seu irmão que falha ou peca; Ele sempre reage com indignação e orgulho; para ele as disciplinas devem ser intermináveis; seus conceitos são excessivamente justos; tem como característica não perdoar (Lc 15.28,29).

Irmãos jamais devam permitir que o caráter do irmão mais velho permeie os vossos corações, e sim, a atitude do pai que abraçou o seu filho lhe dando outra oportunidade. Deus é um pai que oferece aos seus filhos grandes oportunidades, por isso não deveis rejeitá-las, voltar para casa foi a melhor atitude do filho pródigo. Tomemos como exemplo essa parábola, sejamos humildes em receber e perdoar os nossos irmãos faltosos.

Pr. Elis Clementino- Paulista-PE





A DOUTRINA DO PECADO

ESBOÇO 617
TEMA: A DOUTRINA DO PECADO
Texto: Romanos 5.12

As escrituras põem em destaque dois grandes princípios e qualidades morais: A SANTIDADE e o seu ANTAGONISTA “o pecado”. Podemos dizer que na esfera moral o primeiro corresponde ao bem e o segundo ao mal. Os princípios morais são identificados por um desses princípios. Discorrerei de maneira simples sobre o pecado, suas origens e as consequências.

Significado
Na teologia essa doutrina é chamada de Hamartiologia que no Gr significa hamartia = erro + logos = estudo, ou seja, é a ciência que estuda o pecado, as suas origens e consequências. O Pecado é a transgressão de preceitos religiosos, falta, erros, culpas. Não é um acontecimento fortuito, ou seja, casual, acidental e eventual que não evolva culpa por parte do pecador, também não é um acidente. (Rm 5:12). Há quem ensine que o pecado é acidental; porém, conforme já verificamos no ensino bíblico que o pecado resultou de um ato de desobediência por parte de Adão. “O homem não é pecador porque peca, mas porque é pecador.”

Origem do pecado
No princípio Deus criou o homem perfeito, conforme a sua imagem e semelhança, do homem a mulher para ser-lhe auxiliadora, e depois lhes deu ordens E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.” (Gn 2:9), na ordem expressa de Deus para Adão e Eva não lhes tiravam o poder de escolhas, se comeriam ou não, caberia a eles apenas obedecerem ou não à voz do Senhor, mas havia um grande inimigo de Deus “o diabo” que se transfigurou em serpente para iludir a mulher e convencê-la a desobedecer ao Senhor. Analisemos as estratégias do diabo (Gn 3.1-6). Satanás usou alguns argumentos para poder convencer a mulher (1) Ele pergunta: Não comerás de toda árvore do Jardim? (2) Ele diz a mulher, certamente não morrerás, o mais profundo argumento começa agora: (3) Satanás diz a mulher: Porque Deus sabe que no dia em que comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. Satanás usou as suas artimanhas para tentar o próprio Cristo, Se tu és o filho de Deus, transforma essas pedras em pão (Mt 4.1,2); te darei tudo se me adorares (Mt 4.8-10).

O homem sempre amou e aceitou aquilo que lhe oferece vantagens, principalmente o que estava sendo oferecida a mulher no Edêm, ser como Deus, a mulher viu uma grande vantagem, mas era apenas uma tentação para promover-lhe a queda, não basta muito para o homem ambicionar e se contaminar (Pv 28.21)

As consequências do pecado
Não é mera debilidade da criatura, pela qual o homem não deva ser responsabilizado ou tido como culpado (Jr 17:9; Lm 3:39). Há pessoas que afirmam que o pecado é apenas uma espécie de debilidade ou fraqueza, pelo que somos muito infelizes, porém de modo algum, culpáveis ou condenáveis. Mas essa opinião é contraria a verdade revelada nas escrituras, o pecado na sua realidade gera a morte (Tg 1.15; Rm 6.22,23). É importante saber que o pecado não é uma mera ausência do bem e nem a falta de retidão positiva e não é uma simples negação, basta entender o que Paulo escreveu aos romanos “porque bem sabemos que a lei é espiritual: eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado...” (Rm 7.14-25). Existe o falso culto como Ciência Cristã que afirma que o pecado é uma negação que o mal é a ausência da retidão. Mas isso não é verdade porque existem formas de pecado extremamente malignas. A palavra de Deus afirma que o pecado e o mal têm existência positiva, e que são ofensas contra Deus, no entanto todo aquele que pratica o pecado, também transgride a lei; porque o pecado é a transgressão da lei (1 Jo 3.4). O pecado não pode ser entendido como imaturidade, falta de desenvolvimento, ou remanescente de características primitivas, mas como violação dos mandamentos de Deus, e isso o seu preço que pode custar a vida terrena e espiritual.

            O pecado é uma realidade e somente será combatido quando nos entregamos a Deus que é justo e abomina o pecado. Não conformar com este mundo é o resultado de um novo nascimento em Cristo (Jo 3.3; Rm 12.2), é através da rejeição do pecado que somos justificados pela fé nele “Cristo”. Uma vez liberto jamais devemos voltar à escravidão do pecado, mas manter-se cada vez mais distante dele servindo a Deus com uma vida pura e justa e que seja vista como testemunho de uma vida mudada.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

domingo, 24 de maio de 2015

CADA UM CARREGUE A SUA PRÓPRIA CRUZ

 ESBOÇO 616
TEMA: CADA UM A SUA PRÓPRIA CRUZ
TEXTO: MARCOS 8:34

            Ensinando os discípulos Jesus foi claro a dizer-lhes; cada um deve levar a sua própria cruz se quiser me seguir, embora eles soubessem que ele estava se referindo a algo muito conhecido na época a “cruz”. Naquela época a cruz era um instrumento de tortura usado na condenação dos facínoras, no entanto a cruz que Jesus se referiu não era aquela que eles estavam acostumados a ver com pessoas sendo torturadas e expostas ao sol e a chuva até a morte. O tipo de cruz apresentada pelo Mestre era muito mais pesado “a cruz da renúncia”, não há cruz mais pesada do que negar-se a si mesmo.

Citações importantes
“Vitória mais difícil é a vitória do eu.” Aristóteles; “Domina-te a ti mesmo. Enquanto não tiveres conseguido isso, será apenas, um escravo.” Roberto Burton

Significado da Cruz.
1. A cruz, símbolo de sofrimentos (1 Pe 2.21;4.13).
2. Símbolo de morte, aonde há uma cruz sinaliza que alguém morreu (At 10.39).
3. Instrumento de tortura, usado para execução dos criminosos condenados (Lc 23.33).
4. A cruz era sinal de vergonha foi nela que Cristo sofreu a mais terrível desonra (Hb 12.2).
5. Zombaria, onde Jesus foi zombado pelos seus algozes (Mt 27.39).
6. Rejeição; foi nela que Cristo foi rejeitado (1 Pe 2.4).
7. É renuncia pessoal, é como se você tivesse carregando uma pesada cruz (Mt 16.24).

As implicações
O cristão carrega sobre os seus ombros o preço do discipulado, ”o negar-se a si mesmo” significa dizer não a qualquer prática e coisas que venham comprometer a sua vida moral e espiritual, e após essa decisão tomada ele já deve estar ciente o que vai abraçar.

Seis classes de sofrimentos
1. Negar-se a si mesmo por amor a Cristo implica em abrir mão de tudo àquilo que julguemos ser mais estimado e amado do que ele (Lc 14.26,27).
2. Batalhar até o fim contra o pecado (1 Pe 4.1,2; Rm 6); crucificando as suas concupiscências (1 Pe 2:11,21-14; Gl 2.20; 6:14; Rm 6:8,13; Tt 2.12).
3. Lutar contra Satanás e os poderes das trevas, para poder permanecer firme diante de Deus fazendo a sua obra (2 Co 10.4,5; 6:7; Ef 6.12; 1 Tim 6.12).
4. A enfrentar todo tipo de hostilidade do adversário e das hostes infernais (2 Co 6.3-7; 11.23-29; 1 Pe 5.8-10), pois é grande a ira do inimigo contra os que se opõem contra ele, no entanto nessa peleja jamais poderemos ser vencidos.
5. Perseguições por resistirmos aos falsos mestres que distorcem o verdadeiro evangelho (Mt 23.1-36; Gl 1.9; Fp 1.15-17).
6. Estarmos disposto a sofrer o opróbrio, ódio escárnio do mundo (Hb 11.25,26; Jo 15.18-25), porque rejeitamos deste mundo todo tipo de imoralidade (1 Co 12.1-27).

Quem nos ajudará a carregar a nossa cruz?
Nos momentos de necessidades sempre há alguém que de alguma maneira nos ajudam, mas se não houver quem lhe ajude, simplesmente conduza-a. Jesus ao carregar a pesada cruz de madeira sobre seus ombros já estando cansado certo cirineu que vinha do campo para adorar ao Senhor no período da festa da páscoa foi forçado a ajudá-lo (Lc 23.26), pois nem sempre aparece alguém disposto a ajudar, a não ser se pendurar nela para que fique mais pesada ainda, porém quando isso acontece o Senhor nos dará a capacidade e o consolo para carregá-la até o fim. O Espírito Santo é o Cirineu que está ao nosso é o paracleto divino para ajudar a a cada um carregar a sua cruz por mais pesada que seja.

            Os sofrimentos pela renúncia são as mais duras tarefas do cristão, significa suportar o opróbrio, afronta, desonra ou vergonha, infâmia e todo tipo de hostilidade, além de ter que deixar tudo (Mc 8:34; Mt 10.36-39). Deus nos guarde durante a vida aqui, que o Senhor capacite e dando-lhes forças para suportar até ao final da carreira e alcançar o final (2 Tm 4.7). Deixemos as coisas que para trás ficam sigamos firmes até o descanso eterno.


Pr Elis Clementino – Paulista - PE

quarta-feira, 20 de maio de 2015

SUPERANDO OS IMPEDIMENTOS

ESBOÇO 615
TEMA: SUPERANDO OS IMPEDIMENTOS
Esquecendo-me das coisas que para trás ficam, avançando para as que estão diante de mim” Fp 3.13.

Em todas as áreas da vida encontramos impedimentos, mas é importante salientar que é possível superá-los. Os obstáculos nos ensinam a conduzir a vida forçando-nos a buscar saídas, contudo aprendemos muitas lições com os estorvos. Farei um breve comentario sobre alguns impedimentos, como resisti-los e superá-los de forma que eles fiquem para trás (Jó 11.16). Citaremos alguns exemplos entre eles a figura do agricultor.

Impedimentos.
1. O agricultor enfrenta uma série de dificuldades para conseguir um bom resultado do seu plantio, embora saiba que de forma geral todos os contratempos da vida foram causados pelo próprio homem (Gn 4.12; Lv 26.20; Dt 11.17; Isa 5.10; Os 8.7; Hc 3.17; Ag 1.6; 2.16; Lm 3.39). A infecundidade da terra suscita dificuldades e escassez de alimentos, mas o problema não é apenas esse, existem ainda outros fatores que são preponderantes.

2. Quando a terra é produtiva surgem novos empecilhos; as pragas de gafanhotos, largatas, entre outros. Dessa forma a lavoura fica vulnerável ao estrago (Dt 28.21; I Rs 8.37; Am 4.9; Ag 2.17). O clima seco e solo muito úmido e a geada, dificulta ainda mais o trabalho do agricultor. Não obstante mesmo com todas essas dificuldades eles não desistem de agricultar e esperar o precioso fruto da terra (Tg 5.7). Eles provêem todos os meios para minimizar os problemas.

Se o agricultor refletisse nos impedimentos ou ficasse olhando para o tempo jamais semearia (Ec 11.4-6). Persistir é imprescindível

Aplicando a vida diária.
Jamais devemos ser vencidos pelos impedimentos, mas sempre ter a confiança que iremos superá-los (Ne 6.1-3). Se você tentou fazer algo de bom e não deu certo, não tenha o pressentimento que tudo continuará dando errado, pois um pequeno erro deve ter acontecido no planejamento ou na execução (Ec 10.1), contudo esse é um bom motivo para você recomeçar de maneira mais planejada e cuidadosa (Lc 5.5).

Em cada fracasso, um aprendizado, continue persistindo. Thomas Edison - o inventor da lâmpada tentou aproximadamente 600 vezes para poder conseguir a primeira lâmpada. Henry Ford – Foi o pioneiro na fabricação de carros em série. Foi à falência cinco vezes antes de ser bem-sucedido nos negócios. Em relação às modernas tecnologias elas vêm se aprimorando a cada dia e tudo isso não passa de ensaios para os novos avanços.

Agradecemos a Deus pelas novas ocasiões que Ele nos faculta para recomeçar.

As novas oportunidades podem ser um começo de uma grande vitória. Reiniciar é querer fazer certo e melhor. Pois ninguém é tão perfeito que não erre, em cada erro um aprendizado.

Uma criança treina muito para poder ficar em pé e andar, seja você persistente como Tomaz Edson e a criança que persiste em andar. As pessoas que desistem daquilo que faz, não chegam a lugar algum, apenas se detém no tempo e sofrem as conseqüências no futuro lamentando por não ter tentado novamente.

“Mais vale a tristeza de ter tentado, do que a angústia de quem nunca tentou”

“Duas moscas caíram no leite, ambas nadaram, mais uma delas desistiu no meio do caminho e morreu, a outra continuou nadando até que o leite virasse coalhado para se salvar.”

O comodismo e o pessimismo são inimigos do nosso sucesso, eles ofuscam a visão de um futuro promissor, o medo e sentimento de perda invadem o ser humano de tal maneira a ponto de deixá-lo sem forças para lutar. Libertar-se desses entrelaçados de coisas deve ser do próprio indivíduo.

Impedimentos espirituais.
Na vida espiritual também existem os impedimentos e são ainda mais constrangedores. O pecado que tão de perto nos rodeiam é um deles (Hb 12.1b) nos impedindo de chegarmos a Deus, e quando não conseguimos superá-los as consequências são inevitáveis. O apostolo Paulo na sua carta aos efésios (Ef 6.10-18) recomenda-nos revestirmos de toda a armadura de Deus para vencer essa batalha espiritual travada por todos os santos, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais (Rm 8.37). Devemos persistir seguindo em busca do alvo (I Co 9. 24-27).

Estamos cercados de impedimentos como já foi comentado, entretanto todos os obstáculos devem ser vencidos na vida diária, sobretudo a vida espiritual, para isso é preciso confiar no Senhor e ser forte tendo bastante força de vontade, caso contrário, ficarás no meio do caminho sem alcançar o alvo (Hb 12.1-3).

“Não permita que os críticos roubem as suas forças ou tirem de você a sede de vitória. Enfrentem os gigantes e vença-os!”

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

quinta-feira, 14 de maio de 2015

O TABERNÁCULO

ESBOÇO 614
TEMA: O TABERNÁCULO
TEXTO: SALMOS 15. 1-5.

Literalmente entendemos que Deus não habita em templos de madeira, pedras e outros materiais, mais que ele pode estar presente em todos os lugares através de um dos seus atributos conhecidos “a onipresença” (Jó 26.6; Sl 139; Pv 15.11). Morar é um sentido figurado, pois sua presença já enche os céus e a terra (Is 40.12; Pv 30.4). Para falarmos sobre o tabernáculo faz-se necessário mostrar como era e a finalidade a que fora construído.

1. O tabernáculo
Era chamado de taberna, cabanas, moradas provisórias construídas durante a peregrinação dos hebreus no deserto. As expressões “Tabernáculo” e “Santo Monte” são relativas ao lugar da habitação de Deus (Ex 35:8) e á adoração. O tabernáculo era composto de três partes: O pátio, o lugar santo, e o lugar santo dos santos.

Descrição:

2. As suas divisões e peças
Átrio Exterior; Altar do Holocausto - onde eram oferecidos os sacrifícios a Deus.

Bacia - Onde os Sacerdotes lavavam os pés e as mãos simbolizando uma purificação para entrar no Santo Lugar.

3. No Santo Lugar; Altar do incenso, era localizado do lado oposto a entrada, no fundo, pouco antes do véu que separava do Santo dos Santos. Era usado para se queimar incenso pela manhã e à tarde pelos sacerdotes. (Lv 6.13)

A mesa dos pães da preposição ficava à direita da entrada e tinha esse nome e todos os sábados eram colocados 12 pães sobre ela que representava as doze tribos de Israel.

Menorah ou candelabro de ouro ficava a esquerda da entrada, com sete hastes. Era diariamente enchido com o melhor azeite, pelos sacerdotes para que ele nunca se apagasse, Somente enquanto estivesse sendo transportado.

4. Santo dos Santos
(1) O Véu era uma cortina que separava o lugar do Santo dos Santos; (2) Arca da Aliança simbolizava a presença de Deus, nela continha as tábuas da lei os dez Mandamentos, a Vara de Aarão, que floresceu e o pote de maná; (3) O propiciatório era uma tampa da Arca sendo o lugar onde o Sumo Sacerdote, uma vez ao ano, no dia da Expiação, aspergia o sangue pela remissão de seus pecados e pelos pecados do povo.

5. As qualificações para entrar no santuário
Davi após indagar a si mesmo “quem morará no teu tabernáculo?” ele responde apresentando pelo menos 11 razões descrevidos no salmo 15.

5.1. Critérios:
Há critérios para a entrada na habitação de Deus.
1. O que vive com integridade
2. O que pratica a justiça
3. O que de coração fala a verdade
4. O que não difama com a sua língua
5. Não faz mal ao próximo
6. Não lança injúria contra o seu visinho
7. O que aos seus olhos tem por desprezível ao réprobo (aquilo que é mau, perverso, malvado)
8. Honra o que teme ao Senhor
9. O que jura com dano próprio e não se retrata
10. O que não empresta o seu dinheiro com usura
11. O que não aceita suborno contra o inocente

“Paulo também chama de tabernáculo o nosso corpo (2 Co 5:1), quando fala sobre a ressurreição. Edifício fala do nosso abrigo seguro na presença de Cristo. Também em (1 Co 3:16,17; 1 Co 6:19),  fala sobre o nosso corpo como templo e morada do Espírito Santo, quando fala da santificação do nosso corpo” .

2. Quem estará apto para entrar nele?
(1) Somente aqueles que assimilaram a retidão de Cristo podem preencher todas essas exigências (2 Co 5:21; 1 Jo 3:7); (2) O que é preciso para satisfazê-lo (Jo 6:28,29);  (3) A responsabilidade é intransferível (Rm 14:11,12; 2 Co 5:10).

Todas as pessoas terão oportunidade para ter acesso a Deus e a sua morada, independentemente de raça e cor, todos terão a mesma oportunidade, necessário é, cumprir todas as exigências divinas ou ter estas qualificações morais para que então, tenhamos a entrada nas moradas eternas. Jesus já abriu o caminho (Hb 10.19-23).


Pr Elis Clementino- Paulista - PE

domingo, 10 de maio de 2015

AS FOLHAS SOMENTE NÃO BASTAM

ESBOÇO 613
TEMA: AS FOLHAS SOMENTE NÃO BASTAM
TEMA: Mt 21:19; Lc 13:6-9; Jo 15

            Há nas escrituras três textos importantes que abordaremos as figueiras sem fruto, a videira e seus ramos, sendo um episódio e duas parábolas. O primeiro foi um fato, Jesus caminhava com seus discípulos teve fome, e imediatamente olha e vê uma figueira e procurou nela frutos e não encontrou, a não ser folhas, naquele instante ele a amaldiçoou e prontamente ela secou (Mt 21.19). O segundo foi uma parábola de Jesus registrada por Lucas de uma figueira plantada no meio da vinha, mas nela também não havia fruto, no entanto foi-lhe dada mais uma oportunidade (Lc 13:6-9), e a parábola da videira falada por Jesus e escrita por João Apostolo do Senhor (Jo 15: 1-5). Em todas extraímos lições importantes e nelas destacam-se: A aparência, a falta de frutos, de fé, oportunidade e a podagem da videira. Essas lições são fundamentais para a frutificação e desenvolvimento da vida cristã.

A esterilidade e aparência
Muitas coisas que acontecem com os homens, animais e as plantas “a esterilidade”, aquilo que não produz ou improlífico, infecundo e infrutífero, a esterilidade tem tomado conta de muitos cristãos levando-os a viverem somente de aparência sem nada produzir. Jesus encontrou uma figueira sem fruto, no entanto existia nela uma bela aparência “as folhagens”. A figueira era uma grande produtora de figos e costumava produzir duas vezes por ano, sendo a primeira colheita em abril. Jesus ao se deparar com essa figueira aproveitou para expressar algo que estava em sua mente.  (1) Falar sobre Israel; (2) A figueira simbolizava Israel; (3) A maldição recai sobre a sua hipocrisia, Israel tinha aparência, tradição e orgulho religioso “as folhas” Mt 21:19).

As oportunidades
Vejamos o desenvolver dos três assuntos sobre a figueira e a videira (1) A figueira irremediavelmente secou, sem chances; (2) A segunda foi lhe dado a única oportunidade, nessa parábola apresentada por Jesus há três anos a figueira não produzia frutos, tempo suficiente para que ela desse fruto, então o senhor da vinha disse ao vinhateiro: Corta-a porque ocupa lugar nessa terra inutilmente? O vinhateiro responde: senhor dá mais uma oportunidade a ela, mais um ano até que eu escave a terra e a esterque; se der fruto, ficará e, se não, depois manda cortar (Lc 13:6-9). (3) O outro foi a da videira e as varas, no entanto nas três mensagens Jesus enfatiza a necessidade de produzir frutos, mas três coisas seriam necessárias para produzir (1) Limpar as varas para que dê mais frutos “tratamento espiritual”; (2) Estarem ligadas na videira; (3) As que não produzissem frutos seriam cortadas (Jo 15:1-6). Notadamente as parábolas descritas por Lucas e João, tanto a figueira quanto a videira tiveram oportunidades, Isso indica que a todos é dada a oportunidade para produzir frutos e desenvolver o nosso potencial, basta entender a parábola dos talentos (Mt 25:14-30), todos receberam conforme a sua capacidade e podiam produzir.

As consequências para quem nada produz
(1) Perdas de tempo e oportunidades por não produzir; (2) Será responsabilizado pela ausência de frutos; (3) A maldição recai sobre os que nada produzem. Essa é a triste realidade para quem nada produz.

Verdades importantes
(1) Não viva de aparência;
(2) Não perca oportunidade de produzir frutos, saiba que uma oportunidade perdida possivelmente não surgirá outra e se houver não será na mesma proporção;
(3) O processo de podagem facilita a produção de frutos. Muitas vezes é necessário cortar algo que nos impeça de produzir frutos;
(4) Fazer uso da fé.

O que se espera de você?
a) Que não seja um hipócrita, vivendo somente de aparência, camuflados nas folhas. A aparência não é importante, as folhas enganam e produzir fruto é necessário (Jo 15:2);
d) Não sejam como as figueiras que não deram frutos (Mt 21:19; Lc 13:6-9).
c) Não permita que os inimigos destruam as suas figueiras e videiras tirando-as até a casca (Jl 1:7).

Nós somos comparados a uma árvore que cujos frutos devem aparecer, vivemos neste mundo para produzir e não viver na esterilidade e de aparências, viver de aparência é viver na hipocrisia, não se torne uma figueira estéril, pois o vinhateiro nos dá oportunidade para produzir, e se houver alguma coisa que impeça de dar fruto ele tira e limpa as que dão fruto para que dê mais fruto.


Pr. Elis Clementino-Paulista –PE

sexta-feira, 8 de maio de 2015

AS MALDIÇÕES DE SIMEI

ESBOÇO 612
TEMA: AS MALDIÇÕES DE SIMEI
TEXTO: 2 SAMUEL 16:5

            A finalidade desse assunto é mostrar algo sobre as conhecidas maldições ou pragas, elas amedrontam e afrontam as pessoas e são impetradas por indivíduos cujos corações estão cheios de ódio e iras. Essas terminações são usadas desde os tempos antigos, pois os indivíduos acreditavam terem poderes dados por Deus, tanto para amaldiçoar quanto abençoar, portanto ainda hoje esses termos são usados por pessoas muitas vezes religiosas. Falaremos nesse mote sobre o significado de maldições, o poder delas, a proteção divina sobre as imprecações e as bênçãos divinas.

Significado
a) A maldição é um ato ou efeito de amaldiçoar ou pronunciar palavras de maldição sobre pessoas e coisas. (b) Imprecação (ato de imprecar, maldição, praga). Existem alguns salmos considerados imprecatórios, são aqueles que de alguma forma chocam, porque são julgadores, eles invocam a vingança e a maldição do nosso Deus sobre pessoas e povos, inclusive as imprecações mais longas estão nos salmos 35, 69 e 109, mas algumas descrições de vingança também aparecem em outros, podemos citar alguns: (Salmos 31.17-18; 40.14-16; 54.7; 55.15; 58.6-7; 59.9-13; 83.9-17; 137.8-9; 139.19; 40.1). (c) Proclamar a desgraça de alguém ou uma praga.

O poder das imprecações
Ao ler os salmos são necessárias algumas considerações, pois as maldições em algumas ocasiões expressas por pessoas apoiadas em algumas atitudes de outras podem causar infortúnios “infelicidade, desgraça, calamidade e desventura em determinados indivíduos”. As religiões antigas confiavam nessas declarações emocionalmente carregadas, que proclamadas trariam essas consequências, por isso as pessoas hoje em dia continuam temendo as maldiçoes (Rm 3.14). Devemos levar em conta o poder espiritual daquele que amaldiçoava ou abençoava. Jacó abençoou não somente os seus netos, Efraim, Manassés, mas também convocou os seus doze filhos para abençoar a cada um deles. E essas bênçãos têm feito sentir o seu poder entre os seus descendentes até hoje (Gn 49:1-33); Noé amaldiçoou a Canaã filho de Cam, como também abençoou Cem e Jefé (Gn 9.25,26; Dt 27.16). Há pessoas que recebem ajuda de espíritos malignos, e evidentemente podem prejudicar, ou mesmo levar outra pessoa as enfermidades e até a morte, entretanto não devemos ser supersticiosos a ponto de acreditar que venham sobre nós mau olhado ou coisas parecidas, mas sabe-se que há pessoas dotadas de um grande poder PSÍQUICO e podem produzir efeitos nas vidas de seus semelhantes. Se amarmos as maldições elas sobrevirão (Sl 109:17).  “Como um pássaro que foge, como uma andorinha no seu vôo, assim a maldição sem causa não se cumpre” (Pv 26.2).

Geralmente as pessoas que recebe alguma palavra de maldição ou praga se sentem terrivelmente abaladas, outras não, podemos falar sobre as pragas de Simei sobre Davi. Aqueles que têm confiança em Deus não se desesperam “Quando o rei Davi chegou a Beurim, um homem de clã da família de Saul chamado Simei, filho de Gera, saiu da cidade determinando maldições conta ele” (2 Sm 16:5). Duas coisas acontecem com o povo de Deus, (a) A maldição sem causa não funciona (Pv 26:2); (b) Praga nenhuma lhe alcançará (Sl 91:10,12). Enquanto Simei amaldiçoava, Davi estava sossegado, não revidou e nem proferiu palavra alguma contra ele.

A proteção divina sobre as imprecações
Proteção é algo que nos envolve de maneira sobrenatural e os que estão debaixo dessa proteção Divina, não sofrerão influencias estranhas e malignas, “pois contra Jacó, não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel (Nr 23.23)”. As maldições não alcançam o povo de Deus (Nr 22.12,18; Nr 23.11; Nr 24.10). Deus inverte a maldição em benção, conforme fez com a maldição de Balaão (Dt 23.5). As palavras imprecatórias não nos alcançam e podemos desfrutar dessa benção (Sl 91.10; Isa 54.17; Jó 5.21; Tg 3.8-10; Rm 8.31, Nr 14.9; Jó 34.29; Sl 118.6; Rm 8. 33,34). Somos guardados porque o anjo do Senhor se acampa ao nosso redor para nos guardar (Sl. 34.7; Sl 91.3 – 12). Paulo escreveu aos romanos que não há quem condene aquele que Deus justificou (Rm 8:31)

As bênçãos divinas
Assim como podem vir às maldições as pessoas desobedientes, as bênçãos divinas também virão sobre os justos. No antigo testamento as bênçãos eram proclamadas em momentos solenes, como se ler no salmo 103, onde temos uma expressão pessoal de agradecimento, em face das bênçãos divinas recebidas.  O antigo testamento encerra varias bênçãos domésticas, nas quais o pai de família invoca a benção divina sobre os seus filhos (Gn 9:26; 27:27-29; 48:15,16), essas bênçãos tinham grande valor, porque elas eram proclamadas e as pessoas criam no Deus de Israel. Moisés proferiu uma benção sobre o povo de Israel como um todo (Dt 28:1-14), sendo que a benção clássica é a benção de Arão que era o sacerdote (Nr 6:24-26). As bênçãos eram invocadas quando na adoração pública (Lv 9:22; Dt 10:8). A postura física dos invocantes usualmente incluía o gesto das mãos erguidas (Lv 9:22). No novo testamento há bênçãos eloquentes, em (Rm 15:3; 2 Co 13:14; Hb 13:20,21; Jd 24:1; 1 Pe 5:14 e 3 Jo 15), várias das quais são comumente usadas nos nossos cultos de adoração a Deus, incluindo a benção apostólica no final.

As bênçãos divinas estão a nossa disposição, nós somos quem escolhemos (Dt 11:26,28). As bênçãos caem sobre os justos (Pv 10:6), ela enriquece sem acrescentar dores (Pv 10:22). Pela benção do justo a cidade se alegra (Pv 11:11). O crente fiel gozará de abundantes bênçãos espirituais e materiais (Pv 28:20ª; Ml 3:10). Deus fará descer chuvas de bênçãos no seu tempo (Ez 34:26).

Devemos confiar inteiramente no Senhor, pois dele vem a nossa proteção e as bênçãos divinas, as maldições não nos alcançarão (Sl 91:5, 6). Deus promete nos livrar (Sl 91:14,15). Mesmo que alguém nos faça o mal, não devemos retribuir com o mal, antes pelo contrário abençoá-lo (I Pe 3.9,10), tenhamos a certeza que o Senhor nos protegerá enquanto confiarmos nele, e nos fará com que as suas copiosamente bênçãos caiam sobre nós e nossos filhos.

Pr. Elis Clementino – Paulista – PE