sábado, 24 de agosto de 2013

A PALAVRA DE DEUS


ESBOÇO 506
TEMA: A PALAVRA DE DEUS
“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho” Salmo 119.105.

A palavra de Deus é o único manual para o ser humano, pois, através dela encontraremos o caminho da felicidade e da vida, e é divinamente inspirada por Deus para todo o bem (2 Tm 3:16; 2 Pe 1:20,21; Rm 15:4: Rm. 15:4). Discorreremos de forma simples sobre a palavra de Deus, sua autenticidade e inspiração.

A Bíblia Sagrada é um livro reconhecido em todo mundo como a palavra de Deus. Ela é um livro diferente dos demais porque trata da existência das coisas, da história e do estado espiritual da humanidade. Nela encontramos relatos importantes e muitos atos do criador; e o que comprova ser ela a palavra de Deus é por ser viva e eficaz (Hb. 4.12). Também pela forma que fora escrita: por cerca de quarenta homens de regiões e culturas diferentes. O mais impressionante é que parece que havia diálogos entre os seus escritores, devido à harmonia como fora escrita, desde o primeiro livro até o último. A palavra de Deus estabelece princípios e padrões para toda humanidade de qualquer raça e classe social; ela não é um manual de consulta, mas um livro de meditação (Js. 1.8; Sl. 1.2)

A palavra de Deus é uma só nos seus originais: no hebraico, grego e aramaico, e depois traduzida para outras línguas chegando até nós. Sobre a sua inspiração, ainda é questionada por muitos estudiosos, simplesmente por ela ser escrita por homens comuns e sujeitos a falhas. E, nessa visão, entendem que ela não poderia ter inspiração divina; mas, na realidade, ninguém poderia ter escrito suas mensagens de forma tão harmoniosa desde o primeiro até o último livro (2 Pe 1:20,21), se não fosse sob orientação divina. Basta ler alguns textos que comprovam a existência dessa concordância (Gn 3:15; Nr 24:17; Is 7: 14; Mq 5:3; Mt 1:23; Lc. 1:35; Rm 16:20; Gl 4:4). Alguns escritores relataram fatos sobre o Messias há mais de 1500 a.C; narram também o começo e o fim da história da humanidade, essas mensagens eram sempre acompanhadas com declarações: “Assim diz o Senhor” (Ez. 32.1; Jr.2.5) “Veio a mim a palavra do Senhor”, entre outras, ao ouvi-las os israelitas a tinham como a voz de Deus “Palavra de Deus”.

A palavra Bíblia foi aplicada às escrituras por volta do ano 400, por Crisóstomo.  Ela contém toda a vontade de Deus para a humanidade (Is 55:10,11). E o Senhor vela pela sua palavra para cumpri-la em quaisquer circunstâncias (Jr. 1:12), além de não poder mentir, pois aquilo que ele fala se cumpre (Nr 23:19). Sua palavra tem ação e vida em si (Hb 4:12), a única que permanece (Mt 24:35). A palavra de Deus ou a Bíblia é também conhecida como o livro por excelência e as escrituras (Jo 5:39; At. 17:11; 2 Tm 3:16), ela é alimento espiritual (Mt. 4.4 ). Nenhum outro livro é capaz de alimentar o imaterial do ser humano com tanta perfeição, ela é o pão que sacia a fome, a água que dessedenta o peregrino (Sl. 119,19 ). Ela é personificada em Cristo (Jo. 1,1-3 ). Podemos descrever alguns aspectos da palavra de Deus como:

(1) Lei do Senhor (Sl 119.1,18; (2) Um código dos seus preceitos (v.4,15); (3) Uma relação de estatutos divinos (vv.5,33); (4) Um conselheiro indispensável para o homem (v.24); Uma fortaleza (v.28); (5) O caminho da salvação (v.41); (6) Um refúgio seguro (V. 42; (7) A palavra da verdade (vv. 43,142,151); (8) Fonte de esperança (vv. 49,81,114); (9) Fonte de consolação (v.52); (10) Fonte de prazer (vv 70,92); (11) Melhor do que as riquezas (v.72); (12) Mais doce que o mel (v.103); (13) Fonte de sabedoria e de conhecimento (vv. 98,99,104,130) (14) Lâmpada para os pés (v.105); (15) Luz para o meu caminho (v.105). A palavra de Deus será tudo isso e muito mais se obedecida.  Duas coisas são imprescindíveis para todo homem: Temer a Deus e guardar os seus mandamentos, dela emanam todas as promessas para o povo de Deus (Dt. 28).


Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

OS DONS ESPIRITUAIS



ESBOÇO 505
TEMA: OS DONS ESPIRITUAIS
“Porque a um é dada, pelo Espírito, a palavra de sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra de conhecimento...” (I Co 12. 8-11).

É fundamental que os cristãos pentecostais conheçam a doutrina dos dons; a falta desse conhecimento pode trazer problemas à igreja local. Por isso o Apóstolo Paulo escreveu à igreja de Corinto para mostrar-lhe as verdades sobre e como são distribuídos os dons do Espírito Santo na igreja (I Co 12.12).

I. Paulo lembra aos crentes de Corinto a sua situação espiritual, antes e depois que se converteram a Cristo; eram pagãos desviados da verdade servindo aos ídolos, mas agora depois de terem feito uma confissão básica “Jesus é Senhor”, precisavam compreender melhor essa realidade sobre o imaterial. Paulo deixou bem claro que ninguém pode dizer que Cristo é maldito se estiver falando pelo Espírito de Deus, e que ninguém pode dizer que Jesus é Senhor que não seja pelo Espírito Santo (I Co 12.1-3).

II. Paulo fez uma exposição clara sobre os vários tipos de dons, afirmando que eles emanavam de uma mesma fonte, “o Espírito Santo”. Ele é quem distribui esses dons como quer, entretanto, os coríntios deveriam conhecer também que existem maneiras diferentes de servir, mas que o Senhor é o mesmo, ou seja, que vêm da mesma fonte (I Co 12.4,5). Ele também falou sobre a existência de habilidades diferentes em relação ao trabalho, mas que o Deus era o mesmo e que dava a cada um a habilidade para realizá-lo (I Co 12.6).

III. Para quê e como são distribuídos os dons espirituais? Os dons espirituais são um ornamento para a Igreja, o corpo de Cristo, com a finalidade de dar prova da presença do Espírito Santo nela, esses dons são distribuídos entre os crentes em Cristo, de forma diferente (I Co 12.7).

(1) A uns o Espírito Santo dá a mensagem da sabedoria; (2) A outros, o mesmo Espírito dá a mensagem do conhecimento; (3) Outros recebem, pelo mesmo, Espírito o dom da fé; (4) A outro, o poder de curar; (5) Outro recebe o dom de operar milagres; (6) Outro recebe o dom de anunciar a mensagem de Deus; (7) Outro recebe o dom de discernir os espíritos, ou seja, se eles são de Deus ou não; (8) Para outro é dado o dom de línguas estranhas; (9) A outro, a interpretação dessas línguas (I Co12.8-10). Mas, esses dons vêm de um só Espírito e são distribuídos conforme a sua vontade, eles não são motivos de exibição pessoal ou promoção espiritual, mas são para edificação da igreja. Há dois tipos de dons que são mais conhecidos e mais usados na igreja, são eles: Os dons de línguas estranhas e o de profecias, embora muitos cristãos não saibam usá-los, além de ignorar os de sabedoria e de conhecimento quando são manifestos na igreja através daquele que está ministrando a palavra. Observem que eles focam mais os dons de línguas e o de profecias (I Co 14.18,19).

Qual a função de falar em línguas estranhas, segundo as escrituras? Mostrar que o crente é portador da promessa (Is 44.3; Jl 2.28,29; Mc 16.17; Lc 24.49; Mc 16.17; At 1.5-8); que é um sinal do revestimento de poder (At 2.3,4); que o falar em línguas serve para orar, falar com Deus e não com os homens (I Co 14,15; Rm 8.26; Ef 6.18; Jd 20) e para edificação própria.

O Apóstolo Paulo apresenta a maneira correta e como os cristãos deveriam fazer uso desses dons, pois a igreja de Corinto necessitava de um esclarecimento a respeito. Para Paulo todos os dons eram importantes, mas os de línguas estranhas e o de profecia ele os destacou (I Co 14.4,5), e disse que eles deveriam usar com muita cautela, porque o dom de línguas edifica o próprio crente e o de profecias edifica a Igreja (I Co 14.5,12). A igreja de Corinto estava abusando desse dom, Paulo estabeleceu sérias restrições para o seu uso (I Co 14.26-28).

O falar em línguas estranhas não é o modo de indicar santidade ou que tenha intimidade com Deus, mas mostrar que Deus é fiel para cumprir suas promessas ao seu povo; esse Dom não é dado como garantia da salvação (Mt 7.21-23). Existem três categorias de dons na vida do cristão: (1) habilidades naturais são aquelas que mostram a formação do seu QI: facilidade de falar (Ex 4.10-14; At 18.24,25); (2) habilidades adquiridas como aprender uma profissão, um idioma etc. (3) Dons espirituais, esses não se adquirem e não se aprendem (At 2.4; I Co 12.11). Nenhum cristão pode afirmar que não possui pelo menos um dom espiritual, Pedro afirma que todos têm pelo menos um dom (I Pe 4.10), isto mostra que para o corpo ser perfeito precisa de todos seus membros, como a igreja para ser edificada precisa de todos os dons, todavia, forma uma unidade. O  dom que eu não tenho, dele eu  preciso através do meu irmão que o possui, por exemplo: A mão não pode dizer que não depende do  pé... (I Co 12.15-18). Com ele mostra que há unidade entre os dons.

            Devemos levar em consideração os dons espirituais, bem como o seu valor, e procurar usá-lo com entendimento. Os demais dons são importantes e devem ser desejados, buscados e usados cuidadosamente, tendo sempre em mente que eles não são propriedades de ninguém para que o homem não se ufane, mas da igreja de Cristo. “Procurai com zelo os melhores dons, e eu vos ensinarei um caminho mais excelente (I Co 12.31).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A REGENERAÇÃO



ESBOÇO 504
TEMA: A REGENERAÇÃO
“Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus...” João 3.3-8.

A regeneração no sentido teológico é um processo espiritual e divino, regenerar é o restabelecimento daquilo que estava derrocado, e o renascimento de uma nova vida através de Cristo, “no latim regenero, -are” significa restaurar, corrigir e revivificar. Esse é o processo usado por Deus para restaurar um vil pecador. É impossível separar regeneração da salvação, pois ela está inserida no estudo da Soteriologia, ou seja, “estudo da salvação” sem a salvação jamais o homem teria acesso ao reino dos céus. Jesus ao falar sobre o assunto a Nicodemos disse: - Você não se surpreenda com o que estou dizendo, você precisa nascer de novo. Discorreremos de forma simples sobre essa doutrina.

Nascer de novo
A fala de Jesus em (Jo 3.3) não significa reencarnação, o espiritismo considera o texto falado por Jesus como o retorno da alma em outro corpo, as vezes que forem necessárias, inclusive citam (2 Co 5.17), entretanto não é isso a que Jesus se refere. A salvação é um processo que envolve vários estágios, a expiação, arrependimento, conversão, regeneração, santificação, justificação e glorificação. A regeneração é a concessão da vida à alma (Jo 3.5; 10.10,28; I Jo 5.11,12), é a doação divina de uma nova natureza ao homem (II Pe 1.4), em alguns textos bíblicos um novo coração (Jr 24.7; Ez 11.19; 36.26), que consequentemente se tornará uma nova criatura (II Co 5.17; Ef 2. 1; 4.24). Os processos humanos são incapazes de regenerar espiritualmente uma pessoa, mesmo que investisse todos os seus recursos.

Resultados da regeneração
Quando uma pessoa se aproxima de Deus para obter regeneração espiritual deve saber que não são algumas qualidades que sinalizam ou comprovam essa regeneração e nem garantem a realidade dela, mas através de uma vida de santificação contínua, essa separação espiritual se atribui ao processo de regeneração, pela qual habilita o crente a uma comunhão mais íntima com Deus através do Espírito Santo lhe proporcionando ajuda (Jo 14.16,17). A regeneração permite o desenvolvimento e manifestação do fruto do Espírito no cristão (Gl 5.22-25), e consequentemente a justificação divina, ela libera aos cristãos o revestimento de poder, evento que é necessário para a realização da obra de Deus (Lc 4.14; 24.49; At 1.8; 10.38).

Precisamos compreender que o arrependimento e a conversão antecedem a regeneração, pois sem eles, jamais estaríamos aptos a entrar no reino de Deus, como também receber outros eventos que sucederão. É impossível experimentar o melhor de Deus e continuar na vida pecaminosa, visto que todo esse processo resulta em uma nova criatura (2 Co 5.17). Quando um indivíduo tem essas características, não significa que o pecado tenha sido erradicado totalmente da sua vida (I Jo 1.8-10), também não é necessário usar os métodos do legalismo ou ascéticos que subjugam a carne para obter a santidade, ou seja, por meio de privações e sofrimentos (Mc 7.5-13), assim sendo, a regeneração é uma ressurreição espiritual, um começo de uma nova vida em Cristo, as coisas velhas passaram e tudo se fez novo.



Pr. Elis Clementino – Itapissuma -PE