sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

INTERCEDENDO PELO ESCRAVO FUGITIVO

ESBOÇO 659
TEMA: INTERCEDENDO PELO ESCRAVO FUGITIVO
“Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim” (Fm 11).

Há muitas coisas nesta vida que são consideradas às vezes impossíveis de se recuperar, principalmente o ser humano quando estão as margens da sociedade. É muito natural pronunciarmos palavras a respeito de alguém dizendo: Há! Fulano de tal é inútil, é irrecuperável, perdeu a confiança, é a vergonha da família e da sociedade, este não tem mais jeito, no entanto não é assim que se deve pensar, não devemos ter essa visão com relação às pessoas que cometeram alguns deslizes na vida. Mas será que existe alguma maneira para recuperar alguém que esteja dentro desse contexto? Será que quem comete um delito não merece uma chance ou uma nova oportunidade? Será que não devemos ajudar ou fazer alguma coisa por alguém que julgamos ser irrecuperável? Leia então, a carta de Paulo a Filemom e veja o que aconteceu com o escravo Onésimo.

A epístola paulina.
A epístola a Filemom é tipicamente paulina em miniatura, nenhuma secção doutrinária, porém, é incluída, pois se trata de uma missiva pessoal e inteiramente prática. A carta cujo personagem central é Onésimo, foi dirigida ao Senhor Filemom discípulo de Colosso. O escravo fugitivo “Onésimo” que aparentemente havia fugido por tê-lo furtado, após cometer essa claudicação foi para a metrópole de Roma, e lá encontrou Paulo preso, e seja como for, na própria prisão, Paulo foi capaz de levá-lo a converter-se a Cristo. O interessante é que alguns episódios acontecem justamente quando uma pessoa se converte ao Senhor Jesus Cristo, ocorrendo uma grande transformação que envolve o novo nascimento, uma nova vida e uma regeneração completa (Jo 3:1-8; II Co 5:17; Isa 43:18,19). Nessa carta Paulo usou vários argumentos para então tratar da situação de Onésimo.

O propósito da carta.
Convencer Filemom a perdoar Onésimo, seu escravo fugitivo, e aceitá-lo como um irmão na fé.

Conteúdo da carta.
Ação de graça – Eu agradeço a Deus lembrando-me sempre de ti nas minhas orações. Jamais devemos nos esquecer das boas amizades, mesmo que esteja distante; amizade não se faz somente por momento e sim para toda a vida, sendo lembrado até nas orações (v.4).

Conhecimento a respeito de Filemom - Eu sei do teu amor e da fé que tens para com os santos, e a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo (vs.5, 6). Sinto-me alegre e confortado no teu amor, porque o coração dos santos tem sido reanimado por você (v.7).

Alguns argumentos da carta.
1. O costume anterior de Filemom agir com bondade para com os outros (v.5)
2. A autoridade implícita de Paulo (v.8)
3. Seu apelo à autoridade para reforçar um solene pedido (v.9).
4.  A idade avançada e a condição de prisioneiro de Paulo serviram como alavanca para obter respeito e a boa vontade de Filemom. (v.9).
5. Onésimo era “filho espiritual de Paulo”, e, por conseguinte, irmão espiritual de Filemom. Tal homem não podia ser tratado violentamente. (v.10)
6. Já fora útil a Paulo, e assim seria para Filemom. Portanto, deveria ser recebido calorosamente, sem qualquer idéia de vingança. (v.11).
7. Paulo tinha Filemom em boa conta, e, portanto, boa esperança de que este faria tudo quanto lhe era solicitado, e até mais (com o que provavelmente, o apóstolo deixou implícito o seu desejo que Onésimo fosse emancipado, a fim de que pudesse servir como ministro do evangelho). (v.21).

A intercessão.
Paulo intercedeu sabiamente pelo escravo Onésimo, apesar do bom relacionamento que tinha com Filemom, não quis se aproveitar para ordenar, mas para interceder em nome do amor (vs.8,9). Existem muitas pessoas que não sabem interceder ou pedir por alguém, essa lição de Paulo deve ser aprendida e, sobretudo exercitada. Paulo na sua intercessão lhe fez ciente; Onésimo fora gerado nas minhas algema, ou seja, na prisão (v. 10). Usou vários argumentos em favor de Onésimo, não obstante, conseguiu a reabilitação do escravo.

Todos devem ter novas oportunidades ou chances, muitas vezes não queremos acreditar que é possível haver mudanças na vida das pessoas faltosas, simplesmente por achar que nunca falhamos, talvez por falta de conhecimento da carta de Paulo aos Gálatas (Gl 6:1-2). Devemos incentivar as pessoas exercitarem a misericórdia para com os faltosos e concedê-los novas oportunidades, se você não faz uso dela pode faltar no momento que necessitares (Tg 2:13; Mt 5:7; 18:33,35).
Quantos Onésimos espiritualmente falando estão mortos na fé pelos caprichos de homens orgulhosos protegidos por uma sigla de denominação. No ponto de vista de Filemom era não recebê-lo, mas, no entanto Paulo tinha outro conceito sobre a situação daquele escravo. E você é capaz de perdoar aqueles que o prejudicaram? Em cristo somos uma só família. Nenhuma diferença racial, econômica ou política deve nos separar. Deixe Cristo agir por seu intermédio para remover barreiras entre irmãs e irmãos em Cristo.


Pr. Elis Clementino da Silva - Paulista/PE

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

PROGRESSO ESPIRITUAL

ESBOÇO 658
TEMA: PROGRESSO ESPIRITUAL
TEXTO: PROVERBIO 4:18

            O ser humano tem a capacidade de desenvolver o seu potencial em todas as áreas da vida e maneira saudável, seja em algum empreendimento, em atos sociais, na ciência etc. Todos têm a oportunidade para desenvolver, no sentido espiritual acontece à mesma coisa, o progresso espiritual é indispensável, ele deve ser de maneira consciente e segura observando a palavra de Deus. “Quando eu era menino fazia coisa de menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.” é importante salientar que houve progresso espiritual (I Co 13:11).  Salomão fez referência dessa evolução como à luz do sol, desde a aurora até ao meio dia quando ele dá o seu brilho total (Pv 4:18). O justo vai crescendo mais e mais em força (Jó 17:9), esse desenvolvimento pode ser visível como uma luz, de maneira que o indivíduo não tenha como esconder diante dos homens (Mt 5:14). O progresso espiritual depende exclusivamente de cada indivíduo, ou seja, nós decidimos se queremos ou não desenvolver.

I. Crescendo como a palmeira e o cedro do Líbano
O crescimento espiritual deve ser comparado ao de uma árvore com as suas raízes. Vejamos essa alegoria: O cedro do Líbano tem raízes profundas, nos primeiros três anos suas raízes podem alcançar 1,50m, o seu crescimento é lento somente depois do quarto ano é que ela começa a se desenvolver e pode chegar a mais de 40m de altura, na proporção que ele vai crescendo se desponta torna-se visível de longe. A figura da palmeira e o cedro expressam verdades sobre crescimento, estrutura e frutos (Sl 92:12). Na vida social o indivíduo precisa crescer sustentavelmente e produzir coisas importantes, da mesma maneira deve ser na vida espiritual.

II. Largando as coisas inúteis que nos impeçam de crescer
Para desenvolver o corpo saudavelmente faz-se necessário livrar-se de alguns impedimentos como: As doenças, procurar alimentar-se bem, entre outros. No sentido espiritual também é preciso crescer com uma alimentação saudável com todos os nutrientes que a palavra de Deus têm, assim tem crescimento normal (I Pe 2:1,2), esse é o alimento que dá sustentação e faz crescer espiritualmente “a palavra de Deus.” “...E isso para que vocês vivam de maneira digna do Senhor e em tudo possam agradá-lo, frutificando em toda boa obra, crescendo no conhecimento de Deus.” (Cl 1:9,10; 2 Pe 3:18), mas isso não é tão fácil como se pensa, precisamos ter domínio próprio para alcançar o alvo “E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós porém, uma incorruptível (I Co 9:25). Se o nosso alvo é crescer espiritualmente a receita é essa, abster-se das coisas que implicam no nosso desenvolvimento espiritual. Há algumas coisas que precisamos deixar para trás tais como: As picuinhas “implicância, teimosia, pirraça”, para crescer ajustadamente, crescer em Cristo é necessário (Ef 4:15,16).

            Procuremos progredir espiritualmente produzindo frutos que indiquem essa progressão. O crescimento deve ser uniforme conforme a ilustração da palmeira e o cedro, eles crescem verticalmente enquanto as suas raízes se aprofundam. Os cristãos necessariamente precisam ter essas raízes profundas para suportar o sopro dos ventos e na sequidão possas suportar o calor, ou seja, as adversidades. O cristão novo convertido precisa aprofundar as suas raízes, porque quanto mais elas se aprofundam, mas estabilidade tem. A melhor maneira de o cristão ganhar estabilidade espiritual é através da palavra de Deus, e não através de outros meios inventados por muitos líderes religiosos da atualidade. “Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.” (Sl 1:2-3).

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

ESBOÇO 657
TEMA: A INTEGRIDADE
Texto: I Samuel 12:2-5

            Ser íntegro é um princípio fundamental para todos, independentemente de qualquer que seja a raça, cor e religiosidade. A integridade está intrinsecamente ligada à vida moral do indivíduo, embora nem todos dêem acuidade a integridade e a reputação, mas faz-se necessário. A honestidade não se adquire com dinheiro, mas com ensinamentos que começa desde a infância, uma boa conduta em meio a uma sociedade corrompida é igual a uma pérola encontrada em uma mina, principalmente quando se refere aos cristãos. O caráter e a moral são princípios aprendidos no meio familiar.
                                                         
O que é reputação:
É uma avaliação social em relação a uma pessoa, um grupo de pessoas ou uma organização, isso se constitui num importante fator em muitas áreas como:  Negócios e comunidades. Existem pessoas que não se preocupam com a sua reputação, para tais indivíduos o povo falar o que falar ele não está nem ai, isso é muito ruim e prejudicial, principalmente para aqueles que se dizem cristãos. A Bíblia mostra que houve pessoas íntegras e de boa reputação, como também as de má fama.

O que é integridade:
É uma palavra de origem latina “integritate” qualidade ou estado do que íntegro ou completo, cujos sinônimos são honestidade, honradez e retidão. A integridade pode ser pessoal está vinculada a ética. Ser íntegro, de uma forma simples é o testemunho que as outras pessoas dão de nós ou daquilo que somos, por isso, ser integro alude ao agir com retidão, com a verdade, com justiça e transparência, isto é, sem máscaras, com imparcialidade e com seriedade, princípios que o indivíduo não deve olvidar, além de preservá-los durante a sua vida em quaisquer circunstancias.

Personagens bíblicas
A Bíblia Sagrada cita vários personagens que foram tiveram boa reputação e foram íntegros, destaquemos pelo menos dois deles, José do Egito e Samuel. Vejamos nesses textos sobre a postura de José: “Gn 37.2-4; 19-20; 37-36; Jó 1:1; Lc 2.25). José manteve a sua integridade e fidelidade a Deus em todas as circunstancias. Samuel, profeta e juiz, conhecido como homem de Deus (I Sm 9:1-6). Samuel serviu a Deus perante o sacerdote Eli desde criança, por quase a sua vida julgou em Israel a todos que vinham a ele, mas na sua velhice ele foi rejeitado pelo povo (I Sm 8:7). Saul foi aclamado a rei de Israel e na reunião solene de transição Samuel reúne a multidão e faz uma declaração sobre a sua vida moral e espiritual “Agora, pois, eis que o rei vai adiante de vós. Eu já envelheci e encaneci, e eis que meus filhos estão convosco, e tenho andado diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje, testifiquem contra mim perante o SENHOR, e perante o seu ungido, a quem o boi tomei, a quem o jumento tomei, e a quem defraudei, a quem tenho oprimido, e de cuja mão tenho recebido suborno e com ele encobri os meus olhos, e vo-lo restituirei. Então disseram: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem recebeste coisa alguma da mão de ninguém. E ele lhes disse: O SENHOR seja testemunha contra vós, e o seu ungido seja hoje testemunha, que nada tendes achado na minha mão. E disse o povo: Ele é testemunha.” (I Sm 12: 2 - 5)

1. O rei que vocês pediram está ai (Saul);
2. Eu já fiquei velho e de cãs brancas;
3. Meus filhos vão continuar com vocês;
4. Eu tenho andado diante de voz desde a minha mocidade;
5. Testifiquem contra mim perante o Senhor e perante o seu ungido;
6. A quem tomei um boi, a quem tomei um jumento;
7. A quem defraudei;
8. De quem recebi suborno ou a ele encobri os meus olhos;
9. Se eu tenho eu quero restituir.

É plausível a atitude de Samuel em expor com muita convicção a respeito da sua vida moral perante o povo, não era um desabafo, mas um momento histórico e de transição, pois daquela hora em diante Saul seria o primeiro rei de Israel. Os homens de Deus devem ser desprovidos de qualquer maldade e imoralidade, coisa que muitos chamados de “homens de” não querem ser porque há algo que os impede, sem dúvidas é o orgulho, a falta de pudor e a prepotência elevada, isso acontece muito quando o indivíduo se torna famoso. O que nos chama a atenção foi a humildade de Samuel naquele momento, apesar de ter sido rejeitado pelo povo ele não perdeu a sua postura. Tenho conhecimento que um dos presidentes da república do nosso país se negou a passar a faixa presidencial ao seu sucessor por motivos pessoais e políticos, isso é um péssimo exemplo para um estadista e falta de equilíbrio emocional, essa atitude revela a incapacidade de ser um chefe de uma nação.

Uma das nossas preocupações deve ser em relação a nossa conduta moral e espiritual. Os exemplos apresentado nesse mote mostra dois homens que testemunharam da sua vida moral e espiritual, a maneira como eles procederam devem ser observados por todos, principalmente os que professam a sua fé em Deus como fez José do Egito e Samuel, o próprio povo confirmaram o que ele disse em público Responderam eles: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma da mão de ninguém. Ele lhes disse: O Senhor é testemunha contra vós, e o seu ungido é hoje testemunha de que nada tendes achado na minha mão. Ao que respondeu o povo: Ele é testemunha.” (I Rs 12:4,5). Jesus interrogou os discípulos para saber o que o povo dizia a seu respeito, ao ouvir a resposta seria definido o grau de importância que suas palavras e obras teriam sobre a vida deles, embora ele soubesse que o conceito sobre ele era respeitável, era um conceito tão elevado que foi comparado com os profetas, Elias, Jeremias e João Batista (Mt 6:13). Quando procuramos saber o que o povo diz ao nosso respeito podemos fazer uma análise e mudar alguns conceitos e atitudes que talvez precisem ser mudados. Pensemos um pouco sobre a nossa conduta moral e espiritual na sociedade em que vivemos, sejamos sal e luz. ZELE PELA SUA INTEGRIDADE.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE