sexta-feira, 14 de junho de 2013

ESBOÇO PARA CASAIS




ESBOÇO
TEMA: PARA CASAIS
Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher”. “Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem”. (Mc 10.7,9).

O casamento foi a primeira e mais antiga instituição humana, Deus o instituiu com a finalidade de promover o bem estar do homem e da mulher, e através dessa união povoar a terra. O casamento é a união durável entre duas pessoas de sexos diferentes; os cônjuges devem se habilitar com legitimação religiosa e civil.  Entendemos que após a nossa edificação espiritual, o casamento é a mais importante de todas as edificações, e isso já se constitui o motivo para que cuidemos dele. Mas para isso são necessários alguns requisitos importantes, são eles: relacionamento, conhecimento dos problemas, desempenho na relação sexual e compreensão das necessidades do outro.

Relacionamento
Quando ponderamos sobre relacionamento compreendemos que há um vasto campo há ser explorado, mas é importante saber que há dois tipos de relacionamentos consideráveis, são eles: o intrapessoal e o interpessoal. Eu digo que quando as pessoas não vão bem consigo mesmas, jamais poderão ir bem com as outras. Sabemos que existem inúmeros fatores que contribuem para o mau relacionamento entre marido e mulher. Esses têm sido objeto de estudo com a finalidade de melhorar a vida a dois.

“Olhe para a pessoa que está do seu lado e diga: você é a pessoa mais importante da minha vida”.

Essas palavras devem ser sempre ditas ao seu cônjuge, porque o bom relacionamento é importante para uma vida conjugal saudável e próspera, ou seja, não há felicidade entre os cônjuges quando não há um bom relacionamento. Cada pessoa sente a necessidade de ser ouvida, isso é comum entre elas. Quando alguém, especialmente o nosso cônjuge, não nos escuta com os ouvidos e nem com o coração, sentimo-nos mal-amados e, involuntariamente nos distanciamos dele. Os seguintes pontos, quando não observados na comunicação, indicam que a vida conjugal não vai bem e está em crise: (1) Os cônjuges não devem negar-se a dialogar sobre as dificuldades do casamento; (2) Eles devem ser atenciosos e não responder até que a outra pessoa tenha acabado de falar (Pv 18:13; Tg 1:19); (3) Seja tardio para falar, pense antes. Não seja apressado. Fale de tal forma que a outra pessoa compreenda e aceite o que você está dizendo (Pv 15:23,28; 21:23; 29:20; Tg 1:19); (4) Fale sempre a verdade, mas faça-o em amor; (5) Não exagere (Ef 4:15; Col 3:9); (6) Jamais use o silêncio para frustrar o companheiro (a), mas explique o motivo pelo qual você não quer falar naquele momento, e não demonstrando falta de interesse em ouvir o outro; (7) Não se envolva em brigas, é possível você discordar sem elas (Pv 17:14; 20:3; Rm 13:13; Ef 4:31); (8) Não responda com raiva, use a resposta branda e bondosa (Pv 14:29; 15:1; 25:15; 29:11; Ef 4:26,31); (9) Saiba que a comunicação no casamento não é tudo, mas, com certeza, com uma boa comunicação evitaremos muitos problemas; (10) Tenham cuidado! A falta de uma boa comunicação pode comprometer o seu casamento e, consequentemente, a sua família.

A palavra de Deus no ensina que devemos coabitar com as nossas esposas com entendimento (I Pe 3,7). Jamais trate a sua esposa e mãe dos seus filhos, como: lavadeiras, cozinheiras, passadeiras, objetos de prazer sexual, pois o nosso tratamento reflete na formação dos filhos. (se queremos o melhor para eles devemos ser exemplo. Os filhos devem ser criados de forma consciente, visando o bem estar deles; o ensino é fundamental, tanto na educação em casa quanto a cristã, por isso os pais não devem discutir na presença dos filhos e nem provocar ira neles). Não culpe ou critique a pessoa que você ama, ao invés disso, restaure... Anime.... Edifique (Rm 14:13; Gl 6:1; I Ts 5:11)

Os problemas
Já falamos que há diversos problemas que contribuem para um mau relacionamento entre os casais; muitos deles são consequências da correria do cotidiano. Hoje há um mal que atinge uma boa parte da humanidade: o chamamos de estresse, “o mau do século”, cujos sintomas depressivos e transtornos do humor afetam diretamente o relacionamento das pessoas. Uma pessoa extremamente estressada e mal humorada não ouve e nem fala bem, ela torna-se uma pessoa insuportável. Conviver com pessoas assim pode ser extremamente sofrível, principalmente para os filhos menores que se aterrorizam diante das explosões. Fora das crises a pessoa recobra o seu controle, mas freqüentemente tenta justificar suas ações por que qualquer coisa lhe “tira do sério”. São aquelas pessoas que se dizem calmas, mas “não mexam com elas”. Além do mau-humor, as pessoas depressivas magoam-se com mais facilidade, tendo em vista a sua autoestima rebaixada e insegura, e com a tendência ao ciúme e sensação de não serem amadas; entretanto, algumas pessoas com depressão atípica “anormal” costumam estar constantemente de mal com a vida. Satisfazê-las será sempre um problema sério. Cuidado com a tolerância zero.

Atualmente com o desenvolvimento tecnológico, muitas pessoas não sabem ainda conviver com esse avanço. Dessa modernidade vamos destacar “as redes sociais”. Muitos casais estão deixando de lado os momentos íntimos entre eles para estarem no computador nas madrugadas; isso tem gerado muitas crises no casamento. Muitos pastores estão ouvindo essa reclamação de ambas as partes, e às vezes, os casos estão tão evoluídos que se torna impossível reverter o quadro. Essas coisas tiram de um e do outro o direito (I Co 7.5), a não ser por consentimento mútuo. Isso é perigoso e pode levar à infidelidade conjugal, dependendo de como você está se relacionando nas redes sociais. Fidelidade sexual – Implica no cumprimento básico de que o cônjuge deve suprir as necessidades sexuais do seu parceiro ou parceira. Necessidades não supridas têm sido uma das principais causas de infidelidade.

A vida conjugal pura e ética é aquela que está dentro dos padrões estabelecidos por Deus (Hb 13.4), e a prática sexual deve ser realizada no tempo certo, na hora certa e com a pessoa certa. Na intimidade do seu casamento, e na privacidade do seu quarto, o homem e a mulher aprendem, gradualmente, o significado do casamento tornando-se os dois numa só carne. E nesse processo de aprendizado você vai aperfeiçoando seu relacionamento, e se descobrem como ajudar no prazer sexual um do outro. O prazer sexual não é antiético, antiético é o marido ficar devendo à mulher o prazer no ato da relação sexual; mas ser ético é ficar preocupado mais com a satisfação da mulher do que com a sua própria durante o ato. O marido deve ficar ciente de que a sua esposa considera o ato sexual como parte de um relacionamento total com ela, o marido não pode só pensar em si. Há muitos casais que se sentem proprietários um do outro, por isso eles não se sentem na posição de conquistadores. O que você tem feito ao longo da sua vida conjugal para conquistar sua mulher ou seu marido? Será que a sua forma de conquistar tem sido correta?

O desempenho no relacionamento sexual
O desempenho de uma relação sexual depende muito do preparo psicológico e do estado emocional. Preparar-se é imprescindível, porque você irá satisfazer a pessoa mais importante da sua vida, tanto emocional como fisicamente. O prelúdio é importante, ele é o responsável pelo sucesso do ato. Não podemos esquecer que o maior bem a ser compartilhado é o amor e nada deve pôr em risco o desempenho desse ato.

10 coisas que podem comprometer o ato sexual
(1) Uma palavra desagradável de um dos cônjuges; (2) A recordação de algo do passado de um dos cônjuges, estas e outras são motivos de bloqueio durante o ato; (3) Qualquer ação grosseira nessa hora; (4) O Silencio no ato da relação sexual; (5) A não correspondência de caricias e de palavra; (6) O choro de uma criança que requer cuidado; (7) Uma chamada telefônica de alguém; (8) Uma pessoa batendo na sua porta; (9) Um cão latindo próximo a janela do seu quarto; (10) Um ambiente desfavorável.

Compreender as dificuldades um do outro
Além das dificuldades já mencionadas, ainda existem outras que devem ser compartilhadas, os problemas físicos como: Falta de apetite sexual, pode ser uma (disfunção hormonal, próstata); Falta de lubrificação – (dificuldade na excitação, reposição hormonal); Dificuldade no relaxamento sexual – presença do orgasmo; Recomenda-se depois do ato sexual haja comentário, beijos, caricias, para que o seu parceiro ou parceira sinta-se valorizado. O casamento silenciosamente amargurado e hostil, sem sexo, pode ter dois caminhos: Continuar sem gosto, sem sal, sem sexo, sem aparência da realidade, sem afeto natural, ou, separação amigável.

O casamento foi instituído por Deus e é uma sociedade entre duas pessoas onde o primeiro bem a ser compartilhado é o amor, e, portanto, deve-se evitar qualquer tipo de coisa que venha comprometê-la. Devemos realizar todos os esforços para manter um bom relacionamento, além de buscar ter um bom desempenho conjugal compreendendo as dificuldades entre si. Vale a pena reunir todos os esforços para manter o seu casamento, porque não há nada que compense a destruição dele. Aconselho aos casais terem muito diálogo antes de tomar qualquer atitude precipitada, sobretudo buscar a direção de Deus e a graça para vencer, sem deixar de pensar no melhor para a sua família.


“O MAIOR BEM A SER COMPARTILHADO É O AMOR”

“ORAR PELOS CASAIS”

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

ALCANÇANDO O SUCESSO ESPIRITUAL


ESBOÇO 496
TEMA: ALCANÇANDO O SUCESSO ESPIRITUAL
Meditação: Salmo 1.1-6.

Todos desejam sucesso na vida, entretanto, muitos não almejam a mesma coisa na vida espiritual. Portanto, para poder alcançar o que se deseja é necessário saber que acima de tudo está a nossa consideração à palavra de Deus, e reconhecer o lugar que ela ocupa em nossas vidas. O Salmo primeiro refere-se ao justo e ao ímpio, tornando clara a diferença entre ambos. É importante saber que o sucesso do justo é atribuído à importância que ele dá às Escrituras Sagradas e à maneira como nos aplicamos a ela; mas para isso somos advertidos a meditar nela de dia e de noite (Js 1.8; Sl 1.2).

Felicidade do justo
Este Salmo inicia-se com o vocábulo “bem-aventurado”, essa palavra no hebraico significa “felicidade”, ou como chamamos “feliz”, pois o justo ele goza tanto da alegria interior quanto da exterior (Sl 4.7). A Bíblia nos revela que não há outra maneira de se alcançar esse felicidade, a não ser pela própria palavra de Deus (Sl 1.1,2; Js 1.8).

Em busca da felicidade
Sabemos que o alvo da humanidade é a felicidade e o prazer, mesmo que se busque de forma imprópria, porém, existem aqueles que realmente buscam de maneira adequada, mas quem são esses? A felicidade e os valores espirituais não são encontrados no mundo, mas na sua separação, e na maneira obediente ao servir a Deus (Sl 1.1; I Jo 2.16; Mt 5.3-11). A felicidade e os prazeres que o mundo oferece são passageiros, e geralmente terminam em frustrações (Lc 15.)

Caráter espiritual
Há uma diferença entre o caráter do justo e o do ímpio; as atitudes dos justos são diferentes, ou seja, os justos não agem como os ímpios (Pv 4.18; Is 26.7). Este salmo afirma que os justos têm conduta diferente da do ímpio, porque o homem justo se despiu do velho homem e se revestiu do novo homem (Ef 4.22,24).

Vida santificada
O que caracteriza o justo é a sua vida de santidade perante Deus (I Ts 4.3,7), isso é o que faz a diferença entre o justo e o ímpio (Sl 1.1). A nova maneira de viver é o resultado de uma vida santificada (I Ts 4.1); as coisas velhas passaram (2 Co 5.17). Depois dessa mudança ele não pode mais andar como andam os ímpios (Rm 13.13), mas em uma vida de santificação (I Ts 4.4).

Vida cristã triunfante
Há razões para que o cristão tenha uma vida triunfante: (1) ele tem o seu prazer na Lei do Senhor e nela medita dia e noite (Sl 1.2); (2) ele se satisfaz plenamente na palavra de Deus (Sl 119.97); (3) ele edifica a sua casa espiritual na Palavra (Mt 7.24,25).

Prazer na Palavra de Deus
Os que amam a Deus têm o seu prazer na sua Lei antes de tudo, ele pensa e pondera sobre os preceitos do Senhor (Sl 1.2a; Sl 119.24), conforme Paulo disse (Rm 7.22). A nossa vitória está em darmos valor à Palavra de Deus, somos tidos por bem-aventurados (Ap 1.3). O real prazer do crente está em meditar constantemente (Sl 1.2b); não um simples hábito de ler, é muito mais que isso, “é meditar”, se esforçando a todo o momento para conseguir obter a vontade divina sobre si (Ef 5.17). Devemos observar o que o Senhor disse a Josué: “Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite...” (Js 1.8a). Esse sem dúvida, é o segredo da prosperidade espiritual.

Obediência através da Palavra
Quando o crente tem prazer na palavra de Deus ele é obediente. Isso acontece naturalmente (Rm 6.17). Foi por isso que Paulo elogiou os crentes de Roma (Rm 16.19), e consequentemente, a obediência resulta em bênçãos (Dt 28.1,2). Assim como as bênçãos procedem da obediência, os castigos vêm em decorrência da desobediência (Dt 28.15), por isso é melhor obedecer do que sacrificar (I Sm 15.22).

O sucesso espiritual do crente
Conforme o que já entendemos, todo sucesso é resultante de uma vida separada do mundo pecaminoso.  Essa diferença é vista quando se dá valor à palavra de Deus (Jr 2.31a) e dela faz sua meditação diária (Sl 119.148; I Tm 4.15). O salmista compara o crente a uma árvore frutífera plantada junto ao ribeiro de água (Sl 1.3a), isso revela a esperança do crente e o seu sucesso espiritual (Jr 17.7,8). Uma árvore alimentada não aceita fracassos como secar as suas folhas; suas raízes estão firmes e sempre se renova (Jó 14.7-9). O crente prospera, essa prosperidade está atrelada à palavra de Deus e a sua obediência ao Senhor.

Situação espiritual dos ímpios
O contraste é visto e a diferença é grande (Ml 3.18; Sl 1.4; Pv 10.6). Além do mais eles não têm paz (Is 48.22) e não subsistirão no juízo (Sl 1.5a). Aqui não se trata do julgamento futuro, mas de algo que acontece a cada dia na vida deles. Os tais não podem suportar temporal ou, espiritualmente, o julgamento divino (Sl 37.10), e receberão a sua recompensa (Rm 6.23).

            Amados, meditemos sempre na palavra de Deus, ela é a única fonte de alimento espiritual para sermos felizes e prósperos. Devemos fazer a diferença com uma vida santificada pela palavra, que nos garante brilhar como luz diante de um mundo pecaminoso que jaz no maligno, porque aqueles que não fazem a diferença certamente perecerão, e estão reservados para o dia do juízo (2 Pe 3.7).

Atualizado em 19/06/2013

Pr. Elis Clementino - Itapissuma