quarta-feira, 29 de maio de 2024

ESBOÇO 1365 ASSUNTO: PORQUE OS INOCENTES E OS JUSTOS SOFREM?

ESBOÇO 1365
ASSUNTO: PORQUE OS INOCENTES E OS JUSTOS SOFREM?
TEXTO: “Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como o impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme juramento” ECLESIÁSTES 9:2
 
               Essa é uma interrogação que surgem na mente de muitas pessoas, embora ela seja difícil de explicar. Conforme a Bíblia sagrada, podemos compreender um pouco porque os inocentes sofrem, pois tudo o que existe nesta vida tem sentido. Irei comentar de forma bem suscita sobre os sofrimentos tanto dos inocentes, justos e injustos.
 
I.                 Os questionamentos sobre os sofrimentos.
Alguns questionamentos são feitos por todos os homens sobre os sofrimentos da vida, porém, em parte sabemos as razões quando estudamos a doutrina do pecado “Hamartiologia”. Há uma expressão do profeta das lamentações sobre o pecado (Lm 3:39; Pv 21:8a). Então, concluímos que o homem sofre pela violação aos mandamentos divinos, essa é a causa original (Rm 5:12). Para nós cristãos os sofrimentos fazem parte da lapidação divina no aperfeiçoamento humano, cuja finalidade é reconduzi-lo a Deus. O ser humano aprende tudo concernente a vida através dos sofrimentos, é uma espécie de barro trabalhado pelo oleiro (Rm 9:20-21). Outros entendem que qualquer sofrimento na vida é porque o indivíduo praticou algum pecado como pensaram os amigos de Jó.
 
II.                A Visita dos Amigos de Jó.
Meditemos um pouco sobre Jó, ele era um homem justo, temente a Deus e que se desviava do mal (Jó 1:1,8), esse foi o testemunho que o próprio Deus deu a respeito de Jó. Consideremos o que seus amigos, Elifaz, Zofar, Bildade e Eliú, pensavam de Jó. Sensibilizados com a situação do amigo, resolveram aparecer para consolá-lo, mas, ao se depararem com uma situação trágica e o estado de miséria, ficaram sem palavras (Jó 2:12-13), mas após dias iniciaram suas falas, era como uma cessão de tortura psicológica contra Jó.
 
III.               Elifaz exorta Jó.
A perplexidade de Elifaz, que veio de Temã, uma cidade ou clã edomita, vendo-o a situação do amigo, fez a primeira pergunta a ele: se alguém falar, ficará sem fôlego? Ele estava preocupado com o que falar, pois as suas palavras poderiam incomodar o seu amigo sofredor (Jó 4:1-2). Elifaz começou a falar sobre os bons feitos de Jó na sociedade (Jó 4:3,4), mas agora está neste sofrimento e perturbado, vejam bem o que ele disse: porventura não era o teu temor a Deus, a tua confiança, e a tua esperança, a sinceridade dos teus caminhos? Lembra-te agora, de qual inocente que jamais pereceu? E onde foram os sinceros destruídos?
 
Muitas vezes temos o mesmo entendimento de Elifaz quando vimos alguém que consideramos justo sofrendo, não é? Eu presenciei quando um irmão visitava um enfermo e disse-lhe: “vamos orar por você para Deus perdoar-lhe os pecados, só assim essa doença vai embora, e contou uma experiência, um irmão estava doente por haver pecado, mas foi curado após a sua confissão”, essa palavra não deveria ser dita naquele momento, pois foi isso que Elifaz fez, prejulgando Jó de haver cometido pecados (Jó 4:6-7). Ora! Tanto os justos quanto os ímpios estão sujeitos as mesmas desventuras da vida e até em ralação a morte, o justo pode morrer precocemente e o ímpio ter longa vida (Ec 7:15). A provação que Jó estava passando não era o castigo ou a ira de Deus sobre ele como pensavam seus amigos.

IV.              Elifaz exorta Jó a buscar a Deus.
Quando o propósito vem de Deus, podemos orar, jejuar e nada muda, apenas ele auxilia a nossa fé para que ela não desfaleça. “O Senhor disse a Paulo, a minha graça te basta”, pois Jó havia sido justificado pelo Senhor. O que Elifaz dizia a respeito dos feitos de Deus era certo, mas aplicado na hora errada e para a pessoa errada, isso afligia Jó ainda mais (Jó 5:1-27).
 
V.               Jó Justifica   as suas Queixas.
Jó não podia fazer nada, a não ser justificar-se, mesmo assim nada adiantou (Jó 6:1-15), seus velhos amigos continuaram a acusá-lo de pecados. Bildade refuta as palavras de Jó e justifica a Deus por tudo o que estava ocorrendo na vida dele (Cp. 8). Jó entendia que não podia contender com o Senhor, apenas, ele descreve a grandeza de Deus e pede alívio para a sua miséria (Jó 9:1-35), entretanto eles continuaram as exortações a Jó, e ele sempre se defendendo das acusações, porém, nada estava mudando, tudo o que eles diziam era como se Deus houvesse dado as costas para Jó.
 
VI.              Os Propósitos de Deus.
Muitas vezes não entendemos os processos traçados por Deus, permitindo aos seus servos passarem. Certas ocasiões são batalhas espirituais que estamos envolvidos, sem, contudo, conhecermos os detalhes. O processo que Jó estava passando foi uma batalha espiritual para que fosse comprovada a sua integridade para com o seu Deus (Jó 1:6-12), nem mesmo Jó sabia do que estava ocorrendo com ele. Na realidade não sabemos sobre as batalhas espirituais que acontecem com a permissão divina, quando isso acontece é para alguma finalidade (Rm 8:28). Em certas ocasiões somos modelados como o barro nas mãos do oleiro para que nos tornemos um vaso melhor, esse foi o propósito de Deus levar Jeremias a casa do oleiro (Jr 18:1-6). Nenhum de nós estamos isentos de cair nas mãos desse oleiro. O Último amigo de Jó a falar atacando Jó foi Eliú o mais novo (Jó 32:1-6). Mas Deus estava contemplando tudo! (Sl 33:13; Jr 23:23,24).
 
VII.            A Confiança Inabalável.
Nada poderia abalar a confiança de Jó, a sua fé estava firme como uma âncora (Hb 6:9). Jó acusa seus amigos de falta de compaixão e misericórdia e convida-os para sentirem a dor da sua alma (Jó 16:1-4). A dor dos outros parece não doer em nós.
 
A história de Jó é a maior lição de confiança no Senhor, mesmo quando tudo acaba. A visão que os amigos de Jó tinham dele era que nunca mais ele se levantaria e que as suas riquezas haviam sido sepultadas sem que ele pudesse reavê-las. Mesmo instigando Jó, Bildade diz que, se Jó for puro e reto, o seu último estado seria maior que o primeiro (Jó 8:6-7). Na verdade, Deus mudou o cativeiro de Jó quando ele orava pelos seus amigos e o seu último estado, de fato, foi realmente melhor que o primeiro (Jó 42:12a). Tudo quanto passamos na vida, independe de religiosidade, porém, aqueles que servem a Deus sempre terão vantagem no sofrimento. Amados, a palavra de Bildade se cumpriu, não porque Jó havia se arrependido, mas pela misericórdia de Deus em ação.
 
Pr. Elis Clementino.

 

segunda-feira, 27 de maio de 2024

ESBOÇO 1364 TEMA: A VOZ DE DEUS E A APARIÇÃO DE ANJOS.

 

ESBOÇO 1364
TEMA: A VOZ DE DEUS E A APARIÇÃO DE ANJOS.
TEXTO: GÊNESES 12:1; 18:1,2.
 
Durante o assunto falarei sem pormenores sobre personagens sobrenaturais, “os anjos”. Conforme a Bíblia, eles existem antes da criação do mundo, eles são mensageiros a serviço de Deus, também são enviados para servir aos homens. Angelologia ou angiologia é um ramo da teologia que estuda os anjos. Esse assunto é pouco ensinado em muitas igrejas, mas irei falar sobre os anjos de maneira simples e suscita e sem detalhes sobre o tema.
 
A.     Estudos dos Anjos:
Não temos nenhum conhecimento sobre quanto tempo os anjos foram criados, porém, podemos considerar indefinido, apenas há citações da sua existência (Jó 38:4,7; Is 14:12). Há muitos textos na Bíblia onde há manifestações de anjos (Gn 18:12-15; 16:7-14; 19:1,2; 28:10-12; Ex 3:1; Nr 23:31-35; Js 5:13-15; Jz 2:1-4; 6:11-24; 13:6-21). A palavra anjo origina-se do grego que significa mensageiro, eles são seres celestiais criados por Deus para serem seus mensageiros e executarem as suas ordens. Os anjos não têm vontade própria, eles apenas cumprem as ordens de Deus (Sl 103:20), eles também podem prestar serviço em favor dos justos, principalmente cooperando para o bem daqueles que hão de herdar a salvação (Sl 34:7-9; 91:11; hb 1:14). Conforme o escritor aos hebreus, Jesus é maior que os anjos (Hb 1:4-14), e somente a ele devemos adorar.
 
Esta doutrina é pouco difundida em muitas igrejas cristãs, no entanto, o apóstolo Paulo alertou os cristãos de Colossos a terem cuidado (Cl 2:18), atualmente precisamos falar um pouco sobre o papel dos anjos.
 
B.     Deus falando com o Homem:
No princípio, os homens ouviam a voz de Deus, Adão foi o primeiro homem a ouvir, não há nenhuma revelação de que o anjo falou com Adão, mas o próprio Deus, isso pode ser pela ligação direta entre Deus e o homem. No meu ponto de vista, o Senhor poderia ter enviado um anjo, mas ele próprio veio ter com o homem (Gn 2:16; 3:8-10).
A primeira citação de anjo foi quando Adão e Eva foram expulsos do Jardim (Gn 3:23-24). Apesar de o homem ter caído, Deus continuou a falar com ele. Mais tarde, Deus falou com Caim, quando ele se preparava para matar seu irmão Abel (Gn 4:5-7).
Posteriormente o Senhor falou com Noé (Gn 6:13,22); Deus falou com Abraão (Gn 12:1), nessas falas não há nada que indique que tenha sido um anjo. A aparição de anjos é chamada de “teofania” eles aparecem a Abrão nos carvalhais de Monre (Gn 18:1-30), esses podem ter sido os que foram a casa de Ló em Sodoma, vale apena ler o texto, ele será muito edificante.
 
O Anjo do Senhor apareceu ainda a várias pessoas tementes a Deus, citaremos alguns: O anjo do Senhor aparece a Agar e dar-lhe conselhos (Gn 16:7-16; 21:8-20); Anjos apareceram em Sodoma na casa de Ló, eles foram à casa de Ló com poderes para destruir a cidade (Gn 19:1-29); Jacó lutou com um anjo (Gn 32:22-32); um anjo se apresentou a Balaão (Nr 22: 31-35); o anjo apareceu a Josué (Js 5:13-15); o povo ouviu a voz do anjo proferindo a justiça divina pela desobediência, e o povo chorou (Jz 2:4); o anjo do Senhor fala com Gideão (Jz 6:11-14; o anjo do Senhor aparece a Manoá e a sua mulher e promete-lhe um filho (Sansão) (Jz 13:3); o Anjo do Senhor também apareceu a Daniel (Dn 6:21); apareceu também ao profeta Zacarias (Zc 1:3).
 
C.      Anjos caídos mantidos em prisões.
O apostolo Judas cita em sua epístola que anjos maus são mantidos em prisões, foram reservados por Deus em trevas, presos com correntes eternas para o juízo do grande Dia (Jd 1:6).
 
D.     Anjos No Novo Testamento:
No Novo Testamento há registro do aparecimento de anjos e não somente aparecer, mas se comunicar e interagir com as pessoas. Um anjo apareceu a Zacarias (Lc 1:11-13). Aparece a Maria (Lc 1:28,29); anjos apareceram aos pastores anunciando o nascimento do Messias (Lc 2:8-15). Um anjo falou a Felipe para ele ir para Gaza (At 8:26). Um anjo apareceu numa visão a Cornélio (At 10:3); anjos no sepulcro de Jesus (Jo 20:11-18); anjos aparecem na ascensão de Jesus (At 1:10,11). Pedro foi liberto da prisão por anjos (At 12:5-12). Um anjo aparece a Paulo (At 27:23). O anjo aparece a João na ilha de Patmos (Ap 1:1).
 
E.      Proteção Angelical:
Os anjos de Deus estão ao seu serviço, eles são mensageiros, para também dar proteção ao seu povo, como dissemos anteriormente. Davi disse que o anjo do Senhor acampa ao redor dos que o temem, e os livra (Sl 34:7). Os anjos dão proteção para aqueles que andam com Deus (Sl 91:11-12).
 
               Por tudo o que os anjos representam para nós, não devemos prestar culto a eles ou adorá-los (Cl 2:18), e nem mesmos eles querem ser adorados (Ap 22:8,9; 19:10). Precisamos ter muito cuidado para não ter uma (visão ou confundir com anjo, ou tratá-los como se fossem anjos). A nossa proteção espiritual é divina, as formas como ele nos protege só o Senhor sabe. Conforme o apóstolo Pedro, o diabo anda ao nosso derredor procurando a quem possa tragar (I Pe 5:8), porém, em nosso redor há proteção angelical. O Senhor nos guarde de todos os males, dando-nos proteção em todos os aspectos da vida.
 
Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 23 de maio de 2024

ESBOÇO 1363 TEMA: O SACIADO E O FAMINTO.

 
ESBOÇO 1363
TEMA: O SACIADO E O FAMINTO.
TEXTO: Saciado o apetite, calca aos pés favo de mel; para o faminto tudo o que é amargo é doce. PROVÉRBIOS 27:7.
 
Na Bíblia Sagrada, nada foi escrito sem significado, mesmo que alguns assuntos nos pareçam contraditórios. Desejo escrever nesse assunto que o homem tem a capacidade de valorizar algumas coisas e desmerecer outras. O texto escolhido é uma metáfora de satisfação e insatisfação. Os escritos de Salomão são séries de ensinamentos importantes, entre eles é apresentado sobre o homem saciado e o faminto, ambos com diferentes ações. Irei comentar este versículo de uma maneira singela, enfatizando a necessidade de manter o alimento espiritual.

I.                 O homem é um ser tricotômico.
Ele é composto de espírito, alma e corpo (I Ts 5:23), ele tem desejos, vontades e capacidade de aceitar ou rejeitar as coisas boas, ou ruins. “A satisfação e a insatisfação são estados de espírito que podem influenciar nossa percepção das coisas” (Pv 27:7).
 
II.                A fartura e a necessidade.
1.      Quando o homem tem alimentos com fartura, ele sacia-se e após saciado não deseja mais continuar se alimentando da mesma comida, ou seja, saciou-se, parou. Saciado e com o estômago cheio, ele rejeita até os alimentos mais deliciosos e até o pente de mel.
2.      Na necessidade, para o homem faminto, todo amargo é doce, o preço do pão é conforme a necessidade, ele valoriza até o que muitos rejeitam.
 
III.              Lição espiritual.
Quando os cristãos têm alimento espiritual em abundância, muitos deles não dão valor, esses consideram-se saciados, rejeitando o alimento mais precioso que é o ensino da “palavra de Deus”. Os fartos podem negligenciar não valorizando aquilo que eles têm de melhor, porém, para o homem espiritualmente faminto todo amargo é doce, mas aí, é onde está o perigo, ele pode comer as alfarrobas que lhes são oferecidas, mesmo que sejam amargas, ele achará doçura, nos Youtubers as alfarrobas são oferecidas, o filho pródigo com fome desejava comê-las (Lc 15:16), e certamente se satisfaria achando doces como o mel. Comer qualquer alimento espiritual tem um alto preço, o comprometimento da sua fé, portanto, saber a procedência do alimento é essencial.
Algo que me chama a atenção é o que escreveu Agur, em plena sensatez, um dos sábios entre os escritores do livro de provérbios, ele disse: duas coisas te pedi; não más negues, antes que morra: Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês pobreza e nem riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; para que, porventura, estando eu farto não te negue, e diga quem é o Senhor? Ou que empobrecendo, não furte e tome o nome de Deus em vão (Pv 30:5-9). Devemos pedir a Deus que tenhamos a porção que sempre temos recebido da parte dos nossos líderes, eles não têm deixado de nos dar o pão costumeiro “A palavra de Deus”, portanto evitemos qualquer ensinamento com fábulas, filosofias e sutilezas, como recomendou o apostolo Paulo aos crentes de Colossos (Cl 2:8-15).
 
O homem que busca algo de qualquer maneira que lhe cause saciedade, depois que consegue, passa a ter desinteresse, principalmente em relação ao espiritual. A igreja de Laodiceia se considerava rica e farta, por isso ela perdeu o interesse pelas preciosidades divinas (Ap 3:17). Quando Jesus expôs as bem-aventuranças, ele disse: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5:3). As pessoas simples e ingênuas sempre procuram buscar e conhecer as coisas de Deus, pois elas são mais fáceis aceitarem as riquezas divinas. Somente sabemos valorizar as coisas na escassez (Pv 27:7). Uma alma cheia – Um homem cujo apetite, ou desejo é totalmente satisfeito detesta as comidas mais deliciosas e até pente de mel, mas para os famintos tudo o que é amargo é doce – “A figura do homem farto de comer serve para mostrar que mesmo as coisas mais aprazíveis, como o mel, tornam-se nauseantes para aquele que não tem necessidade de comida Não devemos rejeitar o alimento mais preciso para a alma que é a palavra de Deus, a qual, muitos ao ouvi-las tem até comichão nos ouvidos, tenham cuidado! (2 Tm 4:3-5). Quando aprendemos a valorizar o alimento que temos, mesmo que ele não seja tão saboroso, somos capazes de encontrar nele a doçura, assim é o que extraímos da palavra de Deus, por mais dura que ela seja ministrada, podemos aprender e aprender boas lições (Sl 119:71-72).
 
Pr. Elis Clementino

terça-feira, 21 de maio de 2024

ESBOÇO 1362 TEMA: SABEDORIA

 ESBOÇO 1362
TEMA: SABEDORIA.
TEXTO: O temor do Senhor é o princípio da sabedoria –PROVÉBIOS 9:10.
 
A sabedoria é algo imprescindível para o homem. Salomão enfatizou a sua busca enquanto vivermos neste mundo devido à sua preciosidade, ela tem um estimável valor excedendo a dos rubis (Pv 3:15; 8:11). A sabedoria pode evitar muitos incômodos em nossas vidas, por isso todo homem precisa dela. A sabedoria começa com o temor a Deus.
 
I.                 Sabedoria.
1.      É um atributo de quem é sábio, com a sabedoria o indivíduo sabe pôr as coisas nos seus devidos lugares. A Sabedoria e o conhecimento são duas coisas diferentes, embora muito parecidas quando as pronunciamos. No entanto, a sabedoria é algo que está ligado à experiência de vida, o conhecimento é adquirido com os mestres. Salomão tinha conhecimento e riquezas, mas em sua oração pediu a Deus sabedoria (I Rs 3:10; 2 Cr 1:10).
 
2.      A sabedoria começa quando o indivíduo teme a Deus, esse é o verdadeiro princípio de sabedoria (Pv 9:10). Salomão sabia que ela era importante mais do que os tesouros, muitas vezes ela é posta em prática no nosso cotidiano, sem, contudo, recorrer aos livros, ela é dada por Deus. A sabedoria, compreensão, senso ou discernimento são decisivos na hora de aplicar as verdades em todas as situações; por isso, é preciso pedir a Deus sabedoria (Tg 1:5-8).
 
II.                Sabedoria que deve ser aplicada no:
1.      Desvia-se do mal (Pv 14:16).
2.      Receber conselho dos sábios (Pv 19:20);
3.      Evitar certas amizades que corrompam os bons costumes (Pv 12:26; I Co 15:33);
4.      Ter bom senso (Pv 2:11). Um rei sem bom senso arruinará o povo (Ec 10:3). Com a sabedoria, Salomão julgou a causa de duas mulheres que pleiteavam uma criança, as duas mulheres haviam dado à luz, porém o filho de uma morreu e as duas questionavam o filho vivo, o caso foi para na corte para que o rei julgasse de quem seria o filho, porém com a sua sabedoria o rei usou uma estratégia de sabedoria e solucionou o problema (I Rs 3:16-18). O método foi duro, mas preciso para que a verdadeira mãe fosse revelada. A sabedoria é mais útil aos outros do que a nós mesmos (Ec 9:14-18).
 
III.              Pessoas que se destacaram pela Sabedoria.
1.      Salomão.
2.      José do Egito, com a sabedoria divina, governou o Egito.
3.      Daniel, através da sabedoria, conseguiu obter revelações divinas.
4.      E o velho pobre, porém sábio, pela sua sabedoria, salvou uma cidade sitiada (Ec 9:14-18).
5.      É melhor ser um jovem sábio do que um rei velho tolo ou insensato (Ec 9:14-18; 4:13).
6.      A sabedoria também é revelada através do nosso comportamento.
 
Portanto, Deus ainda hoje quer nos encher de sabedoria, ela é fundamental para os cristãos, principalmente para os líderes atualmente. Viver sabiamente é uma das virtudes que poucos têm, pois a verdadeira sabedoria é adquirida divinamente. Conhecimento é importante, mas sem a sabedoria ele não será bem administrado, pois é como você sabe muito, mas não sabe organizar o que sabe. Quando orardes, peça a Deus sabedoria para solucionar também os problemas de ordem espiritual.
 
Uma mulher pode ter belos e caríssimos móveis em sua casa, mas se ela não tiver sabedoria para arrumá-los, jamais ela terá uma casa bem arrumada. Assim é a sabedoria, organize o conhecimento que você tem e use-o com a forte dosagem de sabedoria.
 
Pr. Elis Clementino.

 

sexta-feira, 17 de maio de 2024

ESBOÇO 1361 TEMA: DAVI, AMALDIÇOADO POR SIMEI.

 ESBOÇO 1361
TEMA: DAVI, AMALDIÇOADO POR SIMEI.
TEXTO: 2 SAMUEL 16:5-11
 
Na vida, nos deparamos com situações, muitas vezes confrangedoras, e nada podemos fazer, isso independe de força política, religiosa e espiritual, todos passam por momentos desafiadores. Davi enfrentou uma terrível humilhação, abatido devido ao que lhe causou o seu filho Absalão, fugindo para não ter que batalhar contra o seu próprio filho em Baurim foi humilhado por Simei. Às vezes temos que suportar as petulâncias de Simei, como Davi suportou os seus insultos.
 
I.                 Quem era Simei?
Simei, filho de Gera, ele era da tribo de Benjamim e da linhagem da casa de Saul, “um dos contra a Davi”. Ao chegar Davi e um lugar chamado Baurim, ele passou a insultar o rei, porém, aquela humilhação fazia parte do pacote de consequências do pecado de Davi com Bate-Seba (2 Sm 12:10). Pecar é fácil, difícil é encarar as consequências dele, que são muitas vezes cruéis.
 
II.                O que dizia Simei contra Davi?
Ele o chamava de homem de sangue, homem de Belial, este alegava que Davi perderia o reino para seu filho Absalão. Simei o humilhava perante seus valentes, amaldiçoando e atirando pedras em Davi e em seus oficiais (2 Sm 16:5-8). Há situações em que ficamos tão apequenados que nada podemos fazer, muitas vezes somos desafiados num momento e nos sentimos tão impotentes que resolvemos deixar para lá para que as coisas não piorem ainda mais, não é? Há situações em que alguém até quer tomar as dores em nosso lugar, mas preferimos suportar, pressuponho que duas coisas fizeram com que Davi não revidasse:
a.      Temor a Deus, Abisai, queria tomar a frente e tirar a cabeça de Simei, Davi julgou o seguinte: Se o Senhor está permitindo passar por isso, deixe-me passar, você não tem nada a ver com isso (2 Sm 16:8-11). Simei dizia que Davi estava sendo castigado por matar pessoas da família de Saul. Quando temos convicção de que o Senhor está conosco, suportamos os desafios. “O Senhor pelejará por vós e vos calareis” (Ex 14:14). Há momentos que temos que fazer como Jó “Se eu falar, a minha dor não cessa” (Jó 16:6). Em determinados momentos, é melhor ficar calado.
b.      Domínio próprio. Mediante o que Semei estava falando, Davi não revidou e nem perdeu o controle. Em algumas situações, por mais desafiadores que nos pareçam, não devemos revidar, mas suportar, essa é a melhor opção, porque nada mais vai, além disso. Nunca revide insultos, Davi manteve o controle da situação, mesmo estando humilhado por fugir do seu próprio filho Absalão.
 
III.              A Confiança de Davi no Senhor.
Quando confiamos no Senhor, entregamos a ele as nossas causas e seguimos em frente, a confiança que temos no Senhor impede que as pragas nos atinjam, pois o próprio Deus nos proporciona uma blindagem divina (Sl 91:10-11). Consideremos também que os que estão em Cristo Jesus, nenhuma condenação há, porque ele nos defende e justifica, porém, se não andarmos segundo a carne (Rm 8:1). Davi não usou o poder e nem as armas e nem os heróis de guerra que estavam com ele, nem deu uma carteirada em Simei, ele suportou as afrontas, portanto, entrega as tuas causas ao Senhor e tudo ele fará (Sl 37:5-7). Fique tranquilo, se preciso, tome calmante, se alivie e deixe com Deus. Não se vingue se alguém te fazer sofrer, suporte, veja o que disse Paulo a respeito da vingança (Rm 12:19), confirme com o que disse Salomão (Pv 20:22; Ec 7:9).
 
IV.              A Permissão de Deus.
Em alguns casos a vontade permissiva de Deus prevalece, assim, nada temos o que fazer, a não ser orar. Quem nunca foi insultado e quem nunca sofreu humilhação? O importante é entregar nas mãos de Deus, ele tomará a sua frente e fará justiça (Sl 43:1-5), o Senhor tudo vê (Hb 4:13; Pv 4:15; Jó 34:21; Sl 33:13).
 
               Amados, confie no Senhor, não olhes para seus adversários como se eles estejam prevalecendo sobre você, as humilhações que muitas você passa, fique tranquilo, Deus se levantará em seu favor e pleiteará a tua causa (Ex 14:14; Dt 3:22; 2 Cr 20:17-19), essa é a melhor opção se quisermos vencer todas as investidas do inimigo. Davi venceu as humilhações de Simei, sem, contudo, perder o controle da situação, portanto vença calado(a). Davi se humilhou ainda mais perante Deus (2 Sm 16:12), mais tarde Davi teve vitória, a rebelião de Absalão custou-lhe a vida e Davi voltou ao trono (2 Sm 18:9-10; 19:9-21.22). O Senhor pelejará por vós e vos calareis. Nas nossas demandas, o Senhor pleiteará por nós. Cuidado com a Síndrome de Absalão.
 
Pr. Elis Clementino

terça-feira, 14 de maio de 2024

ESBOÇO 1360 TEMA: HONESTIDADE.

ESBOÇO 1360
TEMA: HONESTIDADE.
TEXTO: PROVÉRBIOS 11:3

Irei nesse esboço falar sobre honestidade, ela deve estar presente na vida de todo homem devido  a sua elevada importância em todos os sentidos da vida. Na vida cristã a honestidade distingue o verdadeiro cidadão do reino dos céus.

A. A sua importância:
- Ela guia os justos, ou seja, o justo é guiado pela sua honestidade (Pv 11:3).
- Ela age com fidelidade ou lealdade (Pv 12:22). Infelizmente estamos vivendo em uma época em que muitos se envergonham de serem honestos, eles invertem os valores. A desonestidade não leva a lugar algum e nada constrói (Pv 10:2).

B. A honestidade divina:
- Todos os caminhos de Deus são justos, suas obras são perfeitas, ele é justo e correto (Dt 32:4).
- As suas palavras são verdadeiras, ele vela para cumpri-las (Sl 33:4; Jr 1:11-12).
- A honestidade de Deus é o maior exemplo, seus filhos herdam dele a honestidade (Gn 42:11; Pv 20:7).
 
C. Exemplo de honestidade:
- José foi exemplo de honestidade (Gn 39:9).
- Paulo diante do governador Felix (At 24:16).
 
D. Convocado a Honestidade:
- Deixar a mentira e falar a verdade (Ef 4:25). A verdade deve estar presente nos lábios do cristão em todas as circunstancias, mesmo com dolo (Sl 15:4; Pv 16:13).
- Não mentir uns aos outros (Cl 3:9).
- Temos o dever de ser honesto para não correr o risco além de ser chamado de mentiroso, ainda pode ficar fora do reino dos céus (Sl 101:7; Pv 12:22; 2 Co 4:2; Ef 4:29; Hb 13:18).

E. A recompensa da honestidade:
- O bom nome (Pv 22:1).
- Confiança (Gn 39:4).
- Ser Justo livra o homem até da morte (Pv 10:2).
- Induz ao bem e a virtude, edifica-se uma cidade através da honestidade (Pv 11:11).

    A honestidade é importante em todos os aspectos da vida, principalmente sobre aqueles que servem a Deus, ela deve nos reger até o nosso final aqui. A honestidade deve ser uma característica de todo cristão, desde as coisas mínimas as maiores, ela deve estar acima de tudo “Acima de tudo, meus irmãos, não jurem nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outra coisa. Seja o sim de vocês, sim, e o não, não, para que não caiam em condenação” (Tg 5:12). “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e esse há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4:8). 

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 13 de maio de 2024

ESBOÇO 1359 TEMA: BUSCADO A DEUS EM TEMPO.

 

ESBOÇO 1359
TEMA: BUSCADO A DEUS EM TEMPO.
TEXTO: Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. ISAÍAS 55:6.
 
Todo homem precisa buscar ao Senhor em quanto é tempo. Este versículo está relacionado a busca da salvação, no entanto, desejo destacar que essa é a melhor maneira de se aproximar de Deus. É necessário que o homem busque, encontre e permaneça com ele. Para nós o tempo passa e não espera por ninguém, buscar a Deus, o momento é agora.
 
I.                 A dependência de Deus e a brevidade da vida.
Dependemos de Deus para todas as finalidades nesta vida, pois ele é tudo o que precisamos para viver. O Senhor nos conhece e entende, porque ele nos fez “O Espírito de Deus me fez, e a inspiração do todo poderoso me deu vida” (Jó 33:4). Cada de nós recebemos o sopro da vida, mesmo sabendo que temos prazo de validade, e todos sabem que vão morrer ou ser levado por ele no arrebatamento, porém ninguém sabe o dia, somente aquele que nos fez “O homem é de poucos dias e cheio de inquietação” (Jó 14:1); Ele é como a flor do campo que logo murcha (Sl 103:15). A vida é passageira é como a lançadeira do tecelão (Jó 7:6); O Homem é pó e em pó há de se tornar (Gn 3:19; Ec 12:7). Quando o homem volta ao pó nada levara consigo (Sl 49:17). Salomão descreve o homem desde a sua juventude, velhice e morre, nada resta do homem aqui a não ser pó (Ec 12:1-7). Seriamos os mais miseráveis se esperássemos somente as coisas desta vida (I Co 15:19), infelizmente, o orgulho humano não o faz enxergar essa realidade.
 
II.                Vivendo sabiamente:
Para viver bem é necessário observar alguns requisitos fundamentais.
a.      Reconhecer a preciosidade da vida e amá-la.
b.      Saber que sem Deus é impossível viver;
c.      Entender que só temos direito a uma vida terrena;
d.      Aproveitar o tempo sem desperdiça-lo;
e.      Viver com sabedoria, e conviver bem com próximo;
f.       Fazer tudo o que vier as mãos para fazer, trabalhe o máximo que puder, principalmente na obra de Deus.
g.      Adorar a Deus em todas as circunstâncias;
h.      Ser agradecido ao Senhor por tudo que dele recebermos.
i.       Não ser ingrato.
j.       Buscá-lo sempre.
 
III.              A Prioridade Maior.
a.      Buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça (Mt 6:33; Cl 3;1,2).
b.      Não viver só de pão (Mt 4:4).
 
IV.              Buscando a Deus:
Há muitas maneiras de buscar a Deus.
a.      Através da oração.
b.      Por meio da palavra de Deus;
c.      Através de uma vida consagrada;
d.      Por meio da santificação;
e.      Através da subserviência.
 
V.               Resultados Através da Busca:
a.      Escutar a voz de Deus.
b.      Ser guiado pelo seu Espírito.
c.      Ser consolado por ele.
d.      Ter as suas orações recolhidas no seu odre.
e.      Ser edificado pela sua palavra.
f.       Ter um coração quebrantado.
g.      Ver Deus cumprir os seus propósitos.
h.      Prosperar em tudo o que fizer.
i.       Saber que Deus é participa do seu crescimento na graça e no conhecimento de Dele.
 
Amados, este é o chamado do profeta, ele é extensivo a todos para buscarmos a Deus, pois se andarmos distante dele e fora dos seus caminhos chegará o dia que não se saberá como acha-lo. O desejo ardente de buscá-lo deve estar arraigado permanentemente nos nossos corações. Deus tem tudo o que precisamos para alimentar a nossa alma e quem vive essa experiência deve compartilhar com os outros para que eles experimentem as mesmas coisas. Deus é o nosso pastor, ele nos conduz aos verdes pastos, e nos guia às águas tranquilas, com a vara nos corrige, e com o cajado nos consola (Sl 23:1-6). Busquem a Deus enquanto podes achar.
 
Pr. Elis Clementino

sábado, 11 de maio de 2024

ESBOÇO 1358 TEMA: ANDANDO POR FÉ E NÃO POR VISTA.

ESBOÇO 1358
TEMA: ANDANDO POR FÉ E NÃO POR VISTA.
TEXTO: “Porque andamos por fé, e não por vista” 2 CORINTIOS 5:7
 
A tendência do homem é acreditar naquilo que vê, ele admira e deseja tudo o que contempla com seus olhos.  A confiança e a esperança estão nos olhos de quem vislumbra algo. Vislumbrar, verbo transitivo direto que indica a visão de algo admirável pelas suas qualidades e virtudes, todavia, há também os que não se contentam em ver apenas pelos olhos naturais, mas se satisfazem em ver através dos olhos da fé. A visão do Apóstolo Paulo era o futuro e em algo que nos espera e não no que se vê.
I.                 O que é a fé?
Na carta escrita aos hebreus há uma clara descrição da fé, e o que ela representa quando temos relacionamento com Deus “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se não veem” (Hb 11:1). Confiança e certeza são sinônimos de fé, sem a qual é impossível acreditar na existência de Deus, e muito menos agradar-lhe; “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia na sua existência e poder, e que Ele é galardoador dos que o buscam” (Hb 11:6). Essa fé precisa ser mantida em todas as circunstâncias por piores que elas sejam (Hc 3:17,18). A fé não é vista, mas é percebida nas pessoas quando as suas atitudes demonstram ter confiança “fé” no sobrenatural. Ela é sentida pelo cristão através da sua confiança, a qual não pode ser abortada pelas circunstâncias.
 
II.                Confiança e Esperança:
a.      Confiança ou fé é o combustível da nossa esperança, ela precisa ser renovada assim como as águias. “Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão e não se fadigarão” (Is 40:31). A nossa esperança, em algumas ocasiões, pode ser considerada como uma raiz numa terra seca ou algo que jamais seja possível acontecer (Jó 14:7-9). Devemos entender que a nossa confiança nos conduz a uma vida vitoriosa em Deus, mas que a nossa fé não desfaleça até alcançar a promessa final (2 Cr 15:7; Hb 10:35-37). Alimentemos a nossa fé na certeza de que para Deus nada é impossível (Gn 18:14; Mt 19:26; Lc 1:37). A fé é o adustível que nos faz esperar, mesmo quando tudo parecer sem solução. Uma esperança adiada os faz adoecer os ossos (Pv 7:22; 13:12; 14:30), mas para aqueles que confiam no Senhor, não! A esperança do crente é alimentada pelas promessas de Deus, confirmadas em Cristo, e dele já temos o amém! (2 Co 1:20), pois Deus não é o homem para mentir e nem o filho do homem para se arrepender (Nr 23:19). A nossa fé e esperança devem estar ancoradas em Deus por meio de Cristo e nas suas promessas (Hb 6:9).
 
b.     Esperança é uma expectativa vinculada a fé, pois é impossível um indivíduo ter confiança e não ter esperança. A esperança que temos em Deus vai além de uma simples expectativa, porque ela ultrapassa fronteiras intransponíveis ao homem.  Aqueles que tem convicções na sua esperança não precisam ver para crer (Jo 20:29).
 
III.              Quando a Esperança Acaba.
A confiança precede a esperança, quando o indivíduo perde a fé ou a confiança, toda a esperança que ele tem vai embora.  A fé é a base da nossa esperança, pois quando a fé desaba, só sobram ruínas, desalento, tristezas e pessimismo. Essa é a visão que o indivíduo passa a ter:
a. Um espírito negativista e pessimista.
b. O desengano toma conta da mente.
c.  Depressão, ela exige cuidado.
d. Desespero, ele é a luz de alerta, o indivíduo pode atentar contra a sua própria vida por não ver cumprido os seus desejos.
 
Precisamos ter muito cuidado com as frustrações, elas podem nos conduzir a uma situação bastante delicada ao ponto de desejar a própria morte, pois vários homens de Deus tiveram o mesmo desejo de morrer, eles chegaram a ponto de pedirem a morte para não ver o seu próprio fracasso (Nr 11:10-15; I Rs 19:4; Jó 3:1; Sl 38:6-8; 2 Sm 18:33; Jr 20:14-18; Jn 4:3). Isso pode acontecer com qualquer um independentemente da sua vida devocional com Deus.
 
               Portanto, a fé é o pilar da nossa crença e esperança em Deus, ela vê o que os olhos naturais não veem. A fé é o oxigênio da nossa esperança, pois precisamos mantê-la em todas as circunstâncias. Se vivermos somente pelo que vimos, seríamos os mais miseráveis desta vida. O profeta Habacuque em momentos difíceis, ele entendeu que mediante os sofrimentos pelas duras consequências do pecado do povo, ele temeu pelo que podia acontecer, mas na sua oração ele disse: ainda que a figueira não Florença, não haja fruto na videira, o produto da oliveira minta, nos currais não haja vacas, todavia eu me alegrarei no Senhor e exultarei o Deus da minga salvação (Hb 3:17,18). Não podemos perder a visão da fé, creia que tudo é possível quando confiamos em Deus.
 
Pr. Elis Clementino.


segunda-feira, 6 de maio de 2024

ESBOÇO 1357 TEMA: O JUSTO E O ÍMPIO.

 

ESBOÇO 1357
TEMA: O JUSTO E O ÍMPIO.
TEXTO: SALMO 1:1-6
 
No salmo primeiro o rei Davi, define muito bem a conduta dos que servem a Deus e os que não servem. Essa bela ilustração é muito importante no presente. Este salmo nos ajuda a entender a diferença entre essas duas classes de pessoas “o justo e o ímpio” bem como as decorrências delas.
 
I.                     O Justo e o Ímpio:
Davi, inicia o seu salmo destacando três coisas que são fundamentais para o crente:
a.       Feliz é o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, mas o que significa andar nos conselhos dos ímpios? Davi descreve a maneira de como se comportar diante deles e nem compartilhar das suas ideias. Este salmo serve de modelo para todos os crentes da atualidade.
b.       Não se detém no caminho dos ímpios, ou seja, não lhe permitir parar com a sua atenção, não desvie o foco ou não se desviar do compromisso que você tem com Deus.
c.       Nem se assentar na roda dos escarnecedores, ou seja, estar em grupos que escarneçam da nossa fé.
 
II.                   Qual a Associação entre o Justo e o Ímpio?
Não devemos nos associar as pessoas que zombam de Deus, da nossa fé e dos nossos princípios cristãos, os tais são considerados escarnecedores, embora isso não signifique que você tenha que se afastar dos seus amigos não crentes com o pretexto de julga-los ímpios, porque existem pessoas não crentes que são respeitosas e não causam danos a nossa fé. Os verdadeiros ímpios têm seus pensamentos deturpados e não há como comungar com eles e nem compartilhar seu estilo de vida, seus pensamentos e caminhos divergem dos nossos, nós somos luz e não há comunhão entre as trevas e a luz ( Mt 5: 13-16; 2 Co 6:14,16).
 
III.                 A Prosperidade dos Ímpios.
Jamais devemos avaliar a prosperidade dos ímpios em comparação a nossa fé em Deus e nem o questioná-lo porque os ímpios prosperam, para que a nossa fé não se abale. Alguns servos de Deus no passado olharam para a prosperidade dos ímpios como: Jó refuta a ideia dos seus amigos a respeito da prosperidade dos ímpios (Jó 21:7-16). Davi faz uma avaliação entre o justo e o ímpio (Sl 37:1-40). Asafe via a prosperidade dos ímpios enquanto os justos sofriam e seus pés quase escorregavam (Sl 73:1-28). Muitas vezes nos esquecemos que a prosperidade dos ímpios é como a moinha que o vento espalha, isso fala de fragilidade ou inconsistência naquilo que eles têm (Sl 1:3-6). O que temos é mais valioso do que as riquezas dos ímpios, temos um tesouro em nós que nos enriquece em tudo (I Co 4:7).
 
IV.                A Felicidade e a prosperidade dos Justos:
A felicidade e o prazer do justo é meditar na lei do Senhor, e nela medita de dia e de noite (Js 1:8; Sl 1:1,2). O Justo é como a árvore plantada junto a ribeiro de água, a qual dá seu fruto na estação própria, as suas folhas não cairão e tudo o que fizer prosperará (Sl 1:1-3). A felicidade do justo não depende de riquezas materiais, mas pelo fato dele servir a Deus, pois a prosperidade pode vir de várias maneiras, não dependemos de riquezas para sobreviver espiritualmente com Deus, Jó foi o maior exemplo, ele comprovou que não adorava a Deus pelo que o havia concedido em termos de bens materiais, mas pelo alto conceito que ele tinha de Deus.
 
                Amados, o que está preparado para os justos é algo impressionante, jamais a mente humana pode alcançar conforme descreveu Paulo em sua carta a igreja de Corinto (I Co 2:9; 2 Co 12:1-4). O nosso alvo é naquilo que está preparado na eternidade, por isso suportamos os vitupérios nesta vida, pois seriamos os mais miseráveis se focássemos a nossa visão nas coisas terrenas, elas são importantes, são, mais não é tudo, porque elas não nos dão nenhuma garantia sobre o melhor de Deus para nós “Se esperarmos em Cristo só nesta vida, seremos os mais miseráveis de todos os homens” (I Co 15:19).
 
Pr. Elis Clementino.