segunda-feira, 11 de novembro de 2024

ESBOÇO 1432 * TEMA: O CAMINHO DOS ÍMPIOS E DOS JUSTOS.

 

ESBOÇO 1432 *
TEMA: O CAMINHO DOS ÍMPIOS E DOS JUSTOS.
TEXTO: SALMOS 1:1-6.
 
Introdução:
O texto, apresenta a forma de vida que o crente deve ter em relação aos ímpios, nele o salmista diz: “Bem-aventurado o varão que não anda segundo os conselhos dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Sl 1:1), assim, será a maneira de ser feliz. O caminho do ímpio é bem diferente do caminho do justo, o crente deve ser a luz e sal da terra (Mt 5:13,14; Pv 4:18; Fl 2:15).
 
I. A conduta do justo.
  • Não seguir o conselho das pessoas más.
  • Separar-se das más associações.
  • Não se deter nos caminhos dos pecadores.
  • Não se acomode na roda dos escarnecedores.
  • Meditar na lei do Senhor, o justo encontra satisfação na palavra de Deus e reflete sobre ela constantemente (Js 1:8).
 
II. As bençãos sobre o justo.
O justo será abençoado, ele tem estabilidade espiritual e frutificará, ele é comparado a uma árvore plantada junto ao ribeiro de águas, assim ela é nutrida e dará fruto:
  • Darão fruto ao seu tempo.
  • Suas folhas não murcham.
  • Sucesso ou prosperidade em tudo que fizer, a prosperidade não se dará somente em relação ao material, mas espiritual. Quando nos referimos ao dia-a-dia devemos considerar alguns fatores que podem contribuir para que não tenhamos sucesso, como:
o   A vontade de Deus.
o   Falha humana na execução da sua tarefa, aqui não se trata de pecado, senão poderemos duvidar do justo quando ele não obtém sucesso no que faz. A Bíblia está cheia de exemplos de justos que não obtiveram sucesso na sua missão, como o profeta Jeremias e os discípulos que tiveram fins trágicos. Paulo foi o maior exemplo disso, mesmo sofrendo, se considerava vencedor (2 Tm 4:7-8). Aqui ele reflete sobre as dificuldades e lutas enfrentadas, mas com a certeza de que sua fé e perseverança o tornaram vitorioso, garantindo-lhe a recompensa eterna.
  • Relembrando sobre suas folhas verdes no ano da sequidão, ou mesmo que o justo não tiver sucesso em algo, ele permanecerá com a sua esperança viva e firme (2 Co 4:8-9; 12:9-10; Fp 4:12-13; Rm 8:35,37). Esses versículos mostram a confiança de Paulo em meio as dificuldades.
  • Desejo destacar que o conceito bíblico de prosperidade inclui paz, segurança em Deus, e contentamento, independentemente das circunstâncias materiais.
 
III. As condições do ímpio.
  • Sem estabilidade.
  • Juízo e exclusão do meio da congregação.
  • Não prosperam.
  • São maus conselheiros. Os conselhos dos ímpios para os justos são destruidores.
  • Não subsistirão no Juízo divino (Sl 1:5; Sl 37:10; Pv 6:15).
  • A sua alegria é breve (Jó 20:5).
  • A maldição habita em sua casa (Pv 3:33).
  • O caminho deles é como a escuridão Pv 4:19.
  • A vida deles é como a moinha que o vento espalha.
  • Seus dias são breves (Ec 8:13).
 
IV. Os destinos dos justos e dos ímpios.
  • O justo é guiado por Deus, lhe assegurando proteção, orientação e final com Deus (Sl 37:29; 39-40; Pv 10:25; Mt 25:34; Rm 2:6-7; Ap 21:3-4). Essa é a nossa esperança e as promessas de Deus que segue o caminho do justo.
  • O ímpio perecerá, ele vara a destruição, sem a direção ou futuro (Sl 1:5-6; Pv 11:21; Mt 13:49-50; Rm 6:23; Ap 21:8). Esse é o destino de quem desobedecem a Deus.
 
V. Os justos desfrutam das benesses divinas.
  • Desfrutam do fruto do Espírito.
  • Alimentam a esperança através do ribeiro de águas, não há ribeiro de água mais alimentador do que “a Palavra de Deus” ela nutre a nossa vida espiritual de maneira tão especial que podemos dizer como disse Davi nos Salmos 23.
  • Vida imarcescível “que não murcha, incorruptível, inalterável” (Sl 92:14).
  • Prosperam em praticar a justiça (Is 3:10).
Na atualidade, muitos não prosperam em seus caminhos perante Deus porque não consideram os princípios fundamentais que deve acompanhar o justo na sua trajetória aqui.
 
Conclusão:
Ao olharmos para o Salmo 1, somos convidados a escolher um caminho — o caminho dos justos ou o dos ímpios. Deus nos apresenta uma escolha clara: seguir Seus princípios, mantendo-nos firmes em Sua Palavra e encontrando verdadeira felicidade e propósito, ou trilhar o caminho dos ímpios, que leva à instabilidade e, eventualmente, à destruição. O justo é comparado a uma árvore junto ao ribeiro, forte, frutífera e inabalável, mesmo em tempos de adversidade. Esse é o retrato de uma vida abençoada e plena, guiada pela sabedoria e pelo cuidado de Deus. O ímpio, por outro lado, é como a palha levada pelo vento, sem propósito ou direção, separado de Deus e de Suas promessas. Portanto, estejamos alertas e conscientes de onde estamos colocando nossos passos e em quem estamos depositando nossa confiança. Devemos viver de acordo com os valores de Deus, buscando em Sua Palavra a orientação para sermos luz e sal neste mundo. Finalizo com uma reflexão: "Qual caminho você está escolhendo seguir?" Lembre-se que Deus não aceita meio-termo. A bênção e a verdadeira felicidade só podem ser encontradas na companhia dos justos, na comunhão com Deus e no desejo constante de agradá-Lo. Que possamos, com coragem e fé, trilhar o caminho do justo, firmes em Sua Palavra e seguros na esperança que Ele nos oferece. Que o Senhor nos ajude a permanecermos no caminho da vida e a sermos exemplos de Sua graça e amor!
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1431 * TEMA: O COXO DO TEMPLO FORMOSA.

 

ESBOÇO 1431 *
TÍTULO: O COXO DO TEMPLO FORMOSA.
TEXTO: ATOS 3:1-10

Introdução:
Vamos refletir sobre uma passagem poderosa em Atos 3:1-10, que nos conta sobre o encontro entre Pedro, João e um homem paralítico que vivia à porta do Templo Formosa. Esse templo em Jerusalém era um dos centros de admiração mais importantes para o povo judeu, onde muitos iam diariamente fazerem as suas orações. Naquele tempo, era comum que pessoas necessitadas ou com enfermidades e especificações físicas se posicionassem na entrada do templo, esperando a ajuda de quem passava. Esse homem, específico, vivia em uma situação de profunda dependência e isolamento, colocado ali diariamente para pedir esmolas. A porta "Formosa" — um pórtico conhecido por sua beleza e imponência — era, ironicamente, o cenário onde esse homem enfrentava uma dura realidade de extrema necessidade. Neste encontro, Pedro e João nos ensinaram algo fundamental: quando nos aproximamos de Deus e temos uma vida de comunhão e oração, Ele pode usar até nossas limitações para realizar o extraordinário. Vamos olhar para essa história e entender como a fé pode transformar o que parece ser um pedido de esmola aos que entravam no templo.
 
I. O Encontro.
·        Pedro e João subindo ao Templo Formosa. Os discípulos sabiam da importância da comunhão e da oração. Pedro e João foram ao tempo porque era costume judaico fazer orações no templo, o que era comum irem nos horários específicos para orarem. Os primeiros cristãos maninham essas práticas, pois se tratava uma transição entre o judaísmo e a uma nova pratica da fé cristã.
o                       O paralítico foi posto à porta do Templo Formosa.
o      Porque era chamada formosa? Era uma referência ao Pórtico de Salomão ou porta formosa do templo, era chamado assim devido a sua beleza e importância.
o                       Pórtico – É uma estrutura arquitetônica que serve de entrada coberta para entrada do templo.
o      A condição do homem e a expectativa de ajuda aos quem entrassem no templo, um homem coxo precisando de ajuda.
·        Aplicação: Geralmente uma pessoa a margem da sociedade, além disso especial as pessoas não lhe dão muita atenção. É muito bom darmos atenção a essas pessoas, porque em muitos casos não sabemos o que contribuiu para elas estejam nessa situação, dar atenção é um ato de humildade e através dele você pode até restaurar a autoestima de muitos. Você como cristão tem dado atenção a essas pessoas menos favorecidas? Não devemos estar alheios aos sofrimentos das pessoas, pois não sabemos o nosso futuro. Pedro e João se sensibilizaram pela situação daquele pobre homem a porta do templo. Como cristãos devemos ter ações semelhantes estando atendo a situação dos que sofrem, as vezes atendendo as necessidades daqueles que sofrem. Há muitas maneiras de fazermos o bem as pessoas, considerando a missão de Jesus e o que ele nos ensinou (Lc 4:18,19; Mt 25:40).

II.                 O Pedido.
·        O paralitico pede esmola:
o   Ele estava a busca do sustento para suprir a sua necessidade.
o   O olhar firme de Pedro e João para o coxo.
o   A atenção e o contato humano no ato de ajudar pessoas é importante.
·        O paralítico espera receber algumas moedas.
o   A expectativa de ajuda material.
o   Ele necessitava também do espiritual, esse milagre certamente o despertaria a necessidade de adentrar ao templo e servir a Deus. O coxo não esperava algo tão grande quanto o milagre.
 
·        O Milagre.
o   Mediante o pedido, Pedro responde: “Não tenho prata e nem ouro” O poder de Deus vai além do material. Pedro tomando-o pela mão e levantando-o disse: “Levanta e anda”
o   A ação da fé e o poder de Deus manifestado e aquele homem ficou são e entrou no templo saltando e adorando a Deus, havendo uma transformação física e espiritual, traz cura e alegria.
 
III.                A reação da sociedade.
·        O impacto do milagre na sociedade.
·        O testemunho das pessoas que o conheciam.
·        A admiração da multidão.
 
Conclusão:
O milagre do Templo Formosa nos mostra que Deus não apenas supre nossas necessidades, mas transforma nossa vida de maneira completa quando colocamos nossa confiança n'Ele. Pedro e João, ao oferecerem a esse homem o que tinham de mais precioso — o nome e o poder de Jesus —, nos lembram que aquilo que vem de Deus é infinitamente maior do que qualquer bem material. Esse encontro nos convida a refletir sobre onde colocamos nossa esperança. Será que estamos buscando apenas soluções passageiras, ou confiando em Deus para uma transformação real? Assim como aquele homem recebeu força e alegria para caminhar e louvar, podemos crer que, ao abrirmos nosso coração para a obra de Deus, Ele traz cura e alegria às áreas mais necessárias. Que nossa fé nos leva a agir, a estender a mão, um olhar para aqueles ao nosso redor com compaixão, e a sermos instrumentos de transformação. Que podemos sair daqui lembrando que, mesmo sem "ouro e prata", temos algo que pode mudar o mundo: o amor e o poder de Jesus Cristo.

Pr. Elis Clementino.