segunda-feira, 27 de março de 2023

 

ESBOÇO 1250
TEMA: DÍZIMOS E OFERTAS, UMA DISCIPLINA ABENÇOADORA.
TEXTO: MALAQUIAS 3:10

A bíblia revela que desde os tempos mais remotos a existência das ofertas e dízimos, algo que se oferecia a Deus por aquilo que recebia como dádiva divina, assim os dízimos e as ofertas foram postos em prática por aqueles que servem a Deus.

I. O QUE É O DIZIMO?
Definição: No A.T. encontramos duas palavras que definem o Dízimo: Asar, que significa “décima parte” (Gn 28.22; Dt 14.22; I Sm 8.15,17); e a palavra Maaser, que também significa “décima parte” (Gn 14.20; Dt 12.6,11; Ml 3.8,10). No N.T. existem duas formas verbais e uma nominal: Dekatóo, que significa “dar a décima parte”, “dizimar” e aparece apenas por duas vezes (Hb 7.6,9); Apodekatóo, que também significa “dar a décima parte”, “dizimar” (Mt 23.23; Lc 11.42; Hb 7.5); e a palavra Dekáte, que significa “décimo” e aparece apenas em (Hb 7.2,4,8,9).

O dizimo é antes da promulgação da lei de Moisés, ele é a décima parte, é uma doação, ou oferta de um décimo da sua renda para que seja aplicado nos serviços que se faz para Deus. Desde a antiguidade o Senhor ordenou que o seu povo desse um décimo de tudo o que recebessem devolvessem para o seu serviço, ainda hoje o cristão que reconhece isso tem o prazer em dar o dízimo. Os primeiros homens ofertavam as primícias daquilo que produziam, podemos citar Abel (Gn 4.1-5), que ofereceu ao Senhor o que havia de mais excelente no seu rebanho. O patriarca Abraão (Gn 14.20), ancestral de Israel, entregou o dízimo a Melquisedeque, pois o dizimo fazia parte do culto e da estrutura da fé daqueles que servem ao Senhor.

Podemos, então, dizer que a palavra dízimo significa “décima parte de uma importância ou quantia”. O Dízimo é uma oferta entregue voluntariamente à obra de Deus, constituindo-se da décima parte da renda do adorador: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes”. (Ml 3.10). É um ato de amor e adoração que devotamos àquele que tudo nos concede.

II - TUDO O QUE SOMOS E TEMOS ATRIBUÍMOS A DEUS.
Antes de contribuir o crente precisa saber que Deus é a única fonte de todo bem, podemos descrever da seguinte maneira: 1. Somos seus filhos: Todas as pessoas pertencem a Deus por direito de criação (Sl 24.1). Nós cristãos, temos algo mais: Pertencemos à Deus por criação, redenção, e adoção através da nossa fé em Jesus: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12); 2. Ele nos dá todas as coisas: Na condição de filhos, Deus nos dá todas as bênçãos espirituais de que precisamos (Ef 1.3; Fp 4.19; Tg 1.17) e também nos confere as bênçãos materiais. No Pai Nosso, lemos: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 11.6). As pessoas ateias, ou seja, as que não acreditam em Deus têm a sua permissão de usufruir dos seus bens, porém aqueles que creem em Deus desfruta de maneira conscientes e reconhecendo que tudo provém de Deus. Davi reconhecia isto quando disse: “Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos (I Cr 29.14b)”.

III – A SALVAÇÃO OPERA O DESEJO DE CONTRIBUIR.
A salvação desperta no crente o desejo de participar também da responsabilidade financeira da obra de Deus. A mesma graça que opera a salvação na vida do crente (Ef 2.7,8) também desperta nele a vontade de contribuir (II Co 8.1-5).
 
IV - O QUE SÃO OFERTAS?
1. Definição: Diversos termos definem a palavra oferta no A.T. Um dos mais citados é Terûmãh, e significa “oferta alçada, oferta ou oblação”. Este termo é encontrado cerca de 70 vezes no A.T. e é encontrado pela primeira vez em (Ex 25.2). Ofertas são doações voluntárias, apresentadas a Deus em agradecimento pelos imerecidos favores dele recebidos (Ex 35.29; 36.3; Lv 7.16; 22.18). No Antigo Testamento, funcionavam como culto em ação de graças (Lv 5.14); 2. O contexto de Ml 3.8,10: o texto de Malaquias 3.10 não fala apenas de dízimos, mas também de ofertas. O crente fiel não se limita apenas a dizimar; ele também sabe ofertar com liberalidade (Rm 12.8) “Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria”. A liberalidade em ofertar parte do pressuposto de honrar ao Senhor em tudo, pois quem oferta a Deus sabe que mais “bem aventurado é dar do que receber” (At 20.35).

V - A CONTRIBUIÇÃO NO MODELO DA IGREJA PRIMIRIVA
1. O NT mostra-nos o modelo apostólico de contribuição, que segue no quadro demonstrativo: A contribuição foi ratificada por Cristo: No NT a igreja continua a praticar a contribuição que foi estabelecida por Deus antes da Lei, pois o próprio Jesus a ratificou (Mt 23.23) e os apóstolos a ensinaram (II Co 9-6.11; I Co 9.7-14).

2. A regularidade na contribuição: A igreja primitiva contribuía com regularidade, “Não com tristeza ou por necessidade” (II Co 9.7). A contribuição abrange “cada um”: Não somente uma parte da igreja contribuía, porém todos cooperavam para o progresso da obra de Deus. (I Co 16.2). A contribuição é voluntária: “Deram voluntariamente” (II Co 8.3). Tudo na obra de Deus é feito na base da voluntariedade (Fm 14).

3. A contribuição deve ser entregue à igreja: O crente não tem autonomia para administrar os dízimos e ofertas, pois a Bíblia diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro” (Ml 3.10). A casa de Deus é a igreja (I Tm 3.15) onde estão aqueles que Deus escolheu para que administrem as finanças. A contribuição visa a ajuda mútua: A Bíblia fala que os crentes em Jerusalém vendiam suas propriedades, e punham o valor delas “Aos pés dos apóstolos” (At 4.36,37; 5.1,2). A contribuição visa o sustento e pecúnio dos obreiros: No modelo neotestamentário, as contribuições representam a base da obra evangelizadora, como a subsistência dos que servem à Deus em tempo integral. Deus havia ordenado: “Aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (I Co 9.14). A contribuição visa suprir as despesas da obra: O apóstolo Paulo primava pela contribuição e lisura na administração financeira, para que as necessidades fossem supridas sem desperdício (II Co 8.13,14 11.9).

VI - OS MALES DO AMOR AO DINHEIRO.
É evidente que o dinheiro é a causa de muitos males nesse mundo, por essa razão podemos entender até aonde ele pode levar o indivíduo que o ama (I TM 6.10).

1. Leva o homem a esquecer-se de Deus: (Dt 8.11) “Guarda-te que não te esqueças do SENHOR teu Deus, deixando de guardar os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus estatutos que hoje te ordeno…”.

2. Faz com que se deixe de confiar em Deus: (Pv 30.9b) “Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR.”.

3. Sufoca a Palavra de Deus no coração: (Mc 4.19) “Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.”.

4. Faz descansar na insegurança das riquezas: (“Pv 23.4-5”) “ Não te fatigues para enriqueceres; e não apliques nisso a tua sabedoria”. Porventura fixarás os teus olhos naquilo que não é nada”? porque certamente criará asas e voará ao céu como a águia.”.

5. Leva ao orgulho: (Pv 28.11) “O homem rico é sábio aos seus próprios olhos, mas o pobre que é entendido, o examina.”.

6. Leva à ganância: (Pv 5.10) “Para que não farte a estranhos o teu esforço, e todo o fruto do teu trabalho vá parar em casa alheia;”.

VII - BÊNÇÃOS ADVINDAS DA FELICIDADE EM DIZIMAR.
1. O devorador é repreendido: “E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos”. (Ml 3.11). O devorador pode ser várias circunstâncias adversativas, que acometem os infiéis no dízimo, mas, para o fiel há livramento.

2. O testemunho das nações: “Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.12). Este texto ensina que a fidelidade no dízimo traz ao crente um elevado conceito por parte de todos.

3.  Vitória sobre a avareza: “Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus” (Ef 5.5). A atitude correta em relação ao dízimo permite ao crente vencer sentimentos negativos como a avareza e o egoísmo.

4.  Disposição de Deus em nosso favor: “Tornai vós para mim, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.7). Nossa atitude de voltar-se para Deus permite que Ele se volte para nós. Isto nos mostra que o tema dos dízimos e das ofertas faz parte do elenco das grandes virtudes cristãs.

De acordo com estas verdades, concluímos que os Dízimos e as Ofertas fazem parte de um sublime propósito, que é segundo a sabedoria de Deus. Estas contribuições põem o multimilionário e a pessoa mais pobre da igreja em pé de igualdade diante de Deus. Entregando os Dízimos e as Ofertas da sua renda, ambos estão dando a mesma coisa e receberão recompensa, não pela quantia que ofertaram, mas pela fidelidade em obedecer a Deus.

BIBLIOGRAFIA:
As Grandes Doutrinas da Bíblia - Raimundo de Oliveira (CPAD) / Lições Bíblicas (CPAD)
Pequena Enciclopédia Bíblica - Orlando Boyer (CPAD) / Bíblia de Referência Thompsom (VIDA)
Teologia Sistemática - Eurico Bergsten (CPAD) / Dicionário Teológico - Claudionor Correia de Andrade (CPAD)

Pr. Elis Clementino -prelisclementino@hotmail.com

 

ESBOÇO 1249 - A MALDADE NO CORAÇÃO DO HOMEM.

 ESBOÇO 1249
TEMA: A MALDADE NO CORAÇÃO DO HOMEM.
TEXTO: GENESIS 4:5; 6;1-11.
 
A maldade no coração do homem começou logo após a sua queda no Éden, daí surgiram os frutos do seu pecado e consequentemente passando a todos os homens (Rm 5:12). O pecado passou a dominar o coração humano, o tornando cada vez mais um ser imprevisível nas suas atitudes. Falarei ligeiramente sobre a queda do homem, o pecado e a natureza humana, o engano do coração, e os limpos de coração.
 
O PECADO E A NATUREZA HUMANA.
Após queda, o homem se tornou vulnerável as tentações, o mal se enraizou no seu coração e Deus viu que a maldade se espalhou pela terra e se multiplicou (Gn 6:5; Gn 8:21,22). O homem continua pecando até o presente século. Nada se sabe o que se passa no coração do ser humano, seus projetos e pensamentos, e nem o porquê de ele mudar a todo instante, mas se sabe que é em ação a sua natureza pecaminosa (Gn 6:1-11; Rm 7:19-20). O homem não se importa em pecar, por isso Deus o entregou aos sentimentos perversos (Rm 1:28-31). Não há privilegiado em relação ao pecado, todos, tanto judeus como gregos pecaram (Rm 3:9-19).

O homem não é pecador porque peca, mas porque ele é pecador, o pecado passou a fazer parte da sua natureza como eu disse antes, pois tudo quanto é má saí do coração (Mc 7:21-23). Paulo escreveu aos romanos o seguinte: “Porque não faço o bem que eu quero, mas faço o mal que não quero, esse faço. Mas se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o fez, e sim o pecado que habita em mim” (Rm 7:19-20). Ninguém escapou da ação do pecado, todos nós estávamos mortos em nossos delitos e pecados, mas Cristo veio com a finalidade de fazer com que o homem revivêssemos para Deus (Tt 3:3; Ef2:1-3).

O ENGANO DO CORAÇÃO.
Enganoso é o coração do homem, Jeremias descreveu que o coração é perverso e ninguém conhece (Jr 17:9), ele maquina pensamentos viciosos, são como pés que se apressam para o mal (Pv 6:18). Do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias (Mt 15:19), de maneira que ninguém escapa dessa realidade. O pecado é um abismo que chama outro abismo (Sl 42:7), ou seja, os pensamentos maus crescem a cada dia quando os alimentamos. “Quanto mais abominável e corrupto é o homem, e que bebe da iniquidade como água?” (Jó 15:16; Sl 14:1-4; 53:2).

OS LIMPOS DE CORAÇÃO.
A purificação do coração acontece quando ele lavado pela palavra de Deus, o profeta Jeremias conclamava o povo para que ele lavasse o coração das suas malicias e não permanecessem na iniquidade (Jr 4:14). A palavra de Deus é água que limpa e purifica (Jo 15:3; 17:17; Ef 5:26; Hb 10:22), pois não há outra maneira “Quem poderá dizer: Purifiquei o meu coração, estou limpo de meu pecado? (Pv 20:9). Jesus disse que somente os limpos de coração verão a Deus (Mt 5:8), portanto, somente aqueles que são limpos de mãos e puro de coração e que não entrega a sua alma a vaidade será graciosamente abençoado (Sl 24:4; Jó 17:9; Sl 73:1).

                Portanto, toda a maldade dos nossos corações deve ser contida, pois cabe a nós mesmos dominá-lo (Gn 5:6,7). A nossa consciência deve estar limpa tanto para com Deus, quanto para com os homens (At 24:16). A conduta cristã é uma carta “Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós? Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens” (2 Co 3:1,2). Aos cristãos de Coríntios Paulo diz: vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas do coração. Amados, sejamos verdadeiramente convertidos, vivendo com astros no mundo, assim brilhe a vossa luz (Fp 2:14-15).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

sexta-feira, 24 de março de 2023

1248 - QUEBRANTAMENTO.

 

ESBOÇO 1248
TEMA: QUEBRANTAMENTO.
TEXTO: SALMOS 51:1-17

Discorreremos de maneira simples sobre os Salmos 51, esse cântico é interessante porque ele revela cinco atitudes de Davi após o seu terrível pecado. O cântico apresenta o que devemos fazer quando pecamos contra a santidade divina, como também saber que para o homem reabilitar a sua espiritualidade faz-se necessário reconhecer o seu pecado, confessar, arrependimento, pedir perdão e renovação espiritual.

O PECADO.
O pecado é a desobediência ou a violação dos mandamentos do Senhor, o pecado não vale apena, pois, as consequências dele são terríveis e pode perdurar por toda a vida do homem. O pecado é um fardo que o homem precisa se livrar dele, substituindo pelo fardo do Senhor que é leve (Mt 11:29-30), mas para isso faz-se necessário arrepender-se (At 3:19).

O PECADO DE DAVI.
Davi foi um grande herói, ele venceu o Golias e muitas outras batalhas, entretanto o pecado que mais pesou sobre ele foi a maneira de como ele pecou, Davi adulterou com a mulher do seu fiel soldado, Urias, o mais agravante foi como ele tramou a morte de Urias, Davi ordenou que ele fosse posto na primeira fileira na batalha (2 Sm 11:15), isso foi uma covardia. Davi tentou esconder de todos o seu pecado, porém, para Deus nada há encoberto que não seja revelado (Dn 2:22; Mt 10:26; Lc 8:17), até mesmo no final tudo virá a ser revelado perante o juízo divino (Ec 12:14). Tudo Deus vê, os nossos caminhos estão perante ele (Jó 34:21; Pv 5:21).

NATÃ NA CASA DE DAVI.
O pecado de Davi foi tão terrível aos olhos do Senhor que ele enviou o seu profeta para mostrar a Davi o seu terrível pecado. Muitas vezes é necessário que Deus intervenha e desperte e para isso ele se utilizou de um dos seus instrumentos para despertar o rei do seu pecado, Deus manda Natã ir à casa de Davi para mostrar-lhe o quão grande foi o seu pecado (2 Sm 12:1-15), a sentença foi imediata, daí começou a espada do Senhor na casa de Davi, ela se estendeu até o fim do seu reinado. As consequências do pecado são inevitáveis (Rm 6:3; I Jo 3:8; Gl 6:7,8).

ARREPENDIMENTO.
O arrependimento não é passageiro como um remorso, o verdadeiro arrependimento ocasiona um sentimento profundo por haver ferido os preceitos divinos. O arrependimento sincero é acompanhado de mudanças importantes na vida de uma pessoa, inclusive a regeneração, que é o resultado do arrependimento, e a conversão que resulta na recuperação da vida moral e espiritual do indivíduo (2 Co 5:17; I Jo 3:9; I Pe 1:3; I Pe 1:23; I Jo 5:18; I Pe 3:18), sem a regeneração o indivíduo não alcançará esse momento tão glorioso descrito por Jesus em (Mt 19:28).

ATITUDES DE DAVI MEDIANTE O ARREPENDIMENTO.
Muitas vezes precisamos tomar as mesmas atitudes de Davi em relação ao seu pecado.
(1) O reconhecimento do seu pecado.
(2) A confissão;
(3) O arrependimento;
(4) O Rogativa de perdão;
(5) O Pedido de renovação espiritual.

                Amados, muitas vezes precisamos fazer o mesmo percurso, dando ouvido a voz de Deus, ela muitas vezes fala a nossa consciência, é como a voz de Natã aos nossos ouvidos, mostrando quer o pecado não vale apena e tentar escondê-lo é adiar o julgamento divino. O Espírito Santo de Deus nos fala, quem tem ouvido ouça, considere a sua voz enquanto é tempo para que ele não se entristeça com você, não endureça o seu coração (Sl 95:8; Hb 3:7). A maior oferta para Deus não é o que você tem pra oferecer, mas um coração quebrantado que é o necessário para alcançar o perdão divino. Se pecar recorra imediatamente ao seu advogado “Jesus Cristo” (I Jo 2:1,2).

Pr. Elis Clementino -prelisclementino@hotmail.com

 

quarta-feira, 22 de março de 2023

ESBOÇO 1247 TEMA: FAZENDO A SUA PARTE.

 
ESBOÇO 1247
TEMA: FAZENDO A SUA PARTE.
TEXTO: TUDO É POSSÍVEL AO QUE CRER. MARCOS 9:23.

                Nem tudo aquilo que o Senhor nos determina fazer obtemos sucesso, principalmente quando somos encarregados de pregar a sua palavra e orar pelas pessoas enfermas e possessas por espíritos maus. Vale ressaltar que para sermos usados por Deus é necessário estarmos alinhados a ele através da fé, mas para que aconteça o milagre é preciso fazer uso dela, tanto quem ora impondo as mãos, quanto o que recebe, ou seja, cada um deve fazer a sua parte.

AS IMPOSSIBILIDADES.
No contexto Marcos relata a impossibilidade de os discípulos curar um lunático, embora sabemos que devido as nossas limitações somos impossibilitados de realizar e alcançar tudo aquilo que desejamos. Ressalto ainda, não devemos transferir para Deus a parte que nos cabe fazer, nem lhe atribuir pelos resultados não alcançados. Há situações que a fé deve estar presente em quem ora e não necessariamente em quem a recebe, por exemplo: uma pessoa no leito em coma, ele nada sabe, mas quem ora usará a sua fé ou até mesmo aquele parente que solicitou a oração, o pai do jovem teve que usar a sua fé.

FAZENDO A SUA PARTE.
Havia uma grande multidão pessoas naquele momento (Mc 9:25), porém Jesus chegou no momento certo, tirando os discípulos daquela situação. Jesus chamou o pai do jovem e mostrou-lhe que ele deveria também fazer a sua parte para ver o milagre do seu filho “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê” (Mc 9:23,24), isso seria o mínimo para o milagre acontecer.

Como dissemos anteriormente cabe a nós fazermos a nossa parte, tendo como base a nossa crença que é a fé em termos religiosos. Muitas vezes o homem quer alcançar as bençãos divinas, mas em nada ele contribui, pois, buscar a Deus é a parte que lhe cabe para que o milagre aconteça, se não recebemos é porque falta está em nós (Mt 7:7-11), até mesmo mediante os nossos propósitos futuros devemos consultar a Deus (Tg 4:15). No AT. Houve milagres realizados pelos profetas, todo eles através da intervenção divina, entre eles destacarei alguns, a  cura de Naamã, o general leproso, esse homem teve que fazer a sua parte, conforme a palavra de Eliseu, ele teria que dar sete mergulho no rio Jordão, embora determinações como esta contrariam as nossas vontades, mas para que o milagre acontecesse lhe era necessário obedecer (2 Rs 5:1-14). A mulher do fluxo de sangue teve que enfrentar a multidão para tocar na orla das vestes de Jesus (Mt 9:18-26). A mulher Cananéia ouviu de Jesus o que ninguém gostaria de ouvir, mas ela fez a sua parte, se humilhar (Mt 15:21-28). O centurião se humilhou para que Jesus fosse a sua casa (Mt 5:8-13). O cego precisou ir ao tanque de Siloé se lavar (Jo 9:6). Não haverá milagres sem obediência.

Atualmente algumas pregações não enfatizam a necessidade de o homem fazer a sua parte, maiormente no sentido espiritual. Grande parte das mensagens proclamadas nos púlpitos de algumas igrejas são apenas para massagear o ego das pessoas, como se Deus tenha a obrigação para com o indivíduo, em contrapartida nenhuma. A impressão que se tem, é que Deus faz tudo, assim também há muitos hinos que apenas geram a ilusão nas pessoas de que Deus irá fazer tudo por elas, mas que nada elas tenham a oferecer a Deus.

A PALAVRA DE DEUS E O ALICERCE DA FÉ CRISTÃ.
O ensinamento através da palavra de Deus apresenta a necessidade de o homem executar a parte que lhe cabe (1) Aproximando-se de Deus por meio de uma vida santa; (2) buscar nele o que deseja; (3) lutar para de forma justa para alcançar; (4) entender que Deus pode tudo, mas não faz tudo o que queremos. Paulo pediu a Deus que o curasse do espinho na carne, no entanto, Deus lhe disse: “a minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12:9-11).

Amados a fábula e as heresias estão por toda parte, o verdadeiro crente não deve ser alimentado pela ilusão de que ele pode tudo, pois há coisas que somente Deus faz, porém há outras que ele permite que façamos. Retornando ao exemplo de Naamã, esse é um exemplo típico, ele se recusou a dar os sete mergulhos no rio Jordão, mas se ele não tivesse dado os mergulhos no rio não haveria milagre. Precisamos ter muito cuidado com o que ouvimos em alguns pregadores e até nas redes sociais, as mensagens de autoajuda estão por toda parte, entretanto, o que mais precisamos é da ajuda que vem do alto. Cabe a nós submetermos ou não a vontade de Deus. Consultar a Deus é uma necessidade, portanto. Lancemos sobre Deus as nossas necessidades e ele tem cuidado de nós (I Pe 5:7). Lançar sobre ele é fazer a sua parte.

Pr. Elis Clementino
prelisclementino@hotmail. com

sábado, 18 de março de 2023

ESBOÇO 1246 SERVOS INÚTEIS.

 

ESBOÇO 1246
TEMA: SERVOS INÚTEIS.
TEXTO: LUCAS 17:7-10

    Essa brilhante ilustração proferida por Jesus é de grande importância, e dela extrairmos lições para serem aplicadas no nosso cotidiano, principalmente na vida espiritual. Sempre houve razões para que Jesus exibisse as suas belas parábolas com a finalidade de ensinar, que fosse por algumas circunstâncias ou por indagação dos seus discípulos. As parábolas sempre estavam ligadas ao espiritual.
 
O SERVO E O SEU SENHOR.
Na antiguidade o tratamento entre servo e senhor, principalmente naquela cultura o servo era um escravo, ele não tinha acesso direto ao seu senhor, até durante as refeições eles eram tratados como servo sem elogios e privilégios, jamais sentar à mesa com seu senhor, isso era algo difícil de acontecer (Lc 17:7).
 
O DEVER DO SERVO.
O servo sempre deveria estar à disposição do seu senhor para fazer tudo o que lhe fosse ordenado, aqui a prioridade era servir enquanto o seu senhor comia e bebia sem que o servo se importar-se com o tempo, depois de servir seria liberado pelo seu senhor, daí em diante ele podia comer e beber (Lc 17:8). O senhor jamais agradecerá ao seu servo pelos seus feitos, pois a ele era imposta essa obrigação (Lc 17:9).
 
TODOS NÓS SOMOS CONVOCADOS A SERVIR.
Muitas vezes temos a impressão que já fizemos muito e não somos reconhecidos por aquilo que fizemos, os discípulos também buscavam reconhecimento e destaque, eles desejavam saber quem seria o maior entre eles (Mt 18:1-5, 10; Lc 9:46-50), ou primeiro lugar (Lc 14:1, 7-14). Jesus deu-lhes a maior uma grande lição sobre o valor da humildade. Não devemos pensar que já fizemos para Deus representa muita coisa, embora Deus leve em consideração as nossas possibilidades ou nossos limites, no entanto dentro dos seus limites faça o que você não pode e o que você não pode outros faz.
 
O âmago dessa parábola é servir bem. Todos nós somos servos diante do nosso SENHOR, ele não se impressiona por aquilo que você faz, no entanto devemos fazer tudo aquilo que ele nos ordena “Assim também vocês, quando tiverem feito tudo o que vos for ordenado, devem dizer: Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever” (Lc 17:10). Amados, jamais toque trombeta pelo que você fez ou faz, você é servo, e como servos de Deus não pertencemos a nós mesmos, no entanto dependemos exclusivamente a ele, pois tudo é dele. Essa parábola revela o árduo trabalho do cristão aqui na terra em servir ao Senhor, a comida e a bebida consistem em fazer a sua vontade do meu pai disse Jesus (Jo 4:32-34). Amados, apenas sirvam!
 
Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

quarta-feira, 15 de março de 2023

ANDANDO COM DEUS.

 

ESBOÇO 1245

TEMA: ANDANDO COM DEUS.

TEXTO: GENESÍS 5:24

Andar com Deus é uma expressão que denota intimidade, mas para andar com Deus devemos proceder conforme a sua lei moral, “A lei em sua moralidade é a revelação divina de sua vontade ao homem”, assim andar com Deus é a prova de uma vida santa.

Deus criou o homem com o propósito de ser glorificado por ele, andar com Deus é muito mais que um companheiro, mas amigo. É muito natural ouvirmos alguém dizer que anda com Deus, no entanto, não é simplesmente confessar, é preciso muito mais, é ser conhecido pelas características que se alinham com a lei moral de Deus.

HOMENS QUE ANDARAM COM DEUS.

Enoque andou com Deus (Gn 5:24), a sua comunhão com Deus era tão perfeita com ele que Deus o tomou para si, o arrebatando, esse foi o primeiro caso de arrebatamento. Abraão pela sua obediência alcançou o testemunho de amigo de Deus (Is 41:8; Tg 2:23); Elias foi um profeta que alcançou de Deus testemunho de vida e reconhecido pela sua fidelidade (I Rs 17:24), posteriormente Deus o tomou para si 2 Rs 2:1-11), esses textos são muito ricos e podemos extrair lições importantes para a nossa vida espiritual; Eliseu, ele herdou características do seu senhor, ele era conhecido como homem de Deus “Sei que esse homem que sempre vem aqui é um santo homem de Deus.” (2 Rs 4:8,9), saiba que não é simplesmente dizer que homem de Deus, mas deixar que os outros deem testemunho de você.

O apóstolo João disse: quem declara que permanece nele também deve andar como ele andou (1 Jo 2:6b; Jo 3:15; 15:4,10), Jesus foi o modelo, prestem bem atenção o que disse João, as obras são importantes, elas são representadas pela fé (Tg 2:18). Muitos e outros profetas tiveram testemunho de vida que demonstraram andar com Deus.

Quem anda com Deus desfruta de alguns privilégios, mas em contra partida tem que fazer jus as qualidades impostas pelo termo “homem de Deus”. Não basta ele se auto- proclamar homem de Deus, mas provar na prática vivendo como luz diante dos homens. O comportamento daqueles profetas comprovara serem verdadeiramente homens de Deus. Muitas pessoas tem sido prejudicadas por falsos homens de Deus, na minha vida de experiência já vi muitas pessoas se queixarem de certos obreiros que não mereciam a sua confiança, isso é triste, mas é uma realidade.

HOMENS DE DEUS REALIZAM OBRAS QUE GLORIFIQUEM A DEUS.

Os homens de Deus possuem frutos que correspondem com as suas qualidades de homem de Deus, muitos milagres que favoreceram outras pessoas aconteceram, Elias, aumentou a farinha e o azeite daquela viúva, além disso um grande milagre ressuscitou o seu filho (I Rs 17:8-24); Depois da visita de Eliseu a cada da Sunamita, aconteceu que o seu filho morreu, muitas vezes pensamos como é que Deus dá uma benção e depois acontece um retrocesso desse? Desde o dia que Eliseu se hospedou naquela casa ele passou a ter o compromisso espiritual com aquela família, um pastor, bispo tem o dever de dar a cobertura espiritual as famílias, ao se aproximar de Eliseu no Monte Carmelo enviou Geazi e perguntar-lhes, vai bem contido, com teu marido, com o menino, respondeu ela: vai tudo bem, ora, ela lembrou bem que não havia pedido filho, Eliseu manda Geazi e nada aconteceu, não teve bordão que fizesse o menino se levantar, talvez se ele levantasse Geazi se encheria de orgulho, mas o negócio de Deus era com Elizeu e não com o moço  (2 Rs 4:8-32).

Andar com Deus é uma necessidade que todos têm, muitos milagres poderiam acontecer se os todos os cristãos entendessem essa realidade. Andar com Deus significa muito mais do que confessar que está com Deus, no entanto todos que andam com Deus sofrerão, porque com Deus o homem incomoda até o inferno. Os profetas e servos que andaram com Deus sofreram perseguições, essa é a marca da presença de Deus em nossas vidas, se sofreis bem-aventurados sois vós (Mt 5:1-16).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

 

sexta-feira, 10 de março de 2023

AMIZADES.

 

ESBOÇO 1244

TEMA: AMIZADES.

TEXTO: PROVÉRBIOS 18:24.

É impossível falar de amizade sem falar em relacionamento interpessoal. Para conviver socialmente é necessário nos relacionar bem com as outras pessoas, seja elas de qualquer classe social e religiosa. As pessoas isoladas nada edificam, pois precisamos das outras pessoas para desenvolvermos o nosso potencial e a força do trabalho.

LAÇOS DE AMIZADES.

Amizade é um sentimento de afeição, apreço entre as pessoas, todos nós temos laços de amizades com indivíduos de diferentes classes sociais, culturais e religiosa, esse relacionamento independe dessas diferenças, mas depende de comportamento. Os laços de amizades podem ser destrutivos ou construtivos, como disse anteriormente, depende como nos relacionamos, mas é preciso ter cuidado, pois é perigoso se relacionar com as pessoas sem conhece-las.

QUEM SÃO OS AMIGOS?

Todos nós temos muitos amigos, amizades que muitas vezes começaram no primeiro encontro, ou nas primeiras prosas, dali em diante se firmou uma amizade. Quando fazemos amizades nunca pensamos que elas possam acabar, não é? Pois essa amizade deve continuar em quaisquer que sejam as circunstâncias e sem interesses pessoais. As considerações em uma amizade deve ser uma via de mão dupla, ou seja, há reciprocidade. Devemos entender também que os verdadeiros amigos reconhecem os limites entre uma amizade. Quando fazemos uma amizade com alguém construímos uma ponte, por isso se exige muito cuidado para que essa ponte não se transforme em um abismo, pois a quebra de um relacionamento é muito ruim.

QUEM SÃO OS MAIS CHEGADOS QUE UM IRMÃO?

Muitas vezes no seio familiar não temos tanto afinamento, ou até mesmo com outros parentes mais distantes, mas há com outras pessoas fora do seio familiar. Salomão diz algo interessante “há amigo mais chegado que um irmão” (Pv 18:24), na verdade temos muitos amigos, mas alguns deles são mais chegados do que um irmão, embora saibamos que um amigo nunca substituirá um irmão, vejam a expressão do verbo haver. Ter amigo é necessário, porque quando um cair o outro levanta (Ec 4:10; Is 41:6). Um conselho de um amigo leal não deve ser desprezado (Pv 27:9), esses textos falam de integração, relacionamento e soma de forças.

Precisamos ter muito cuidado, porque há amizades que são destrutivas, elas desconstroem tudo o que há de bom dentro de nós, além disso corremos o risco de se tornar refém dele. As más companhias são prejudiciais, Paulo disse: as, más companhias interrompem os bons costumes (I Co 15:33), leiam, (I Co 5:9-11), nada obstante, não podemos generalizar e dizer que as pessoas não crentes não as tenhamos amigas, contudo, devemos selecioná-las, porque muitos tem perdido a sua espiritualidade por causa de certas amizades. Cuidado com amizades ou alianças finas, um dia ela se parte. Cuidado com as amizades e com os pérfidos amigos, pois muitas vezes têm a sua amizade por conveniência, ou seja, é seu amigo enquanto você tem algo a oferecer a ele, pois muitas amizades são descobertas que na realidade eram falsas nas adversidades, nas divergências, ou nas questões sociais e religiosas, quando é religiosa se torna muito pior, basta você mudar de denominação para se tornar um desconhecido, lhe negando até a paz.

AMIGOS DE DEUS.

O apóstolo Tiago escreveu algo importante entre Deus e Abrão “Abrão creu em Deus, e isso lhe foi atribuído como justiça, e ele foi chamado amigo de Deus” (Tg 2:23). Uma amizade com Deus jamais deve ser rompida, naturalmente o homem se sente privilegiado quando é amigo de pessoas ilustres, não é? imaginemos Deus nos tratando como amigo, entretanto, o que nos torna amigo de Deus é a nossa fidelidade para com ele. Jesus foi muito claro em dizer que nem todos eram seus amigos, enquanto ele falava para a multidão, disseram-lhe: a tua mãe e teus irmãos estão lá fora vejam o que ele respondeu (Mt 12:46-50). Jesus chamou Lázaro de seu amigo (Jo 11:5). Em outra ocasião ele fez uma declaração mais abrangente sobre servos e amigos (Jo 8:26; Jo 15:14-16; 16:12). Os amigos de Jesus podiam ouvir dele coisas profundas a respeito do imaterial. Os profetas experimentaram dessa relação com Deus, disse o Senhor sobre Abraão dizendo:  ocultarei eu a Abraão o que faço? (Gn 18:17); Amós declarou algo importante sobre os segredos divinos “...o SENHOR Soberano, não realizará nada sobre a terra sem primeiro revelar os seus desígnios aos seus servos escolhidos, os profetas” (Am 3:7). Na sua oração sacerdotal Jesus declarou para seus amigos “Pois Eu compartilhei com ele as palavras que me deste, e eles aceitaram. Eles reconheceram, de fato, que vim de ti e creram que me enviaste (Jo 17:8).

Amados, selecionem as suas amizades, se você perceber que seus valores estão sendo subtraído por certas amizades corte imediatamente. Jesus é o seu melhor amigo, ele é o amigo mais chegado que um irmão (Jo 15:15). Tenham cuidado, nem todos os amigos você deve confidenciar as suas particularidades.

Pr. Elis Clementino

terça-feira, 7 de março de 2023

A PROMESSA DE JESUS SOBRE O ESPIRITO SANTO.

 ESBOÇO 1243

TEMA: A PROMESSA DE JESUS SOBRE O ESPIRITO SANTO.

TEXTO: JOÃO 7:37-39

O eterno preparou tudo para o plano estabelecido por ele para a humanidade. O Senhor fez a maior de todas as criações, a formação do homem, ele formou o homem para que ele o glorificasse. Apesar do homem cair, Deus não o deixou desprovido do seu cuidado, ele proveu tudo para que o homem reabilitasse a sua comunhão com ele.

A QUEDA DO HOMEM.

A queda do homem se deu pela desobediência aos princípios estabelecidos por Deus, pois o homem não conhecia a tentação, porém Satanás em forma de serpente montou uma narrativa mentirosa para enganar a mulher que sendo a parte mais frágil tirada do próprio homem (Gn 3:3). Eva enganada pelo diabo o pai da mentira (Jo 8:44), portanto, Eva induziu a Adão a comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal (Gn 2:17), a queda do homem no Éden se deu pela desobediência comendo do fruto proibido, após cair Deus fala a Adão “aonde estás?” logo a lei da consciência é despertada, estando eles nus e se esconderam, vendo-os nus o Senhor fez para eles túnicas de peles de animais (Gn 3:21-24), havendo o primeiro sacrifício em prol do homem “as peles dos animais” para cobrir a sua nudez.

A GRANDE PROMESSA.

O amor divino pelo homem, obra prima das mãos do criador, na formação do homem entendemos que quando Deus disse: “façamos o homem a nossa imagem e semelhança”, o Senhor usou uma forma diferenciada para formar o homem, a nenhum ser Deus disse façamos, mas ao homem ele disse façamos (Gn 1:26,27). Após a queda do homem Deus faz a primeira promessa de redenção “da semente da mulher nascerá um que esmagará a cabeça da serpente” (Gn 3:15).

A PREEXISTENCIA DE CRISTO.

As promessas já prefiguravam a Cristo é preciso entender que Jesus Cristo, não nasceu, não foi um anjo transformado, ele é antes de todas as coisas. As suas bases estão fundadas em três verdades, na sua preexistência (Jo 1:3; Cl 1:16), imutabilidade e eternidade (Hb 13:8; Ap 22:13). Jesus testemunhou “antes que Abraão existisse “Eu sou” (Jo 8:57-58). Todo o poder foi-lhe dado no céu e na terra (Mt 28:19).

PRENUNCIO DO NASCIMENTO DE CRISTO.

Moisés disse que haveria um profeta semelhante a ele (Dt 18:15; At 3:22-26), outros profetas do Antigo Testamento também profetizaram a respeito de Cristo (Zc 9:10; Is 9:6-7). As palavras proferidas por Deus a respeito do varão que esmagaria a cabeça da serpente estavam de pé, o tempo não apagou, não se desgastou e nem caiu por terra (I Sm 3:19; Mt 24:35; Lc 21:33; Is 51:6; Is 14:27). Deus não é o homem para que minta e nem o filho do homem que se arrependa (Nr 23:19). Jesus veio reabilitar o homem com seu criador, reabilitado o homem ele passou a experimentar da presença de Deus através do Espírito Santo, mas para isso é necessário que o homem converta dos e chegue-se a Deus para alcançar as promessas (Tg 4:8), assim continua até o presente.

JESUS FAZ PORMESSAS SOBRE O ESPIRITO SANTO.

Durante o seu ministério terreno, Jesus começou a abrir as mentes dos discípulos sobre a decida do Espírito Santo (Jo 7:37-39; 16:1-16). Não deixar órfão, ou seja, desamparados, o Espírito Santo é o paracleto, aquele que está ao nosso lado nos momentos de solidão, tristezas, nas amarguras, ele é aquele que consola.

A DECIDA DO ESPIRITO SANTO.

Após a ascensão de Jesus aos céus estando os discípulos em oração no Cenáculo, eles foram tomados por um impetuoso vento que encheu toda casa, e começara a falar noutras línguas repartidas como de fogo e todos foram cheios do Espirito Santo “eles não foram meios, mas cheios” (At 2:1-4). Esse acontecimento trouxe para aqueles homens tímidos pelas circunstâncias um grande avivamento e encorajamento para continuarem a missão, para muitos tudo acabaria ali confinados no senáculo, mas o Espirito Santo trouxe vida e se tornaram ousados, inclusive Pedro que estava cheio e abriu a boca para proclamar o evangelho com ousadia (At 2:14). Ninguém podia apagar a chama que havia neles, aleluia!

                O Espírito Santo é a força motora da nossa fé, ele encoraja e capacita para cumprirmos a sua ordem (Mc 16:15), ele nos auxilia com gemidos inexprimíveis intercedendo por nós, porque não sabemos como convém pedir (Rm 8:26-27). Nunca tivemos tão necessitados da sua ajuda como nos dias atuais, pois é hora de nos encher dele, não da maneira que muitos se dizem cheios do Espirito Santo, quando na realidade estão vazios, assim profetizam, enganam e distorce a palavra. Paulo disse que não vos enchei do vinho em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito Santo (Ef 5:18). Sentir a presença de Deus é uma necessidade, visto que o esvaziamento espiritual está grande, há muito barulho e pouca ou nenhuma espiritualidade. Voltemos a buscar a Deus e nos enchermos dele, remir o tempo, pois eles são maus (Ef 5:16), aproveite cada oportunidade, resgate o tempo perdido e use-o com sabedoria com coisas importantes, principalmente ao que se refere a sua fé em Cristo, sem nunca se conformar com este mundo (Rm 12:2).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

segunda-feira, 6 de março de 2023

O DESANIMO DOS PROFETAS.

ESBOÇO 1242
TEMA: O DESANIMO DOS PROFETAS.
TEXO: JEREMIAS 1:17-19; 20:9

Pela nossa fragilidade alguns acontecimentos imprevistos podem nos conduzir a diversos processos desagradáveis, tanto aspecto físico quanto mental e espiritual. Qualquer indivíduo está sujeito a esses acasos, independentemente de classe social ou religiosa, Salomão disse que todos que estão debaixo do sol sofrem os acasos, e ele afeta a todos (Ec 9:11), essas casualidades são como pedras no nosso caminho que muitas vezes são imprevisíveis, contudo, devemos considera-los e buscar meios pelos quais possamos amenizar a dor e superá-los. Falarei brevemente sobre o tema, o desanimo dos profetas.

O DESANIMO.
O desanimo afeta a todos se o indivíduo é temente a Deus ou não, ele também sofre os acasos da vida. O desanimo acontece quando o indivíduo não consegue sucesso naquilo que faz, ou pretende fazer, isso é natural. O desanimo é uma reação do organismo humano, na Bíblia encontramos vários exemplos de personagens com alto grau de intimidade com Deus e desanimaram. Podemos destacar apenas alguns deles:

- O desanimo de Abrão numa madrugada naquele grande sacrifício que ele oferecia a Deus, ele via as aves de rapina tirar do altar as carnes oferecidas, ele se cansou e foi tomado pelo desanimo (Gn 15:11-12).

- Moisés, vendo a dura tarefa e cansado pela pressão do povo desanimou e disse: Eu só não posso leva este povo, porque muito pesado é para mim. E se assim fazes comigo, mata-me, peço-te, se tenho achado graça aos teus olhos, e não me deixes ver o meu mal (Nr 11:14-16),

- Elias, ameaçado por uma mulher, fugiu e pediu a morte diante do desafio com Deus e aqueles quatrocentos profetas de Baal (I Rs 18:25-46), talvez na sua visão fosse mais fácil vencer Jezabel, mulher de Acabe, mas não, ele fugiu a mando do Senhor e debilitado deitou-se debaixo de um zimbro e pediu a morte (I Rs 19:1-4).

O chamado de Jeremias, foi uma das mais brilhante e diferenciada entre os profetas, principalmente pela maneira que o Senhor falou com ele, “antes de estás formado, eu te chamei” e disse: não temas diante deles, eu te livrarei (Jr 1:5-10), mas cinge os teus lombos, pelejarão contra ti, mas não prevalecerão (jr 1:17-19). Jeremias tinha uma missão divina que era fazer com que o povo renovasse a sua aliança com Deus, porém o povo não o quis ouvir e ainda conspiraram contra ele, porém, isso fez com que o profeta se deprimisse (Jr 11:18-20). Jeremias queria que Deus destruísse seus inimigos, porém Deus (Jr 12:1-3), porém Deus resolve falar com ele mais uma vez, e dessa vez mostrou para ele que a sua missão não seria fácil e que até a sua própria família estava contra ele e que ele estivesse preparado (Jr 12:5,6), entretendo, ele teria que continuar a sua missão, mais tarde ele é preso amarrado no cepo até que ele falou para Deus o seguinte, não falarei mais no seu nome, porque estou cansado de sofrer e não posso mais, isso no coração ardia encerrando os seus ossos (Jr 20:9).

Devemos entender que mesmo debaixo das promessas de Deus não estamos isentos de sofrermos por não termos sucesso em algo que fazemos, inclusive na obra de Deus.

Amados, os desgastes são naturais em determinadas circunstâncias das nossas vidas, e nada é mais desgastante do que não ver o seu próprio sucesso. Todos os profetas sofreram e se deprimiram, a ponto de pedirem a morte, mais há coisas que desejamos em nossos corações, mas não são aceitas por Deus. Os profetas que pediram a morte Deus não os mataram, porém deu-lhes forças para continuarem a sua missão.  Devemos entender que os caminhos e pensamentos de Deus são diferentes dos nossos (Is 55:8,9). A palavra pregada por Jeremias teria o seu cumprimento no tempo certo (Is 55:10,11). É preciso estar calmo e cumprir a sua missão na esperança de ver Deus agir. Todos nós enfrentamos muitas circunstancias ruins em nosso caminho, mas segure o tranco nas adversidades, seja forte, pois a peleja é dura e quem quer ter uma vida piedosa enfrentarão essas casualidades, principalmente as perseguições (2 Tm 3:12). Sigamos em frente, Deus tem o melhor pra você, não desanime e nem desista.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.co

sexta-feira, 3 de março de 2023

SENTIMENTO DE FRUSTRAÇÃO.

 

ESBOÇO 1241

TEMA: SENTIMENTO DE FRUSTRAÇÃO.

TEXTO: JEREMIAS 20:7-10.

Irei falar um pouco e sem muitos pormenores sobre frustração e os momentos difíceis de alguns profetas do Senhor, muitos deles na qualidade de profeta pensavam que haveria grandes vantagens, privilégios e isenções dos sofrimentos, porque Deus estava com eles, mas na prática não é bem assim, isso é provado pela história de cada um deles. Muitos desses profetas se frustraram, por não verem os resultados ou o sucesso imediato da sua missão, embora eles não tivessem a dimensão e até aonde poderia chegar tais profecias, muitas delas até hoje estão sendo cumpridas no mundo inteiro, principalmente para com o povo de Deus, Israel.

O QUE É A FRUSTRAÇÃO?

Ela é aquele sentimento que está ligado a uma sensação de impotência, quando tudo falha e você não consegue o alcançar o objetivo de algo que planejava. Seja qual for a sua missão, principalmente quando é pertinente ao espiritual, assim como a dos profetas, e por conseguinte a nossa de proclamar o evangelho. Os profetas do Antigo Testamento tiveram esse mesmo sentimento, pois a frustração independe da obra ou empreendimento, seja no âmbito social, profissional ou religioso, os acasos acontecerão inevitavelmente.

A MISSÃO DIVINA.

Quando o indivíduo tem um chamado divino, logo ele tem a ideia de que tudo ocorrerá muito bem e sem nenhuma dificuldade, assim sendo, ele pensa em dar o melhor de si achando que tudo será favorável. Muitos pensam dessa maneira quando abraçam a causa divina, as vezes empolgados e não se dão conta da existência das casualidades, principalmente quando ele é fiel e verdadeiro ao entregar a mensagem divina, mesmo assim conhecendo a Deus ele pode duvidar do seu chamado, bem como a sua família, ou seja, os da própria casa e até odiá-lo (Jr 12:6).

HOMENS DOMINADOS PELA FRUSTRAÇÃO.

Na Bíblia, encontramos muitos homens de Deus que se sentiram frustrados por não ver os resultados satisfatórios daquilo que estavam realizando para Deus. Apresentarei alguns deles que se abateram psicologicamente e se deprimiram a ponto de pedirem a morte. Destacarei entre eles apenas alguns; Abraão quando oferecia o sacrifício (Gn 15:10-12); Moisés totalmente exausto pede a morte (Nr 11:11-15); Elias pede a morte (I Rs 19:4); Jeremias deprimido, pede vingança contra os seus inimigos e Deus lhe fala outra coisa (J 12:1-7).

NÃO DEIXE A FRUSTRAÇÃO LHE ABATER.

Sabemos que ninguém é tão forte que não tenha esse sentimento de frustração em determinados momentos da sua vida, quem nunca sofreu uma derrota em algum momento não tem experiência para contar. Muitas vezes pensamos que todo caminho é plano, sem barreiras, sem altos e nem baixos, mas no meio do caminho nos deparamos com os imprevistos, eles parecem um bloqueio nos aspectos físicos e mentais para que nada façamos. Temos alguns exemplos de homens de Deus que mediante todo tipo de sofrimentos e oposições não se abateram, entre eles destaco Neemias e a sua admirável coragem e determinação.

LIÇÕES IMPORTANTES A SEREM APRENDIDAS COM NEEMIAS.

(1) Neemias não se intimidou com a destruição de Jerusalém (Ne 6:3).

(2) Delegou homens para o serviço de restauração (Ne 7:1,2);

(3) Restaurou a Adoração (Ne 9);

(4) Se preocupou com as festas e as tradições do povo;

(5) Organizou o pessoal para que o trabalho do templo fosse construído.

Amados, muitas vezes não somos tão fortes como pensamos, há momentos que nos sentimos debilitados e verdadeiros impotentes diante da missão que nos foi imposta, digo isso, não somente aos obreiros, mas também aos crentes de forma geral, porque todos eles têm uma missão imposta por Deus a cumprir. O profeta Jeremias pensava que tudo seria fácil pelo que Deus prometeu a ele, mas tão logo começou os sofrimentos. Queridos, muitas vezes caminhamos gemendo e chorando carregando os nossos molhos, outra hora carregando os ossos de José, mas não importa como conduzimos o nosso fardo, se for a cruz e ela estiver pesada carregue-a, porque para Deus cabe aos profetas cumprirem a sua missão, não importa aonde e nem como. Os frutos do seu trabalho, se não colher aqui, outros colherão no seu lugar, mas o seu trabalho foi feito, o prêmio o Senhor dará naquele dia, quando combater o nosso combate (2 Tm 4:7-8).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

quinta-feira, 2 de março de 2023

A CONSCIÊNCIA LIMPA.

 

ESBOÇO 1240

TEMA: A CONSCIÊNCIA LIMPA.

TEXTO: ATOS 24:16

Nessa vida não há nada melhor do que uma consciência, boa, saudável e inculpável. A Bíblia apresenta que a consciência deve ser limpa tanto para com Deus, como para com os homens.

1. ETIMOLOGIA DA PALAVRA.

A palavra consciência vem do latim com, “com” e scire, “saber”. O equivalente grego a suneidesis, que ocorre por mais de trinta vezes no novo testamento (At 23:1; 24:16; Rm 2:15; 9:1; 13:5). Em sua evolução esse termo tem servido de sinônimo de consciência, no sentido de percepção. A palavra que se originou do latim, tem sido usado na filosofia como sinônimo de “consciência”, capacidade inata (Fil. que pertence a natureza de um ser) de destingir entre o certo e o errado.

2. CONCEITO DE ALGUNS PENSADORES

Sócrates via a consciência como uma espécie de voz interna de advertência que ele reputava originar-se ser divino.

“O bispo Butler, filósofo e teólogo via a consciência como uma faculdade mental, e, de fato, faculdade da razão que é capaz de distinguir entre o certo e errado, uma faculdade inerente (inseparavelmente ou que está ligado a alguma coisa), divinamente outorgada.” “John Henry Newmam acreditava que a consciência é uma espécie de visão luminosa, concedida por Deus à sensibilidade humana, mediante a qual a pessoa concorda que certas coisas são certas ou erradas. Nesse ponto de vista a consciência é uma forma de elo entre Deus e o Homem, inerente, uma qualidade de espírito.”

A palavra consciência pode ser o sinônimo de mente ou de alma. A consciência é a faculdade de estabelecer julgamentos dos nossos atos, quando ela se corrompe não conseguimos estabelecer julgamentos justos, ela é como um instrumento medindo as nossas atitudes. No sentido cristão, naturalmente, a consciência humana nunca se manifesta isolada, supõe-se que o Espírito de Deus tem acesso à consciência sendo capaz de influenciá-la.

3. CITAÇÕES IMPORTANTES.

1. “Consciência e reputação são duas coisas diferentes. A consciência deve-se a nós mesmo e a reputação deve-se ao próximo” (Agostinho).

2. Uma boa consciência é um natal permanente (Benjamim Franklim).

3. “Não há testemunha tão terrível e nem acusador tão poderoso, como a consciência, que habita no peito de todo homem” (Políbio).

4. “O verme da consciência observa as mesmas horas que a coruja” (Schiller)

5. “Não confie em coisa alguma, sobretudo no homem sem consciência” (Lawrence Sterne, Tristam Shandy)

4. AS REAÇÕES DA CONSCIÊNCIA.

Dependendo de como o espírito humano reage ao Espírito de Deus, a consciência pode ser descrita das seguintes maneiras:

1. Fraca (1 Co 8:7,12);

2. Consciência má ou contaminada (Hb 10:22; Tt 1:15);

3. Cauterizada (1 Tim 4:2). Há algumas interpretações com relação a mente cauterizada como: Marcar, produzir marcas, havia pessoas que eram marcadas com marca do deus a quem ele adorava. Paulo em (Gl 6:17) fala que trazia no seu corpo as marcas de Cristo, isso ele falava da sua verdadeira devoção a Cristo. A consciência do homem pode ser marcada a fogo com os efeitos do pecado;

4. Consciência pura (2 Tm 1:5);

5. Consciência livre de ofensa (At 24:6);

6. Consciência boa ou honrada (Hb 13:7; 1 Pe 3:16).

5. DETERIORAÇÃO DA CONSCIÊNCIA.

1. Quando uma boa consciência se corrompe, começa afetar a fé, a sua vida de oração e comunhão com Deus, a vida de boas obras é extremamente prejudicada (Tt 1:15,16). Quem rejeita a boa consciência terminará naufragando na fé (1 Tm 1:19).

2. A deterioração da consciência leva o homem à vida totalmente pecaminosa, é como a prata que se torna escoria (resido silicoso que se forma juntamente com a fusão dos metais) (Is 1:22).

3. A deterioração leva também o homem a mudança de conduta e a dureza de coração (Jr 7:26; 16:12; Ez 16:47).

4. Uma consciência deteriorada é incapaz de produzir boas ações.

5. Uma consciência manchada se constitui um peso ou fardo na alma, de forma que para onde você vai tem que carregar.

6. BOA CONSCIÊNCIA.

1. Uma boa consciência inclui a liberdade interna de espírito que se manifesta quando sabemos que Deus não está ofendido por nossos pensamentos e ações (At 23:1; Sl 32:1; 1 Tm 1:5; 1 Pe 3:16; 1 Jo 3:21,22).

A consciência manchada é um impedimento no desenvolvimento espiritual do cristão. Ela pode determinar o nosso destino. Sabemos que Deus rejeita uma mente contaminada, por ele ser santo, uma mente maldosa, uma consciência que nos acuse constantemente sem dúvida é uma pedra no caminho para o céu. Mantenha a sua consciência limpa para com Deus e os homens (At 24:16; 1 Tm 1:5).

Busca:

Enciclopédia pesquisada: teologia e filosofia.

Pr Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com


O DIA DA TRISTEZA E O DIA DA ALEGRIA.

 ESBOÇO 1239

TEMA: O DIA DA TRISTEZA E O DA ALEGRIA.

TEXTO: Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham. Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o Senhor a estes. Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres. Traze-nos outra vez, ó Senhor, do cativeiro, como as correntes das águas no sul. Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos. Salmos 126:1-6

O salmo 126 é muito edificante, ele descreve a libertação e volta de Israel do cativeiro babilônico. Esse texto renova as nossas esperanças naquilo que Deus há de fazer pelo seu povo e consequentemente por nós. Não há alegria maior do que a restauração e a alegria de um povo livre da escravidão. Falarei de maneira resumida sobre a volta do povo judeu do cativeiro babilônico, a alegria da voltar a sua terra e reconstruir o templo de adoração a Deus.

DESTRUIÇÃO DO TEMPLO.

Salomão construiu um majestoso templo de Jerusalém, ele foi destruído pelos babilônicos em 586 aC, e saqueado o ouro e a prata e os judeus levado cativo para Babilônia. Esse episódio trouxe desolação, humilhação e tristeza ao povo judeu, foram setenta anos de cativeiro, mas para isso houve uma razão, Deus permitiu pela desobediência e dureza do coração do povo (2 Cr 36:16-20).

A LIBERTAÇÃO DO POVO.

No governo de Ciro, rei da Pérsia, o povo recebe a ordem para voltarem para sua terra, mas havia no coração do povo a esperança de reconstruir o templo. Além da autorização Ciro ainda autorizou que houvesse a restituição de tudo o que foi levado para Babilônia, como ouro e prata (Ed 1:1-11). Quando retornaram do cativeiro estavam como quem sonham, agora quem os viram como foram levados cativos se admiraram com o seu regresso (Sl 126).

A RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO.

Zorobabel foi um líder religioso que trabalhou na reconstrução do templo de Jerusalém cuja obra foi terminada em 515 a.C. Embora ele tenha enfrentado muitas interrupções durante dezesseis anos de 536 a 520 a.C. O povo passava pela reconstrução e vendo os escombros meneavam as suas cabeças como que jamais fosse iniciada e terminada aquela obra, mas havia uma promessa de Deus para aquela grande obra (Ed 3:8-13).

OBSTÁCULOS NA CONSTRUÇÃO.

Sempre há oposições quando se edifica algo para Deus, os edificadores, os samaritanos tentam impedir (Ed 4:1-24), mas sempre há aqueles que encorajam, os profetas Age e Zacarias incentiva o povo a continuarem a obra, Deus levanta homens corajosos para fazer para edificar (Ed 5:1-17). O rei Dario dá ordem a reconstrução do templo é acabado e consagrado (Ed 6:1-22). O templo teve o seu início em 516 aC. Esse templo foi destruído no ano 70 Dc., Jesus falou sobre essa destruição (Lc 21:5,6; 20:23-24), isso aconteceu com a invasão dos romanos a Jerusalém.

                O que aprendemos nesse texto é que Deus não desampara o seu povo, mesmo que venham a sofrer perseguições. A força de vontade de fazer um lugar de adoração a Deus estava arraigada no coração daquele povo, pois tudo o que desejamos fazer para Deus sempre haverá impedimento, mesmo que aos olhos de alguém seja menosprezado. Não se impressionem com as coisas vultosas ou grandes, quantas vezes menosprezamos as coisas pequenas e depois somos surpreendidos com a grandeza delas, sobretudo quando Deus está no comando delas. A alegria de um povo está na sua liberdade, um povo cativo nada constrói, quando todos zombarem de você como fizeram com Zorobabel com um prumo na mão diante dos escombros, Deus está vendo a sua humilhação, assim como ele viu daquele povo quando estavam iniciando a obra, porém a glória da segunda casa seria maior que a primeira (Zc 4:8-10; Ag 2:3-4). Deus é o mesmo para fazer prosperar a quem ele tem propósitos. As promessas de Deus continuam não somente para os judeus, mas para todos quanto creem nele.

As promessas de Deus para o seu povo Israel vêm sendo cumprida, apesar do templo ter sido destruído pelos romanos nos anos 70dC, o povo aguarda a construção do novo templo em Jerusalém que está bem próximo, aí estamos próximo a volta de Cristo. Glória a Deus!

Pr. Elis Clementino