sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

CONHECENDO A DEUS






ESBOÇO 530
TEMA: CONHECENDO A DEUS
“Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor” Os 6.3.

Quando falamos sobre Deus, julgamos ser ele um ser criador de todas as coisas, é impossível definir a sua pessoa, eternidade e divindade com detalhes. Dele emana uma imensidão de princípios que comprovam a sua existência, Deus é a causa de tudo que existe e sem ele nada existiria (Gn 1.1). A Bíblia apresenta Deus um ser infinito, eterno e auto existente e a causa primária de tudo quanto existe (Sl 90.2). Ele precede a toda criação da terra e independe dela (1 Tm 6.16; Cl 1.16), ele revelou a sua imagem como um ser pessoal quando criou Adão e Eva (Gn 1.27;26), tanto o homem quanto a mulher foram a criação especial e não um produto da evolução (Gn 1.27; Mt 19:4; Mc 10:6). Eles foram criados a “imagem” e “semelhança” de Deus, somente dessa forma eles poderiam comunicar-se e ter comunhão com o seu criador. Deus pode ser conhecido verdadeiramente (Jo 17.3), ainda que não possa ser conhecido inteiramente (Sl.139.6; Rm.11.33-34).

I. O que nos leva a crer em Deus?
(1) Toda obra tem um autor, a natureza é umas das obras que confirma a existência de um ser sobrenatural, glorificamos a Deus por criar todas as coisas de forma tão bem ordenadas (Sl 74.16; Sl 19.1-6; Sl 118.24; Jr 27.5); (2) As escrituras nos revelam a sua grandeza (Mt 22.29; Jo 5.39);  (3) A fé, é através dela que confirmamos a sua existência, de fé em fé o descobrimos se m nenhuma comprovação científica (Jo 4.24; Hb 11.1,2; Rm 1.17).

II. Os atributos exclusivos de Deus
(1) O que chamamos de atributos? Aquilo que é próprio ou peculiar de alguém ou de alguma coisa, sinal ou distintivo, qualidade que se dá ao sujeito (homem, pessoa, indivíduo); (2) Os seus atributos exclusivos, ou seja, atributos que ninguém tem, só Ele (Sl 139.7,8).

III. Quais são esses atributos exclusivos de Deus?
a) Onipresença, onipresente ou ubíquo significa que Deus está em todos os lugares a um só tempo (Sl 139.7-12; Jr 23.23,24; At 17.27,28); b) Onisciência é saber de todas as coisas (Sl 139.1-6; 147.5); Ele conhece não somente nosso procedimento, mas os nossos pensamentos (1 Sm 16.7; 1 Rs 8.39; Sl 44.21; Jr 17.9,10); Quando a bíblia fala da presciência de Deus, fala que ele conhece com precisão a condição de todas as coisas do passado, presente e futuro. A presciência de Deus não é um determinismo filosófico, ele é plenamente soberano e poderoso para tomar decisões e alterar seus propósitos no tempo e na história segundo a sua própria vontade e soberania. Ele não é limitado a sua própria presciência (Nr 14.11-20; 2 Rs 20.1-7); c) Onipotência, isso indica que ele detém o poder total sobre todas as coisas (Sl 147.13-18; Jr 32.17; Mt 19.26; Lc 1.37) devemos entender que Deus não usa o seu poder em totalidade em todos os momentos e nem indiscriminadamente, muitas coisa Deus não opta por não fazer, temos um exemplo anterior em (Nr 14.11-20), Deus muda de acordo com o coração do homem quando se arrepende; d) Transcendente, Ele transcende a todas as coisas, ou seja, está acima de tudo (metafísico) indiferente e independe de qualquer coisa por ele criada (Ex 24.9-18; Is 6.1-3; I Rs 8.27; Is 66.1,2; At 17.24,25). e) Eterno, indica que ele é de eternidade a eternidade, Deus não é, e nunca foi limitado ao tempo do homem (Sl 90.1,2; 102.12; Is 57.12; Sl 90.4; 2 Pe 3.8; Ele é o “EU SOU” Ex 3.14); Jo 5.8); f) Imutável, significa que Deus não muda e seus atributos não são inalteráveis; perfeições e propósitos sobre a raça humana (Nr 23.19; Sl 102.26-28; Is 41.4; Ml 3.6; Hb 1.11,12; Tg 1.17), isso não significa que Deus não altere seus propósitos temporários ante o proceder humano ver (Jn 3.6-9). Deus pode alterar sim os seus propósitos temporários em relação ao homem, quando este se arrepende, ou seja, é condicional (2 Cr 7.14); g) Perfeição e santidade, Deus detém toda santidade, ele é absolutamente isento de pecado e perfeitamente justo (Lv 11.44,45; Sl 85.13; 145.17; Mt 5.48). A única coisa que o homem não herdou de Deus foi o pecado, porque Deus não peca (Nr 23.19; 2 Tm 2.13; Tt 1.2; Hb 6.18). A sua santidade está incluída nos seus propósitos para com o homem; h) Ser trino e uno, Ele é um só Deus (Dt 6.4; Is 45.21; 1 Co 8.5,6; Ef 4.6; 1 Tm 2.5), isso é manifesto em três pessoas, Pai, filho e Espírito Santo (Mt 28.19; 2 Co 13.14; 1 Pe 1.2), Cada pessoa é plenamente divina e igual, não são três deuses, e sim um só (único) Deus. (MT 3.17; Mc 1.11).

IV. Os atributos morais de Deus.
Os atributos de Deus têm certa semelhança com as qualidades humanas, é claro que os atributos de Deus existem em grau infinitamente superior aos dos homens.

V. Quais são os atributos morais de Deus?
1. Bondade, o Senhor é bom para todos (Sl 25.8; 106.1; Mc 10.18); 2. Amor (Rom 5.8; Jo 3.16; 1 Jo 4.8) a sua maior manifestação de amor foi enviar o seu filho para morrer em lugar dos pecadores (1 Jo 4.9,10; Jo 16.27); 3. Misericordioso e clemente é Ele quem nos perdoa (Ex 34.6; Dt 4.31; 2 Cr 30.9; Sl 103.8; 145.8); 4. Compassivo significa sentir tristeza pelos sofrimentos alheios com desejo de ajudar (2 Rs 13.23; Sl 86.15; 111.4; Sl 78.38); 5. Paciente (Ex 34.6; Nr 14.18; Rm 2.4; 1 Tm 1.16) Deus é paciente para com toda humanidade, e concede oportunidade a todos que se arrependem (2 Pe 3.9); 6. Verdade, Deus é a verdade, e a sua verdade foi revelada aos homens por Jesus, Eu sou o caminho, a verdade e a vida (Jo. 14.6); 7. Fidelidade, Deus é fiel em todas as coisas, a sua fidelidade é para sempre e principalmente para com aqueles que guardam a sua palavra.

Louvamos a Deus pelo esclarecimento que a sua palavra nos trás ao seu respeito, isso é um verdadeiro alimento espiritual, devemos conhecer a Deus para que tenhamos mais aprofundamento na nossa comunhão e intimidade com Ele. Podemos ver em parte o que nos leva a crer em Deus, a trindade, atributos exclusivos de Deus e os atributos morais. Deus é insondável e muito pouco se sabe dele.

Pr. Elis Clementino – Paulista – PE



sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

ATLETISMO ESPIRITUAL



ESBOÇO 529
TEMA: ATLETISMO ESPIRITUAL
 “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos na verdade, correm, mas só um leva o premio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo aquele que luta de tudo se abstém; eles fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar” (I Co 9. 24-26).

Todo atleta deve ter ALVO e lutar por ele até alcançar, isso faz parte da competição atlética em um estádio, além do alvo ele necessita de cumprir alguns pré-requisitos para alcança-lo. O apóstolo Paulo, em sua carta a Igreja de Coríntios, fez uma alegoria entre a corrida de um atleta em uma competição num estádio com a carreira espiritual, ele expõe que tanto um como o outro deve fazer para alcançar o premio. É impossível falar de atletismo sem discorreremos sobre o Esforço, o preparo físico, superação, prosseguir sem perder o alvo, conhecer as estratégias dos antagonistas, a chegada ao final e o premio. O atletismo espiritual é mais preciso do que qualquer outra concorrência.

I. Esforço para alcançar o prêmio
Um dos segredos da vitória é o esforço do competidor, pois é exigido de cada muito empenho e dedicação, para não correr em vão (I Co 9.24; Gl 2,2), o atleta deve fazer valer todos os seus esforços. ”Uma coisa que você aprende em corridas é que os outros nunca esperam por você.”

II. Preparo físico para superar os obstáculos
O atleta deve ser uma pessoa forte o suficiente para superar os obstáculos, o preparo físico é essencial para que ele correr bem, pois é preciso que antes da competição ele absolva todos os nutrientes necessários para não correr em vão (Gl 5.7; Fp 2.16), abstendo-se também de qualquer coisa que por ventura venha lhe prejudicar na carreira (I Co 9.25). Os atletas precisam ter domínio próprio, muitas vezes se abstém da esposa, dos filhos, amigos, alguns alimentos e se concentram naquilo que vão fazer. Da mesma maneira é o preparo espiritual os atletas espirituais devem deixar todo embaraço lhes rodeiam e avançar (Hb 12.1).

III. Prosseguir para o alvo
Em direção ao alvo ele não pode se desviar, um pequeno desvio pode fazê-lo perder o prêmio (Fp 3.14). Todos os atletas no estádio buscam, mas um só leva o premio, eles buscam uma recompensa efêmera, nós, porém uma muito mais preciosa e incorruptível que durará para sempre, ou seja, eterna (I Co 9.25), isso é o que faz toda diferença, cada um de nós estamos engajado na grande batalha da fé (Jd 1.3b), em todos os significados da vida devemos lutar com afinco e determinação sem perder os nossos objetivos, pois muitas pessoas têm perdido o seu objetivo não sabendo mais o que realmente querem, pararam no meio do caminho, desanimaram e deixam de lutar. “Abandonar o alvo é deixar de lutar”, “Vencer é lutar; parar é perder.” Três coisas são indispensáveis para os atletas, principalmente o espiritual: PERSISTÊNCIA, DOMÍNIO PRÓPRIO e ABNEGAÇÃO.

IV. Conhecer as estratégias dos adversários
Numa competição atlética, todos têm interesse em saber quais as estratégias usadas pelos seus antagonistas. Por isso eles têm muita cautela e não serem obsessivos a ponto de prejudicar-se. Jamais devemos nos dar por seguros, mas saiba, que por mais fraco que o seu adversário, ele é o seu adversário e tem estratégias e busca oportunidade (I Pe 5.8). Cuidado com a autoconfiança! O inimigo luta para desestabilizar, espiritualmente nós somos seus adversários, devemos ter cuidado para não nos tornarmos presas fáceis. Seja cauteloso diante das suas estratégias. Neemias, na reconstrução dos muros de Jerusalém estava diante de grandes inimigos, eles zombavam dele (Ne 4.2,3) com a finalidade de interromper a obra e fazê-lo desviar o alvo. Esses inimigos agem atualmente da mesma maneira. Quantos querem ver o nosso fracasso?; Quantos menosprezam aquilo que fazemos? Irmãos, estamos engajados em uma grande batalha espiritual e não podemos perder o nosso alvo. (Fl 3.14). Existem pessoas que estão desapontadas e descrentes porque perderam o alvo de tudo da vida.

V. O final da carreira
Estamos certos que chegaremos ao final da carreira, é grande a nossa luta para chegar ao final, mas com o revestimento da força do Senhor (Ef 6.10), revestindo-se de toda a armadura de Deus e lutar contra nosso arqui-inimigo “o Diabo” (Ef 6.11-13), estando firme, vigilante e perseverante (Ef 6.14-18). Após o termino de toda luta e carreira, chegaremos e cruzaremos a linha de chegada “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (2 Tm 4.7)

Após cruzar a linha de chegada, o atleta aguardará com muita expectativa o momento da coroação “o prêmio” que se dará num momento solene, na presença dos seus competidores. Paulo partiu na certeza de ser coroado (2 Tm 4.8), “Igualmente, o atleta só não é coroado, se não lutar legitimamente.” (2 Tm 2.5). O “prêmio” que Paulo se refere é a coroa incorruptível, a vitória da salvação eterna, o alvo precioso da vida cristã. Lutemos até o fim para alcançar o nosso também.

Na próxima semana o esboço último será o 530 e fim

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE

A DÚVIDA



ESBOÇO 528
TEMA: A DÚVIDA
“...o que duvida é semelhante à onde do mar, que levada pelo vento e lançada de uma parte para outra parte.” (Tg 1.6c)

A ambiguidade e a falta de confiança são impedimentos para o desenvolvimento do ser humano. Duvidar no gr. significa diakrino, duvidar, vacilar. A dúvida leva a pessoa a não tomar algumas decisões importantes na vida. A certeza naquilo que a pessoa tem na mente é determinante para ela realizar coisas boas, sobretudo em Deus, ela facilita a tomada de decisões admiráveis. Sucintamente escreverei sobre a dúvida, a esperança e a confiança.

A dúvida
As dúvidas não permitem determinar o que o indivíduo quer, pois o desempenho de cada um em todos os sentidos da vida depende muito das decisões que ele tomar, por isso o indivíduo precisa ter muito cuidado para não ser tomado pela dúvida e falta de confiança, pois cada um é responsável por toda decisão que tomar. Muitas vezes o indivíduo é advertido austeramente para que a dúvida não lhe cause grandes prejuízos “na dúvida não ultrapasse” principalmente nas linhas férreas. As decisões devem ser tomadas seguramente na hora e momento certo. (Os duvidosos permanentes não buscam seus objetivos). A dúvida acontece quando a pessoa não conhece o seu potencial, ela pode ocorrer em alguns momentos, porém não deve ser algo permanente, mas, somente enquanto não ela não define o que realmente quer. A dúvida não é tão danosa, ela faz o individuo refletir na mente antes de fazer a sua escolha, ou seja, sim ou não, vou ou não vou? É nesse momento o indivíduo deve avaliar bem, tanto as impossibilidades quanto as possibilidades com muito cuidado para então decidir.

Dúvida e a falta de confiança em Deus
As duas coisas não devem prevalecer no ser humano, principalmente sobre aqueles que crêem em Deus, pois a dúvida e a falta de confiança “fé” podem influenciam negativamente no seu relacionamento com o criador. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe” (Hb 11.6). Todo individuo deve conhecê-lo mais profundamente para que não haja dúvida e nem desconfiança a respeito do que Deus pode fazer.

A esperança
A esperança conforme a própria palavra ela está ligada ao futuro (Rm 8.24,25) ela não é um simples aspiração por algo futuro, vai muito mais além; é uma certeza da alma. A esperança está vinculada a fé e não deverá haver a dúvida (Rm 15.13; Hb 11.1). A esperança do cristão no Senhor deve ser de tal maneira que não haja dúvida (Rm 5.5; Sl 22.4,5; Is 49.23). A expectativa do cristão deve ter a semelhança de uma âncora (Hb 6.19-20). São bem-aventurados aqueles cuja esperança é o Senhor (Sl 146. 3,5; Jr 17.7).

A confiança
A confiança, ela leva a pessoa acreditar em um desfecho feliz de algo que está em sua mente, quando a pessoa olha para determinadas coisas com desconfiança, é porque a dúvida está em ação. A fé deve ser permanente, sobretudo em Deus, ela deve ser sólida e bem segura (Sl 33.21,22). “Os que confiam no SENHOR serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.” (Sl 125.1). Deve-se tomar como exemplo a confiança do profeta Habacuque expressa na sua oração (Hc 3.17,18), muitas vezes o indivíduo só faz uso da confiança em Deus enquanto ele satisfaça seus desejos, no entanto, Habacuque desviou o seu foco nas coisas que eram fontes de riquezas, no entanto ele mostrou que a sua confiança em Deus estava acima de tudo “...todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação.” (Hb 3.18b).

Devemos nos despojar de toda dúvida e falta de esperança, e crer nas possibilidades de alcançar o que desejamos. A fé não deve está enfocada nas coisas materiais como a única fonte de recurso. A nossa confiança em Deus deve sobrepujar em todas as situações, principalmente quando estamos orando ao Senhor (Tg 1.6).

“Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se abalem pela sua braveza” (Sl 46.2).

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE