quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

TEM: CUIDADOSO E FERVOROSO NO ESPÍRITO

ESBOÇO 370
TEM: CUIDADOSO E FERVOROSO NO ESPÍRITO
Não sejais vagarosos no cuidado, sedes fervorosos no espírito servindo ao Senhor” (Rm 12.11)

Agilidade e fervor são indispensáveis para todas as finalidades da vida, principalmente no mundo atual, onde as pessoas que não possuem esses requisitos geralmente não encontram espaços em muitos seguimentos da sociedade. A habilidade e a disposição levam o homem a desenvolver as suas potencialidades sem nenhum problema. Articularemos neste tema sobre agilidade e fervor, bem como os favorecimentos e as decorrências.

O texto base delimita o zelo pela obra de Cristo em todos os aspectos, em especial o campo da evangelização e todo o serviço, prestado a Cristo e aos nossos irmãos na fé, bem como aquele que visa ao benefício da humanidade em geral, especificamente frisado pelo apóstolo.

O zelo em nossos deveres cristãos, é o resultado natural de nosso amor cristão, o qual, no devido tempo, fomenta o zelo.” (Sanday e Headlam, in loc.).

O Sentido Paulino
Paulo foi um apóstolo incentivador do desenvolvimento para todas as classes de pessoas, principalmente no sentido religioso, a sua palavra foi mais especificamente dirigida aos crentes para que eles estivessem habilitados no dia-a-dia, e na maneira de servir ao Senhor, dessa forma o escritor aos hebreus postula “Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim” (Hb 6.11).

Vagarosidade no cuidado e as implicações
Os extremos são perigosos, sempre é bom saber dosar bem as nossas atitudes e ações, ser cuidadosos, habilidosos e enérgicos, o ser humano com essas características é capaz de alcançar condições favoráveis e bem cômodas, como também encontrar algumas implicações indesejáveis.

A vagarosidade pode nos fazer bem em alguns casos, em outros não, antes embaraça. Muitas vezes nos encontramos em situações difíceis e até com perdas de oportunidades e privilégios consideráveis por causa da acomodação e da vagarosidade.

Paulo sabia que os crentes vagarosos no cuidado estavam fadados ao fracasso, tanto a vagarosidade, como a excessiva pressa podem atrapalhar muitos projetos que poderíamos realizar na vida, por isso é necessário saber aplicá-los no tempo e o modo, ser fervoroso nem sempre significa ser rápido e enérgico, mas saber ponderar. A obra de Deus requer pessoas fervorosas no espírito, sobretudo tranquilas para que alcance o seu desenvolvimento pleno.

Fervorosos no espírito
Ser fervoroso significa dinamismo, efervescência, agilidade, ativo e esperteza “inteligência”, as pessoas portadoras dessas características se dão muito bem e não comprometem o seu próprio sucesso, e, maiormente a obra do Senhor. Ser animado, alegre, fervoroso e comprometidos com o culto a Deus, é tudo o que ele espera dos seus filhos, por isso devemos fazer o melhor para Deus, a fim de conservar a nossa temperatura espiritual bem elevada.

Deus conta com pessoas entusiasmadas para o serviço cristão, os desanimados não enfrentam desafios e nem chega há lugar algum, mas o entusiasmo contagia. Os ânimos dos dois espias foram suficientes para contagiar os desanimados (Nr 13.30); Neemias contagiou com o seu entusiasmo um grupo de trabalhadores para construir os muros de Jerusalém (Ne 2.17,20). Deus quer usar um pouco da sua coragem, cuidado, fervor e determinação para fazer coisas admiráveis na sua obra. A nossa colheita será de acordo com o que plantamos.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma-PE/Brasil


DIRETORIA DA COMADALPE

DIRETORIA DA COMADALPE - CONVENÇÃO DE MINISTROS DA ASSEMBLEIA DE DEUS COM SEDE EM ABREU E LIMA-PE
Sentados da esquerda para a direita: Pr. Robério Amorim (1º Secretário), Pr. Francisco Tércio (2º Vice-Presidente), Pr. Roberto José (Presidente), Pr. Elis Clementino (1º Vice-Presidente) e Pr. Edi Moraes (1º Tesoureiro). Em pé: Pr. Altair Germano (Assessor Especial), Pr. Isaac Luiz (Assessor Especial), Pr. José Gomes (2º Tesoureiro), Pr. Francisco Silva (2º Secretário), Pr. Leonaldo Santana (Secretário Adjunto) e Pr. José Ferreira (Assessor Especial)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

TEMA: EDIFICAÇÃO ESPIRITUAL

ESBOÇO 369
TEMA: EDIFICAÇÃO ESPIRITUAL
Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha...” (Mt 7.24-27; Lc 6.47-49).

A edificação cristã sempre foi motivo de discussão nos evangelhos e nas cartas de Paulo, pois a estrutura espiritual do crente depende da aceitação e prática da palavra de Deus em seu coração. O texto escolhido para a meditação revela como se processa o amadurecimento espiritual daquele que guarda a sua palavra, bem como daqueles que não observam os mandamentos do Senhor. Jesus fez uma comparação de duas casas e seus alicerces com a finalidade de dar-nos uma importante lição.

I. As duas virtudes
Duas coisas são imprescindíveis para auxiliar o ser humano na construção do caráter, escutar e praticar.
a) Escutar, nem sempre guardamos o que escutamos durante a nossa vida, muitas coisas deixamos de guardar porque julgamos não serem importantes, ou simplesmente ouvimos ou nos tornamos ouvintes esquecidos (Ez 33.32).

b) Praticar, o exercício da palavra é um processo que resulta na edificação espiritual do cristão, o processo de amadurecimento e edificação vai acontecendo de acordo a prática da palavra de Deus.

Essas duas virtudes são fundamentais para quem quer construir um bom edifício espiritual, como também uma vida digna e privilegiada.

II. Os dois fundamentos
Jesus fez uma ilustração sobre dois fundamentos, à casa construída sobre a rocha e a outra sobre a areia, ambas as casas estavam em pé, talvez fosse de iguais feitios e não houvesse a possibilidade de conhecer qual delas estava bem alicerçada, porém seria revelada caso viesse a sofrer alguns detrimentos motivados por infiltração de água, terremotos e enchentes.

a)Uma casa sobre a rocha,
tudo que tem estrutura tem condições de prevalecer às dificuldades. Na vida enfrentamos vendavais e tempestades, porém suportamos e atravessamos, mas se não fosse à edificação sólida não teríamos condições de superá-las. Guardar a palavra de Deus é adquirir solidez, nada lhe abalará.

b) Uma casa sobre a areia não tem estruturas suficiente para suportar qualquer tempestade, logo serão abaladas e certamente será grande a ruína, isso tem acontecido com casa, prédios, bem como na vida espiritual, assim são aqueles que não praticam os mandamentos do Senhor.

Devemos ter muito cuidado com a aparência, há muitas casas bonitas, porém sem alicerces, quantas pessoas cristãs são julgadas firmes e não são, às vezes cantam, pregam bonito, se vestem como verdadeiros santos e encantam pessoas, mas são verdadeiras casas sem alicerces, qualquer vendaval racha paredes, e muitas delas não dão nem para usar escoras e maquiá-las.

“Não há paredes fortes com alicerces fracos”.

“Não há homem tão forte sendo fraco de caráter”.

Quanto mais forte é um caráter, menos sujeito está à inconstância”. Stendhal

Saiba! Tudo o que se constrói na vida sem alicerces acaba em ruínas.

III. Características de pessoas que tem uma edificação sólida
1. Edifica os outros (Rm 14.19; 15.2; I Co 3.9; 14.12,26; Ef 2.20-22; 4.12;16,29).
2. Nada o abala (Rm 8.35-36), será como uma árvore plantada junto a ribeiro de água (Jr 17.8; Sl 1.3).

Amados (a), tanto na formação espiritual quanto no caráter devemos estar alicerçados em todos os princípios cristãos, na obediência a palavra de Deus e constante na fé, pois se guardarmos esses requisitos jamais seremos abalados. Portanto, irmãos, procurai mais diligentemente fazer firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareisI Pe 1.10

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

TEMA: CONSTRUINDO PONTES E NÃO ABISMOS

ESBOÇO 368
TEMA: CONSTRUINDO PONTES E NÃO ABISMOS
“E além de tudo está posto um grande abismo entre nós e vós de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem nem os de lá passará para nós” Lc 16.26.

Nesta vida encontramos pontes e abismos, pontes que ligam e abismos que separam, entretanto nós temos oportunidades para construir pontes e abismos, embora tanto um como outro ocasionem implicações (Pv 14.14). Comentaremos sobre construção e destruição de pontes e abismos.

I. Destruindo pontes
Geograficamente os lugares separados por abismos só poderão ser ligados através de pontes, quando essas são destruídas prevalecerão os abismos. Ponderaremos a destruição de pontes em vários aspectos:

Nos relacionamentos
a) Com Deus. Há uma ponte que nos une a Deus e quando a destruímos cria-se um abismo impossibilitando o acesso (Is.1.15; 59.2). Apropriamo-nos do texto em Lucas para ilustrar o que acontece quando existem abismos (Lc 16.26). A ponte que nos une a Deus deve ser mantida e não destruída. Saul quebrou a ponte de relacionamento com Deus e terminou a porta de uma feiticeira (I Sm 28.7,8).

b) Conjugal - nada pior do que destruir a ponte da união ou criar um abismo entre os cônjuges.

c) Familiar, os laços familiares devem ser mantidos e não destruídos, a ponte que pôs a salvo a família de Noé foi a unidade (Gn 8.18).

d) Relacionamentos pessoais - quando destruídos as esfinges são inevitáveis, os abismos se aprofundam agravando ainda mais a distância dificultando todos os acessos.

II. Construindo abismos
É mais fácil construir abismos do que pontes, (SL.42.7) portanto é imprescindível deixar tudo aquilo que separam; inclusive tudo o que constrói abismos está relacionado às obras da carne (Gl 5.19-21), como:

a) Inimizades
b) Preconceitos
c) Ciúmes
d) Iras
e) Discórdias
f) Dissensão
g) Facções
h) Contendas, todas essas obras são abismos que separam e destrói relacionamentos afetuosos, como também a família.

III. Construindo Pontes
Construirmos pontes com a finalidade de ter acesso a lugares separados por abismos e inacessíveis, vinculando os relacionamentos em todos os níveis. Exemplificando, as pontes unem fronteiras como a ponte da amizade que ligam o Brasil/Paraguai através do rio Paraná, inaugurada definitivamente em 1965; em 1982 os governos do Brasil e Argentina firmaram acordo para construção de uma ponte para ligar Brasil/Argentina inaugurada em 1985, inicialmente com o nome de ponte da fraternidade, que após recebeu o nome de ponte Tancredo Neves. Durante as guerras os alvos principais são pontes e aeroportos causando sérios isolamentos.

Assim como existem pontes que ligam cidades em todo mundo, Jesus Cristo é a ponte que liga o homem a Deus (I Tm 2.5; Jo.14.6). Há muitos exemplos nas escrituras e um deles é a do Rei Ezequias que no momento mais decisivo da sua vida orou apresentando a Deus a ponte que havia construído durante a sua vida (Isa 38.2,3);

IV. Destruindo abismos
A única maneira de destruir abismos é construindo pontes, nos relacionamentos com boas atitudes, Jesus é a ponte, ele nos deixou exemplos para mostrar que entre grupos de pessoas, comunidades e países não devem existir abismos (Jo 4; Ef 2.13-17).

Considerações finais
Quando construímos pontes, escalamos montanhas para o nosso crescimento pessoal e espiritual, destruirmos abismos em todos os aspectos da vida, pois, dessa forma estamos desenvolvendo as nossas potencialidades. Entretanto tudo o que separa e destrói os nossos valores devemos abandonar antes que seja tarde demais, manter o nosso relacionamento com Deus e com o próximo é imprescindível. Na parábola o rico não construiu ponte, mas abismo. Jesus ao invés de abismos construiu pontes para unir povos, nações e línguas a Deus. As pontes constroem laços de amizades e não abismos.

Empregue os materiais contidos no seu caráter para construir aquilo que une e não separa.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

TEMA: A GLÓRIA DE DEUS

ESBOÇO 367
TEMA: A GLÓRIA DE DEUS
Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” Sl 19.1.

A Bíblia revela o Deus da criação como um ser infinito, eterno, autoexistente e como a causa primária de todas as coisas. Nunca houve um momento que Deus não existisse, conforme afirma o autor do Salmo 90.2 “Antes que os montes nascessem, ou que Tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus” (Sl 90:2). Em relatos breves, discorreremos sobre o conceito do cristão com relação aos incrédulos a respeito da criação, Deus na atividade da criação, excelência, propósito, revelação, e os seres que adoram ao criador.

Conceitos sobre a criação
No conceito judaico-cristão o mundo físico manifesta a glória e o poder criador de Deus (Sl 148:3-5), já muitos incrédulos pensam o contrário, a criação é em si mesma uma entidade divina (Dt 4:19); 2 Rs 23:5) e cuja força controla o destino do ser humano (Is 47:13; Dn 4:7); outros pensam e creem que tudo foi criado por acaso. Os verdadeiros cristãos rejeitam tais ideias, mas aceita a revelação bíblica a respeito do universo, e por essa preciosidade, Deus é louvado (Sl 89:5-8).

Na atividade da criação
Deus criou todas as coisas “Os céus e a terra” (Gn 1.1; Isa 40.28). O verbo criar “bara” é usado exclusivamente em referência a uma atividade que somente Deus pode realizar. Significa que no momento específico, Deus criou a matéria e a substância, que nunca existiram, ou seja, do nada Ele fez tudo.

O propósito e o alvo da criação
Deus criou todas as coisas com propósitos exclusivos, Ele fez os céus e a terra para a manifestação da sua glória, majestade e poder “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19:1), cada um de acordo com sua finalidade.

Deus revela a sua criação
Ao vislumbrarmos os cosmos e a imensa expansão do universo, a beleza e a ordem da natureza, ficamos tomados de temor reverente a majestade do Senhor, nosso criador, tudo isso ele fez para a sua honra (Sl 29.1,2).

Deus criou os seres vivos
Todos os animais, aquáticos e répteis da terra, animais domésticos, selvagens, todos eles conforme a sua espécie (Gn 1.24,25).

A excelência da criação
Deus criou o homem a sua própria imagem para dominar sobre todos os demais seres vivos com capacidade de proliferar a sua semente, encher a terra e dominá-la, também lhe dando sementes para produzirem frutos para o seu sustento, (Gn 1.26,28,29; 2.18).

Deus é louvado pela sua criação
Todos os elementos da natureza, sol, lua, árvores, chuva, neve, rios, córregos, colinas, montanhas, animais rendem louvores ao Senhor (Sl 98.7,8; 148: 1-1-; Is 55:12), inclusive o próprio homem (Sl 86.9).

O que Deus deseja do ser humano?
a) Restaurar o relacionamento que tinha com Ele antes da queda;
b) O reconhecimento das honras que Ele merece;
c) Adorá-lo com prazer e alegria pelas suas maravilhas em nós.

A glória de Deus é manifestada de forma transcendental, na obra restauradora do homem. Nada é mais glorioso do que a revelação da sua salvação através do filho. O que estava encoberto nos foi revelada. “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Co 2:9). Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus (I Co 2.10). Creio que há muito mais a ser revelado a nós na manifestação de Jesus Cristo naquele dia.

“Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”. (Rm 8.18)

Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil