terça-feira, 30 de novembro de 2010

MANTENDO A SIMPLICIDADE QUE HÁ EM CRISTO

ESBOÇO 362

TEMA: MANTENDO A SIMPLICIDADE QUE HÁ EM CRISTO

Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos, e se apartem da simplicidade que há em cristo” (2 Co 11.3).

Ser simples é um dos requisitos importantes para o ser humano, principalmente o cristão, pois ser pueril não significa ser prudente, Jesus nos advertiu como deveríamos nos comportar diante da espinhosa missão, tarefa designada por ele “Portanto sedes prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10.16). As pessoas ingênuas são muitas vezes fáceis de serem atraídas e iludidas, portanto a prudência deve sempre acompanhá-las e por essa razão o Apóstolo Paulo demonstrou uma grande preocupação com os crentes de Coríntio (2 Co 11.3). Neste assunto discorreremos sobre a simplicidade em vários aspectos.

Simplicidade

As pessoas simples são fáceis de serem engodadas, porque são pessoas ingênuas, desprovidas de maldades. Salomão disse que “o simples dá crédito a tudo, mas o prudente atenta para os passos” (Pv 14.15), “ O prudente ver o mal e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena” (Pv 22.3), por essa razão Paulo advertiu os crentes de coríntios, temendo que eles perdessem a simplicidade que havia em Cristo. A ausência da prudência e simplicidade se constitui uma grande ameaça para a conservação da fé. Uma criança pode ser enganada facilmente, do mesmo modo quando se refere á estrutura espiritual. Paulo disse que não devemos ser como meninos, levados por qualquer vento de doutrina (Ef 4.14).

Simples e prudente

São duas coisas totalmente distintas simplicidade e prudência, se lermos em Pv 14.15 e 22.3) como podemos conciliar, ou seja, ser simples e prudentes ao mesmo tempo? Podemos então verificar e entender o que Jesus falou aos discípulos em (Mt 10.16), (1) A prudência é uma das virtudes que deve acompanhar a simplicidade, pois a finalidade é prever os perigos. Cautela; comedimento; ponderação; além de ser uma das quatro virtudes fundamentais. (2) A ingenuidade, inocência, singeleza, doçura e naturalidade são sinônimas que correspondem à simplicidade. Devemos ser prudentes quanto ao mal, mas simples na malicia. Muitas vezes nos deparamos com pessoas tão simples, e até desprovidas de toda malicia, esse tipo de comportamento nos chama a atenção, no entanto quando passamos a ter um relacionamento mais próximo descobrimos que ela tem como grande virtude a prudência.

Características gerais da simplicidade

1. Coração sincero (At 2.46; Ef 6.5; Cl 3.22);
2. É como uma criança desprovida de toda maldade (Mc 10.15);

3. Sofrem por não ter maldade (Pv 22.3b).

Características gerais da prudência

1. Oculta e age com conhecimento (Pv 12.23; 13.16);
2. É Cauteloso e atento para os passos (Pv 14.15);

3. Tem desejo de aprender (Pv 15.5; 18.15);

4. Prever o mal (Pv 22.3);

5. Discernimento espiritual (Os 14.9);

6. Oculta segredos (silêncio) (Am 5.13).

A falta da simplicidade e da prudência causa sérios contratempos na vida do homem, e nada pior do que tornar simples o homem complicado. A Simplicidade não deve ser apenas exterior, como as vestes e aparência, mas no interior. Nem sempre o que aparenta ser é o que está dentro do coração, à prudência é mais resguardada, ela só aparece no momento exato, Entretanto, devemos estar bem atento para essas questões e saber aquilo que é aparente e o que é de dentro para fora (Mt 23.25-28). Guardemos o que disse Paulo. “Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sedes na malicia, e adultos no entendimento. (I Co 14.20).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ENVOLVIDO X COMPROMETIDO

ESBOÇO 361

TEMA: ENVOLVIDO X COMPROMETIDO

Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.” “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes (Mt 15.8; Jl 2.13).

Na vida o ser humano se envolve ou se compromete com uma série de coisas, podemos nos envolver com pessoas e grupos sociais, como também nos comprometer com elas, existe uma imensidão de fatores que nos levam tanto a nos envolver como nos comprometer, por outro lado no sentido espiritual acontece o mesmo, as escrituras nos dão prova disso, que certamente veremos no decorrer desse estudo. Devemos entender em que situação uma pessoa está envolvida ou comprometida com determinada coisa. Mediante esse comentário quero focar sobre Neemias um homem comprometido em três aspectos.

Significados

Envolvimento: Sem compromisso não implica responsabilidade. A pessoa apenas se envolve e não tem nada a ver, a qualquer momento deixa de se envolver, embora isso não signifique que o envolvido não seja responsabilizado, a envoltura é superficial. Comprometimento: Envolve algo mais sério, além de envolvido ainda está intrinsecamente ligado de forma mais direta, seja com a família, o bem estar dos seus semelhantes, trabalho, Igreja e na obra de Deus. Necessitamos de empenho e obrigação.

I. Envolvidos X Comprometidos

Envolvimento e comprometimento não se dizem respeito somente as questões espirituais, mas em todos os significados da vida. Na nossa convivência e relações humanas devemos estar envolvidos e comprometidos com as demandas sociais, provendo o melhor para os nossos semelhantes, pois para isso fomos posto no mundo. As escrituras apresentam vários personagens não somente envolvidos, mas, totalmente comprometidos com o reino de Deus, eles levaram a sério todas as suas ações e atitudes, mas para isso o amor deve estar em ação. Imprescindívelmente devemos entender até que ponto você está comprometido com Deus e a sua obra, os comprometidos contagiam outras pessoas para o compromisso, enquanto aqueles simplesmente envolvidos não fazem nenhum esforço e ainda afastam os que querem ter compromisso. Os verdadeiros comprometidos têm garra e determinação, eles fazem a diferença, tanto no compromisso com Deus, quanto com as questões socais (Ne).

II. Os três compromissos de Neemias

1. Deus. Neemias era um servo compromissado com Deus, compreendia que nada podia fazer sem a sua direção (Ne 1.5,6);

2. Questões sócias da sua terra. Ao saber das noticias que a sua região estava na miséria tomou decisões importantes de restaurá-la (Ne 1.1-4);

3. O Rei. Neemias era um copeiro do rei e para tomar tal decisão seria necessário levar ao seu conhecimento para que tivesse permissão, mas não foi preciso, porque o semblante de Neemias denunciara alguma preocupação e isso chamou a atenção do rei (Ne 2.1-7). Nenhum Cristão deve levar uma vida sem compromisso.

III. O comprometimento na obra de Deus

1. O comprometimento com a obra de Deus implica espontaneidade, vontade de servir melhor (Cl 3.23), sobretudo a pré-disposição em sacrificar a própria vida pela obra (At 20.24; Fp 1.21; Rm 8.35; 2 Co 4.16).

2. Empenhado com crescimento do reino de Deus, desenvolver a obra, cooperar financeiramente, tudo isso é uma obrigação de todos quanto estiverem comprometidos. Infelizmente existem muitos cristãos meramente envolvidos, a falta de comprometimento acarreta sérios problemas, entretanto o nosso dever é influenciar com atitudes que estimulem aos outros a serem comprometidos.

3. Resultado do compromisso. Os comprometidos se alegram em ver o resultado do seu empenho, pois nada mais prazeroso do que ter um resultado satisfatório dos nossos esforços, seja na vida secular ou espiritual, principalmente quando perpetramos para Deus.

Exemplos de envolvidos x comprometidos

Pessoas envolvidas e comprometidas; Ló estava envolvido, enquanto Abraão estava comprometido (Gn 13.7-9); Os dez espias estavam apenas envolvidos, Josué e Calebe, comprometidos (Nm 13.27-39 e 14.6-9). Os envolvidos não têm responsabilidade, desistem diante das dificuldades; Os envolvidos não veem como os comprometidos, Geasi e Elizeu (2 Rs 6.15-17); Os irmãos de Davi estavam envolvidos numa batalha, mas não tinham coragem de lutar, Davi estava comprometido e desafiou gigante (I Sm 17.23.46); Os comprometidos pelejam até o fim sem se intimidar enfrentando qualquer situação. Neemias, comprometido com a restauração da sua terra não se intimidou com as ameaças dos seus inimigos (Ne 6.3,9); A mulher de Ló estava apenas envolvida no episódio da vida do seu marido, enquanto Jó estava comprometido e totalmente decidido (Jó 13.15); Somente 300 homens de Gideão estavam comprometidos, o restante estavam envolvidos (Jz 7.1-7); Judas estava envolvido, porém os demais discípulos estavam comprometidos (Mt 26.75; 27.3-5) e tantos outros que poderíamos citar, entretanto devemos nos encorajar através dos exemplos dos que se comprometeram.

Queridos, nos comprometemos com a obra do Senhor em todos os aspectos, pois quem se empenha com afinco colherão os bons frutos (Gl 6.7), e colhe de acordo com a quantidade do que planta (2 Co 9.6), o que contribui, contribua com alegria (2 Co 9.7-10) “para que em tudo enriqueçais para toda beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus” (2 Co 9.11).O envolvimento apenas não traz resultados, onde vale salientarmos que Deus nos escolhera para dar frutos, e este, permanecer (Jo 15.16). Continuem comprometidos com a obra de Deus, pois este te recompensará.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

terça-feira, 16 de novembro de 2010

TEMA: Aspirando ao Episcopado

ESBOÇO 360

TEMA: Aspirando ao Episcopado

Fiel é a palavra: se alguém deseja o episcopado, excelente coisa almeja” (Tm 3.1).

O desejo de contrair posições privilegiadas é nato no coração do homem, aspirar às coisas boas sem exageros é muito natural, entretanto devemos entender que quando se refere ao ministério cristão é bem diferente, e não é tão simples como se pensa. Veremos neste tema o que escreveu o apóstolo Paulo em relação à chamada ministerial.

I.A chamada de Deus

Deus escolhe e chama pessoas para a sua obra não pela capacidade e brio, muito pelo contrário, ele escolhe pessoas simples e modestas, como por exemplo, as chamadas para o ministério profético, homens sem capacidade alguma, contudo foram usados como grandes instrumentos. Paulo nas suas cartas deixou muito claro de que maneira Deus faz escolhas de pessoas para sua obra (I Co 1.26-27). Quando Jesus iniciou o seu ministério no mar da Galiléia chamou homens simples, que a nosso ver eles jamais deveriam ser escolhidos para compor o seu ministério (Mt 4.18). A chamada de Deus transcende a visão humana.

Observando pela ótica humana muitas vezes o indivíduo pode apresentar qualidades importantes para ocupar uma função eclesiástica de Auxiliar, Diácono, Presbítero, Evangelista e Pastor, no entanto ele pode não ter chamada para o ministério cristão. Paulo compreendia que o Senhor é quem dava obreiros a igreja. “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” (Ef 4.11; I Co 12.28; At 20.28).

II. Capacidade espiritual e secular

O obreiro deve fazer sua parte, buscar conhecimento para desenvolver com habilidade o seu ministério, mas entendendo que a nossa capacidade maior vem de Deus (2 Co 3.5,6; Fp 2.13; Jo 15.5; I Co 15.10). As pessoas simples e modestas são escolhidas, chamadas e capacitadas para reduzir as que são (I Co 1.27,28), a fim de que ninguém se glorie na presença de Deus e se alguém quiser se gloriar glorie-se no Senhor (I Co 1.29,31).

Quanto à capacitação espiritual dada por Deus não significa que deixemos de buscar conhecimentos, ler a palavra de Deus, bons livros, prestar atenção quando alguém estiver ministrando a palavra, pesquisar, isso é imprescindível. O episcopado exige dedicação.

se é ministério, seja em ministrar, haja dedicação no ensino (Rm 12.7).

III. As Qualificações morais para exercer o episcopado

Paulo descreve algumas qualificações necessárias para se exercer o ministério cristão:

1. Ser irrepreensível em todos os aspectos (I Tm 3.2; I Ts 5.23);

2. Uma só mulher (I Tm 3.2); Que governe bem a sua casa, os filhos na disciplina e com respeito (V4);

3. Temperante, sóbrio (V2);

4. Parco e moderado (V2);

5. Hospitaleiro (V2);

6. Apto para ensinar (V2);

7. Não dado ao vinho (V3);

8. Não violento (V3);

9. Cordato (V3);

10. Inimigo de contenda (V3);

11. Não avarento (V3);

12. Não neófito, novato, calouro (V6);

13. Ter bom testemunho com os que estão de fora (I Tm 3.7; At 22.12; I Ts 4.12).

O cristão que deseja o episcopado deve ter ciência dessas qualificações, para então servir a igreja do Senhor. Todas essas qualificações são possíveis, entretanto devemos nos esforçar para que esses requisitos não nos faltem. Necessitamos pedir a Deus ajuda para cumprir a missão com dignidade e apreço, dessa forma influenciaremos muitas vidas.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

terça-feira, 9 de novembro de 2010

TEMA:SUPERANDO AS DIFICULDADES

ESBOÇO 359

TEMA:SUPERANDO AS DIFICULDADES

Lembrai-vos, porém dos dias passados, em que, depois de serem iluminados, suportastes grandes combates de aflições. Em parte, fostes feitos espetáculo com vitupérios e tribulações e, em parte, foste participantes com os que assim foram tratados.” (Hb 10.32,33).

Os sofrimentos que enfrentamos nesta vida decorrem de alguns fatores preponderantes, tendo como causa principal o pecado do homem (Lm 3.39), mas é importante salientarmos que essas esfinges são importantes para o nosso aprendizado, e experiência pessoal, pois a despeito de tudo podemos amenizar tanto os nossos problemas quanto de outrem. A capacidade de superação deve existir no interior de cada um de nós, sem, contudo não se esquecer de colocarmos Deus nos nossos planos.

Existem muitas interrogações sobre a questão do sofrimento humano. E uma delas é: Porque Deus não resolve os problemas da humanidade definitivamente? Porque sofremos tanto? Deus não é amor? Veremos no decorrer desse comentário alguns pontos importantes referente ao assunto.

1. A quem atribuímos os sofrimentos?

1.1. Na maioria das vezes atribuímos a Deus, por ser Ele o todo poderoso, e dependendo do tipo de problema conferimos aos nossos semelhantes. Devemos nos conscientizar, assumindo a nossa culpa (Lm 3.39; Pv 19.3; Mc 7.9). Não podemos culpá-lo por nada que enfrentamos nesta vida. A culpa não é de Deus.

1.2. Não há homem perfeito. Todos pecaram (Rm 3.9, 23; Gl 3.22), por essa razão todo sistema humano é falho e corrompido contribuindo para aumentar os sofrimentos. Outros fatores também contribuem, basta visualizar que em volta de nós estão pessoas imperfeitas, isso já se constituem motivos para gerarem muitas dificuldades principalmente nos relacionamentos.

1.4. Ninguém está isento das aflições. (Jo 16.33) as aflições são tudo aquilo que nos inquieta causando sofrimento e dor.

1.5. Nunca assumimos sozinhos os nossos fracassos. Ante os sofrimentos sempre culpamos alguém, isso acontece desde o principio da criação (Gn 3.11-13).

2. Entendendo a vontade de Deus

2.1. Ele sempre quer o melhor para o homem, não pense que as coisas ruins acontecem porque Deus perdeu o controle sobre nós. Ele está acima de tudo e de todos. Ele não é obrigado a resolver todos os nossos problemas definitivamente (2 Co 12.8,9), também não significa que ele tenha nos abandonado.

3. Entendendo o agir de Deus

3.1. Ele pode agir de acordo com a sua vontade.

3.3. Não somos os primeiros a sofrer, servos de Deus sofreram no passado os mais terríveis tipos de vitupérios sem, contudo perder a visão de um Deus que tudo pode.

4. Lições aprendidas com as adversidades

4.1. Os sofrimentos nos madurecem, com eles adquirimos muitas experiências.

4.2. Elas nos tornam mais dependentes de Deus do que de nós mesmo.

4.3. As consternações da vida podem nos fazer produzir frutos para a glória do Pai.

4. O que devemos fazer ante os sofrimentos?

4.1. A nossa parte;

4.2. Chegar-se a Deus e pedir-lhe socorro;

4.3. Buscar consolo através da sua palavra e na oração;

4.4. Reunir forças para administrar as adversidades;

4.5. Com paciência fazer a sua vontade (Hb 10.36), sem, contudo perder as esperanças.

“Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos” Jó 14.7.

O escritor aos Hebreus procura em forma de advertência encorajar os crentes através das lembranças da fidelidade que os servos de Deus demonstraram no passado e como perseveraram na fé diante das aflições. Os vitupérios, escárnios, perseguições e percas de bens, resumia-se em motivos de gozo porque sabiam que tinha nos céus havia uma possessão melhor e permanente, assim permaneceram até o fim (Hb 10.34). Desse modo também não rejeiteis a vossa confiança porque ela tem galardão (Hb 10.35).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – Brasil/PE