sábado, 27 de abril de 2019

ESBOÇO 909 O QUE HÁ DO CORAÇÃO?


ESBOÇO 909
TEMA: O QUE HÁ DO CORAÇÃO?
TEXTO: I SAMUEL 16:7

O coração, em toda a Bíblia sagrada o coração é mencionado como um orgão executor dos nossos pensamentos, desígnios e ações, isso foi mencionado pelo próprio Deus (Ex 25:2), sendo assim não erraramos em mencioná-lo também. Rapidamente falarei sobre esse orgão tão importante para a vida humana, o coração.

O que significa o coração na bíblia?
Sabe-se que o coração é um orgão responsável pela circulação sanguinea em nosso corpo, ele é mencionado 300 vezes na bíblia como o centro executor de todos os nossos atos, porquanto o cérebro e o coração humano são tratados como orgãos que tenham as mesmas funções, embora as manobras realizadas pelo cérebro reflitam no coração, pois o cérebro necessita mais do coração do que o coração do cérebro, ou seja, o coração bombeia o sangue para o cérebro, pois uma passoa pode ter o cerebro paralizado e coração continuar batendo. Uma reação do cérebro pode ser sentido não somente no coração como as alterações das batidas, mas também em todo corpo (2 Sm 24:10), outrossim, quando um indivíduo faz transplante de coração nada altera do seu caráter, ou seja, nada muda no seu comportamento, isso mostra que o cérebro, mente ou alma é o centro de comando do nosso corpo, onde são processados os pensamentos e as decisões.

O que Jesus falou sobre o coração?
A linguagem mais comum e conhecida da humanidade era que do coração emanava todas as coisas boas e ruins (Mt 7:21; 15:19), no meu pensar, Jesus se expressou em uma liguagem que mais o povo conhecia “o coração”, portanto mente, alma e coração são usados como sinônimos (Dt 6:5; 10:12; Mt 12:30), esse é um conceito antiguissímo, e na atualidade pensa-se assim. Podemos citar alguns textos bíblicos “O homem no seu coração faz planos (Pv 16:1); “Enganoso mais do que todas as coisas é o coração do homem” (Jr 17:9); Uma das exigência para a santidade é um coração puro; Jesus falou sobre o que sai do coração do homem é aquilo que o contamina; a boca fala do que o coração que está cheio; do coração saem os bons e maus pensamentos, ele não errou em se expressar dessa maneira, pois como disse anteriormente no conceito humano sempre foi que tudo provinha do coração, Jesus usou uma liguagem figurada conhecida de todos. Não se sabe o que há no coração do homem, a não ser Deus (I Sm 16:7), ou que seja reveledo de alguma maneira pelo próprio homem, por isso Jesus ensinos sobre o que há no coração do humano.

Há certos comportamentos do ser humano que podem indicar algo que está sendo trabalhado em sua mente, seja algo bom ou ruim. As mudanças no interior do homem são conhecidas pelo seu comportamento (Gn 4:6). “O homem de Belial, o homem vil, é o que anda com perversidade na boca, acena com os olhos, arranha os pés, e faz sinais com os dedos. No seu coração há perversidade; todo o tempo maquina mal; anda semeando contendas” (Pv 6:12-14); “O homem mau, fecha os olhos para imaginar perversidades; mordendo os lábios, efetua o mal” (Pv 16:30). Essas ações demonstram o que está sendo trabalhado no interior do homem, pois a ciência mostra que o corpo fala após a morte, ou seja, indicando a causa morte.

                A nossa mente é encarregada de planejar as coisas boas e ruins, isso depende da parte predominante, no entanto o indivíduo tem a capacidade dada por Deus de dominar (Gn 4:6). Os maus e bons pensamentos podem surgir devido à natureza pecaminosa do homem, por isso cada indivíduo deve filtrar de maneira que somente as coisas boas prevaleçam em sua mente, mas isso só é possível através do dominio próprio. Cada indivíduo deve controler suas emoções e impulsos, pois se assim não for certamente ele sofrerá as consequências. Todo ser humano tem a capacidade de controlar as suas vontades, conter-se desses desejos é negar-se a si mesmo, guardemos não somente as nossas mentes das coisas más, mas todo corpo seja santificado para realizarmos as boas obras, guardemos os nossos corações (Pv 4:23).

Pr Elis Clementino

sexta-feira, 19 de abril de 2019

ESBOÇO 908 ANA, UMA MULHER ESTÉRIL.


ESBOÇO 908
TEMA: ANA, UMA MULHER ESTÉRIL.
TEXTO: I SAMUEL 2: 1-11

Existem situações extremas que não encontramos saídas, a única coisa que nos resta é orar a Deus, ele é o único que nos conduz a saída. Na bíblia temos dois exemplos típicos, a história de Abrão e Ana, ambos os casos nos edificam muito, porque nos levam a compreender que somente Deus tem à solução dos nossos problemas.

I. Evite manobras
As manobras são atalhos para chegarmos a algum lugar ou realizar algo que desejamos com mais facilidade, ou seja, encurtar o caminho. É aquela espécie de jeitinho que damos para facilitar alguns acontecimentos que nos favoreçam, no entanto muitas vezes elas dão erradas, e ao invés de ajudar atrapalham. Três coisas são necessárias fazer: crer, confiar e esperar no trabalhar divino, pois dele, segundo a sua vontade vem à solução para os nossos problemas. “Deus opera em nós tanto o seu querer quanto o efetuar” (Fp 2:10). Destaco dois casos importantes nesse comentário, o de Sara mulher de Abraão que já era de idade avançada e não tinha filhos, e consequentemente não teria herdeiro, isso lhe causava profundos sofrimentos, pois os costumes das mulheres já haviam cessado e não havia mais nenhuma possibilidade da sua parte de gerar filhos. Na casa de Abrão havia um escravo Eliezer o Damasceno, mas para o casal seria ideal um filho nascido em casa, mas vendo Sara que não havia essa impossibilidade aconselhou o seu marido a deitar com a sua escrava Hagar para ela gerasse um filho e este seria o herdeiro (Gn 16:1-4). Ana não tinha como fazer ou encontrar um caminho mais fácil para ter um filho, pois ela era estéril, Essa era uma manobra muito ariscada e tinha tudo para não dar certo, pois quando os nossos propósitos estão fora da vontade do Senhor não trazem benefícios, eles apenas contribuem para outros episódios com consequências muitas vezes irreversíveis. Após Hagar conceber Ismael, Deus aparece a Abraão e renova as suas promessas prometendo-lhe um filho cujo nome seria Isaque (Gn 18:10-15).

Interessante é que quando as coisas dão certas não há acusação, mas quando dão erradas não queremos assumir a culpa, vejam bem; com o nascimento de Isaque se iniciou um grande conflito e um jogava a responsabilidade sobre o outro (Gn 16:5), ora! Sara mesma havia criado um grande problema para eles, depois de criado o problema somente Deus poderia dar a solução. Não se conserta um erro com outro erro, outra situação é gerada resultante do erro e Sara mandar Hagar embora com seu filho sem consultar a Deus, e os problemas das heranças entre os descendentes Abraão (Isaque e Ismael) essa disputa continua até hoje.

Ana era humilhada por Penina mulher de Elcana por não ter filho, isso lhe causou um intenso sofrimento, de maneira que a sua alma se angustiou, nessa situação só lhe restava orar a Deus. Ana servia a Deus sob a proteção espiritual do sacerdote Eli, que ao vê-la balbuciando com os lábios a teve como embriagada. A humildade de Ana foi quem a levou a ser vitoriosa (adiante da humildade vai à honra), o líder que há humilhou tratando-a como embriagada, foi o mesmo que a abençoou dizendo-lhe: o Senhor te conceda o que deseja o teu coração (I Sm 1:15).

                Deus ainda é o mesmo, e sempre esteve no comando de todas as coisas, operando do seu povo o seu querer, ele muda circunstancias, não importando quais, ele é o Deus do passado, é no presente e será o Deus do futuro. Muitas vezes não entendemos e nem temos paciência em esperar o trabalhar dele, por isso nos precipitamos criamos as nossas próprias manobras, e assim pagamos um alto preço. A nossa confiança e as orações são indispensáveis para nos garantir a vitória. Devemos ter humildade e entender que os ouvidos do Senhor não estão agravados para que não nos escute (Is 59:1). Esperar no Senhor é a melhor opção para as nossas decisões.

Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 907 O DESEJO E O PREÇO DO CHAMADO


ESBOÇO 907
TEMA: O DESEJO E O PREÇO DO CHAMADO
TEXTO: “...se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.” I Timóteo 3:1-15

Os desejos sempre estiveram presentes nos corações dos homens, isso é apropriado desejar as coisas boas não se vê nenhum pecado nisso, a não ser que esses desejos sejam excessivos e impulsivos, dessa maneira eles são extremamente danosos ao homem em todos os sentidos da vida. Nesse assunto desejo falar sobre o desejo e o preço que se paga pelo chamado divino para a obra, seja ela para qualquer função eclesiástica.

I. Os moldes para quem é chamado
O apóstolo Paulo destaca muito bem as condições morais e o preço que é pago por abraçar essa causa nobre que é o chamado divino para o ministério. Em sua carta ao jovem Timóteo ele destaca muito bem os moldes para quem é chamado para o episcopado (I Tm 3:1-15). Vejamos a seguir quais as credenciais para se habilitar ao chamado divino:

1. Ser irrepreensível
No presente parece que ser irrepreensível é coisa do passado, arcaico, deixando transparecer que esses requisitos estão sendo dispensados para se credenciar um obreiro. São poucos os que servem de modelo para os novos obreiros, e esses também não serão irrepreensíveis, porque não aprenderam com seus mestres (Mt 10:25). Para alguns pode ser que esse seja um assunto inoportuno, porém temos a responsabilidade de preparar obreiros de qualidade através da nossa postura (2 Tm 2:15).

2. Marido de uma só mulher
Esse é um dos requisitos exigido digno de destaque, é difícil falar desse assunto nos dias atuais, marido de uma só mulher. Muitos obreiros têm envergonhado à igreja se aproveitando da sua autoridade eclesial, não poucos tem caído nessa tentação, Paulo alerta a todos os obreiros, seja ele de qualquer idade. Eu ouvi uma palavra de um grande pastor renomado e um grande escritor, teólogo e homem de Deus Estevão Ângelo, isso por volta dos anos 80 na minha consagração para o ministério a seguinte frase: “Irmãos, devemos ter muito cuidado porque quando o inimigo não alcança o obreiro no início da sua jornada ministerial, ele o aguarda para tentá-lo novamente lá no final da sua carreira.” Foi uma frase muito oportuna naquele momento e eu jamais esqueci. Os que desejarem ser obreiro saibam que ele deve começar a sua carreira bem e terminar bem (2 Tm 4:7,8).

3. Vigilante
O obreiro deve ser cauteloso, prudente, precavido, reservado, esses adjetivos parece-nos que estão sendo esquecidos, pois não sabemos o que passa na cabeça de certos obreiros, onde a imprudência tem manchado as suas veste ministeriais. Não devemos esquecer que o diabo anda ao nosso derredor rugindo como um leão buscando a quem possa tragar (I Pe 5:8), todo cuidado é poco.

4. Sóbrio
A moderação, abstinência, temperança é o filtro pelo qual ponderamos todas as nossas atitudes, todo obreiro deve ser sóbrio para que o seu ministério seja representado também por esses valores. Em nenhuma hipótese devemos perder a confiança da igreja, existem membros de igrejas que dizem: eu não confio nos obreiros da minha igreja, porque tudo que se trata com ele amanhã está na rua, irmão isso é um desastre na vida de um obreiro, há também quele que fala e brinca, contam piadas até indecorosas, essa conduta poe em risco até a confiança do ministério do qual ele faz parte.

5. Honesto
Honestidade, qualidade que ultimamente não tem sido observada, ela tem feito muitos obreiros caírem em tentação, a busca pelo dinheiro, posses, glamour e fama poder ser a porta de entrada para a desonestidade e a queda ministerial, o obreiro que agir assim para com o seu ministério, ele pode está em pé, mas a queda já é antevista.

6. Hospitaleiro
Vivemos em uma época muito difícil, onde o egoísmo, a prepotência, o orgulho e o poder têm feito muitos esquecerem a importância da hospitalidade, receber bem é para quem fora educado nos padrões da palavra de Deus, obreiro Diótrefes é um exemplo disso, ele procurava ter a primazia, era orgulhoso e não queria reconhecer a autoridade de João, por isso Paulo escreveu a carta ao seu cooperador chamado Gaio (3 João).

7. Apto para ensinar
A aptidão para ensinar a palavra de Deus é uma virtude que será incompleta se não estiver a ação do espirito Santo.

8. Não dado ao vinho
O vinho é simbolo da insensatez, principalmente o vinho fermentado devido o seu teor de álcool. A embriaguez não deve fazer parte da vida de quem aspira ao ministério, pois é necessário que ele tenha bom senso.

9. Não espancador
O espancamento pode se dá de diversas maneiras, um líder espiritual não pode fazer uso da sua autoridade para espancar com palavras os membros da igreja. As características do verdadeiro pastor foi apresentada por Jesus, o bom pastor.

10. Não de torpe ganância
O obreiro deve estar desprovido do que é imoral e de toda ganância, um obreiro ganancioso a sua medida nunca se enche, ele é capaz de fazer qualquer manobra imoral para conseguir algo pessoal. O obreiro deve ter as qualificações morais suficientes para conduzir o rebanho.

11. Moderado
O obreiro deve ter domínio sobre si, o autocontrole é necessário para manter a sua qualidade de moderado. Um obreiro não pode ser explosivo e nem movido pelas emoções.

13. Não contencioso
O obreiro deve agir duvidosamente, ou inseguro, para não perder a credibilidade perante o rebanho, as suas decisões devem ser bem pensadas, pois poe em jogo o destino das ovelhas. O obreiro não pode falar demais, mas sempre guardar sigilo o que houve e do que tratar com as ovelhas.

14. Não avarento
A avareza é condenada nas escrituras sagradas, as pessoas avarentas não compartilham o que tem com as outras pessoas, são egoístas e amam o dinheiro mais do que qualquer coisa.

15. Governo da casa pertence ao líder da família, este tenha seus filhos em sujeição, mas com toda modéstia, pois se alguém não governa bem a sua casa como poderá administrar a igreja de Deus?

16. Não neófito, para que se ensoberbecendo, não caia na condenação do diabo. Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta e laço do diabo.

17. As esposas devem ser honestas e não maldizentes, elas devem ser sóbrias e fiéis em tudo.

As pessoas que aspiram ao episcopado devem saber sobre as obrigações impostas para cumprir o seu chamado, e assim fazer a vontade de Deus. As qualificações morais são indispensáveis para o bom desempenho na obra do Senhor, pois é necessário ser exemplo para o rebanho, para isso o preço é alto que se paga.

Pr. Elis Clementino