quarta-feira, 28 de novembro de 2012

OS FRUTOS DA DESOBEDIÊNCIA E DA OBEDIÊNCIA



ESBOÇO 468
TEMA: OS FRUTOS DA DESOBEDIÊNCIA E DA OBEDIÊNCIA
Pois, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um, muitos serão feitos justos”, Rm 5.19.

Tudo aquilo que contraria uma ordem, lei ou mandamento constitui-se uma desobediência: “Todo aquele que comete pecado, transgride a lei, pois o pecado é a transgressão da lei”, I Jo 3.4. Como também, em cumpri-la se constitui a obediência. Tanto a obediência como a desobediência terão os seus frutos como recompensa. Discorreremos sucintamente sobre os seus resultados.

A lei da Semeadura
O que se planta se colhe, essa lei foi estabelecida por Deus para todos. Plantar é opcional, mas, colher é obrigatório. Devemos estar cientes de quais são os tipos de sementes que amanhamos, pois os seus frutos serão colhidos posteriormente. Os produtos que estamos colhendo hoje são resultados das sementes que plantamos ontem. Muitas vezes queremos transferir a responsabilidade dos frutos que colhemos a terceiros. Há ocasiões em que os agricultores espalham sementes que não são boas, mas logo que eles percebem a má qualidade do produto, procuram na próxima semeadura sementes de primeira qualidade, para posteriormente ter uma boa colheita. Assim são os homens, todos têm o tempo dado por Deus para se utilizar de sementes boas e substituir as de más qualidades. É tempo ainda de você mudar de sementes ruins para boas.

Semeando Desobediência
O homem desobedeceu a Deus infringindo seus mandamentos (Gn 2.16,17). A quebra desse preceito divino deu à luz o pecado e, consequentemente, os detrimentos (Gn 3. 9-24). Tudo o que é abominável e destrutivo a vida moral e espiritual são magníficos e fascinantes aos olhos, escondendo qualquer possibilidade de ter um desfecho ruim, mas “Cada um se farta de bem pelo fruto da sua boca, e o que as mãos do homem fizerem isso ele receberá”, Pv 12.14. “Dos seus próprios caminhos se fartará o infiel de coração, e o homem bom será recompensado pelos seus”, Pv 14.14. Tudo aquilo que o homem semear isso ele ceifará (Gl 6.7b).

As consequências da desobediência
Deus falou a Adão e Eva que se comessem do fruto proibido certamente morreriam; por causa dessa desobediência a vida humana tornou-se limitada em todos os aspectos, por exemplo: Caminho cerrado (Jó 3.23); Pés no tronco (Jó 13.27; 19.8); Tempo limitado (Sl 90.10; Ec 8.8); Vida limitada (Sl 139.5; Lm 3.7); Sem poder de mudar um cabelo (Mt 5.36); e não pode aumentar a sua estatura. (Mt 6.27). Essas coisas nada mais são do que as consequências da desobediência ao criador. A morte espiritual é a última conseqüência do pecado do homem (Gn 2.7; Pv 8.36). “O salário do pecado é a morte,” (Rm 6.23).

A obediência
O preço do êxito é a obediência (Js 1.8). As observações das leis do Senhor resultam em bênçãos de prosperidade, além de nos garantir a entrada no reino celestial (Mt 7.21). É também um dever imperativo da vida (At 5.29). Destacamos alguns vultos importantes da Bíblia que se dispuseram a obedecer a Deus: Abraão (Gn 22.2,3); Bezaleel (Ex 36.1); Josué (Js 11.15); Ezequias (2 Rs 18.6); José e Maria (Lc 2.39); Paulo (At 26.19); Cristo (Hb 5.8).

            Conscientizemo-nos que tanto os frutos da desobediência quanto os da obediência serão colhidos, ninguém escapa da lei da semeadura, todos têm a oportunidade de mudar. Se a sua semente não está apropriada para uma boa colheita, mude para uma melhor, porém não esqueça que a colheita é inevitável e o preço da desobediência deixa sequelas para o resto da vida, como mencionamos anteriormente. Portanto, obedecer é melhor do que sacrificar (I Sm 15.22). Deus olha para a nossa obediência, pois ela é a base de todo o nosso sucesso, tanto no cotidiano quanto na vida espiritual. Devemos rejeitar qualquer oferta pecaminosa, e estar mortos para o pecado, mas vivos para Deus (Rm 6. 11-18). A lei nada podia fazer, mas a graça de Deus foi manifestada por intermédio de Jesus Cristo, foi o maior exemplo para alcançar a todos quanto lhe obedecerem. A obediência é um princípio importante para o seu sucesso.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

EMOCIONAL E RACIONAL



ESBOÇO 467
TEMA: EMOCIONAL E RACIONAL
Textos I Sm 16.1; Lc 14.28-30

Todo ser humano necessita de conhecer em si duas coisas que são imprescindíveis para o seu desenvolvimento em todas as áreas da vida: o equilíbrio emocional o racional. O indivíduo deve buscar esse equilíbrio, pois um não deve exceder o outro. O desequilíbrio tem gerado uma série de consequências que seriam evitadas se houvesse comedimento Lc 15. O filho pródigo.

Emoção
Anseio ou sentimento sensível leva o indivíduo a tomar certas atitudes incoerentes ao seu racional; em razão disso surgem as ações precipitadas, ou seja, a emoção não permite que o racional funcione e faça o julgamento normal. As pessoas emotivas ou impulsivas geralmente se arrependem de tais ações, e muitas vezes tarde demais.

As pessoas sentimentais e fortemente emotivas sofrem muito intimamente, elas podem até por um tempo não deixar transparecer, mas as suas ações irão demonstrar de maneira lenta ao longo do tempo e, às vezes, de maneira muito silenciosa. Em certos momentos ficamos surpreendidos com as atitudes dessas pessoas, e dizemos: Eu não esperava isso desse sujeito, ele me surpreendeu; quem diria? Essas são maneiras das pessoas se manifestarem.  Todo indivíduo tem um histórico e quando acontecem algumas atitudes que chocam, iniciamos uma série de avaliações do perfil desde a infância. Em alguns casos ocorreram tragédias horríveis. As pessoas fazem avaliações desse aspecto dizendo: o sujeito era calado; ou era eufórico; se afastava da turma; nunca encarava as pessoas no olhar; ele tinha pensamentos adversos. É muito natural as pessoas pensarem assim sobre determinados comportamentos de certos indivíduos.

Distúrbio emocional 2 Sm 16.5-8.
O que demonstra um distúrbio emocional, um desequilíbrio ou anomalia metabólica, ou uma deficiência orgânica, é quando o indivíduo não passa segurança para as outras pessoas, sendo instáveis nas suas atitudes. Em alguns momentos a pessoa acometida pelo distúrbio fica eufórica e exaltada, dependendo da situação. Nesse estágio o indivíduo deve ser tratado cuidadosamente e acompanhado por um especialista. Embora não levemos a sério o comportamento das pessoas, ou pouco nos importemos, algumas atitudes devem ser levadas em consideração, pois as pessoas que têm distúrbios emocionais sofrem muito intimamente, e esse sofrimento pode fazê-lo tomar algumas decisões comprometedoras.

É muito comum encontrarmos aqueles indivíduos que no cotidiano mostram-se exageradamente emocionais, bem como os opostos, aqueles que são exageradamente racionais. A expressão comportamental mais evidente dos indivíduos orientados na sua emoção é que muitas vezes só enxergam o que lhes é mais conveniente, ficando entorpecidos pelas suas comoções e não querem saber de mais nada, só lhes importam o prazer e a satisfação. Normalmente não são focados nos resultados efetivos, mas apenas nas experiências que por ventura podem gozar.

Racional
O termo significa coerência, lógica, naturalidade; é tudo aquilo que se faz com ponderação ou ajuizamento. Muitas vezes a falta desse bom senso resulta em uma série de problemas. O racional deve controlar o emocional e manter o equilíbrio entre um e outro (Gn 14.21-23) porque se uma pessoa está totalmente emocionada por alguma coisa, e não é controlada pela razão é uma catástrofe. O discípulo de Jesus chamado Pedro agia, em certos momentos, precipitadamente. Quem sabe pela emoção. Tratamos as pessoas de bom senso como equilibradas, sensatas e prudentes.

As escrituras destacam essas pessoas como prudentes, capazes de edificarem ainda mais o seu caráter; para eles, construir sobre a rocha é ser sensato (Mt 7.24-27)

            A nossa personalidade possui um aspecto racional que deve exercer um papel de igual significância no cotidiano, principalmente (At 5.35-39; Ex 18.14,19-23), vivendo em um país essencialmente movido pelas emoções. Ficar batendo na tecla e dizer que apenas a emoção é importante é um equívoco, e quando se sacrifica um em detrimento do outro o resultado percebido é o sentimento de que “algo está errado”. Uma sensação de vazio e, em alguns casos, um aparente sofrimento é aflorado, pois emoção e razão só são úteis quando entendidas de forma equiparada. Literalmente, o sucesso está no equilíbrio, quando se fala de comportamento e resultados. Entretanto, controlar a emoção com o racional é imprescindível para o bom desenvolvimento humano.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma -PE

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

PAGANDO O MAL COM O BEM



ESBOÇO 466 - COM CORREÇÃO
TEMA: PAGANDO O MAL COM O BEM
“E José lhes disse: Não temais; porque, porventura, estou no lugar de Deus? Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande. Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e a vossos meninos. Assim, os consolou e falou segundo o coração deles”. (Gn 50.19-21).

Muitas pessoas são tendenciosas a valer-se de situações para tirar algum proveito e até uma revanche, porém, existem outras que não agem dessa forma; elas sabem controlar muito bem seus sentimentos, e de maneira alguma se aproveitam das oportunidades. Nesse caso, o que predomina é o fruto do Espírito; o indivíduo deixa de lado qualquer intenção ou maldade contra ele para praticar o bem.

Deus permitindo situações
Ninguém imagina o que pode acontecer na trajetória de uma pessoa que está nas mãos de Deus. O Senhor dentro da sua vontade permissiva transforma o mal em bem, a fim de exaltar aquele com quem ele tem propósitos. Normalmente se diz que o mundo dá muitas voltas, e as pessoas não sabem o que encontrarão pela frente.
José foi um moço em cuja vida Deus tinha propósito. Como tantos outros, ele enfrentou dificuldades até mesmo no seio da sua família, por não entenderem o que Deus queria realizar através dele. Existem acontecimentos em nossas vidas os quais não sabemos definir. Há, há um ditado bem popular que se pronuncia erroneamente: “Deus escreve certo por linhas tortas”.
Deus executa a sua vontade direta sobre os seus, independentemente de qual seja o desejo de alguém, ou não. O Senhor traçou planos para muitos homens de Deus: Abrão, José, Moisés, Josué e tantos outros encontrados na Bíblia, e em todos eles Deus executou a sua vontade.

Etapas consideráveis na vida de José
1. José era odiado por seus irmãos; o ciúme e a inveja são inimigos dos planos de Deus a respeito de uma pessoa que se dispõe a fazer a vontade dele. Os irmãos de José o invejavam e odiavam a cada dia que se passava (Gn 37.11). O relacionamento dos seus irmãos para com José não era bom, por causa dos sonhos. Quando falta o fruto do Espírito, a desarmonia e a falta de amor prevalecem.

2. A conspiração dos seus irmãos
É natural alguém ficar incomodado quando crescemos tanto na vida secular quanto na espiritual. Os irmãos de José estavam desprovidos do amor e da misericórdia até nos laços familiares, é o que acontece muitas vezes, os inimigos do homem estão dentro da sua própria casa. Disseram eles: Matemos José nosso irmão e lancemos-lhe numa destas covas (Gn 37.20).

3. A mentira dos irmãos de José
Onde o ódio predomina há mentiras e acusações. Geralmente as pessoas que odeiam alguém não sossegam enquanto não fazem o mal, distanciá-lo para bem longe e até matá-lo. Porquanto existem pessoas assim que não conseguem controlar seus sentimentos de inveja e ódio contra alguém. José ganhou uma túnica de várias cores do seu pai (Gn 37.3), essa túnica revela uma posição especial de favoritismo e honra diante de seu pai, no entanto, seus irmãos a tiraram dele (Gn 37.23). Não adianta tirar túnica ou rasgá-la de alguém que Deus tenha propósitos, com túnica ou sem, Deus fará a sua vontade sobre você.

4. Vendido por seus irmãos aos ismaelitas (Gn 37.27)
 Para Judá, seu irmão, matá-lo não era negócio, pois não teriam proveito algum, mas disse: vendemo-lo! Isso é coisa mais comum nos nossos dias, vinte moedas de prata foi o seu valor (Gn 37.28,29); José foi levado ao Egito (Gn 37.36). Parecia que tudo estava terminado para os irmãos de José, esqueceram que sobre ele pairavam as infalíveis promessas de Deus; mas, outras etapas piores José teria que passar.

5. José na casa de Potifar
O bom exemplo de José o levou a conquistar confiança. É muito bom quando conquistamos confiança de alguém, principalmente dos nossos superiores, não devemos desperdiçá-las. José prosperava. Mas qual era o segredo dessa prosperidade (Gn 39.2,3)? O exemplo de José o levou a adquirir alta posição na casa do seu senhor (Gn 39.4-6), porém ele não contava com um obstáculo ainda maior, a sedução da mulher daquele homem. “José era formoso de aparência e formoso à vista”. O inimigo luta por todos os lados para destruir os projetos de Deus na sua vida, ele se aproveita de alguns detalhes para facilitar ainda mais a destruição, mas o SENHOR era com José.

A mulher do seu senhor tentou seduzi-lo; veja os argumentos dela (Gn 39.6-9ª). Mas o seu compromisso com Deus e seu senhor o levou a recusar a proposta de deitar com a mulher do seu senhor (Gn 39.9-10). A mulher nada conseguiu na primeira ocasião, mas continuou a tentar (Gn 39.10). Cuidado! O inimigo sempre fica batendo na porta procurando brecha para entrar e destruir. Houve uma bela oportunidade, ninguém estava em casa, era o momento exato para conseguir, porém José estava acordado (Gn 39.11) e resistiu a tentação “resisti o diabo e ele fugirá de vós”. Ele pagou o preço muito alto pela mentira da mulher; é assim, o diabo sabe como armar, ele tem as suas artimanhas. (Gn 39.12-18).   

6. José na prisão
Não adianta, até lá o Senhor era com José; ele prosperava porque o Senhor era com ele; ganhou confiança e o carcereiro lhe entregou todos os presos (Gn 39.21,22). José revela os sonhos do copeiro e do padeiro mor, eles estavam também na prisão (Gn 40.5-13). Porém, José pede para que o copeiro se lembre dele diante de Faraó (Gn 40.14).

As manobras humanas sempre fracassaram, o negócio de José era com Deus e não com o copeiro e muito menos com o padeiro, e o copeiro se esqueceu de José.

7. José chega a governador do Egito
 Ele chegou aonde Deus quis, com finalidades específicas, para ser o provedor da sua família. Os irmãos de José vêm ter com ele. Seria uma boa oportunidade para revanche, mas não, quem tem propósito com Deus e Deus com ele não aproveita ocasiões para revanchismo “E José lhes disse: Não temais; porque, porventura, estou no lugar de Deus? Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande. Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e a vossos meninos. Assim, os consolou e falou segundo o coração deles”. (Gn 50.19-21). Aprendamos esse belo exemplo, e façamos o que Jesus nos ensinou, pagando o mal com o bem.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

PAGANDO O MAL COM O BEM


ESBOÇO 466
TEMA: PAGANDO O MAL COM O BEM
“E José lhes disse: Não temais; porque, porventura, estou no lugar de Deus? Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande. Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e a vossos meninos. Assim, os consolou e falou segundo o coração deles”. (Gn 50.19-21).

Muitas pessoas são tendenciosas a aproveitar-se de situações para tirar algum proveito e até uma revanche, porém existem outras que não agem dessa forma, elas sabem controlar muito bem seus sentimentos, e de maneira alguma se aproveita das oportunidades. Nesse caso quem predomina é o fruto do Espírito, o indivíduo deixa de lado qualquer intenção ou maldade contra ele para praticar o bem.

Deus permitindo situações
Ninguém imagina o que pode acontecer na trajetória de uma pessoa que está nas mãos de Deus. O Senhor dentro da sua vontade permissiva transforma o mal em bem, a fim de exaltar aquele a quem ele tem propósitos. Normalmente se diz que o mundo dá muitas voltas, é porque as pessoas não sabem o que encontrarão pela frente.
José foi um moço que Deus tinha propósito para a sua vida, como tantos outros, ele enfrentou dificuldades até mesmo no seio da sua família, por não entenderem o que Deus queria realizar através dele. Há acontecimentos em nossas vidas que não sabemos definir, há um ditado bem popular que se pronúncia erroneamente; “Deus escreve certo por linhas tortas”.
Deus executa a sua vontade direta sobre os seus independentemente que seja da vontade de alguém ou não. O Senhor traçou planos para muitos homens de Deus; Abrão, José, Moises, Josué e tantos outros encontrados na Bíblia, e em todos eles o Deus executou a sua vontade.

Etapas consideráveis na vida de José
1. Odiado por seus irmãos, o ciúme e a inveja são inimigos dos planos de Deus a respeito de uma pessoa que se dispõe a fazer a vontade dele, os irmãos de José o invejavam e odiavam a cada dia que se passava (Gn 37.11). Nessa etapa o relacionamento dos seus irmãos para com José não era bom, por causa dos sonhos, onde falta o fruto do Espírito a desarmonia e a falta de amor prevalece.

2. A conspiração dos seus irmãos
É natural alguém ficar incomodado quando crescemos tanto na vida secular quanto espiritual. Os irmãos de José estavam desprovidos do amor e da misericórdia até nos laços familiares, é o que acontece muitas vezes, os inimigos do homem está dentro da sua própria casa. Disseram eles: Matemos José nosso irmão e lancemos-lhe numa destas covas (Gn 37.20).

3. A mentira dos irmãos de José
Onde o ódio predomina, há mentiras e acusações. Geralmente as pessoas que odeiam alguém não sossegam enquanto não faz o mal, distanciá-lo para bem longe e até matá-lo, porquanto existem pessoas assim que não conseguem controlar seus sentimentos de inveja e ódio contra alguém. José ganhou uma túnica de várias cores do seu pai (Gn 37.3) essa túnica revela uma posição especial de favoritismo e honra diante de seu pai, no entanto seus irmãos a tiraram dele (Gn 37.23), não adianta tirar túnica ou rasgar de alguém que Deus tenha propósitos, com túnica ou sem, Deus fará a sua vontade sobre você.

4. Vendido por seus irmãos (Gn 37.27)
 Para Judá seu irmão matá-lo não era negócio, pois não teriam proveito algum, mas disse vendemo-lo, isso é coisa mais comum nos nossos dias, vinte moeda de prata foi o seu valor (Gn 37.28,29), José foi levado ao Egito (Gn 37.36). Parecia que tudo estava terminado para os irmãos de José, esqueceram que sobre José pairavam as infalíveis promessas de Deus, outras etapas piores José teria que passar.

5. José na casa de Potifar
O bom exemplo de José o levou a conquistar confiança, é muito bom quando galgamos confiança de alguém, principalmente dos nossos superiores, não devemos desperdiçá-las. José prosperava, mas qual era o segredo dessa prosperidade (Gn 39.2,3). O exemplo de José o levou a adquirir alta posição na casa do seu senhor (Gn 39.4-6), porém ele não contava com um obstáculo ainda maior, a sedução da mulher do seu senhor “José era formoso de aparência”. O inimigo luta por todos os lados para destruir os projetos de Deus na sua vida, ele se aproveita de alguns detalhes para facilitar ainda mais a destruição, mas sendo o Senhor com você assim como foi com José fica tranquilo.

A mulher do seu senhor tentou seduzi-lo, veja os argumentos dela (Gn 39.6-9ª), mas o seu compromisso com Deus e seu senhor o levou a recusar a proposta de deitar com a mulher do seu senhor (Gn 39.9-10). A mulher nada conseguiu na primeira ocasião, mas continuou a tentar (Gn 39.10). Cuidado! O inimigo sempre fica batendo na porta procurando brecha para entrar e destruir. Houve uma bela oportunidade, ninguém estava em casa, era o momento exato para conseguir, porém José estava acordado (Gn 39.11) e resistiu a tentação “resisti o diabo e ele fugirá de vós” ele pagou o preço muito alto pela mentira da mulher, é assim o diabo sabe como armar, ele tem as suas artimanhas. (Gn 39.12-18).   

6. José na prisão
Não adianta até lá o Senhor era com José, ele prosperava porque o Senhor era com ele, galgou confiança e o carcereiro entregou todos os presos a José (Gn 39.21,22), José revela sonhos do copeiro e padeiro mor, eles estavam também na prisão (Gn 40.5-13). Porém José pede para que o copeiro se lembre dele diante de Faraó (Gn 40.14).

As manobras humanas sempre fracassaram, o negócio de José era com Deus e não com copeiro e nem padeiro, entretanto o copeiro se esqueceu de José.

7. José chega a governador do Egito
 Ele chegou aonde Deus quis, com finalidades específicas; ser o provedor da sua família. Os irmãos de José vêm ter com ele, seria uma boa oportunidade para revanche, mas não, quem tem propósito com Deus e Deus com ele não aproveita ocasiões para revanchismo “E José lhes disse: Não temais; porque, porventura, estou no lugar de Deus? Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande. Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e a vossos meninos. Assim, os consolou e falou segundo o coração deles”. (Gn 50.19-21). Aprendamos esse belo exemplo, façamos o que Jesus nos ensinou pagando o mal com o bem.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

SEMEANDO EM TEMPO DE CRISE




ESBOÇO 465
TEMA: SEMEANDO EM TEMPO DE CRISE
“Semeou Isaque naquela terra e, no mesmo ano, recolheu cem por um, porque o SENHOR o abençoava. Enriqueceu-se o homem e ficou riquíssimo;” (Gn 26.12).

Mediante algumas circunstâncias temos a impressão que jamais iremos superar as crises que nos rodeiam. No entanto, devemos refletir sobre algumas pessoas que passaram por circunstâncias parecidas. Discorreremos sobre um grande personagem da Bíblia “Isaque”.

Isaque na terra dos filisteus
Há situações cujos resultados não sabemos o que dará. Nessas momentos, muitas vezes, Deus cria circunstâncias delicadas com a finalidade de nos trazer uma bênção maior. Na terra em que Isaque estava houve uma grande fome, e foi muito maior que a primeira dos dias de Abrão, quando ele ia a Gerar ter com Abimeleque rei dos filisteus (Gn 26.1). Mas havia algo que lhe incomodava, era a preocupação com sua mulher, pois para ele os filisteus iriam abusar dela. Rebeca era uma mulher formosa, por isso ele temia, mas talvez ele não conhecesse a história de quando seu pai desceu ao Egito, e negou que Sara era a sua mulher (Gn 12.11-13). Para o Senhor nos abençoar não importam as circunstâncias, ele muda situações. A nosso ver parece que as coisas estão dando errado.

A orientação divina
Deus disse a Isaque: não desças ao Egito; fica nesta terra que eu te disser; habita nela, e serei contigo, eu te abençoarei (Gn 26.2). Ora, quando estamos na direção e na vontade de Deus, ele prover tudo o que for necessário para o nosso bem, sem que haja necessidade de fazermos algumas manobras para nos beneficiar. Estando Isaque na terra dos filisteus foi questionado por Abimeleque, sobre quem seria aquela mulher que lhe acompanhava, ele respondeu: é minha irmã (Gn 26.8,9). Assim como Deus guardou a sua mãe no Egito e os egípcios não lhe tocaram, assim também o Senhor podia fazer com  Rebeca sua mulher. Isaque precisava viver aquela experiência. A atitude dele desagradou o rei, e isso lhe custou uma repreensão de Abimeleque (Gn 26.10). Após a repreensão, o rei deu ordem ao povo dizendo que quem tocasse naquele homem e em sua mulher morreria (Gn 26.11).

As bênçãos divinas
Jamais alguém poderá impedir aquilo que Deus tem reservado para quem fica no lugar. Isaque era filho da promessa, e todo aquele que fica na vontade de Deus usufruirá dos benefícios do Senhor. Isaque começou a semear naquela terra, e no mesmo ano resultou numa grande colheita, porque o Senhor o abençoava (Gn 26.12).

Quando as bênçãos de Deus nos levam a prosperar, iniciamos uma nova batalha: a inquietação dos invejosos e incomodados. Tentaram impedir o crescimento de Isaque na terra, taparam os poços de terra, aqueles que foram cavados nos tempos de Abraão. Abimeleque o mandou embora da terra (Gn 26. 14-15), porque dizia: Isaque está ficando mais poderoso do que nós (Gn 26.16). Quando o indivíduo está debaixo da bênção do Senhor, para onde ele for prosperará. Isaque foi para o vale de Gerar e habitou lá, outra prova se levantou contra ele, discutiam por causa dos poços, onde ele cavava poço a água era boa. Foi assim a batalha até chegar em Beserba, o lugar prometido (Gn 26.17-23). Saiba: Para você chegar ao lugar que Deus quer tem que passar por muitas etapas na vida, mas, em cada uma delas o SENHOR renova as promessas. As de Abraão foram renovadas na vida de Isaque (Gn 26.24), se há algum propósito de Deus para você, fique certo ele vai cumprir e não adianta alguém se levantar para impedir.

Toda ferramenta preparada contra ti não prosperará; toda língua que se levantar contra ti em juízo, tu a condenará; esta é a herança dos servos do Senhor e o direito que me procede, diz o SENHOR.” (Is 54.17).

Pr. Elis Clementino – Itapíssuma -PE