segunda-feira, 30 de junho de 2014

A ORAÇÃO

ESBOÇO 571
TEMA: A ORAÇÃO
TEXTOS: MATEUS 6 :5-15

            A oração do Pai nosso é feita pelos cristãos há mais de 2000 anos, ela faz parte de muitas liturgias cristãs, uma oração breve, entretanto tem poder eficaz, ela foi ensinada por Jesus. Há pessoas por não saberem orar preferem orar o pai nosso, ela é tão recitada quanto o Salmo 23, porquanto precisamos saber muito mais sobre ela e seus efeitos em toda história da humanidade, desde a primeira oração relatada na Bíblia.

1. A oração- modelo
Estando Jesus reunido com seus discípulos para orar com eles, ao terminar um dos seus discípulos lhe disse: Senhor; ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos (Lc 11:1). A oração judaica era aprendida pelos judeus desde criança e pelo menos três vezes ao dia eles deveriam orar, a atitude de orar era passada de pais para filhos, uma amaneira de falar com Deus. No Antigo Testamento temos um exemplo muito claro, Daniel tinha o hábito de orar três vezes ao dia voltado para Jerusalém, lugar sagrado (Dn 6:10). Com a chegada do Messias a oração ganhou uma nova forma, a partir daquele momento não haveria necessidade de um ritual e uma liturgia padronizada para falar com Deus.

1.1. Jesus apresentou um modelo de oração baseada em duas partes, a primeira em três pedidos em relação a Deus (Mt 6:9-13).
1.1.1 A primeira parte.
(a) Santificado o teu nome; (b) Venha a nós o teu reino; (c) Seja feita a tua vontade. As nossas intenções egoístas são invertidas, a natureza humana é egoísta, entretanto Jesus nos pede justamente o contrário, pois em primeiro lugar está a santidade, o reino e a vontade de Deus.

1.2. A segunda parte.
Essa parte é baseada em três pedidos relacionados às nossas necessidades:
1.2.2. O pão, o perdão e a proteção. (a) PÃO, aqui se pode ver a provisão de Deus para nós, quando pedimos o pão de cada dia, então não há porque se preocupar com o que hás de comeu amanhã, semana que vem..., Deus há de provê como proveu o maná diariamente para o povo no deserto. (b) PERDÃO, Jesus pede para que peçamos perdão pelas nossas dívidas, isso nos remete ao pecado que é uma dívida que não pode ser paga, só Deus pode perdoar, mas também temos que perdoar os nossos devedores, isso tem relação com as mágoas, as ofensas, aquilo de ruim que os outros nos fazem. Liberar o perdão é essencial para se ter uma vida contrita com Deus. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós (Mt 6:14). (c) PROTEÇÃO, peça a Deus para que te livre de situações que te levem ao pecado, Deus tem todo o poder, e só ele pode prover, proteger, e lhe orientar para que você possa sair de situações extremas e perigosas.

2. Vigilância através da oração
Jesus recomendou aos discípulos que fossem vigilantes em oração (Vigiai e orai para que não entreis em tentação), ele mesmo nos deu exemplo de oração, sempre se reunia com seus discípulos para momentos de oração. A oração pode ser divida em três pontos: (1) Como orar (Mt 6:5-8); (2) Pelo que orar (Mt 6:9-13); (3) Uma condição (Mt 6:11-15).

3. Evitando a hipocrisia na oração
A oração do hipócrita é reprovada pelo Senhor, os fariseus geralmente eram indivíduos que pertenciam a uma classe social intermediária, embora eles fossem uma minoria no Sinédrio, eram indispensáveis e tinham o apoio do povo judeu. A popularidade deles os levava a muitas conquistas no conselho, eles acreditavam em vida e recompensa, punição após a morte. Os saduceus geralmente eram ricos e ocupavam cargos de prestígios, e um dos cargos importantes era o de sumo sacerdote, eles eram também a maioria no Sinédrio, esse conselho julgava assuntos da lei judaica e da justiça criminal, tanto na Judéia quanto nas demais províncias. Os saduceus tinham uma grande preocupação em acatar decisões de Roma, pois ela dominava Israel nesse período, davam mais importância à política do que à religião, eles não eram bem vistos pelo povo porque faziam parte da elite que apoiavam os romanos. Os saduceus negavam a ressurreição dos mortos, além da existência de anjos e demônios, enquanto os fariseus aceitavam (Atos 23:8).

4. A verdadeira oração
Ela deve ser feita da seguinte maneira: (1) De coração humilde e sincero, se o indivíduo curvar-se e o coração não, de nada adianta, o fariseu esbanjava toda a sua grandeza, o publicano fazia o oposto, este possuía um coração totalmente quebrantado e curvado diante de Deus (Lc 18:9-14). (2) Não usar de vans repetições, esse tipo de oração não tem poder mágico, quem pede mal nada recebe (Mt 6:5-7; Tg 4:3). (3) Não duvidar, pedir com fé e confiança. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. “Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa...” (Tg 1:5).

A oração é um recurso indispensável que foi dado aos discípulos de Cristo, é uma necessidade universal, Deus quer que todos os seus filhos se apoderem dessa arma muito poderosa.   A oração é a chave que move o coração de Deus, devemos orar sempre, todos os dias separe um tempo para orar, ore com fé, seja específico nos seus pedidos, seja perseverante na oração, seja sincero nas suas orações, use as suas palavras converse com Deus. Na oração encontro calma e paz. Orar a Deus faz bem à alma, falar com Deus nos satisfaz, é maravilhoso abrir a alma ao Criador e sentir que os céus estão abertos para nós ouvindo a voz do nosso Deus. As obras feitas por ele são magníficas, o seu amor não tem limites, em seu perdão encontro paz. Fale com Deus, pois ele é a fonte de poder. Só nele a vida tem sentido, ele nos dá forças para viver e vencer nos momentos mais difíceis da vida.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

quarta-feira, 25 de junho de 2014

CAMINHOS QUE DEUS PERMITI-NOS PASSAR

ESBOÇO 570
TEMA: CAMINHOS QUE DEUS PERMITI-NOS PASSAR
Texto: Números 21:4,5

Entendemos que há caminhos que são traçados por Deus, embora isso não nos isente de escolhermos os nossos próprios caminhos e nos responsabilizarmos por eles, no entanto jamais Deus conduzirá o seu povo por caminhos sem saída, se por acaso ele nos conduza por algum por fazer parte dos planos dele em nós pode até ser abstrusos, mas tem saída (Ex 14:11-16,21; 2 Rs 6:15,16). A maneira de Deus desenvolver o seu querer em nossas vidas muitas vezes é estranha aos nossos raciocínios e nada entendermos (Is 55: 8,9), mas isso faz parte dos planos divino em tudo que ele queira realizar em nós. As limitações humanas não alcançam a mente divina (Jó 34:27) (Eliú), por isso precisamos ter muito cuidado para não nos afastarmos de Deus e blasfemarmos contra ele. Não quero nesse mote falar sobre predestinação, porque os planos de Deus em nossas vidas não dependem somente dele, mas também de nós.

Caminhos espinhosos
Há caminhos que os nossos pés pisam que parecem espinhosos, caminhos de dores e sofrimentos, estreitos, escorregadios e cheios de altos e baixos. Nesses caminhos os nossos pés vão sendo moldados conforme as nossas pisadas, (é um tipo aprendendo a andar de acordo com o solo). Quem nunca experimentou andar em um lamaçal de um manguezal ou em lugares escorregadios, inicialmente começamos a nos desequilibrar, mas logo após darmos os passos seguintes iniciamos um andar mais equilibrado, três coisas acontecem nesse momento, cuidado, equilíbrio e superação. Quando caminhamos em lugares planos e sem obstáculos não é exigido praticamente nenhum esforço para adaptarmos (Fp 4:11,12). Na vida há situações que devemos nos esforçar e nos adequar a realidade daquele momento, porém sem que nos acomodemos.

A modelagem divina
O processo de modelação e lapidação divina, e por ele somos levados a passar por processos de refinamento e aprendizado, pois adquirimos experiências na fornalha da aflição (Sl 119:71; Is 48:10), para nos tornarmos um vaso para o fundidor, é preciso que Deus nos purifique tirando da prata (nós) toda escória (Pv 25:4); Somos levados também a casa do oleiro, onde o barro é modelado, quebrado, refeito e recebe os retoques da restauração (Jr 18:1-4). O processo de restauração para Deus não é limitado, ainda que a nosso ver esteja como os ossos secos do vale sem possibilidade de restauração (Ez 37:1). Muitas vezes estamos como aqueles ossos secos sem esperança. As lições aprendidas nas adversidades e sofrimentos nos amadurecem, nos conduzindo a aprendermos grandes lições. Devemos saber que as consternações nos tornam mais dependentes de Deus do que de nós mesmo (Rm 5:3). Há ocasiões que Deus nos faz conhecer e entender, que dependemos exclusivamente mais dele de nós e de qualquer outro ser.

Os resultados do trabalhar de Deus
Eles são maravilhosos, mas somente após o Senhor realizar a sua vontade, pois a ele pertence tanto o querer, quanto o efetuar (Fp 2:13). Devemos entender que ninguém impede a realização dos propósitos de Deus em nós, nem os homens, e nem as potestades (Jó 42:2; Gn 18:14ª; Is 14:27; 43:13). Após Deus realizar o seu querer no cristão ele verá que os resultados são surpreendentes, incontestáveis e admiráveis.
           
            Entendemos que Deus nos conduz a caminhos que aos nossos olhos não tem sentido, entretanto vejamos a chamada de Gideão (Jz 6:12-14). Ora! Gideão questionou a Deus pelo fato de estar malhando trigo no lagar, se Deus estava com ele porque estava enfrentando tudo aquilo, não estava acontecendo o que seus pais lhes contaram dos feitos de Deus. A mensagem profética divina vai de encontro com as condições que a pessoa se encontra. Os caminhos na verdade são espinhosos e confusos, mas Deus nos modela para qualquer situação antagônica, no entanto não há de que temer, porque com ele as coisas podem até começar mal, mas no final tudo termina bem (Jó 42:12; Tg 5:11). É melhor o fim das coisas do que o principio delas (Ec 7:8).

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

domingo, 15 de junho de 2014

OS MURMURADORES DE ISRAEL



ESBOÇO 569
TEMA: OS MURMURADORES DE ISRAEL
TEXTOS: NR 11:4-15; 16:41-50; 20: 1-13; 21:4-9.

Devemos extrair lições importantes sobre o pecado da murmuração, esse sempre foi um dos que mais causaram problemas no meio do povo de Deus. Encontramos nas escrituras exemplos que marcaram os israelitas deixando sequelas até o presente. As murmurações são motivadas por insatisfação que muitas vezes são veladas, com possibilidade de crescer e induzir multidões a se insurgirem contra lideranças e causar grandes estragos. Os murmuradores contagiam outros para se unirem com os mesmos propósitos. Veremos nesse mote o significado, as origens das murmurações dos israelitas, as revoltas geradas pelas murmurações, as consequências na Igreja primitiva, na atualidade, o que causa na Igreja e Deus proíbe o murmúrio.

1.    Seu significado
Conforme o nosso dicionário português “Aurélio” significa: dizer mal, Maldizer, fazer mau juízo, falar contra alguém, conversar difamando ou desacreditando, criticar. Esse era um dos pecados mais comum entre o povo de Deus. E se você conhece algum fiquem de olho nele, limite seus espaços, porque amanhã criticará você.

2. A origem das murmurações dos israelitas.
2.1. A falta de alguns elementos necessários para satisfazerem as suas necessidades básicas como: água, comida, proteção do sol, cansaço, fadiga e frio entre outros. (Nr 11:1).
2.2. Povos estranhos (o vulgo) esse termo refere-se a outros povos que acompanharam os israelitas quando saíram do Egito (Ex 12:38), povos de outros costumes, eles influenciaram negativamente no meio dos israelitas. Eles acusavam Moisés de maus tratos ao povo e questionavam sobre a alimentação como: carnes, cebolas e pepinos e até sepulcro. (Ex 16:2,3; Nr 11:4-7).
2.3. Insatisfação, os insatisfeitos murmuram, e aonde chegam, surge à murmuração. Aonde chega um murmurador outros murmuradores serão produzidos, cada um deles tem a incumbência de produzir outros, a murmuração é de origem satânica.

3. As murmurações geram revoltas
3.1. Os murmuradores angustiaram Moisés a ponto de fazê-lo querer deixar o cargo, ele estava profundamente abatido (Nr 11:11-16);
3.2. Induziram a Miriã e Arão se revoltarem contra o seu próprio irmão (Nr 12:1-8);
3.3. Fizeram os filhos de Coré se revoltar e se rebelarem contra Moisés (Nr 16:1,2);
3.4. Os murmuradores questionavam o governo de Moisés tanto nas questões Civis como Religiosas (Nr 16:41-50).

4. As conseqüências sobre os murmuradores.
4.1. Miriã foi ferida por sua sedição (Nr 12:10).
4.2. Arão foi induzido pelos murmuradores a criar um bezerro de ouro, achando que Moisés não desceria mais do Monte Sinai;
4.3. Os filhos de Core foram sepultados vivos, a terra se abriu;
4.4. Moisés e muitos israelitas foram impedidos entrar em Canaã (Nr 14:26-30);
4.5. Os que entram pelo caminho da murmuração sofrerão punição (Nr 11:1; 14:27-29; Sl 106:25).

5. As Murmurações na Igreja Primitiva
5.1. Murmuraram a respeito de Jesus (Jo 7:12);
5.2. A Murmuração nos dias da Igreja pelos helenistas (At 6:1);
5.3. A Murmuração entre os irmãos que causaram contenda na igreja (I Co 1:12,12; 3:4);

6. A Murmuração na Igreja de Hoje
Atualmente acontecem às mesmas coisas, as murmurações têm causado sérios prejuízos para obra, especialmente para os novos crentes. Geralmente os murmuradores são desobedientes e desrespeitadores até da própria doutrina de Cristo, em relação a estes nos afastemos deles;
6.1. O que causa na Igreja?
a) Enfraquecimento espiritual dos crentes
b) Enfraquece a propagação do evangelho.
c) Induz as pessoas ao erro, porque são dominadas por esse mal.
d) Causa divisão, tal qual aconteceram nas igrejas, e Paulo refutou essas pessoas com muita ousadia do Espírito Santo. (I Co 1:10; 10:10);
e) Os murmuradores estão em todos os lugares causando insatisfação no povo, fujam deles, não queiram acompanhá-los.

6. Deus proíbe o murmúrio (I Cor 10:10)
6.1. Não murmurar contra Deus (Pv 19:3);
6.2. Contra Cristo (Lc 5:30);
6.3. Contra o Clérigo ou aquele que pertence à classe eclesiástica, sacerdotes cristãos (Ex 17:3);
6.4. Não é razoável que lamentemos (Lm3:39);
6.5. Esta é uma característica dos maus (Jd 16).

As murmurações como já dissemos está em todos os lugares, não há lugar que não exista pelo menos um, isso em qualquer segmento da sociedade, eles criam problemas, são insatisfeito, ou seja, com nada se contentam, seus governos estão sempre errados, somente eles consideram-se perfeitos. Esse é um mal que precisa ser instinto, porque assim como os murmuradores não entraram em Canaã, os que murmuram se prejudicam e prejudicarão outras pessoas, isso trouxe muitos males para a igreja primitiva. Deus proíbe o murmúrio.

Pr Elis Clementino-Paulista -PE

segunda-feira, 9 de junho de 2014

JULGAMENTO PRECIPITADO



ESBOÇO 568
TEMA: JULGAMENTO PRECIPITADO
TEXTO: MATEUS 7.1,2

            Jesus proferiu uma grande advertência aos seus discípulos sobre o julgamento das pessoas, pois elas sempre tiveram interesse em julgar sem nenhum comedimento, mas Jesus lhes disse: Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. (Mt 7:1,2). Não sabemos a dimensão das consequencias de uma condenação antecipada, geralmente essa pessoa é exposta a um julgamento muito maior, o da opinião pública. Veremos as consequências sobre esse julgamento prematuro, a atitude de julgar e o procedimento para com quem comete um pecado contra um irmão.

1. Julgamento prematuro
Atualmente há uma facilidade muito grande para antecipar o julgamento de uma pessoa quando comete uma falta, não basta muita coisa é só entrar nas redes sociais para constatar isso, entretanto são ajuizamentos grosseiros e sem nenhuma misericórdia. Esses julgamentos precipitados têm levado muitas pessoas a sofrerem intensamente, muitos não suportam porque tem o seu conceito arruinado por muito tempo, isso prejudica bastante em todos os sentidos da vida, principalmente quando são injustiçados.

2. A atitude de julgar os outros
As pessoas que fazem julgamentos das outras pessoas não sabem que estão sujeitas a receberem a mesma recompensa por isso “Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido vos medirão também (Mt 7.2). Geralmente os que fazem julgamentos, o fazem sem misericórdia. O primeiro versículo não é uma proibição irrestrita ao julgamento, pois quando a vida de um individuo é pura ele pode tirar o argueiro do olho do seu irmão “Hipócrita! Tira primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do teu irmão.” (Mt 7.5). Uma pessoa que tem uma vida arruinada jamais poderá corrigir outro (Mt 7.4). Jesus tratou essas pessoas como Hipócritas, cujo significado é ser falso, fingido e impostores. Observem que o argueiro significa uma partícula muito menor do que uma trave, isso indica que devemos ter uma vida irrepreensível, caso contrario você está corrigindo os erros do outros quando você anda errado. Os julgadores não têm um espírito perdoador, julgam e condenam pelos atos, pela aparência, pela cor, pelas vestimentas e através do que ouve das outras pessoas. Jesus foi julgado como um impostor e sentenciado pela opinião pública quando na realidade não era; a mulher apanhada em ato de adultério poderia ser apedrejada e morta sem piedade; Paulo foi julgado e foi posto em prisão várias vezes; outros não tiveram nem se quer a chance de se defender. Atualmente poucas pessoas chama e aconselha alguém que tenha cometido uma falta, o mais fácil é aplicar a disciplina e afastá-lo da igreja por um período, ou até deixá-lo para lá, portanto é preciso ter muito cuidado para não julgar o seu irmão precipitadamente para não cometer uma injustiça, pois há um legislador e juiz, que tanto pode salvar como condenar (Tg 5.9)

3. Procedimento para quem peca contra seu irmão
A Bíblia dá todas as coordenadas para que se faça uma correção antes de condenar ao que praticou um delito, principalmente contra a seu irmão (Mt 18.15-17), esse texto diz que chame-o a parte mostra-lhe o seu erro, se ele te ouvir ganhaste o teu irmão, caso ele não te escute, volte e leve com você uma ou duas testemunhas para que as suas palavra sejam confirmadas diante delas, se o que pecou não ouvir-te com as testemunhas leve ao conhecimento da igreja, ela é soberana em decidir a questão. Necessariamente devemos corrigir um faltoso de maneira coerente, o processo deve ser conforme Paulo escreveu aos gálatas “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado” (Gl 6.1). Muitas vezes esquecemos e agimos como quem não tem conhecimento dessas verdades. Devemos ter cuidado com o nosso proceder diante de uma pessoa que nos afronte ou tenha cometido algum pecado contra nós ou contra a igreja, cuidado com para você não ser traído pelo espírito de vingança, saiba, porém que somente sermos perdoados se perdoarmos a quem nos deve (Mt 6.12).

“Quem perdoa uma ofensa mostra que tem amor, mas quem fica lembrando o assunto estraga a amizade” (Pv 17.9).

            O julgamento antecipado é perigoso tanto para quem julga quanto para o que é julgado, quem com a espada julga, com a espada será julgado (quem com o ferro ferem, com o mesmo será ferido). Devemos saber que qualquer pessoa está sujeita a cometer uma claudicação, mas pode ser corrigida antes de ser submetidas ao julgamento. Ninguém é perfeito, mas reconheçamos as nossas fraquezas, para poder tirar o argueiro do olho do irmão, cuidado com a arrogância, você é tão frágil quanto seu irmão.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE