sábado, 8 de outubro de 2022

UNÇÃO, EMOÇÃO E RAZÃO.

 

ESBOÇO 1213

TEMA: UNÇÃO, EMOÇÃO E RAZÃO.

TEXTO: I CORINTIOS 14:15

Estamos vivendo a época em que as emoções estão fluindo a flor da pele. Muitas pessoas são bastante sentimentais e sensíveis, capaz de alterar o seu metabolismo em determinadas circunstâncias, essas. Não se assustem com o que eu vou falar nesse assunto. Ministrem a palavra de Deus, ela será a estrutura dos cristãos da sua igreja.

A FÉ E A RAZÃO

Paulo disse: “Orarei com o espirito, mas ao mesmo tempo com a mente; cantarei em espirito, mas igualmente com a razão” é muito natural não conseguem alinhar essas duas coisas a fé e a razão. As coisas somente terão valor se elas estiverem nos seus devidos lugares, a fé e a razão se completam, assim como a razão e a emoção, no entanto tudo o que excede ou vai além do normal não é bom, outrossim quando formos pregar, ou expor algo em público tenhamos cuidado, porque podemos ser traído palas nossas emoções e levarmos para o lado espiritual quando na realidade não é. Paulo apresentou a igreja em Roma sobre o culto racional ou aquele que é oferecido com entendimento (Rm 12:1-2), portanto não vos deixeis enganar, quem tem a unção do Santo não nos deixa enganar (I Jo 2:20). No sentido espiritual essa unção ela existe vem de Deus com o intuito de exercer influência na sua vida espiritual, ela tem o poder de esclarecimento sobre o que vimos e ouvimos. Não confunda emoção com unção.

A FÉ SEM A RAZÃO.

Uma fé sem a razão, no meu ponto de vista essa fé é cega, simplesmente essa fé pode ser destruída pela emoção. Ultimamente tenho visto muitos pregadores emocionados, mas se o ambiente não estiver favorável aos seus manejos ele inventam qualquer coisa para emocionar as pessoas, isso é perigoso porque afasta a possibilidade de o povo ser fortalecido pela palavra de Deus, isso é coisa de menino e que precisa ser afastado (I Co 13:11). O crente é aperfeiçoado pela palavra e não movimento de homem descompromissados com a palavra, eu estava presente em um certo culto que o pregador não leu a palavra e começou a falar em línguas, em seguida deu dois pulos, só bastou isso para toda igreja começar a pular e se emocionar, não me pergunte qual o resultado que já sabemos.

O QUE ESTAMOS ENSINADO?

A igreja é acrescentada todos os dias, novos crentes ingressão nela, no entanto muitos líderes não aplica um ensinamento fundamental para aqueles novos crente, vejamos o que Paulo disse em relação alimento do cristão (I Co 3:2-4). Qual a estrutura que tem um novo convertido que ingressa na igreja sem ensinamento, ele com certeza se tornará um crente sem raiz. A doutrina de Paulo era solida e capaz de nutrir espiritualmente. Na visão de Paulo o crente também não podia continuar sendo alimentado com leite toda vida, mas a partir do momento que ele se solidificasse já podiam receber alimentos mais sólidos.

O PODER DA PERSUAÇÃO

No sentido religioso cristão muitos não sabem identificar unção e emoção até mesmo no momento da pregação, alguns tratam a emoção como unção vinda da parte de Deus. Muitas pessoas recebem instruções, outros fazem cursos de oratória para adquirir habilidade para extrair algo das pessoas através das suas emoções, muitas delas quando religiosas usam essa maneira como se fosse unção espiritual, no entanto não passa de uma ação motivadora acompanhada de eloquência ao fazer a exposição da sua bela oratória, a arte de falar não é unção. Eloquência não é espiritualidade, há muito barulho e pouca ou quase nada de espiritualidade, ou seja, barulho não é unção força de expressão, expressão vocal forte também não é. Oratória é a arte de falar em público de forma clara e objetiva, quando um indivíduo expõe uma mensagem através de uma bela oratória ele consegue persuadir e transmitir credibilidade para seus ouvintes, ela é importante, mas não deve ser confundida com unção espiritual. A homilética está concatenada com a hermenêutica que consiste no emprego de técnica para explicar algum texto, mas também não deve ser confundida com unção divina. Não temos a capacidade de julgar quem é mais ou menos espiritual de quem tem unção ou não tem, muitas vezes de forma equivocada julgamos ser espiritual pela expressão, isso é um grande é muito ruim.

                Amados, devemos ter muito cuidado, pois a saúde espiritual da sua igreja depende do ensinamento que ela recebe, pois muitos pregadores pregam as suas mensagens e vão embora, mas os problemas ficam com o obreiro local. Geralmente os pastores conhecem sobre a saúde da sua igreja, independentemente de quantitativo, ele deve preservar a fé das suas ovelhas sem, contudo, ela seja levada pela emoção de certos pregadores. Cuidado com o rebanho que Deus te confiou, tu irás prestar contas ao bispo das vossas almas (Hb 13:17).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

JESUS A ÚNICA ESPERANÇA

 

ESBOÇO 1212

TEMA: JESUS A ÚNICA ESPERANÇA.

TEXTO: JOÃO 8:1-11

Confiança é um sentimento na realização em algo que se deseja, ela é uma das três virtudes teologais conforme Paulo (1 Co 13:13), a esperança é determinada pelo crer (Rm 8:24). A nossa esperança em dias difíceis é o Senhor Jesus Cristo, ele é o único que pode nos salvar da ira e da fúria do diabo, tal qual aquela mulher pecadora foi salva dos seus inquiridores.

JESUS, UM ADVOGADO FIEL E FORTE.

Jesus recebe inquiridores com pedras nas mãos e uma mulher que havia sido apanhada em ato de adultério, está indefesa e conduzida aos empurrões até chegarem a Jesus, pois aquela seria uma boa ocasião para inquerir de Jesus de que lado ele estava, se contra ou a favor da lei de Moisés. Jesus moveu-se de compaixão por aquela mulher que talvez olhava para ele vendo que ele poderia ser a única esperança. Naquele momento Jesus entra em ação para advogar a causa daquela pobre mulher, Jesus alcançou tocar no sentimento deles com uma palavra que bloqueou as suas mentes “quem não tiver pecado atire a primeira pedra” aqueles homens eram tão pecadores quanto aquela mulher e a salvou daqueles atrozes. Sabemos que o advogado é o interprete da lei, ela é o direito e este é o instrumento que faz as desigualdades se igualarem, por isso Jesus mostrou que aqueles homens eram tão pecadores quanto a mulher.

Ele sempre foi e é o defensor das causas dos pobres, viúvas, necessitados e pecadores arrependidos, Jesus é um advogado justo por causa da integridade do seu caráter, ele é um advogado cuja atuação é eterna (I Jo 2:1). As pessoas que recorreram a ele tiveram resolução dos seus problemas, com exceção um (Lc 12:13-21), este membro da família pôs os bens acima do que Jesus veio fazer, porém a missão de Jesus não era repartir bens.

JESUS, A NOSSA SALVAÇÃO.

A missão de Jesus foi salvar aquele que nele crer “Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos (At 4:2; 16:31). Jesus, a esperança da vida eterna (Tt 1:2), jamais alguém conseguiu alimentar a esperança da humanidade com essa esperança ao longo dos séculos, ter esperança é saber que mesmo em meio as dificuldades ele sabe que o melhor está por vir, essa é a confissão da nossa esperança, “retenhamos firme a confissão da nossa esperança porque fiel é o que prometeu” (Hb 10:23). Um dos maiores favores de Deus é a salvação pela graça (Ef 2:8-9), pelos nossos méritos jamais alcançaríamos.

QUEM ESTÁ EM CRISTO NÃO HÁ CONDENAÇÃO.

Um dos textos mais belo das cartas de Paulo é o que ele escreveu aos romanos (Rm 8:1,31, 33), se estivermos nele e ele estiver em nós não tem que nos condene. Ele é o maior do que aqueles que nos condenam, ele é o advogado que nos defende junto ao Pai.

                Mediante a tudo o que estamos passando Jesus é a nossa esperança, ele é o único que pode advogar as nossas causas, ele é um advogado fiel e justo, ele pleiteará e defenderá a nossa causa, além disso salvador, se estivermos nele não há nenhuma condenação.

Pr. Elis Clementino -prelisclementino@hotmail.com

ESBOÇO 1211 TEMA: A JUSTIÇA DIVINA.

 

ESBOÇO 1211
TEMA: A JUSTIÇA DIVINA.
TEXTO: NÚMEROS 27:1-7 - Houve um acontecimento muito importante nos dias de Moisés respeito de herança. Os herdeiros tinham o direito de herdar os bens deixados pelos seus pais, mas a lei determinava que somente os filhos homens, eles eram considerados herdeiros legítimos, isso significa que eles tinham o direito de obter a propriedade legal, a metade da herança. Moisés se depara com essa questão familiar, no entanto herança sempre foi um problema para muitas famílias, porém nesse mote destacarei o problema envolvendo as filhas de Zelofaede.
Autor: Pr. Elis Clementino

I. QUEM ERA ZELOFAEDE?
Não se sabe muitas coisas ao seu respeito, apenas que ele somente teve cinco filhas, não tendo nenhum filho homem, nessas condições as suas filhas tinham direito a sua herança. Zelofaede seu pai havia morrido no deserto junto com os filhos de corá, aqueles que se rebelaram contra Moisés, assim elas recorreram ao seu líder, para diligenciar a causa.

II. A DISTRIBUICAO DA HERANCA COM AS TRIBOS.
As tribos foram contadas por Moisés para parti-lhes as heranças dos seus pais (Nr 27:1), vendo elas que o nome do seu pai não estava na lista ficaram preocupadas, pois elas não sabiam o que aconteceria com a herança do seu pai. Quero destacar aqui duas coisas importantes são elas: (1) As mulheres entendiam que estavam sob uma liderança espiritual de Moisés. (2) elas entendiam que somente o homem de Deus poderia interceder por elas.

III. REQUERIMENTO DA CAUSA.
As filhas de Zelofaede fundamentaram o seu requerimento a Moisés com as seguintes argumentações: (1) Meu pai não morreu como rebelado contra ti; (2) Meu pai morreu no deserto pelo seu próprio pecado e não teria nenhuma culpa dos pecados dos rebelados contra ti; (Nr 27:3); (3) Meu pai tem irmãos, dai-lhe a parte dele para seus irmãos, porquanto, elas reconheciam que não tinham direito por serem mulheres, mas seus tios podiam terem direto a essa herança e elas também seriam beneficiadas.

IV. MOISÉS BUSCA DE DEUS RESPOSTA PARA QUESTÃO.
Moisés era um mediador entre Deus e o povo e não podia deixar aquelas mulheres sem resposta. O líder espiritual tem por obrigação de dar uma solução ou orientar aqueles que o procuram, porém ele deve ter a consciência que as respostas não devem ser duvidosas, Moisés teria que dizer algo para aquelas mulheres, mas não lhes dizer qualquer coisa. Muitas vezes aos nossos olhos existem causas que parecem se perdidas, porém devemos entender que não existem causas perdidas quando as entregamos a Deus. Moisés consultou a Deus, embora ele não pudesse determinar de imediato, mas primeiro buscou a Deus em oração (Nr 27:4), para Deus não há causas impossíveis (Lc 1:37). O trabalhar de Deus na vida dos seus através da oração e obediência, portanto entrega o teu caminho ao Senhor e ele tudo fará (Sl 37:5).

V. A NOVA LEI DA HERANÇA.
Deus é o justo juiz, ele pode criar motivos pelos quais as leis humanas possam ser alteradas e assim dar direitos aos que não tem. Após consultar a Deus, ele recebe a resposta cf. (Nr 27:5-10). A partir daquele momento a lei da herança seria alterada e elas passariam a participar da herança do seu pai. Deus sempre tratou com justiça, porque ele é justo (Sl 94:2), ele sempre agirá com justiça para com os seus e aqueles menos favorecidos (Sl 68:5).

VI. A NOSSA HERANÇA.
Através da adoção nos tornamos irmão e coerdeiros de Cristo pela nossa confissão (Jo 1:12; Ef 1:15; Gl 3:26; Rm 8:17), coerdeiro é aquele que herda bens ou fortuna com outros membros da família. A nossa maior herança não está aqui, mas em Cristo a qual Deus preparou para nós. Somos ricos em Cristo, em tudo fomos enriquecidos nele (I Co 1:5). O homem sem Cristo é desprovido da herança de Deus.
                
CONCLUSÃO
O SENHOR é a nossa porção, ela não está aqui, pois por mais que granjeemos as deixaremos, terrenas o que está reservado para nós não se comparam (I Co 2:9). Há muitas disputas nesta vida que o Senhor peleja por nós, mesmo que as consideremos perdidas, porém o Senhor é um justo juiz, jamais fará como aquele juiz iníquo que tapou seus ouvidos ao clamor da pobre viúva (Lc 18:1-7). Se preciso Deus cria motivos para que as leis sejam alteradas no país para nos dar vitória, “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós, para que nele fossemos feitos justiça de Deus (2 Co 5:21).