domingo, 26 de novembro de 2023

ESBOÇO 1323 ASSUNTO: DEUS, A MINHA PROVISÃO.

 

ESBOÇO 1323
ASSUNTO: DEUS, A MINHA PROVISÃO.
TEXTO: Porém ela disse: Vive o senhor, teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que comamos e morramos I REIS 17;12.
 
Há situações que atravessamos na vida que são verdadeiros desafios a nossa fé, principalmente quando falta tudo e nada se podemos fazer para reverter à situação, pois é nesse momento parece que tudo se resume em uma única coisa, o fim.
 
I.                     O PROFETA.
Elias era um profeta do Senhor, amado por ele, mas parecia que nada ruim aconteceria com ele. As provações independem do nosso grau de espiritualidade, ou seja, se menos espiritual ou mais espiritual. Um dia Elias foi ameaçado por Acabe depois de profetizar que não haveria chuva sobre a terra, segundo a sua palavra, ou seja, até o dia em que ele dissesse que iria chover (I Rs 17:1), no entanto, logo pós entregar essa mensagem, Deus manda que ele fugisse e se escondesse no ribeiro de Querite e lá ele beberia água do ribeiro (I Rs 17:2-4), ali já ordenei aos corvos para que lhe sustentem com pão e carne pela manhã e pão e carne à noite (I Rs 17:4-7), tudo parecia normal, seria como uma chuva passageira, não, porém passados dias o ribeiro secou por não haver chuva, naquele momento a situação se complicou, agora nem água havia mais, o que fazer?
 
II.                   AS ALTERNATIVAS DIVINAS.
Quando pensamos que tudo acabou e a situação se complicou é nessa hora que Deus cria alternativas, talvez para Elias fosse à solução definitiva, mas qual a era a alternativa divina? O profeta de Deus não tinha escolha, entretanto o Senhor lhe mandou ir para Sarepta, lugar aonde havia fome, mas Deus já havia preparado tudo, não do jeito que talvez Elias quisesse, mas do jeito de Deus, uma viúva pobre para que Elias fosse recebido por uma viúva para sustentá-lo. Viuvez na bíblia é sinônimo de pobreza, as viúvas eram pobres e endividadas (I Rs 4:2-4). Deus estava vendo que em Sarepta a viúva estava à beira da morte sem mais alimentos, de repente surge mais um para dividir o pouco do seu pão e o seu azeite, o interessando é que o visitante também nada tinha, parece um paradoxo, não é? Uma viúva que pouco tinha para cuidar que quem nada tinha, “Para tudo Deus têm uma saída”. A provisão para aquela viúva estava vindo através do profeta.
 
III.                 POUCO ALIMENTO.
Disse ela: o que tenho é um punhado de farinha e um pouco de azeite, tudo o que lhes restavam para ela e seu filho comer e morrer. “Quando tudo falta para alguém que é de Deus é sinal que vai surgir um milagre”. Os milagres acontecem por dois fatores: e obediênciafaça primeiro um bolo pequeno para mim”, mas o que iria sobrar para ela e o filho? Porém o profeta ainda lhe diz: assim como me declaraste, não tema faça primeiro para mim e traze-me aqui, depois faça para você e teu filho. Deus não iria deixar aquela situação continuar, mas aí veio a voz profética: “Assim diz o Senhor: a farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará, até ao dia em que o SENHOR dê chuva sobre a terra” (I Rs 17:14), aquela viúva foi sustentada com pão e azeite “três anos e meio”. Eu não sei se você ainda acredita nos milagres de Deus, mas segura aí, vem milagres de Deus para você, assim como está não vai ficar.
 
Uma vez satisfeita a sua necessidade não significa que você tenha a sua necessidade suprida definitivamente, mais adiante surge uma nova provação para Elias, a perseguição de Jezabel, ele foge e vai para debaixo do zimbro (I Rs 19:4), tinha por certo que ali seria o seu fim, Elias pediu a morte para se ver livre de todo aquele sofrimento, porém, Deus não tinha nenhum interesse de tirar-lhe a vida, só porque ele estava passando por aquele momento, Deus manda um ajo o socorrer “o anjo do Senhor trouxe pão cozido nas brasas e uma botija de água e disse-lhe levanta-te, come e bebe porque é longa a caminhada” (I Rs 19:5-7). O homem devido a sua debilidade ele não suporta, porém, mais adiante o profeta tomado pelo desanimo e deprimido entra na caverna, Deus o viu na caverna e foi tirá-lo de lá, a caverna não é o seu lugar, Deus vai te tirar dessa caverna dela.
 
IV.                JESUS, A PROVISÃO.
Atualmente os milagres divinos acontecem por intermédio da obra de Jesus Cristo, ele operou muitos milagres entre eles os das multiplicações dos pães. O primeiro foi relatado nos quatro evangelhos (Mt 14:13-21; Mc 6:30-44; Lc 9:10-17; Jo 6:1-15). Depois aconteceu a segunda multiplicação dos pães (Mt 15:29-39; Mc 8:1-10). Jesus continua hoje fazendo milagres em todas as áreas das nossas vidas. Devemos lançar sobre ele todas as nossas ansiedades (I Pe 5:6-7).
 
                Amados acreditem nas provisões de Deus para a sua vida, em poucos dias Deus pode fazer grandes milagres e lhe surpreender com algo novo em sua vida. O Deus que cuidou de Elias e das viúvas cuidará de você também. Deus através de Jesus Cristo fará em sua vida milagres muito maiores em sua vida.
 
Pr. Elis Clementino

terça-feira, 21 de novembro de 2023

ESBOÇO 1322 ASSUNTO: CASAMENTO, UMA INSTITUIÇÃO DIVINA

 

ESBOÇO 1322
ASSUNTO: CASAMENTO, UMA INSTITUIÇÃO DIVINA.
“Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher”. “Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem”. (Mc 10.7,9).
 
Irei discorrer nesse assunto sobra o matrimônio ou casamento, esse é uma matéria que somente serão apresentados quando são convocados os casais para uma reunião para essa finalidade. Existem atualmente muitos problemas no dia a dia dos casai que precisam ser abordados. A pedido de alguns obreiros eu trouxe de volta um assunto simples, mas de extrema importância sobre os acontecimentos no cotidiano dos casais. Muitas vezes não adiante fazer uma exposição muito técnica quando na verdade muitas pessoas encontrarão dificuldade para entender. Quem for comentar em alguma reunião para casais pode enriquecer com seus conhecimentos, suas experiencias ou até mesmo ampliar com textos bíblicos.
 
I.                     O QUE É O CASAMENTO?
  1. O casamento é a mais antiga instituição humana, Deus o instituiu com a finalidade de promover o bem estar do homem e a mulher e através dessa união povoar a terra.
  1. O casamento é a união durável entre duas pessoas de sexos diferentes e habilitados com legitimação religiosa ou civil. 
  1. O casamento é um estado honroso e o mais importante de todas as edificações, para a preservação do mesmo são necessários alguns pré-requisitos como: Bom relacionamento, conhecimento dos problemas, o desempenho nas relações, dar prioridades para que o casamento seja mantido.
II.                   RELACIONAMENTO.
Quando ponderamos sobre relacionamento compreendemos que há um vasto campo a ser explorado, mas é importante saber que há dois tipos consideráveis de relacionamento, são eles: o intrapessoal e interpessoal, eu digo que quando as pessoas não vão bem consigo mesma, muito menos irá com as outras, entretanto existem inúmeros fatores que contribuem para o mau relacionamento, principalmente entre os cônjuges. Esses fatores têm sido objeto de estudo por muitas pessoas interessadas em melhorar o relacionamento conjugal. Necessariamente os cônjuges devem sentir-se valorizados e amados, com essa atitude demonstram a pessoa a qual ela se uniu a importância dessa união (Mc 10:7,9).
 
As palavras amáveis sempre devem ser proferidas ou usadas pelos cônjuges, pois isso é saudável e constrói, ou seja, não há felicidade entre os cônjuges quando o relacionamento não é saudável. Cada pessoa sente a necessidade de ser ouvida, especialmente os cônjuges, quando eles não se escutam com os ouvidos e nem com o coração, ambos se sentirão mal-amados, e involuntariamente se distanciam um do outro. A comunicação pode indicar se a ralação é boa ou está em crise, por isso é preciso levar em consideração e pôr em prática:
  1. Os cônjuges não devem negar-se a dialogar sobre as dificuldades do casamento;  
  1. Eles devem ser atenciosos e não responda até que a outra pessoa tenha acabado de falar (Pv 18:13; Tg 1:19).
  1. Seja tardio para falar, pense antes, não seja apressado. Fale de tal forma que a outra pessoa compreenda e aceite o que você está dizendo (Pv 15:23,28; 21:23; 29:20; Tg 1:19);
  1. Fale sempre a verdade, mas com moderação e amor;
  1. Não exagere (Ef 4:15; Col 3:9);
  1. Jamais use o silêncio para cônjuges precisam interagir nesse momento, eles devem levar em consideração o diálogo, não frustre o seu companheiro (a).
  1. Não demonstre falta de interesse em ouvir o outro;
  1. Não se envolva em brigas, é possível você discordar sem elas (Pv 17:14; 20:3; Rm 13:13; Ef 4:31);
  1. Não responda com raiva ou ira, use a resposta branda e bondosa (Pv 14:29; 15:1; 25:15; 29:11; Ef 4:26,31);
  1. Saiba que a comunicação no casamento não é tudo, mas com certeza uma boa comunicação evitará muitos problemas;
  1. Tenham cuidado! A falta de uma boa comunicação pode comprometer o seu casamento e consequentemente a família.
A palavra de Deus nos ensina que devemos coabitar com as nossas esposas com entendimento (I Pe 3,7), jamais trate a sua esposa como: lavadeiras, cozinheiras, passadeiras, objetos de prazer sexual, e nem a mãe dos seus filhos, pois o nosso tratamento reflete na formação deles. (o melhor ensinamento para seus filhos é seu exemplo. Os filhos devem ser criados de maneira consciente, visando o bem estar deles, o ensino é fundamental, tanto a educação no lar, quanto a cristã, por isso os pais não devem discutir na presença dos filhos e nem provocar ira neles). Não culpe ou critique a pessoa que você ama, ao invés disso, restaure... Anime.... Edifique (Rm 14:13; Gl 6:1; I Ts 5:11).
 
Como pastor eu presenciei vários epsódios, mas dois foram constragedores, perguntaram a um homem que estava ao lado da sua esposa, essa é a sua esposa? Ele respondeu: não, é a mãe dos meus filhos. Outra ocasião eu ouvi um marido dizer em uma conversa sobre o seu casamento, disse ele: eu casei com a minha esposa por falta de opção, o silêncio tomou conta do ambiente e foi muito constrangedor porque ela estava ao seu lado no momento, que grosseria, não é?
 
III.                 OS PROBLEMAS
Já falamos que há diversos problemas que contribuem para um mau relacionamento entre os casais, muitos deles são adquiridos na correria do cotidiano, hoje há um mau que atinge uma boa parte da humanidade o chamamos de estresse “o mau do século”, sintomas depressivos e transtornos do humor, eles afetam diretamente o relacionamento das pessoas, uma pessoa extremamente estressada e mal humorada, não ouve e nem fala bem, ela torna-se uma pessoa insuportável. Conviver com gente assim pode ser extremamente sofrível, principalmente quando tem filhos menores que se aterrorizam diante das explosões.
 
Fora das crises a pessoa recobra o seu controle, mas frequentemente tenta justificar suas ações por qualquer coisa lhe “tira do sério”. São aquelas pessoas que se dizem “calmas, mas não mexam comigo”. Além do mau-humor, as pessoas depressivas magoam-se com mais facilidade, tendo em vista a sua autoestima rebaixada, elas se tornam inseguras e com tendência ao ciúme, e a sensação que tem é de não serem amadas, entretanto algumas pessoas com depressão atípica “anormal” costumam estar constantemente de mal com a vida, essas pessoas se tornam intolerantes e difíceis.
 
IV.                DESENVOLVIMENTOS TECNOLÓGICOS
Atualmente com o avanço tecnológico muitas pessoas não sabem ainda conviver com ele, vamos destacar “as redes sociais”, muitos casais estão deixando de lado os momentos íntimos entre eles para estarem ao celular ou computador durante as madrugadas, isso tem gerado muitas crises ou conflitos entre os cônjuges. Muitos pastores estão ouvindo reclamações de ambas às partes, em algumas ocasiões os casos evoluem tanto que se tornam impossíveis reverter a situação, no entanto essas atitudes levam os cônjuges a defraudarem uns aos outros, isso é perigoso e pode até levar a infidelidade conjugal, dependendo do tipo de relacionamento nas redes sociais. A fidelidade implica no cumprimento básico de que os cônjuges devem suprir as necessidades sexuais do seu parceiro ou parceiras, pois as necessidades não supridas têm sido as causas de muitas crises e até separações.
 
O relacionamento conjugal puro e ética é aquela que está dentro dos padrões estabelecido por Deus (Hb 13.4), a prática sexual deve ser realizada no tempo certo, na hora certa e com a pessoa certa. Na intimidade do seu casamento, e na privacidade do seu quarto, o homem e a mulher aprendem gradualmente o significado do casamento sentindo-se que realmente são dois em uma só carne, pois é nesse processo de aprendizado que eles irão aperfeiçoando seu relacionamento e descobrindo como se ajudarem no prazer sexual. A manifestação física do próprio organismo no “orgasmo” não é vergonhosa e nem antiético, antiético é o marido ficar devendo a mulher o prazer no ato da relação, no entanto o marido deve estar preocupado com a satisfação e prazer da sua esposa. O esposo deve estar ciente que a sua esposa considera o ato sexual como parte de um relacionamento total com ela, o marido não pode somente pensar em si. Existem muitos casais que se sentem proprietários um do outro, por isso eles não se sentem na posição de conquistadores. O que você tem feito ao longo da sua vida conjugal para conquistar a sua mulher ou você esposa ao seu marido? Será que a sua forma de conquistar tem tido êxito?
 
V.                  O DESEMPENHO NO RELACIONAMENTO SEXUAL
O desempenho de uma relação sexual depende muito do psicológico ou do estado emocional dos cônjuges, preparar-se é imprescindível porque você irá satisfazer a pessoa mais importante da sua vida. O prelúdio é importante ele é o responsável pelo sucesso e o tempero do ato. Não podemos esquecer que o maior bem a ser compartilhado é o amor e nada deve por em risco o desempenho nesse momento, saiba também, a mulher é estimulada pelo que ouve e o homem pelo que vê.
 
 VI. DEZ CAUSAS QUE PODEM COMPROMETER O ATO.
1. Uma palavra desagradável de um dos cônjuges.
2. A recordação de algo ruim de um dos cônjuges em relação ao passado.
3. Evitar qualquer ação grosseira nessa hora.
4. O Silencio no ato da relação sexual.
5. A não correspondência de caricias.
6. Preocupação.
7. Uma chamada telefônica.
8. Uma pessoa batendo à porta.
9. Uma dívida.
10. Um ambiente desfavorável.

     VII. COMPREENDER AS DIFICULDADES UM DO OUTRO.
Além das dificuldades já mencionadas ainda existem outras que os cônjuges devem ser levados em consideração, os problemas de saúde como: Cansaço físico, falta de apetite sexual, uma disfunção hormonal, próstata; falta de testosterona, falta de libido, dificuldade na ereção, ejaculação precoce, deficiência hormonal; dificuldade no relaxamento sexual, ausência do orgasmo. Recomenda-se que depois do ato sexual haja comentário, beijos, caricias, para que o seu parceiro ou parceira sinta-se valorizado. O casamento silenciosamente amargurado e invasivo, sem sexo, pode ter dois caminhos: Continuar sem gosto, sem sal, sem sexo, sem afeto ou uma separação amigável. Caso haja um desses problemas e seja continuado o casal deve procura um profissional da saúde para tratar dos problemas.
 
        O casamento é uma benção divina, onde o primeiro bem a ser compartilhado é o amor, devido a sua importância devemos evitar quaisquer tipos de ações que venham comprometer essa união. Devemos realizar todos os esforços para manter um bom relacionamento e buscar fortalecimento que resultará em benefício para toda a família. Vale ressaltar, que é preciso reunir todos os esforços para manter o seu casamento, pois não há nada que compense a destruição dele. Aconselho aos casais terem muito diálogo antes de tomar qualquer decisão precipitada, antes de tudo os cônjuges devem buscar a direção de Deus e a graça para vencer, sem deixar de pensar no melhor para a sua família.
 
Entre os cônjuges o maior bem a ser compartilhado é o AMOR.
 
Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

ESBOÇO 1321 ASSUNTO: DONS ESPIRITUAIS.

ESBOÇO 1321 *
ASSUNTO: DONS ESPIRITUAIS.
TEXTO: “Mas a manifestação do Espírito Santo é dada a cada um para o que for útil” (I Coríntios 12:7).
 
INTRODUÇÃO:
Os dons espirituais são manifestações da graça divina, subsídios pelo Espírito Santo para edificação, fortalecimento e crescimento da igreja. O termo usado para falar sobre os dons espirituais no grego (CHARISMA) relaciona-se com a palavra graça, que significa algo dado à igreja através da graça divina. No entanto, para que esses dons não sejam utilizados incorretamente, é fundamental que os cristãos conheçam e compreendam a sua importância. O apóstolo Paulo, ao escrever à igreja de Corinto, enfatizou a necessidade de discernimento e zelo na busca e no uso dos dons espirituais (I Co 12:1). Infelizmente, muitos crentes desconhecem ou negligenciam essas dádivas, privando a igreja de sua plena manifestação e do impacto que esses dons podem trazer para a comunhão e crescimento espiritual dos fiéis. A falta de conhecimento e ensino adequado levou muitos a usá-los de forma condicional ou até mesmo ignorá-los. Por isso, é essencial compreender a veracidade dos dons espirituais, sua diversidade e sua função no Corpo de Cristo. Neste estudo, exploraremos a origem, as categorias e a aplicação dos dons espirituais, destacando sua relevância na vida cristã e incentivando a busca por uma experiência mais profunda com o Espírito Santo. Que este conhecimento nos motive a buscá-los e utilizá-los para a glória de Deus.
 
I.                 VERACIDADE DOS DONS.
Os dons espirituais são uma das verdades que deve ser difundida na igreja. Infelizmente, alguns pregadores se amoldam a outros temas e deixam de lado as doutrinas fundamentais. Essa substituição tem levado muitos crentes a não se interessarem sobre o tema ou sobre a manifestação do Espírito Santo na igreja. O estimado apóstolo Paulo já via essa falta de apreço sobre o uso dos dons espirituais na igreja de Coríntios (I Coríntio 12:1), constitui-se falta de conhecimento o uso incorreto dos dons espirituais.
 
       II. VARIEDADE DE DONS.
Paulo apresenta uma diversidade de operações desses dons concedidos aos crentes, mas a fonte é um só: ESPÍRITO SANTO (I Co 12:4-6). São nove os dons espirituais, eles estão distribuídos na igreja entre os crentes e com finalidades específicas.
 
      III. OS DONS MINISTERIAIS:
Esses dons descritos por Paulo (Romanos 12.6-8 e Efésios 4.11) não podem ser confundidos com os dons espirituais, pois os ministeriais foram dados à igreja também com finalidades específicas: preparar o povo para o trabalho cristão; e o aperfeiçoamento da igreja “... querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Efésios 4.12) e crescimento espiritual do corpo de Cristo, conforme o propósito divino (Efésios 4.13-16). Deus chama pessoas e capacita-as para o serviço cristão.
 
    IV. OS DONS ESPIRITUAIS:
1. A uns, o Espírito Santo dá a mensagem da sabedoria.
2. A outros, o mesmo Espírito dá a mensagem do conhecimento.
3. Outros recebem, pelo mesmo Espírito, o dom da fé;
4. A outro, o poder de curar;
5. Outro recebe o dom de operar milagres.
6. Outro recebe o dom de anunciar a mensagem de Deus.
7. Outro recebe o dom de discernir os espíritos, ou seja, se eles são de Deus ou não.
8. Para outros é dado o dom de línguas estranhas.
9. A outro, a interpretação dessas línguas (I Co 12:8-10).
 
Esses dons procedem de uma única fonte do Espírito Santo, eles são distribuídos conforme a sua vontade, eles não são motivos de exibição pessoal ou promoção espiritual, mas são para edificação da igreja. Há dois tipos de dons que são mais conhecidos e usados na igreja, são eles: os dons de línguas estranhas e o de profecias, embora muitos cristãos não saibam usá-los, além de ignorar os de sabedoria e de conhecimento quando são manifestos na igreja através daquele que está ministrando a palavra. Observem que eles focam mais os dons de línguas e o de profecias (I Co 14.18,19). É bom entender que cada crente pode ter mais de um dom espiritual, pois as escrituras não determinam a quantidade que você pode ter.
 
Eu não desejo apresentar aqui os dons espirituais conforme a ordem que Paulo descreveu em sua epístola (I Co 12.8-10), mas pelas classificações.
 
        V.  DONS DE REVELAÇÃO:
a) Palavra de Sabedoria (I Co 12.8a) É uma palavra ou uma anunciação do Espírito Santo, para satisfazer a necessidade de solução de um problema particular.
b) A palavra do conhecimento (I Co 12.8b) é a manifestação sobrenatural de algum fato que existe na mente de Deus. Por sermos limitados, não podemos conhecer, a não ser que o Espírito Santo revele, fazendo com que o homem se torne participante da onisciência de Deus.
c) Discernimento de Espírito (I Co 12.10c). É através desse dom que Deus revela ao crente a fonte e o propósito de qualquer forma de poder espiritual, se é de Deus ou não.
 
       VI. DONS DE PODER:
Os dons de poder são aqueles que se relacionam abaixo:
a.  Dons de curas (I Co 12:9b), no grego, tanto o dom de (curar) como seu efeito, observem que está no plural, o que nos leva a entender que existe uma variedade de modos na operação deste dom.
b. Operação de Milagres (I Co 12:10), ambas as palavras aparecem no original grego, no plural, o que sugere que há uma variedade de modos de milagres e atos de poder. Milagres e maravilhas entendem-se ser qualquer fenômeno que altera uma lei estabelecida.
c. Profecia é uma proclamação do Espírito Santo sobre algo a revelar que não está na mente humana, ela serve para exortar e edificar a igreja, é um dom que necessariamente deve ser buscado (I Co 14.1).
d. O dom da fé se entende como uma fé especial e sobrenatural (I Co 12:9), sendo um verdadeiro apelo a Deus no sentido de que Ele intervenha sobre nós quando se esgotam todos os recursos humanos.  Fé (I Co 12.9a).
 
        VII. DONS DE INSPIRAÇÃO:
Inspiração – Na teologia, é o movimento divino segundo a fé cristã. Os escritores das sagradas escrituras foram movidos e guiados por Deus para escreverem de maneira harmônica.
a.       Variedade de línguas (I Co 12.10d). É a expressão falada e sobrenatural, uma língua nunca aprendida pela pessoa que fala, nem mesmo o que fala sabe, a não ser que haja alguém que também de maneira sobrenatural interprete.
b.      Interpretação das línguas – É a capacidade sobrenatural dada pelo Espírito Santo para interpretar, ou seja, as línguas estranhas devem ser interpretadas senão tornar-se-ão sem fruto para os ouvintes ler (I Co 14:2, 27).
 
CONCLUSÃO:
Os dons espirituais são expressões da graça divina concedidas à igreja para a edificação e fortalecimento do Corpo de Cristo. Como crentes pentecostais, devemos buscar com zelo essas dádivas, especialmente o dom de profecia, que edifica, exorta e consola a igreja (I Co 14.1). No entanto, é essencial lembrar que os dons devem ser usados ​​com sabedoria e em conformidade com a vontade do Espírito Santo, sempre transferidos para glória e louvor do Senhor. A busca pelos dons espirituais deve estar alicerçada na oração, na comunhão com Deus e no desejo sincero de servir ao próximo. Contudo, Paulo nos adverte que, sem amor, mesmo os maiores dons perdem seu valor. Você pode ter todos os dons espirituais, mas se não tiver amor, nada adiantará (I Co 13:1-2). Assim, recomendamos usar os dons com humildade, compaixão e compromisso com o Reino de Deus, confirmando que tudo provém do Espírito Santo e deve ser usado para a edificação da igreja e a manifestação do poder divino no meio do seu povo. Amados, devemos buscar e usar os dons espirituais de maneira sábia e responsável, sempre guiados pelo amor e pela obediência.
 
Consulta: Bíblia Estudo Pentecostal
Pr. Elis Clementino