terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

ESBOÇO 894 O AMOR


ESBOÇO 895
TEMA: O AMOR
TEXTO: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.” (ARA) I Coríntios 13:13; I João 4:7-21

O apóstolo Paulo qualificou o amor como a fonte de todo bem, sem ele é impossível amar o próximo. O amor é divino e dado por Deus aos homens para que pusessem em prática e convivessem em harmonia, o amor é indispensável “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para o sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.” (I Co 13:1-3).

O que é o amor
Na minha concepção é impossível definir na íntegra o amor, mas em uma linguagem simples podemos definir como: caridade, afeto, compaixão. O amor é a força que une as pessoas, ele é mais forte que uma emoção porque envolve o coração e a mente humana, ele envolve três virtudes “A fé, a esperança e o amor; e a maior desta é o amor... (I Co 13:13). O amor não deve ser fingido (Rm 12:9), pois o amor verdadeiro é incondicional. O amor fraternal é amar como irmãos, tipos de amor bastante conhecidos entre nós, Ágape, Eros e Philos. Todo ser humano deve desenvolver esses três tipos de amor, pois eles são essenciais para o bem de todos os homens.

Ágape – o amor humano fraterno, amor que se doa, ele é incondicional, amor divino.
Eros – Atração física, desejo sexuais;
Philos – amor fraterno, relacionado à família e amigos.

O amor é sofredor
No amor há características que somente ele tem “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, Não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (I Co 13:4-7).

A prática do amor ao próximo
O Apóstolo Paulo instruiu os cristãos de Roma a prática do amor, “O amor não seja fingido.” “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” (Rm 12:9,10). No amor há partilhamento, proíbe a maldição, ordena a benção, compartilha nos sofrimentos e na alegria; une as pessoas, não há orgulho, acomodam-se as coisas humildes, não se glória das coisas que faz, não torna mal por mal, leva a buscar as coisas honestas perante os homens, promove a paz, não se vinga, se o inimigo tiver fome dá-lhe de comer e beber, não se deixa vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem. (Rm 12:13-21).

“A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros, pois quem ama o próximo cumpriu a lei.” (Rm 13:8). “O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.” (Rm 13:10).

Jesus enfatizou sobre a importância da prática do amor, pois é impossível você amar a Deus e não amar ao próximo (I Jo 4:7-21). A maior prova do amor a Deus é você amar os seus inimigos (Pv 25:21; Mt 25:35-40), amar aos inimigos é sem dúvida uma das tarefas mais difíceis de ser praticada, porém não é impossível. No sermão da montanha quando Jesus profetizou sobre o final dos tempos, o esfriamento do amor seria um dos sinais que precederia a sua vinda, naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando (Jo 13:34; 15:12-14). Jesus foi o maior exemplo de amor dando a sua vida pelos pecadores.

Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 894 O MORDOMO INFIEL


ESBOÇO 894
TEMA: O MORDOMO INFIEL
TEXTO: LUCAS 16:1-13

A parábola do mordomo infiel expressa verdades importantes para todos que exercem a função, ela narra a infidelidade de um mordomo, a prestação de conta, a estratégia do mordomo infiel, as riquezas injustas, a recompensa, a fidelidade no pouco, e o amor ao dinheiro.

O rico e o mordomo
1. Certo homem rico tinha um administrador dos seus bem, este não foi fiel para com o seu senhor, a qualidade de fiel é essencial para quem assume essa função. Todos que está nessa posição sabem que a quem mais é dado mais é cobrado (Lc 12:48b).

2. Infidelidade - O mordomo abusou da confiança e desperdiçou os bens do seu senhor. Todo abuso de confiança tem as suas consequências, a hora do ajuste de contas a nosso ver pode até demorar, mas chega.

3. Prestação de contas - O senhor daquele mordomo soube do que ele andava fazendo e o chamou a prestar contas e disse para ele que não mais podia continuar administrando seus bens.

4. A estratégia - Pensando o mordomo infiel nas palavras daquele senhor disse consigo mesmo: Agora o que farei? Meu senhor me tira o emprego. Cavar não posso, e mendigar tenho vergonha. (Lc 16:3), mas teve uma ideia, há! Já sei o que vou fazer, para que quando eu for demitido; vou conquistar outras pessoas com as minhas astúcias para que me recebam em suas casas (Lc 16:4). O que fez ele? Procurou os devedores do seu senhor e a cada um pagou o que eles deviam (Lc 16:5-7).

5. Elogio - Vendo o senhor elogiou aquele servo injusto por ter agido astutamente usando as riquezas “dinheiro” deste mundo fazendo amigos para que no futuro eles pudessem acolhê-lo em suas casas, por isso Jesus disse: “Pois os filhos desde mundo são mais astutos do que os filhos da luz.” (Lc 16:8).

Devemos usar as riquezas “dinheiro” deste mundo ímpio para ganhar amigos e realizar boas coisas, de maneira que quando acabar, estes “anjos” nos receba nas moradas eternas. Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco, também será desonesto no muito. (Lc 16:9,10). Procuremos ser dignos de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio, se assim não for quem nos confiará as maiores riquezas? Se não formos confiáveis em relação ao que é dos outros, quem nos dará o que é nosso? Tudo o que nos é confiado prestemos conta. A fidelidade parece está em desuso, mas não deve está para os cristãos. A inclinação às riquezas é a causa da infidelidade tanto para com os homens, quanto para com Deus. Não podemos servir a dois senhores, a Deus a ao dinheiro, porque ele é a raiz de todos os males. Estejamos certos da nossa prestação de contas, se formos justos na administração do que é dos outros e de Deus, certamente seremos recebidos pelos anjos na sua glória.


Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019


ESBOÇO 893
TEMA: RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL
TEXTO: SALMOS 51:10

                O trabalho de restauração acontece quando algo está sendo deteriorado, essa obra é realizada naturalmente e praticamente em todas as matérias existentes, outrossim, no âmbito espiritual. A renovação das coisas pertinentes a nós cabe-nos fazê-las como fez o profeta Elias diante dos profetas de Baal. O ato de renovar foi instituído e promulgado pelo próprio Deus através das suas leis. Nesse assunto discorrerei sobre degradação, renovação e a renovação espiritual.

A degradação
Antes de falar sobre renovação ponderarei sobre a degradação. O ser humano é responsável pela deterioração em diversas esferas da vida, ela é determinante de todo sofrimento da humanidade, pois uma grande parcela dos habitantes do nosso planeta não está tendo o cuidado com o que Deus pôs em nossas mãos para administrar. Os acontecimentos presentes são causados pela falta desses cuidados, mas ainda há outros tipos de degradação, moral e espiritual, essas duas influenciam diretamente em todo o nosso sistema de vida.

A renovação
O ato de renovar, reparar ou consertar refere-se também as renovações de alianças ou pactos, isso acontece desde a antiguidade, e como já dissemos foi o próprio Deus que criou tudo perfeito. Deus fez alianças com o seu povo e estas necessariamente eram renovadas quando havia a quebra delas, no entanto a oportunidade de renovar foi abonada pelo próprio Deus que reconhecia a fragilidade humana, geralmente nas pregações dizemos que Deus é o Deus das oportunidades. As leis divinas incluía os cuidados com a renovação da terra através do seu descanso (Lv 25:3,4); além disso o próprio Deus pelo seu Espírito renova a face da terra (Sl 104:30).

A renovação do imaterial
Assim como tudo que é material necessita ser renovado, de igual modo o espiritual. A nossa vida devocional com Deus precisa ser reparadas e postas em ordem perante Deus, o envelhecimento espiritual acontece pelo descuido da busca a Deus, pois ele é organizado e exige que os nossos atos concernente a vida espiritual seja também. Quando organizamos as nossas vidas simplesmente estamos abrindo portas para que boas coisas aconteçam durante o nosso viver e a nossa progênie.

A restauração espiritual acontece quando o indivíduo retrocede do seu viver impuro e se reconcilia com Deus, ele será perdoado e terá a sua aliança renovada (Sl 51:10; Rm 12:2; Cl 3:10). A restauração espiritual através do arrependimento foi tão necessária no passado quanto no presente, não somente para o povo especial de Deus Israel, mas para todos quantos entregaram a sua vida a Deus para servi-lo. O arrependimento conduz o indivíduo a uma mudança tanto no âmbito social quanto espiritual (Sl 51:12; Is 57:18; Jr 3:22; 30:17; Os 14:4; Mq 7:19), pois a todo momento Deus exigiu do seu povo uma vida de santidade para que fosse abençoado por ele.

                A única maneira do povo de Deus reverter situações difíceis é através do arrependimento de coração, e não uma simples emoção. A busca por Deus não deve ser somente quando estamos necessitados como faziam os israelitas (2 Cr 7:14), arrepender-se era a única maneira de receber o perdão divino, esse era o primeiro passo que o povo de Deus deveria dar em direção as bençãos divinas (Dt 28) Na atualidade podemos até pensar que não seja assim, nas pregações alega-se muito os favores divinos pela graça, mas será que Deus não exija mudanças de atitudes para nos tornarmos coerentes aos seus princípios? Após Davi pecar lançou-se aos pés do Senhor reconhecendo o seu pecado, podemos ver a sua humilhação implorando pelo perdão divino (Sl 51:1-19), ele tinha conhecimento que somente assim Deus trari a sua espiritualidade de volta e o abençoaria através do arrependimento. O que falta hoje em muitos crentes em Deus é um verdadeiro sentimento, arrependimento sincero e humildade.

Pr Elis Clementino



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019


ESBOÇO 892
TEMA: SUBSERVIÊNCIA RESULTA EM MILAGRES.
TEXTO: I SAMUEL 15:22

A falta de humildade é um obstáculo para que o indivíduo receba algo das pessoas e da parte de Deus. A fatuidade do coração leva as pessoas a perderem grandes oportunidades, seja no habitual da vida ou referente às coisas divinas, em relação ao espiritual nem sempre o indivíduo entende se o que ele pretende é ou não da vontade de Deus, porque os propósitos de Deus não são entendidos de maneira natural ou tão simples (Ec 11.5; Is 55:9; I Co 2:14).

A doença de Naamã
Naamã era um chefe do exercito da Síria, mas leproso, ele fora informado por uma criada da sua casa que havia em Israel um profeta chamado Eliseu, e este poderia restaurar a sua saúde (2 Rs 5.3). Naamã fala para o rei da Síria e este escreve carta para o Rei de Israel para que ele restaurasse a saúde de Naamã (2 Rs 5.4-7). Nada poderia ser feito, nenhum milagre aconteceria através do Rei de Israel, o rei ficou perturbado, rasgou suas veste, porque nada ele podia fazer por Naamã. Tudo aquilo que Deus tem para realizar através dos seus servos não será transferindo a ninguém. O único homem a ser usado por Deus para operar o milagre era Eliseu, entretanto, aquilo que o SENHOR quer realizar em um indivíduo somente ele fará. Sensibilizado por ter o rei rasgado suas veste, Eliseu o questiona sobre a carta recebida: “Deixai-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel” (2 Rs 5.8).

O pedido do profeta
Disse Eliseu a Naamã, você deve mergulhar sete vezes no rio Jordão, ao ouvir isso Naamã ficou indignado. “Para recebermos as bênçãos divinas temos que nos moldar a vontade de Deus” “Sacrifício é o preço que se paga pela obediência”. A empáfia do coração de Naamã o levou a recusar a dar os mergulhos no rio Jordão, isso era o mínimo exigido para que o milagre acontecesse e ele fosse curado, mas para Naamã o rio era impróprio (2 Rs 5.12). Quem não obedece está sujeito a perder o que tem a ganhar, às vezes aos nossos olhos o melhor é a vantagem, no entanto para Deus não é. Deus quer lhe dar o melhor quando você quer o pior, para Naamã era melhor voltar para casa com a lepra do que dá ouvido ao profeta. Muitas vezes nos acostumamos com na mediocridade, quando Deus quer nos dá o melhor, infelizmente muitas pessoas hoje não querem de ouvir a voz do verdadeiro profeta só porque ele não fala o que elas querem ouvir. Naamã queria ouvir do profeta: vá ao rio Abana e Farpa rios cristalinos em Israel e mergulhe. - “Obedecer é melhor e sempre nos trás bons resultados”. O preço do milagre é a humildade (Pv 15:33; 18:12).

A obediência faz o milagre acontecer
Uma mulher viúva de “Sarepta” vivia uma grande seca, mas um profeta foi enviado por Deus para que ela o alimentasse, seria mais um hóspede para quem nada mais tinha para comer do que um pouco de farinha e azeite para comer ela e o filho e morrer. As provisões de Deus muitas vezes vêm por canais que não esperamos. Certamente aquela viúva vinha sendo cuidada pelo Senhor e no momento em que tudo iria lhe faltar Deus manda um profeta para comer do que ela tinha em casa. Era apenas mais uma prova de fé “fazei primeiro um bolo pequeno para mim” a viúva estava atenta as palavras do profeta, ela via que ele não era um explorador, mas um profeta de Deus, a viúva obedeceu ao profeta, àquela atitude resultou em um grande milagre (I Rs 17: 9-24).

O azeite da viúva
Certa viúva tinha dois filhos, eles estavam perto de se tornarem escravos pela dívida deixada por seu marido, ao ver profeta “homem de Deus” rogou-lhe com humildade ao seu favor, o profeta lhe diz: o que hei de fazer? Declara-me o que tens? Nada tenho a não ser um pouco de azeite na botija. Para Deus operar não necessita de muita coisa, apenas de fé e obediência “Tome vasos emprestados” ponha no quarto feche a porta e deite o azeite neles (2 Rs 4:1-7).

Fazei covas
Três reis necessitavam de um grande milagre, não havia água para eles e nem para o gado, Eliseu homem de Deus foi consultado a respeito e a palavra do profeta foi: “fazei covas” o preço fazer covas, os esforços deles faziam parte do milagre que iria acontecer, para que haja milagres em nossas vidas Deus exige sempre algo de nossa parte. (2 Rs 3:16). “O sacrifício é o preço pago pela obediência”

Entendemos que todos os milagres realizados por Deus através dos profetas exigiam sacrifícios. A desobediência as exigências divinas e aos seus profetas “lideres espirituais” resultariam em perdas dos milagres, há muitos cristãos que não ouvem mais seus lideres espirituais, para isso existem algumas razões, como perda de credibilidade, assim preferem ouvir os estranhos. Muitas ocasiões essas pessoas procuram seus líderes para resolver seus problemas, mas não querem ouvir as orientações que contrariem seus anseios ou exija alguns sacrifícios como: orar, santificar, se humilhar e aguardar para que facilite a resolução dos seus problemas. O imediatismo tem afastado as pessoas de buscarem a Deus e obedecê-lo.

Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

ESBOÇO 891 LIBERALIDADE


ESBOÇO 891
TEMA: LIBERALIDADE
TEXTOS: ÊXODO 36:5

Ser liberal é ter uma das qualidades importante que uma pessoa pode ter, ela está ao alcance de todos, independentemente de qualquer classe, principalmente para aquelas pessoas que acreditam em Deus, o princípio de toda generosidade, ela desde princípio tem sido aprovada por Deus.

Significado
A liberalidade, generosidade, munificência e franqueza, esses são sinônimos que indicam doar ou contribuir de boa vontade, essa ação é aprovada por Deus, tanto para com as pessoas quanto para a obra de Deus. No A.T. temos muitos exemplos o que veremos no decorrer do assunto.

As dádivas, oblações, oferendas e donativos eram usados nos cerimoniais religiosos, principalmente nos cultos oferecidos a Deus. As ações de liberalidade devem acompanhar aqueles que reconhecem as dádivas divinas, ou seja, é um ato de reconhecimento estabelecido pelo próprio Deus para ser praticado.

Exemplos notáveis:
1. O Senhor ordenara a Moisés a construção do tabernáculo e todo povo deveriam participar fazendo as suas doações (Êx 35:22-29), Bezaliel era o encarregado pela fabricação das peças do tabernáculo, todos os materiais chegaram em suas mão em grande abundancia devido liberalidade do povo (Êx 36:5), pois essa era uma prova de amor e obediência aos princípios divinos. As ofertas na dedicação, no dia da festa traziam carros de bois com príncipes e se apresentavam ao Senhor diante do tabernáculo (Nr 7:3).
2. Ofertas de Davi para a construção do templo, tudo era de melhor qualidade que havia na época (I Cr 29:3,4).
3. Dádivas para reformar a casa de Deus, os príncipes traziam seus impostos e depositavam na arca de maneira que ela se enchia (2 Cr 24:10).
4. Ofertas para a reconstrução do templo, todo povo se movimentavam trazendo as suas doações (Ed 1:6; 2:69; 8:25; Ne 7:70; Lc 19:8).

Havia também as exigências divinas sobre os dízimos e ofertas, estas eram trazidas ao templo como reconhecimento de tudo aquilo que o Senhor havia concedido ao povo, Deus nunca mudou e era justo para com o seu povo, portanto o povo não devia negar a Deus o direito que lhe pertencia, caso isso não fosse praticado se constituía um furto a Deus (Ml 3:8-10), ainda hoje há esse questionamento por parte de muitas pessoas que desconhecem as bençãos divinas sobre eles. Os que honram a Deus com as suas ofertas e dízimos reconhecem os favores divinos sobre suas vidas, o Senhor é o Deus de toda provisão.

O dízimo ou a décima parte, e as ofertas eram para a manutenção do templo, dos sacerdotes e outras despesas, as exigências divinas continua, a obra de Deus envolvem pessoas voluntárias, mas há de se entender que a administração envolvem despesas com pessoal. As igrejas atuais necessitam dessas doações para sobreviverem e avançarem na obra, embora por causa de muitos aproveitadores pseudos líderes que se valha de valores destinados a Igreja para proveito próprio, por isso muitas igrejas estão sofrendo com as suas finanças.  

Nos dias de Jesus Cristo as ofertas e os dízimos também eram trazidos ao templo, cada um contribuía com aquilo que recebiam, as ofertas faziam parte do culto, era um gesto de reconhecimento que tudo provinha de Deus. Todos contribuiam com alegria e de coração, Jesus via ricos e pobres lançarem as suas ofertas no gazofilácio (Lc 21:1-4), ele via que alguns davam o que lhe sobrava, outros para serem vistos, para ele a maior oferta do culto era aquele feita de coração, como fez a viúva.

Ofertas na igreja primitiva
No inicio da igreja todos ofertavam, vendiam as suas propriedades e parte depositava aos pés dos apóstolos para serem administradas entre os irmãos (At 4:34). Cada um dava conforme as posses, segundo o que o Senhor havia lhe concedido (Dt 16:17;Mt 5:42), isso era feito sem nenhuma ostentação (Mt 6:3). Os apóstolos deram continuidade e exortavam os crentes para manterem as suas contribuições.

As nossas contribuições são sementes que plantadas em terra fértil, isso deve ser feito com alegria (2 Co 9:7). Quando contribuímos dessa maneira há recompensa com crescimento espiritual e financeiro. (2 Co 9:10:11), no entanto é claro que seremos abençoados em todas as áreas da vida. “Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade, pois Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda obra.” (2 Co 9: 7:8).

Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

ESBOÇO 890 INGRATIDÃO X GRATIDÃO


ESBOÇO 890
TEMA: INGRATIDÃO X GRATIDÃO
TEXTOS: (2 Sm 9:1; Sl 103;2; 116:12)

Existem duas coisas que são antagônicas e gostaria de discorrer sobre esse assunto, a ingratidão e a gratidão, tanto uma quanto a outra causa determinada sensação no indivíduo. Nesse mote discorrerei sobre a ingratidão e a gratidão.

Ingratidão
Ingratidão é ação de uma pessoa é ingrata, a falta de reconhecimento dos benefícios recebidos de alguém.
A gratidão é o reconhecimento de uma ação praticada por alguém a seu favor. Muitas pessoas têm sido vítimas da ingratidão, pois somente elas sabem o quanto fere o coração daquele que fora benévolo. Não existe no mundo uma pessoa sequer que nunca cruzaram seu caminho com um indivíduo ingrato e grato, por isso quando fizermos algum bem não devemos esperar retorno, devemos fazer o bem sem olhar a quem, certos que alguém receberá e não reconhecerá com ações de agradecimento.

Exemplos
Os nove leprosos ingratos (Lc 17:11-19); O paralítico de betesda foi curado mas agiu com ingratidão fazendo de conta que não conhecia quem o havia curado não correspondeu (Jo 5:12,14). A ingratidão faz parte da natureza pecaminosa do homem e quando ela prevalece o indivíduo desconhece os favores recebidos (Nr 11:4-6; Dt 8:12-14; Sl 95:10; 106:13-14), além disso o homem nunca estará satisfeito com as dádivas que recebe, pois homem é um eterno insatisfeito e ingrato. O apóstolo Paulo percebeu a ingratidão dentro da igreja entre os irmãos (Rm 1:21; I Co 4:7), pois a ingratidão está presente em todos os lugares. A ingratidão motiva um sentimento de tristeza pela falta de reconhecimento de algo que fez para alguém, por isso muitas vezes nos sentimos desmotivados para realizar algo bom por alguém.

Gratidão
Os benefícios que recebemos das pessoas não têm preço, (Os favores recebidos não prescrevem), mas quem reconhece o valor de algo recebido sempre terá um coração agradecido. A gratidão motiva em nós sentimentos de satisfação pelos favores reconhecidos, embora Jesus tenha ensinado que não devemos esperar retorno dos benefícios que fizermos a alguém, no entanto devemos saber que Deus é juiz recompensador (Lc 6:35; I Co 4:7). A gratidão é aconselhada na nas cartas de Paulo (I Ts 5:18), por isso devemos ter apreço pelo que recebemos tanto da parte de Deus, quanto do próximo, “...E sede agradecidos” (Cl 3:15).

Atitudes de gratidão
Gratidão é uma qualidade nobre de um indivíduo. Na Bíblia temos vários exemplos, mas destacarei apenas três.
1. Davi reconhece os benefícios que recebeu de Jônatas filho de Saul, e recompensa a Mefibosete filho de Jônatas (2 Sm 9:1).
2. Davi também reconhece o beneficio que Humam havia feito para com ele (2 Sm 10:2; Rs 2:7).
3. Eliseu reconhece os favores da Sunamita (2 Rs 4:13).
4. O cego de Jericó reconheceu a sua cura e publicou corajosamente.
5. Zaqueu reconheceu o beneficio que Jesus lhe fez quando entrou em sua casa.

Aqueles que não reconhecem os favores recebidos geralmente fecham as portas para novos benefícios, mas aquele que reconhece os favores recebidos não se contém em agradecer. Recebemos de Deus muitos favores, assim como das outras pessoas, no entanto o ingrato não considera os favores recebidos. Não permita que a ingratidão prevaleça sobre o seu coração, pois quando somos gratos por aquilo que recebemos de alguém, sobretudo de Deus certamente abri-se-á novas portas para outros eventos. Seja grato!

Pr. Elis Clementino