domingo, 4 de outubro de 2020

MICAIAS, A VOZ DO VERDADEIRO PROFETA.

 

ESBOÇO 1033

TEMA: MICAIAS, A VOZ DO VERDADEIRO PROFETA.

TEXTOS: I Rs 22.2; II Cr 18.

Em todas as épocas houve pessoas infiéis e fiéis aos seus princípios, inclusive a quem elas prestam culto, ou seja, a quem elas adoram. Muitos profetas provaram a sua fidelidade a Deus em todas as circunstâncias. Na Bíblia Sagrada há um episódio envolvendo dois reis, um de Judá “Josafá” e outro de Israel “Acabe”, nesse episódio envolveram um dos profetas do Senhor “Micaias”, homem que Deus levantara para falar as suas verdades em uma época de apostasia vivida pelo rei de Israel. Discorreremos sobre a aliança entre Josafá e Acabe, a consulta de Acabe aos seus profetas e a consulta ao profeta Micaias.

Uma decisão precipitada de Josafá.

Consultar a Deus é um dever de cada um daqueles que o serve, nenhuma decisão deve ser tomada sem essa consultar a Deus, principalmente quando se trata de alianças com ímpios. Há decisões e alianças que estão fora da vontade de Deus, Josafá rei de Judá sabendo que Israel estava sendo atacada pela Síria, desce a ajudar Acabe um rei apóstata e idólatra, fazendo aliança com o rei mais perverso das dez tribos (2 Rs 18.1), Josafá fez uma aliança militar com Acabe dizendo: Serei como tu és, e o meu povo, como o teu povo, e os meus cavalos, como os teus cavalos.” (2 Cr 18.3; I Rs 22:4). Muitas vezes tomamos as nossas decisões antes para depois consultar a Deus. Acabe tornou-se um rei ímpio pela influência da sua mulher Jezabel, uma seguidora de Baal “uma divindade Babilônica”, essa mulher era terrível causadora dos sofrimentos dos profetas do Senhor, entre eles o profeta Elias que ainda estava em ação na época. 

Os profetas de cabe

Os profetas de Acabe eram contratados somente para falarem aquilo que ele gostava de ouvir (I Rs 22.6; 12), estes em um número de 400, Acabe não considerava os verdadeiros profetas só porque profetizam a sua sentença pela desobediência a Deus, Acabe consultou seus profeta e eles lhes disseram: “Sobe, porque o Senhor a entregará na mão do rei” (I Cr 22.6). Atualmente existem muitos deles em por toda parte, eles só falam aquilo que as pessoas gostam de ouvir, entretanto as verdades de Deus estão sendo deixadas de lado e substituídas por massagens que somente massageiam o ego humano, “é aquele tipo vai tudo dará certo”, o individuo sendo injusto para com Deus e recebendo incentivos desses profetas para continuar no erro. Muitos gostam de ouvir palavras de vitórias, bênçãos magníficas, riquezas, prata e ouro, essas mensagens nos estimulam a permanecer no caminho do erro. As missivas de correções não são aceitas por muitos, inclusive alguns líderes. Acabe detestava as mensagens de correções, as profecias de Elias, um dos maiores profetas da época eram rejeitadas, quanto mais às profecias de Micaias.

Josafá pondera a questão e pede para consultar um profeta do Senhor

O rei de Judá deve ter parado e pensado um pouco sobre a sua decisão “Tem algum profeta do Senhor para que possamos consultar?” A resposta de Acabe foi: Tem, é Micaias, mas eu não gosto dele, por só profetiza mal contra mim, ao mesmo tempo Josafá lhe diz: “não fale o rei assim” (I Rs 22.7,8). Josafá sabia que os profetas do Senhor não deviam ser repulsados dessa forma. Mesmo assim vamos convidá-lo.

Micaias ironiza

Ele foi incitado a falar as mesmas coisas que os 400 profetas de acabe falaram (I Rs 22.13), Micaias responde dizendo: “vive o senhor, que o que o senhor me disser isso falarei” (v14), mas a ansiedade do rei era de ouvir Micaias falar as mesmas coisas que disseram os profetas de Acabe, a ironia de Micaias em falar que Acabe seria vitorioso, foi uma estratégia para despertar a curiosidade do rei que lhe disse: ora! Esse profeta nunca falou coisa boa de mim e como agora ele vem com essa mensagem, isso não pode ser verdade disse o rei, eu quero que você me fale somente a verdade (v. 16).

A verdadeira profecia.

A realidade que jamais Acabe queria ouvir. Micaias usado por Deus transmite a real mensagem, ao ouvir responde o rei: eu não te disse que ele nunca profetiza o bem de mim, mas somente o mal? (Vs.17,18). Micaias teve uma visão a respeito do espírito mentiroso. Deus permitiu que Acabe fosse enganado pelo espírito de mentira por causa da sua dureza do seu coração (Vs.19-23), e após pronunciar essas palavras Micaias foi ferido no queixo por Zedequias, tudo indica que este era profeta líder dos 400 e mão admitia que outro profeta falasse em nome do Senhor a não ser por ele (Vs.24-28). Entendemos que todos quantos falam a verdade sofrem.

A desobediência tem um preço.

A profecia de Micaias prevaleceu, pois as palavras do Senhor não caiem por terra, ela executa toda a vontade de Deus. A mensagem de Micaias foi: irás, mas não voltarás da batalha com vida, muitas pessoas que não aceitam as verdades de Deus, às vezes as palavras direcionadas por Deus causam choque, mas são necessárias.

                Amados, as verdades de Deus devem ser entregues no momento certo, não importa o que aconteça, mesmo que seja ferido, preso, sustentado com pão de angústia e água de amargura até que eu volte da guerra como fez Acabe com Micaias. A última palavra do profeta foi: “E disse Micaias: Se tu voltares em paz, o Senhor não tem falado por mim.” (I Rs 22.27,28). O disfarce de Acabe não deu certo, o resultado foi um homem na sua simplicidade entesourou o arco, parece que o homem com uma lança sem saber para quem atirar, atirou ao ermo sem saber em quem acertaria e para que se cumprisse a palavra do profeta foi atingido e morreu (I Rs 22.34). É perigoso deixar as mensagens divinas para dar crédito às mensagens que massageiam os nossos corações. Atualmente as mensagens dos profetas de Deus nos púlpitos de muitas igrejas estão sendo rejeitadas e substituídas pelas promessas que não se cumprem, são mensagens imediatistas, vazias e que em nada contribuem para a edificação espiritual da igreja. Tomemos cuidado, Deus ainda tem profetas que falam a verdade.

Pr Elis Clementino

CUIDADO COM A ANSIEDADE.

 

ESBOÇO 1032

TEMA: CUIDADO COM A ANSIEDADE.

TEXTO: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” Filipenses 4.6.

A ansiedade é um mal que atinge quase todo ser humano, são muitos os fatores causadores desse tipo de mal, como o estresse, depressão, entre outros, esses males podem afetar outros sistemas do nosso organismo, geralmente torna-se notável quando as pessoas são atingidas por esses males. É sobre isso que discorreremos nesse assunto.

A preocupação é o ato ou efeito de se preocupar, ideia fixa e antecipada, que perturba a mente, cujas características são bem visíveis, a pessoa se apresenta com vontade de querer ver o desfecho daquilo que está em sua mente resultando na impaciência, falta de calma e tranquilidade mediante a demora das realizações dos desejos (Pv 13.12).

Comumente a ansiedade causa essa inquietação, ela se apresenta como uma espécie de medo dos problemas, dependendo das circunstâncias a que somos submetidos, isso pode até piorar a situação, mas há meios pelos quais podemos até amenizar esse sofrimento, a ajuda nessa hora é muito importante.

Usualmente quem é atingido por esse mal, não dorme não se alimenta bem, fica o tempo todo intranquilo, (Dn 6.18), pessoas assim é muito fácil de identificar devido à alteração do seu comportamento, a tendência é se agravar. O estresse desenvolve o mau humor, pavor, debilidade física, alteração do metabolismo entre outros, nesse estágio as queixas passam a serem frequentes (I Rs 19.4; Jó 10.1; 23.2; Jn 4.3,8; Sl 55.2; 77.3), o indivíduo se queixa de tudo e de todos levando-o ao desespero a ponto de pedir a morte para si, fatos como esse aconteceram com grandes homens de Deus (Nr 11.14,15; I Rs 19.4; Jr 20.14,15, 17,18). Essas coisas podem tornar as pessoas pessimistas, não tendo uma visão clara de superação deixando a sua autoestima em baixa, pois para ele as demais pessoas podem conseguir superar tudo, menos ele. A fé enfraquecida impossibilita de o indivíduo ver o seu próprio sucesso, portanto é uma situação extrema que precisa ser mudada imediatamente. Precisamos também ter fé e acreditar que não estamos sozinhos na batalha. Deus está sempre conosco e a sua infalível palavra nos garante que Ele nunca nos deixará e jamais nos desamparará (Sl 27:10) 

Fazer uso da fé é indispensável, porque ela é o firme fundamento das coisas que não se veem. A confiança em Deus permite uma fé inabalável, pois é através dela que conseguiremos enxergar o que os olhos naturais não conseguem. A palavra de Deus nos encoraja a batalhar por uma fé que uma vez nos foi entregue. (Jd 3b).

Encorajamento divino

Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus” (Is 35.4); “Não temas, porque eu estou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Is 41.10,13). Consideremos um encorajamento de Deus para nós.

Apliquemo-nos a palavra de Deus e exercitemos a fé em nossa vida diária, mesmo com todo sofrimento não deixe a assassina chamada preocupação lhe matar, mas tome uma atitude em declarar como Paulo: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13). Continue confiando em Deus que todos os seus projetos serão concretizados “Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (I Pe 5.7). 

P. Elis Clementino

A VOZ DE UM GESTO.

 

ESBOÇO 1031

TEMA: A VOZ DE UM GESTO.

TEXTO: LUCAS 7:37,38

Assim como um silêncio fala mais que palavras em determinadas circunstâncias, assim um simples gesto pode valer mais que mil palavras. Falar muito pode nada significar, mas poucas palavras podem significar ou dizer muitas coisas. Neste termo desejo falar sobre dois sentimentos são eles: de ingratidão e gratidão, todo ser humano tem um ou outro.

A ingratidão.

Ela está em toda parte, muitas vezes somos surpreendidos por um ato de ingratidão por aquele que menos esperávamos, embora a ingratidão faça parte da fraqueza humana, mas ela amarfanha os nossos sentimentos. Nos dias do ministério de Jesus ele se deparou com pessoas ingratas, Jesus curou dez leprosos de uma só vez e somente um voltou para agradecer (Lc 17:14,15). Quantas vezes recebemos tanto e retribuímos com a ingratidão?

A ira contra os que adoram.

O sentimento de gratidão é muitas vezes repudiado por muitas pessoas, Jesus foi convidado para um jantar e lá tomou lugar à mesa, mas de repente surge uma mulher adentra ao recinto com um vaso de alabastro cheio de unguento, ela adorou o mestre banhando seus pés com aquele unguento e enxugava- lhes os pés com seus cabelos e beijava-lhes os pés, vendo o fariseu aquela atitude ficou irado (Lc 7:37,38), ainda hoje é assim em todo mundo, se você expressar algo por amor a Jesus você é ridicularizado, o mesmo aconteceu quando Jesus foi um jantar em Betânia na casa de Lázaro, judas, um dos discípulos ficou furioso por ver a irmã de Lázaro com um perfume de alto preço ungindo os pés de Jesus (Jo 12:4,5). Existem pessoas que ao vermos elogiando alguém se sente incomodado, da mesma maneira quando estamos adorando a Deus. Nada mais incomodou tanto a Milca a mulher de Davi do que a sua adoração quando trazia a arca do Senhor para Jerusalém (I Sm 19:12), enquanto ela se irava, Davi glorificava a Deus.

A gratidão.

O sentimento de gratidão é um dos maiores sentimentos que uma criatura pode ter, ele é algo que as pessoas ingratas não têm porque não conhece o valor de algo que se recebe quando não havia possibilidade de receber. No Salmo 116 atribuído a Davi, ele expressa a sua gratidão dizendo: “O que darei ao SENHOR por todos os benefícios para comigo” (Sl 116:12). As mulheres que adoraram a Jesus tinham razões suficientes para dar-lhe o melhor de si, e sem palavras expressaram a sua gratidão. Deus não se impressiona com palavras bonitas, mas com a sinceridade do coração.

A gratidão move o coração de Deus, quando abrimos os nossos corações para reconhecermos o que o Senhor tem feito por nós celebraremos a ele com voz de júbilo. A adoração é um ato de quebrantamento que envolve a mente, coração e alma. Quando adoramos a Deus inquietamos o reino do mal, ele se levanta para nos destruir pela adoração a Deus, ultimamente, estamos vivenciando isso com mais frequência, as perseguições estão ressurgindo como nos séculos passados, quando crentes foram queimados, outros jogados na cova dos leões, outros mortos a fio de espada por amor a Cristo. Amados, nada deve arrancar dos nossos corações a verdadeira gratidão, adoremos ao Senhor, pois saiba que: A verdadeira adoração ao SENHOR vai muito mais além dos gestos e palavras, ela envolve o profundo sentimento de gratidão, coração e alma e as lágrimas confirmam (Lc 7:37,38).

Pr. Elis Clementino

OS PERIGOS ESPIRITUAIS.

 

ESBOÇO 1030

TEMA: OS PERIGOS ESPIRITUAIS

TEXTO: HEBREUS 6: 1-12

Assim como corremos riscos ou perigos nesta vida assim sucede no sentido espiritual. O escritor aos hebreus ressalta sobre esses perigos. As advertências podem ser uma comprovação daquilo que Paulo ensinou em suas cartas, pois seus ensinos continuam até hoje, eles nos encaminharão até o dia do Senhor, de maneira muito sucinta quero falar sobre o serviço cristão, principio das dores e as recompensas do Senhor aos seus obreiros.

O assunto tem um conteúdo riquíssimo e fala sobre arrependimento, crescimento espiritual e fé (Hb 6:1-2), é o que mais necessitamos principalmente aqueles que têm um chamado para um serviço cristão. O ensino Bíblico que recebemos sobre batismos, imposição de mãos, a ressureição dos mortos e o juízo eterno é fundamental não somente para os membros, mas para aqueles que ensinam a palavra de Deus.

O serviço cristão.

Durante nossa missão não estamos isentos das dificuldades, principalmente quando exercemos uma liderança no ministério cristão, os perigos e as ameaças perdurarão todo tempo, basta lembrar-se do que Jesus falou aos seus discípulos sobre as perseguições aos cristãos em todo mundo, esse é um dos sinais mais claros daqueles dias (Mt 10:22; Lc 21:17). Jesus falou algo que tem nos despertado (Mt 24:32-33), “Aprendei, pois, da figueira a sua parábola: Quando já o seu ramo se tornar tenro e brotar folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, mesmo às portas”. Aqui Jesus faz referência à restauração de Israel, parte essa já cumprida, “Israel Brotou” daqui para frente é aguardar o desenrolar dos acontecimentos escatológicos que inclui a segunda volta do Messias, até o julgamento das nações.

O princípio das dores

Muitos sinais anteciparão a volta do Senhor, alguns sinais foram profetizados por Jesus E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares. Mas todas essas coisas são princípio das dores (Mt 24:6-8). Nesse tempo muitos voltarão atrás caindo em tentação, se escandalizarão e abandonarão a fé.

A recompensa

Aqueles que forem fiéis a Deus até o fim terão recompensa pelo seu trabalho, Deus não é injusto para esquecer-se da vossa obra que com amor fizestes (Hb 6:10), no entanto deveis mostrar o mesmo cuidado e zelo até o fim (Hb 6:11). Não sejais negligentes, mas seja exemplo, pois a fé e paciência herdam as promessas (Hb 6:12).

            Amados, estamos chegando às últimas etapas das profecias ditas pelos profetas e por Jesus Cristo, portanto devemos prosseguir para a perfeição. Prossigamos firmes na nossa convicção e esperança sabendo que a nossa recompensa virá da parte do Senhor. A nossa maneira de viver deve ser exemplar vivendo de modo digno, pois somente nessa maneira Deus cumprirá os seus desígnios em nós. Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida, essa será a maior recompensa que receberemos da parte do Senhor.

Pr. Elis Clementino

O EVANGELHO, A CONDUTA CRISTÃ.

 

ESBOÇO 1029

TEMA: O EVANGELHO, A CONDUTA CRISTÃ.

TEXTO: I PEDRO 2:18- 3:12

Ouvimos pregações e mais pregações noite e dia sem parar, cada mensagem mais eloquente e emocionante que outras, e muitas delas parecem que você está no spar ou em casa de massagem, as quais massageiam ego humano. Deus faz tudo e nada nos é cobrado, mas será que o evangelho é isso mesmo? Ou tem mais alguns deveres ou obrigações da nossa parte? Comentaremos nesse assunto o que é o evangelho e quais seus efeitos na vida dos cristãos.

O evangelho é simples

O evangelho é as boas novas pela qual somos salvos, ele é simples e tem as suas prerrogativas, mas também é um evangelho de exigências, ele é um evangelho que alude mudanças no indivíduo. Se o homem entrar no evangelho como alguns fazem e o evangelho não entrar nele, certamente não haverá mudança. O evangelho é um poder transformador de vidas, ele é as novas de Deus representado por Cristo, e quem está nele é nova criatura é (2 Co 5:17).

O novo nascimento e regeneração

Jesus propôs a Nicodemos um príncipe dos Judeus que foi ter com ele o novo nascimento, o reconhecimento de Jesus através dos seus sinais já havia, mas ele precisava de uma mudança, que Jesus tratou como o novo nascimento (Jo 3:3-8). A situação de Cornélio era idêntica, ele cria no Senhor, porém faltava-lhe uma coisa (At 10:1-6), Pedro seria o mensageiro que lhe diria o que Cornélio convinha fazer, pois somente as obras seriam insuficientes para conquistar a vida eterna, nota-se que há um trilho a ser percorrido, o evangelho não é tão fácil, mas também não é tão difícil que você não possa segui-lo. A abnegação do seu próprio eu faz parte do evangelho, “E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lucas 9:23).

Regeneração

Regenerar + ação, é um processo pelo qual o homem é recuperado e reconduzido espiritualmente a Deus, mediante a obra restauradora do Espírito Santo. A mudança visível, esse processo acontece devido à ação da palavra de Deus trazendo um renascimento se tornando nova criatura em Cristo, é uma mudança de dentro para fora (2 Co 5:17). Novo nascimento e regeneração estão concatenados e dentro de um mesmo processo de mudança de vida.

Os deveres do cristão

Eu acho interessante o que o apóstolo Pedro escreveu em sua primeira carta, nela ele escreve como deve ser o cristão no seu comportamento “Vós, servos, sujeitai-vos com todo temor ao Senhor, não somente ao bom e humano, mas também ao mau; porque é coisa agradável que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente.” (I Pe 2:1-25).

Finalmente, devemos entender a necessidade de guardar seus ensinos para a nossa edificação espiritual como cristão, conforme também o que Paulo escreve aos cristãos da igreja de coríntios (2 Co 13:8-11). Pelo evangelho sofremos perseguições, desprezos, vitupérios, mas nada se compara com a glória que há de ser revelada naquele dia (Rm 8:18).

Pr. Elis Clementino

FIGUEIRA PLANTADA NUMA VINHA.

 

ESBOÇO 1028

TEMA: FIGUEIRA PLANTADA NUMA VINHA.

TEXTO: Em seguida, Jesus lhes propôs a seguinte parábola: “Certo homem possuía uma figueira cultivada em meio a uma grande plantação de videiras; contudo, vindo procurar fruto nela, não encontrou nem ao menos um.  E, por isso, recomendou ao vinicultor: Este é o terceiro ano que venho buscar os frutos desta figueira e não acho. Sendo assim, podes cortá-la! Para que está ela ainda ocupando inutilmente a boa terra?’. … (Lc 13:6-7; 3:9).

Essa parábola é de grande importância, principalmente os destaques que ela nos trás, ela é uma lição muito espiritual, embora possa ser aplicada no nosso cotidiano. A parábola enfatiza a importância de produzir frutos em tudo que estiver relacionado a natureza e os homens, pois tudo o que o que existe ocupando um lugar tem alguma finalidade e cada qual no seu lugar certo. Alguns pontos desejo destacar nesse assunto, como: (1) uma figueira plantada no meio da videira; (2) não dava frutos; (3) Foi lhe dada uma oportunidade.

(1) Plantada no lugar inapropriado

Nota-se na parábola que a figueira estava plantada no meio de uma vide, geralmente não é esse o lugar apropriado para figos, pois as características desse fruto são bem diferentes do fruto da vide. O solo também características e nutrientes diferentes da videira, cada tipo de árvores frutíferas tem o lugar levando em consideração ao tipo de solo e clima, além disso, deve estar aos cuidados de um bom agricultor.

(2) Não dava frutos

Geralmente quando uma árvore não dá frutos o natural é ou deixá-la para produzir sombra ou corta-se e lança no fogo O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada ao fogo”. (Lc 3:9). O senhor da vinha por três anos não achou fruto na figueira e propôs cortá-la.

(3) Foi-lhe dada uma oportunidade

Foi recomendado ao vinicultor que a figueira fosse cortada, mas ele pediu tempo para executar o seu pedido dizendo-lhe, deixe mais um tempo até que eu esterque ou adube. Uma oportunidade foi concedida aquela figueira para que brotasse, isso acontecem com animais, vegetais e os homens, portanto todos foram- lhes dado à capacidade de produzir, cada uma no seu tempo e modo, embora nem sempre as nossas expectativas tenha bons resultados (Lc 13:6-7). Essa parábola de Jesus é uma das maiores lições espirituais.

Belos exemplos:

Avistando Jesus uma figueira à beira da estrada, aproximou-se dela, porém nada encontrou, a não ser folhas. Então decretou-lhe: Nunca mais se produza fruto em ti! E, no mesmo instante, a figueira ficou completamente seca (Mt 21:19);

Ele cavou a terra com zelo, tirou as pedras e plantou as melhores videiras. Ergueu uma torre de sentinela e também construiu um tanque de prensar uvas. Ele tinha grande expectativa de colher uvas muito boas, mas as parreiras só produziram uvas bravas (Is 5:2);

Eu quis recolher a colheita deles e conferir os frutos, afirma o SENHOR. Entretanto, não existem mais uvas na videira, nem mais figos na figueira; a folhagem perdeu o viço e se deixou secar. O que lhes concedi será retirado deles! (Jr 8:13);

Esses dois últimos exemplos a dos profetas Isaías e Jeremias, não se refiram literalmente a uma plantação de vide, mas a um povo.

Embora na agricultura haja os imprevistos na agricultura, mas os profetas Isaías e Jeremias estivessem se referindo ao povo sobre a sua conversão a Deus, pois um verdadeiro arrependimento produz frutos, “Com certeza não eram, Eu vo-lo afirmo. Porém, se não vos arrependerdes, todos vós, da mesma maneira perecereis. A parábola da figueira estéril” (Lc 13:5). Chegando a época da safra, enviou seus servos até aqueles lavradores, para receber os seus dividendos. … (Mt 21:34-40). Todos devem produzir render ou dar lucro conforme a parábola dos talentos (Mt 25:14-30).

Amados, nós cristãos fomos escolhidos para dar frutos. Não fostes vós que me escolhestes; ao contrário, Eu vos escolhi a vós e vos designei para irdes e dardes fruto, e fruto que permaneça. Sendo assim, seja o que for que pedirdes ao Pai em meu Nome, Ele o concederá a vós. (Jo 15:16). Frutos espirituais todos nós devemos produzir no nosso cotidiano. Fomos chamados para dar frutos.

P. Elis Clementino

FRUTIFICANDO EM CRISTO.

 

ESBOÇO 1027

TEMA: FRUTIFICANDO EM CRISTO

TEXTO: Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado. Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. JOÃO 15:2-5

Dizer que estar alinhado com alguém pode não é ser realidade, você pode estar com alguém, mas esse alguém pode não estar com você, isso é muito natural na vida das pessoas. Quem ler esse texto dá para entender que existe uma reciprocidade na vida de quem está unido a Cristo. O que está verdadeiramente unido a Cristo produz muitos frutos, esse é o único e diferenciado tipo de união que resulta em frutos, Jesus é a videira e nós as varas.

Jesus é a videira

Uma videira é composta de ramos, os quais no tempo certo darão frutos, Jesus é uma videira frutífera e todo ramo que estiver ligado nela também produz frutos. O vinhateiro ou o agricultor “o pai” entra em ação no tempo da poda corta-se os galhos que ele percebe que não darão fruto, os galhos tirados são queimados, pois essa é uma prática comum dos agricultores. A poda é a limpeza feita pelo agricultor “Deus” a poda facilita o desenvolvimento da videira e, por conseguinte estando limpa produzirá mais frutos, os galhos que não dão frutos impedirão os outros de produzirem frutos. Eu vivi uma experiência, eu plantei uma videira ela cresceu e ficou muito bonita, porém não dava frutos, certo dia, chegou a minha casa uma agricultora e ele viu a videira bonita, e disse já era pra dar fruto, eu disse: pois bem até agora nada eu vou cortar, ela me disse: Não faça isso me dê uma tesoura e eu lhe dei, ela retirou muitos galhos eu lhe desse: assim você vai mata-la, ela disse: Não aguarde, quando foi no próximo período de fruta ela pendurou os cachos de uvas a cosa mais linda que eu já vi, então esse tratamento faz frutificar.

A palavra limpa

Jesus não estava literalmente lhes dando uma lição de agricultura, mas comparando o que aconteceria nessa relação entre ele e os discípulos. Vocês estão limpos pela palavra que eu vos tenho falado, estai em mim e eu em vós, porém saibam que vocês sozinhos nada produzirão “sem mim nada podeis fazer” (Jo 15:5). Estarmos ligados à videira “Cristo” é uma necessidade espiritual para dar frutos.  

Quais frutos deverão produzir?

Somente produziremos frutos se a nossa maneira de viver estiver ligado nessa videira que é Cristo. O Apóstolo Paulo apresenta as características que são peculiares a quem está em Cristo através do fruto do Espírito, eles aparecem em nossas vidas pelas qualidades dos frutos, eles indicam que estamos ligados à videira, ou seja, o fruto do Espírito em nós é a prova de que estamos ligados nele; Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. (Gl 5:22), esses são resultados do que o fruto do Espírito produz em nós. O fruto do Espírito deve está em evidencias no nosso cotidiano, pois essa é a grande comprovação de que estamos ligados na videira.

O Espírito Santo

Quando recebemos a Cristo, o Espírito Santo inicia um processo de transformação do nosso caráter. O caráter é um conjunto das qualidades que são apresentadas em nós, sejam elas boas ou más. O caráter, não é herdado, ele é construído no cristão através do ensinamento da palavra de Deus. Os nossos frutos cristãos indicam que estamos sendo aperfeiçoados pela palavra em nós. Os frutos que produzimos é uma obra do Espírito Santo confirmando a ação da palavra.

Essa lição enfatiza o cuidado que o cristão deve ter para não se desligar da videira, o cristão é a vara que para produzir deve está ligada a videira “Cristo”, caso não esteja produzindo deve ser cortada para que as outras varas produzam mais frutos. Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. (Jo 15: 7,8). Jesus amaldiçoou uma figueira que não dava figos (Mc 11:13), essa é mais uma prova que devemos frutificar. Há duas situações em que a árvore “o cristão” não dá frutos, ou a necessidade de poda “conserto” ou seja, tirar os galhos que atrapalham ou então a falta de adubo “a palavra”.

Pr. Elis Clementino

CADA UMA FAZENDO O SEU.

 

ESBOÇO 1026

TEMA: CADA UM FAZENDO O SEU

TEXTO: 2 SAMUEL 18:19-29

Existem pessoas que tem a habilidade em fazer certas coisas, outras não, de maneira que cada um sabe fazer algo, no entanto há pessoas que querem fazer algo que elas não têm habilidade para tal, mas querem fazer e até se precipitam. Nesse assunto vou falar sobre a habilidade de algumas pessoas para determinadas coisas e darei exemplos, no entanto cada um do seu jeito. Há muitas pessoas apressadas em tudo, uns são apressados para dar boas notícias, outros sentem felicidade em dar notícias ruins, aliás, hoje está em uso, para a imprensa se o noticiário não for ruim não dá ibope. Cada indivíduo tem o seu jeito, natureza e comportamento em fazer certas coisas, uns servem para um determinado serviço, outros não, cada um age de maneira diferente, há pessoas que não serve para dar recados, mas são boas em outras tarefas, por isso apresentarei algumas lições de pessoas que não estavam habilitadas para certas coisas.

A notícia da morte de Saul.

Diante de uma batalha com os amalequitas Saul foi ferido e um homem filho de um amalequita se encarregou de levar a notícia das mortes de Saul e Jonatas, mas Davi perguntou ao homem de onde vens? Ele contou a história de como Saul morreu, parecia que ele seria ovacionado pela maneira como matou Saul, mas logo após ouvir o homem Davi lhe disse: como é que você teve corajem de matar o ungido do Senhor? Após ele dar essa noticia trágica ele foi morto, assim o mensageiro pagou com a vida, E disse-lhe Davi: O teu sangue seja sobre a tua cabeça, porque a tua própria boca testificou contra ti, dizendo: Eu matei o ungido do Senhor (2 Sm 1:1-16). A sua satisfação se transformou em tragédia contra si.

A morte de Absalão.

Aimaàs, um soldado reconhecido pelo próprio rei, ele era veloz em corrida, porém ele não tinha habilidade para levar mensagens e não dar notícias (2 Sm 18:27,29). Existem pessoas que são boas para determinadas coisas, mas para outras não, elas muitas vezes não servem nem para dar recado e muito menos ser porta voz de alguém. Também existem pessoas que encontram mais facilidade para repreender outras, mas para dar conselhos é um desastre. A precipitação pode conduzir um indivíduo a um sinistro capaz de comprometer a sua própria vida, ora! No momento crítico da vida de Davi Aimaàs se precipitou em levar um recado que não era para ele, Joabe havia enviado outro para noticiar a morte de Absalão. Devemos levar em consideração que cada pessoa tem certas característica para determinadas coisas, como falei anteriormente (2 Sm 18:20,28,29), dá para entender quanta gente teimosa, era outra pessoa que Joabe enviou para dar a notícia da morte de Absalão, mas ele insistiu na sua teimosia, isso pode custar caro, essa notícia certamente não deixaria o rei feliz.

Há muitos indivíduos que pode ser enviado para fazer qualquer coisa menos dar recados, principalmente notícia de mortes a uma família. Como pastor de igreja vivenciei muito isso, quando era determinada notícia alegre eu eviava um, mas notícia que não era boa eu mandava outro, mas sabemos que existem pessoas teimosas, elas são como aqueles pregadores que querem pregar nos púlpitos, mas não tem mensagem, também são como aqueles cantores desentoados que saem na frente nos hinos congregacionais e terminam atrapalhando os demais durante o cântico. Não era a vez de Amaàs levar o recado ao rei, à morte de Abisalão abalaria o coração do rei, mas quando Davi pergunta a Amaás sobre o que ele veio dizer ele não soube responder, pois estava totalmente por fora do acontecimento (2 Sm 18:27), isso não foi bom para ele. O que aprendemos com esses episódios é que devemos ter muito cuidado para não nos precipitar ou querer fazer algo que não nos compete, seja qual for à finalidade, pois cada um deve reconhecer a sua capacidade, principalmente em relação as nossas atividades religiosas.

Cada um cumpre uma tarefa.

Na igreja de Cristo há instrumentos para cada ocasião, desde o porteiro até o sacerdócio (I Co 12:28; Ef 4:11-14). O que eu vou contar agora pode ser que você ache que não tem nada a ver, mas são apenas duas de muitas experiências notáveis.

 (Lembro-me de um irmão porteiro que coloquei na igreja, ele sempre dizia: tenho a honra de ser porteiro na casa de Deus e só sairei da porta quando Deus me chamar, mas certo dia um irmão se aborreceu com ele e me pediu para dispensá-lo da porta, eu disse para aquele irmão peça para quem o colocou na porta, se ele te atender tudo bem, senão contente-se com ele na porta, por sinal ele abre a porta para você entra na casa de Deus é isso mesmo perguntei a ele, e disse mais é um bom sinal que ele está lhe prestando uma honra, ainda bem que ele reconheceu e nada mais falou, e o porteiro realmente só saiu da porta quando partiu para a eternidade, mas antes dele partir me disse pastor resta pouco tempo para eu terminar a minha tarefa e realmente um ano depois eu estava fazendo a sua cerimônia fúnebre.)

(Outra ocasião foi um irmão “Antônio” que catava no coral, ele tinha 86 anos, corista velho e fundador do coral, mas certo dia ingressou no coral um novo maestro e queria tirar o velho tenor para colocar um novo no lugar dele, então ele resolveu falar comigo, o ouvi calmamente e deixei terminar até a última palavra e lhe disse: meu irmão eu não me atrevo a tirá-lo de lá porque eu temo a quem o colocou, mas se você tiver coragem que o faça, ele se retirou e nada mais disse e anos depois o irmão partiu, mas aquele moço já não era  maestro daquele coral. Deus põe os seus vasos no lugar que ele quer).

Não se enganem! Os vasos que pensares serem  inúteis podem estar sendo mais úteis do que você. Não subestimem a capacidade alheia, pois a capacidade é dada por Deus a cada um.

Jamais devemos enganar a nós mesmos, cada um conheça a sua capacidade. Muitas vezes queremos desprezar o Bezaliel, aquele que tinha habilidade para realizar muitas obras no tabernáculo. Se você não tem as características de Bezaliel, saiba que outro tem e cada um contente-se com a sua capacidade que também provém de Deus (2 Co 3:5,6). Cada indivíduo tem a habilidade para realizar algo, nas atividades da vida os homens se completam, se um não sabe ou não pode fazer algo com certeza haverá outro que seja capaz de realizar, cada um dentro do seu quadrado. Nem todo mundo sabe fazer o que faço, como também não ser fazer o que muitos fazem com habilidade.

Pr. Elis Clementino

O EVANGELHO, PODER TRANSFORMADOR.

 

ESBOÇO 1025

TEMA: O EVANGELHO, PODER TRANSFORMADOR.

TEXTO: I PEDRO 3:8-18

Escutamos pregações e mais pregações noite e dia sem parar, cada mensagem mais emocionante que outras, e muitas delas parecem que você está no spar ou em casa de massagem, pois as palavras são verdadeiras massagens apenas para o ego humano, embora se saiba que cada mensagem deve ser verdadeira e ter o seu tempo certo, geralmente os termas são: Deus vai fazer, ele faz tudo, receba agora, no entanto vejo que nada nos é cobrado, mas será que o evangelho é isso mesmo? Ou tem mais algumas obrigações e deveres da nossa parte? Vamos ver.

O evangelho é simples

Muitas pessoas pintam o evangelho assombroso e carrasco, de maneira que muitos têm até medo, o evangelho não é um fardo pesado, mas leve, Jesus disse: O meu fardo e leve e suave (Mt 11:29). O evangelho é as boas novas pelo qual somos salvos, ele é simples e tem as suas prerrogativas, mas também é um evangelho de exigências, ele alude em mudanças, se o homem entrar no evangelho como alguns fazem e o evangelho não entrar nele não adianta porque não haverá mudanças ou nenhuma alteração para melhor em sua vida. O evangelho é o poder de Deus (Rm 1:16).

O novo nascimento ou regeneração

Nicodemos um príncipe dos judeus foi ter com Jesus para saber como entrar na vida eterna, no entanto Jesus propôs a ele uma condição inicial para que ele tivesse acesso à vida eterna, nascer de novo seria o primeiro passo para encontrar o que ele procurava (Jo 3:3-8). Em outro episódio foi Cornélio era um homem temente a Deus, mas isso não era o suficiente para que ele pudesse justificar a sua entrada na vida eterna, Nicodemos precisava de algo mais que pudesse justificar o que ele estava dizendo, Nicodemos precisava ouvir a palavra de Deus através de um dos seus instrumentos “Pedro” ele seria o mensageiro que lhe diria o que convinha fazer (At 10:1-6). Para se alcançar a vida eterna há um caminho longo a ser percorrido, o evangelho não é tão fácil para ser alcançado, porém não tão difícil que não possa ser alcançado, mas um dos caminhos a ser trilhado é o da abnegação, “E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lucas 9:23). O evangelho é um poder transformador de vidas para quem quer e crer, ele é as novas de Deus representado por Cristo, e quem nele crer se torna em nova criatura (2 Co 5:17). O evangelho é o poder de Deus e salvação para todo que nele crer (Rm 1:16).Um jovem rico foi ter com Jesus para saber sobre a vida eterna, porém creio eu que ele não esperava as perguntas e respostas naquela interação entre ele e Jesus, ele confessou saber os mandamentos, mas o que falou-lhe o mestre ele não esperava: vai vende tudo o que tens e o dinheiro dá de esmola aos pobres ele ficou triste e se retirou (Mt 19:16-22). Para se tornar uma pessoa regenerada para Deus há um alto preço que nem todos querem pagar por ela.

A sujeição a Deus e o mesmo sentimento.

A primeira condição imposta pelo evangelho é sujeitar-se a Deus, e necessário para todo cristão “sujeitai-vos a Deus” (Tg 4:7,8), esse subordinação é para quem já desfez do fardo do pecado, sujeitar-se é estar sob o seu domínio, é se adequar a essa nova realidade de vida. Vejamos algumas condições impostas aos cristãos pelo Apóstolo Pedro em sua primeira carta; “E, finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis, não tornando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, sabendo que para isto fostes chamados, para que, por herança, alcanceis a bênção.  Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano;  aparte-se do mal e faça o bem; busque a paz e siga-a. Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos, atentos às suas orações; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem males...” (I Pe 3:8-18). Além disso, é preciso que o cristão tenha uma vida separada das práticas pecaminosas.

Amados, estas coisas devem estar em evidencias durante a nossa vida, a parte que nos cabe deve ser feita para alcançarmos a salvação eterna, pois devemos viver a realidade do evangelho. As nossas obrigações e deveres espirituais para com o Senhor devem ser constante, mesmo sabendo que o reino dos céus é dureza para se alcançar por isso é preciso se esforçar bastante para alcançar (Mt 7:13). A vida de santidade através da separação do pecado é imprescindível, a fora os sofrimentos que enfrentamos, o próprio Jesus disse “no mundo tereis aflição, mas tende bom ânimo” (Jo 16:33), cada um faça a sua parte.

Pr. Elis Clementino

. CUIDADO COM O QUE FALAS.

 

ESBOÇO 1024

TEMA: CUIDADO COM O QUE FALAS.

TEXTO: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” “tempo de estar calado e tempo para ficar falarECLESIASTES 3:1,7b.

As nossas manifestações escritas ou verbais somente terão importância ou não se levarmos em consideração dois fatores, tempo e o modo, pois eles influenciam diretamente na obtenção de um resultado. A maneira de expressar o que sentimos sem ponderação podem causar-nos grandes infortúnios.

O TEMPO.

Ele foi determinado por Deus para os homens, para que ele fosse limitado ao tempo e o modo, Deus está fora do tempo, pois ele é o “eterno agora”. Salomão apresentou que há tempo e modo para todas as coisas (Ec 3:1-8). Quando as coisas acontecem fora do tempo podem causar danos tanto para a natureza, quanto para as pessoas, já pensou as chuvas para lavoura fora de tempo? Vejam o que diz o Apóstolo Tiago sobre o tempo da chuva (Tg 5:7). As expressões “chuva temporã” e “chuva serôdiaserôdia que vem fora da sua época habitual, e a temporã é a que surge depois da época normal, portanto ambas trazem resultados, assim são as nossas atitudes impulsivas.

AS NOSSAS PALAVRAS.

Há momento de falar e de ficar calado, o bom senso é o que nos faz avaliar o momento e o modo certo. Nem tudo o que eu penso posso falar a qualquer momento, mas em relação ao ouvir não há nenhuma restrição, “Portanto, meus irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar...” (Tg 1:19) 

O apóstolo Paulo revelou algo interessante sobre as mudanças nas etapas da vida humana; “Quando eu era menino, eu falava como menino, pensava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino” (I Co 13:11), embora ele se refira a maturidade espiritual, mesmo assim existem as etapas até em relação ao alimento (I Co 3:2; Hb 5:13). O tempo e o modo em ação em todos aspectos.

Todos nós temos oportunidade de nos pronunciar em momentos solenes ou em reuniões para diversas classes de pessoas, como: crianças, jovens, adultos e idosos, portanto, para cada uma delas temos que saber de que maneira iremos nos dirigir a elas e expor as nossas falas, é claro que cada faixa de idade há uma maneira de nos dirigir. Comumente estando pessoas de maior idade em determinados recinto deve ser consideradas e respeitadas pelos mais novos, o que está faltando ultimamente em muitos jovens.

No meio cristão o qual me dirijo, sempre tive esse cuidado nas minhas falas, principalmente na presença de obreiros e pastores mais antigos, perante eles eu não ousava a falar palavras que tocasse na vida pessoal ou espiritual daqueles veteranos que estavam na minha retaguarda “O discípulo não pode estar acima do seu mestre e; entretanto, todo aquele que completar condignamente o seu aprendizado, será como seu mestre” (Lc 6:40; Mt 10:24).

Há muito tempo atrás eu ouvi um pastor veterano corrigir um jovem obreiro por ele ter falado algo que não lhe era conveniente naquele momento, após terminar a sua pregação o veterano pastor lhe disse: hoje, você não devia falar sobre esse assunto, porém chegará o tempo em que poderás falar, aquele pastor recém consagrado recebeu aquela exortação com humildade e posteriormente ele se tornou um renomado pastor e respeitado por todos e até por aquele que o corrigiu.

Queridos, diante dos mais velhos e de outras personagens levemos em consideração a modéstia, porque os caminhos que os novos percorrem hoje, eles já percorreram antes de nós e têm idoneidade suficiente para nos ensinar. Eu aconselho que os obreiros mais novos saibam levar em consideração esses pormenores, os quais lhes tornarão mais experientes, e no tempo certo serão horados por outros mais novos da mesma maneira que os veteranos obreiros. Quão boas são as palavras ditas ao seu tempo, elas são como a pena de um destro escritor (Sl 45:1); “O Senhor DEUS me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem(Is 50:4). As palavras sensatas e polidas são ornamentos que embelezam o seu sermão.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com


ESBOÇO 1023 A BENÇÃO QUE ENRIQUECE.

ESBOÇO 1023 *
TEMA: A BENÇÃO QUE ENRIQUECE.
TEXTO: Provérbios 10:22 - A benção do senhor é quem enriquece e não acrescenta dores.
Autor: Pr. Elis Clementino
 
Introdução:
Vivemos em uma sociedade obcecada por riqueza, em que o valor de uma pessoa é muitas vezes medido pelo que ela possui e não pelo que ela é. Homens e mulheres sacrificam saúde, família e até a fé em busca de bens que, no fim, não trazem paz, mas preocupações, noites mal dormidas e, muitas vezes, ruína eterna.
 
Mas a Palavra de Deus nos apresenta uma riqueza diferente: “A bênção do Senhor é quem enriquece, e não acrescenta dores” (Provérbios 10:22). Essa não é a prosperidade enganosa que o mundo oferece, mas uma riqueza sólida, eterna e que não destrói. Ela não se mede por cifras bancárias, mas pela presença de Deus que supre, alegra e dá paz.
 
Hoje vamos aprender que existe uma bênção que enriquece de verdade — não aquela que se perde com a morte, mas a que nos acompanha para a eternidade.
 
1. As riquezas terrenas.
ü  Quando chegamos a este mundo, nada trouxemos, e da mesma forma nada levaremos (Salmo 49:16-18; 1 Timóteo 6:7). As riquezas materiais, ainda que adquiridas com esforço honesto e digno, muitas vezes se tornam fonte de preocupações, inquietações e dores.
 
ü  Alguns, movidos pela sede de ter mais, não medem consequências em sua busca por riquezas. Porém, a Bíblia adverte: “os que querem ser ricos caem em tentação e laço” (1 Timóteo 6:9). O amor ao dinheiro é a raiz de muitos males (1 Timóteo 6:10), pois desvia o coração daquilo que é essencial — o Reino de Deus (Mateus 6:33).
 
ü  Jesus provou isso ao jovem rico, não porque o rico não pudesse entrar no Reino dos Céus, mas porque muitos preferem apegar-se aos bens terrenos em vez de priorizar a vida eterna (Mateus 19:24). O desejo desmedido de possuir pode levar à cobiça, à inveja e à indiferença quanto ao que realmente importa: a salvação e a comunhão com Deus.
 
2. A doutrina da prosperidade.
Em nossos dias, há uma enxurrada de mensagens que associam prosperidade espiritual a riquezas materiais. No entanto, possuir muito dinheiro não é prova de aprovação divina. Se assim fosse, como explicaríamos a vida dos apóstolos que morreram pobres, dependendo de doações e sofrendo privações?
 
Jesus mesmo nos alertou com a parábola do rico e Lázaro: o rico tinha de tudo, mas não tinha Deus; Lázaro nada possuía, mas herdou a eternidade (Lucas 16:19-31).
 
A verdadeira prosperidade está em ser rico diante de Deus (2 Coríntios 6:10). As riquezas mal adquiridas trazem dores e consequências amargas, e muitos hoje sofrem por terem construído sua vida sobre fundamentos instáveis.
 
3. Contentando-se com o que tem.
ü  Contentar-se com o que se possui é um sinal de sabedoria e maturidade espiritual. Isso não significa viver na inércia, sem produzir ou lutar por um futuro melhor, mas compreender que o trabalho deve ser encarado como honra e responsabilidade diante de Deus (2 Coríntios 11:27; 1 Tessalonicenses 2:9; 2 Tessalonicenses 3:8,10).
 
ü  A preguiça, por outro lado, leva à ruína. Salomão nos aponta o exemplo das formigas (Provérbios 6:6), que trabalham no verão para ter sustento no inverno. Muitos querem desfrutar da provisão sem esforço, esperando milagres sem se mover. Mas Deus honra a diligência e o esforço, e o fruto do trabalho traz dignidade, sustento e gratidão.
 
4. A verdadeira grandeza
A verdadeira grandeza não está em casas, carros ou bens terrenos, mas em ter o Senhor como porção e herança (Números 18:20). Posso ilustrar isso com uma experiência: certa vez sonhei que havia falecido o homem mais rico de uma rua muito conhecida. Pela manhã, ao conversar com minha esposa, ficamos a conjecturar qual rico teria morrido. Pouco depois, a notícia chegou: quem havia partido era o irmão Alfredo, um crente humilde, fiel e grande auxiliador na evangelização.
 
Diante de Deus, ele era o mais rico daquela rua, porque sua vida estava marcada por fé e dedicação ao Senhor. Assim, a verdadeira riqueza não se mede pelo que possuímos aqui, mas pela eternidade que nos aguarda.
 
Conclusão:
Amados, a bênção do Senhor enriquece e não acrescenta dores. Devemos valorizar o que conquistamos com esforço, mas sempre reconhecendo que tudo vem de Deus, para que Ele seja glorificado em nossas posses. Que sejamos agradecidos, pois o maior tesouro que temos é o próprio Senhor, nossa herança e verdadeira riqueza.

 


UMA BOA REPUTAÇÃO NÃO TEM PREÇO.

 

ESBOÇO 1022

TEMA: UMA BOA REPUTAÇÃO NÃO TEM PREÇO.

TEXTO: Melhor é o bom nome do que inúmeras riquezas.” PROVÉRBIOS 22.1; (I Sm 12:2-4).

Ultimamente a humanidade tem olvidado alguns princípios fundamentais e admiráveis para um bom relacionamento no seio social, isso tem ocasionando sérios transtornos para toda a sociedade, podendo perdurar por muitas gerações. Vivemos no mundo onde a ética ou a moral está sendo simplesmente deixada de lado, no entanto devemos saber que a moral é imprescindível, e, sobretudo no enobrecer do homem.

            A preocupação com os princípios morais tem sido tema de grandes debates, uns lutam para manter, outros preferem não levá-los em consideração, dessa forma nunca chegará a um consenso, em contrapartida a sociedade sofre as consequências.

Numa visão panorâmica vimos que os homens perderam os seus limites, antigamente vivia-se numa sociedade em que os valores morais eram preservados, principalmente no ambiente familiar onde os princípios básicos elementares eram ensinados, a cobrança naquela época era muito maior e isso não faz muito tempo, as exigências hoje são menores ou quase nenhuma, nada se pede em troca, e nisso a liberdade vai se transformando em libertinagem, diante desse quadro as implicações são as piores possíveis e daí surge à pergunta: Aonde iremos parar? O que iremos fazer? Nessas dúvidas a sociedade plaina, como um barco a deriva em busca da solução diante dessa grande inversão de valores.

Já não se sabe fazer bons discernimentos, onde o errado é certo e o certo é errado, a credibilidade, o respeito, a sinceridade estão em crise; e cada dia que passa vai aumentando a escassez de homens sinceros na sociedade, de alguma maneira nos procuramos preservar aquilo que é formidável na questão moral, Paulo afirma em (Rm 2.14,15) que a lei moral de Deus, foi posta nos corações de todos os homens, de todos os lugares. Mas a bíblia também ensina que o homem individual e coletivamente, revolta-se contra a lei moral de Deus, e é justamente por causa dessa distorção que termina por produzir maus resultados. Basta-nos considerar as sociedades primitivas e seus costumes pervertidos, para confirmarmos isso. Segundo Aristóteles o alvo da ética é a conduta ideal do homem, baseada no desenvolvimento de sua virtude especial. Virtude = função dentro da sociedade, para o bem do individuo e da sociedade. (1993, p.554).

Pessoas importantes da sociedade passada e presente, consideradas pela sua dignidade, por não conservarem uma boa reputação perderam-na e mergulharam num caos, colhendo os frutos da indecência, não tiveram o dever de zelar pela ética adquirida no princípio da sua vida, vivendo hoje uma vida de desgosto e desolação, vale apena refletir sobre a questão.

A reputação de uma pessoa é julgada pela sociedade em que vive somente ela pode dizer se é boa ou má. Uma mulher ao ver o comportamento e a conduta apreciável do profeta Elizeu entendeu que se tratava de um homem bom e de Deus (2 Rs 4.9).

A rainha de Sabá ouvindo falar do conceito de Salomão resolveu visitá-lo (I Rs 10.1,6,7) e presenciou no suntuoso palácio muito mais do que lhe haviam falado.

Saul saindo à procura das jumentas perdidas do seu pai tomou conhecimento através do seu moço que em Zufe havia um homem de Deus honrado cujo nome era Samuel, e tudo quanto ele falava sucedia infalivelmente (I Sm 9.6).

Não obstante, Samuel no momento da resignação do seu cargo declarou perante uma multidão sobre a sua integridade moral e espiritual. “Agora, pois, eis que o rei vai adiante de vós. Eu já envelheci e encaneci, e eis que meus filhos estão convosco, e tenho andado diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje. Eis-me aqui; testificai contra mim perante o Senhor, e perante o seu ungido, a quem o boi tomei, a quem o jumento tomei, e a quem defraudei, a quem tenho oprimido, e de cuja mão tenho recebido suborno e com ele encobri os meus olhos, e vo-lo restituirei. Então disseram: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem recebeste coisa alguma da mão de ninguém (I Sm 12:2-4).

A reputação diz respeito à fama, conceito, celebridade e renome, e quando levamos para a ética é ser íntegro, inteiro, completo, digno, inatacável, irrepreensível, independentemente de qualquer situação, a moralidade fica bem em todos os lugares, as boas coisas estão dentro do coração das pessoas sensatas e dele sai ações moralmente enriquecidas.

O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal” (Lc 6.45).

Uma má reputação macula a vida espiritual, escandaliza a igreja, pois também é impossível chegar-se a Deus sem a ética, se você tem algo mais importante na vida a zelar, que não seja somente seus bens materiais, mas, sobretudo o seu bom nome, dignidade e integridade, pois elas não têm preço (Pv 22.1; Ec 7.1ª; Ct 1.3).

Pr. Elis Clementino

A CONSCIÊNCIA JULGA AS NOSSAS ATITUDES

 

ESBOÇO 1021

TEMA: A CONSCIÊNCIA JULGA AS NOSSAS ATITUDES.

TEXTO: “Sucedeu, porém, que, depois, o coração doeu a Davi, por ter cortado a orla do manto de Saul” I Samuel 24:5

 Quando Deus formou o homem, deu-lhes o poder de discernir e fazer julgamentos das coisas, a nossa consciência funciona como um instrumento para medir e avaliar as nossas ações, ou seja, ela nos dá condições de fazermos avaliações e ponderações prévias das atitudes humanas (I Rs 3.25-27).

Definimos a consciência como o poder alojado dentro da nossa mente para formular juízos morais sobre nós mesmos, aprovando ou desaprovando as nossas ações, pensamentos e planos dizendo-nos, se aquilo que fazemos é tido por errado e o que merecemos sofrer por isso.

Segundo BUTLER, a consciência é como uma faculdade mental, e de fato, capacidade da razão que é capaz de distinguir entre o certo e errado, uma faculdade inerente (inseparavelmente ou que está ligado a alguma coisa) divinamente outorgada. Eu disse anteriormente que Deus nos deu essa capacidade de fazermos julgamentos.

A consciência é composta de dois elementos; a percepção das coisas como certas ou erradas e a capacidade de aplicar leis e regras em situação especificas, no sentido cristão, naturalmente a consciência humana nunca se manifesta isolada, mas supõe-se que o Espírito de Deus tem acesso à consciência, sendo capaz de influenciá-la de forma diferente, interna (no próprio homem) e externa, quando é despertada por alguém. Como no caso de Natã para com Davi (II Sm 12.1-8) e o despertamento de Pedro através do cantar do galo (Mt 26. 75; Mc 14.72).

Para John Henry, a consciência é uma espécie de visão luminosa, concedida por Deus à sensibilidade humana, mediante a qual a pessoa concorda que certas coisas são erradas ou não. Nesse ponto de vista a consciência é uma forma de elo entre Deus e o homem, intrínseco, a uma qualidade de espírito.

A consciência insiste em julgar-nos pelos mais altos padrões que conhecemos por isso a chamamos da voz de Deus na alma e em certo sentido ela representa a voz de Deus. O apóstolo Paulo afirma em sua carta aos Romanos; Deus gravou certo conhecimento de sua lei em cada coração humano (Rm 2.14,15) e a experiência nos confirma.

A consciência pode estar enganada ou condicionada e considerar o mal como bem, mas quando isso acontece? Quando ela torna-se cauterizada ou entorpecida por meio dos pecados repetidos, (I Tm 4.2) isso acontece com muitas pessoas quando vivem constantemente na prática da iniquidade (Hb 10.26). (O mal deixa de ser mal, ou seja, pecado não é mais pecado), são valores que se invertem “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo!” (Is 5:20-22).

A consciência é a faculdade de estabelecer julgamentos morais dos nossos atos realizados, quando ela se corrompe não conseguimos estabelecer esses julgamentos justos. È como um instrumento que avalia as nossas atitudes. Quando ela está sã conseguimos estabelecer julgamentos retos, mas quando ela está corrompida torna-se incapaz de fazer julgamentos equitativos e produzir boas ações, e isso leva o homem a mudança de conduta e a dureza de coração (Jr 7.26; 16.12).

Os julgamentos da consciência podem ser considerados a voz de Deus, somente quando reflete a própria verdade dele e a sua lei. A nossa consciência deve ser educada a julgar segundo as escrituras (Jo 7.24). A consciência sã é sensível às leis do Senhor, quando Davi cortou parte da orla das vestes de Saul, ele se sentiu culpado por cobiçar enormemente a realeza e por um ato de agressão contra o ungido do Senhor, ele foi julgado pela sua própria consciência (Davi sentiu bater o coração) (I Sm 24.5).

Não há testemunha tão terrível e nem acusador tão poderoso, como a consciência, que habita no peito de todo homemPolíbio.

O verme da consciência observa as mesmas horas que a coruja” Schiller.

                A nossa consciência deve estar limpa para Deus e os homens (At 23.1; 24.16) com ela limpa você pode dormir tranquilo (Sl 3.5; 4.8; Pv 3.24) entrar em todos os lugares, andar de cabeça erguida, sem temer a nenhuma língua que se levante (Is 54.17) isso acontece quando se tem uma consciência pura.  Mantenha a sua consciência purificada e liberta em Cristo, pois é a única maneira de você ter paz.

Pr. Elis Clementino