ESBOÇO 1195
TEMA: A CASA QUE SE DESMORONA E CAI.
TEXTO: ECLESIASTES 12:1-8.
É impressionante como Salomão no seu epílogo descreve a vida em vários estágios, da juventude, a velhice e até quando o corpo se resilir. A sua maneira de descrever nesse epílogo é de extrema importância, ele induz o jovem a refletir e valorizar cada momento da sua vida sobre esse bolão de terra e de maneira justa aproveitar a a cada momento e tudo o que concerne a vida que lhe é facultado por Deus.
1. APROVEITANDO CADA ETAPA DA VIDA.
O sábio ressalta que os jovens levem em consideração a importância de viver sabiamente aproveitando a cada oportunidade gozando bem a sua juventude, mas certo de que há uma prestação de conta. A juventude é uma das fases mais bela da vida, ela é a base pela qual o jovem estrutura o seu futuro e até a velhice, lembrando que o jovem deve remir o tempo e não desperdiçá-lo, isso é indispensável (I Co 7:29). Salomão estava certo de que a velhice era inevitável e que os jovens se preparassem para enfrentá-la (Ec 12:1). Todos que habitam debaixo do sol tem a oportunidade de fazer algo para si, ao próximo e para Deus, porque se nada o jovem fizer aqui chegará o tempo que não há mais possibilidade de fazer, aí só restará tristeza por aquilo que ele deixou de fazer.
2. A CHEGADA DA VELHICE.
A velhice traz consigo uma série de incômodos, esse tempo é delineado por Salomão como o escurecer do sol, da lua e das estrelas quando elas perdem o brilho e que as chuvas nunca vão embora, a velheira já chegou (Ec 12:1,2). Salomão recomenda o aproveitamento do tempo fazendo algo para amenizar os vazios, se fazer algo bom, aproveite e faça conforme as tuas forças (Ec 9:10; Rm 12:11; Cl 3:23), antes que a casa se desmorone e o velho corpo vá ao chão (Ec 12:3,4). Na velhice o corpo se isola e perde o interesse pelas coisas, a surdez, a visão, as guardas das portas se desmoronam “os braços e as pernas” os moedores se deterioram “os dentes”, vem os perigos das ruas, a amendoeira floresce “cabelos brancos”, vai andando curvado, os desejos vão embora, os dias maus chegaram e já está perto de ir para o seu lugar eterno (Ec 12:1,5).
3. A CASA DESMORONOU E CAIU.
No inicio da vida parece que ela não tem fim, não é? O jovem parece não contar com a velhice, muitas vezes exibem as suas musculaturas e parece que jamais elas se desfarão, muitos deles zombam até dos velhos (2 Rs 2:23). Certo dia, indo eu de ônibus para a capital e presenciei algo que mexeu comigo, um velho pediu parada e ele demorou subir por não ter mais aquela agilidade de antes, aquele motorista ainda muito jovem, pelo que avaliei ele devia ter uns quarenta anos, ele xingou o velhinho, como eu estava na cadeira da frente, eu olhei bem para ele e disse: ainda bem que você não vai ficar velho, como esse senhor que já foi jovem como você, certamente pularás essa etapa, imediatamente ele pensou, franziu a testa, como quem dizia, eu devia ficar calado! Aí virou-se para mim e por duas vezes me pediu desculpas. Há momentos da nossa existência que Deus permite nos depararmos com situações como essa, justamente naquele dia que andei de ônibus, portanto eu creio que jamais ele terá a mesma atitude. No epílogo, o dia da morte é figurada como um fio de prata e um copo de ouro que se despedaça e o cântaro que se quebra junto ao poço, a morte chegou (Ec 12:5-8), tudo se desfaz e os pranteadores estarão ao lado do corpo na sua última homenagem, a casa se foi, e ele voltou ao pó, uma verdade incontestável. Se algum jovem sem juízo cruzar o seu caminho e tiveres a oportunidade, ensine a ele que a vida é curta (Sl 39:4-6; Tg 4:14; Jó 7:6-7; 8:9; 14:1-2; Sl 90:1-17; 103:14-16; 144:4).
Agora resta apenas a reflexão do que é a vida ao lado do corpo, aí reconhecemos o quanto a vida é curta. O jovem deve a sua vida de maneira consciente e sábia, levando em consideração a sua brevidade, ele deve se esforçar para fazer o que é bom, sobretudo agradar a Deus com temor (Ec 12:13). Recomendo aos jovens aproveitar o seu tempo empregando parte dele na obra de Deus (I Co 7:32), antes que a velhice chegue e ele possa dizer nele não tenho contentamento e o corpo volte ao pó (Ec 12:7), depois só resta o legado deixado para as futuras gerações. O justo voa para Deus que a partir dali todos os infortúnios da vida não mais existirão, aonde jamais existirá velhice, isso nos consolam, glória a Deus “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, jamais haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” (Ap 21:4)
P. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com