sexta-feira, 30 de março de 2018

ESBOÇO 845 OS PERIGOS DO RANCOR


ESBOÇO 845
TEMA: OS PERIGOS DO RANCOR
TEXTO: HEBREUS 12:15

                Na Bíblia encontramos advertências para todas as finalidades, elas são importantes para a conduta humana, inclusive ela também fala sobre o rancor, ele tem sido a causa de muitos males neste mundo. As pessoas que conseguem controlar esse sentimento são capazes de evitar muitos problemas nos relacionamento. O escritor aos hebreus enfatiza a cautela sobre o rancor, ele é uma espécie de raiz de amargura que pode ocasionar algum ato alheio a nossa vontade, a carta aos hebreus era alcançar os cristãos da diáspora, ou seja, aos cristãos dispersos, pois esse sentimento amargo poderia implicar no desenvolvimento espiritual deles.

O rancor – é uma aversão intensa ou ressentimento amargo, motivado por algumas circunstancias, ou uma lembrança amarga de algum acontecimento. O rancor tem as suas implicações, pelo menos podemos citar algumas delas como: criar muros difíceis de derrubar; isolar as pessoas das outras; dissensões e ofensas, “É mais fácil conquistar uma cidade forte do que um irmão ofendido” (Pv 18:19, pois as contendas são como ferrolhos e trancas fortes de castelos e difícil de se romper. Existem pessoas muito sentimentais e por qualquer coisa se trancam e se isolam guardando mágoas por muitos anos, esse sentimento não deve ser alimentado, por isso essas pessoas tem dificuldade em perdoar, podendo resultar em vingança e tragédia. O rancor se guardado e alimentado pode resultar na destruição do próprio indivíduo, por isso é recomendado nas escrituras ter um espírito flexível, mas para isso faz-se necessário o indivíduo ter domínio próprio (Gl 5:22). O rancor além dos males citados ainda pode causar a destruição do lar, e de uma família inteira, principalmente quando os cônjuges alimentam rancor, somente o amor é capaz de desfazer qualquer inimizade (Cl 3:19).

Rancor entre cristãos
Muitos cristãos não têm conseguido ter domínio sobre esse sentimento, mas isso não é novidade entre eles, nessa parte perecem que estão muito longe de conseguir. A intolerância entre os cristãos estão ficando cada vez mais acirrada, muitas vezes essa situação é gerada pelos próprios líderes religiosos, enquanto a sua própria igreja reprova. Intolerância gera conflitos entre os próprios cristãos, isso é muito diferente do que é recomendado em (Lv 19:18). Há exemplo na Bíblia de quem devia ficar rancoroso foi José do Egito, pelos fatos de ele ser rejeitado pelos seus irmãos, humilhado, tentaram matá-lo, venderam-no como escravo, na casa de Potifar, foi acusado de estupro, ficou preso, mas no momento da sua exaltação devido a sua nomeação como governador do Egito ele teve domínio próprio e perdoou seus irmãos (Gn 45:3-15), veja outro exemplo a ser considerável, Ana, mãe de Samuel era provocada por Penina, mulher de Elcana, isso a angustiou muito, ela não conseguia mais comer bem porque era estéril, por isso ela se considerava desprezada pelo Senhor, no entanto ela falou ao Senhor sobre o seu rancor admitindo a sua angústia, ela não revidou ao ser tratada pelo sacerdote de mulher embriagada, no entanto a sua vitória se deu através de um coração desprovido de rancor, mas cheio de humildade e fé (I Sm 1:10-2:21).

Amados, não vos deixeis ser vencido pelo rancor, se der lugar a ele provavelmente sairá pela boca, ele se transformará em queixas e murmurações (Jó 6:2,3; 7:11; 10:1; 16:6-16; 23:1-4), a boca fala do está cheio o coração (Mt 12:34-37). O rancor excita o ódio, uma das maiores exortação foi dada por Paulo a igreja de Éfeso (Ef 4:31,32; I Pe 4:8), pois é exatamente o que precisamos ultimamente, o rancor é proveniente ao apego das coisas ruins (Fp 3:13), e isso precisamos deixar para trás e fazer o que deve ser feito como disse Paulo aos (Fp 3:13. Quando guardamos rancor não queremos perdoar nossos irmãos, principalmente quando eles nos magoam, não deixemos o sol se por sobra a nossa ira (Sl 4:4; Ef 4:26), a unidade dos cristãos “corpo de Cristo” era imprescindível para Paulo. Irmãos tenhamos o mesmo interesse de Paulo nesses últimos dias, Jesus está voltando.

Pr. Elis Clementino

sábado, 24 de março de 2018

ESBOÇO 844 PASTOR OU MERCENÁRIO?


ESBOÇO 844
TEMA: PASTOR OU MERCENÁRIO?
TEXTO: JOÃO 10:11-13

Uma realidade que existe desde a antiguidade, ela continua sendo repetida em seguimentos religiosos, o falso e verdadeiro sempre existiu. O que eu quero destacar nesse assunto são sobre alguns líderes religiosos “pastores e profetas” da atualidade apresentando como agem esses profetas e pastores falsos e verdadeiros para com as suas ovelhas.

O pastor e suas atividades
Criar e cuidar de ovelhas são atividades exercidas há mais de 4000 anos, o objetivo dessa criação era a produção de carnes, lã e leite, esse tipo de atividade é chamado de ovinocultura. O pastoreio de ovelhas exigia do pastor muita dedicação e paciência para conquistar a confiança das suas ovelhas, eles procuravam prover o melhor guiando-as para as boas pastagens e as águas cristalinas, além disso, conduzi-las a entrada e saída delas do curral.

Devido às características das ovelhas os pastores possuíam em suas mãos uma vara e um cajado, ambos são usados na condução das ovelhas (Sl 23:4). A atividade pastoral exigia coragem e amor por elas, era necessário o pastor poderia ariscar a própria vida para salvá-las, fosse dos precipícios ou dos animais ferozes. Na Bíblia temos um excelente exemplo e explicito mediante a declaração de Davi perante o rei Saul (I Sm 17:34-37). O bom pastor dá a vida pélas ovelhas (Jo 10:10).

O mercenário
Ele não é pastor, apascentam a si mesmo e são negociantes de lã, da carne e do leite das ovelhas, Jesus recomendou a ter cuidado (Mt 7:15,16), eles estão sentados na cadeira de Moisés, ou seja na liderança do povo de Deus, mas o seu Deus é o próprio ventre (Mt 23:2). Os mercenários tosquiam as ovelhas e tiram-lhe tudo para seu proveito próprio, esses são postos nas mesmas categorias dos lobos.

Os mercenários pastoreiam por grandes fortunas em dinheiro para manter a sua riqueza e glamour, e seus altos patrimônios, esses pastores insaciáveis. Eles fazem todo tipo de manobra, inventam pseudas missões com isso engordam seus bens através das dessas supostas missões, e as a ovelhas enganadas pensam que esse é o verdadeiro pastor.

A nova modalidade dos mercenários
O mercenário ao passar alguns anos “no suposto pastoreio e quando seu salário altíssimo e alguns deles ganhando mais que um presidente de uma nação, além de possuírem muito bens, a essa altura simulam uma doença, ou mesmo quando situação financeira da igreja está ruim, declaram a impossibilidade de continuarem na liderança, daí convence o grupo que lhes dão apoio e faz o seu pedido de jubilação, assim determinam que as ovelhas o mantenham para o resto da sua vida com alto padrão, e talvez viverem em outros países usufruindo das ofertas dos assalariados, das lavadeiras e viúvas da igreja. Os mercenários usam esses métodos, por isso há muitos escândalos por esse mundo a fora.

As consequências
Os mercenários podem até usufruir de tudo isso, mas não com a aprovação divina (Ez 34:1-10), conforme o profeta usado pelo Senhor esse é o tratamento de Deus para com esses mercenários. Nos dias de Paulo ele demonstrou perante os anciões de Éfeso o receio do aparecimento de lobos e aproveitadores na igreja após a sua partida (At 20:29), ele se referia a lidere religiosos que certamente não perdoariam o rebanho. Há muitas igrejas sofrendo por causa desses falsos líderes espirituais ou supostos pastores, muitas endividadas enquanto seus pastores luxam.

                O chamado divino para ser pastor é para cuidar e proteger as ovelhas e não se aproveitar delas para beneficio próprio (2 Pe 5:2; Hb 13:17). Os Apóstolos não tinham nenhuma pretensão de privilégios, tanto ele quanto os empenhados na missão eram recomendados por ele para que recebessem ajuda e acolhida dos irmãos (Rm 16:1,2), mesmo sofrendo, os pastores eram responsabilizados pela condução do rebanho (Hb 13:17), eles seriam recompensado por Deus por todo o seu trabalho, apenas eles devem receber ajuda de custo suficiente para a sua manutenção e da sua família se for tempo integral, o enriquecimento patrimonial e financeiro as custas das ovelha se constitui um abuso. Aqueles que aspiram ao episcopado pelo amor de Deus não pense como muitos que exploram a lã, a carne e o leite das ovelhas, mas o verdadeiro pastor doa mais de si do que recebe. Devemos ter cuidado para não entrar pelo caminho da disputa do quem tem mais se sentindo mais abençoado do que as ovelhas.

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 19 de março de 2018

ESBOÇO 843 ENGANADO PELA SERPENTE


ESBOÇO 843
TEMA: ENGANADO PELA SERPENTE
TEXTO: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apertem da simplicidade que há em Cristo2 Coríntios 11:3

A serpente "o diabo" tem um papel que lhe é peculiar, mentir, ele é o pai da mentira, além disso, ele veio roubar e matar (Jo 8:44). A mentira é dizer algo contrário à verdade, a prática da mentira é nociva ao ser humano, a primeira distorção da verdade aconteceu no Jardim do Edem, por isso o diabo é o pai da mentira. Veremos nesse comentário sobre o poder da persuasão e o convencimento do homem a desobedecer a Deus.

A persuasão e a mentira
Quando Deus fez o homem o pôs no jardim e lhe recomendou que comesse livremente de toda árvore que estava no jardim, mas a árvore da ciência do bem e do mal não comerás (Gn 2:8,9,15-17). Posteriormente Deus formou a mulher e ambos viviam na dispensasão da inocência eles estavam nus, mas tudo era natural (Gn 2:25).

A persuasão da serpente
A mensagem da serpente conduz em si uma maldade, o seu trabalho é por dúvida e induzir o humano ao erro. A serpente disse a mulher: É assim que Deus disse: Não comerá de toda árvore do jardim? (Gn 3:1b). Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais (Gn 3:2). Satanás tem como objetivo persuadir ou convencer o ser humano a pratica do pecado, ele não desiste e nunca se satisfaz com a primeira investida, ou seja, ele não desiste até encontrar uma brecha, vejam o que ele disse a mulher “Então a serpente disse a mulher; Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (Gn 3:4,5).

Após a desobediência os olhos da consciência se abriram e Adão e Eva começaram enxergar o seu erro, caíram em si, após o pecado eles viram o que os olhos da inocência não viam “a nudez” na verdade parece que a ficha caiu e passaram ao entender que eles haviam pecado diante de Deus. O homem enganado por Satanás não vê os perigos da pratica do pecado, muitas vezes o indivíduo é advertido, mas não dá a atenção, depois que peca não adianta tentar esconder a sua nudez espiritual, as folhas muitas vezes são os pecados do outros, fulano fez, usam esse método para justificar o seu pecado. Caim foi o primeiro homem advertido por Deus para não pecar, mas não levou em consideração a advertência divina e praticou o primeiro homicídio (Gn 4:6-7), ele não resistiu à tentação, o diabo tenta várias vezes, o próprio Jesus foi tentado (Mt 4:1-11; Lc 4:1-13), mas não cedeu a tentação.

O pecado macula o indivíduo, por isso devemos oferecer resistência “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4:7), não devemos pecar, mas se, todavia pecarmos tem um caminho, recorrer ao advogado fiel (I Jo 2:1-2), e rapidamente chegar-se a Deus “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza. Humilhai-vos perante ...” (Tg 4:7-10), essa é a única maneira de receber o perdão divino, mas para praticar o pecado nada é exigido do indivíduo a não ser pecar, basta apenas um descuido e logo acontece o pecado. Davi com um pequeno descuido pecou com Bate-Seba, isso lhe custou um alto preço, e para obter o perdão foi com profundo arrependimento choro e lágrimas (Sl 51:1-12). Para receber o perdão divino faz-se necessário: (1) Sujeitar-se a Deus; (2) Resistir o Diabo; (3) Chegar-se a Deus; (4) Limpar as mãos; (5) Purificar os corações; (6) Sentir as suas misérias; (7) Lamentar e chorar; (8) Converter o riso em pranto; (9) E o gozo em tristeza; (10) E se humilhar perante o Senhor. Eu disse que para pecar nada disso é exigido, é somente querer. Muitos servos de Deus pecaram, portanto as consequências que eles sofreram não nos motivam a pecar, mas a fugir do pecado.

Pr Elis Clementino

domingo, 18 de março de 2018

QUEM É O PRÓXIMO?


Quem é o próximo?
LUCAS 10:32-42

Indagaram a Jesus: Quem é o próximo, imediatamente ele apresenta uma parábola apresentando quem seria o próximo, essa é uma parábola que ilustra o uso da compaixão que deve ser aplicada a todas as pessoas, independentemente de raça, cor, etnia, religiosidade entre outros.
Na parábola Jesus apresenta três personagens importantes na sociedade, todos com ideias e funções diferentes, um sacerdote, um levita, essas pessoas possuíam responsabilidade no cumprimento da lei mosaica, entre eles estava um samaritano. Diante o homem caído passou o sacerdote e fez de conta que não o viu, passou também o levita e fez o mesmo, mas em seguida passa um samaritano, este pertencia a um pequeno grupo étnico-religioso, porém não era sacerdote e nem um levita, no entanto ele olha para o homem caído e se compadece dele, passa azeite nas suas feridas, poe na sua cavalgadura e o conduz até uma estalagem para ser cuidado, para ele não importava as despesas, ou seja, os valores que seriam gastos com o tratamento, caso não cobrisse as despesas ele voltaria e pagaria o restante, percebe-se que o mais importante para aquele samaritano era a vida e não os valores monetários (Lc 10:35).
Amados a maior pobreza do ser humano é fazer que não esteja vendo os sofrimentos alheios, as dores dos que sofrem parecem não nos comoverem mais, o que se observa é que a apatia tomou conta dos corações das pessoas, a morte de quem quer que seja não é motivo para o indivíduo se ufanar e sim, chorar com os que choram (Rm 12:15), principalmente aquele que conhecem os mandamentos divinos. 
Uma das razões para o tanto é sem dúvida o esfriamento do amor, sobre ele Jesus profetizou como um dos sinais dos últimos dias (Mt 24:10-12), jamais se ufane das desgraças alheias, não importa o que o indivíduo tenha praticado ou deixou de praticar, a manutenção da vida é um mandamento “não matarás” (Ex 20:13), Jesus provou isso quando religiosos trouxeram uma mulher apanhada em ato de adultério, e olhando Jesus para o seu estado miserável poupou-lhe a vida, pois atualmente precisamos ser mais SAMARITANOS do que religiosos, sejamos solícito para com o próximo.

Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 16 de março de 2018

ESBOÇO 842 OS DÍZIMOS E AS OFERTAS



ESBOÇO 842
TEMA: OS DÍZIMOS E AS OFERTAS
“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança” Ml 3:10.

A mensagem divina através foi muito clara a respeito dos dízimos “para que haja mantimento na minha casa”. As pessoas que tem uma vida piedosa diante de Deus e reconhecem a ação divina sobre a sua vida e seus bens e põem em prática essa ordenança divina. As ofertas eram oferecidas a Deus como reconhecimento que todo bem dimanava dele, Abrão foi quem primeiro deu o dizimo de tudo (Gn 14:19,20).

Significado.
(a) No hebraico a palavra Asar significa (10) décima parte, com o sentido de dízimo aparece por sete vezes; Maaser (décima parte) palavra usada por 32 vezes nas escrituras. No novo testamento é citada por três formas; Dekátóo, apodekatoo, e dekate que significam a décima parte.
b) É a décima parte daquilo que recebemos como produto do nosso trabalho. 
c) A décima parte podiam ser o produto animal ou produtos agrícolas que eram oferecidos ao Senhor; essa prática foi passada de pais para filhos. Mesmo antes da lei, já verificamos que as ofertas e dízimos eram praticados (Gn 4:3,4; Gn 14:20; Lv 27:30).

Na lei mosaica os israelitas tinham obrigações de entregar a décima parte das crias dos animais domésticos, dos produtos da terra e de outras rendas como reconhecimento e gratidão pelas bênçãos divinas (Lv 27:30-32; Nr 18:21,26; Dt 14:22-29).

Finalidade
A décima parte passou a ser usada dentro do sistema de sacrifício, como parte do culto prestado a Deus, para o sustento dos sacerdotes Levítico; e, provavelmente esses fundos também eram usados para ajudar os pobres em suas necessidades.
a) Os dízimos também eram usados para cobrir as despesas do culto e a manutenção dos sacerdotes. Deus considerava o seu povo responsável pelo manejo dos recursos dado por ele na terra prometida.
b) O dízimo é a parte que restituímos, ou seja, entregamos ou devolvemos ao Senhor, porque dele recebemos tudo que possuímos (Gn 28:22b). Os dizimistas e ofertantes não devem administrá-los, eles devem ser depositados no gazofiláçio para ser administrado pelo sacerdote.

Exigência divina
a) Traga todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento em minha casa (Ml 3:10ª), esse é um princípio para todo povo de Deus.
Roubará o homem a Deus?
O não cumprimento desse mandamento era considerado um furto ao próprio Deus, o povo havia deixado de trazer seus dízimos (a décima parte do que ganhavam) e as ofertas alçadas, mesmo sabendo que era exigido na lei de Moises, por essa razão Deus os alertava quanto às maldições sobre os que egocentricamente recusavam contribuir (Ml 3:8). Os israelitas foram agressivos ao Senhor (Ml 3:13), Eles diziam inútil é servir a Deus, pensavam que a adoração externa era suficiente para merecer a bênção de Deus, alegavam também que não valia a pena (Ml 3:14); Os fariseus pensavam a mesma coisa, que pelo fato de dizimarem seriam isentos das demais faltas (Mt 23:23). Infelizmente, muitos hoje pensam da mesma maneira.

As decorrências do não cumprimento desse dever.
No livro do profeta Joel entende que a desobediência a Deus pode trazer terríveis conseqüências, isso significa uma alerta para nós crentes em todo o mundo (Jo 1:1-20). As maldições trariam uma série de consequências para os israelitas, como: O devorador para destruir a lavoura e tudo quanto eles tinham, prejuízos como endividamento, impossibilidade de saldar seus débitos (Ag 1:6,7), porque as bênçãos de Deus dependeriam da fidelidade a Ele, como é a nossa também (Ml 3:10,11).

As bênçãos divinas
1. Ele é quem abre as janelas do céu (Ml 3:10c).
2. Repreenderá o devorador para que não consuma o fruto da terra (Ml 3:11).
3. E todas as nações te chamarão bem-aventurada; porque sereis uma terra deleitosa. (Ml 3:12). Todo cristão deve entender que essas promessas estendem-se a todo povo de Deus em Cristo.

Aqueles que servem a Deus devem observar os mandamentos do Senhor e reconhecer a necessidade de devolver a ele parte daquilo que recebemos. A obra de Deus necessita de ser mantida e os custos são altos, os dízimos e as ofertas facilitarão o desenvolvimento da obra, e como retribuição as bênçãos divinas virão, mas devemos ter muito cuidado para que não percamos as bênçãos de Deus, as nossas ofertas e dízimos são para o mantimento na casa de Deus. No ano 520, o profeta Ageu no seu livro teve o propósito de repreender, exortar a Zorobabel e Josué o sumo sacerdote a mobilizarem o povo para a reedificação do templo e reordenar para que o povo priorizasse a obra. Em nossos dias devemos fazer o mesmo, nos mobilizar para que a obra seja feita com os nossos esforços e assim veremos as mãos de Deus nos abençoar, e fazei prova de mim, diz o Senhor Ml 3:10b

Pr Elis Clementino