quarta-feira, 14 de junho de 2023

ESBOÇO 1282 A HIPOCRISIA RELIGIOSA.

 

ESBOÇO 1282
TEMA: A HIPOCRISIA RELIGIOSA.
TEXTO: MATEUS 23:1-39

Mateus relata detalhadamente de como Jesus combatia a hipocrisia dos fariseus e escribas, estes eram legalistas e aparentavam-se justos e verdadeiros guardadores da lei de Moisés. De maneira bem simples e sucinta irei falar um pouco sobre o que Mateus escreveu no seu evangelho a respeito dos encontros de Jesus com os hipócritas.

I.                     QUEM ERAM OS ESCRIBAS?
Os escribas eram as pessoas que tinham a função de escrever os textos e registrar os acontecimentos e as leis, pois esses eram profissionais, eles redigiam a lei, copiavam e arquivavam todas as informações sobre ela. Esses escribas estavam sempre presente nas sinagogas para cobrar o cumprimento da lei, durante o ministério de Jesus eles acompanhavam e estavam sempre presente.

II.                   O QUEM ERAM OS FARISEUS?
Os fariseus eram judeus religiosos guardadores da Torá, eles se opunham aos saduceus e criam na lei oral, eles instituíram as sinagogas. Os fariseus acompanhavam Jesus com a finalidade de condená-lo por não cumprir a lei, eles ostentavam santidade e viviam mais da aparência, eram verdadeiros hipócritas, punham fardos sobre os outros quando nem ele mesmo podia carregar (Mt 23:4).

III.                 A HIPÓCRISIA RELIGIOSA.

Jesus Cristo via naqueles homens a verdadeira hipocrisia e resolveu alcançar-lhes em rosto o quão eles eram hipocrisias, eles eram legalistas opressores (Mt 23:1-7), eles adoravam ser chamados de mestre, a exaltação estava alojada em seus corações, porém não sabiam eles que os exaltados seriam humilhados (Mt 23:12). A hipocrisia daqueles escribas e fariseus era tanta que eles se consideravam justos a ponto de fechar aos homens o reino dos céus quando nem eles mesmos entrariam entrando, além de serem perseguidores (Mt 23:13-14). Por muitas vezes Jesus usou a expressão “Ai de vós” essa era uma expressão que indicava sentença para os tais, ou seja, que eles sofreriam as consequências das suas hipocrisias. Até que ponto pode chegar uma hipocrisia religiosa?

IV.                DIFERENÇA ENTRE O RELIGIOSO E O ESPIRITUAL.
a.       O religioso tem como base a sua religião, a sua devoção fundada em algum tipo de ensinamento. O termo religião indica religar o homem a Deus, mas nem sempre esse termo indique que as pessoas estejam realmente religadas a Deus. Existem muitas pessoas que se intitulam religiosas quando na realidade não são. Na época de Jesus os religiosos eram extremamente legalistas se apoiavam na lei de Moisés e julgavam-se justos mais do que os outros (Lc 18:8-17). Os religiosos excluem pessoas que não aderem o seu sistema religioso, muitas vezes essas exclusões são grosseiras, humilhando as pessoas até de outras denominações considerando-as não terem Deus em suas vidas.
     
    b.   O espiritual usa a razão e compreende seus limites. O fanatismo é o resultado da falta de senso. O espiritual decerne bem as coisas e ele mesmo por ninguém é decernido (I Co 2:15; I Jo 2:20), essa é a grande diferença entre o religioso e o espiritual. O espiritual restaura pessoas e não exclui (Gl 6:1). Se alguém se considera espiritual, considere ou reconheça os mandamentos do Senhor que Paulo escreveu (I Co 14:37). Não basta apenas parecer ser justo, temo que ser realmente justo.

Naturalmente, muitos cristãos não foram ensinados com clareza sobre a hipocrisia religiosa e assim cometem as mesmas atitudes daqueles escribas e fariseus, até se exaltando nos momentos de culto no templo. A descriminação denominacionais estão por toda parte, por causa dela deixamos de agir com hospitalidade, as vezes deixamos transparecer essa diferença, não sendo afáveis e misericordiosos com seus irmãos (I Pe 3:8). Não digo que o obreiro que esteja a frente do culto conceda a oportunidade a todos que cegarem ao templo, pois isso fica a cargo dele, porém ele deve receber de maneire gentil, afável, digna qualquer pessoa que adentre ao templo para assistir os cultos, ações dessa natureza só o enobrece.

Pr. Elis Clementino.

 

               

ESBOÇO 1281 O PASTOR PRESTARÁ CONTAS DAS OVELHAS.

 

ESBOÇO 1281
TEMA: O PASTOR PRESTARÁ CONTAS DAS OVELHAS.
TEXTO: HEBREUS 13:7

Todo homem há de prestar conta das suas obras a Deus, muito mais se aquele que serve a Deus e ocupe uma posição sacerdotal, nesse caso as cobranças serão ainda maiores. “A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” (Lc 12:48). Essa é a base da prestação de contas.

I.                     A FUNÇÃO DO PASTOR.
O pastor tem a função de conduzir as ovelhas ao aperfeiçoamento espiritual, preparando-as para entrega-las a Deus no dia da prestação de contas (I Pe 4:5). O pastor tem a responsabilidade de ensinar as suas ovelhas, protege-las, alimentá-las e cuidar (Sl 23:1-3), pois, ai do pastor que não cuidar das suas ovelhas (Jr 23:1). O pastor é responsável pelo destino das suas ovelhas, ele as ensina e exige delas uma boa conduta para que não se perca no mundo pecaminoso. O apóstolo Paulo ensinou em sua carta aos cristãos de Roma (Rm 12:2), ele também requereu dos cristãos um comportamento digno do evangelho (Fp 1:27-29), portanto, o pastor deve ensinar com zelo e cuidado de si e da doutrina para que não seja reprovado (I Tm 4:12). O pastor deve ser cauteloso quando houver a necessidade de aplicar a disciplina, evitando a correção em momento de ira e sem guardar rancor.
II.                   INSTRUMENTOS DO PASTOR.
A vara e o cajado são principais instrumentos para conduzir as ovelhas, porém, esses instrumentos devem ser usados nos momentos certos. Para muitos pastores esses instrumentos são dispensados, porque para eles o que mais interessa é a lã, o leite e as gorduras (Ez 34:36; Zc 11:16). Quando o pastor se omite em usar esses instrumentos causa insegurança, podendo usar de parcialidade na correção. A palavra de Deus é CANON, a “vara de medir” e o cajado (2 Tm 3:16; Sl 23:4). O pastor deve acompanhar as ovelhas e orientá-las em todos os aspectos da vida.

III.                 AS QUALIFICAÇÕES DE UM PASTOR.
O pastor deve ter uma vida moralmente equilibrada aos moldes da palavra de Deus, ele é o Norte para suas ovelhas. A sua boa reputação deve ser conhecida e confirmada pelas suas ovelhas, na carta aos hebreus diz o seguinte: “Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver.” (Hb 13:7). As ovelhas seguem o seu pastor desde que ele seja exemplo, mas quando ele deixa de ser exemplo, ou perde as suas qualificações as ovelhas se dispersarão. O pastor deve ser conhecido das suas ovelhas (Jo 10:14).

Eu ouvi um obreiro líder dizer no púlpito da sua igreja que a vida dele não importava a ninguém e muito menos com o que falassem dele, que as ovelhas olhassem para Cristo e não para ele.  Nós pastores temos sim de nos preocupar com a nossa vida moral e espiritual, bem como a nossa reputação, isso faz parte do ofício (I Tm 3:1,2; 4:12). Quando Samuel transferiu o cargo para o rei Saul ele deu uma declaração pública da sua conduta (I Sm 12:3,4), porém, quanto a sua reputação seria confirmada pelo povo. O obreiro também deve se preocupar com a sua reputação, pois há muitos exemplos tristes de pastores que decepcionam suas ovelhas pelos escândalos ou péssimos comportamentos, pois é triste para as ovelhas ouvirem falar mal do obreiro e não ter como defende-lo.

IV.                OS CUIDADOS COM OS FALSOS MESTRES.
O apóstolo Paulo se preocupava com suas ovelhas, como também sobre o que aconteceria na sua ausência, pois havia muitos falsos ensinadores na igreja e fora dela “Porque eu sei nisto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si” (At 20:29). Há também em algumas cartas o alerta em relação aos falsos mestres (Hb 13:9; 2 Pe 2:1,2). Outras instruções são descritas por Paulo a Tito (Tt 2:1-15), pois ele sabia que Tito e tantos outros bispos poderiam evitar que os falsos mestres, corromper-se o rebanho. O pastor é o guardião do rebanho.

Portanto, a responsabilidade de um pastor é muito grande em guiar suas ovelhas, ele tem duas funções fundamentais para o seu ministério, cuidar da doutrina e dele mesmo, principalmente quando lhe é exigido tanto (I Tm 4:16). Como pastores devemos reconhecer as nossas limitações, as dificuldades para conduzir o rebanho de Deus, além disso, temos que nos dispor a enfrentar os predadores de ovelhas como Davi fez com o urso e o leão, mas o Senhor dará graça e coragem para defender as ovelhas que Deus entregou em nossas mãos. Amados irmãos sejais afáveis para com os vossos pastores, certamente Deus te abençoará.

Pr. Elis Clementino.