domingo, 29 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1460 * TÍTULO: O RELIGIOSO E O ESPIRITUAL.

 
ESBOÇO 1460 *
TÍTULO: O RELIGIOSO E O ESPIRITUAL.
TEXTO: MATEUS 23:23-27.

Introdução:
No texto de Mateus 23:23-27, Jesus faz uma crítica contundente aos líderes religiosos de sua época, destacando a hipocrisia de suas práticas. Ele confrontou aqueles que se preocupavam mais com as aparências externas e os rituais do que com os valores essenciais do Reino de Deus, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Essa passagem nos convida a refletir sobre a diferença entre ser religioso e espiritual. Enquanto a religiosidade pode se limitar a práticas externas e tradições humanas, a espiritualidade está verdadeiramente enraizada em um relacionamento profundo com Deus, que transforma o coração e a vida. Neste esboço, exploraremos a diferença entre o religioso e o espiritual, analisando como essas lições continuam relevantes para nossa cada um de nós.

I. O religioso.
O religioso é aquele que segue uma denominação religiosa ou um conjunto de verdades, muitas vezes sem questionar, essas práticas se têm base bíblica. Ele pode até retornar aos ensinamentos do cristianismo, mas, em muitos casos, seu entusiasmo a Deus se limita aos rituais externos ou às palavras vazias, como profetizado em Isaías 29:13: "Este povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim." Jesus, ao criticar os hipócritas, comparou-os aos sepulcros caiados (Mt 23:27-28), bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de impureza. Essa é uma descrição contundente dos religiosos legalistas. O legalismo, por sua vez, é uma prática de seguir as leis de forma muito rigorosas. Entre os judeus, destacaram-se grupos religiosos como os fariseus e os judaizantes, que se apegavam aos mínimos detalhes da lei mosaica. No entanto, ao priorizarem a forma sobre o conteúdo, eles perderam de vista o verdadeiro propósito da lei divina: revelar a justiça, o amor e a graça de Deus. Esse comportamento nos alerta sobre os perigos de uma religiosidade que não traz resultados que edifiquem o nosso espiritual.
·        Características:
1.  Os legalistas superam o espiritual.
2. Os legalistas não perdoam, não havia neles misericórdia, em nome da lei, apedrejavam e matavam pessoas (Os 6:6; Jo 8:7).
3. Exigiam justiça quando eles não a praticavam. Punham fardos sobre os ombros dos outros quando eles mesmos não podiam carregar (Mt 23:4)
4. Tinham senso de justiça própria quando neles havia um coração corrompido (Mt 23:25)
5. Aparentavam santidade em pleno culto nas sinagogas, mas a hipocrisia em ação (Lc 18:9-17)
6. São apegadas às tradições humanas. "Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão, me atividades; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens." (Mt 15:8-9).
  • Prática: Os legalistas da atualidade estão presente em algumas denominações, pondo fardos pesados sobre os ombros dos outros, quando eles memos não podem carregar. Muitos deles surgem com discursões vazias, mas a luz da palavra de Deus devemos deixar de lado esses legalistas e começar a cultivar uma vida espiritual genuína. "Será que minhas práticas religiosas estão mais voltadas para as aparências ou para a transformação do meu coração?"
III. O espiritual.
  • Características:

o   O homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucuras; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. (1 Co 2:14). Este versículo mostra a diferença entre o homem natural, que não compreende as coisas de Deus, ou seja, uma pessoa que escolhe deixar-se influenciar por paixões, desejos, apetites e impulsos da carne e não pela inspiração do Espírito Santo”.

o   O homem espiritual é guiado pelo Espírito. "Mas o que é espiritual, discerne todas as coisas, mas ele mesmo por ninguém é discernido."(1 Co 2:15). O homem espiritual é alguém que possui discernimento espiritual, entendendo a vontade de Deus pelo Espírito. "Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, paciência, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei." (Gl 5:22-23).

o   Os frutos do Espírito nos dão as diretrizes de como podemos ser guiados: "Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne, mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito."  (Rm 8:5). O apóstolo Pedro destaca o que somos quando somos guiados pelo Espírito: "Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, para anunciar as grandezas daquelas que vos chamaram das trevas para a sua maravilhosa luz." (1 Pe 2:9). O homem espiritual tem conhecimento de que:

o   Não basta ser religioso, mas que é preciso viver pelo Espírito (Rm 8:5; Gl 5:16).

o  Não aparenta santidade, ele é santo (Gl 2:25; Tg 2:12).

o   Considera o altar maior do que a oferta (Mt 23:19).

o   Ele tem a mente de Cristo e entende tudo muito bem (2 Co 2:15-16; I Jo 2:27).

Conclusão:
Em Mateus 23:23-27, Jesus nos desafia a examinar a complexidade de nossa fé, diferenciando a religiosidade vazia da verdadeira espiritualidade. A religiosidade, muitas vezes marcada por práticas externas e um apego exagerado às regras, pode facilmente desviar o foco do que realmente importa: o relacionamento genuíno com Deus. Por outro lado, a espiritualidade verdadeira vai além das aparências, sendo pautada no Espírito e na transformação interior. O homem espiritual, guiado pelo Espírito, demonstra em sua vida os frutos que refletem o caráter de Cristo, buscando não apenas cumprir leis, mas viver de maneira que honra a Deus em tudo. A mensagem que Jesus nos deixou é clara: não basta ser religioso, é essencial ser espiritual. Devemos avaliar nossa fé constantemente, não pela religiosidade externa, mas pela mudança que ocorre em nossos corações, pela prática da misericórdia, justiça e fidelidade. Assim, a verdadeira espiritualidade nos aproxima de Deus e nos torna mais semelhantes a Cristo, buscando sempre.

Pr. Elis Clementino.


sábado, 28 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1459 * TÍTULO: CRESCENDO EM TEMPO DE CRISE.

 

ESBOÇO 1459 *
ASSUNTO: CRESCENDO EM TEMPO DE CRISE.
TEXTO: “Semeou Isaque naquela terra e, no mesmo ano, recolheu cem por um, porque o SENHOR o abençoava. Enriqueceu-se o homem e ficou riquíssimo;” (Gn 26.12).
 
Introdução:
Em alguns momentos da nossa vida, temos a impressão de que jamais iremos superar as crises que se instalam ao nosso redor. No entanto, devemos refletir sobre algumas pessoas que passaram por situações ou circunstâncias difíceis, mas semearam as suas sementes e prosperaram. Você já se perguntou como algumas pessoas conseguem prosperar mesmo em meio às maiores adversidades?
 
I. Contexto histórico.
O capítulo 26 do livro de Gênesis descreve um período na vida de Isaque, o filho de Abraão, em que ele enfrentou desafios em meio a uma grande crise de fome na terra. Este evento ocorreu por volta de 1900 a.C., em uma época em que os povos cananeus habitavam a região. Os filisteus, mencionados no texto, eram um povo marítimo que havia se estabelecido em partes do litoral sul de Canaã.
1.      Cenário geográfico e econômico:
A crise de fome que Isaque enfrentou era uma realidade comum na antiga Canaã, uma região dependente de chuvas sazonais. Longos períodos de seca levavam a escassez de alimentos, instigando migrações para áreas mais férteis, como o Egito, que era irrigado pelo rio Nilo. E meio a essa crise, Deus instruiu Isaque a permanecer em Gerar, uma região dominada pelos filisteus, ao invés de descer ao Egito como seu pai, Abraão, havia feito em uma situação semelhante. Gerar estava localizada no sudoeste de Canaã e era um centro estratégico, possivelmente sob a autoridade de Abimeleque, um título usado para reis filisteus.
 
2.      As relações diplomáticas e culturais: Isaque conviveu com os filisteus, um povo conhecido por suas práticas militares e organização política. A interação com Abimeleque demonstra os desafios de coexistência entre os hebreus e os povos locais. O episódio em que Isaque mente sobre Rebeca, dizendo que ela era sua irmã, reflete um costume antigo de autopreservação, também observado em Abraão. Este ato revela o medo de Isaque e a complexidade das relações entre povos nômades e sociedades estabelecidas.
 
3.      O significado dos poços: Os poços cavados por Isaque simbolizam prosperidade, sobrevivência e a bênção divina em um ambiente árido. Eles eram fonte vital de água para pessoas e animais, especialmente em regiões desérticas. A disputa pelos poços evidencia a tensão entre Isaque e os habitantes locais, que tentaram impedir seu crescimento. Apesar disso, Isaque persistiu, reabrindo os poços de Abraão e cavando novos, o que demonstrava tanto sua determinação quanto a bênção de Deus em sua vida.
·        Aplicação: Isaque lançou mãos à obra, pois é preciso entender que não há crescimento sem trabalho, ele cavou poços, e você, o que está fazendo para desenvolver algo importante na vida? Devemos continuar investindo nos nossos talentos mesmo em tempos difíceis, reconheça que as oportunidades surgem em meio as crises.
 
4.      A benção de Deus e o crescimento de Isaque: Mesmo em meio à crise e aos conflitos, Isaque prosperou de forma extraordinária. Sua colheita de cem por um é um testemunho claro da providência divina, uma vez que tal rendimento era incomum, especialmente em condições adversas. O crescimento de Isaque despertou inveja entre os filisteus, levando Abimeleque a pedir que ele se afastasse, um indicativo de como a bênção de Deus pode gerar resistência em meio ao sucesso.
·        Aplicação: Mediante o seu sucesso alguém vai tentar impedir, como os inimigos de Isaque e Neemias, fizeram, assim farão também com você. Porém sejam persistentes como eles.
 
5.      Alianças e promessas renovadas: Ao final do capítulo, Abimeleque reconhece que Deus estava com Isaque e propõe uma aliança, buscando paz e boa convivência. Esse reconhecimento reforça o tema central do texto: a fidelidade de Deus às Suas promessas e a manifestação de Suas bênçãos na vida daqueles que permanecem fiéis a Ele. Esse contexto histórico de Gênesis 26 revela que, mesmo em meio a dificuldades, Deus provê orientação, proteção e prosperidade para aqueles que O obedecem. Isaque é um exemplo de perseverança e fé, mostrando que a obediência a Deus resulta em bênçãos, mesmo assim surgem as dificuldades.
 
II.                As inconveniências.
Quando Deus abençoa alguém seja no crescimento material ou espiritual, surge também as dificuldades:
·        Ninguém olha para você quando nada tem: “O pobre é odiado até pelo seu próximo, mas os amigos dos ricos são muitos (Pv 14:20).
·        O teu crescimento em qualquer área da vida incomoda. Abimeleque o mandou embora da terra (Gn 26: 14-15), porque dizia: Isaque está ficando mais poderoso do que nós (Gn 26:16). Quando o indivíduo está debaixo da bênção do Senhor, para onde ele for, prosperará. Isaque foi para o vale de Gerar e habitou lá, “no Vale também se cresce”. Outra prova se levantou contra ele, discutiam devido aos poços cavados porque a água era boa. Foi assim a batalha até chegar em Beserba, o lugar prometido (Gn 26:17-23).
·        Aplicação: Com o seu crescimento nasce a inveja e o desejo de ver o seu fracasso, o crescimento de Isaque despertou a ira deles e tentaram impedir o seu sucesso tampando os poços, principalmente os que foram cavados no tempo de Abraão. A inveja faz com que seus inimigos vejam tudo o que você tem como superior ao que possuem.
 
III.              As bênçãos divinas.
Jamais alguém impedirá aquilo que Deus têm reservado para quem fica no lugar. Isaque era filho da promessa, e todo aquele que fica na vontade de Deus usufruirá dos seus benefícios. Isaque começou a semear naquela terra, e no mesmo ano resultou numa grande colheita, mas, qual o segredo, o Senhor abençoava Isaque (Gn 26.12). Quando obedecemos a Deus as bençãos divinas podem ser mais evidentes em nossas vidas: "E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do Senhor, teu Deus." (Dt 28:2).
·        Lições praticas: Saiba que, não obstante, em Deus fazer promessa a Isaque, não significava que ele estivesse isento das provações e provocações dos inimigos, porém, em meio a tudo isso, Deus estava renovando as promessas, assim é na vida daqueles a quem Ele tem propósitos. Assim como Deus renovou a sua aliança com Abraão, a de Isaque foram renovadas (Gn 26: 24). Se há algum propósito de Deus para você, fique certo, ele vai cumprir e não adianta alguém se levantar para impedir. “Operando Deus, quem impedirá?” Is 43:13; Is 14:27; 54:17). Quando você cresce e os inimigos não o conseguiram parar, aí eles aparecem para fazer alianças. Abimeleque fez aliança com Isaque, pois ele entendeu que nada podia fazer com Isaque porque Deus era com ele. (Gn 26: 26-35).
 
Conclusão:
A história de Isaque nos ensina que o crescimento, mesmo em tempos de crise, é possível prosperar quando confiamos em Deus e obedecemos à Sua vontade. As adversidades são oportunidades para que Deus manifeste Sua fidelidade e poder em nossas vidas. Assim como Isaque perseverou e colheu abundantemente, somos chamados a semear com fé, confiando que, no tempo certo, Deus trará o crescimento e a vitória. Assim como Isaque, Deus nos chama para sermos luz e exemplo em meio às adversidades, prosperando não apenas materialmente, mas espiritualmente, para que outros reconheçam Sua fidelidade em nossas vidas.
 
Pr. Elis Clementino.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1458 * TÍTULO: DESEJANDO O EPISCOPADO.

 

ESBOÇO 1458 *
TÍTULO: DESEJANDO O EPISCOPADO.
“Fiel é a palavra: se alguém deseja o episcopado, excelente coisa almeja” (Tm 3.1).
 
Introdução:
Um Chamado de Excelência e Responsabilidade para os que desejam o episcopado. Almejar posições de liderança é um desejo natural do coração humano, mas quando se trata do ministério cristão, esse anseio carrega um peso muito maior. O apóstolo Paulo afirma que desejar o episcopado é algo excelente (1 Tm 3.1), porém, essa aspiração exige mais do que qualidades naturais ou talentos. O chamado ao episcopado não é apenas um convite à honra, mas, acima de tudo, uma convocação ao serviço, à renúncia e à total dependência de Deus. Este esboço reflete sobre o chamado divino, a escolha soberana de Deus, a capacitação necessária e a conduta exigida para aqueles que almejam servir no ministério cristão. O objetivo é destacar que, embora o episcopado seja uma tarefa sublime, ele exige do obreiro compromisso, humildade e dedicação ao crescimento espiritual e pessoal, para que possa ser um instrumento eficaz nas mãos do Senhor.
 
I.                 Chamado.
Os processos de chamada de um indivíduo começam cedo. Em algumas pessoas, notamos por meio dos seus talentos. O chamado de Deus para a sua obra é bem diferente, ele pode chamar pessoas que julgamos sem talentos, e outras Deus também escolhe pelos talentos “Bezaliel” (Ex 31:1-3). Ele conhece a todos, tanto o que tem talento quanto o que não tem, pois o Senhor conhece a capacidade de cada um. Muitas vezes julgamos e escolhemos alguém pelo seu talento para determinada função, isso é natural, embora em algumas ocasiões nos enganamos.
 
II.                Escolha divina.
Deus escolhe e chama pessoas para a sua obra não pela capacidade e brio, muito pelo contrário, ele escolhe pessoas simples e modestas, como, por exemplo, as chamadas para o ministério profético, homens sem capacidade alguma, contudo foram usados como grandes instrumentos. Paulo, escrevendo a igreja de Coríntios, deixou bem claro sobre a maneira de Deus escolher pessoas para sua obra (I Co 1.26-27). Quando Jesus iniciou o seu ministério no mar da Galileia, chamou homens simples, que, a nosso ver, jamais deveriam ser escolhidos para compor o seu ministério (Mt 4.18). A chamada de Deus transcende a visão humana.
 
Na ótica humana, alguns indivíduos podem apresentar certas características importantes para ocupar uma função ministerial, porém temos que levar em consideração que não devemos escolher pelo que aparenta, eles devem ser primeiro provados, para depois servirem se forem irrepreensíveis (I Tm 3:10). Paulo compreendia que o Senhor é quem dá obreiros à igreja “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” (Ef 4.11; I Co 12.28; At 20.28). Deus dá obreiro com finalidade, o aperfeiçoamento dos santos.
 
III.              Aptidão para o serviço cristão.
O obreiro deve fazer sua parte, buscar conhecimento para desenvolver com habilidade o seu ministério, mas entendendo que toda capacidade vem de Deus (2 Co 3.5,6; Fp 2.13; Jo 15.5; I Co 15.10). As pessoas simples e modestas também são escolhidas, chamadas e capacitadas para também mostrar a sua importância (I Co 1.27,28), a fim de que ninguém se glorie na presença de Deus e, se alguém quiser se gloriar, glorie-se no Senhor (I Co 1.29,31). Quanto à capacitação espiritual dada por Deus a alguém, isso não significa que ele deixe de buscar conhecimento, ler a palavra de Deus, bons livros, prestar atenção quando alguém estiver ministrando a palavra, pesquisar, isso é imprescindível, pois o episcopado exige dedicação (Rm 12:7).
 
IV.              Qualificações:
·        Ser irrepreensível (I Tm 3:2; I Ts 5:23; Tt 1:4-9).
·        Marido de uma só mulher.
·        Governe bem a sua casa.
·        Ser sóbrio.
·        Moderado.
·        Hospitaleiro.
·        Apto para ensinar.
·        Não dado ao vinho.
·        Não violento.
·        Cordato.
·        Inimigo de contenda.
·        Não avarento.
·        Não neófito.
a.      Ter bom testemunho (I Tm 3.7; At 22.12; I Ts 4.12).
 
Conclusão:
O desejo pelo episcopado é nobre, mas precisa ser acompanhado de entendimento, dedicação e compromisso com os princípios estabelecidos por Deus. O chamado ao serviço cristão é uma demonstração da soberania divina, que escolhe e capacita de acordo com a Sua vontade e propósito, muitas vezes contrariando os padrões humanos. É essencial que aqueles que aspiram ao ministério busquem viver uma vida irrepreensível, cultivando as qualidades exigidas na Palavra e se dedicando ao estudo, à oração e à prática do evangelho. O episcopado não é apenas uma posição de liderança, mas um serviço que demanda amor, renúncia e fidelidade ao Senhor e à Sua Igreja. Que cada obreiro se esforce para cumprir o chamado com dignidade e zelo, pedindo a Deus sabedoria e capacitação para servir com humildade e eficácia. Dessa forma, o ministério será uma bênção tanto para o servo quanto para aqueles que forem alcançados pelo poder transformador do evangelho.
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1457 * TÍTULO: A INFIDELIDADE, MURMURAÇÕES E INCREDULIDADE NO DESERTO.

 

ESBOÇO 1457 *
TÍTULO: A INFIDELIDADE, MURMURAÇÕES E INCREDULIDADE NO DESERTO.
TEXTO: Depressa se desviaram do caminho que lhes havia ordenado; fizeram para si um bezerro de metal fundido, e o adoraram, e lhe ofereceram sacrifícios, e disseram: Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.  ÊXODO 32:8.
 
Introdução:
A infidelidade, as murmurações e a incredulidade são atitudes que, embora comumente observadas ao longo da história, ainda impactam a vida do cristão nos dias de hoje. No contexto da peregrinação do povo hebreu pelo deserto, descrito em Êxodo 32:8, vemos como, apesar de terem testemunhado os milagres de Deus, os israelitas rapidamente se desviaram do caminho, se entregando à idolatria e à desconfiança. Esse episódio serve como um alerta para nós, cristãos atuais, que também podemos ser tentados a perder a confiança em Deus diante das adversidades e das dificuldades da jornada. Este estudo visa refletir sobre esses aspectos da vida cristã, a partir da experiência do povo de Israel no deserto, e como eles podem impedir a concretização das promessas divinas em nossas vidas, caso permitamos que a incredulidade e a infidelidade prevaleçam.
 
II. Contexto Histórico.

O povo hebreu originou-se de Abraão, Deus havia falado a ele que o povo seria peregrino e escravizado, e afligido por 400 anos (Gn 15:13-14), com promessa de sair de lá em determinado tempo e sairia com riquezas, e o povo que o submeteu ao regime de escravidão seria julgado. Uma terra foi prometida ao povo hebreu, que manava leite e mel (Ex 3:8,17). Após saírem do Egito o povo teve que percorrer uma longa caminha e que não seria fácil. Sair do Egito foi mais fácil do que tirar o Egito de dentro do povo. Para quem estava há 400 anos de escravidão no Egito. Não se acomode com a escravidão, na atualidade o povo está se moldando a escravidão e não estão percebendo.

  • Aplicação pessoal, muitas vezes saímos do mundo pecaminoso, mas os costumes do Egito não querem sair de dentro de nós, a prova é que os israelitas desejavam voltar para comer os pepinos e as cebolas que comiam no Egito (Nr 11:4-6). O texto mostra o descontentamento dos israelitas com a situação no deserto e a saudade que sentiam das comidas que tinham no Egito, apesar de terem sido escravos lá.
II. A incredulidade e infidelidade.
  • Incredulidade, muitos milagres foram realizados por meio de Moisés durante a peregrinação, mesmo assim a incredulidade prevalecia (Êx 16:2-3; 17:2-3; Nr 14:1-4). Esses versículos mostram como, em diferentes momentos, o povo hebreu duvidou das promessas de Deus e desejou voltar para o Egito, demonstrando a sua incredulidade apesar dos milagres que já haviam testemunhado.
  • Infidelidade, Deus sempre foi fiel ao seu povo, mas o povo não era fiel a Ele. No meio do povo, o “vulgo” um povo que acompanharam os israelitas, estavam como o “joio no meio do trigo”, pois esse povo influenciou os israelitas a murmurarem contra Moisés, demonstrando desejo pelas comidas do Egito (Nr 11:5).
o   Aplicação pessoal, na atualidade há muitos influenciadores nas redes sociais e dentro da própria igreja, levando os cristãos a murmurarem contra seus irmãos. O apóstolo Paulo enfatiza a importância de um espírito de gratidão, evitando murmurações e se afastando daqueles que geram contendas e insatisfação (Fp 2:14; 1 Co 10:10; Pv 20:19; Rm 16:17). Não devemos atribuir a pessoas ou a deuses as bençãos recebidas do Senhor, a ingratidão estava permeando no meio do povo, cuidado!
 
III. Resultado da incredulidade.
1. Houve alguns acontecimentos como resultado da incredulidade do povo, entre eles estão:
  • Moisés foi impedido de entrar na terra prometida.
  • Josué e Calebe rasgaram as suas vestes devido à rebelião e a incredulidade (Nr 14:6, 10-12). Deus queria dar o melhor, mas o povo está acostumado com o pior. Moisés estava mostrando que o povo que lhes amedrontavam seria menor que eles.
  • Moisés intercede por eles e Deus revoga a sentença, e Deus perdoa o povo (Nr. 14:20). Mas não permite que os murmuradores e os que se rebelaram entrem na terra prometida (Nr 14:23).
Conclusão:
Ao refletirmos sobre a infidelidade, as murmurações e a incredulidade do povo hebreu no deserto, podemos perceber como esses comportamentos podem impedir a concretização das promessas de Deus em nossas vidas. A falta de confiança, o desejo de voltar ao passado e a rebeldia demonstram uma falta de compreensão do cuidado e do plano divino para o povo. Assim como os israelitas, muitas vezes, podemos ser tentados a deixar a fé de lado diante das dificuldades, deixando espaço para a murmuração e a incredulidade. No entanto, é essencial mantermos uma atitude de confiança e gratidão a Deus, evitando contendas e procurando compreender o propósito divino em nossa jornada. Somente ao banirmos a incredulidade e a infidelidade de nossos corações podemos experimentar plenamente as bênçãos e promessas que Ele tem para nós.
 
Pr Elis Clementino

domingo, 22 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1456 * TÍTULO: CONSTÂNCIA NA FÉ E NO AMOR.

ESBOÇO 1456 *
TÍTULO: CONSTÂNCIA NA FÉ E NO AMOR.
TEXTO: 2 TESSALONICENSSES 1: 3-12.
 
Introdução:
O texto 2 Tessalonicenses 1:3-12, faz parte de uma carta escrita pelo apóstolo Paulo à igreja de Tessalônica, nela ele expressa profunda gratidão a Deus pelo crescimento espiritual daquela igreja. Ele também destaca a fé e o amor exemplares dos cristãos em meio às perseguições e sofrimentos, afirmando que essas dificuldades são uma prova da justiça de Deus. Ele assegura que, no tempo certo, Deus trará descanso aos fiéis e julgamento àqueles que os oprimiam, exaltando a glória de Cristo. O texto ainda aborda temas como a expectativa da volta de Cristo, servindo como encorajamento e um lembrete da fidelidade de Deus para com seu povo. Irei discorrer sobre o tema, com a finalidade de encorajar os cristãos da atualidade a manterem a sua firmeza na fé em meio às dificuldades.
 
A. Contexto histórico e cultural do texto.
Nesse argumento, irei destacar a importância e a razão pela qual a segunda carta foi escrita aos Tessalonicenses, por volta de 50-51 d.C., durante o início da era cristã, um período marcado por profundas transformações sociais e religiosas no Império Romano. A cidade de Tessalônica, situada na província da Macedônia, era uma importante metrópole comercial e política, conhecida por sua diversidade cultural e pela presença de uma vibrante comunidade judaica. Sua localização estratégica na Via Egnatia, uma das principais rotas comerciais da época, fazia dela um centro de intenso intercâmbio cultural, mas também um local onde os cristãos enfrentavam oposição tanto dos judeus quanto dos gentios. 
Perseguição - Os cristãos de Tessalônica viviam sob constante pressão. Como uma comunidade emergente, eles desafiavam as normas religiosas e sociais da época, declarando Jesus como Senhor, em oposição ao culto imperial que exaltava César como divino. Isso os tornava alvos de hostilidade, isolamento social e perseguições, tanto por parte das autoridades romanas quanto dos líderes religiosos locais. Essa realidade explica o tom encorajador de Paulo em suas cartas, reforçando a necessidade de fé, amor e perseverança. Ele escreve para fortalecer os cristãos, que eram muitas vezes excluídos e oprimidos por suas crenças.
A cultura do sofrimento redentor - A visão de Paulo sobre o sofrimento é profundamente moldada por sua compreensão da justiça divina e do propósito eterno. No contexto judaico-cristão, o sofrimento não é visto apenas como punição ou adversidade, mas como um meio de crescimento espiritual e testemunho da fé. Essa ideia está em contraste com a mentalidade grega predominante, que valorizava o prazer e evitava o sofrimento a todo custo. Para Paulo, os sofrimentos dos tessalonicenses eram uma prova de sua fé genuína e uma antecipação do juízo final, quando Deus corrigiria toda injustiça.
A expectativa escatológica - A igreja de Tessalônica vivia em grande expectativa pela volta de Cristo (parúsia), um tema central na teologia paulina. Essa esperança moldava não apenas sua resistência às dificuldades, mas também sua conduta ética e espiritual. Paulo exorta os crentes a viverem de forma digna, não apenas aguardando passivamente, mas demonstrando, em suas vidas, o caráter de Cristo. Relevância contemporânea - A carta aos Tessalonicenses é um exemplo vivo de como a fé e a esperança podem sustentar uma comunidade em tempos de adversidade. Na sociedade atual, onde desafios como a intolerância religiosa, injustiças sociais e crises globais são comuns, a mensagem de perseverança e confiança na justiça divina continua ressoando de maneira poderosa. Ela nos chama a refletir: como podemos, como os tessalonicenses, glorificar o nome de Cristo em meio às dificuldades de nosso tempo?
 
B. Ações de graças.
Paulo expressou sua profunda gratidão a Deus pela fé e pelo amor crescente daqueles irmãos, destacando a maneira como enfrentaram, com paciência e fé, as perseguições e aflições. Essa perseverança e fé os tornaram dignos de entrar no reino de Deus, razão pela qual suportaram as dificuldades. Aplicando essa lição aos dias atuais, devemos adotar a mesma atitude e visão dos cristãos de Tessalônica, perseverando com fé em meio às adversidades.
 
C. A recompensa dos perseguidores.
O apóstolo Paulo tinha a certeza de que aqueles que os atribulavam seriam recompensados por Deus na manifestação de Jesus Cristo, que veria como labaredas de fogo tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e nem obedecem ao evangelho de Jesus Cristo (2 Ts 1:6-9).
 
D. A expectativa da vinda do Senhor.
A expectativa de Paulo de que o Senhor veria para glorificação dos seus santos, ele também rogava para que Deus fortaleça e capacite os crentes de Tessalônica a viverem conforme o chamado de Deus, cumprindo com fé as boas obras e os propósitos divinos (2 Ts 1:10-11).
 
E. A glorificação.
A conduta daqueles cristãos era motivo do nome de Jesus (2 Ts 1:12). Aqui, Paulo destaca o objetivo do crescimento espiritual e da perseverança na fé: glorificar o nome de Jesus. Ele também enfatiza a graça divina como a base para que tanto Cristo seja glorificado em nós quanto nós n'Ele. É um chamado para vivermos de modo que nossas vidas reflitam a grandeza de Deus e de Seu Filho, Jesus Cristo.
·        Aplicação: Você tem vivido de modo que o nome de Jesus seja glorificado?
 
Conclusão:
Nossa vida cristã deve refletir a mesma fé inabalável e comportamento digno que os crentes de Tessalônica defenderam, mesmo em meio às perseguições. Eles perseveraram firmemente no evangelho, aguardando o dia em que o Senhor Jesus Cristo se manifestará para dar a justa recompensa à justiça. Que Deus nos conceda graça e força para perseverarmos nas tribulações desta vida, mantendo a confiança de que Ele nos capacite, nos dando graça e perseverança em meio às tribulações que nos cercam nesta vida.
 
Pr. Elis Clementino.

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1455 * TÍTULO: O OBREIRO E A TRANQUILIDADE.

ESBOÇO 1455 *
TEMA: O OBREIRO E A TRANQUILIDADE.
TEXTO: “E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser brando para com todos, apto para ensinar, paciente” 2 TIMÓTEO 2:24.
 
Introdução
No exercício ministerial, o obreiro é chamado não apenas para realizar tarefas, mas para representar o caráter de Cristo em suas ações e comportamentos. A tranquilidade, nesse contexto, é uma virtude indispensável, pois reflete a confiança em Deus e o domínio próprio necessário para lidar com os desafios da obra. O texto base, em 2 Timóteo 2:24, nos ensina que o servo do Senhor deve evitar contendas, sendo brando, paciente e apto para ensinar. Esses atributos não apenas promovem a paz no ambiente ministerial, mas também fortalecem o impacto do trabalho na vida das pessoas. Neste esboço, refletiremos sobre os requisitos fundamentais para o desempenho ministerial, o impacto da convicção no chamado e como a tranquilidade é essencial para alcançar a vitória que Deus já reservou para cada um de nós. Que possamos aprender a descansar nas promessas de Deus e a confiar no tempo d’Ele para a realização de nossos propósitos.
 
A.      Desempenho ministerial.
1.      Alguns requisitos fundamentais.
·        Convicção do seu chamado, isso é válido tanto para o exercício ministerial quanto para lideranças.
·        Domínio próprio, mantendo o controle sobre as suas emoções (Pv 32:16). Esse versículo destaca a importância do autocontrole, mostrando que dominar a si mesmo é uma virtude mais poderosa e poderosa do que conquistar uma cidade.
·        Saber se relacionar com as outras pessoas é um empecilho para o desenvolvimento do obreiro ou líder.
·        Ser comunicativo, pois a comunicação é fundamental para o crescimento da obra de Deus (Pv 25:11). Esse versículo nos lembra do valor de uma comunicação adequada, no momento certo e com sabedoria, para construir bons relacionamentos e edificar os outros.
·        Ter empatia, a capacidade da pessoa de se identificar com a outra, sentir o que ela sente e aprender do modo que ela aprende (Rm 12:15).
·        Simplicidade, ou uma pessoa desprovida de orgulho, humildade e simplicidade, andam juntas (Pv 18:12). Esse versículo nos ensina que o orgulho precede a queda, enquanto a humildade abre caminho para a honra e vitórias de Deus.
·        Não ser ambicioso, contendendo por posições ou destaque, faça o que lhe for mandado. “Faça o que você sabe e pode, aquilo que você não sabe e nem pode, aquilo que você não sabe e nem pode, outro será determinado para fazer". Cada um deve saber a posição que ocupa, não se preocupe se algo está lhe incomodando, porém, quem está na liderança resolverá provavelmente o problema e não você. Aimázz queria fazer o que não lhe competia naquele momento, levar a notícia da morte de Absalão filho de Davi. Ele passou na frente do mensageiro oficial, o “Cuxita”, mas ele não se saiu bem, se tornando um mensageiro sem mensagem, não sabendo contar o que houve. Fique tranquilo, a sua hora um dia chega, Deus lhe chamou!
 
B.      Convicção do Chamado:
1.      Crescendo na terra da minha aflição.
·        A ausência da convicção gera instabilidade, na minha experiência de vida passei por muitas dificuldades quando ainda jovem, quando eu desejava desenvolver algum trabalho na obra de Deus, mesmo assim eu era muitas vezes impedido de fazer. Isso me causava desmotivação e até desejando recuar, era como uma espécie de provação. Eu questionava a Deus o porquê de tudo aquilo. Certa vez, o Senhor me falou por meio de uma mensagem profética. “Eu estou lhe preparando para algo maior”, essa mensagem me trouxe grande alivio.
·        A minha tranquilidade sem contender resultou em vitória, “Deus me fez crescer na terra da minha aflição”. O Senhor me concedeu a oportunidade de pastorear a igreja onde fui apresentado quando nasci, e onde mais sofri. Amados, não atem a boca do boi que debulha. “Não atarás a boca do boi, quando debulha” (Dt 25:4). A lei mosaica instruía os israelitas a permitirem que os bois comessem enquanto debulhava o grão. Mais tarde, o apóstolo Paulo fez referência a este versículo (1 Co 9:9; 1 Tm 5:18). E não quero aqui falar sobre o sustento, mas, de modo geral, o reconhecimento dos trabalhos prestados por cada um. (Aqueles que pensamos não ser tão útil hoje, amanhã ele pode ser tão útil quanto você.)
 
Conclusão.
O obreiro do Senhor é chamado para desempenhar sua função com paciência, humildade e convicção, confiando plenamente na soberania de Deus. A tranquilidade no ministério é um reflexo da confiança de que tudo está no controle d’Ele e de que cada propósito será cumprido no tempo certo. Ao evitar contendas, demonstrar mansidão e permanecer focado no trabalho que lhe foi confiado, o obreiro testemunha não apenas com palavras, mas também com atitudes. Assim, ele se torna um instrumento poderoso nas mãos de Deus, impactando vidas e edificando a obra divina. Portanto, siga tranquilo e confiante. Lembre-se de que Deus é fiel para cumprir aquilo que Ele prometeu. Faça a sua parte com excelência, e o que estiver além do seu alcance, Deus cuidará. Como diz o apóstolo Paulo: “Sede firmes, e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão ao Senhor” (1 Co 15:58). Amém!
 
Pr. Elis Clementino.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1454 * TÍTULO: SENDO LUZ NO MUNDO: O EXEMPLO DE VIDA DO CRISTÃO.

 

ESBOÇO 1454 *
TÍTULO: SENDO LUZ NO MUNDO: O EXEMPLO DE VIDA DO CRISTÃO.
TEXTO: MATEUS 5:16.
 
Introdução:
O cristão é chamado a viver de forma que sua vida reflita os ensinamentos de Cristo, sendo um exemplo para os outros. A Bíblia oferece uma série de orientações sobre como o seguidor de Jesus deve se comportar, destacando virtudes como o amor, a humildade, a paciência e a justiça. Seguir o exemplo de Cristo implica adotar uma postura de integridade, servindo ao próximo e vivendo conforme a vontade de Deus. Através de suas ações, o cristão se torna a luz no mundo, capaz de inspirar e guiar outros para o caminho da fé.

I. O cristão como luz no mundo.
O cristão tem um papel importante no mundo, ser luz, essa luz quando resplandece em um mundo de trevas por meio das boas obras o nosso Pai celestial é glorificado (Mt 5:16).
·        Aplicação – devemos avaliar se a nossa vida está sendo um reflexo da luz de Cristo, pois no nosso cotidiano precisamos por meio da nossa conduta fazer a diferença manifestando a luz de Cristo. Se brilharmos como luz certamente favorecemos a muitos.
 
II. Características de um cristão exemplar.
1.      Amor ao próximo (Jo 13:33-34). O amor é a base de tudo. Jesus nos ensina a amar uns aos outros como ele nos ama. A maneira como tratamos os outros desse ser o reflexo do amor incondicional de Cristo. Se não tiver amor nada adianta (1 Co 13:1; Tg 1:27).
2.      Humildade, sem ela é impossível viver em paz com os outros (Fp 2:3).
3.      Perdão, a base da nossa comunhão entre irmãos (Cl 3:13).
4.      Paciência (Ef 4:2).
5.      Integridade (Sl 41:12; Pv 10:9).
 
III. Exemplo de vida cristã na Bíblia.
·        Jesus, o modelo a ser seguido (Jo 13:15).
·        Maria mãe de Jesus (Lc 1:38).
·        Estevão exemplo de fá cristão até na sua última hora (At 7:60).
·        Paulo escreve aos romanos e destaca o seu exemplo e ele deve ser imitado (1 Co 11:1). Ele exorta os cristãos a imitarem sua vida, porque ele segue o exemplo de Cristo. Paulo não se apresenta como alguém que vive de forma independente ou de acordo com seus próprios desejos, mas como alguém que vive em conformidade com os ensinamentos e o caráter de Jesus. Ele é um modelo de fé, dedicação e obediência a Deus.
 
IV. Como viver o evangelho no mundo atual?
a.      Praticando a justiça e a honestidade (Mq 6:8).
b.      Demonstrando amor ao próximo (Jo 15:12).
c.      Perdoando uns aos outros (Ef 4:32).
d.      Cuidando dos necessitados (Tg 1:27).
e.      Sendo exemplo em todo modo de viver (1 Tm 4:12).
f.       Testemunhando da fé em Cristo (Mc 16:15).
 
Conclusão:
Portanto, sejamos cristãos de modo que a nossa vida reflita o amor, a humildade, o perdão, a paciência e a integridade. Assim como os grandes exemplos da Bíblia, como Jesus, Maria e Abraão, somos chamados a viver de modo digno do evangelho, demonstrando que somos cartas vivas lidas por todos os homens (2 Co 3:2-3). Que nossa luz brilha intensamente para que outros sejam inspirados a glorificar a Deus (Mateus 5:14-16). sejamos fiéis em mostrar o caráter de Cristo em todo o nosso modo de viver.
 
Pr. Elis Clementino.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1453 TEMA: A ORAÇÃO DE AGUR.

ESBOÇO 1453 *
TEMA: A ORAÇÃO DE AGUR.
TEXTO: PROVÉBIOS 30:7-9 (ARA). Duas coisas te peço; não mas negues, antes que eu morra: Afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário; para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Senhor? ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus.
Autor: Pr. Elis Clementino.
 
INTRODUÇÃO:
O texto escrito por Agur nos apresenta uma oração incomum e profunda no seu conteúdo, ele reconhece suas limitações e busca sabedoria genuína. Uma oração diferente de muitas que pedem bênçãos abundantes ou livramento das dificuldades. Agur faz o seu pedido por equilíbrio. Ele deseja ter uma vida marcada pela integridade e pelo contentamento, sem os extremos da riqueza ou da pobreza, que podem desvirtuar sua relação com Deus. Esse texto nos leva a refletir sobre as nossas prioridades e como enxergamos a provisão de Deus em nossas vidas. Através dessa oração, aprendemos que mais importante do que ter muito ou pouco é ter o suficiente para viver uma vida de forma justa, honrando a Deus em todas as circunstâncias.
 
1. QUEM FOI AGUR?
Agur é uma figura enigmática das Escrituras, mencionado apenas em Provérbios 30, onde é identificado como “Agur, filho de Jaque”. Seu nome, em hebraico, significa “coletor” ou “reunidor”, e ele é reconhecido como o autor desse capítulo. Fora isso, nada mais sabemos sobre sua origem, família ou contexto histórico, o que torna suas palavras ainda mais preciosas: um homem simples, praticamente desconhecido, mas usado por Deus para transmitir verdades eternas.
 
A oração de Agur, registrada em Provérbios 30:7-9, é uma das mais belas expressões de humildade e dependência do Senhor. Antes de orar, nos versículos 1-3, ele demonstra um coração de quebrantamento e a consciência de suas limitações, dizendo:
 
“Fatiguei-me, ó Deus; fatiguei-me, ó Deus, e estou exausto. Na verdade, sou mais tolo do que ninguém, não tenho entendimento de homem, não aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo.”
 
Essas palavras mostram um homem que entende o quanto é pequeno diante da grandeza de Deus. Agur nos lembra que a verdadeira sabedoria não vem do que sabemos ou conquistamos, mas de reconhecer nossas limitações e colocar toda a nossa confiança na dependência do Senhor.
Em sua oração, ele pede duas coisas essenciais:
ü  Pureza interior: “Afasta de mim a falsidade e a mentira.”
Ele entende que a vida que agrada a Deus começa no coração, com integridade diante do Senhor e dos homens.
Ele entende que a vida que agrada a Deus começa no coração, com integridade diante do Senhor e dos homens.
ü  Equilíbrio na vida: “Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me é necessário.”
Agur não pede abundância nem miséria, mas o suficiente para viver de forma digna, sem que a fartura o leve a esquecer de Deus nem que a necessidade o leve ao pecado.
Agur não pede abundância nem miséria, mas o suficiente para viver de forma digna, sem que a fartura o leve a esquecer de Deus nem que a necessidade o leve ao pecado.
Sua oração é um retrato de uma vida centrada em Deus, que busca não apenas bênçãos materiais, mas uma relação saudável com o Senhor em todas as circunstâncias. Por isso, mesmo sendo uma figura pouco conhecida, Agur nos deixa uma lição eterna: a verdadeira riqueza é viver de maneira equilibrada, honrando a Deus em cada detalhe da vida.
 
3. A ORAÇÃO POR INTEGRIDADE.
·        A busca por uma vida verdadeira diante de Deus e dos homens.
o   Afasta de mim a falsidade e a mentira (Provérbios 30:7-8).
·        Aplicação - A falsidade e a mentira distorcem o caráter e nos afastam da verdade de Deus. Agur reconhece a necessidade de ser preservado dessas tentações.
 
4. AGUR ORA POR MODERAÇÃO E CONTENTAMENTO.
·        Não me dês nem a pobreza (Provérbios 30:8).
o   A importância de equilíbrio e sabedoria nas bençãos materiais. Quando perdemos esse equilíbrio, é perigoso porque caímos em tentação, por isso Paulo escreveu a Timóteo o alertando sobre as riquezas (2 Timóteo 6:9-11).
·        Não me dê riquezas.
o   Quando fazemos uma aplicação pessoal, entendemos que a riqueza excessiva pode nos levar à arrogância e ao esquecimento de Deus, ela pode impedir a entrada no reino de Deus (Mateus 19:16-22). Enquanto a pobreza extrema pode levar o indivíduo ao desespero e a atitudes ilícitas.
 
5. A ORAÇÃO PELO SUFICIENTE.
·        Dá-me o pão que me for necessário.
o   A provisão diária e o contentamento com o que é suficiente.
o   Agur nos dá uma lição que demonstra a dependência de Deus, isso nos faz lembrar da oração ensinada por Jesus “o pão nosso de cada dia” (Mateus 6:11). Paulo declara sobre o seu contentamento dizendo: "Porque nada trouxemos para este mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com que nos vestir, estamos contentes." (2 Timóteo 6:7-8).
 
6. O PERIGO DOS EXCESSOS.
·        Para que, estando farto, eu não te negue e diga: Quem é o Senhor?
o   A abundância pode levar o indivíduo à autossuficiência e ao distanciamento de Deus.
o   Agur reconhece que as riquezas podem nos enganar, fazendo com que nos esqueçamos de que somos dependemos de Deus.
 
7. O PERIGO DA ESCASSEZ.
·        “Ou empobrecido, não furte, e profane o nome de Deus" (Provérbios 30:9).
o   A pobreza extrema pode gerar desespero e ações pecaminosas.
o   Na sua oração, ele busca evitar situações que o levem à tentação de desonrar o nome de Deus, tanto na riqueza quanto na pobreza.
 
CONCLUSÃO:
A oração de Agur nos ensina uma verdade essencial: uma vida equilibrada e dependente de Deus é o maior tesouro que podemos buscar. Ele nos desafia a priorizar a integridade, o contentamento e a confiança no Senhor acima de qualquer riqueza ou desejo material. Em um mundo que frequentemente nos empurra para os extremos da ganância ou do desespero, a sabedoria de Agur nos convida a caminhar em humildade, reconhecendo que Deus é quem supre as nossas necessidades e nos sustenta em tempos de crise e escassez. Que possamos, assim como Agur, buscar uma vida que glorifique a Deus, exigindo não o que queremos, mas o que precisamos para viver de forma justa, equilibrada e fiel ao Senhor. Essa oração simples, mas profunda, nos lembra que o verdadeiro contentamento está em depender de Deus diariamente, honrando Seu nome em tudo o que fazemos.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1452 * TÍTULO: O ÚLTIMO PEDIDO.

 

ESBOÇO 1452 *
TÍTULO: O ÚLTIMO PEDIDO.
TEXTO: “Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito” 2 Reis 2:9.
 
Existem pedidos que não são entendidos facilmente, principalmente aqueles que estão relacionados ao espiritual, como o pedido ambicioso de Eliseu, servo de Elias. Aquele seria um momento de transição do ministério de Elias para Eliseu. Sabendo que seria tomado, Elias oferece a oportunidade a Eliseu de pedir o que ele desejasse, porém ele pediu “porção dobrada do teu espírito sobre mim”. Irei de maneira sucinta falar sobre esse episódio.
 
1. Ambição – muitas vezes levamos em consideração o lado pejorativo como: posição, ganância por sucesso e dinheiro de maneira desmedida, essa é a primeira visão que temos sobre ambição, mas ela pode ser vista também como algo bom. Paulo apresenta um tipo de ambição benéfica, lutar para conquistar algo bom, principalmente no âmbito espiritual (I Co 9:24-27).
 
2. Contexto histórico.
·        O audacioso pedido de Eliseu tinha uma razão, dar continuidade ao ministério profético do seu senhor. O pedido simbolizava a unção e a capacitação divina que Elias tinha como profeta. “Porção dobrada” é uma referência ao costume judaico de o filho mais velho receber parte dobrada da herança. O pedido de Eliseu era para ser o principal sucessor de Elias e receber a plenitude de sua autoridade e poder profético. Se aceito o pedido, Eliseu seria honrado e chamado de profeta de Deus.
·        O que esse pedido de Eliseu refletiu?
o   A humildade de Eliseu.
o   Compromisso de Eliseu com a missão de Deus, ele não pediu para ser maior que o seu senhor, mas ter a mesma unção para continuar o trabalho profético.
 
3. O ministério profético de Elias e Eliseu.
·        O ministério profético de Elias se deu em um período de muita idolatria durante os reinos de Josafá em Jerusalém e Acabe a Acazias do reino do Norte. Esse ministério profético foi quase todo tempo relacionado à idolatria de Acabe e Jezabel, sua mulher. Ela não era israelita e pertencia à Ecrom, e lá adorava Baal-Zebube. Ela fez com que o reinado do seu marido se tornasse idólatra. Jezabel era uma perseguidora dos profetas do Senhor, Elias foi grandemente perseguido por ela.
Eliseu – foi um assistente do profeta Elias no reino do norte de Israel, ele era filho da Safat e vivia em Abel-Meolá, no vale do Jordão. Provavelmente ele conheceu Elias na escola de profetas, o que era muito comum na época. Deus havia ordenado a Elias que ungisse outro para que o substituísse (I Rs 19:16). Após caminharem juntos, Elias disse a Eliseu, pede-me o que queres, porém Eliseu fez um pedido audacioso. Esse pedido surgiu após Elias dizer-lhe que seria tomado pelo Senhor. Eliseu assistiu a muitos milagres realizados por Elias, aí surge a pergunta: por que Eliseu fez esse pedido tão ambicioso a Elias? A resposta está no tópico anterior.
 
4. Exemplos de desejos.
·        O ser humano tem sentimentos ou desejos, isso é natural e o normal da vida, mas é importante ressaltar que esses desejos não devem ser desmedidos. Alguns dos discípulos de Jesus demonstraram interesse em se destacar entre os demais (Lc 6:40; Mt 20:20-23; Mc 10:35-40), no entanto, Jesus mostrou a eles que não era como eles pensavam.
·        O apóstolo Paulo destaca que aspirar ao episcopado ou cargo de liderança na igreja é algo nobre (1 Tm 3:1). Isso é muito comum e natural entre os obreiros; por isso, Paulo disse a Timóteo ele despertasse o dom que nele havia (2 Tm 1:6). Aqui, Paulo está motivando a Timóteo a fortalecer o dom que Deus o havia concedido e que ele não deixasse esse dom adormecido, mas usá-lo ativamente em seu ministério.
·        Aplicação pessoal, devemos desejar as coisas boas, em todos os sentidos da vida, mas que esses desejos sejam comedidos ou com moderação (Rm 12:16). Paulo aconselha os crentes a não buscar classificação elevada ou posições de destaque, mas que vivessem humildemente, tendo uma vida modesta.
·        Atualmente, no meio cristão, estamos vivenciando atitudes equivocadas nesse sentido, a ansiedade do “ter muito” tem conduzido muitos cristãos à ganância do ter, essas aspirações estão mais ligadas às coisas materiais. Essa correria conduz a muitos ao desvio da fé. Infelizmente, pouco se ouve em orações as seguintes frases: Senhor, dai-me do teu poder! Me enche do teu Espírito Santo! Me batiza com o teu Santo Espírito! Encha-me da sua graça! As formas de pedidos mudaram e as mais comuns são: Deus, dai-me uma casa; um carro; um bom emprego; saúde; uma vida farta de bens materiais, ou seja, riquezas; me põe no topo da mídia, etc. Será que não estamos materializando as nossas orações? Ou são os efeitos da teologia da prosperidade defendida em muitos púlpitos de igrejas pentecostais como porção dobrada das coisas? Dobro de salário, etc. aí eu pergunto: há um desvio de foco nas orações?
 
Portanto, devemos entender que as nossas aspirações devem ser comedidas e, se estiver dentro das nossas possibilidades, o pedido de Eliseu foi sábio, ele sabia o que estava pedindo ao seu senhor, ele poderia pedir outra coisa, mas preferiu receber da mesma unção para continuar o ministério de Elias. Aprendemos uma lição muito importante, Eliseu não se afastava de Elias (2 Rs 2:2), uma expressão de insistência em seguir o seu senhor, mostrando a sua lealdade e compromisso com o profeta e com o chamado divino. Entretanto, não devemos nos afastar daqueles que nos dão proteção espiritual, na confiança de que Deus poderá usá-los para que o seu ministério seja continuado por meio de nós. Uma lição deve ser posta em prática: “O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído, será como o seu mestre” Lucas 6:40
              
Pr. Elis Clementino