terça-feira, 28 de maio de 2013

OBREIRO CRISTÃO; FRUTO DE UMA ESCOLHA DIVINA

ESBOÇO 494
TEMA: OBREIRO CRISTÃO; FRUTO DE UMA ESCOLHA DIVINA
Não escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei...,” (Jo 15.16).

Os propósitos de Deus para um homem pode ter iniciado ainda no ventre da sua mãe, não é regra, mas é uma escolha de Deus, não sabemos como esse desejo de Deus se processa até se consolidar (Ec 11.5). Deus não escolhe como o homem, ele contraria todas as expectativas humanas, Moisés julgou-se incapaz; (Ex 3.10); Gideão pertencia ao clã mais fraco de Manasses e era o menor da casa do seu pai (Jz 6.15); Saul reconhecia a sua incapacidade (I Sm 9.21); Davi era o menor dos seus irmãos (I Sm 16.1); Isaias incapaz de ver a glória de Deus (Is 6.5); Jeremias disse sou como uma criança (Jr 1.6); Paulo se intitulou o menor dos apóstolos (I Co 15.9). As escolhas são inquestionáveis, tem finalidade, o escolhido tem compromisso e os sofrimentos desses escolhidos.

Escolhas inquestionáveis
Jamais devemos interpelar a Deus pelas escolhas que faz, ele conhece a capacidade de cada um (Mt 25.15), ele tem a pessoa certa para o momento e lugar certo, porque indagar a Deus dizendo: o que fazes? O Senhor é o oleiro (Rm 9.20,21). A escolha de Deus contraria a mentalidade humana, ele escolhe coisas simples, inermes, desprezíveis, as que não são "Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante ele" (I Co 1.17-29).

Escolhidos com finalidades
Deus não nomeia para promover o orgulho humano, por isso ele escolhe as coisas fracas para que o homem não se glorie em si (2 Co 4,7), se tiver de se gloriar nalguma coisa, glorie-se nele “Deus” (I Co 1.31), porque não temos capacidade alguma para nos gloriar (2 Co 3.5). Somos vasos enriquecidos pelo tesouro “Cristo” para poder sermos usados por Deus. Não devemos esquecer que a loucura de Deus é mais sabia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens (I Co 1.25). Jamais se considere altamente competente para atender o chamado de Deus, pois não é dos que correm e de quem quer, mas de quem o Senhor se compadece (Rm 9.16). “Você foi escolhido para dar fruto”

Não escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça...,” (Jo 15.16).

Os escolhidos têm compromissos
O homem que é chamado por Deus para o seu Santo Ministério não deve está apenas envolvido com ele, mas totalmente comprometido em quaisquer circunstâncias, sobretudo valorizando a chamada, não levando em conta o tipo de serviço executado para Deus. Na mente humana as funções de destaque são as mais desejadas, mas sobre isso Paulo escreveu dizendo que quem deseja o episcopado excelente obra deseja (I Tm 3.1), esse desejo não deve ser excessivo, doentio e desmedido, muitos não querem trabalhar, mas usufruir dos frutos dos trabalhos dos outros, mas devemos plantar com muito trabalho e afinco, sem olhar o tipo de tarefa. Na saída do povo de Deus do Egito, José fez recomendações a respeito do transporte dos seus ossos (Gn 50.24,25), esse era um dos serviços mais pesado e penoso, não para os israelitas, mas para nós hoje, conduzir esses ossos voluntariamente seria motivo de recusa, sendo difícil encontrar pessoas que quisessem fazê-lo, mas era tão necessário como qualquer outro ofício. O apóstolo Paulo mesmo sabendo que haveria de enfrentar dificuldades, desejava cumprir à carreira que lhe estava proposta (At 20.24). Talvez para ele carregar os ossos de José seria o mínimo, o pior seria enfrentar os vitupérios e os sofrimentos causados pela obra de Deus.

Os sofrimentos dos escolhidos na obra
Há de se observar nas escrituras que muitos dos nossos pais e heróis da fé, suportaram os maiores vitupérios e até mortes, homens dos quais o mundo não era digno, errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra (Hb 11.33-37), entretanto o apóstolo Pedro nos trás uma palavra consoladora dizendo: “Se pelo nome de Cristo, sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus (I Pe 4.14). Os sofrimentos fazem parte do contexto ministerial, é impossível desvincular da obra de Deus as consternações, temos que aprender a conviver sem retroceder “porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas”. “O qual quando o injuriavam, não injuriava e, quando padecia, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente (I Pe 2.21,22).

            Necessitamos de fortalecer os nossos alicerces, principalmente numa época em que se deslumbram as perseguições que até pouco tempo eram veladas, para suportarmos os sofrimentos como um bom soldado de Cristo (2 Tm 2.3), na esperança de alcançarmos a vitória final, como expressa Paulo na sua confiança “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quanto amarem a sua vinda” (2 Tm 4.7,8).

"Sem corr"
Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE



quarta-feira, 22 de maio de 2013

VAGUEANDO FORA DO LUGAR



ESBOÇO 493
TEMA: VAGUEANDO FORA DO LUGAR
“Como a ave que vagueia longe do ninho, assim é o homem que vagueia longe do lar”. Pv 27.8; “Sou semelhante ao pelicano no deserto; sou como coruja nas solidões; velo e sou como o pardal solitário no telhado” (Sl 102.6,7). 

Tudo o que existe no mundo tem o seu devido lugar, tempo e modo; sejam objetos e pessoas, cada coisa no seu lugar. Jesus disse que as raposas têm seus covis, aves do céu têm seu ninho, (Mt 8.20); O pardal encontrou casa, a andorinha o seu ninho (Sl 84.3). O tempo tem as quatro estações: primavera, verão, outono e inverno. Essas são as subdivisões baseadas em padrões climáticos. Quando ocorre alguma alteração em uma região, como acontece com o período de verão, todos sofrem.

Quando falamos sobre as estações do ano sabemos que elas acontecem por causa da inclinação do eixo da terra em relação ao sol. O movimento no nosso planeta dura um ano, chamamos esse movimento de “movimento de Translação” “e a sua principal consequência é a mudança das estações do ano”. Quero aqui enfatizar que tudo tem seu lugar, modo e ocupa o seu espaço. Falarei sobre o homem fora do seu lugar em diversos aspectos.

O homem fora da comunhão com o seu criador
Deus fez o homem para que ele tivesse um profundo relacionamento e uma comunhão mais íntima com ele. Deus o colocou em um lugar de delícias no Jardim do Éden,  o relacionamento de ambos era perfeito até enquanto o homem não havia pecado. Após a queda ele foi degredado do Éden e passou a ter uma jornada de dificuldades, e uma delas era viver do suor do seu rosto (Gn 3.19). Na atualidade não é diferente, para termos alguma coisa temos que trabalhar “Os bens que facilmente se ganham, esses diminuem, mas o que ajunta à força do trabalho terá aumento”. (Pv 13.11). O homem ficou fora do seu ninho vivendo uma vida de sofrimentos.

O homem fora do contexto social
O homem é um ser sociável. Na pré-história descobriu-se que a convivência em grupo facilitaria a vida em todos os sentidos. O homem só será afastado desse convívio social quando ameaça a sociedade em que vive. As pessoas para viverem em uma coletividade têm que saber viver em grupo e respeitar os direitos de outrem, pois caso contrário elas terão que ser afastadas desse convívio para que o restante do grupo viva bem. O mais importante em uma sociedade é o relacionamento, isso é fundamental para um crescimento justo, basta ver o exemplo de uma comunidade cristã do primeiro século “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.” (Atos 2:42-43)

O homem fora da família
É honroso para o homem considerar os seus ancestrais e manter as heranças consideradas importantes deixadas por ele. A relação familiar é passada de pai para filhos. Quando essa família é unida e um dos seus membros se afasta dela por algum motivo, seja mudança ou viagem, os demais componentes sentem como também aquele que se afastou. Isso é natural, mas aquele que se apartou certamente sentirá muito mais a ausência do aconchego da sua família, embora ele tenha que passar por um processo de adaptação para se integrar a um novo grupo social. Temos nas Escrituras um forte exemplo de um membro de uma família que deixou a casa (Lc 15.11-32). Às vezes a pessoa não consegue ter um processo de adaptação a contento e termina voltando para a sua família.

O homem fora da igreja
Antes de falar sobre o homem fora da igreja gostaria de mostrar o conceito distorcido que muitas pessoas têm sobre igreja. Alguns usam esta palavra para descrever um edifício; para outros uma organização mundial, deixando de lado o significado original descrito no novo testamento. No Novo Testamento é o povo de Deus; não é um edifício construído com pedras, mas com pedras vivas significando pessoas. É somente meditar no que disse o apóstolo Pedro “Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (I Pedro 2.5). As pedras aqui mencionadas são chamadas de a família de Deus. “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito” (Efésios 2.19-22), e não um bloco de cimento. A igreja é um corpo constituído de membros vivos, que são as pessoas, homens e mulheres; o templo é outra coisa, é o lugar de adoração. E  tanto na igreja, quanto no templo é o lugar onde todo homem deve estar para seus momentos de adoração ao Senhor.

Quando o indivíduo deixou de viver no convívio cristão ou não está mais agregado à igreja, ele está fora do lugar; muitos deles sabem disso e sentem a necessidade de regressar, mas às vezes há algo que lhes prende. “O irrequieto “inquieto” e sem raízes é como um pássaro que vagueia. O pássaro deixa a sua prole, seus lugares de descanso e os seus companheiros de espécie e vai para lugares estranhos se expondo a muitos perigos. Conforme o salmista ele se encontrava em situações como: o pelicano no deserto, essa ave não é apropriada para o deserto, mas nos mares e o pardal solitário, fora do lugar porque pardal anda em bandos (Sl 102,6,7).

Assim também acontece com o homem que deixa a sua casa, família, parentes e igreja tornando-se um nômade para buscar fortunas e os prazeres da vida em terras estranhas e distantes. Certamente ele enfrentará pobreza e dificuldades. Tomemos como exemplo essas duas criaturas que vagueiam fora do seu lugar “a ave e o homem” e jamais queiram vaguear, principalmente fora da sua comunidade cristã, pois as consequências serão muito piores.



Pr. Elis Clementino- Itapissuma -PE

sábado, 18 de maio de 2013

O TABERNÁCULO


ESBOÇO 492
TEMA: O TABERNÁCULO
E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme tudo que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis” (Ex 25.8,9; Hb 8.5).

Os israelitas habitaram muito tempo em cavernas ou buracos, depois passaram a habitar em tendas feitas de peles de animais, era uma habitação portátil e de fácil condução (Gn 4.20; Gn 9.27; Gn 12.8). Em ligeiro comentário falaremos sobre o tabernáculo, casa de Deus.

Significado
A palavra Tabernáculo vem do latim “Tabernáculun” que é o diminutivo de taberna ou cabana, tenda e barraco, se referindo à moradia transitória a qual os israelitas carregaram durante 40 anos de peregrinação no deserto até a terra prometida, até os tempos de Davi. Ele desejou edificar um grande templo, que somente foi construído por Salomão, seu filho (2 Cr 6:10). Também existiam os nômades, povos estes que não tinham país e vagueavam sem residência fixa armando as suas tendas aonde chegavam.

Propósito
Os tabernáculos ou tendas eram moradias provisórias (Gn 12:8). O propósito dessa moradia temporária foi explicado em (Ex 25: 8,21,22), cujo objetivo era de ser a habitação divina, presença de Deus no meio do seu povo, (de) onde nele Deus se revelaria e falava com o povo, e revelava a sua glória (2 Cr 7:1,2).

História
Estritamente falando, houve três tabernáculos históricos. São eles: (1) O provisional quando foi erigido após o incidente do bezerro de ouro; só que esse barraco não tinha nenhum ritual e nenhum sacerdócio, mas era tratado como oráculo (lugar de consultar a divindade); (2) O sinaítico, cuja construção e equipamentos foram instruídos por Deus a Moisés lá no Monte Sinai, eles foram construídos conforme a orientação e modelo divino (Ex 25.8,9). Este serviria para habitação de Deus, ou seja, presença de Deus no meio deles, onde a glória do Senhor descia de forma poderosa; (3) O provisional de Davi, erigido em Jerusalém como o predecessor do templo de Salomão (2 Sm 6:12). O antigo tabernáculo (sinaítico) permaneceu em Gibeão com o altar insolente (grosseiro) os sacrifícios continuaram sendo feitos ali (I Cr 16.39; 2 Cr 1.3).

Casa de Deus
O templo que Davi desejou construir era para a adoração ao Senhor, um santuário e lugar para que a arca fosse guardada, além de ser um lugar para meditação espiritual. Casa de sacrifício, onde as ofertas e dízimos eram oferecidos a Deus (2 Cr 7.7; Mc 3.10). Lugar escolhido por Deus e santificado por ele (2 Cr 7.16; I Rs 9.3; 2 Cr 6.6), também era um lugar de revelações divinas e casa de oração (Mc 11:17; Lc 19:46; Jo 2:16).

Templo
O lugar que deve ser desejado e freqüentado pelos crentes (Sl 84.10; 27.4; Lc 2.37), esse era o lugar frequentado por Cristo desde a infância (Lc 2:49; Mt 11:5). Os Cristãos devem sentir prazer e profunda alegria (Sl.122), lugar de aprendizado (Sl 27.4; Is 2.3).

Lugar de Santidade
A casa de Deus é um lugar sagrado e de reverência. Há algumas recomendações quanto à maneira de nos comportarmos na casa de Deus que é um lugar de extrema santidade (Ec 5.1,2). Jesus foi zeloso e repreendeu aqueles que profanavam o lugar de santidade (Mt 21.13; Jo 2.16). Atualmente muitos não reverenciam o lugar sagrado, pois seus corações estão distantes de Deus (Is 29.13; Mt 15.8,9).

Havia peças sagradas de extrema importância que acompanhavam o tabernáculo. “Dar rápida explicação de cada uma”.

No átrio exterior
Havia o Altar do Holocausto e a Bacia. No lugar santo ficava o Altar do Incenso, a Mesa dos pães para a proposição e o candelabro de ouro.

Lugar Santo dos Santos
Nesse lugar havia o Véu, a Arca da Aliança composta das tábuas da lei, a Vara de Arão, o Pote de Maná. Propiciatório e o Sumo Sacerdote.

Jesus, o último Sacerdote a entrar no santuário e oferecer o mais perfeito sacrifício por nós (Hb 10.10-18).

               Devemos estar certos que o lugar da adoração ao Senhor é sagrado, somos sacerdotes e somos exortados a entrar no lugar santo dos santos por aquele que nos abriu a porta “Jesus” e passar a desfrutar dos seus direito em Jesus Cristo. (Hb 10.19-22).   

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O ENCONTRO DE JACÓ COM DEUS


ESBOÇO 491
TEMA: O ENCONTRO DE JACÓ COM DEUS
“Eis que eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei volta a esta terra, porque te não desampararei até cumprir eu aquilo que te hei referido” (Gn 28:15).

Todo ser humano nasce com características próprias e impróprias por natureza, muitas pessoas nascem desprovidas de qualidades nobres que edificam o ser, estas qualidades podem ser melhoradas dependendo da submissão ao Eterno. Discorreremos neste esboço sobre a vida de Jacó, suas qualidades morais, sociais e espirituais.

Biografia de Jacó
Jacó era filho de Isaac, filho de Abraão, ele teve um nascimento considerável anormal, no momento de um parto de gêmeos que já é consideravelmente complicado, Esaú nascendo primeiro e Jacó o segurou pelo calcanhar, embora isso já tinha um significado profético (Gn 25.23), mais tarde enganou a seu pai (Gn 27.15-20), foi também chamado de “enganador”. Jacó teve uma vida bastante conturbada até ter o encontro com Deus. Algumas traduções dizem que o nome de Jacó no “Hb suplantador”.

Identidade é o conjunto de características exclusivas de cada individuo, para a psicologia a identidade é construída ainda no ventre. Jacó por sua vez já tinha uma identidade forte pois sua mãe ao dar a luz a gêmeos, Jacó nasceria segurando os pés de Esaú”
“Personalidade  é o conjunto de características psicológicas que determinam os padrões de pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e social de alguém. A formação da personalidade é processo gradual, que vem sendo somado ao passar dos anos agregando como experiências vividas e como conhecimentos adquiridos formando assim um complexo e único a cada indivíduo. O termo é usado em linguagem comum com o sentido de "conjunto das características marcantes de uma pessoa", de forma que se pode dizer que uma pessoa "não tem personalidade"; esse uso, no entanto leva em conta um conceito do senso comum e não o conceito científico aqui tratado”. Jacó possuía elementos que indicavam ter uma personalidade fraca, era enganador, farsante e oportunista, essas coisas lhes trouxeram muitos infortúnios (infelicidade, males, desventuras, adversidades e aflições). Analisemos: (1) Enganador: enganou a seu irmão para obter a primogenitura (Gn 25:31.32). (2) Farsante: disfarçou-se para obter vantagens em relação à benção de Esaú; (3) Oportunista: apossou-se da situação para benefício próprio, ele usurpou o direito de seu irmão.
Aspecto Social: A convivência em sociedade exige de cada membro um esforço para o bem comum do seu grupo, de sorte que esta convivência se dará de forma que todos sejam beneficiados, Jacó por várias vezes quebrou as regras de sua sociedade, era um membro danoso e não trazia para a sociedade beneficio algum. Como membro do clã, Jacó teria que dá o exemplo como II na linhagem de Isaac, ele não pensava no bem de sua sociedade e nem da sua família, porém ele não estava preparado para cuidar dela se seu pai viesse a morrer, no entanto seu irmão Esaú era diferente, ele era guerreiro e bom caçador, provedor da melhor caça para seu pai. (Gn 27:3).

Aspecto espiritual
O resultado de uma vida espiritual pode fazer a diferença, Jacó necessitava de uma mudança, ele não vivia bem espiritualmente e para mudar essa situação seria necessário ter um encontro com Deus.

Todo homem tem oportunidade de mudar, principalmente quando ele tem um encontro com Deus, geralmente às profundas experiências com Deus acontecem quando o indivíduo está em denso abatimento, ou seja, em uma situação de sofrimento. Deus tinha planos na vida de Jacó, mas não seriam as suas manobras que levariam Deus a consolidar os seus intentos a seu respeito. Deus é poderoso para fazer muito mais daquilo que pedimos e pensamos (Ef 3.20). Após passar alguns processos de sofrimentos, e enganado e explorado por Labão (Gn 29.18,19,25,26). Um belo acontecimento a reconciliação com seu irmão (Gn 33.4). O encontro com Deus o homem nunca sai como entrou, ele entrou como Jacó “enganador” e saiu ferido na coxa, mas com um novo nome “Israel” (Gn 32.27,28). A ira de Esaú foi aplacada quando viu seu irmão ferido na coxa e com o nome mudado.
As pessoas em si sentem a necessidade de fazer algumas mudanças durante a sua vida, mesmo que desde o começo de vida traga consigo alguns traços que não sejam importantes, Jacó desde o inicio de vida teve consigo uma personalidade forte, isso lhe trouxe alguns problemas mais tarde, tanto no aspecto espiritual quanto social, mas quando a pessoa tem uma profunda experiência com Deus ele tem a grande chance de mudar. É impossível ter um encontro com Deus e não mudar.


Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 3 de maio de 2013

INSTRUMENTOS DE CORREÇÃO


ESBOÇO 490
TEMA: INSTRUMENTOS DE CORREÇÃO
“Estenderei sobre Jerusalém o cordel de Samaria e o prumo da casa de Acabe;” 2 Rs 21:13
2 Rs 21:13

O prumo, nível e cordel são instrumentos usados para se fazer uma avaliação ou medição da veracidade de um trabalho de alvenaria entre outros, podemos também fazer uma aplicação no sentido espiritual ou em relação à conduta humana, se estar aprumado ou desalinhado no seu comportamento. O prumo é mencionado na bíblia como instrumento para alinhar ou aprumar espiritualmente o comportamento humano. São instrumentos simples e comuns usados pelos construtores, eles foram usados como alegorias, ou seja, uma expressão ou idéia de modo figurado.

“Ética é a parte da filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana”. Conduta é o ato ou efeito de conduzir-se. Existem inúmeras maneiras de se identificar e entender o comportamento humano, como também aprovar ou desaprovar esse comportamento.

Utilidades dos instrumentos
(1) O prumo nas escrituras é representado pela palavra de Deus, ela serve de regra para medir a nossa conduta e ética. A Bíblia é o nosso cânon divino, a vara que rege as nossas vidas (Js 1.7; Dt 5.32). Hoje nas construções são usados para fazer avaliações verticais nas paredes que estão sendo erguidas pelos profissionais das alvenarias, no entanto quando relacionamos com a vida espiritual ele mede a nossa postura em relação a Deus; (2) O nível, esse instrumento serve para nivelar, igualar, deixar plano, identificar se há aclive ou declive. Esse tipo de instrumento serve mais para ser usado em superfície plana, podendo referir-se ao nosso relacionamento com Deus e os nossos semelhantes; (3) O cordel era uma linha ou cordão barbante que é usado como figura para se fazer medidas, a bíblia menciona que Deus media com cordel, isso se referia a medição da espiritualidade do seu povo (Am 7.17; Zc 2.1; 2 Rs 21.13). (4) Balança nas escrituras indica que as nossas condutas estão sendo medidas e pesadas através do fiel da balança (Lv 19.36; I Sm 2.3; Jó 31.6; Dn 5.27). (5) Em algumas vezes Deus deixa de lado o prumo, o nível e o cordel para usar a espada, ela entra em ação como sentença divina pelos pecados cometidos (2 Sm 12.9,10).

A correção divina
Deus age corrigindo quando deixamos os seus preceitos (Dt 5.32; Js 1.7). Deus usou o prumo para exterminar a casa de Acabe, a morte de Jezabel e Jeú (2 Rs 9.33; 10.10,11); Manasses rei de Jerusalém fez o que era mal aos olhos do Senhor, conforme as abominações dos gentios que o Senhor desterrara das suas possessões e por isso Deus usou o prumo da casa de Acabe (2 Rs 21.2,13; 1 Rs 16.30 a 33); Acazias andou no caminho da casa de Acabe e fez o que era mal aos olhos do Senhor (2 Rs 8:27); Nabucodonosor foi pesado na balança de Deus pelo seu orgulho, presunção (Dn 4.30 – 32); o Rei Belsazar deu um banquete no palácio real profanando os utensílios sagrados, por isso foi pesado na balança e achado em falta (Dn 5:5, 25-28).

            Amados, todos os nossos atos são medidos pelo SENHOR, por isso necessita-se de ter cuidado nas nossas atitudes e maneira de agirmos, somos avaliados pelas outras pessoas, sobretudo medidos por Deus, o instrumento pelo qual somos medidos é a sua palavra. Devemos estar cientes que quando não vivemos uma vida digna para com Deus pagaremos alto preço, mas antes, somos advertidos por Deus para não sofrermos a dura correção. Deus exigiu de Abrão “anda na minha presença e ser perfeito” (Gn 17.1).

Obs. Falta correção
Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE