quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

ESBOÇO 965 A VIDA É DETERMINADA PELAS ESCOLHAS.


ESBOÇO 965
TEMA: A VIDA É DETERMINADA PELAS ESCOLHAS.
TEXTO: Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; Porquanto te ordeno hoje que ames ao Senhor teu Deus, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o Senhor teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir. Porém se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires, Então eu vos declaro hoje que, certamente, perecereis; não prolongareis os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas; Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt 30:15-19).

 Todo homem tem o livre arbítrio para fazer suas escolhas, tanto para o bem quanto para o mal, para vida ou para a morte, todos independentemente de cor, raça, ricos ou pobres, mas é importante saber que a escolha feita tem seus resultados com consequências (Pv 14:14), o indivíduo também não escolhe que tipo de consequência, elas vem muitas vezes de maneira doloridas. Nesse assunto ligeiramente que falar sobre as escolhas e as consequências delas.

A responsabilidade
O único responsável pelos resultados da sua escolha é você, por isso não se deve escolher caminhos duvidosos ou que aos nossos olhos pareçam direitos (Pv 14:12), porém são caminhos que muitas vezes podem escondem armadilhas, mas de qualquer maneira todo indivíduo tem que fazer as suas escolhas, mas se precaver das armadilhas. O homem colhe os frutos das sementes plantadas por ele próprio, essa é a lei da semeadura.

O texto Bíblico foi uma proposta de Deus para o povo hebreu, o Senhor deu o livre arbítrio para escolherem o que bem entendessem, mas que a responsabilidade recairia sobre eles (Dt 30:17,18), as escolhas eram: entre servir a Deus ou não, o bem ou o mal, a morte ou a vida. Deus tomou como testemunhas duas das suas grandes obras “os céus e a terra” (Dt 30:19), obras que jamais o homem pode deixar de conviver contempla-las enquanto aqui estiver, assim seria impossível esquecer do trato do Senhor com o seu povo.

As promessas
Atualmente muitos cristãos se baseiam nas promessas de Deus até para justificar seus erros, sem se importar com a sua maneira de viver diante dele. A lei e a obediência andam juntas, a fidelidade a Deus é a razão do cumprimento de todas as promessas (Dt 30:16), mas se o povo não obedecesse implicaria até no tempo de vida, porém amando ao Senhor seriam prósperos em tudo e as promessas se cumpririam (Dt 30:18-20). O penhor das promessas é a sua própria palavra (Jr 1:11), o cumprimento delas acontecem depende das escolhas, muitas vezes o homem faz as suas más escolhas e querem manter os mesmos privilégios divinos, pois não adianta desejar as bençãos e rejeitar o abençoador.

As nossas vidas é determinadas pelas escolhas que fazemos e por isso cada um de nós devemos ter cuidado com elas “diga o que você escolheu que direi o resultado”, pois as ricas e abençoadoras promessas de Deus são para aqueles que obedecem a sua palavra. As consequências das más escolhas atingem todas as áreas da vida, a pessoal, profissional, familiar e amizades, essa é uma realidade que precisa ser compreendida por todos, também não devemos transferir a responsabilidade pelo desfecho ruins das suas escolhas para outras pessoas. Só há um meio pelo qual Deus pode amenizar a dor das consequências, buscando a Deus e se humilhando aos seus pés (2 Cr 7:14).

Pr Elis Clementino


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

ESBOÇO 964 CUIDADO COM A ANSIEDADE.


ESBOÇO 964
TEMA: CUIDADO COM A ANSIEDADE.
“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” Fp 4:6.

A ansiedade atinge quase toda população do planeta, bem como o estresse e outros males, as pessoas atingidas pela ansiedade, principalmente quando é constate necessariamente precisam de um acompanhamento médico, às vezes querem espiritualizam tudo, quando as pessoas estão sendo atingidas emocionalmente. De forma empírica e sem aprofundar sobre os transtornos da ansiedade eu desejo falar um pouco sobre esse assunto que considero muito delicado.

Ansiedade pelas coisas
A ansiedade se apresenta como um desejo de ver o desfecho de algo que está em sua mente, ou seja, vontade de ver as coisas acontecerem da forma que indivíduo deseja. Os discípulos de Jesus demonstraram a ansiedade pelas coisas, embora isso seja natural nas pessoas (Mt 6.25-34). O desejo excessivo pode levar a pessoa a um extremo muito perigoso, principalmente quando ela corre em busca de algo que deseja e às vezes a ansiedade é tão intensa que a pessoa não sabe avaliar as consequências. Os que sofrem com a ansiedade se tornam incapazes de relaxar, descansar ou dormir. “Distúrbio de saúde mental caracterizado por sentimentos de preocupação, ansiedade ou medo que são fortes o bastante para interferir nas atividades diárias.” A ansiedade é angustiante e sofrível podendo até se agravar e desencadear outros sintomas piores. (cuidado para não devemos espiritualizar tudo e achar que uma pessoa com transtorno mental esteja possessa ou cheia de demônios). A ansiedade constante pode está ligada há alguma causa, as pessoas que sofrem desse problema vivem num estado de tensão com preocupações constates.

O desejo do ter é o que mais inquieta o ser humano, o desejo excessivo é capaz de comprometer a vida moral e espiritual, entretanto Jesus mostrou que há coisas mais excelentes do que os bens materiais ou os tesouros dessa vida (Mt 6.33; Hb 11.26), o controle desse anseio é imprescindível. Essencialmente o indivíduo deve se procurar caminhos que o leve ao ponto que ele deseje, mas de maneira natural e sem deixar de lado uma série de fatores que contribuem para que alcancemos. Não podemos alcançar algo sem primeiro fazer a nossa parte, em muitas ocasiões ambicionamos coisas altas sem, contudo nos preparar, e às vezes desvalorizamos pessoas em busca das coisas. Necessitamos entender que as pessoas são mais importantes do que as coisas, e quando valorizamos as coisas depreciamos as pessoas, e dessa forma as usamos como coisas.

Buscando em primeiro lugar
Jesus enfatizou não apenas buscar as coisas daqui, mas disse aos discípulos; “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33) o perigo não é desejar possuir as coisas boas, e sim pôr o seu coração nelas “Porque aonde estiver o vosso tesouro, ai estará também o seu coração” (Mt 6.21). Se focarmos a nossa visão somente nas coisas que perecem seriamos os mais miseráveis de todos os homens (I Co 15.19). Jesus alertou os discípulos que no mundo eles passariam por aflições, mas que tivessem ânimo (Jo 16.33), isso também significa a ausência das coisas boas para si. As aflições são tudo aquilo que nos trás desconforto, principalmente quando achamos que está demorando o cumprimento dos nossos desejos (Pv 13:12,19).

As implicações da ansiedade
Enquanto o desfecho daquilo que almejamos não acontece vem o estresse que se instala no nosso peito gerando o mau humor, pavor, debilidade física, alteração do metabolismo, capaz de atingir o sistema nervoso central da pessoa, transparecendo na face do individuo, nesse estágio as queixas passam a serem freqüentes e o desânimo toma conta, (I Rs 19:4; Jó 10:1; 23:2; Jn 4:3,8; Sl 55:2; 77:3) levando o sujeito ao desespero a ponto de pedir a morte para si,  fatos como esses aconteceram com muitos homens de Deus (Nr 11:14,15; I Rs 19:4; Jr 20:14,15, 17,18). Essa situação torna a pessoa bastante pessimista, não tendo uma visão de superação com baixa autoestima, para ele as demais pessoas podem conseguir superar tudo. A fé enfraquecida impossibilita de ver o seu próprio sucesso, mas é nessa extrema situação que devemos sentir que não estamos sozinhos, existem inúmeras pessoas na mesma condição ou pior. O importante nesse momento é erguer a cabeça, pedir a Deus força e não olhar para a prosperidade dos outros, porque o sucesso e a felicidade não consistem somente nos bens materiais, entretanto existem pessoas pobres, porém ricas “...como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo possuindo tudo” (2 Co 6.10; Pv 13.7).

“Não é uma contradição para o evangelho, quando um cristão verdadeiramente dedicado é financeiramente pobre. “Paulo afirma que possuía poucos bens deste mundo, como servo de Deus, tornava outros espiritualmente ricos” (cf 2 Co 8.9; At 3.6; Ef 3.8) - Bíblia de Estudo Pentecostal-CPAD.

“Ouve, meus amados irmãos: Não escolheu Deus aos que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que Deus prometeu aos que o amam?” (Tg 2.5).
Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus” (Isa 35:3,4) “Não temas, porque eu estou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Isa 41:10,13).

Firmemo-nos a nossa confiança no Senhor, faça uso diário da fé, mesmo com toda consternação não deixe o desânimo tomar-lhe conta, Deus tem poder de lhe ajudar a superar os obstáculos que tanto inquieta. O apóstolo Paulo diante das dificuldades disse: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13). A nossa confiança em Deus é o motivo da nossa superação, tudo tem à hora e o momento certo para que as coisas aconteçam.
Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (I Pe 5:7).

Pr. Elis Clementino

sábado, 14 de dezembro de 2019

ESBOÇO 963 FECHOU-SE A PORTA


ESBOÇO 963
TEMA: FECHOU-SE A PORTA
Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo.” (Mt 25.1)

A prontidão espiritual é apresentada nessa parábola das dez virgens, ela nos desperta para uma realidade espiritual enfatizando a preparação dos cristãos para não muito distante “a vinda do Senhor”. A parábola é uma analogia de um casamento no ritual judaico, cujas acompanhantes eram dez virgens, sendo cinco néscias desprovidas de azeite e cinco prudentes carregando consigo o azeite em suas lamparinas, todas elas aguardavam o noivo. Essa parábola destaca a prontidão dos que seguem a Jesus. Explanaremos sobre o cortejo nupcial, as virgens néscias e as prudentes, o desespero da imprudentes, e a perda de oportunidade.

Cortejo nupcial
Nessa época os casamentos em Israel incluíam uma procissão do noivo até a casa da família da noiva, entretanto essas dez virgens saíram ao encontro do esposo que estava vindo da casa da noiva para unir-se ao cortejo, quando o noivo voltava à casa dos seus pais para o banquete nupcial, o banquete poderia durar semanas.  Isso acontecia à noite em vilas e aldeias onde não havia luz nas ruas, de maneira que as lamparinas iluminavam o caminho, e assim todos deviam carregar as suas vasilhas com azeite (Mt 25.1). Nesse percurso o noivo tarda e todas tosquenejaram, mas a meia noite ouviu-se um grito: Eis aí o noivo! Saí-lhe ao encontro! (Mt 25.5,6).

As virgens nescias e prudentes
1. Nescias
As virgens loucas estavam totalmente desprovidas, sem azeite nas suas lamparinas, logo, se o fogo apagasse seria um fracasso para aquelas acompanhantes.

2. Prudentes
As virgens prudentes levavam azeite suficiente em suas vasilhas, e não podiam dividir o azeite, isso não era questão de egoísmo, mas se dividissem o azeite a luz poderia não ser suficiente para clarear o caminho.

3. O desespero
Os descuidados geralmente passam por momentos de desespero, observem a desesperação daquelas cinco virgens em busca de azeite, geralmente quem não tem pedi a quem tem. A busca por algo na última hora pode se tornar uma manobra sem sucesso, isso aconteceu com as cinco jovens desprovidas de azeite (Mt 25.8). Não devemos nos dá por seguro quanto às reservas espirituais, pois as reservas também se acabam.

4. A perda de oportunidade
Muitas vezes deixamos para a última hora decisões importantes, por isso perdemos grandes oportunidades.  O noivo tarda, mas até que fim ele volta, e no momento delas acompanhar o cortejo nupcial as néscias perderam aquela oportunidade (Mt 25.9-12). Somos responsáveis por boa parte de perdas e ganhos em nossas vidas, entretanto devemos ter muito cuidado, porque nem sempre as oportunidades reaparecem nas mesmas proporções, assim será a oportunidade para entrar no reino de Deus é única. Cada um facilite a sua vida para que naquele momento não encontre a porta fechada.

Nos dias de hoje qual a lição aprendida: a) O despreparo para encontrar o noivo; b) O desespero pela falta de azeite; c) A perda da última oportunidade. Muitos crentes atualmente estão despreparados espiritualmente, sem azeite e sem brilho, isso significa não estarem preparados para a volta do noivo. Podemos ter a aparente impressão que o noivo está tardando, no entanto disse Pedro em sua carta: - “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tenha por tardia. Ele é longânimo para convosco, não querendo que alguém se perca, senão que todos venham arrepender-se.” (II Pe 3.9). Quando Jesus vir buscar a sua igreja os crentes deverão estar preparados para não perderem a oportunidade. Ora, a mensagem central dessa parábola é fechou-se a porta, isso significa que não estando preparados perderão definitivamente a oportunidade de acompanhar o noivo (Mt 25.11,12), por isso o SENHOR nos adverte “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt 25.13; 24.42; 13.33-37; I Co 16.13; I Ts 5.6; I Pe 5.8; Ap 16.15).

Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

ESBOÇO 962 AS TREVAS E A LUZ


ESBOÇO 962
TEMA: AS TREVAS E A LUZ
TEXTO: GÊNESIS 1:3-5

Durante a obra criadora Deus organizou e fez separação de algumas coisas criadas, isso em todos os aspectos da criação, desejo destacar aqui a separação entre as trevas e luz, ele deu nomes a essa diferença, chamando a luz de dia e a noite trevas, cada uma com seus limites de atuação, uma chega e outra sai. O que desejo falar nesse assunto é que as trevas e a luz não se unem, quero apresentar também a diferença no sentido espiritual, enfatizando o que Jesus falou sobre as trevas e a luz, os que andam na luz e os que andam nas trevas (Jo 11:10).

Trevas e Luz
Trevas, esse termo não somente é usado para definir a escuridão ou a ausência da claridade, mas fazem referencia em outros sentidos como algo negativo. No sentido espiritual as trevas são representadas pelo pecado que é algo muito ruim para o ser humano “Eles estão entre os que se opõem à luz; não conhecem os seus caminhos, e não permanecem nas suas veredas. De madrugada se levanta o homicida, mata o pobre e necessitado, e de noite é como o ladrão. Assim como o olho do adúltero aguarda o crepúsculo, dizendo: Não me verá olho nenhum; e oculta o rosto, Nas trevas minam as casas, que de dia se marcaram; não conhecem a luz. Porque a manhã para todos eles é como sombra de morte; pois, sendo conhecidos, sentem os pavores da sombra da morte” (Jó 24:13,15,17). A escuridão esconde algo ruim e todos os tipos de males “Ai dos que querem esconder profundamente o seu propósito do Senhor, e fazem as suas obras às escuras, e dizem: Quem nos vê? E quem nos conhece? Vós tudo perverteis, como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Não me fez; e o vaso formado dissesse do seu oleiro: Nada sabe” Is 29:15,16). Nas trevas as pessoas esconde à falsidade a mentira, “Porquanto dizeis:...não chegará a nós porque por refúgio temos a mentira, e debaixo da falsidade nós temos escondido” (Is 28:15), e outros tipos de pecados, mas não há nada que Deus não os veja “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se eu digo: As trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite... as trevas e a luz são a mesma coisa (Sl 139;7, 11-12); Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o Senhor; porventura não encho eu os céus e a terra? diz o Senhor” (Jr 23:24); “Porque os meus olhos estão sobre todos os seus caminhos; ninguém se esconde diante de mim, nem se encobre a sua iniquidade aos meus olhos” (Jr 16:17).

Os tropeços nas trevas
Imaginemos andar no escuro, nele podemos tropeçar, pois o que está oculto não é percebido. O indivíduo que está em trevas espirituais ele tropeça em seus próprios pecados, ele não enxerga em que tropeça “Por isso está longe de nós o juízo e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que há só trevas; pelo resplendor, mas andamos na escuridão. Apalpamos as paredes como cegos, sim, como os que não tem olhos andamos apalpando; tropeçamos ao meio-dia como nas trevas, e entre os robustos somos como mortos” (Is 59:9,10). “Nas trevas andam as apalpadelas, sem terem luz, e os faz cambalear como ébrios” (Jó 12:25). Quem anda nas trevas não sabe para onde está indo. Disse-lhes então Jesus: "Por mais um pouco de tempo a luz estará entre vocês. Andem enquanto vocês têm a luz, para que as trevas não os surpreendam, pois aquele que anda nas trevas não sabe para onde está indo. (Jo 12:35).

A luz
A presença da luz revela tudo o que está oculto "Portanto, não tenham medo deles. Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido. O que eu lhes digo na escuridão, falem à luz do dia; o que é sussurrado em seus ouvidos, proclamem dos telhados” (Mt 10:26,27); "Pois nada está oculto, senão para ser divulgado; e nada mantido em secreto, senão para ser trazido à luz" (Mc 4:22). “Das trevas manifesta coisas profundas, e traz à luz a densa escuridade” (Jó 12:22; 28:11; Dn 2:22; I Co 4:5).

Jesus a luz do mundo
“Eu sou a luz do mundo” (Jo 8:12), ele é a luz rejeitada "O julgamento é este: a luz veio ao mundo e os homens preferiram as trevas ao invés da luz porque suas obras eram más. Todo aquele que pratica o mal odeia a luz e se mantém longe dela, pois tem medo que suas obras sejam expostas. Mas todo aquele que pratica a verdade aproxima-se da luz para que fique claro que tudo o que ele faz é feito em Deus” (Jo 3:19,21). Uma realidade no presente “o que pratica o mal odeia a luz”. O próprio Jesus expressou de maneira firme dizendo: “Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. (Jo 12:46). Os que andam na luz tem características diferentes dos que andam em trevas, o que anda na luz ama o seu irmão “Aquele que declara estar "na luz" mas odeia seu irmão continua, de fato, em completa escuridão. O homem que ama seu irmão e vive na luz, não tem razão alguma para tropeçar. Mas o homem que odeia seu irmão tem seu acesso à luz bloqueado e procura as apalpadelas seu caminho no escuro sem saber para onde ir, pois a escuridão o tornou cego” (I Jo 2:9-11). Quem está em trevas não vê os seus defeitos, mas aluz a tudo revela.

A luz divina resplandeceu em nossos corações, o Espírito Santo se encarrega de mostrar e convencer o pecador “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16:8-11). A luz de Cristo esteja sempre em nossos corações, andemos na luz, pois não há comunhão entre as trevas e a luz.

Pr. Elis Clementino

domingo, 8 de dezembro de 2019

ESBOÇO 961 TODAS AS COISAS SOBREVÉM IGUALMENTE A TODOS


ESBOÇO 961
TEMA: “TODAS AS COISAS SOBREVÉM IGUALMENTE A TODOS”
TEXTO: “Certamente considerei no meu coração todas estas coisas, para declarar tudo isto: que os justos, e os sábios, e as suas obras estão nas mãos de Deus, e que o homem não conhece nem o amor e nem o ódio; tudo acontece diante dele.” (Ec 9:1)

Esse é um assunto que necessita de muita atenção, ele apresenta Deus como o controlador de todas as coisas, da vida dos ímpios e dos justos, aqui todos passam pelos mesmos caminhos nas suas filosofias de vida, e que as provações da vida também são controladas por Deus. As obras de Deus são difíceis de entender devido às limitações humanas. (Ec 11:5; Jo 3:8)

De modo geral todos caminham debaixo do mesmo sol, tanto o justo quanto o ímpio, o bom e o mau, o puro e o impuro, o que consagra sacrifícios e louvores e o que não os oferece. O que acontece com o homem bom, ocorre também com o pecador; e o que faz juramentos passa pelas mesmas circunstâncias que aquele que evita jurar. Este é o mal que paira sobre tudo o que se realiza debaixo do sol: Todos nós estamos expostos às mesmas coisas. O que gera toda essa situação é o coração do ser humano que está repleto de malignidade e de insensatez, mal que o acompanha durante a vida. Finalmente todo homem se juntará aos mortos... (Ec 9: 1-3), No entanto em Cristo há esperança da ressurreição (I Ts 4:13-17).

Todos vão para o pó.
Todas as obras tanto do justo quanto do ímpio estão nas mãos de Deus, ele controla todas as coisas durante a vida deles. O destino natural da vida é se tornar pó “... e o pó volte a terra como era...” (Ec 12:7; Gn 2:7), o espírito do homem foi dado por Deus e para ele voltará. O homem é um ser tricótomo (I Ts 5:23; Hb 4:12) espírito, alma e corpo, e finalmente o homem desfalecem e morre, essa é a lei da vida (Sl 146:4), toda a sua esperança de vida na terra acaba, porém bem-aventurado aquele cuja esperança está posta no Senhor. (Sl 140:5), Os que têm esperança em Deus sabem que quando a vida aqui acabar e o corpo descer ao pó se inciará outra vida com Deus na eternidade, por isso a morte do justo é preciosa à vista do Senhor (Sl 116:15).

As consternações da vida
Todo homem está exposto a elas, é o que a própria vida faculta, de maneira que ninguém escapa, segundo a tradição rabínica atribuiu-se a Salomão que escreveu concernente a vida terrena, os sofrimentos que o indivíduo enfrenta independe de ser justo ou injusto. Quando refletimos nesse ponto de vista sem fazer uma ponderação achamos inicialmente que Deus é injusto quando trata o justo igual ao ímpio, Deus trata o homem por aquilo que ele escolhe (Dt 30: 15-20), debaixo do sol é uma realidade inegável. Os sofrimentos tanto do justo quanto do ímpio são as consequências da desobediência (Lm 3:19), finalmente todos sofrem, pois o sol que aquece o ímpio aquece o justo, da mesma maneira a chuva cai sobre ambos. Muitas pessoas têm um conceito equivocado a respeito dos sofrimentos enfrentados nesta vida, alguns acham que Deus é injusto castigar o ímpio com o justo, a prosperidade do ímpio e a falta dela para o justo.

A doutrina da prosperidade
Atualmente muitos pregadores neo pentecostais pregam a prosperidade desconhecendo os propósitos divinos para com os homens, como já citamos acima, tanto os ímpios quanto os justos estão sujeitos às dificuldades. Muitos pregadores isentam os sofrimentos dos justos em suas pregações e os incitam a buscarem riquezas. Em uma das palavras de Jesus aos seus discípulos foi: “o mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo...” (Jo 16: 8,33). Todas as pessoas estão inseridas nesse contexto, ninguém escapa. Devemos ter cuidado para não fazer como Asafe que quase se desviava por ver a prosperidade dos ímpios (Sl 73:1-28).

Jó, do meu ponto de vista, tudo ocorre sobre um mesmo plano aqui: Deus permite que tanto os íntegros quanto os ímpio sofram (Jó 9:22); Todavia, um e outro jazem no pó, e serão tomados e consumidos pelos vermes da terra (Jó 21:26); Entendi que o sábio tem olhos que enxergam melhor e além, mas o tolo tateia pelas trevas; entretanto notei  que ambos têm a mesma sorte (Ec 2:14); Porquanto a sorte do ser humano e a do animal é idêntica: quanto a morte, assim morre um morre o outro, e ambos tem o mesmo de vida, o mesmo fôlego de vida; de fato, o ser humano não tem vantagem alguma sobre os animais nesse sentido.

Devemos pedir a Deus sabedoria para entender os caminhos de Deus e não nos frustarmos quando as dificuldades baterem em nossas portas. Todos debaixo do sol estão no mesmo caminho, a única diferença é a vida espiritual quando os destinos não são os mesmos dos ímpios. O justo mesmo que sofra aqui e o seu corpo desça ao pó ele terá descanço junto a Deus, entretanto não há como isentar o justo dos sofrimentos terrenos (Rm 8:18; 2 Co 4:17). “Este é o meu consolo no meu sofrimento: A tua presença dá-me vida.” (Sl 119:50).

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

ESBOÇO 960 AMIZADES.



ESBOÇO 960
TEMA: AMIZADES.
TEXTO: “O espírito do homem o sustenta na doença, mas o espírito deprimindo, quem o levantará” (Pv 18:14; Ec 4:9-10)

Há milhares de anos atrás as pessoas descobriram que viver em sociedade somariam forças e produziriam muito mais com a força do trabalho. Todos os povos do mundo sentem essa necessidade, cada um com o seu modelo de vida, políticas internas e externas. Individualmente as pessoas necessitam de se relacionarem, embora não seja fácil devido às diferenças e a pluralidade de povos.

Relacionamento
Todo indivíduo necessita de se relacionar com as outras pessoas, mas nem sempre encontramos facilidade para um relacionamento primoroso, conviver com as diferenças ainda é o maior desafio. As pessoas podem se relacionar, porém isso não significa que elas tenham um relacionamento de amizade mais afetuosa e pessoal, já há outros que tem uma proximidade maior e dividem entre eles seus problemas pessoais, mas é preciso haver certos cuidados, pois um relacionamento desmesurado pode prejudicar. Muitas pessoas fazem amizades facilmente, mas também tem pouca duração, os afetos acabam em desafetos e consequentemente gerando numa grande inimizade.

O estado emocional das pessoas
No relacionamento deve ser levado em consideração o estado emocional de cada indivíduo. As pessoas são diferentes em gênero, número e grau, por isso é que se torna difícil o relacionamento, cada pessoa tem seus problemas, embora elas não queiram transferir para as outras pessoas, mesmo assim terminam transferindo. Muitas vezes queremos que as pessoas aceitem os nossos jeitos, porém é exatamente isso que podem gerar os conflitos, cada um tem o seu gosto, se nós não gostamos de algo ninguém é obrigado gostar, contudo cada indivíduo tem livre arbítrio para escolher, aceitar ou não.

Amizade, uma ponte.
Fazer amizade é construir pontes, ela estreita o relacionamento, a amizade é uma ponte de mão única, onde duas pessoas devem trafegar sem se atropelarem. Nada melhor do que uma convivência harmoniosa e respeitosa, essa ponte de amizade deve ser mantida o tempo todo, mas deve-se ter cuidado para não destruir a ponte que liga você aos amigos. Perfume e incenso trazem alegria ao coração; do conselho sincero do homem nasce uma bela amizade.” (Pv 27:9).  A verdadeira amizade duplica alegria e divide as tristezas (Pv 27:10).

Amigo mais chegado que um irmão
Não são quaisquer amizades que você compartilha as suas necessidades, entretanto há amigos que você compartilha “em todo o tempo ama o amigo”, mas dados momentos ele se torna mais que um amigo, “um irmão” (Pv 17:17). Muitas vezes nem mesmo a própria família consegue algo tão admirável do que um amigo irmão. “O olhar de amigo alegra o coração; as boas- novas fortalecem até os ossos” (Pv 15:30). Há amigos que ao encontrá-lo sentimos prazer e na comunicação aliviamos o nosso stress. “É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!” (Ec 4:9-10). “Não abandone o seu amigo nem o amigo de seu pai; quando for atingido pela adversidade não vá para a casa de seu irmão; melhor é o vizinho próximo do que o irmão distante.”

Cultive as boas amizades
Nunca se cerque de inimigos, você não sabe qual deles é o mais feroz, porém ao cercar-se de amigos tenha cuidado para que mais tarde você não venha transformá-los em inimigos. Cada um faça a sua parte na conservação da amizade. “Amizades verdadeiras são como flores de um jardim: é preciso cuidar carinhosamente delas para que mostre toda sua beleza.” Para manter uma amizade é necessário lealdade e sinceridade em ambos os amigos, outra coisa é saber ouvir algumas opiniões quando necessário, pois um bom amigo deve alertar o outro quando preciso, mas isso deve ser feito com muita modéstia.

Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

ESBOÇO 959 RESGATANDO VALORES


ESBOÇO 959
TEMA: RESGATANDO VALORES
TEXTO: “Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligencia até a achar?” LUCAS 15:8-10

Traçando um paralelo sobre essa parábola de Jesus desejo falar sobre valores perdidos. Vivemos no mundo onde se perde muitos valores, uns perdem e não busca recuperá-los, outros por menores que sejam esses valores se esforçam e buscam até resgatá-los, também há valores que jamais serão recuperados, porém há outros valores que somente Deus pode fazê-lo voltar para as nossas mãos, essas coisas acontecem com o ser humano, onde perdas e ganhos fazem parte das nossas vidas. Os grandes empreendedores sabem o que é perder e recuperar as perdas, porém muitos empreendedores continuam a lutar para substituir aquilo que perdeu, pois é assim em todo mundo. Henry Ford faliu cinco vezes antes de ter a maior indústria automobilística do mundo, e todas as vezes que faliu conseguiu se erguer novamente. Sobre esse assunto desejo falar das perdas de valores, a busca, os valores perdidos que somente Deus pode trazer de volta, e os valores morais e espirituais.

A desmotivação
A desmotivação é um dos piores estados que uma pessoa pode se encontrar, ela não nos permite a procurar e resgatar algumas preciosidades e valores que perdemos, embora haja alguns que realmente não conseguimos, mas certamente sentiremos o alívio da dor da perda quando conquistamos algo melhor e maior. A desmotivação lhe para no tempo. Não existe maquiagem para disfarçar os olhos fundos, tristes e faces caídas de um desmotivado. Se você perdeu alguma coisa valiosa e está desmotivado, se anime que vêm coisas melhores para você.

Valores morais e espirituais
A dracma perdida, para a mulher era um tesouro aquela pequena moeda, mas representava valores, ela empregou todos os seus esforços para encontrá-la, acendeu lampada, varreu a casa, se não persistir e não empregar esforço jamais trará de volta, o valor das coisas quem dá é o próprio dono, ao encontrar ela realizou um banquete convidando seus vizinhos. Tanto concernente à salvação quanto aos valores resultam em festa (Lc 15:8-10).

O filho pródigo
O filho pródigo abandonou tdos os valores familiares e tomou a decisão de ir embora e os pais podiam, pois era uma decisão do próprio jovem, ele abandonou a casa, pois era ele quem estava determinando o seu destino e mais ninguém, ou morrer na miséria ou voltar para os braços do pai. A ilusão faz com que o indivíduo não valorize os valores fundamentais da vida, mas os sofrimentos o fizeram parar para refletir sobre os valores que havia perdidos, tanto os morais quanto os espirituais, tudo resultou nos desejos das bolatas que os porcos comiam, mas caindo em si, disse ele: pequei contra o céu, contra a minha família, mas agora levantar-me-ei e irei ter com meu pai, e lhe direi: pequei, já não sou digno de ser chamado teu filho....(Lc 15:11-32).

Deus restaurando valores
Há valores que sozinhos não podemos resgatá-los, mas certamente surgirá alguém para nos ajudar a trazê-lo de volta, MEFIBOSETE, havia perdido tudo, nada mais lhe restava a não o desolação e abatimento, jamais ele esperava trazer de volta e com honra (2 Sm 9:11), comer na mesa do rei era impossível por ele esta em estado deplorável, era um cão morto como disse ele, mas Deus fez Davi lembrar do pacto com seu pai “Ainda há alguém que restou da casa de Saul?” respondeu Ziba, sim Mefibosete, vá buscá-lo que eu quero que ele esteja a mesa comendo pão comigo, mas ele é aleijado, na hora de alguém te honrar há pessoas que procuram logo ver teus defeitos (2 Sm 9:1-11).

Cada um deve se esforçar para buscar aquilo que está ao seu alcance, aquilo que não podermos, Deus fará. Não desperdicem valores, muito menos os espirituais, se houve alguma perda o que se deve fazer é reavê-los.

Pr Elis Clementino


quinta-feira, 28 de novembro de 2019

ESBOÇO 958 A FALSIFICAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS


ESBOÇO 958
TEMA: A FALSIFICAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS
TEXTO: “Porque nós não somos falsificadores da palavra de Deus, como tantos outros; mas é com sinceridade, é da parte de Deus e na presença do próprio Deus que, em Cristo, falamos.” 2 CORÍNTIOS 2:17; 4:2).

Vivemos em um mundo onda há falsificações em toda parte e em todos os sentidos, principalmente aonde não devia chegar, no meio religioso cristão. No mundo parece que tudo gira em torno da falsificação. O que é verdadeiro parece que está em desuso, de maneira imediata distinguir o falso do verdadeiro, mas parece não ser uma tarefa fácil, devido à perfeição como falsificam as coisas.

A falsificação na vida devocional
Ninguém engana a Deus, a falsificação devocional acontece quando o indivíduo não tem um coração sincero e contrito com Deus, a sua vida não se molda aos princípios divinos, assim muitos alteram a palavra de Deus para que sejam atendidas as suas conveniências. As adulterações servem para facilitar e adequar a melhor maneira para pratica-la, assim é possível que o indivíduo sirva a Deus somente de lábios, mas com o coração distante e alienado ao seu bel prazer (Jr 5:2), muitos louvam ao Senhor de lábios.

Eis que assim declara o Eterno: Visto que este povo se chega junto a mim apenas com palavras sem atitudes, e me honra somente com mover dos lábios, enquanto seu coração está muito distante da minha pessoa. E a adoração que me prestam é constituída tão somente de regras e doutrinas criadas por homens,” (Is 29:13);

 Hipócritas! Bem profetizou Isaias sobre vós, denunciando: Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; pois ensinam doutrinas que não passam de regras criadas por homens” (Mt 15:7-9).

Na atualidade esse tipo de falsificação está cada vez mais frequente nas igrejas cristãs em todo mundo, principalmente nas pentecostais, isso acontece com a finalidade de alcançar o maior número de membros, ou adébitos. A maior preocupação do Apóstolo Paulo naquela época era que os irmãos não fossem enganados, pois muitos falsificadores estavam dentro da própria igreja, e isso seria uma séria ameça a fé cristã.

Muitas igrejas tem substituído os ensinamentos bíblicos por mensagens superficiais, elas são ministradas como se houvesse barganhas onde Deus te dá tudo e nada dás para ele, são mensagens que apenas massageiam o ego das pessoas, por isso muitos cristãos não tem mais estabilidade espiritual, pois eles buscam as pregações que mais lhe agradem, e se não houver sentirão comichão nos ouvidos para não ouvir a doutrina da palavra de Deus.

“Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com longanimidade e doutrina. Porque virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências...” (2 Tm 4:1-5).

“E também houve entre o povo falsos profetas, como vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias e perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição” (2 Pe 2:1).

Há quase dois mil anos, os Apóstolos Paulo e Pedro predisseram o que estamos vendo atualmente, as doutrinas humanas são defendidas de todas as maneiras em detrimento da verdade da sã doutrina, observamos que as filosofias humanas, as fábulas estão infestando as igrejas, bem como o formalismo, e assim há uma decadência espiritual e consequentemente o esfriamento. As consequências são as piores possíveis culminando com a apostasia “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (I Tm 4:1), estamos vivendo os dias preditos por Paulo. Os líderes das igrejas têm o dever de cuidar da manutenção da doutrina, mas é preciso que ele seja um exemplo em tudo para os fiéis, e não apascentar a si mesmo.

Quando os líderes das igrejas cristãs não as conduzem dentro dos princípios cristãos seus membros estão fadados ao fracasso espiritual, não me refiro à quantidade dos seus membros, mas a qualidade do que é ensinado a eles. Deve ser evitado qualquer tipo de falsificação doutrinária nos púlpitos das igrejas pentecostais, pois a sua responsabilidade em conduzir o rebanho é grande, já que no mundo há falsificação para tudo; “Portanto, tais homens são falsos apóstolos, obreiros desonestos, fingindo-se apóstolos de Cristo...” (2 Co 11:13-15); “Porque nós não somos, como muitos falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade como de Deus na presença de Deus” (2 Co 2:17). Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina

Pr. Elis Clementino

domingo, 24 de novembro de 2019

ESBOÇO 957 CORROMPENDO-SE POR PÃO



ESBOÇO 957
TEMA: CORROMPENDO-SE POR PÃO
TEXTO: “...porque até por um bocado de pão um homem prevaricará” Provérbios 28:21.

A espécie humana está sujeito a constantes mudanças, pois isso se tornou característico do próprio ser após a queda no Éden, pois foi o pecado que levou o ser humano a realizar essas mudanças, cuja causa foi o desejo de viver por aquilo que lhe é mais conveniente, ou seja, abraçar aquilo que lhes causem satisfação e prazer, não importando como, e nem as consequências que por ventura venham sofrer.

A criação humana
Quando Deus criou o homem estabeleceu limites para ele, como existe para todas as coisas debaixo do sol, mas o homem não considerou esses limites, e violando-os pecou contra o Senhor. Quando Adão pecou o seu pecado passou a toda raça humana, de sorte que todos se tornaram pecadores (Rm 5:12-21), com a corrupção do gênero humano todos ficaram vulneráveis com possibilidade de se corromperem, até o dia em que ele resolver abandonar o pecado. O estado do homem interior era essa “Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte”. (Rm 7:5).

A profanação
O ato de profanar é praticado por aqueles que desprezaram a Deus, esses são capazes mentir, roubar e matar para tirar proveito do povo. No livro de Ezequiel capítulo 13 o Senhor apresenta uma grave denuncia contra os falsos profetas que mentiam em nome do Senhor, eles contrariavam a palavra de Deus naquilo que o profeta Ezequiel falava. Os falsos profetas dizia que o povo não seria punido, o cativeiro não viria e que tudo seria normal, mas isso não era verdade, esse é o problema nos dias de hoje muitas pessoas andam mentindo em nome de Deus em troca de alguma coisa, vejam o que diz o profeta Ezequiel; “Vós me profanastes entre o meu povo, por punhados de cevada e por pedaços de pão, para matardes as almas que não haviam de morrer e para guardardes vivas as almas que não haviam de viver, mentindo, assim, ao meu povo que escuta a mentira” (Ez 13:19). Eles se corrompiam até por comida, não é o que acontece hoje. “Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre: e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos símplices” (Rm 16:18).

A prevaricação
É muitas vezes aplicado ao funcionário público quando deixa de praticar o seu ofício visando buscar algo do seu próprio interesse, o pior é que isso se torna normal, até para muitos cristãos não é mais pecado. Não devemos seguir essas pessoas que distorcem o bem em mal e o mal em bem Ai dos que usam o mal como sinônimo de bem e chamam o bem de mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, fel!” (Is 5:20). Muitos cristãos têm enveredado por esse caminho valorizando o que é mal e desprezando o bem. “Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com o maior número para torcer o direito” (Ex 23:2). “As suas mãos fazem diligentemente o mal; o príncipe inquire, e o juiz se apressa à recompensa, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles são perturbadores” (Mq 7:3). A sua bebida se foi; eles corrompem-se cada vez mais; certamente amaram a vergonha os seus príncipes” (Os 4:18). “Há duas injustiças que o SENHOR abomina: que o inocente seja condenado e que o culpado seja colocado em plena liberdade como justo” (Pv 17:15).

Queridos, tehamos muito cuidado principalmente nos dias turbulentos como estamos vivendo, a sua fé pode está sendo provada na prática nos dias tão turbulentos, demonstrar fé nos púlpitos é muito fácil, mas na prática parece não ser tão fácil assim como se pensa, estamos vivendo dias trabalhosos (2 Tm 3:1-5).  Os enganadores estão por toda parte “E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas: sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” (2 Pe 2:3). Amados, devemos ter muito cuidado para não sermos levados pelas ondas das mentiras em troca de pão. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco” (Fp 4:8,9).

Pr Elis Clementino


quinta-feira, 21 de novembro de 2019

ESBOÇO 956 AS VERDADES E O SEU TEMPO


ESBOÇO 956
TEMA: AS VERDADES E O SEU TEMPO
TEXTO: ECLESIASTES 3:1-4

Para todo propósito debaixo do céu há um tempo determinado, a sabedoria é o fator predominante para entender um pouco o modo e a ocasião de cada propósito. Dentro desse contexto está o tempo de falar e o de ficar calado. A nossa maneira de viver e de se relacionar com as outras pessoas requer sabedoria, as nossas palavras precisam ser comedidas, todos nós tropeçamos, embora seja difícil haver pessoas que não tropecem, vejam o que diz o Apóstolo Tiago “Todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavras, esse é homem perfeito, e capaz de refrear todo corpo” (Tg 3:2).

O poder das palavras
Devemos ter cuidado porque há poder em nossas palavras, depende de como as usamos, se forem para o mal ela produzirá efeitos negativos nas pessoas, se forem boas certamente elas produzirão bons resultados para as pessoas. As palavras de maldições e abençoadoras partem do coração e são proferidas pela fala, pois é do coração que saem as coisas boas e más, depende do que estiver armazenado no coração “Não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai da boca, porque procede do coração” (Mt 15:18-18). As nossas palavras tem poder de incendiar um bosque, mas também tem o poder de apagar incêndio. Ao compete controlar tanto as ações quanto as palavras.

As palavras matam
Muitas pessoas se deprimem ao ouvir palavras que lhes machucam, há muitas pessoas doentes, outras revoltadas por ouvirem palavras arrogantes dirigidas a elas, e dependendo podem até matar. As nossas palavras devem ser usadas para construir algo bom em alguém e não para abater o espírito das pessoas. Muitas pessoas já morreram literalmente por causa de uma palavra que lhe abateu o espírito.

As palavras curam feridas
As nossas palavras podem sarar feridas “As palavras agradáveis são como um favo de mel, doces para a alma e trazem a cura para os ossos” (Pv 16:24). Muitas vezes reanimamos as pessoas abatidas por ouvirem palavras que lhes machucaram, é mais fácil você conquistar uma cidade forte do que um irmão ofendido “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio” (Pv 18:19). As contendas de palavras tem prejudicado o desenvolvimento espiritual da igreja do Senhor, devemos usas as nossas palavras para dar vida. Nada melhor do que uma palavra boa na hora certa O Senhor DEUS me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem (Is 50:4). “O meu coração ferve com palavras boas, falo do que tenho feito no tocante ao Rei. A minha língua é a pena de um destro escritor” (Is 45:1). Uma palavra boa na hora certa é como a água fria que nos refresca. “Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também fazeis” (I Ts 5:11). “A vossa maneira de falar seja sempre agradável e bem temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um.” (Cl 4:6).

Sinceridade nas palavras
A sinceridade é uma arma que pode afastar algumas pessoas de você, mas se você não usar a sinceridade nas suas palavras as pessoas falsas certamente se aproximarão de você. A sinceridade não tem preço, sobretudo nas palavras que dimanam de um coração sincero. Levemos em consideração que nem todas as palavras verdadeiras devem ser proferidas a qualquer momento, porém deve-se levar em consideração o tempo e o modo para serem proferidas. Os cristãos deve ser honestos consigo e com as outras pessoas em todos os aspectos “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4:8).

O preço das palavras sinceras
As palavras podem ter um preço, principalmente quando são mal interpretadas, porque nem todas as pessoas estão preparadas para ouvir as verdades que elas precisam ouvir. Muitas vezes as pessoas estão acostumadas ouvir tantas mentiras que elas se sentem ofendidas quando escutam as verdades. As pessoas verdadeiras sofrem muito e às vezes se abatem no seu espírito sentindo-se desencorajadas por serem mal compreendidas. Chega o momento que as verdades tem que serem ditas, custe o que custar.

As nossas palavras tem poder, ao usá-las necessitamos de sabedoria para que seus efeitos sejam benéficos nas pessoas, pois elas tanto podem matar quanto da à vida. O uso indevido das nossas palavras pode incendiar um bosque (Tg 3:4-6), atualmente vivenciamos isso, as pessoas falam e a repercussão é imediata. “Eu declarei: Vigiarei os meus atos e não pecarei em minhas palavras; atarei uma mordaça em minha boca enquanto os ímpios estiverem próximo a mim” (Sl 39:1-2). As nossas palavras deve ser comedidas e sinceras, mesmo que se pague o preço por elas.

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

ESBOÇO 955 O PREÇO DA RENUNCIA.


ESBOÇO 955
TEMA: O PREÇO DA RENUNCIA.
TEXTO: Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, esse a salvará. Pois, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder-se, ou prejudicar-se a si mesmo? Porque, quem se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória, e na do Pai e dos santos anjos. LUCAS 9:23-26

Aquele que decide seguir a Cristo lhe é imposto uma condição, levar a cruz, não se trata aqui de uma cruz de literalmente, ou seja, de madeira, e sim o preço da renuncia do mundo pecaminoso, ou abandono do pecado. A cruz pesada deve ser conduzida até o instante final da vida terrena, se quiser alcançar a salvação. Abandoná-la é renunciar o próprio Cristo.

A conduta cristã
É exigido dos cristãos que andem dignamente conforme o evangelho, assim como Cristo andou (I Jo 2:6), vivendo desse modo comprova que existe renuncia, ela tem o preço, ou seja, negar-se a si mesmo, isso resulta em mudanças muitas vezes dolorosas, como rejeição, desprezo, ser odiado, mas necessárias para uma nova vida com Deus através de Cristo, por isso o mundo nos odeia (Jo 15:8).

A cruz
Ela é símbolo de sofrimento, Jesus disse aos discípulos “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo” (Jo 16:33). Esse tipo de sofrimentos estende-se a todos os cristãos no mundo é o jugo que eles têm que carregar até o final. Aqueles que querem viver piedosamente sofrerão perseguições (2 Tm 3:12). Os cristãos em todo mundo são vitimas de perseguições, desde a época dos imperadores, depois as perseguições papais, elas jamais cessaram, acalmou um pouco, mas há muitas perseguições veladas, mas agora em pleno século XXI estamos vendo elas ressurgirem de maneira aberta, principalmente nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, principalmente onde predomina o socialismo ou comunismo.

Perseguição, prenúncio da volta de Cristo.
A Bíblia, tanto no AT. Como o NT. Há mensagens que proclamam esse acontecimento, e de maneira mais direta sobre o assunto encontra-se em (Mt 24), a humanidade inteira será envolvida nesse evento, os que estiverem preparados terão acesso a eternidade com Deus, a parábola das dez virgens expressa realidade desse acontecimento (Mt 25:1-13). A perseguição faz parte da conjuntura do cristianismo desde o começo, no presente acontecem às mesmas coisas, muitos cristãos são mortos por manterem-se fiéis a Cristo. O cristão sofre pela sua conduta cristã, esse é o preço pago pela renuncia aos prazeres mundanos, no entanto isso faz parte da vida devocional com Deus, essa é a cruz que temos que carregar até o final. As perseguições tendem aumentar com a corrupção no mundo inteiro é um sinal da aproximação da volta do Senhor. Os cristãos em todo mundo aguardam o retorno de Cristo, há uma expectativa muito grande, pois os sinais indicam notadamente, e o que se vê é a imoralidade, a corrupção, e aqueles que não aderirem certamente sofrerá (Jo 15:19-21;2 Tm 3:12,13).

Aquele que não renunciar tudo que tem não estará apto para entrar no reino de Deus, a renuncia é o desapego às coisas dessa vida, a prioridade é a busca o reino de Deus (Mt 6:33). Todo cristão precisa ter muito cuidado para não corroborar com os procedimentos ímpios. Um dos atropelos na vida cristã e associar-se aos ímpios e a seus conselhos (Sl 1:1,2). Há muitos cristãos no mundo que não estão sabendo diferenciar o mau do bem, muitas vezes está seguindo o caminho mal pensando que é o bem, o discernimento é essencial para proteção da sua própria fé. O engano no mundo está aumentando e assim vai até se concretizar os planos do anticristo, infelizmente muitos cristãos estão entrando na onda do engano, vale salientar pra muitos que ainda não despertaram que o anticristo é contra o cristianismo, devemos abrir os olhos o quanto antes, pois amanhã pode ser tarde demais. A manifestação da preparação do anticristo já começou através do engano conquistando o mundo, portanto oremos e vigiemos, pois o tempo está próximo.

Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

ESBOÇO 954 * TEMA: A LEI DO RETORNO.

ESBOÇO 954 *
TEMA: A LEI DO RETORNO.
TEXTOS: MATEUS 7:2; MARCOS 4:24-25; LUCAS 6:37,38; JUÍZES 1:7.
Autor: Pr. Elis Clementino.
 
Introdução:
Antes é bom ler os textos acima, depois, necessariamente, atentar bem para o que eles falam, pois já ouvi pregadores direcioná-las somente para as ofertas e as doações que se fazem nos cultos. No entanto, eles nos levam a refletir muito mais além, como o amor ao próximo, os julgamentos que fazemos sobre as outras pessoas e a recompensa dos nossos atos. De maneira ligeira, discorrerei sobre a lei da semeadura
 
A insensibilidade do espírito humano não leva em consideração o que Jesus falou, pois, as suas palavras foram abrangentes, alcançando a todos, tanto cristãos como não cristãos, sem distinção, ou seja, é para todos.
 
1. A lei da semeadura:
Aquilo que o homem semear, isso também ceifará (Gálatas 6:7); todos hão de colher o que plantaram (Provérbios 14:14), sem acepção de pessoas. Nos textos, Jesus adverte a todos sobre o sentimento vingativo que muitas vezes afloram dos nossos corações. Esse é um ensino que enfatiza o amor ao próximo (Lucas 6:27, 31). Em seguida, ele fala sobre a importância desse amor ao próximo (cf. Lucas 6:32-36). Depois, ele nos alerta a respeito do julgamento insensato: “Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.” Daí. E ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a medida com que medirdes também vos medirão de novo” (Lucas 6:37,38).
 
2. A medida cheia:
A capacidade de uma vasilha é medida pela quantidade que ela suporta. Há produtos que as vasilhas de medir precisam sacudir. Aqui no Brasil, lembro muito da “cuia”, que era usada nos comércios para medir cereais, como farinha, feijão, arroz etc. Elas seriam bem medidas quando o vendedor sacudia, prensava de maneira que o produto derramava sobras às bordas das vasilhas. Assim, a medida estaria completa, de maneira que transbordava sobre o seu próprio colo. Assim, a medida com que medirdes recairá sobre vós. Quando se usa a generosidade, também receberá generosamente quem julga, pois, da mesma maneira, o julgamento dos nossos próprios atos nos leva a ser submetidos à mesma medida.
 
3. Adoni-Bezeque.
Colhemos aquilo que plantamos, não tem como escapar da lei do retorno, em quaisquer que sejam as finalidades. Semear é opcional, mas colher é obrigatório, ou seja, você planta se quiser, mas fique certo da colheita. Se fizeres o mal, receberás o mal que fizeste, mas, se fizeres o bem, receberás o bem que fizeste. Adoni-Bezeque prendeu setenta reis, cortou-lhes os polegares das mãos e dos pés e os fez comer das migalhas que caíam debaixo da sua mesa, uma atitude humilhante para com aqueles reis. O fator tempo se encarrega de preparar o retorno daquilo que fazemos. Adoni-Bezeque pagou na mesma moeda: “Então disse Adoni-Bezeque: Setenta reis, com os dedos polegares das mãos e dos pés cortados, apanhavam as migalhas debaixo da minha mesa; assim como eu fiz, assim Deus me pagou.” E levaram-no a Jerusalém, e morreu ali” (Juízes 1:7). Ele reconheceu a justiça divina sobre ele; hoje não será diferente.
 
Conclusão:
Amados, são necessários refletirmos todos os nossos atos em relação ao próximo. Não se regozije quando teu irmão cair. “Se teu inimigo cai, não te alegres com isso, e não exulte teu coração se ele tropeçar, para que Yahweh, o SENHOR, não veja isso, fique aborrecido contigo e retire sobre ele o seu castigo” (Provérbios 24:17, 18). Se a desgraça do meu inimigo me fez sorrir ou me alegrou intimamente, ou ainda se as provações pelas quais passou me geram prazer... (Jó 31:29-30); “Contudo, assim que tropecei, eles se alegraram e contra mim se ajuntaram-se às ocultas para me atacar e grandemente sem cessar” (Salmo 35:15); “Quem zomba dos pobres revela desprezo pelo criador deles; quem se alegra com a desgraça dos outros não ficará muito tempo sem castigo” (Provérbios 17:5). É isso aí, a dura lei do retorno. Deus nos guarde de fazermos juízo sobre os outros, principalmente os que se dizem cristãos. O que nos parece é que esse sentimento está desaparecendo.  O desrespeito está prevalecendo; parece que não estamos usando a palavra de Deus como regra de fé. Deus nos guarde, saiba que tudo o que você fizer, seja agravou ou não, receberá a justa recompensa.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019


ESBOÇO 953
TEMA: O CAMELO E O FUNDO DA AGULHA.
TEXTO: “E ainda vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha de que entrar um rico no reino de Deus” MATEUS 19:24

Entre as parábolas existentes nas escrituras sagradas, aludo uma muito simples e com uma admirável, a parábola ressalta a necessidade de o homem largar algo que possa deixá-lo fora do reino de Deus. Jesus sabia muito bem o que queria alcançar com essa parábola, pois a sua missão era agregar as pessoas ao reino dos céus.

O jovem rico
Aproximou-se de Jesus um moço rico interessado em saber a respeito da vida eterna, e como faria para alcançá-la, nesse momento Jesus usou uma figura de linguagem para expressar as verdades que os discípulos também precisavam ouvir. Não devemos interpretar na fala de Jesus que os ricos não entrarão no reino de Deus, mas por se tornarem muito ricos amariam mais as prioridades e as riquezas do que o reino dos céus, por essa razão Jesus ilustra como algo impossível de acontecer. As riquezas podem ser grande impedimento para a entrada na vida eterna (Mc 10:17-31; Lc 18:18-30). 

O camelo no fundo da agulha
Essa foi uma expressão figurada que seus discípulos ainda não haviam ouvido, ela parecia ter um toque de humor “um camelo passar no fundo de uma agulha”, mas como entender sobre o que Jesus falou? Algumas pessoas em suas pregações até aludem ser realmente uma agulha de costurar o que não se adéqua bem a realidade da fala de Jesus. Há outra possibilidade ao se referir a uma pequena porta chamada de agulha ao lado da porta principal de Jerusalém, por ela o camelo somente passaria se ajoelhando e o empurrado, por ser o camelo um animal de grande porte daquela região, embora sobre essa porta não se tenha alguns pormenores sobre. Se Jesus se referiu a essa porta estava dizendo que o rico teria dificuldade em deixar de lado todas as suas riquezas e se dobrar humilhadamente perante Deus, maneira que o conduziria entrada no reino dos céus, no entanto essa interpretação pode ter certa harmonia com o que ele falava. Assim não importa muito, mas o que ele se refere é deixar o fardo do pecado.

Existem muitas outras coisas que são verdadeiros impedimentos para a entrada no reino dos céus, por isso faz-se necessário à renúncia delas como: (1) Entrar pela porta estreita (Mt 7:13; Lc 13:24); (2) Não amar mais as riquezas (Mt 19:21); (3) Renunciar tudo (Lc 14:33; (4) Negar-se a si mesmo (Lc 9:23); (5) Deixar o fardo de pecados (Mt 11:228-30); (6) Amar mais a Deus (Mt 10:30; Mt 19:29; Lc 14:26). Os nossos pecados constitui-se um grande fardo que deve ser deixado para entrar na porta estreita, precisamos abandonar tudo aquilo que nos impede de entrar no reino dos céus. Há muitas coisas que precisamos deixar, por exemplo, alguns costumes e atitudes que desagradem a Deus e ao próximo, o amor às riquezas materiais e o dinheiro por onde começam os males (I Tm 6:10.

Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

ESBOÇO 952 PERDOAR, UMA TAREFA DIFÍCIL.


ESBOÇO 952
TEMA: PERDOAR, UMA TAREFA DIFÍCIL.
TEXTO: “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte, e tais contendas são como os ferrolhos dum castelo.” PROVÉRBIOS 18:19

Na vida existem coisas que são difíceis de fazer, mas não impossíveis, pois cada pessoa tem a sua capacidade emocional diferente, de maneira que uns tem a capacidade de suportar e encarar algo mesmo que venha mexer com seus sentimentos, sem, contudo alterar a sua conduta, mas existem outras pessoas que são sensíveis e capazes de se abalarem facilmente por razões às vezes muito simples. O que discorrerei nesse assunto algo que menos as pessoas gostam de fazer, pedir perdão, perdoar e desculpar quando ofendem e são ofendidos.

O perdão
Muitas vezes Jesus foi questionado sobre o perdão (Mt 18:21-22), o perdão significa indultar ou anistiar alguém que ofende ou é ofendido por outra pessoa. Ouvimos falar em perdoar, mas praticar não é tão fácil como se pensa, o perdão está acondicionado ao amor, por isso é impossível perdoar sem praticá-lo, aquele que pouco ama, pouco perdoa (Lc 7:47). Não devemos deixa o sol se por sobre a nossa ira. Irai-vos, mas não pequeis (Ef 4:14,26). Devemos levar em consideração o perdão divino para com as nossas ofensas, assim devemos retribuir conforme o perdão que recebemos de Deus, para entender melhor é necessário ler o texto de (MT 18:23-32).

Um irmão ofendido
A tarefa mais difícil é reconquistar alguém que ofendemos, seja por palavras ou por ações, para isso é preciso muita paciência para reconquistar, entre os provérbios diz que um irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte (Pv 18:19). Necessariamente é preciso buscar a sabedoria divina para reconquistar a quem ofendemos, mas se o ofendido não quiser perdoar o que fazer? Essa é uma pergunta que de vez enquanto ouvimos de alguém, nesse caso o que ofendeu deve procurar alguma maneira de se dirigir ao ofendido e se reconciliar, e se ele não quiser? O irmão será penalizado por isso? Creio que não, porém a responsabilidade ficará com o indivíduo que não se dispõe a perdoar. A lição de Jesus ao ser interrogado sobre quantas vezes (Lc 17:3,4). A prática do perdão facilita a aceitação das nossas ofertas perante o altar (Mt 5:23; 18:15-71; %:25). “Perdoe, mesmo que o indivíduo não mereça, mas para que você tenha paz.”

O perdão resulta:
A aceitação da oferta que é levada ao altar depende da nossa convivência com os irmãos (Sl 133). Perdoar resulta em sensação de alívio e de um dever cumprido. O perdão é uma via de mão dupla, ambas as pessoas serão beneficiadas, ou seja, tanto o que perdoa quanto o que recebe o perdão será aliviado. O perdão nos leva de volta a comunhão com Deus, isso resulta em muitos benefícios, promovendo saúde, paz e felicidade.

Irmãos, perdoar é uma necessidade universal, a humildade é o condutor que nos leva a perdoar. Devemos entender que no mundo pecaminoso em que vivemos é impossível viver sem aborrecer e ser aborrecido, ofender e ser ofendido, no entanto devemos perdoar quantas vezes seja necessário. O orgulho, o ódio, a prepotência, a insensibilidade são as únicas coisas que leva o homem a não perdoar. Não deixe que o sentimento de ódio, rancor, ira prevaleça em seu coração, a oração é o melhor caminho para esvaziar os nossos corações do ódio e da ira.

Pr Elis Clementino