quinta-feira, 14 de julho de 2016

SEMENTEIRA E COLHEITA

ESBOÇO 690
TEMA: SEMENTEIRA E COLHEITA
TEXTO: LUCAS 8:11

            Inicio o assunto falando sobre sementes, ela é a essência por onde começa a germinação de planta, é o óvulo maduro e já fecundado das plantas, ela é formada por: Tegumento o que chamamos de casca, embrião e endosperma que o envolve. A semente plantada no solo germina, cresce e pode produzir frutos e finalmente a colheita, embora existam sementes que em determinados solos nada germine. Não existe colheita sem sementes plantadas, mesmo assim se plantarmos ou não colheremos. “Plantar a semente é opcional, quanto à colher é obrigatório”, você colhe aquilo que planta, e se nada plantar também colherá as consequências. Jesus expôs uma parábola sobre a semeadura e a colheita, leis que nunca mudam. (Lc 8:11).

Semeando
Nem tudo o que semeamos temos a certeza que dará dar frutos bons ou maus, pois dependendo do tipo de solo e da semente pode germinar ou não. Geralmente as incertezas estão presentes, porque não depende somente de quem planta, pois há alguns fatores que podem contribuir para que ela germine ou não (Lc 8:5). O agricultor sabe que pode semear e nada colher por causa desses fatores (Lc:8:6,7). Existem também o solo ruim e clima muitas vezes desfavorável, com estiagem longa as plantas ficam vulneráveis as pragas. Por isso o agricultor necessita de paciência como disse Tiago (Tg 5:7). O ensino do Mestre sobre semear foi muito mais além do raciocínio dos discípulos.

Lição
Jesus não estava querendo dar-lhes uma lição sobre a agricultora, mas a semear o que era mais importante não somente para eles, mas para todo mundo. A semente que ele se referia era a palavra de Deus, embora os discípulos não estivessem entendendo o seu significado por isso eles perguntaram: Que parábola é esta? Ora há particularidades que nem sempre esclarecemos para as pessoas por mais amigas que sejam. Há particularidade de Deus para cada um, nem todos podiam entendê-las “A vós outros é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; aos demais fala-se por parábolas, para que, vendo, não vejam, e, ouvindo não entendam.” (Lc 8:10). A mensagem era somente para os discípulos e a todos que também seguissem o mestre.

            A Palavra de Deus é a semente que precisa ser semeada por nós também. Os discípulos precisavam entender que a palavra deveria ser semeada que caíssem em boa terra ou não, o campo é o mundo. Nós temos as mãos cheias de sementes e celeiros cheios para semear em quaisquer circunstâncias, enquanto semeamos sofremos, no entanto muitas vezes somos surpreendidos com bons resultados. Os que semeiam com lagrimas a sua semente gemendo, andando e chorando, voltarão, sem dúvida com alegria trazendo consigo os seus molhos (Sl 126:5).

A semente que cai em boa terra produz, a colheita pode não vir imediatamente como diz a expressão lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás (Ec 11:1), fazer o bem também é semear. Amados não se têm uma definição exata sobre essa palavra, mas vale apena refletir na questão trabalhada por Salomão sobre as incertezas em alguns aspectos da vida (Ec 11:1-8). As incertezas estão sempre presentes, mas não devemos permitir que ela nos faça apelar para o excesso de cautela, porque as incertezas podem nos fazer parar. O que observa o vento não semeará, e o que atenta para as nuvens não segará (Ec 11:4).


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

A MORTE DE JESUS CRISTO

ESBOÇO 689
TEMA: A MORTE DE JESUS CRISTO
TEXTO: FILIPENSES 2:8

            A morte de Cristo é o tema central de toda Escritura Sagrada (I Co 15:3), o plano de salvação para a humanidade gira em torno dela. Todo cristão deve ter conhecimento do desenvolvimento desse ato poderoso e divino para a salvação da humanidade.

A morte de Cristo
Ela realizou-se conforme os propósitos de Deus, ou seja, aquilo que ele planejou aconteceu desde a primeira promessa (Gn 3:15; Ex 12:3; Ap 13:8). Esse ato abrangeu a toda humanidade sem acepção de pessoas tudo foi consumado por Cristo no alto da crucificação.

A morte de Cristo foi:
a) Foi uma morte desonrosa (Is 53-37; Hb 12:2)
b)      Uma morte com requinte de crueldade e de sofrimentos amargos (Lc 22:15,44; Hb 2:9);
c)      A sua morte foi um ato sacrifical (Hb 9:14-26; Ef 5:2);
d)      Foi uma morte expiatória, Jesus foi o cordeiro do sacrifício (I Pe 2:24; Is 53:5; I Jo 1:29);
e)      Entregou-se a morte voluntariamente para morrer pelos nossos pecados (Jo 10:18; 18:4-11);
f)       A sua morte foi suficiente e permanente (Hb 1:3; 9:25).

A finalidade
a) Reconciliar o mundo com Deus (Cl 1:20);
b) Ela foi necessária para a salvação dos homens (Mt 16:21);
c) Ela é a propiciação dos nossos pecados (I Jo 2:2);
d) Cumprir todo plano divino para a salvação dos homens, plano esse incompreensível pelo homem natural (I Co 1:23).

Os efeitos
a) Satisfaz a Deus (Fp 2:8-11; Ef 5:2);
b) Glorifica a Deus (Jo 12:23,32);
c) Cumpriu a lei (Ef 2:15; Cl 2:14; Rm 6:14);
d) Venceu a Satanás eternamente (Cl 2:15; Ap 12:10; Hb 2:14);
e) Por ela fomos justificados (Rm 5:9; 8:3; Hb 2:17; 10:19).
           
            A morte de Cristo é a base da nossa salvação, ela é a porta que Deus abriu para a nossa entrada no reino celestial nos conduzindo a casa do Pai. Todo cristão deve ter conhecimento sobre a morte de Cristo, bem como a sua finalidade, e entendê-la que foi através dela que o amor divino foi provado (Jo 3:16), isso prova as misericórdias de Deus a nosso favor.


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE





AS PEDRAS DO PASSADO

ESBOÇO 688
TEMA: AS PEDRAS DO PASSADO
TEXTO: I SAMUEL 17:34-37

            Provavelmente no seu passado existiram momentos que aos seus olhos pareciam difíceis de serem superados, esses impedimentos foram consideradas verdadeiras pedras no seu caminho. Existem calhaus do passado que você jamais gostaria de lembrar simplesmente por elas não motivarem nenhuma inspiração construtiva, a não ser amargura, em contrapartida existem aquelas que lhes deixaram exemplos de heroísmo e de vitórias após removelas. Veremos nesse mote sobre as pedras deixadas para trás e tratar de remover as que surgirem em nossa frente.

I. Pedras deixadas para trás
Diz-se que águas passada não moem moinho, é verdade, mas existem alguns acontecimentos do passado que podem deixar marcas à vida inteira, principalmente aquelas que lhes ocasionaram momentos de angústias e tristezas, essas fazemos questão de não lembrar, contudo existem e não podemos esquecer-nos delas. Há pedras do passado que ao lembrar nos sentimos mais encorajados pelo nosso heroísmo que nos causaram motivos de glória pela superação, Davi se lembrou das pedras das dificuldades no campo ao enfrentar as feras quando apascentava as ovelhas do seu pai (I Sm 17:34-37). As vitórias lhes motivaram a enfrentar obstáculos ainda maiores, como o enfrentamento do gigante Golias, aquela era apenas mais uma pedra que teria que ser removida do caminho de Israel.

Existem muitas pessoas que as pedras do passado continuam em sua frente desmotivando-as a superarem as que encontrarem pela frente. Esse é um trauma é difícil de superar porque “Uma boa memória faz heróis. Uma péssima memória faz covarde.” (Max Lucado). “Se te mostrares frouxo no dia da angústia a tua força será pequena.” A nossa motivação pode vir das vitórias que tivemos no passado. As pedras no caminho de Davi o motivaram a encarar  com firmeza não somente o gigante Golias como tantos outros.

II. Remova as pedras da sua frente
Israel tinha um grande obstáculo a ser removido, “o gigante Golias”, ele sempre aparecerá diante de você, mas não será com as suas próprias forças que elas serão removidas, porém é necessário usar as armas certas e precisas, duas coisas são imprescindíveis para qualquer indivíduo; CORAGEM e DETERMINAÇÃO, com esses adjetivos estarão aptos para enfrentá-las. Não há pedras grandes quando a sua fé é grande “Tudo posso naquele que me fortalece.” (Fp 4:13). A sua fé pode remover montanhas (Mt 21:21-22). A pedra que estava à porta do túmulo de Lazaro era incompatível com a dimensão da fé da sua irmã “Marta”, pois a pedra do desengano estava dentro do seu coração, essa era a maior pedra que deveria ser removida “a sua incredulidade ou descrença” (Jo 11:39-40).

            Não deixe que as pedras do passado subjuguem a sua confiança lhe impossibilitado de ter vitórias sobre os estorvos da vida, você precisa ter em sua mente que as pedras que matam os gigantes estão em suas mãos “a palavra de Deus”. A todo instante somos humilhados pelos nossos adversários como foi Davi diante do gigante e dos seus inimigos, a sua bravura e a determinação nos inspira a lutar a fim de vencermos os nossos oponentes. A coragem de Neemias também nos faz avançar sem retroceder, com a força divina removeremos as pedras, as quais nos servirão de alicerce para construirmos sobre elas grandes obras. Davi foi coroado pela bravura por ter removido a grande pedra “o Golias” gigante que incomodava Israel, após a remoção da pedra que te incomoda, Deus te erguerá e te conduzirá a patamares altos na vida, você irá muito além das tuas expectativas. Qual a pedra que está em tua frente impedindo de avançares? Qual o gigante que te amedronta? Não dêem as costas para eles, mas encare-os com espírito de bravura, coragem e determinação que certamente eles ficarão para trás, se a dimensão da pedra for maior ou igual o seu pessimismo verdadeiramente será difícil removê-la, mas se a pedra for menor que o seu otimismo certamente será removida da sua frente.


Pr. Elis Clementino-Paulista -PE

A DÚVIDA E A FALTA DE FÉ

ESBOÇO 687
TEMA: A DÚVIDA E A FALTA DE FÉ
TEXTO: 2 REIS 7:1-17

A Dúvida e a falta de fé em Deus têm postergado muitas pessoas, elas têm sido pedras no caminho de quem deseja alcançar algo bom tanto aqui quanto na outra vida. A ausência de confiança em Deus é tão danosa que impede o indivíduo até de agradar a Deus (Hb 11:6). A dúvida e a falta de fé ofuscam a sua visão espiritual e conduz a pessoa ao pessimismo.

I. A dúvida é uma reação da mente capaz de fazer com que o indivíduo fique indeciso, confuso e impreciso, há uma frase que diz: “Na dúvida não ultrapasse” é uma verdade antes de tomarmos as nossas decisões precisamos estar certos de qual o resultado nos trará, se bom ou ruim. Os duvidosos param no meio do caminho e nada conquistam.

II. As conseqüências causadas pela dúvida
A dúvida não somente nos prejudicam como também as pessoas que nos cercam. A imprecisão impe o desenvolvimento da pessoa em todas as áreas da vida, inclusive as nossas orações e a entrada no reino dos céus. O Apóstolo Tiago registrou em sua carta sobre a oração recheada de dúvidas “...peça-a com fé, sem qualquer sombra de dúvida, pois quem crê com reservas é semelhante à onda do mar, agitada pelos ventos. Não imagine tal pessoa que assim receberá coisa alguma (Tg 1:6,7)”. O discípulo Pedro indo ao encontro de Jesus sobre as águas afundou por causa da dúvida e a falta de fé (Mt 14:28,29). A dúvida pode surgir na mente de alguém como algo impossível de acontecer. O capitão segurança do rei da Síria duvidou que Deus pudesse fazer com que os alimentos se tornassem acessíveis e de baixo custo naquela época de guerra, “Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu poderia acontecer isso?” a reação do profeta foi imediata, uma palavra de juízo aquele capitão incrédulo acabara de ser proclamada “verás, mas não comerás” (2 Rs 7:2b).

III. A falta de fé
A fé é uma espécie de certeza de uma conquista, conforme o escritor aos hebreus é o firme fundamento das coisas que não se vê (Hb 11:1), não sabemos como ela é processada na mente humana, mas sabe-se que ela foi dada por Deus para que o homem lutasse pelos seus ideais com o anseio de conquistar algo. Pela fé ele já vê o bom desfecho daquilo que ele deseja, a fé pode ser usada para a realização do mal sobre alguém, essa fé tem a operação maligna. A fé como fonte divina é viva e muito diferente, porque ela está conectada com o sobrenatural e divino, quando usada satisfaz a vontade de Deus.

IV. Os efeitos da oração feita com fé
A oração é um meio de comunicar-se com Deus, falamos anteriormente que ela está ligada diretamente ao sobrenatural e que pode influência forte, desde a antiguidade as pessoas que serviam a Deus usavam esse meio de comunicação “a oração”. Principalmente os profetas, destacaremos dois deles Elias (2 Rs 18:41-45; Tg 1:5); Elizeu (2 Rs 6:8-17). A oração envolve fé, a oração feita com fé realiza milagres. Jesus explicou aos seus discípulos e lhes assegurou que se eles tivessem fé e não duvidassem poderia fazer não apenas como ele fez com a figueira, mas ordenar ao monte que se transportassem para o mar (Mt 21:21); Jesus em várias ocasiões ressaltou a importância da fé. Nos dias de Paulo e Silas a oração e louvor recheada de fé fez com que as grades do cárcere se abrissem (At 16:23); Pedro estava na prisão cercado de guardas enquanto a igreja dormia exausto de cansaço, e enquanto a igreja orava com fé Deus mandou um anjo e o soltou; O apóstolo Tiago foi muito mais além, ele disse que a oração da fé sara o doente. E se houvesse cometido pecados seriam perdoados (Tg 5:15).

            Não devemos esquecer que a oração se agrega alguns princípios que completam as exigências divinas para o povo de Deus, pelo menos há quatro deles são respeitáveis e sem dúvidas são fundamentais para que a oração seja aceita por Deus. (1) Se humilhar; (2) Buscar a face do Senhor; (3) Se converter dos seus maus caminhos. Depois de atendidas essas exigências as orações são recebidas e respondidas por Deus de maneira graciosa que as bênçãos viriam sobre o povo (2 Cr 7:14). Atualmente Deus age da mesma maneira para com todos quanto o buscarem, devemos por em prática esses princípios crendo que o Senhor está pronto a nos atender, deste modo a dúvida e a falta de fé devem estar bem longe de nós. Devemos ter a confiança que as nossas orações estão sendo ouvidas e respondidas por Deus.

Pr. Elis Clementino-Paulista -PE


MEFIBOSETE, UM HOMEM FRUSTRADO

ESBOÇO 686
TEMA: MEFIBOSETE, UM HOMEM FRUSTRADO
TEXTO 2 SAMUEL 9:1-13

            O texto em apreço nos mostra que uma frustração pode deixar seqüelas no ser humano para o resto da vida, a frustração é uma espécie de bloqueio psicológico impossibilitando o sujeito de enxergar, ou tenha uma visão otimista diante das circunstancias desagradáveis que lhes cercam. Destaco como exemplo o episódio na vida de Mefibosete, filho de Jonatas e neto de Saul.

I. Frustração
É um mal proveniente da falta de sucesso em algo que se previa ter êxito, é uma sensação de que algo bom tenha abortado. Algumas pessoas frustradas se sentem decepcionadas e improdutivas sem condições de retomar a auto-estima e enfrentar com coragem e determinação novos desafios (2 Sm 9:8).

II. A bondade de Davi
Havia algo em Davi que Deus muito se agradara, era a sua generosidade, um homem de coração bom, embora fosse um grande guerreiro no cumprimento da sua missão em defender Israel nas guerras. Quando Jonatas era vivo ambos fizeram um acordo de cuidarem da família um do outro caso viesse algum deles morrerem primeiro (pacto de Jonas com Davi), eram muitos os favores que Davi devia a Jonatas, inclusive ele livrou Davi das mãos do seu pai Saul.

III. O trabalhar de Deus
Deus trabalha por aquele que nele espera (Is 64:4), para todo propósito há um tempo determinado (Ec 3:1), Mefibosete era filho de Jonatas e neto de Saul, ele teria tudo para herdar o trono, mas algo trágico aconteceu com ele, quando criança caiu e ficou coxo dos pés, após a morte do seu pai e avô ele ficou desamparado, tomaram as suas terras, inclusive Ziba que era servo de Saul se apossou de boa parte delas. Mefibosete foi para Lo-Debar morar de favor na casa do seu tio Maquir, Lo-Debar era uma terra árida e muito seca, o que tornava ainda mais difícil a saída de Mefibosete de lá.

IV. Davi consulta Ziba
Após a morte de Saul Ziba continuou no palácio, era um servo da casa real, certo dia Davi se lembra daquele voto de fidelidade feito entre ele e Jonatas. Ao consultar Ziba pergunta: Há algum remanescente da casa de Saul para que eu possa honrá-lo? Ziba responde: Há sim o Mefibosete, ele é aleijado dos pés, essa foi uma resposta preconceituosa e de total desprezo por alguém filho do amigo do rei. (1) Ziba olhou para os defeitos de Mefibosete e não para as virtudes; (2) Ele era preconceituoso; (3) Tentou atrapalhar o que Deus tinha para Mefibosete; (4) Ziba subestimou Mefibosete, ele achava que aquela honra seria para ele que fora servo e Saul. Ainda hoje existem pessoas assim, se a glória não for para ele tenta atrapalhar para que não seja de ninguém. O rei honra a quem ele quer, e ninguém pode impedir.

V. O surpreendente convite
Ao ouvir Mefibozete o convite de Davi sentiu-se incapaz, o sentimento de inferioridade surgiu como resposta da sua frustração, certamente lhe veio à mente, como posso ser honrado dessa maneira? Um cão morto como eu? Sentar a mesa do rei e comer pão para o resto da minha vida? Receber de volta a minha herança? Quando o indivíduo é dominado por esse sentimento ele não espera que algo bom aconteça a seu favor.
           
Ainda hoje Deus faz coisas grandiosas, a um ele abate e a outro ele exalta, com frustração ou sem, com Ziba ou sem, ele faz. Não permita que o sentimento de frustração lhe tire a visão de ser honrado por Deus, somente ele é capaz de restituir tudo aquilo que você perdeu, jamais subestime a sua capacidade se você está nas mãos de Deus. Aquele “Ziba” que subestimou Mefibosete teve que se tornar servo dele e honrá-lo com todos os seus bens. Há pessoas que quando vamos consultá-las saímos mais tristes ainda, não consulte os Zibas que cruzam o teu caminho, mas aqueles amigos leais que somam ou lhe acrescentam algo de bom. “Deus muda situações”


Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

O TRIUNFO DA FÉ

ESBOÇO 685
TEMA: O TRIUNFO DA FÉ
Habacuque 3:17-19

            O triunfo da nossa fé depende da maneira e em quem estamos depositando-a. Muitos fazem uso da fé em algo incapaz de realizar qualquer obra em seu favor, outros põem em Deus, mesmo sem vê-lo, estes são considerados bem-aventurados “bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20:29). Os que depositam em Deus a sua confiança jamais ficarão sem resposta. A fé é abstrata e está ligada a alma e o espírito humano, a fé viva em Deus não se manifesta isoladamente sem conexão com ele, quem tem fé em Deus crer que ele existe e é galardoador dos que o buscam (Hb 11:6). Aqueles que vivem e morrem firmes na fé se regozijarão na salvação final que está garantida em Cristo que é o nosso maior tesouro.

Sobre a fé
O escritor aos hebreus explica a natureza da verdadeira fé, não daremos uma definição, mas uma pequena descrição sobre ela.

(1) A fé é a confiança naquilo que não se vê, (Hb 11:1), pois podemos crer pela fé o que não podemos ver. Ela se desenvolve ainda mais quando passamos a ter uma experiência mais profunda com Deus e através da sua palavra “o crer vem pelo ouvir” principalmente em relação à salvação das nossas almas em Cristo.

(2) A fé não pode ser explicada de forma natural como ela funciona e de que maneira ela se processa e se manifesta na mente humana, ela não é meramente um pensamento positivo como alguns dizem, pois a mente humana está concatenada com o mundo espiritual, ela pode se manifestar de maneira construtiva e destrutiva, ou seja, tanto para o bem, quanto para o mal, depende de como usá-la e a quem ela está direcionada. Uma mente carregada de maldições é capaz de influenciar na vida das pessoas, principalmente no uso de uma fé maléfica sobre as pessoas.

(3) A fé não somente é para se obter milagres divinos, mas também como forma de demonstrar a sua crença e confiança em Deus. É através da que podemos se justificados, como foi Abraão (Rm 4:1-3).

Estimulando a fé em Deus
O escritor estimula a nossa fé descrevendo sobre inúmeras pessoas que viveram essa vida de confiança, indivíduos que não retrocederam mesmo diante dos seus oponentes mantendo-se firmes (Hb 11:1-40). Os verdadeiros crentes não recuam (Hb 10:26-31), lembremos  das palavras de Habacuque (Hc 2:3; Hb 10:38,39) e seguir em frente até o final como fizeram aqueles heróis, dos quais o escritor apresentou a vida de fé quando muitos deles foram submetidos a humilhações e martirizados a fio de espada, contudo continuaram firmes e da fraqueza eles tiraram força (Hb 11:34). 

            Tomemos como exemplo as lições de fé daqueles grandes heróis do passado. Muitos cristãos sabem que ainda serão submetidas as mais duras provações por professar a sua fé em Cristo, visto que a nossa fé viva se manifesta quando focadas em Deus. Não são as coisas efêmeras desta vida que nos levam a acreditar em Deus, mesmo que tudo falte a nossa fé deve triunfar. A alusão da figueira, da oliveira, dos cereais e dos rebanhos abrangendo toda produção agrícola, dos quais a nação dependia (Hb 3:17-19), e a invasão dos inimigos certamente destruiriam todo fruto de um longo e exaustivo trabalho, árvores e colheitas, bem como os animais, mas isso não seria o suficiente para apagar a chama da fé, mediante toda ruína descrita o profeta estava confiante “Todavia eu me alegrarei no Senhor e exultarei no Deus da minha salvação.” (Hc 3:18). Só há duas expressões fortes e diferenciadas na bíblia a respeito da fé declarada verbalmente que eu considero, principalmente quando tudo acaba a de Habacuque “Ainda que a figueira não floreça, não haja fruto na vide, o produto da oliveira minta, nos corrais não haja vacas, as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, todavia eu me alegrarei no Deus da minha salvação.” e a de Jó “Nu sai do ventre da minha mãe, nu tornarei para lá, o Senhor deu o Senhor tomou, bendito seja o nome do Senhor.


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

O JOVEM E A ILUSÃO

ESBOÇO 684
TEMA: O JOVEM E A ILUSÃO
TEXTO: PROVÉRBIOS 14:12

                A juventude é apenas uma fase que passa rapidamente, embora seja a mais bela da vida. O jovem tem como característica a exibição da sua força e coragem, mas é preciso adverti-lo dos perigos e das adversidades que certamente se deparará no percurso dessa etapa. Os jovens precisam ser encorajados para enfrentarem as adversidades e as tentações, por serem ainda púberes na maneira de pensar e agir, principalmente quando cristão. Devemos mostrar para eles a necessidade de ter compromisso com Deus e também a sua vida moral.

O jovem e a ilusão
A ilusão é uma fantasia ou utopia, ela tem atraído muitos jovens, porque há caminhos que parecem bons aos seus olhos (Pv 14:12; 16:2a,25). A fantasia tem feito com que muitos deles se deparem com uma realidade bem diferente daquela que ele tinha em sua mente, afirmamos com toda certeza que a fantasia não é realidade, por essa razão os jovens precisam ser exortados para que as frustrações não lhes deixem seqüelas até a velhice. O Apostolo Paulo na sua carta a Tito fez uma bela exortação enfatizando serem criteriosos “Quanto aos moços, de igual modo, exorta-os para que, em todas as coisas, sejam criteriosos” (Tt 2:6). Os belos quadros pintados em suas mentes podem levá-los a caminhos difíceis e sem volta, isso é fruto da inexperiência.

O Jovem e a sua vida devocional
Há uma recomendação que deve ser levado a sério pelos jovens, “Lembra-te também do teu criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas dizer: Não tenho neles contentamento” (Ec 12:1). Buscar a Deus e meditar na sua palavra é a única maneira de purificar o seu caminho “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra” (Sl 119:9). Os jovens devem dedicar-se a essa busca com todo desejo do seu coração “Com todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos”, ao encontrá-los sejam guardados no coração, para não pecar contra o seu Deus. Salomão expressa uma verdade interessante quando diz: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4:23).

Jovens que se destacaram na Bíblia
Alguns jovens foram levados cativos para Babilônia, entre eles Daniel e seus companheiros, eram jovens simples, mas se destacaram pela obediência e temor a Deus, houve dois fatores respeitáveis para que a vida devocional daqueles jovens fosse bem sucedida “jejuns e orações”, eles levaram a sério a sua vida devocional diariamente. Quando os jovens consideram esses princípios não há ocasião para pecar contra o seu Deus por terem uma perfeita comunhão com Deus, assim os seus inimigos não tinham de que acusá-los (Dn 6:4,5,10).

A força moral e a física
Os jovens devem levar em consideração que a força moral é superior a física, atualmente estamos vivenciando muitos deles usando a força física como se ela seja tudo, assim praticam todo tipo de aberrações, eles fazem uso dessa força de maneira desmedida para mostrar o seu potencial, para os tais a força física é superior a moral, essa é uma inversão de valores incontestável. “A FORÇA MORAL É SUPERIOR A FÍSICA”

                Os jovens devem ser continentes, conhecendo seus limites, pondo em prática os valores que os nobilitem. Os moços necessitam ser ensinados a terem uma vida digna perante Deus, na igreja e na sociedade em que vive, não permitindo que as ilusões os induzam ao erro. A vida devocional é um bloqueio para que as ilusões não prevaleçam, os jovens precisam seguir alguns princípios que são fundamentais, como: MEDITAR NA PALAVRA DE DEUS E ORAR, pois assim fizeram os jovens hebreus no cativeiro babilônico. Os jovens necessitam de pessoas que os compreendam e os ajudem principalmente nas suas escolhas e nos momentos difíceis da vida quando os desafios batem a sua porta, ajudá-los espiritualmente como escreveu o Apóstolo João “...Jovens, escrevo-vos, porque vencestes o maligno. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno” (I Jo 2:13,14). Nesse texto João enfatiza que os jovens são capazes tendo como troféu a vitória sobre o maligno, portanto ajudemos os nossos jovens darem os primeiros passos firmes em todos os sentidos da vida.


Pr. Elis Clementino – Paulista-PE

CONTROLANDO A ANSIEDADE

ESBOÇO 683
TEMA: CONTROLANDO A ANSIEDADE
“Não estejais inquietos pelo que haveis de vestir e comer” MATEUS 6:25

            Nada é mais inquietante do que não termos as coisas básicas para atender as nossas necessidades, como moradia, emprego, pão, água, vestes e calçados, mas essas preocupações não podem ir além do normal a ponto de nos conduzir a um estado de ansiedade tão acentuado e capaz de perdermos o controle. Esse tipo de sofrimento pode motivar graves problemas à saúde física e mental. Os sintomas muitas vezes são visíveis em determinadas pessoas, mas em outras não, de alguma maneira algumas delas buscam auxílio a fim de amenizar a sua dor, outras não, por isso as aflições se tornam muito mais intensas, o estresse, o cansaço físico, a depressão são decorrência das angústias reprimidas. É evidente que todo indivíduo necessita lutar pelos seus ideais, mas de maneira controlada para que não tenha sérios problemas no futuro.

Definição
Ansiedade é um tipo de sofrimento íntimo proveniente de algumas circunstâncias desagradáveis, às vezes se instala juntamente com uma crise existencial na alma com vazios onde nada consegue preenche-los. Nesse estágio o pessimismo e a descrença falam muito mais alto do que as palavras estimuladoras e consoladoras das outras pessoas.

Controlar a ansiedade
Em quaisquer que sejam as circunstâncias é imprescindível ter o controle das nossas aspirações, pois os males deste mundo são causados justamente por falta desse governo. Jesus procura controlar a ansiedade dos discípulos por estarem apreensivos em relação ao futuro deles, mostrando-lhes que a vida não se restringia apenas pelo que é terreno, porque ela é passageira e insuficiente para nos garantir a felicidade. Devemos entender também que algo maior e melhor está no reino espiritual. Essa aflição excessiva por algo é capaz de fazer com que o indivíduo resolva conquistá-lo a todo custo sem, contudo considerar as implicações. Quando o indivíduo não consegue controlar esses anseios entra no estado depressivo capaz de induzi-lo ao suicídio ou até mesmo cometerem homicídios. Destaquemos na Bíblia um exemplo tanto de abatimento, quanto ao anseio que resultou em tragédia. O profeta Elias sentiu-se deprimido pela perseguição da mulher de Acabe (I Rs 19:4); O rei Acabe pela ambição de possuir o que era alheio perdeu o sono ficou deprimido, até conseguir de forma trágica e violenta (1 Rs 21:1-4), embora como consequência tenha pago um preço alto.

Lutando pelos objetivos
Procurar alcançar seus objetivos é o normal de cada indivíduo, mesmo que se esforce para conquistá-los é preciso ter a consciência da sua capacidade, do que é possível conseguir ou não, dentro desse âmbito o indivíduo deve contentar-se com o que tem, mas isso não significa que o indivíduo não busque aumentar aquilo que já possui como renda e bens, mas procurar conquistá-las de maneira lícita. O cristão não deve visar somente às coisas materiais a ponto de olvidar as espirituais, muitos cristãos ainda hoje direcionam a sua visão somente nos bens materiais deixando de lado a sua vida de devoção a Deus, nessa correria desenfreada falta tempo para cultuar, orar, estar nas reuniões de adoração e culto de ensino, assim nessa corrida desregrada o sujeito se estressa e se deprime.

Há alguns textos bíblicos que parece haver algumas incongruências ou paradoxos, por exemplo: Jesus disse aos discípulos buscar primeiro o reino de Deus e as demais coisas seriam acrescentados (Mt 6:33); outra hora disse que eles não estivessem apreensivos com o que haviam de comer, beber e vestir (Mt 6:25); Quem não deixar pai, mãe e irmãos não é digno de mim (Mt 10:37); Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á (Mc 8:35); Paulo disse: Não estejais ansiosos por coisa alguma (Fp 4:6); Buscai as coisas que são de cima e não as que são da terra, pensai nas coisas que são de cima e não nas que são debaixo (Cl 3:2,3). Em nenhum desses textos significa que o indivíduo viva em um estado de inércia, ou que não deva trabalhar e lutar pelo seu bem estar e da sua família, muito pelo contrario Paulo também enfatizou o trabalho dizendo: trabalhai para não ser pesado ao teu irmão, quem não quiser trabalhar que também não coma (2 Ts 3:10,11). Buscar as coisas que são de cima não significa viver somente do espiritual, ou cruzar os braços e esperar que Deus faça tudo e o indivíduo nada, cuidado com o extremismo espiritual, o trabalho dignifica o homem, e não a ociosidade, o próprio Jesus enfatizou o trabalho.

            Amados a ansiedade excessiva por qualquer coisa é danosa, ela em si já gera a dor e sofrimento íntimo, o controle não é fácil, e não é tratado de forma tão simples como se pensa. As pessoas com transtorno da ansiedade pode ter a situação piorada se não for tratada, falamos anteriormente até que ponto pode atingir uma pessoa acometida por esse mal. A recomendação que tenho é que não devemos estar inquietos a ponto de nos desesperar, mas nos manter cautelosos e confiantes que de alguma maneira Deus nos ajudará a suprir as nossas necessidades. Cada indivíduo deve fazer a sua parte através do trabalho, pois desde o inicio Deus o instituiu como meio de subsistência humana. A ansiedade excessiva e desmesurada pode resultar em tragédias, por isso é preciso que o indivíduo cuide cedo, mas não podemos desprezar a aproximação de Deus através da oração e da sua palavra (Fp 4:6).


Pr. Elis Clementino- Paulista-PE