sábado, 31 de agosto de 2024

ESBOÇO 1389 TEMA: REMOVENDO AS PEDRAS DO CAMINHO.

 

ESBOÇO 1389 *
TEMA: “REMOVENDO AS PEDRAS DO CAMINHO”
TEXTO: FILIPENSES 3:13,14.

Geralmente, no nosso passado vivenciamos momentos de glórias, mas também fracassos, no entanto, foram superados, mas deixaram algumas marcas negativas e positivas. Certamente as negativas nos serviram de lições, porém as positivas nos trouxeram boas lembranças. As adversidades, tanto as passadas quanto as presente, são como pedras no nosso caminho, elas servem como uma espécie de treinamento, pois, segundo o apóstolo Paulo, elas contribuem para o bem (Rm 8:28). As pedras que nos marcaram negativamente no passado, deixemos para trás, ou removemos da nossa mente para que elas não nos atrapalhem tanto no presente quanto no futuro.

I. PEDRAS QUE PRECISAM SER REMOVIDAS:
·        As pedras do passado ruins que nos incomodam, devem ser esquecidas, porque elas podem influenciar negativamente nas decisões do presente.
·        As pedras do passado não podem determinar o seu presente.
·        As coisas boas e ruins que vivenciamos no passado servem apenas como experiencias.
·        As pedras do presente, precisam ser vencidas.
·        As pedras que aparecerão no futuro, prepare-se agora para removê-las.
 
II. NÃO SE APEGUE AO PASSADO.
Quem vive do passado e museu, lá só encontramos coisas antigas, mas elas permanecem como estimáveis devido ao valor da sua história. Existem pessoas que vivem atreladas ao passado, vivendo como se fosse o presente, principalmente aquele passado que lhes causou sofrimentos, toda vez que lembra, chora, lamenta e essas coisas se tornam como uma pedra, impossibilitando-as de superar, além disso, lhe rouba a autoestima. Águas passadas não movem moinho, o que passou, passou, siga em frente, ficar lembrando é perigoso, porque torna o indivíduo magoado e improdutivo, e assim ele nunca decolará na vida. (Ficar lembrando um passado ruim é morrer lentamente).
 
Existem muitas pessoas que as pedras do passado continuam em sua frente, desmotivando-as a superarem as que encontrarem adiante. Esse é um trauma difícil de superar porque “Uma boa memória faz heróis. Uma péssima memória faz covarde.” (Max Lucado). Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena. (Pv 24:10). A nossa motivação pode vir das vitórias que tivemos no passado e não das ruins. As pedras no caminho de Davi o motivaram a encarar com firmeza não somente o gigante Golias como tantas outras batalhas.

III. SUPERAÇÃO.
Precisamos superar os obstáculos que surgirem em nossa frente.
  • Davi, como pastor de ovelhas, removeu da sua frente os animais ferozes ao atacarem as suas ovelhas.
  • Israel tinha um grande obstáculo a ser removido, “o gigante Golias”, os gigantes sempre aparecerão diante de você para lhe intimidar e causar medo.
  • Davi sabia que a sua própria força era insuficiente para remover aquele grande opositor de Israel, ele contou com a presença de Deus. A sua fé, coragem e determinação são bênçãos de Deus.
Precisamos acreditar na força que vem de Deus, com ele não há pedras grandes quando a sua fé é grande. “Tudo posso naquele que me fortalece.” (Fp 4:13). A sua fé pode remover montanhas (Mt 21:21-22), pois a pedra que estava à porta do túmulo de Lázaro, era grande em dimensão, porém a maior pedra estava no coração de Marta. O desengano estava dentro do seu coração, essa era a maior pedra que precisava ser removida “a sua incredulidade ou descrença” (Jo 11:39-40). Essa pedra somente o indivíduo pode tirá-la, ou seja, não é Deus que tira, mas você.
 
Conclusão.
Não deixe que as pedras do passado, como mágoas e ressentimentos, subjuguem a sua confiança. Você precisa saber que a pedra que mata gigantes está em suas mãos, “a palavra de Deus”. A todo instante somos combatidos pelos nossos adversários, como foi Davi diante do gigante e dos seus inimigos, porém a sua bravura e a determinação nos inspiram a lutar a fim de vencermos os nossos oponentes. Davi foi coroado pela bravura por remover a grande pedra “o Golias” gigante que incomodava Israel.
A coragem de Neemias também nos faz avançar sem retroceder, com a força divina removeremos as pedras, as quais nos servirão de alicerce para construirmos sobre elas grandes obras.
Após a remoção da pedra que te incomoda, Deus te erguerá e te conduzirá a patamares altos na vida, você irá muito além das suas expectativas. Qual a pedra que está em sua frente, impedindo de avançar? Qual o gigante que te amedronta? Não deem as costas para eles, mas encare-os com espírito de bravura, coragem e determinação, que certamente eles ficarão para trás. Se a dimensão da pedra for maior ou igual ao seu pessimismo, verdadeiramente será difícil removê-la, mas se a pedra for menor que o seu otimismo, certamente removerás.
 
Pr. Elis Clementino.

domingo, 25 de agosto de 2024

ESBOÇO 1388 TEMA: PRUMO, NÍVEL E CORDEL.

 

ESBOÇO 1388
TEMA: PRUMO, NÍVEL E CORDEL.
“Estenderei sobre Jerusalém o cordel de Samaria e o prumo da casa de Acabe; eliminarei Jerusalém, como quem elimina-a sujeira de um prato, elimina-a e o embarca” 2 Rs 21:13; Am 7:7,8).
 
As expressões eram proféticas usando como figuras o prumo, nível e cordel, algo muito conhecido naquela cultura, eram instrumentos usados para se fazer medições, avaliação e veracidade de um trabalho de alvenaria, entre outros. Farei uma aplicação no sentido espiritual, com relação à conduta humana diante de Deus, se está aprumado ou desalinhado no seu comportamento. A citação desses instrumentos pelo profeta era figurativa, se referindo à situação espiritual do povo de Deus.
 
I. A conduta humana.
Os padrões de correção divinos são diferentes dos nossos. Os profetas que usaram instrumentos como símbolos seria uma maneira de Deus demonstrar que estava insatisfeito com o povo e que ele usaria esses métodos para corrigi-los.  
 
II. Utilidades dos instrumentos.
Cada instrumento tem uma função especifica em termo de medições e avaliações veremos o seguinte:
  1. Prumo, nas escrituras, é representado pela palavra de Deus, que serve de regra para MEDIR a nossa conduta e ética cristã, ela é o cânon (regra, preceitos, disciplina eclesiástica), vara de medir que rege as nossas vidas (Js 1.7; Dt 5.32). O prumo é usado para fazer avaliações verticais em alvenarias, basta olhar como o pedreiro trabalha com o prumo, pois este mede espiritualmente a nossa postura em relação a Deus. Prumo símbolo de conserto e juízo.
  1. Nível possibilita nivelar, igualar, deixar plano, verificar declive e aclive, alinhar, é valido mais para superfícies horizontais, podendo se referir a nossa situação como estamos vivendo aqui, se uma vida reta diante de Deus ou cheia de altos e baixos, assim com relação aos nossos relacionamentos.
  1. Cordel era uma linha ou cordão barbante usado como figura para se fazer medidas. A Bíblia menciona que Deus media com cordel, isso se referia à medição da situação espiritual do seu povo (Am 7.17; Zc 2.1).
  1. Deus também usa como símbolo balança, pesos e medidas, para avaliar também a nossa conduta, visto que a sua balança é fiel (Lv 19.36; 1 Sm 2.3; Jó 31.6; Dn 5.27).
  1. A espada, em algumas ocasiões, Deus usa espada como fez na casa de Davi e de tantos outros para executar a sua justiça (2 Sm 12:9,10).
  1. Anzol, Deus também usa o anzol, este colocado no nariz, impede, ou seja, limita como se fazia com os escravos e cativos (2 Rs 19.28).
  1. Freio nos lábios, esses são símbolos pelos quais o Senhor corrige o seu povo (2 Rs 19:28b).
 
III. Em que situação Deus usa a expressão figurada para nos corrigir?
a.  Quando deixamos de guardar os preceitos (lei) do Senhor (Dt 5:32; Js 1:7);
b.  Quando andamos segundo os nossos caminhos;
c. Quando endurecemos o nosso coração e não queremos dar importância à voz do Espírito Santo.
 
Deus usaria de justiça com as mesmas medidas usadas na casa de Acabe e da nação de Israel, seria também aplicada a Judá (Lm 2.8; Am 7.7-9).
 
IV. EXEMPLOS CONSIDERÁVEIS.
1. O prumo de Deus trouxe exterminação para a casa de Acabe (2 Rs 9.33; 10. 10,11).
 
2. Manasses, rei de Jerusalém, fez o que era mal aos olhos do Senhor, conforme as abominações dos gentios que o Senhor desterrara das suas possessões e por isso Deus usou o prumo da casa de Acabe (2 Rs 21.2,13; 1 Rs 16.30 a 33).
 
3. Após a morte do rei Acabe, Acazias seu filho reinou em seu lugar e andou no caminho do seu pai, fazendo o que era mal aos olhos do Senhor (2 Rs 8.27).
 
4. Nabucodonosor foi pesado na balança de Deus pelo orgulho e presunção (Dn 4.30–32).
 
5. Belsazar abonou um banquete no palácio real profanando os utensílios sagrados da casa de Deus e por isso foi pesado na balança (Dn 5.5, 25–28).
 
Devemos ter cuidado para que o prumo ou juízo de Deus não chegue até nós. Deus não se intimida e nem é levado por idade e nem respeito humano. Abraão, com noventa anos, ouviu a voz de Deus dizendo: “Anda na minha presença e ser perfeito” (Gn 17.1). Não importa quem você seja, ande na presença de Deus, que possamos dizer, como disse Jó, pesa-me em balança fiel e saberá a minha integridade, isso significa vida e consciência limpa diante do Senhor e dos homens (At 24:16).
 
Pr. Elis Clementino.

 

sábado, 17 de agosto de 2024

ESBOÇO 1387 ASSUNTO: FAZENDO O BEM SEM OLHAR A QUEM.

 

ESBOÇO 1387
ASSUNTO: FAZENDO O BEM SEM OLHAR A QUEM.
TEXTO: PROVÉRBIOS 25:21-22; ROMANOS 12:20.
 
Um dos mandamentos do Senhor é amar ao próximo como a si mesmo (Mc 12:31). O amor aqui é abrangente e não significa simplesmente amar ao próximo, o mandamento requer muito mais, amar “como a ti mesmo”.
 
I. Ninguém nasce odiando.
Ninguém nasce odiando as pessoas e nem a si, há pessoas que podem não gostar de si, mas por algumas razões psicológicas. No entanto, elas também podem odiar outras pessoas, embora contrariem as recomendações bíblicas. As pessoas odeiam as outras por:
a.      Preconceito, a recomendação bíblica é não ter preconceito (Tg 2:1). É importante tratar as pessoas com igualdade e respeito, sem fazer distinção, discriminação ou parcialidade.
b.      Inveja. Salomão diz que a inveja é a podridão dos ossos (Pv 14:30), esse versículo destaca como a inveja pode correr e prejudicar a nossa saúde e bem-estar.
c.      Crenças, a nossa crença é combatida por aqueles que, principalmente a fé cristã (I Co 1:18; Jo 15:18-19;2 Tm 3:12).
d.      Quando o jeito de ser delas não lhe agradam.
e.      Quando a pessoa acha que ninguém gosta dela, é um problema de relacionamento, talvez por um sentimento de inferioridade.
 
II. Atitude de amor.
O amor ao próximo independe das indiferenças, essa é uma realidade que deve ser entendida por todos nós. Não devemos demonstrar amor a uma pessoa quando ela tem algo a nos oferecer. Jesus expôs uma parábola que comprova o verdadeiro amor, nessa parábola passaram dois religiosos e nada fizeram pelo homem caído e meio morto, mas passa um samaritano e resolve socorrer aquele pobre homem (Lc 10:25-37). Há de se entender que o samaritano não o conhecia, mas ele fez o bem sem olhar a quem, ele fez o que os dois religiosos não fizeram. Na vida, devemos agir para com o próximo como aquele samaritano que reconhecia o valor da vida, enquanto para os religiosos a vida era menos importante.
 
III. Se não tiver amor será como um Sino tine.
Paulo descreve com muita propriedade o que é amor, você pode ter todos os dons, porém, se não tiver amor, será como um sino que tine (I Co 13:1-7). Há uma expressão do proverbista “Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer e, se tiver sede, dá-lhe água para beber. Porque assim amontoarás brasas sobre a cabeça; e o Senhor te retribuirá” (Pv 25:21-22). Amontoarás brasas sobre a cabeça, isso significa que aquele teu inimigo ficará envergonhado com a sua atitude. Você o surpreendeu com um ato de bondade, o que ele jamais esperava e, mesmo que ele não te agradeça, o Senhor que viu tal ato te recompensará.
 
Amados, não nos casemos de fazer o bem, pois no tempo oportuno ou próprio colheremos, se não desanimarmos, então enquanto tiverdes oportunidade, faça o bem, principalmente aos da família da fé (Gl 6:9-10; Ec 11:1; Pv 11:24; Lc 6:38; Gl 6:7). Como cristãos devemos lançar fora todo ódio, ira, cólera (Ef 4:31-32). Jamais tenha uma atitude vingativa, mas perdoe. Aquele que pode fazer o bem e não o faz comete pecado (Tg 4:7). Devemos nos esforçar para se possível ter paz com todos os homens (Rm 12:18). Deus abençoe você, não se deixes vencer o mal, mas vença o mal com o bem (Rm 12:17-21).
 
Pr. Elis Clementino.

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

ESBOÇO 1386 TEMA: A CONDUTA CRISTÃ.


ESBOÇO 1386
TEMA: CONDUTA CRISTÃ.
TEXTOS: Fp 4:8; I Tm 4:12; Cl 3:13-14; Rm 12:9-21.
 
A conduta cristã sempre foi um dos temas no Novo Testamento entre os cristãos, nele são ressaltados que a nossa maneira de viver deve servir de exemplo para os infiéis. Mas é preciso que cada cristão deva ter a consciência desse dever de viver conforme o evangelho, porque Deus reprova qualquer cristão que não viva conforme o verdadeiro evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo (Fp 1:27; Cl 1:10; 1 Ts 2:12; Rm 12:1). Na sequência, falarei em sete pontos sobre a conduta cristã, embora algumas palavras sejam sinônimos, mesmo assim irei contextualizá-los de maneira sucinta, citando apenas os versículos.
 
1. Amor e misericórdia.
— Amor, recebemos do Senhor um novo mandamento, onde deve ser posto em prática o amor, principalmente uns para com os outros. (Jo 13: 34–35). Esse mandamento é a base pela qual demonstramos servir verdadeiramente a Deus e a prova de que somos seus discípulos (Fp 2:1-2). O amor é a base de tudo (1 Co 13:4-7), esse amor de que Paulo fala reflete a essência do amor verdadeiro e ideal no contexto cristão.
— Compaixão ou misericórdia deve ser exercitada através do amor, sem ele não existirá comiseração (Sl 145:8; Mt 9:36; Cl 3:12; Lc 6:36).
 
2. Humildade e serviço.
a. Humildade ou a estima de uns para com os outros. Nenhum de nós devemos atentar para o que é propriamente nosso, mas também para o que é dos outros, não faça nada por contenda ou por vã glória (Fp 2:3-4).
b. Devemos considerar o serviço cristão como um dever nosso servindo uns aos outros (Gl 5: 13; Mt 20:28; I Pe 4:10; Rm 12:11).
 
3. Pureza e santidade.
Pedro enfática a pureza e a santidade, dizendo que devemos ser santos assim como é santo aquele que nos chamou (I Pe 1:15-16; Mt 5:8; 2 Tm 2:21; 1 Ts 4:3; Hb 12:14; 1 Jo 3:3). Aqui são destacadas a importância de buscar a pureza e a santidade como reflexo de transformação que Deus opera na vida dos crentes.
 
4. Justiça e honestidade.
— Uma vida justa é uma característica de um verdadeiro cristão, esse é o desejo de Deus para cada um daqueles que lhes servem (Mq 6:8).
— A honestidade é uma qualidade indispensável para a vida cristã (Pv 12:22; 19:1; Ef 4:25; Cl 3:9; Sl 25:1).  
 
5. Paciência e perseverança.
— Ser paciente deve ser uma das características do cristão em todos os aspectos da vida. Sabendo que a prova da nossa fé produz perseverança (Tg 1:2-4).
— Perseverança é uma das qualidades que nos faz permanecer à espera de algo maior e melhor (Tg 1:12; Rm 5: 3-4; Hb 12:1; Gl 6:9; 2 Co 4:16-17).
 
6. Perdão e reconciliação.
— O perdão é o caminho ordenado por Deus, entretanto, se não perdoarmos mutualmente, ele não nos perdoará (Cl 3:13; Ef 4:32). Devemos evitar quaisquer disputas, as queixas contra uns aos outros.
— A reconciliação é indispensável entre cristãos, por ser através dela que passamos a ter paz uns com os outros (Mt 5:24; 2 Co 5:18; Cl 3:13).
 
7. Fidelidade e integridade.
— Fidelidade é uma qualidade de fiel, uma característica cristã, ela deve ser exercitada em todos os aspectos (Pv 12:22). A infidelidade é abominável ao Senhor.
— Integridade é a qualidade de íntegro, inatacável e justo, ela um distintivo cristão (Pv 11:3; Sl 25:21; Pv 12:22; Sl 119:1; Pv 20:7).
 
Finalmente, tudo o que discorremos sobre o tema é de relevada importância, pois ele nos ajuda a refletir sobre os diversos aspectos da vida cristã. Todas as qualidades que enfatizamos neste assunto são necessárias para comprovar a veracidade da nossa fé cristã.
 
Pr. Elis Clementino.

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

 

ESBOÇO 1385
ASSUNTO: AS MÁS CAMPANHIAS.
TEXTO: “Filho meu, se os pecadores, com blandícias, te quiserem tentar, não consintas. Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; desvia o teu pé das suas veredas. Porque os pés deles correm para o mal e se apressam em derramar sangue” (Pv 1.10;15,16).

Conselhos de Salomão para os jovens sobre as companhias. A palavra de Deus nos adverte quanto a esse jugo desigual. Uma má companhia pode causar muitos incômodos, as influências más são consideradas biblicamente como o fermento velho e peçonha mortal, mas existem muitas pessoas que até a presente data nunca conseguiram se livrar dos prejuízos originados pelas más companhias. Atualmente, as preocupações dos pais com relação aos filhos são exatamente estas.

I. As preocupações.
Estamos vivendo numa época onde o ser humano está cada vez mais vulnerável às influências negativas de certas amizades, principalmente os nossos filhos. O mais grave ainda é que aumenta o número de pessoas idosas envolvidas em situações difíceis devido às más companhias. As seduções são cada vez mais tentadoras envolvendo crianças, adolescentes e jovens, no uso de bebidas alcoólicas, uma droga considerada lícita, que sem dúvidas servirão de porta de entrada para outras drogas mais nocivas. Não faz muito tempo que as crianças podiam brincar na rua com os amiguinhos sem inspirar muitos cuidados aos pais, as amizades eram mais tranquilas, mas hoje tudo mudou. Atualmente tentamos evitar que nossos filhos e netos contraiam más companhias, mas já surgiu um oponente muito mais poderoso e este não está simplesmente nas ruas, mas dentro da sua casa. Às vezes no quarto do seu filho, no lugar mais sagrado que é o lar, “As redes sociais”, no entanto, sabemos que toda ferramenta tem os seus malefícios e benefícios, não é? A faca que prepara o bife para saborearmos é a mesma que fere o dedo da mão, ou seja, tanto pode ser benéfica como maléfica. Os cuidados devem ser constantes, principalmente em relação aos filhos, sobretudo, o que eles estão compartilhando. CUIDADO!

II. As más associações podem levar o indivíduo à corrupção moral e espiritual
a.      A corrupção moral ocorre quando o indivíduo contrai más companhias. O Salmo primeiro apresenta a distinção entre os justos e os ímpios. Numa visão cristã, os crentes verdadeiros podem ser conhecidos pelas coisas que praticam; pelos lugares que frequentam e pelas pessoas com as quais convivem. Ninguém pode provar das bênçãos de Deus sem evitar as coisas prejudiciais e destrutivas a sua vida espiritual (Sl 1.1). Salomão ressalta: — “Anda com os sábios e serás sábio, mas o companheiro dos tolos será afligido” (Pv 13.20; 16.29).
b.      A Corrupção Espiritual acontece quando as pessoas separadas do pecado e compromissadas com Deus se misturam com os ímpios, ou seja, com aqueles que não temem e nem conhecem a Deus. Entretanto, todo aquele que tem compromisso com o Senhor necessariamente não deverá caminhar com esses tais, para não ser corrompido tanto na conduta moral quanto a espiritual (I Co 15.33,34; I Co 5.6), entendemos que não necessita muita coisa para o homem se corromper, basta apenas uma pequena influência má, pois é como um pouco de fermento. “Um pouco de fermento leveda toda massa” (Gl 5.9).

III. Exemplificando as más associações.
Já sabemos que as más companhias constituem uma grande ameaça para o indivíduo, principalmente para quem serve a Deus, no entanto, citaremos poucos exemplos que certamente nos alertarão.
1.    Sansão amou a Dalila e teve um trágico fim (Jz 16.4).
2.      Salomão amou as mulheres estranhas e, na sua velhice, teve o seu coração pervertido para servir aos deuses estranhos (I Rs 11.1-4).
3.      Josafá fez aliança com o rei Acabe, não se saiu bem, o Senhor o reprovou por causa daquela união (2 Cr 19.2).
Os estreitos relacionamentos entre justo e ímpio nunca deram certo. Deus dá mandamento a Moisés para não fazer concerto com o povo da terra que iria possuir (Ex 34.12). Água e óleo não se misturam, assim como as trevas e a luz.

IV. Advertências bíblicas.
Não seguir a multidão, existem pessoas que seguem a maioria para cometer maldades (Ex 23:2; Ex 23:33). Deus recomenda que não façamos aliança ou associações com pessoas más (Ex 34:12; 23.32; 2 Cor 6:14) e nem trilharmos os seus caminhos atraentes, por serem como armadilhas para o justo (Sl 1:1; Pv 1:15; Pv 4:14; Pv 22:25; Pv 23:6). Além disso, não devemos ter inveja da prosperidade deles, isso pode destruir a esperança daquele que confia em Deus. Cuidado! (Pv 24:1; Sl 37.1). Asafe ficou perturbado e quase seus pés escorregavam enquanto olhava a prosperidade dos ímpios (Sl 73.2,3,16). Todavia, foi na oração que entendeu o fim deles (Sl 73.17).

V. AS BOAS COMPANHIAS.
Elas nos edificam, temos registros nas escrituras de grupos de jovens que se agregaram diante de situações difíceis, como os foram levados cativos por Nabucodonosor para Babilônia. Eles tomaram decisões conjuntas importantes e se edificavam nas orações, na comunhão, eles compartilhavam espiritualmente para não perderem a sua comunhão com Deus (Dn 1.1-17). Não podemos viver sozinhos, boas amizades são imprescindíveis, porque elas nos ajudam. Podemos ter amizades com pessoas não crentes, mas que elas sejam respeitosas e não influenciem negativamente na nossa espiritualidade. Além disso, sabemos que há limites em nossas amizades. Não podemos descartar amizades desde que elas sejam saudáveis. “Porque, se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas aí do que estiver só; pois caindo, não haverá outro que o levante” (Ec 4.10-12; Is 41.6).

Nada melhor que as boas amizades, porque elas nos edificam, e os maus companheiros têm uma maneira muito perspicaz em envolver as pessoas em situações difíceis, isso acontece até dentro da igreja, principalmente aqueles que não querem obedecer à palavra o apóstolo Paulo recomenda-nos o que fazer (2 Ts 3.14,15; I Co 5.9,11). Seja amigo e companheiro, desde que essa amizade seja saudável (Sl 119:63). Não se esqueça de selecionar pessoas para serem seus amigos.

Pr Elis Clementino.

 

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

ESBOÇO 1384 TEMA: O IRMÃO MAIS VELHO.

 

ESBOÇO 1384
TEMA: O IRMÃO MAIS VELHO.
E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio e chegou perto de casa, ouviu a musica e as danças” Lc 15.25.

Lucas descreveu a parábola de Jesus sobre o filho pródigo, ela ressalta o filho desobediente que saiu de casa, sua volta, o pai amoroso e perdoador, e o insurgente irmão MAIS VELHO. Essa é uma lição importante para a nossa vida diária.

I. O filho desobediente.
1. O filho mais novo, “falta de maturidade”. Ele abandonou a casa do pai pedindo parte da sua herança (Lc 15.12). As pessoas com menos experiências não levam muito a sério as consequências daquilo que fazem e nem as decisões que tomam. É possível que o egoísmo conduza um filho a desprezar a família em busca dos prazeres da vida, na vida cristã acontece o mesmo. O filho abandona a casa do pai, “Deus” deixa a comunhão da família de Deus para experimentar os prazeres do pecado. Consideramos que, para o filho pródigo, o convívio familiar não era mais interessante, mas novas amizades. “As novas amizades exigem muito mais cuidados do que as antigas” e sobre isso ele não pensou, pediu a parte da herança e retirou-se de casa, granjeou amigos, mulheres, bebida, dança, finalmente aproveitou bem, mas há alegrias que duram pouco, mas o que ele pensava ser sucesso tornou-se pesadelo e fracasso.
2. Longe de casa.
Partiu para uma terra longínqua, longe do convívio e da comunhão familiar, o filho se tornou vulnerável, os “amigos” foram os únicos beneficiados com a herança que o moço tinha em mãos. O texto diz que ele desperdiçou a sua fazenda “herança”, vivendo dissolutamente, o contrário aos bons costumes, devasso, libertino. (Lc 15.13). As consequências não demoraram, as sementes plantadas começaram a brotar.
3. As consequências.
Nada pior do que as sequelas daquilo que se semeia, após ter gastado tudo, houve naquela terra algo que ele não esperava, uma grande fome. Os nossos erros muitas vezes culminam com a realidade do momento, além de não ter mais dinheiro, o povo estava vivendo uma crise econômica muito grande, e o filho liberal começou a padecer necessidade, desejando comer até das bolotas que os porcos comiam, porque ninguém lhe dava nada (Lc 15:15,16).

Quando a pessoa admite o seu erro e reconhece o seu pecado, surgem novas oportunidades para ele. “E caindo em si, disse: quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui padeço de fome!” (Lc 15:17). É, em uma linguagem popular, “a ficha caiu”. Sem a sua atitude, ele não chegaria a lugar algum. “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: pai, pequei contra o céu e perante ti”. Ele precisava de:
a.      Humildade. Muitas vezes os nossos pecados não afetam somente aos nossos familiares, mas à igreja e à sensibilidade divina, mas ele se humilhou dizendo: “Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores.” Ele estava disposto até ser empregado do pai (Lc 15:18,19).
b.      Reconhecer o seu pecado. Isso é tudo para regressar a casa do pai.

II. Um pai amoroso.
A atitude do pai com a volta do filho, vendo-o de longe, moveu-se de íntima compaixão e, correndo, lançou-se lhe ao pescoço e o beijou (Lc 15:20-24). Quantas vezes pensamos que Deus nem mais nos aceita mediante tantas coisas ruins que praticamos? Mas disse aos seus servos: tragam a melhor roupa. Ponha-se lhe um anel no dedo, como símbolo da herança, sandálias para os pés. Trazei-me bezerro cevado e o matem e disse-lhes o pai: façamos festa, porque esse filho estava morto e reviveu, esse filho estava perdido, mas foi achado e começaram a alegrar-se (Lc 15:7-10). Aqui há um rico símbolo espiritual para todos nós.

IV. O irmão mais velho.
1. Características:
a. Orgulhoso
b. Insatisfeito por não ver o seu pai rejeitar seu irmão.
c. Vingativo
d. Irreconciliável
e. Vingativo.

Em todos os lugares estão os irmãos mais velhos, eles estão insatisfeitos com qualquer agrado que se faça ao outro irmão. O mais interessante para ele é ver o irmão sempre afastado para não lhes tirar as oportunidades. O irmão mais velho sempre tem argumentos contra o irmão que falha ou peca, ele sempre reage com indignação e orgulho. Para ele, as disciplinas devem ser intermináveis; seus conceitos são excessivamente justos; tem como característica não perdoar (Lc 15:28,29).

Irmãos, jamais devam permitir que o caráter do irmão mais velho permeie os vossos corações, conduzindo-os ao egoísmo e à falta de sensibilidade para com o seu irmão. Ele se irritou com a atitude do pai em abraçar o filho que havia se desgarrado da família. O coração do pai sempre é quebrantado pelo reconhecimento do erro. O pai o abraçou, beijou, pôs um anel no seu dedo como símbolo da reconciliação, deu-lhe novas vestimentas e promoveu um banquete, porém não é isso que o nosso Pai celestial faz quando o homem reconhece o seu pecado e se reconcilia com ele? Ultimamente, Deus tem recebido de volta a todos que se arrependem e voltam para a sua casa. Cuidado! Não deixem que o irmão mais velho se insurja ou insubordine você.

Pr. Elis Clementino.

domingo, 4 de agosto de 2024

ESBOÇO 1383 ASSUNTO: O HOMEM DO CÂNTARO.

 
ESBOÇO 1383
ASSUNTO: O HOMEM DO CÂNTARO.
TEXTO: MARCOS 14:12-16
 
Um homem transportando um cântaro com água. Esse foi um episódio importante e recheado de detalhes, pois dali em diante seria declarado o traidor, instituída a santa ceia, prisão e morte de Jesus. Alguns compreendem que partes desse evento estão vinculadas aos acontecimentos escatológicos ou à celebração da ceia no reino de Deus, outros não, porém falarei considerando como parte da escatologia. Era a última Páscoa, e Jesus desejou comer com os seus discípulos.
 
I. A ÚLTIMA PÁSCOA.
Já próximo à páscoa, caminhando Jesus com seus discípulos, já sendo os últimos momentos de Jesus com eles, desejou comer a páscoa, perguntaram-lhe os discípulos: “Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comer a páscoa?” (Lc 14:12).
 
II. UM HOMEM CARREGANDO UM CÂNTARO COM ÁGUA.
O que nos causa estranheza é um homem carregando um cântaro com água, o que aprenderemos:
1.      Lição:
a.  Jesus precisava de um homem diferente.
b.  Um homem que estivesse realizando uma atividade.
c. Um homem carregando um cântaro com água.
d.  Uma tarefa incomum, pertencia às mulheres (Gn 24:15-50; Jo 4:7).
e.  Não seria uma coincidência.
f.  Essa era mais uma revelação de dos atributos de Jesus, “a onisciência e onipresença”.
 
2.      Lições:
a.  Os discípulos encontraram na cidade o homem assim como ele havia dito.
b. Seguiram o homem com o cântaro conforme o mestre mandara.
c. Na casa em que ele entrasse, perguntassem ao pai de família dizendo: o Mestre te diz: onde está o aposento em que hei de comer a páscoa? (Lc 22:10).
 
3.      Lição:
a.      Chegaram à casa onde entrou o homem com o cântaro.
b.      Perguntaram os discípulos aos donos da casa aonde seria preparada a páscoa.
c.      O homem apresentou-lhe um cenáculo era amplo que estava totalmente mobilado.
d.      Ficava no andar superior, destacando bem essa frase “Andar superior”. Jesus foi até aquele senáculo preparado e ali comeu a páscoa com seus discípulos.
 
4.      Lição.
a. Alguém de vós há de me trair.
b. A reação dos discípulos.
c. Começaram a se entristecer.
d. Perguntavam por um, por um, um, porventura, sou eu, Senhor?
e. Jesus diz: “É um dos doze, que mete comigo a mão no prato”
f. Jesus revelou de maneira indiscreta, essa foi a maneira de não jogar os discípulos sobre Judas. Ele sabia que a reação seria dura.
 
III.              O GRANDE BANQUETE NUPCIAL.
Encontrar um homem com um cântaro na cabeça não foi simplesmente um acaso, no entanto, tudo já estava preparado para aquele momento especial. Não sabemos de como aquele homem antecipadamente preparou tudo para o Mestre comer a páscoa com seus discípulos. Isso ilustra que na casa do pai está tudo preparado, o dono da casa já preparou tudo. Leiamos a parábola da grande ceia, ela ilustra que, com a rejeição de alguns, se abriram as portas do banquete para muitos que não tinham direito (Lc 14:15-23; Mt 22:2-4; Mt 25:1; Ap 19:7-9). Mas qual é a diferença entre as bodas do cordeiro e a ceia (Ap 19:7). Vejamos o seguinte: na festa de casamento participam o noivo “Cristo” e a noiva, a “Igreja”, somente os convidados que aceitaram o participará (Ap 19:9). Entretanto, se permanecermos fiéis ao Senhor, estaremos lá e participaremos desse grande banquete (Jo 3:29).
 
Tudo já está pronto, já aceitamos o convite, aguardamos somente o noivo vir ao encontro da noiva, na casa do Pai participaremos do grande banquete. Jesus dará boas-vindas aos convidados que não rejeitaram o convite da graça. O noivo vem e não tarda, cuidado! (Lc 12:36-40).
 
Pr. Elis Clementino.