terça-feira, 14 de janeiro de 2025

ESBOÇO 1463 * ASSUNTO: PROSPERIDADE & ADVERSIDADE.

 

ESBOÇO 1463 *
ASSUNTO: PROSPERIDADE & ADVERSIDADE.
TEXTOS: PROVÉRBIOS 10:22.
 
Introdução:
Hoje, refletiremos sobre dois conceitos que, à primeira vista, parecem antagônicos, mas são profundamente interligados nas Escrituras: prosperidade e adversidade. Embora a prosperidade seja geralmente vista como uma bênção e a adversidade como uma prova, ambas têm um papel essencial na formação do caráter cristão. O tema que abordaremos nos permitirá comparar a prosperidade do justo com a do ímpio, além de refletir sobre as lições que as adversidades nos ensinam. Ao explorarmos esses conceitos, nossa intenção é entender como cada um responde diante de tais experiências e como essas respostas impactam sua fé e relação com Deus.
 
I. A prosperidade do ímpio.
1. Como o justo vê a prosperidade dos ímpios?
·        Um sucesso imerecido.
·        Um incomodo ante o seu sofrimento (Jó 12:6; Sl 35:35; Sl 73:3; 73:12; Jr 5:28; 12:1).
o   Aplicação: O cristão deve ter muito cuidado para não pensar que Deus esteja sendo injusto com ele como os que contextualizamos.
 
II. Os perigos da prosperidade dos ímpios.
1.      A prosperidade dos ímpios conduz o homem ao:
·        Esquecimento de Deus (Dt 6:10-12).
·        Rebelião (Dt 32:15).
·        Destruição (Pv 1:32).
·        Negação de Deus (Pv 30:9).
·        Ao orgulho (Sl 10:12).
o   Aplicação: a prosperidade do ímpio o leva a desvalorização dos mais humildes devido o orgulho do coração.
 
III. Adversidade.
1.      O desespero do ímpio na adversidade:
·        Desacredita em Deus “O ímpio, em sua soberba, não investiga; todas as suas cogitações são: Não há Deus. (Sl 10:4). Este versículo nos mostra como o ímpio procede em sua arrogância, ignoram a Deus mesmo estando em situações difíceis, eles confiam em si mesmo, o que o leva a ruína.
 
IV. A prosperidade dos justos.
1.      A prosperidade do justo vem de Deus (Gn 39:3; Dt 29:9; 1 Cr 22:13; 20:20; 2 Cr 26:5; 31:21; 32:30; Ne 2:20; Sl 1:3). Ela é saudável e cresce a base da justiça divina.
o   Aplicação: o justo ao prosperar deve ter muito cuidado para que o orgulho não domine o seu coração e esqueça das suas raízes (Ap 3:17). O cristão ao prosperar conserve as leis do Senhor (Js 1:8). Sabendo que a benção do Senhor enriquece (Dt 28:12) e não acrescenta dores (Pv 10:22). O crente deve se alegrar com a prosperidade dos seus irmãos na fé (3 Jo 1:2).
 
V. O justo na adversidade:
Não abandona a sua confiança em Deus (Sl 46:1-2; Jo 16:33; Rm 8:28; Is 41:10; Tg 1:2-3; 2 Co 4:8-9). Esses versículos mostram que Deus está sempre como justo, mesmo nos momentos mais difíceis, e que as adversidades podem fortalecer ainda mais a sua fé e nos moldar para o bem (Jó 1:21; Gn 50:20; Hc 3:17-19; 2 Co 12:9-10; Sl 34: 19). Esses exemplos mostram que, em meio às adversidades, a confiança em Deus nos fortalece e nos traz consolo.
o   Aplicação: Em meio as dificuldades devemos manter o nosso equilíbrio sabendo que Deus está no controle de todas as coisas e que certamente nos fará o bem. Você tem tido essa confiança em Deus nas adversidades? Como você tem encarado os desafios que lhe cercam?
 
Conclusão:
Amados, devemos pedir a Deus sabedoria e graça para não olhar para a prosperidade dos ímpios e abalar a sua fé como fizeram alguns. Se você não tem prosperado o quanto você esperava, contanto que esteja satisfeito “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos com isso contentes.” (1 Tm 6:8). Devemos seguir o exemplo de oração de Agur “Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que eu morra: afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário Para que, não sendo eu rico, não te negue dizendo: Quem é o Senhor? E, não sendo pobre, não venha a furtar e a profanar o nome de Deus.” (Pv 30:7-9). A riqueza excessiva pode levar o crente ao orgulho e ao distanciamento de Deus.
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1462 * ASSUNTO: OLHANDO PARA FRENTE.

 

ESBOÇO 1462 *
ASSUNTO: OLHANDO PARA FRENTE.
TEXTO: E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança a mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus LUCAS 9:62.
 
Introdução
Ao longo da vida, cada pessoa enfrenta desafios, toma decisões e acumula experiências que moldam quem ela é. No entanto, o caminho do progresso exige mais do que apenas olhar para trás e refletir sobre o que passou; ele exige uma postura de avanço, determinação e foco no que está à frente. Jesus nos lembra em Lucas 9:62 que quem coloca a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus. Este ensinamento nos convida a abandonar o peso do passado e a caminhar com firmeza rumo aos propósitos que Deus tem para nós. Assim como o retrovisor de um carro é pequeno em comparação ao para-brisa, o passado deve servir apenas como referência, enquanto o futuro é o horizonte onde devemos fixar nosso olhar. Neste estudo, refletiremos sobre a importância de deixar o passado em seu devido lugar, andar com perseverança e manter os olhos fixos no alvo, que é Cristo, buscando a coroa incorruptível reservada para aqueles que persistem na fé.
 
I. Passado.
Quando estamos atrelados ao passado, não desenvolvemos ou ficamos parados nele, por isso o homem não pode viver do passado, embora haja vivenciado algumas fases, com as quais adquirimos grandes experiências. Os acontecimentos passados servem apenas como ponto de vista de experiências passadas, pois é como se olhássemos por um pequeno retrovisor de um carro, ele não nos dará a visualização do futuro como os para-brisas, pois ele nos dá a visão do que há pela frente. A situação vivida no passado não o modifica, mas ajuda a viver o presente e o futuro, por meio das lições aprendidas.
 
II. Ande para frente.
1.      Quem olha para trás não avança, a Bíblia nos dá um grande exemplo, a mulher de ló que olhou para trás, parou e se converteu em uma estátua de sal parando no tempo (Jó 19:26). O profeta Isaías fala ao povo de Israel que eles deviam olhar e focar no agora. Se hoje não te traz esperanças, olhe para o que Deus que tudo poderá fazer por você, foque nas promessas dele (Is 43:18-19).

2.      Estamos engajados numa grande batalha: Jesus, falando acerca dos que lhes seguiam, lhes disse: “Ninguém que lança a mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lc 9:62), ou seja, depois que vocês me acompanharem, siga-me e deixe o passado para trás.
·        Lição prática: não olhe para o passado dos outros, pois há muitos que estão de olhos nos seus.

3.      Paulo escrevendo aos filipenses disse algo interessante sobre o passado, irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficam para trás e avençando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus (Fp 3:13-15). Aquele que milita não se embaraça com as coisas desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou (2 Tm 2:3-5).

4.      A corrida para o alvo é comparada aos que correm no estádio em busca de um prêmio.  “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. Pois eu corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, em mesmo não fique reprovado." (I Co 9:24-27). Vejamos o que falou Paulo sobre os que correm num estádio:
a.      No estádio, todos correm por algo perecível.
b.      Só um leva o prêmio.
c.      Os que lutam de tudo se abstém, renúncia.
d.      Eles não correm sem direção, mas com foco.
e.      Não corremos em busca de algo perecível, mas incorruptível, a coroa da vitória.
f.       Temos um alvo, “Cristo”, não podemos perder a visão dele (Hb 12:2).
 
Conclusão.
Amados, a vida cristã é uma jornada que exige foco, determinação e fé. Olhar para trás nos impede de avançar e de viver plenamente os propósitos de Deus. Assim como Paulo nos exorta em Filipenses 3:13-14, devemos esquecer o que ficou para trás e prosseguir em direção ao alvo, que é Cristo. Os desafios e obstáculos que encontramos no caminho não são motivos para desistir, mas sim oportunidades para crescermos espiritualmente e fortalecermos nossa confiança em Deus. O prêmio que nos espera, a coroa da justiça, é incorruptível e eterno. Ele nos foi prometido por aquele que é fiel e justo. Portanto, sigamos firmes, olhando para frente, com os olhos fixos em Jesus, o autor e consumador da nossa fé (Hb 12:2). No final da corrida, poderemos dizer, com plena convicção, como Paulo: "Combati o bom combate, terminei a corrida e guardei a fé" (2 Tm 4:7-8). Valeu a pena lutar, valeu a pena perseverar. Que sejamos encontrados como servos fiéis, vivendo com propósito e avançando rumo ao chamado celestial.
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1461 * TÍTULO: PERDIDOS E ACHADOS

 

ESBOÇO 1461 *
TEMA: PERDIDOS E ACHADOS
Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca diligentemente até a achar?” (Lc 15.8)
 
Introdução:
O sentimento de perda é algo que todos nós já experimentamos em algum momento da vida. Perder algo precioso, seja um bem material, uma oportunidade ou até mesmo uma relação importante, pode nos deixar profundamente abalados. A dor dessa perda, muitas vezes, nos faz questionar o sentido de continuar a busca por aquilo que se foi. Contudo, em alguns casos, há algo mais forte que nos motiva a procurar incessantemente o que foi perdido: o valor que atribuímos ao que se foi. A parábola da dracma perdida, contada por Jesus em Lucas 15.8, nos apresenta justamente esse cenário: uma mulher que, ao perder uma das dez dracmas que possuía, não hesita em acender uma candeia, varrer a casa e buscar diligentemente até encontrar o que perdeu. O que, a princípio, poderia ser considerado uma história simples sobre a perda de uma moeda, revelando-se como uma profunda lição espiritual, ilustrando o enorme valor de uma alma diante de Deus. A parábola nos ensina que, assim como a mulher não descansa até encontrar o dracma, Deus busca incessantemente as ovelhas perdidas.
 
1. Contexto histórico
As mulheres palestinas quando casavam recebiam dez dracmas como presente de casamento; ora, além do valor monetário, estas moedas tinham um valor sentimental, equivalendo a um anel de ouro ou outra joia preciosa; e, se perdesse uma delas certamente traria um profundo sentimento de avaria e isso seria angustiante. A sua maior alegria era encontrá-la (Lc 15.9). A parábola reflete a busca de Deus por uma alma perdida. Para Deus, nada é mais precioso no homem que a alma. Talvez muitas pessoas não tenham pensado nisso “o seu valor” para o Senhor; por essa razão, devemos compartilhar o amor e a preocupação pelos perdidos. Nada é mais valioso (Mc 8.36,37; Lc 12.15-21). Para Deus, a redenção de uma alma é caríssima e os recursos se esgotariam (Sl 49.8).
 
2. Sentimento de perda.
O sentimento de perda é um dos piores, ele pode deixar o indivíduo extremamente abalado, depressivo e sem vontade de reaver o que lhe escapou. Porém, alguns reagem naturalmente e buscam recuperar o que havia perdido. Dessa forma, o texto sobre a parábola da dracma perdida enfatiza a busca do perdido e a alegria do achado. A parábola de Jesus é puramente espiritual, ela ilustra o valor de uma alma para Deus. Farei nesse assunto uma aplicação em dois sentidos, espiritual e ético.
 
3. Perda dos valores morais e espirituais.
Os valores morais são preciosíssimos e não devem ser perdidos, mas, caso perca alguns, deve-se procurar imediatamente recuperá-los. Muitas pessoas que perdem valores e deixam para trás e não se esforçam para recuperá-los. Na parábola do Filho Pródigo, o filho desobediente perdeu dois valores extraordinários: a sua espiritualidade, pecando contra o “céu”, Deus, e contra seu pai (Lc 15.21). Essa parábola enfatiza o regresso do homem para Deus, pois esse filho voltou para a casa do seu pai, ele correu atrás do prejuízo. Há muitos filhos que estão distantes da casa do Pai, “Deus” eles precisam voltar aos braços, esse é o maior achado.

4. Valores perdidos dentro de nós.
Há valores que perdemos dentro da nossa própria casa, esses não podem ser procurados em outros lugares, mas dentro de casa. Esses valores podem ser: morais e espirituais, ninguém pode procura-los por você (Lc 15.8,9; Lc 15. 21,24). Todo homem sabe onde perdeu seus valores, é como o machado que os filhos dos profetas perderam na água (2 Rs 6.6). Mesmo que o indivíduo oculte os valores espirituais perdidos, ele certamente sofrerá intimamente, além de saber que perante Deus nada está encoberto (Sl 32.3-5; 51.3,4; Hb 4.13). A perda dos nossos valores representa um prejuízo maior do que qualquer outro. Muitas vezes estamos perdendo valores espirituais sutilmente e não nos damos conta, assim aconteceu com Sansão (Jz 16.20), quando acordamos para a realidade, estamos espiritualmente falidos, e a recuperação será com muito esforço, jejuns e orações, além de lutarmos contra os nossos próprios sentimentos. Ter uma vida de renúncia é imprescindível para recuperar as perdas espirituais, bem como o estímulo para continuarmos firmes na presença do Senhor.
 
Conclusão:
A parábola da dracma perdida nos ensina uma profunda lição sobre o valor daquilo que, muitas vezes, consideramos perdido. Se você percebeu que perdeu algo em sua vida – seja sua espiritualidade, sua fé ou seus valores – saiba que o momento de recuperação é agora. Deus está pronto para restaurar tudo o que se perdeu, e Ele nos chama a voltar e recuperar o que perdemos enquanto é tempo. Que possamos ser como uma mulher da parábola, que não descansou até encontrar o que havia perdido, e buscar com coragem e determinação a restauração dos valores espirituais que são fundamentais para nossa vida. Deus está à espera de cada um de nós, pronto para nos receber e nos dar uma nova vida. O maior achado é estar de volta nos braços do Pai.
 
Pr. Elis Clementino.