terça-feira, 26 de março de 2019

ESBOÇO 906 PARA CASAIS


ESBOÇO 906
TEMA: PARA CASAIS
Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher”. “Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem”. (Mc 10.7,9).

O casamento foi a primeira e a mais antiga instituição humana, Deus o instituiu com a finalidade de promover o bem estar do homem e a mulher, e através dessa união povoar a terra. O casamento é a união durável entre duas pessoas de sexos diferentes, os cônjuges devem se habilitar com legitimação religiosa ou civil.  O casamento é um estado honroso e a mais importante de todas as edificações, para isso são necessários alguns pré-requisitos importantes para a preservação da mesma, como: Relacionamento, o conhecimento dos problemas, o desempenho na relação sexual e compreender as necessidades um do outro.

I. Relacionamento
Quando ponderamos sobre relacionamento compreendemos que há um vasto campo a ser explorado, mas é importante saber que há dois tipos de relacionamentos consideráveis, são eles: o intrapessoal e interpessoal, eu digo que quando as pessoas não vão bem consigo mesma, muito menos irá com as outras, mas existem inúmeros fatores que contribuem para o mau relacionamento entre marido e mulher. Esses têm sido objeto de estudo por muitas pessoas interessadas a melhorar o relacionamento conjugal. Necessariamente os cônjuges devem se sentir valorizados e amados, e com essa atitude demonstrar a pessoa a qual se uniu pelos laços do matrimônio é a mais importante da sua vida.

As palavras amáveis sempre devem ser ditas ao seu, pois o bom relacionamento é importante para os cônjuges, é saudável e constrói, ou seja, não há felicidade entre os cônjuges quando não há relacionamento saudável. Cada pessoa sente a necessidade de ser ouvida, isso é comum, quando alguém, especialmente o nosso cônjuge, não nos escuta com os ouvidos e nem com o coração, sentimo-nos mal-amados e, involuntariamente nos distanciamos um do outro. Os seguintes sintomas na comunicação podem indicar se a ralação é boa ou está em crise. (1) Os cônjuges não devem negar-se a dialogar sobre as dificuldades do casamento; (2) Eles devem ser atenciosos e não responda até que a outra pessoa tenha acabado de falar (Pv 18:13; Tg 1:19); (3) Seja tardio para falar, pense antes, não seja apressado. Fale de tal forma que a outra pessoa compreenda e aceite o que você está dizendo (Pv 15:23,28; 21:23; 29:20; Tg 1:19); (4) Fale sempre a verdade, mas com moderação e amor; (5) Não exagere (Ef 4:15; Col 3:9); (6) Jamais use o silêncio para frustrar o companheiro (a), mas explique o motivo pelo qual você não quer falar naquele momento, e não demonstrando falta de interesse em ouvir o outro; (7) Não se envolva em brigas, é possível você discordar sem elas (Pv 17:14; 20:3; Rm 13:13; Ef 4:31); (8) Não responda com raiva, use a resposta branda e bondosa (Pv 14:29; 15:1; 25:15; 29:11; Ef 4:26,31); (9) Saiba que a comunicação no casamento não é tudo, mas com certeza uma boa comunicação evitaremos muitos problemas; (10) Tenham cuidado! A falta de uma boa comunicação pode comprometer o seu casamento e consequentemente a família.

A palavra de Deus nos ensina que devemos coabitar com as nossas esposas com entendimento (I Pe 3,7), jamais trate a sua esposa como: lavadeiras, cozinheiras, passadeiras, objetos de prazer sexual, e nem a mãe dos seus filhos, pois o nosso tratamento reflete na formação dos filhos. (se queremos o melhor para eles devemos ser exemplo. Os filhos devem ser criados de forma consciente, visando o bem estar deles, o ensino é fundamental, tanto na educação em casa quanto a cristã, por isso os pais não devem discutir na presença dos filhos e nem provocar ira neles). Não culpe ou critique a pessoa que você ama, ao invés disso, restaure... Anime.... Edifique (Rm 14:13; Gl 6:1; I Ts 5:11).

Como pastor eu presenciei vários episódios, mas dois foram constrangedores, perguntaram a um homem que estava ao lado da sua esposa, essa é a sua esposa? Ele respondeu: não, é a mãe dos meus filhos. Outra ocasião eu ouvi um marido dizer em uma conversa sobre o seu casamento, disse ele: eu casei com a minha esposa por falta de opção, foi um momento muito constrangedor para aquela mulher ao lado do seu marido. Que grosseria não é?

II. Os problemas
Já falamos que há diversos problemas que contribuem para um mau relacionamento entre os casais, muitos deles são adquiridos na correria do cotidiano, hoje há um mau que atinge uma boa parte da humanidade o chamamos de estresse “o mau do século”, sintomas depressivos e transtornos do humor, eles afetam diretamente o relacionamento das pessoas, uma pessoa extremamente estressada e mal humorada não ouve e nem fala bem, ela torna-se uma pessoa insuportável. Conviver com pessoas assim pode ser extremamente sofrível, principalmente quando tem filhos menores que se aterrorizam diante das explosões. Fora das crises a pessoa recobra o seu controle, mas frequentemente tenta justificar suas ações por qualquer coisa lhe “tira do sério”. São aquelas pessoas que se dizem “calmas, mas não mexam comigo”. Além do mau-humor, as pessoas depressivas magoam-se com mais facilidade, tendo em vista a sua autoestima rebaixada, elas se tornam inseguras e com tendência ao ciúme, e a sensação que tem é de não serem amadas, entretanto algumas pessoas com depressão atípica “anormal” costumam estar constantemente de mal com a vida, essas pessoas se tornam intolerantes e difíceis.

III. Desenvolvimentos tecnológicos
Atualmente com o desenvolvimento tecnológico, muitas pessoas não sabem ainda conviver com esse avanço, vamos destacar “as redes sociais”, muitos casais estão deixando de lado os momentos íntimos entre eles para estarem no celular e nos computadores durante as madrugadas, isso tem gerado muitas crises no casamento, muitos pastores estão ouvindo reclamações de ambas às partes, em algumas ocasiões os casos evoluem tanto que se tornam impossíveis reverter o quadro, com essas atitudes defraudam uns aos outros, isso é perigoso e pode até levar a infidelidade conjugal, dependendo do tipo de relacionamento nas redes sociais.

Fidelidade sexual – Implica no cumprimento básico de que o cônjuge deve suprir as necessidades sexuais do seu parceiro ou parceiras. Necessidades não supridas têm sido as causas de muitas crises e até separação.

A vida conjugal pura e ética é aquela que está dentro dos padrões estabelecido por Deus (Hb 13.4), e a prática sexual deve ser realizada no tempo certo, na hora certa e com a pessoa certa. Na intimidade do seu casamento, e na privacidade do seu quarto, o homem e a mulher aprendem gradualmente o significado do casamento tornando-se os dois numa só carne. E nesse processo de aprendizado eles vão aperfeiçoando seu relacionamento descobrindo como ajudar no prazer sexual um do outro. A manifestação física do próprio organismo “orgasmo” não é vergonhosa e nem antiético, antiético é o marido ficar devendo a mulher o prazer no ato da relação sexual, no entanto o marido deve estar preocupado com a satisfação e prazer da sua esposa. O marido deve estar ciente que a sua esposa considera o ato sexual como parte de um relacionamento total com ela, o marido não pode somente pensar em si. Há muitos casais que se sentem proprietário um dos outros, por isso eles não se sentem na posição de conquistadores. O que você tem feito ao longo da sua vida conjugal para conquistar sua mulher ou seu marido? Será que a sua forma de conquistar tem tido êxito?

IV. O desempenho no relacionamento sexual
O desempenho de uma relação sexual depende muito do preparo psicológico e do estado emocional, preparar-se é imprescindível porque você irá satisfazer a pessoa mais importante da sua vida, bem como fisicamente. O prelúdio é importante ele é o responsável pelo sucesso do ato. Não podemos esquecer que o maior bem a ser compartilhado é o amor e nada deve por em risco o desempenho desse ato.

V. 10 causas que podem comprometer o ato sexual
(1) Uma palavra desagradável de um dos cônjuges; (2) A recordação de algo ruim do passado de um dos cônjuges, estes e outros são motivos de bloqueio durante o ato; (3) evitar qualquer ação grosseira nessa hora; (4) O Silencio no ato da relação sexual; (5) A não correspondência de caricias; (6) O choro de uma criança que requer cuidado; (7) Uma chamada telefônica de alguém; (8) Uma pessoa batendo na sua porta; (9) Um cão latindo próximo a janela do seu quarto; (10) Um ambiente desfavorável.

VI. Compreender as dificuldades um do outro
Além das dificuldades já mencionadas ainda existem outras que devem ser compartilhadas, os problemas físicos como: Falta de apetite sexual, pode ser uma (disfunção hormonal, próstata); Falta de lubrificação – (dificuldade na excitação, reposição hormonal); Dificuldade no relaxamento sexual – presença do orgasmo; Recomenda-se depois do ato sexual haja comentário, beijos, caricias, para que o seu parceiro ou parceira sinta-se valorizado. O casamento silenciosamente amargurado e invasivo, sem sexo, pode ter dois caminhos: Continuar sem gosto, sem sal, sem sexo, sem afeto ou uma separação amigável.

O casamento foi instituído por Deus é uma sociedade entre duas pessoas de sexo diferentes (Mc 10:7,9), onde o primeiro bem a ser compartilhado é o amor, portanto deve-se evitar qualquer tipo de ações que venham comprometer a união. Devemos realizar todos os esforços para manter um bom relacionamento, além de buscar a ter um bom desempenho conjugal compreendendo as dificuldades entre si. Vale apena reunir todos os esforços para manter o seu casamento, porque não há nada que compense a destruição dele. Aconselho aos casais terem muito diálogo antes de tomar qualquer atitude precipitada, sobretudo buscar a direção de Deus e a graça para vencer, sem deixar de pensar no melhor para a sua família.


Entre os cônjuges o maior bem a ser compartilhado é o AMOR.

Pr. Elis Clementino


ESBOÇO 905 PERDOAR, UMA ATITUDE QUE ENOBRECE.


ESBOÇO 905
TEMA: PERDOAR, UMA ATITUDE QUE ENOBRECE.
TEXTO LUCAS 7:41-47

O perdão é uma exigência divina que se estende a todas as pessoas, principalmente os cristãos. Toda humanidade precisa ter conhecimento da preciosidade do perdão, e os benefícios que ele trás tando para as pessoas perdoadas quanto às que perdoam. Sucintamente e sem pormenores quero aqui falar sobre a preciosidade do perdão.

I. O que significa perdoar
O perdão é uma via de mão dupla, perdoar para ser perdoado, quem mais perdoa, mais será perdoado. Desculpar, indultar, remir e absolver significa perdão, ele foi instituído por Deus para absolver o homem do seu pecado contra Deus. Na lei instituída por Deus essa absolvição de dava através de sacrifícios, Jesus foi o último sacrificado, o cordeiro (Lv 5:5-7; Jo 1:29; I Tm 2:6).

II. Os malefícios por não perdoar
1. Não pode ser perdoado, o perdão deve ser uma via de mão dupla, deve existir reciprocidade.
2. Destroem amizades, as pessoas que não perdoam jamais reatarão uma amizade;
3. Causa decepção;
3. Amarguras e sofrimentos;
4. Tira-lhe a alegria;
5. Enfermidades;
6. E no final condenação.

III. Os benefícios do perdão
1. Quem perdoa será perdoado, o perdão gera alegria e satisfação.
2. Restabelece a amizade;
3. Trás saúde e liberdade tanto para um quanto para o outro;
4. Saúde.

Comumente dizemos que perdoar é esquecer, mas nem sempre isso acontece, porque aquilo que é registrado na nossa memoria não é apagado definitivamente com facilidade, o ser humano ainda não aprendeu a lidar com o ato de perdoar. Jesus conta uma história de dois devedores para ensinar sobre o perdão (Lc 7:36-50). O perdoado deve ter como lição e jamais repetir o erro e sempre reconhecer do perdão recebido, no entanto é importante saber que não existem pessoas que não mereçam perdão. A falta de perdão implica no seu relacionamento com Deus, pois somente seremos perdoados quando perdoarmos os outros.

O perdão divino alcança a todos e incondicionalmente, mas é importante saber que “Ainda que o pecador faça mal cem vezes, e os dias lhe prolonguem, eu sei com certeza que bem sucede aos que temem a Deus, aos que temerem diante dele.” (Ec 8:12). Perdoar é uma necessidade da alma do próprio homem, mesmo que alguém lhe tenha feito um grande mal.

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 25 de março de 2019

ESBOÇO 904 A VERDADE, A MENTIRA E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS.


ESBOÇO 904
TEMA: A VERDADE, A MENTIRA E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS.
TEXTO: EFÉSIOS 4:25; 5:14; ATOS 5:1-11

A mentira está por toda parte do planeta, não há um só lugar que não haja mentirosos, não existem mentiras pequena e nem grande, tudo é mentira, umas são mais convincente e bem contada do que outras. Comumente há ocasiões que as pessoas mentem para se defender, e ao dar uma noticias ruim, o eufemismo pode acontecer quando levamos em consideração o estado emocional da pessoa que recebe a notícia, nesse caso não é uma mentira. Também existe a ocultação da verdade, em algumas situações não se constitui crime, há um princípio jurídico que é legal “Nemo tenetur se detegere” “o direito de não produzir provas contra si mesmo”, esse direito está consagrado pela Constituição “o inciso LXIII, artigo 5º da Constituição Federal” o réu tem o direito de permanecer em silêncio, mesmo assim o réu está sujeito às complicações.

Quando se trata do âmbito espiritual, conforme a Bíblia faltar com a verdade é contrair condenação para si, mas falar a verdade é o passaporte para a eternidade (Sl 15:2). Infelizmente o pecado da mentira está em toda parte, parece que a mentira move o mundo inteiro, “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” Joseph Goebbels. Quem nunca se debruçou sobre uma mentira bem contada? A mentira ou uma calúnia tem causado infortúnios a muitas pessoas, mentir, caluniar, difamar pessoas é condenado nas escrituras (Sl 140:11; Pv 6:19; At 23:5; Tg 3:2), o homem mente, tanto para acusar quanto para se defender, isso faz parte da natureza pecaminosa do homem (o homem não é pecador porque mente, ele mente porque é pecador (I Jo 1:8).

As consequencias da mentira
Muitas pessoas são impulsionadas a mentirem, elas não têm a dimensão das consequencias, a mentira pode causar grandes estragos, pois existem indivíduos que são viciados na mentira, Jesus chamou os tais de filho do diabo (Jo 8:44; I Jo 3:10). Os cristãos não mentem se a verdade estiver nele. Em Atos dos apóstolos é narrado por Lucas um episódio de Ananias e Safira, eles venderam uma propriedade e disseram que certa parte seria entregue aos pés dos apóstolos, mas após a venda da propriedade eles disseram que venderam por um preço provavelmente menor para obter vantagens, assim eles omitiram o preço real, logo os apóstolos cheios do Espírito Santo perceberam a mentira e por conta desse pecado morreram, pois não mentiram aos apóstolos e sim a Deus (At 5:1-11). Está escrito que é melhor não votar do que votar e não pagar, porque se não pagares Deus requererá de ti (Dt 23:21-23; Ec 5:4-6). Atualmente há muitos cristãos que não morrem literalmente, mas espiritualmente estão mortos por causa das suas mentiras.

A recomendação bíblica é: Deixai a mentira “Pelo que deixai a mentira, e falem a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros.” (Ef 4:25). O nono mandamento diz também que não devemos dar falso testemunho contra o próximo (Ex 20:16), infelizmente até líderes espirituais mentem nos púlpitos das igrejas, enganam as ovelhas com suas mentiras e ainda diz: “O Senhor disse” (Ez 3:13; Jr 2:1; 17:6), isso se constitui um pecado contra o próprio Deus, por isso o iminente julgamento divino virá sobre os tais. Cristo a verdade que liberta! “E conhecereis a verdade e ela vos libertará (Jo 8:32). Tenhamos cuidado para que não sejamos tentados a mentir usando os púlpitos das igrejas para manipular a fé das pessoas como acontece atualmente, isso se constitui um grande pecado. Eu já presenciei um pregador apresentar um quadro mentiroso para gerar um estado emocional nas pessoas, isso é um pecado, porque deixam a bíblia de lado para mentir. O cristão mesmo com dano devemos falar a verdade (Sl 15:4b), os lábios que confessam verdadeiramente o nome do Senhor não mente e a verdade estará sempre presente em seus lábios.

Pr. Elis Clementino

terça-feira, 19 de março de 2019

ESBOÇO 903 ADORAÇÃO AO SENHOR


ESBOÇO 903
TEMA: A ADORAÇÃO AO SENHOR
TEXTO: SALMOS 100:1-5

O salmista conclama todos a celebrarem ao Senhor, neste salmo encontramos várias exortações respeitáveis. É importante saber que a nossa celebração a Deus não deve ocorrer somente nos momentos faustosos da vida, mas também nos momentos obscuros, ou nas adversidades quando quase ninguém nos contempla; somente Deus. Igualmente, levemos em consideração dois períodos durante a nossa vida: o dia da prosperidade e o dia da adversidade (Ec 7:14). Salomão enfatiza que todos devem considerá-los, na prosperidade ele diz: goze bem, mas com equilíbrio, na adversidade ele pede que considere refletindo as atitudes. A celebração ao Senhor é um ato de gratidão que muitas vezes não envolvem palavras, mas sentimentos de ações de graças. Nesse comentário razoarei sobre o valor da adoração e como as pessoas agem quando celebram ao Senhor.

I. Celebrar
Festejar ou solenizar, essa ação sempre acontece em momentos de alegria mediante algum acontecimento propício a isso, é o que fazemos quando abrimos os nossos corações para Deus, esse é o reconhecimento da magnitude da sua grandeza, e de tudo que ele tem realizado em nosso favor. A nossa maneira de expressar com esse festejo nos levam às vezes exceder um pouco, a ponto de chamar a atenção de outras pessoas que às vezes nos ignoram. Cada um tem a sua maneira própria de celebrar, enaltecer, adorar e agradecer. Há um ato de adoração praticado por Davi quando trazia de volta a arca do Senhor para Jerusalém, nesse percurso o rei quebrou protocolos reais para festejar a volta da arca da aliança que havia sido tomada, (I Cr 15:25-28), Milcal, sua mulher, vendo aquela maneira do seu marido adorar ao Senhor  o desprezou em seu coração, para ela aquela atitude era vergonhosa e ridícula (I Cr 15:29), pois é assim atualmente muitas pessoas ignoram fazem chocarrice quando estamos adorando ao Senhor, embora os que criticam fazem coisas imorais e horríveis, mas para eles são normais “o homem natural e pecaminoso não compreende”, mas quais os motivos para tudo aquilo que Davi praticou na presença dos seus servos e servas? (1) Na presença de Deus há júbilo, pois a arca da liança representava a presença de Deus; (2) foi uma grande conquista tomar a arca de volta; (3) Para Davi pouco importava o desprezo, pois Deus havia feito muito mais do que ele merecia; (4) Davi ofereceu sacrifícios pacíficos com holocaustos, abençoou o povo, e repartiu para o povo de Israel, pão, carne e um frasco de vinho (I Cr 16:1-3).
Dois fatos importantes envolvendo duas mulheres aconteceram nos dias de Jesus Cristo, uma que entrara na casa do fariseu e a outra no jantar na casa de Lázaro, ambas tiveram atitudes impressionantes, elas levaram consigo unguentos preciosos e lançavam sobre os pés de Jesus (Lc 7:39; Jo 12:3), nos referidos texto ambas foram criticadas, mas estavam crentes que o sentimento de gratidão não tem preço e nem prescreve, a razão maior era o que elas haviam recebido do Senhor.

II. Formalismo
O formalismo tem feito com que muitos cristãos adorem a Deus de maneira engessada, por isso muitos cultos pentecostais se tornam frios, as pessoas não abrem o coração para glorificar a Deus, isso para não ser ridicularizada pelos formais, para os tais qualquer atitude de celebração ao Senhor incomoda. Os sentimentos de gratidão nos levam a expressar com adoração perante Deus pelas razões “O que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito” (Sl 116:12).

                O sentimento de adoração não tem preço, quem adora de verdade adora sem reservas, pois o mais admirável não os valores das especiarias, mas que o sentimento de gratidão extraído do coração valia mais do que o balsamo, pois o que estava sendo levado em consideração era a sinceridade do coração. Devemos dar a Deus o melhor do coração, em quaisquer que seja as circunstâncias, gemendo ou chorando, com lágrimas ou sem, dê o melhor! Os sentimentos de adoração vão muito além, é envolver-se nos mistérios de Deus, em espírito, alma e corpo “Importa que os seus adoradores o adorem em espirito e em verdade” (Jo 4:24). Devemos pedir a Deus que esse sentimento de gratidão jamais desapareça dos nossos corações, e porque não dizer do meio cristão. Muitos cristãos dizem que estão louvando e adorando a Deus, quando na verdade está massageado o ego das pessoas, isso é perigoso porque afasta as pessoas da finalidade do louvor e da adoração a Deus, essa maneira levam as pessoas a focarem a sua fé somente naquilo que lhes tragam benefícios ou favorecimentos tipo “Eu quero estar no palco e te ver lá em baixo na platéia”, são expressões que não condizem com as escrituras, isso pode ser qualquer outra coisa, como um desabafo contra alguém, menos o louvor ou adoração a Deus. Existem pessoas que cantam até hinos para provocar os vizinhos. A Bíblia não ensina adorar dessa maneira leviana e irresponsável, e nem de lábios (Mt 15:7-9). Adoremos com humildade e com um coração sincero.

Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 902 EQUIDADE


ESBOÇO 902
TEMA: EQUIDADE
TEXTO: “seja a vossa equidade notório a todos os homens. perto está o senhor.” filipenses 4:5

Equidade é um dos pré-requisitos necessário para todas as pessoas, ela é exigida por Paulo em sua carta aos filipensses, essa virtude é atualizada para todas as épocas, pois é uma virtude que enobrece qualquer indivíduo principalmente o cristão. Nesse assunto rapidamente falarei sobre a equidade como característica do cristão.

I. Equidade - um vocábulo que procede do latim “equitas”, no nosso idioma significa atitude de comportamento como respeito à igualdade de cada um, também imparcialidade e qualidade que revela bom senso e justiça. Os que vivem o evangelho de Cristo necessitam ter esse equilíbrio controlando as emoções. A nossa equidade deve ser notório a todos, por isso o modelo de vida cristão deve ser exemplar, pois o cristão tem a responsabilidade de ser um guardião do evangelho.

II. A falta de equidade produz:
(1) Individualismo, tendência de quem vive exclusivamente para si, sem solidariedade, egoísmo, egocentrismo, essas qualidades levam os cristãos a não desenvolverem a sua fé em Cristo.
(2) Parcialidade, parcialismo “ação de ser parcial”, aquele que toma partido, isso é muito ruim para o cristianismo.
(3) A insensatez, falta de senso ou de juízo, loucura, imprudência;
(4) Injustiça, aquele que violam direitos (Is 10:1,2);
(5) Falta de amor, ela está em decadência, esse é um dos claros sinais da volta de Cristo (Mt 24:12). Esse sinal é visto dentro da igreja de Cristo, o amor está sendo substituído pelos interesses pessoais.

A vida cristã contrabalanceada acontece através do conhecimento da palavra de Deus, pois ela reflete em todas as áreas das nossas vidas, por essa razão devemos buscar equilíbrio e não negligenciar o que nos é ensinado através dela. Ter equidade é uma necessidade, desconhecer esse fundamento é um perigo, porque o nosso sucesso depende da observação da palavra (Pv 3:21-24). 

Pr. Elis Clementino


ESBOÇO 901 CORROMPENDO-SE POR PÃO.


ESBOÇO 901
TEMA: CORROMPENDO-SE POR PÃO.
TEXTO: JEREMIAS 44:17

As buscas excessivas pelas coisas materiais pode deixar o homem fora do reino de Deus, embora muitas pessoas não tenha a dimensão dos resultados. Jesus nos ensinou o dever de buscar em primeiro lugar o reino de Deus (Mt 6:33), embora, isso não singnfique cruzar os braços e esperar que Deus faça a parte dele e a nossa, pois o que ele fez já tem sido o suficiente para darmos continuidade a parte que nos cabe trabalhando e construíndo em todos os aspéctos da vida.

I. Servindo por interesse
Não servimos a Deus por aquilo que ele tenha para nos dar, quando desprezamos esse princípio pasaremos a serví-lo por interesse. Atualmente é notável a busca pelas coisas e o despreso pelo melhor “Primeiro o reino de Deus”. O povo hebreu diante das dificuldades no deserto desejou voltar para o Egito, pois lá havia pepinos e as cebolas para saciarem a fome, pois o mais importante para eles seria a comida do que servir a Deus (Nr 11:4-6). Jó mesmo perdendo tudo ainda adorou ao Senhor, essa foi uma prova que ele não o servia por aquilo que possuia. Para alguns cristãos não importam os princípios morais e nem a sua vida devocional com Deus, por um pedaço de pão se corrompem. Nos dias do profeta Jeremias acontecia isso, o povo estava cego, o que mais valia era a comida, e não valorizavam a sua vida devocional com Deus (Jr. 44:17), o povo achava que valia apena oferecer incenso à Rainha dos céus porque tiham fartura de pão. Jó, Davi, Asafe tiveram inveja da properidade dos ímpios, Deus nos guarde.

II. Os sesejos carnais e as consequências
1. O Apóstolo Paulo via que na sua época muitos cristãos interessados pelas coisas materiais, por isso causam até dissenções e escâdalos, buscado seus próprios desejos ao que ele disse: “Porquanto essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas sim a seus próprios desejos. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos incautos.” (Rm 16:18; Fp 3:18-20). Os que vivem segundo a carne tem a mente voltada para as vontades da natureza carnal, entretanto, os que vivem de acordo com o Espírito, têm a mente orientada para satisfazer o que o Espírito deseja (Rm 8:5,6). Os nossos objetivos deve ser a busca das coisas do alto, e não nas coisas terrenas (Cl 3:2).

2. As consequências
Quando desprezamos alguns princípios que são fundamentais para a aprovação divina pagamos um alto preço, e um dos maiores é a separação eterna de Deus (2 Ts 1:9). Aqueles que despresam tornam-se inconsequentes, traidores, orgulhosos e amigos dos prazeres (2 Tm 3:4; Tt 1:12; Jd 1:10,13) “...O fim dessas pessoas é a perdição; o deus deles é o estômago; e o orgulho que eles ostentam fundamenta-se no que é vergonhoso; eles se preocupam apenas com o que é terreno.” (Fp 3:19). “E que fruto colhestes, então, das atitudes das quais agora vos envergonhais? Pois o resultado final delas é a morte!” (Rm 6:21).
O cristão deve ter a consciência que as coisas dessa vida são efêmeras, e que nada dela levaremos no final. Tudo que alcançarmos aqui não sobrepuja as coisas do Espírito, precisamos compreender que os desejos ecessivos podem comprometer a nossa vida devocional com Deus. Atualmente observamos muitos templos cheios de pessoas interessadas a receberem, mas isso acontece porque têm quem os alimentem, estes são certos líderes com a finalidade de arrecardar e nada mais, no entanto nada oferece a Deus, isso tem conduzido muitos ao desvio do principal alvo que é Cristo. O cristão deve estar desprovido de qualquer ambição pelas coisas materiais para não se corromper, como faz o povo de Deus nos tempos dos profetas, da mesma maneira acontceram com muitos cristãos de algumas igrejas dos primeiros séculos, como se ver nos textos citados por Paulo quando escreveu a elas. Não servamos a Deus pelo que ele tenha para nos dá, mas pelo que ele é.
Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 6 de março de 2019

ESBOÇO 900 DÍZIMOS E OFERTAS, UMA DISCIPLINA ABENÇOADORA.


ESBOÇO 900
TEMA: DÍZIMOS E OFERTAS, UMA DISCIPLINA ABENÇOADORA.
TEXTO: MALAQUIAS 3:10

As Escrituras nos revelam que desde os tempos mais remotos, os dízimos e as ofertas são uma prática dos que servem a Deus. Entre tantos exemplos podemos citar o de Abel (Gn 4.1-5), que ofereceu ao Senhor o que havia de mais excelente no seu rebanho. Lembremos também do patriarca Abraão (Gn 14.20), ancestral de Israel, que entregou dízimos a Melquisedeque. A partir destes eventos as contribuições passam a fazer parte da estrutura de fé dos que servem a Deus e à sua igreja. Nesta lição analisaremos biblicamente os dízimos, as ofertas e suas implicações na vida do crente.

I - Tudo o que somos e temos vem de Deus
Deus é a única fonte de todo bem, podemos descrever da seguinte maneira:
1. Somos seus filhos: Todas as pessoas pertencem a Deus por direito de criação (Sl 24.1). Nós cristãos, temos algo mais: Pertencemos à Deus por criação, redenção, e adoção através da nossa fé em Jesus: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12).
2. Ele nos dá todas as coisas: Na condição de filhos, Deus nos dá todas as bênçãos espirituais de que precisamos (Ef 1.3; Fp 4.19; Tg 1.17) e também nos confere as bênçãos materiais. No Pai Nosso, lemos: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 11.6). Nos Salmos está escrito: “Quem enche a tua boca de bens, de sorte que atua mocidade se renova como a águia” (Sl 103.5). As pessoas que não creem e nem acreditam em Deus têm a sua permissão de usufruir dos seus bens, nós seus filhos, temos as coisas incluindo o dinheiro como dádiva de sua mão. Davi reconhecia isto quando disse: “Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos (I Cr 29.14b)”.

II – A salvação e o desejo de contribuir
A salvação desperta no crente o desejo de participar também da responsabilidade financeira da obra de Deus. Vemos isso na pessoa de Zaqueu, o publicano. Logo após ter sido salvo, ele quis dar parte de seus bens aos pobres (Lc 19.8,9). A mesma graça que opera a salvação na vida do crente (Ef 2.7,8) também desperta nele a vontade de contribuir (II Co 8.1-5).

III - O que é o dízimo?
1. Definição: No A.T. encontramos duas palavras que definem o Dízimo: Asar, que significa “décima parte” (Gn 28.22; Dt 14.22; I Sm 8.15,17); e a palavra Maaser, que também significa “décima parte” (Gn 14.20; Dt 12.6,11; Ml 3.8,10). No N.T. existem duas formas verbais e uma nominal: Dekatóo, que significa “dar a décima parte”, “dizimar” e aparece apenas por duas vezes (Hb 7.6,9); Apodekatóo, que também significa “dar a décima parte”, “dizimar” (Mt 23.23; Lc 11.42; Hb 7.5); e a palavra Dekáte, que significa “décimo” e aparece apenas em (Hb 7.2,4,8,9). Podemos, então, dizer que a palavra Dízimo significa “décima parte de uma importância ou quantia”. O Dízimo é uma oferta entregue voluntariamente à obra de Deus, constituindo-se da décima parte da renda do adorador: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes”. (Ml 3.10). É um ato de amor e adoração que devotamos àquele que tudo nos concede.

2. O Dízimo não está circunscrito à Lei: Àqueles que alegam ser o dízimo exclusividade da Lei Mosaica ignoram os seguintes pressupostos bíblico-teológicos:
a) Abraão entregou os dízimos a Melquisedeque que representava a ordem sacerdotal de Cristo (Sl 110.4).
b) Melquisedeque representava o próprio Cristo: “Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dos despojos”. (Hb 7.4)
c) Na pessoa de Abraão, até Levi, em quem o dízimo tornou-se ordenança, estava entregando o dízimo ao Senhor Jesus (tipologicamente representado por Melquisedeque). “E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo à lei, de tomar o dízimo do povo, isto é de seus irmãos” (Hb 7.5). Abraão viveu mais de 500 anos antes da decretação da Lei, porém adorou a Deus com os seus dízimos (Gn 14.20), atitude que também foi imitada pelo seu neto Jacó (Gn 28.22).

IV - O que são ofertas?
1. Definição: Diversos termos definem a palavra oferta no A.T. Um dos mais citados é Terûmãh, e significa “oferta alçada, oferta ou oblação”. Este termo é encontrado cerca de 70 vezes no A.T. e é encontrado pela primeira vez em (Ex 25.2). Ofertas são doações voluntárias, apresentadas a Deus em agradecimento pelos imerecidos favores dele recebidos (Ex 35.29; 36.3; Lv 7.16; 22.18). No Antigo Testamento, funcionavam como culto em ação de graças (Lv 5.14).
2. O contexto de Ml 3.8,10: o texto de Malaquias 3.10 não fala apenas de dízimos, mas também de ofertas. O crente fiel não se limita apenas a dizimar; ele também sabe ofertar com liberalidade (Rm 12.8) “Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria”. A liberalidade em ofertar parte do pressuposto de honrar ao Senhor em tudo, pois quem oferta a Deus sabe que mais “bem aventurado é dar do que receber” (At 20.35).

V - A contribuição no modelo da igreja primitiva
1. O NT mostra-nos o modelo apostólico de contribuição, que segue no quadro demonstrativo:
A contribuição foi ratificada por Cristo: No NT a igreja continua a praticar a contribuição que foi estabelecida por Deus antes da Lei, pois o próprio Jesus a ratificou (Mt 23.23) e os apóstolos a ensinaram (II Co 9-6.11; I Co 9.7-14).
2. A regularidade na contribuição: A igreja primitiva contribuía com regularidade, “Não com tristeza ou por necessidade” (II Co 9.7). A contribuição abrange “cada um”: Não somente uma parte da igreja contribuía, porém todos cooperavam para o progresso da obra de Deus. (I Co 16.2). A contribuição é voluntária: “Deram voluntariamente” (II Co 8.3). Tudo na obra de Deus é feito na base da voluntariedade (Fm 14).
3. A contribuição deve ser entregue à igreja: O crente não tem autonomia para administrar os dízimos e ofertas, pois a Bíblia diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro” (Ml 3.10). A casa de Deus é a igreja (I Tm 3.15) onde estão aqueles que Deus escolheu para que administrem as finanças. A contribuição visa a ajuda mútua: A Bíblia fala que os crentes em Jerusalém vendiam suas propriedades, e punham o valor delas “Aos pés dos apóstolos” (At 4.36,37; 5.1,2). A contribuição visa o sustento e pecúnio dos obreiros: No modelo neotestamentário, as contribuições representam a base da obra evangelizadora, como a subsistência dos que servem à Deus em tempo integral. Deus havia ordenado: “Aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (I Co 9.14). A contribuição visa suprir as despesas da obra: O apóstolo Paulo primava pela contribuição e lisura na administração financeira, para que as necessidades fossem supridas sem desperdício (II Co 8.13,14 11.9).

VI - Os males do amor ao dinheiro
É evidente que o dinheiro é a causa de muitos males nes mundo, por essa razão podemos entender até aonde ele pode levar o indivíduo que o ama (I TM 6.10).
1. Leva o homem a esquecer-se de Deus: (Dt 8.11) “Guarda-te que não te esqueças do SENHOR teu Deus, deixando de guardar os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus estatutos que hoje te ordeno…”.
2. Faz com que se deixe de confiar em Deus: (Pv 30.9b) “Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR.”.
3. Sufoca a Palavra de Deus no coração: (Mc 4.19) “Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.”.
4. Faz descansar na insegurança das riquezas: (“Pv 23.4-5”) “ Não te fatigues para enriqueceres; e não apliques nisso a tua sabedoria”. Porventura fixarás os teus olhos naquilo que não é nada”? porque certamente criará asas e voará ao céu como a águia.”.
5. Leva ao orgulho: (Pv 28.11) “O homem rico é sábio aos seus próprios olhos, mas o pobre que é entendido, o examina.”.
6. Leva à ganância: (Pv 5.10) “Para que não farte a estranhos o teu esforço, e todo o fruto do teu trabalho vá parar em casa alheia;”.

VII - Bênçãos advindas da fidelidade em dizimar e ofertar
1. O devorador é repreendido: “E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos”. (Ml 3.11). O devorador pode ser várias circunstâncias adversativas, que acometem os infiéis no dízimo, mas, para o fiel há livramento.
2. O testemunho das nações: “Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.12). Este texto ensina que a fidelidade no dízimo traz ao crente um elevado conceito por parte de todos.
3.  Vitória sobre a avareza: “Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus” (Ef 5.5). A atitude correta em relação ao dízimo permite ao crente vencer sentimentos negativos como a avareza e o egoísmo.
4.  Disposição de Deus em nosso favor: “Tornai vós para mim, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3.7). Nossa atitude de voltar-se para Deus permite que Ele se volte para nós. Isto nos mostra que o tema dos dízimos e das ofertas faz parte do elenco das grandes virtudes cristãs.

De acordo com estas verdades, concluímos que os Dízimos e as Ofertas fazem parte de um sublime propósito, que é segundo a sabedoria de Deus. Estas contribuições põem o multimilionário e a pessoa mais pobre da igreja em pé de igualdade diante de Deus. Entregando os Dízimos e as Ofertas da sua renda, ambos estão dando a mesma coisa e receberão recompensa, não pela quantia que ofertaram, mas pela fidelidade em obedecer a Deus.

Deus te abençoe.

BIBLIOGRAFIA:
As Grandes Doutrinas da Bíblia - Raimundo de Oliveira (CPAD) / Lições Bíblicas (CPAD)
Pequena Enciclopédia Bíblica - Orlando Boyer (CPAD) / Bíblia de Referência Thompsom (VIDA)
Teologia Sistemática - Eurico Bergsten (CPAD) / Dicionário Teológico - Claudionor Correia de Andrade (CPAD)

Pr. Elis Clementino


ESBOÇO 899 O VERBO


ESBOÇO 899
TEMA: O VERBO
TEXTO: JOÃO 1:1-5

O Apóstolo João iniciou seus escritos expressando profundamente algo que estava muito além da sua imaginação humana, ele denominou Jesus de “o Verbo” e que ele estava com Deus, e o verbo era Deus. Esse é um assunto que fala de Cristo em diversos aspectos, a sua divindade, preexistência e a luz do mundo.

1. No princípio
Essa expressão refere-se ao tempo, e não a Jesus, pois ele não teve princípio, ele já existia, era o verbo e estava com Deus (Jo 1:1,2). A sua preexistência é apresentada na criação de todas as coisas, ou seja, uma por uma, pois sem ele nada do que foi feito se fez (Sl 19:1; Jo 1:3; 8:56-58).

2. A vida
1. Jesus o logos eterno, a primeira causa, a vida de todos os seres emanou dele, ele é a fonte de luz da vida e o que neles creem deixam de habitar em trevas (Jo 1:4).
2. A sua encarnação, a luz resplandeceu nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela, entendemos o quanto Satanás tentou frustrar o brilho da verdadeira luz, mas não conseguiu apagar o seu brilho que prevalece até hoje. (Jo 1:5).

            Uma grande revelação do Apóstolo João, ele descreveu aquilo que existia antes da fundação do mundo, tudo se iniciou com o verbo, e a sua preexistência e que todas as coisas foram feitas por ele e sem ele nada aconteceria. O ser humano tornou-se totalmente independente dele, ele é a luz que dissipa as trevas, a luz que faz brilhar o nosso ser “Jesus”, ele disse: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (Jo 8:12).

Pr. Elis Clementino
           

segunda-feira, 4 de março de 2019

ESBOÇO 898 A VOLTA DE CRISTO


ESBOÇO 898
TEMA: A VOLTA DE CRISTO
TEXTO: Ap 3:11

                A promessa da segunda vinda de Cristo é difundida através do evangelho em todo mundo, ela é a maior e bem-aventurada esperança da Igreja (Tt 2:13). Essa doutrina foi ensinada pelo próprio Jesus Cristo, principalmente no sermão da montanha (Mt 24). Os cristãos em todo mundo aguardam com grande expectativa esse retorno de Jesus Cristo, acontecimento esse que não se sabe quando ele acontecerá (Mt 24;36), no entanto todos nós que o aguardamos estamos dizendo MARANATA! (Ap 3:11). Falaremos rapidamente sobre esse grande e esperado evento.

As fases da volta de Cristo
A vinda do Senhor se dará em duas etapas distintas, acontecerá da seguinte forma: (1) A primeira será para os cristãos que aguardam em vida, nesse episódio também acontecerá à ressurreição dos mortos (I Ts 4:16-17); (2) A segunda se dará no seu retorno a Jerusalém como rei vitorioso, o salvador de Israel. Jesus dá as últimas instruções na sua ascensão sobre o seu retorno. “E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.” (At 1:10,11).

Vinda repentina
A volta do Senhor será em hora que ninguém espera, todos devem estar preparados para o momento dessa primeira fase, em algumas parábolas Jesus deixou bem claro (Mt 25:1-13), como o descuido ou a negligencia pode deixar o crente fora do reino de Deus, ninguém tenha por tardia. “Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão”.  (2 Pe 3:8-10)

Sinais que precederão a volta de Cristo
Os eventos que precedem a volta de Cristo são claros, Jesus falou deles quando ensinava aos seus discípulos no sermão da montanha, ele apresentou um dos sinais mais claro presentemente (Mt 24:12), com a falta de amor há uma crescente onda de violência e o desrespeito a vida. “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver” (Mt 24:21). Atualmente estamos vivenciando a onda de violência em todo mundo, além dos sinais da natureza que responde a agressão humana com violência.

A ressurreição dos mortos
Um dos maiores eventos descrito por Paulo é a ressurreição dos mortos (I Ts 4:16,17). Os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro, mas com que corpo eles ressuscitarão? “Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virá? Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou de outra qualquer semente. Mas Deus dá-lhe o corpo como quer, e a cada semente o seu próprio corpo” "os que estiverem vivos serão transformados no abrir e fechar de olhos, o que era incorruptível se revestirá de incorruptibilidade e aquilo que é mortal se revestirem da imortalidade (I Co 15:35-38; 51-54).

                Necessariamente os crentes precisam estar preparados para esse grande evento, pois os sinais que antecederão são claros, e um dos que mais se destacam e visível é a falta de amor, o esfriamento espiritual e a banalização à vida. Neste mundo pecaminoso Deus tem preparado um povo para si, zeloso e de boas obras (Tt 2:14). “Aqueles que estão lutando duramente contra o pecado e contra o poder de Satanás devem saber que, uma vez que Cristo morreu em prol da sua redenção, muito mais agora, Ele dar-lhes-á graça suficiente para triunfarem sobre o poder do pecado e do mal (Rm 5.9-11).” Lutemos com todas as nossas forças para chegarmos ao final, e perante Deus receber o troféu da vitória.


Pr. Elis Clementino

ESBOÇO 897 OS PROPÓSITOS DE DEUS


ESBOÇO 897
TEMA: OS PROPÓSITOS DE DEUS
TEXTO: ECLESIÁSTES 11:5

            Às vezes o indivíduo se depara com algumas situações que o deixa perplexo e parado sem saber o que fazer, porém em outras situações ele encontra saída, mas há também coisas que somente Deus tem a solução, pois ele tem conhecimento e sabe o porquê delas. Nenhum indivíduo entende como funcionam os propósitos de Deus em sua vida (Ec 11:5; Is 55: 8,9). Muitas vezes Deus fez o seu povo andar por caminhos pedregosos a fim de edificar padrões importantes. Para cada criatura Deus tem um projeto diferente, e dentre elas vale apena ressaltar a história de Abraão, pois ela é interessante para entender melhor as vontades de Deus sobre seu povo, isso desde a sua chamada de Ur dos Caldeus e a sua odisseia.

I. Os propósitos de Deus
Deus contraria os nossos pensamentos para nos mostrar novos horizontes, muitas vezes os nossos caminhos e planos são muitos, e o de Deus são outros (Pv 16:1,9; 19:21). O ser humano tem a capacidade de influenciar de maneira favorável ou desfavorável no cumprimento dos propisitos de Deus, por isso faz-se necessário muito cuidado e esperar nele é a melhor maneira de contribuir para que os projetos divinos sejam cumpridos de maneira maravilhosa.

II. A chamada e trajetória de Abrão
1. Deus ordenou a sua saída de Ur, certamente era o lugar de conforto no seio da sua família e lhe faz promessas (Gn 12:1-9);
2. Abrão vai para o Egito e lá encontra o primeiro osbtáculo (Gn 12:10-20);
3. Problemas entre os pastores de Ló e de Abrão e separação (Gn 13:1-13);
4. Deus promete a terra de Canaã (Gn 13:14-18);
5. Guerra entre quatro reis (Gn 14:1-11);
6. Ló é levado cativo (Gn 14:12-17);
7. Deus abençoa Abrão ((Gn 14:18-24);
8. Deus anima a Abrão, para Abrão o Eliezer seria seu herdeiro, mas para Deus não. (Gn 15:1-11);
9. Deus faz aliança com Abrão e o nascimento de Ismael (Gn 15:12-2-);
10. Uma manobra fora da vontade de Deus (Gn 16:1-15). Para abreviar os acontecimentos o ser humano faz atalhos, estes o conduzem muitas vezes a sofrimentos intensos, não façam atalhos, porque eles podem sair caro demais, e as ocorrências podem ser as mais terríveis possíveis.
11. Deus muda o nome de Abrão e confirma mais uma vez a sua aliança e promete-lhe um filho (Gn 17:1-22).

Podemos entender pelas escrituras o trabalhar de Deus sobre um povo contituído por ele como exclusivamente seu, vale ressaltar que um dos atributos de Deus é a onisciência, ele sabe tudo no tempo e fora dele, ele conhece o amanhã do seu povo (Sl 147:4; 139:16; I Jo 3:20; Mt 6:8;10:30). O Senhor declara o tipo de pensamento que tem a respeito do seu povo Israel “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.” (Jr 29:11). O nascimento de Ismael pela manobra feita por Sara e Abraão não trouxe algumas consequências com o nascimento de Isaque e os problemas não pararam por ai, continuando até o presente na história da nação de Israel. Devemos ter cuidado porque há caminhos que parecem direitos aos nossos olhos, quando na realidade não são (Pv 14:12; 16:25), algumas manobras podem até resultar em algo terrível, porém outras podem deixar sequelas para vida inteira. A conquista da terra prometida não foi imediata, pois Deus faz que as coisas aconteçam no seu tempo certo. Deus continua o mesmo e deseja lhe abençoar cumprindo em vós os desejos do seu coração.

Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 1 de março de 2019

ESBOÇO 896 ESCONDENDO-SE DE DEUS.


ESBOÇO 896
TEMA: ESCONDENDO-SE DE DEUS.
TEXTO: GÊNESIS GN 3:8

Esconder ou ocultar é uma das características do ser humano, desde o inicio a criatura tentou esconder os seus erros e fracassos, além disso, ele acusa e é acusado, tudo isso ele faz para se eximir da realidade da culpa e as consequências dela. O erro humano passou a todos os homens, e assim todos continuaram a errar, assim vai até o presente, o que alterou foi à quantidade de gente a errar, e sempre tentando se isentar na hora de assumir, transferindo a culpa ou as responsabilidades para outros (Gn 3:12). Todos os nossos atos são conhecidos pelo Senhor, ainda antes de cometê-los (Gn 4:7).

O pecado é a desobediência as leis que foram estabelecidas por Deus, elas foram promulgadas para que os homens fossem regidos por elas. A desatenção a esses princípios pode conduzir o homem às infelicitas, vejamos em seguida:

1. O que faz o pecado na vida do homem?
O pecado sempre trouxe sérios danos para a raça humana. Deus sempre quis que o homem estivesse na sua presença, porém o elo foi quebrado, a comunhão foi desfeita por causa do pecado, ou seja, a desobediência.

1.1. Trouxe ao homem vergonha.
O homem vivia na dispensação da inocência, porém quando pecou, passou a viver na dispensação da consciência e consequentemente viu que estava nu e escondeu-se do criador (Gn. 3:8).

1.2. Trouxe fragilidade ao homem.
A culpa e a consciência do pecado motivaram Adão e Eva a fugir de Deus, tinham medo e constrangimento na sua presença, pois sabiam que haviam pecado e desagradado a Deus. Nessa condição, viram que era impossível chegar a sua presença, e a única saída seria esconder-se de Deus. (Gn. 3:8,10), o que era impossível pelo seu grande atributo que é a onipresença. A tendência do homem quando comete um delito (pecado) é querer esconder-se para encobrir a sua falta ou para se esquivar dela, porém Deus revela o profundo e o escondido, e conhece o que está em trevas e com ele mora a luz. (Dn 2:22)

1.3. A desobediência revelou a nudez.
E disse Deus: Quem te mostrou que estava nu? Comeste da arvore que te ordenei que não comesse? Gn 3:11.

1.4. Trouxe transferência de responsabilidade.
 a. Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da arvore e comi. (Gn 3:12)
b. Então disse a mulher: Foi à serpente que me enganou (Gn 3:13). Ninguém quer assumir a culpa do pecado sozinho.

1.5. Trouxe conseqüência como:
a. Engano (Gn 3:13).
b. Perdas de intimidade com Deus (Gn 3:15);
c. Dores (Gn 3:16);
d. A terra foi amaldiçoada (Gn 3:17);
e. Trabalho e enfado (Gn 3:19);
f. Recebeu a sentença de morte (Gn 3:19).

Deus conhece os pensamentos e intenções do coração (Jr 17:10; Rm 8:27; Hb 4:12b), não há criatura alguma encoberta diante dele, antes todas as coisas estão nuas e bem patentes dos olhos daquele com quem temos de matar. (Hb 4:13; Sl. 33:13,14; Sl. 90:8; Sl. 139:11,12). Ninguém pode se esconder de Deus (Jr 23:24; Am 9:23). Deus é um juiz que julga com retidão, ele é juiz dos vivos e dos mortos (Mt 10:42; 2 Tm 4:1; 8: 2). Devemos viver de maneira digna dando testemunho do evangelho de Jesus Cristo, fugindo da prática do pegado e da injustiça.

Pr. Elis Clementino