segunda-feira, 28 de junho de 2010

TEMA: ATRAINDO, LEVANDO PARA O DESERTO E FALANDO AO CORAÇÃO

ESBOÇO 340

TEMA: ATRAINDO, LEVANDO PARA O DESERTO E FALANDO AO CORAÇÃO

Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E lhe darei as suas vinhas dali e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias da sua mocidade e como no dia em que subiu a terra do Egito” (Os 2.14,15).


Deus tem maneiras especiais para tratar com o seu povo, não importa as circunstâncias; formas e lugar, quando nos distanciamos dele a sua primeira atitude é chamar a si. Adão quando pecou Deus o chamou, essa foi a primeira vez que ele chamou a atenção do homem para cobrar algo que estava ocorrendo fora da normalidade em sua vida (Gn 3.9,10), Adão temeu porque sabia que havia feito algo errado. Nos dias de Oséias, Israel havia se prostituído com deuses, a ponto de serem ingratos em relação ao que havia recebido do Senhor (Os 2.8). A justiça de Deus entra em ação quando deixamos de reconhecer aquilo que Ele tanto fez por nós. Oséias foi o instrumento de Deus para revelar a real situação do povo (Os 8.7,8,11). Essa infidelidade trouxe duras consequências sobre eles. Entretanto seria a forma usada por Deus para corrigi-los. Há três expressões usadas por Deus para resolver a situação do povo, atrair, levar e falar. Tomaremos como ponto de partida esses verbos, para mostrar a maneira como Deus trata com o seu povo.


Atrairei

Essa expressão atrair significa trazer de volta ou chamar a atenção, é uma forma de Deus nos aproximar dele (Os 5.14,15) às vezes somente na dor conseguiremos chegar perto de Deus, ou seja, situações extremas de fraqueza humana se convertem em oportunidade para Deus operar (Mc 9.17,18; Jo 6.9; At 27.20; 12.6; Mc 5.25,26; 6.48). O vale de Acor (ou vale da desgraça) era o local onde Acã havia pecado por ter guardado despojos proibidos da terra (Js 7). Deus usa até experiências negativas para criar oportunidades de nos fazer retornar a ele.


Levarei para o deserto

Esse termo levar significa conduzir ou encaminhar de um lugar para outro. Deus em muitas ocasiões interfere no trajeto das nossas vidas com a finalidade de exigir algo de nós.


As faces do deserto

Deserto, lugar ermo e solitário ou um mundo de dificuldade, lugar seco e devastado, onde falta água para beber e o alimento é escasso. O deserto tem muitas faces, principalmente o angustiante da vida que muitas vezes atravessamos, nele pode chover dia e noite; as árvores podem florescer; muitas pessoas podem está ao nosso redor, entretanto o ermo continua. O isolamento e descontentamento fazem parte de quem está no deserto.


Às vezes somos levados aos desertos da vida, onde experimentamos muitos sofrimentos, tristezas, desprezos, entre outros, a solidão só nos falta consumir, e finalmente não queremos entender que estamos sendo moldado como vaso na mão do oleiro (Jr 18.1-6; Rm 9.21).


Falarei ao coração

No deserto temos a impressão que Deus nos abandonou, pois é nesse lugar, que Deus tem algo a nos falar (Os 2.14) com a sua voz mansa e suave ele diz o que necessitamos ouvir (I Rs 19.9-11a). No deserto estamos a sós com Deus, ele nos exortar, consola, protege, e nos transforma em um vaso novo (Jr 18.6).


A vontade de Deus

Nem sempre o Senhor opera em nós da forma que desejamos, também não podemos interferir na maneira dEle agir e muito menos contender (Rm 9.18-21). Deus opera como ele quer e ninguém deverá interpelar sobre o que ele faz. Somente ele sabe o que é melhor para nós, porque nem tudo o que é bom para nós é para Deus. Se você está sofrendo não se desespere, “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com os ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera” (Isa 64.4; I Co 2.9). Aceite a vontade de Deus, porque a dEle é a melhor.


Devemos estar dispostos a aceitar a vontade de Deus, independentemente do que venha acontecer, pois saiba que Ele se responsabilizará por nós, desde que estivermos no centro da sua vontade.

“ A providência de Deus sempre alcançará o justo em todas as circunstâncias”. Manual prático de teologia /Eduardo Joiner, 2004 p. 197


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

terça-feira, 22 de junho de 2010

TEMA: A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

ESBOÇO 339

TEMA: A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo” (Rm 3.24).


A justificação é uma das doutrinas importantes do cristianismo, ela é o ato soberano de Deus pela qual ele declara ser o homem inocente ou justo. A ênfase doutrinária de Paulo era a justificação pela fé, ele explica que tanto judeus como gentios necessitam da justificação, mesmo sabendo as condições de cada um, isso veremos no decorrer desse comentário e quais os meios que Deus usa para justificar o homem pecador. O estudo da justificação envolve muitas questões, mas queremos apenas comentar essa pequena parte.


As condições dos Gentios e Judeus

Na igreja em Roma estava acontecendo alguns problemas causados por atitudes inconvenientes dos judeus para os gentios e dos gentios para os judeus com relação à circuncisão. Os gentios não queriam aceitar a circuncisão, porque não eram descendentes de Abraão, mas os judeus sim, já os Judeus prosélitos eram os gentios que queriam servir ao Deus dos Judeus, só que eles queriam servir da forma que entendiam, por essa razão houve sérios problemas na igreja em Roma. Em vista disso Paulo mostra que tanto gentios quanto judeus não tinham condições espirituais boas diante de Deus, eram indesculpáveis pelas ações praticadas, os gentios não davam gloria a Deus (obscureceu) (Rm 1.21); eram idolatras (Rm 1.23); estavam mergulhados na corrupção moral (Rm 1.24-31). Os judeus eram julgadores (Rm 2.17), receberam a lei, porém praticavam as mesmas coisas que os gentios (Rm 2.1,17-24). Por esse motivo Deus encerrou todos debaixo do pecado (Rm 3.9,10), para que por ato de justiça viesse à graça sobre todos os homens para a justificação e vida (Rm 5.18; 9.30), essa era a realidade, todos pecaram (Rm 5.12; Gl 3.22) e morreram espiritualmente (Rm 6.23).


Os Judeus questionavam muito a lei, mas qual seria o propósito da lei? a) Manifestar o pecado e não justificar (Rm 3.20; b). A lei servia para mostrar a necessidade de uma justificação gratuita mediante o sacrifício de Cristo (Rm 3.24,28). Servir de aio, (preceptor) para conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados (Gl 3.24).


Justificação – O sentido desse termo é fazer justo, tornar justo, tornar puro.


A justificação tinha propósitos

a) Remissão do castigo (Rm 4:7; 2 Cor 5:19); b) O estabelecimento do favor divino (Rm 4:6; 2 Cor 5:21); c) A imputação da fé como justiça (Rm 4:5; d) Nos tornar participantes da herança de Deus em Cristo (Tt 3:7); e) nos levar a uma vida de Justiça (Fp 1:11); f) Livramento da ira futura (Rm 5:9; 1 Ts 1:10); g) Glorificação futura (Rm 8:30; Mt 13:43; Gl 5:5). Mas a justificação só veio acontecer após ressurreição de Cristo (Rm 4.25).


A Justificação pela fé

O apóstolo Paulo ao falar sobre a justificação ele disse que a justificação seria pela fé e não pelas obras “Creu Abraão no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça” (Gn 15.6; Rm 1.17), não pelas obras de justiça praticada pelo homem, mas segundo a sua misericórdia (Tt 3.5). “Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é Don de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9). A lei de Moises não podia justificar o homem (At 13:39; Rm 8.3; Gl 2.16; 3.11), a justificação acontece pela fé independente das obras (At 15.1; Rm 3.28) e se concretiza mediante a obra redentora e pelo nome e sangue de Cristo (I Co 6.11; Rm 5.9).


A justificação pelas obras

O apóstolo Tiago toma como base a justificação de Abrão “Não foi pelas obras que o nosso pai Abraão foi justificado quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?” (Tg 2.21). Parece haver uma discrepância entre os dois com relação à justificação, Paulo diz que o homem não é justificado pelas obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus (Gl 2.16), enquanto Tiago diz que a pessoa é justificada pelas obras e não somente por fé (Tg 2.21,24).


Paulo fala da justificação pela fé em termos salvíficos perante Deus ao passo que Tiago estava falando da justificação perante os homens, por isso ele enfatizou que deveríamos mostrar a nossa fé, se referindo a autenticidade da vida cristã que depende também das obras como prova para serem vistas (Tg 2.18). Paulo se referia ao favor imerecido de Deus e Tiago ao fruto de uma vida cristã, no entanto o alvo da justificação para ambos era o mesmo, a “redenção humana”.


A justificação é mediante uma vida de comunhão com Cristo, é o que nos isenta da condenação do pecado, mas só acontece quando o velho homem morre, porque aquele que está morto para o pecado está justificado (Rm 6. 6,7).


Martinho Lutero conhecendo a expressão paulina quanto a justificação pela fé (Rm 1.17) tomou uma decisão importante diante da situação que vivia a igreja romana. A Igreja Católica Romana enfatizava as obras como meios para se salvar, e através das indulgências negociavam o perdão, por essa razão acontecia toda sorte de pecados e abusos, contudo as autoridades eclesiásticas fechavam os olhos, foi baseado no ensinamento de Paulo que Lutero iniciou a sua batalha para fazer a reforma protestante.


A justificação vem por meio da fé, mas as obras dão testemunho dela, de maneira que a fé sem as obras é morta (Tg 2.17).


Alcançamos a justificação pela infinita graça e misericórdia de Deus, porque quem poderia se justificar perante Deus? Entretanto a justificação deve ser vista por meio das nossas obras. “A justificação produz a bem-aventurança espiritual” (Rm 4.6-8). “Estabelece paz com Deus” (Rm 5.1). “É conferida ao homem mediante a expiação pelo sangue” (Rm 5.9).



Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quinta-feira, 17 de junho de 2010

TEMA: ANSIEDADE

ESBOÇO 338

TEMA: ANSIEDADE

“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” Fp 4:6.


Ansiedade, um mal que atinge quase todo ser humano, bem como o estresse e outros males e as pessoas atingidas pela ansiedade, necessariamente precisam de um acompanhamento médico (não devemos espiritualizar tudo). A ansiedade generalizada é constante, ela não está ligada a uma única causa, as pessoas que sofrem desse problema vivem num estado de tensão e preocupação contínua. O estresse pode agravar a ansiedade, a depressão e os sintomas podem perdurar por mais tempo, mesmo que a causa do estresse já tenha acontecido. Os que sofrem de depressão se tornam tão ansiosos que eles não são capazes de relaxar, descansar ou dormir. O mais agravante ainda é que o transtorno da ansiedade pode levar as pessoas a incapacidade tanto para o trabalho como nos relacionamentos. Enfocaremos nesse assunto sobre o anseio dos discípulos pelas coisas, o que devemos buscar em primeiro lugar, e as implicações da ansiedade.


Ansiedade pelas coisas

A ansiedade se apresenta como um desejo de ver o desfecho de algo que está em sua mente, ou seja, vontade de ver as coisas acontecerem da forma que ele (a) deseja. Os discípulos de Jesus demonstraram a ansiosa solicitude pelas coisas terrenas (Mt 6.25-34), porquanto o desejo excessivo pode levar a pessoa a um extremo muito perigoso, correndo em busca para conseguir o que deseja a todo custo sem medir as conseqüências.


A ganância do ter é o que mais inquieta o ser humano, o desejo excessivo é capaz de comprometer a vida moral e espiritual, entretanto Jesus mostrou que há coisas mais excelentes do que os bens materiais ou os tesouros dessa vida (Mt 6.33; Hb 11.26), o controle desse anseio é imprescindível. Essencialmente devemos procurar caminhos que nos compete para chegar ao ponto que se deseja na sua naturalidade, sem deixar de lado uma série de fatores que contribuem para que alcancemos. Não podemos alcançar algo sem primeiro fazer a nossa parte, em muitas ocasiões ambicionamos coisas altas sem, contudo nos preparar.


Buscando em primeiro lugar

Jesus enfatizou não apenas buscar as coisas daqui, mas disse aos discípulos; “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33) o perigo não é desejar possuir as coisas boas, e sim pôr o seu coração nelas “Porque aonde estiver o vosso tesouro, ai estará também o seu coração” (Mt 6.21). Se focarmos a nossa visão somente nas coisas que perecem seriamos os mais miseráveis de todos os homens (I Co 15.19). Jesus alertou os discípulos que no mundo eles passariam por aflições, mas que tivessem ânimo (Jo 16.33). As aflições são tudo aquilo que nos trás desconforto e sofrimento, principalmente quando achamos que demora o cumprimento dos nossos desejos (Pv 13:12,19).


As implicações da ansiedade

Enquanto o desfecho daquilo que almejamos não acontece vem o estresse que se instala no nosso peito gerando o mau humor, pavor, debilidade física, alteração do metabolismo, capaz de atingir o sistema nervoso central da pessoa, transparecendo na face do individuo, nesse estágio as queixas passam a serem freqüentes e o desânimo toma conta, (I Rs 19:4; Jó 10:1; 23:2; Jn 4:3,8; Sl 55:2; 77:3) levando o sujeito ao desespero a ponto de pedir a morte para si, fatos como esses aconteceram com muitos homens de Deus (Nr 11:14,15; I Rs 19:4; Jr 20:14,15, 17,18). Essa situação torna a pessoa bastante pessimista, não tendo uma visão de superação com baixa autoestima, para ele as demais pessoas podem conseguir superar tudo. A fé enfraquecida impossibilita de ver o seu próprio sucesso, mas é nessa extrema situação que devemos sentir que não estamos sozinhos, existem inúmeras pessoas na mesma condição ou pior. O importante nesse momento é erguer a cabeça, pedir a Deus força e não olhar para a prosperidade dos outros, porque o sucesso e a felicidade não consistem somente nos bens materiais, entretanto existem pessoas pobres, porém ricas “...como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo possuindo tudo” (2 Co 6.10; Pv 13.7).


“Não é uma contradição para o evangelho, quando um cristão verdadeiramente dedicado é financeiramente pobre. Paulo afirma que possuía poucos bens deste mundo, como servo de Deus, tornava outros espiritualmente ricos” (cf 2 Co 8.9; At 3.6; Ef 3.8) - Bíblia de Estudo Pentecostal-CPAD.


“Ouve, meus amados irmãos: Não escolheu Deus aos que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que Deus prometeu aos que o amam? (Tg 2.5).


Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus” (Isa 35:3,4) “Não temas, porque eu estou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Isa 41:10,13).


Firmemo-nos a nossa confiança no Senhor, faça uso diário da fé, mesmo com toda consternação não deixe o desânimo tomar-lhe conta, Deus tem poder de lhe ajudar a superar os obstáculos que tanto inquieta. O apóstolo Paulo diante das dificuldades disse: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13). A nossa confiança em Deus é o motivo da nossa superação, tudo tem à hora e o momento certo para que as coisas aconteçam.

Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (I Pe 5:7).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

terça-feira, 8 de junho de 2010

TEMA: OS DONS ESPIRITUAIS

ESBOÇO 337

TEMA: OS DONS ESPIRITUAIS

“Mas a manifestação do Espírito Santo é dada a cada um para o que for útil” (I Co 12.7).


O termo usado para falar sobre os dons espirituais (CHARISMA) relaciona com a palavra graça, que significa algo dado à igreja pela graça de Deus, pois o dom é um presente dado através da graça divina principalmente aos cristãos, no entanto devemos conhecer os dons espirituais. O apóstolo Paulo enfatizou que todos os crentes deveriam ter ciência a respeito deles (I Co 12.1). Os dons espirituais são ornamentos para a igreja do Senhor. Articularemos de forma simples sobre a sua veracidade, variedade, quais os dons, distribuições e finalidades.


Veracidade

Os dons espirituais é uma das verdades que deve ser difundida na igreja, infelizmente alguns pregadores se amoldam a outros temas e deixam de lado às fundamentais doutrinas pentecostais, essa substituição tem levado muitos crentes a não saberem praticamente nada a respeito da manifestação do Espírito Santo na igreja. O estimado apóstolo Paulo já via essa falta de apreço no uso dos dons espirituais na igreja de Coríntios (I Co 12.1) a falta de conhecimento contribui para o uso incorreto desses dons.


Variedade

Paulo apresenta uma diversidade de operações desses dons concedidos aos crentes, mas a fonte é uma só ESPIRITO SANTO (I Co 12.4-6). Esses dons estão na igreja, distribuídos entre os crentes com finalidades especificas, são nove os dons espirituais.


Os dons ministeriais (Rm 12.6-8 e Ef 4.11) na igreja não podem ser confundidos com os dons espirituais. Pois os ministeriais foram dados a igreja também com finalidades específicas; preparar o povo para o trabalho cristão; e o aperfeiçoamento da igreja “... querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12) e crescimento espiritual do corpo de Cristo, conforme o propósito divino (Ef 4.13-16). Deus chama pessoas e capacita-as para o serviço cristão.


Os dons espirituais

Eles são distribuídos na igreja pelo Espírito Santo, repartindo a cada um a fim de que seja proveitoso (I Co 12.7). São repartidos como lhe apraz e individualmente (I Co 12.11), não por capacidade espiritual nem intelectualidade humana, esses dons são: A palavra da sabedoria; a palavra do conhecimento; da fé; de curar; operações de milagres; discernimento de espíritos; variedades de línguas; capacidade de interpretá-las (I Co 12.8-10). Cada um desses dons tem ações características para o enriquecimento da igreja do Senhor, os quais são aparelhamentos que somente o Espírito Santo tem para dar.


É bom entender que cada crente pode ter mais de um Dom espiritual, as escrituras não determinam a quantidade que você pode ter.


Não apresentaremos os dons espirituais conforme a ordem que Paulo descreveu em sua epístola (I Co 12.8-10), e sim pela classificação.

Dons de Revelação:

1) Palavra de Sabedoria (I Cor 12.8ª) É uma palavra ou uma proclamação do Espírito Santo, para satisfazer a necessidade de solução de um problema particular. (2) A palavra do conhecimento (I Cor 12.8b) é a manifestação sobrenatural de algum fato que existe na mente de Deus, por ser limitado, não pode conhecer, a não ser que o Espírito Santo lhe revele, fazendo com que o homem se torne participante da onisciência de Deus. (3) Discernimento de Espírito (I Cor 12.10c) Através deste dom Deus revela ao crente a fonte e o propósito de qualquer forma de poder espiritual, se é de Deus ou não.


Dons de Poder

Os dons de poder são aqueles que se expressam conforme abaixo:

4) Dons de curas (I Cor 12:9b), no grego, tanto o Dom de (curar) como seu efeito, observem que está no plural, o que nos leva a entender que existe uma variedade de modos na operação deste dom. (5) Operação de Milagres (I Cor 12.10a) Ambas as palavras aparecem no original grego, no plural, o que sugere que há uma variedade de modos de milagres e atos de poder. Por milagres e maravilhas entende-se que todo e qualquer fenômeno que altera uma lei estabelecida. (6) Profecia é uma proclamação do Espírito Santo sobre algo a revelar que não está na mente humana, ele serve para exortar e edificar a igreja, é um dom que necessariamente deve ser buscado (I Co 14.1). (7) Fé (I Cor 12.9a) O Dom da fé esse se entende como uma fé especial e sobrenatural é o verdadeiro apelo a Deus no sentido de que Ele intervenha sobre nós quando se esgotam todos os recursos humanos.


Dons de Inspiração

8) Inspiração – Na teologia é o movimento divino segundo a fé cristã, os escritores das escrituras sagradas foram movidos e guiados por Deus para escreverem. (9) Variedade de Línguas (I Cor 12.10d). É a expressão falada e sobrenatural duma língua nunca aprendida pela pessoa que fala, nem mesmo o que fala sabe, a não ser que haja alguém que também de maneira sobrenatural interprete.


Os crentes pentecostais devem buscar os dons espirituais, sobretudo o de profetizar (I Co 14.1), cuja finalidade é enriquecer e edificar a igreja, dádiva que somente o Espírito Santo pode realizar. Buscar a plenitude do Espírito é querer ser completo, infelizmente muitos crentes não estão dando prioridade a busca desses dons, mas devemos sentir a necessidade de buscá-los, pois a oração é o ponto de partida para se obter o batismo no Espírito Santo e através dele receber os DONS ESPIRITUAIS.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE