domingo, 29 de novembro de 2015

VASOS QUEBRADOS

ESBOÇO 653
TEMA: O VASO QUEBRADO
TEXTO: JEREMIAS 18:1-4;19:1; Jz 6:16-25; Jo 12:3.

            Deus sempre teve maneiras de se comunicar com a humanidade e particularmente o seu povo Israel usando meios pelos quais ele podia entender. Os Profetas eram homens chamados para falar em as grandes verdades em nome do SENHOR. Entre eles destacamos Jeremias que teve um chamado especifico, eles eram interlocutores. Quero destacar quatro momentos nas escrituras em que vasos de barro foram quebrados, Gideão quebra os cântaros (Jr 6:16-25); Jeremias vê o vaso quebrar nas mãos do oleiro (Jr 18:1-4); Jeremias quebra uma botija (Jr 19:1); Uma mulher quebra um cântaro com balsamo aos pés de Jesus (Jo 12:3). As quebras desses vasos transferiam mensagens com significados importantes.

A quebra de vaso, cântaros e botija
Gideão usa as seguintes armas na batalha contra os midianitas: Uma trombeta, um cântaro vazio, e uma tocha no cântaro (Jz 6:16). O cântaro escondia dentro dele uma tocha acesa, o cântaro quebrado resultava em um grande estrondo e logo as tochas apreciam e faziam um grande e imediato clarão de maneira que os midianitas se assustaram. Muitas vezes o nosso cântaro precisa ser quebrado para que a nossa luz apareça, os nossos inimigos não suportam o brilho da nossa luz (Jz 6:19), isso implica em renuncia, abstinência e resignação, principalmente em relação ao pecado, egoísmo e a vaidade. “O teu brilho incomoda quem está nas trevas” (Mt 8:34). Vamos quebrar os nossos cântaros e acender as nossas tochas para obtermos vitória em nossas batalhas.

Jeremias, o vaso que quebra nas mãos do oleiro, a figura do vaso quebrando nas mãos do oleiro e sendo refeito significava algo que Deus iria realizar, mas antes teria que quebrar em suas mãos e refazer uma nação melhor. Deus no seu soberano poder pode fazer tanto com uma nação, quanto individualmente cada um nos aspectos moral, econômico e espiritual (Jr 18:1-4). A quebra da botija, Israel era uma botija a ser quebrado, por causa da sua situação espiritual, o povo havia deixado de seguir ao Senhor para servir a outros deuses (Jr 19:4). A parábola da botija ressalta algo ruim que ele teria que passa pela rebeldia contra o Senhor, visto que o barro duro torna-se impossível refazer, portanto ele tinha que ser quebrado, isso se referia o declínio da nação e do seu sistema político e religioso, os anciãos foram chamados para testemunhar o que Deus iria fazer com ele. (Jr 19:10; Is 8:1,2)

Maria quebra o vaso cheio de bálsamo, essa atitude era bem conhecida na época, as noivas costumavam quebrar aos pés do noivo um cântaro com balsamo, um sinal de honra e respeito, Jesus teve essa honra, foi a ultima oportunidade que Maria teve para honrá-lo (Jo 12:1-10), dentro daquele vaso estava o mais preciso dos ungüentos, precisamos quebrar o nosso cântaro para a essência do nosso ser aos pés de Jesus.

            Amados observem que em todos os aspectos devemos entender que o nosso cântaro precisa ser quebrado pelo Senhor, principalmente quando nos sentimos auto-suficientes. Gideão teve que quebrar o cântaro para ter vitória; Jeremias assiste o vaso quebrar nas mãos do oleiro e vê a restauração do vaso quebrado; Jeremias quebra o cântaro as vistas dos anciões pela dureza de Israel, ele seria quebrado pela sua impenitência; Maria quebra o vaso para que a essência que estava dentro dele exalasse o seu perfume aos pés do mestre. Espero que não haja necessidade de Deus quebrar o seu cântaro pela sua desobediência, porque os sofrimentos seriam muito maiores durante o processo de restauração. A melhor situação foi Maria ela não foi quebrada, mas quebrou o vaso para que a sua essência fosse derramada aos pés do Mestre.


Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

SEMEAR E COLHER

ESBOÇO 652
TEMA: SEMEAR E COLHER
TEXTO: Eclesiastes 11:1

            Semente é a essência por onde começa a germinação de uma planta, é o óvulo maduro e já fecundado das plantas, ela é formada por: Tegumento “invólucro o que chamamos de casca”, embrião e endosperma “No reino vegetal, na maioria dos casos, é a parte nutritiva e alimentar de uma fruta e, muitas vezes, envolve o embrião de boa parte das plantas.” Dic. Formal. Essa semente plantada no solo germina, cresce e pode produzir frutos, e finalmente a colheita, e se nada plantar também não colherá. “A colheita é relativa à semente.” (Gl 6:7; 2 Co 9:6).

Semear nos lugares áridos
Na agricultura nem tudo que semeamos temos a certezas que produzirão frutos, bons ou maus, pois dependendo do tipo de semente e solo frutificará ou não. Geralmente as incertezas estão presentes, porque não depende somente de quem planta, mas de alguns fatores que podem contribuir para que a semente germine ou não (Lc 8:5). O agricultor sabe que pode semear e nada colher por conta desses fatores (Lc:8:6,7). Existem solos áridos que nada produzem, principalmente nos períodos de estiagens prolongadas, as plantas também são vulneráveis as pragas, por isso o agricultor precisa de cuidados e paciência (Tg 5:7). Salomão nos dá uma lição importante sobre o semear, ele disse: “lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás.” (Ec 11:1). Não se têm uma definição exata sobre essa palavra, mas vale ressaltar que Salomão também fala sobre as incertezas sobre alguns aspectos da vida (Ec 11:1-8). As incertezas estão sempre presente em nossas mentes, mas não devemos permitir que ela nos faça apelar para os excessos de cautela. As incertezas não devem fazer-nos parar visto que quem observa o vento, não semeará, e o que atenta para as nuvens não segará (Ec 11:4). Fazer o bem é semear boas sementes, no futuro podemos colher os frutos, semeiem sem visar retorno, mesmo que você não colha os frutos outros poderão colher. Jesus expôs uma parábola sobre a semeadura, e a colheita, observe que as leis da semeadura não mudam e nem envelhecem, a semente é a palavra de Deus (Lc 8:11).

A palavra de Deus é a semente que deve ser semeada, precisamos entender essa necessidade, o bem que realizamos principalmente em favor do próximo são sementes, sendo que, não devemos visar retorno de qualquer espécie. Na vida são facultadas as oportunidades de semear o bem ou o mal, quanto à colher é obrigatório, estejamos com as mãos cheias de boas sementes em qualquer que sejam as circunstancias, podemos até sofrermos e chorarmos por semear o bem, mas podemos ser surpreendidos com boas colheitas (Sl 126:5). Quando lançamos a semente do bem a colheita pode não vir imediatamente como diz a expressão lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás (Ec 11:1), De alguma maneira virá, pois não devemos ser dominados excessivamente pelas incertezas, assim nada realizaríamos. As incertezas não devem nos fazer parar, porque quem observa o vento não semeará, e o que atenta para as nuvens não segará (Ec 11:4).

A Bíblia sagrada nos ensina a fazer o bem sem olhar aquém, Jesus ressaltou que o bem deve ser feito até aos nossos inimigos; “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelo que vos maltratam e vos perseguem; para que sejam filhos do vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5:44), portanto tiremos dos nossos corações qualquer idéia de revanchismo contra aqueles que nos fizeram mal. A nossa atitude de amor ao próximo independe do que ele tenha feito ou deixou de fazer por nós, assim também não devemos praticar o bem esperando algo em troca, mesmo sabendo que as injustiças estão em todos os lugares, principalmente nos corações daquelas pessoas que menos esperávamos algo ruim contra nós. Fazer o bem é semear sementes, isso deve ser feito na confiança que um dia podemos colher os seus frutos. Lança o teu pão sobre as águas! (Ec 11:1).


Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

NEM TUDO QUE PENSO DEVO FALAR

ESBOÇO 651
TEMA; NEM TUDO QUE PENSO DEVO FALAR.
TEXTO: ECLESIÁSTES 3:7

            Há duas coisas que deve ser considerado, o que pensar e falar. Impreterivelmente os seres humanos pensam e falam, essas duas faculdades são indispensáveis na comunicação entre eles. É preciso que eles levem em consideração o tempo e o modo de falar, ou seja, a hora e a maneira de expressar verbalmente o que pensou. Ora! A todo o momento podemos pensar, porém falar o que pensou em algumas ocasiões não. “tempo de estar calado, e tempo de falar; ”(Ec 3:7b).

Pensar
É uma palavra originada do latim, formar idéias, cogitar, raciocinar, refletir, imaginar e julgar. Naturalmente o homem tem a faculdade pensar e expressar por meio da fala o que pensa coisa que não acontecem com os animais por serem irracionais. Cada indivíduo pode manter o controle entre o pensar e o falar, ou seja, se fala ou não o que pensou. A mente humana pode esconder algo que somente pode tornar conhecida através da sua fala e pelas atitudes.  - Pensar pode, dizer tudo o que pensou nem pensar.

O poder das palavras
As nossas palavras podem revelar algo que está em nossa mente, sejam boas ou más, elas podem tanto nos comprometer quanto as outras pessoas, por essa razão elas devem ser ponderadas, ou seja, avaliadas, analisadas ou ajuizadas. As nossas palavras podem ser vazias e sem efeitos, pois nem sempre estamos aptos nem se quer ser um mensageiro de noticias; “Amaás foi um mensageiro sem mensagem nos dias de Davi (2 Sm 18:19-33). Muitas vezes não estamos aptos para dar noticias, sejam elas boas ou más, Joabe o filho de Davi sabia que Amaás não estava apto para dar ao rei a noticia da morte de Absalão  “Mas Joabe lhe disse hoje não serás o portador de novas, porém outro dia as levarás; mas hoje não darás a nova, porque é morto o filho do rei.” Sempre há pessoas certas para o momento certo, existem pessoas que não serve para ser um porta-voz de alguém porque ele estraga criar uma situação desagradável para quem o enviou. Há certas autoridades que tem o seu porta-voz para dar as noticias em seu lugar, mas essas pessoas são qualificadas para esse fim. Amaás se antecipou e não soube dizer o que houve com Absalão “Um mensageiro sem mensagem” Amaás assumiu toda a responsabilidade pelo recado (2 Sm 18:22,23,29).

A precipitação das palavras
Antecipar a fala sobre algo sem refletir é precipitação, Salomão interroga dizendo: “Tens visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele.” (Pv 29:20). “A língua dos sábios adorna a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a estultícia” (Pv 15:1,2). “Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; assim sejam poucas as tuas palavras.” (Ec 5:2). As palavras irrefletidas podem causar transtornos, principalmente nos momentos de iras. “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” (Pv 15:1). As nossas ações e palavras estúpidas surgem de dentro do coração “Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12:34; 15:19; Lc 6:45).

Controlando a fala “língua”
O controle sobre a nossa língua é imprescindível, a vigilância deve ser constante, o Apóstolo Tiago nos mostra a necessidade de manter o controle sobre o que pronunciamos dizendo:
(1) Seremos julgados pelas nossas palavras;
(2) Ela mostra os nossos fracassos;
(3) Ela mostra as nossas perfeições e imperfeições;
(4) Temos a capacidade de controlar a língua;
(5) A língua pode fazer um grande estrago, ela é a faísca que incendeia um bosque;
(6) As duas faces da língua. (Tg 3:1-13).

            Devemos ser prudentes no nosso falar, porque a nossa fala revela aquilo que esta dentro de nós, ela também mostra as nossas imperfeições e tolices, e ainda somos julgados pelas nossas palavras. A língua tem duas faces, com ela bendizemos a Deus e amaldiçoamos os nossos semelhantes, ela ainda exerce juízo sobre nós, ou seja, podemos ser condenados pelas nossas palavras. Amados tenham cuidado com o que fala, saiba que falar pouco e ponderar o que fala é sem dúvida uma grande virtude. “Quem toma cuidado com o que diz está protegendo a sua própria vida, mas quem fala demais destrói a si mesmo.” “Quem fala demais sempre acaba entrando em contradição, então aprenda duas coisas: só fale o necessário e saiba atiçar a língua das pessoas.” Mallu Morais


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

sábado, 14 de novembro de 2015

GUIADOS PELO ESPÍRITO SANTO DE DEUS

ESBOÇO 650
TEMA: GUIADOS PELO ESPÍRITO SANTO DE DEUS
TEXTO: ROMANOS 8:14

            Todo ser humano necessita ser orientado desde cedo para que ele tenha uma direção, um caminho a ser seguido durante toda a sua vida. No sentido espiritual ele também precisa ser ensinado a trilhar em uma direção diferente da vida secular, e para obter êxito é necessário levar em consideração alguns pormenores. O nosso testemunho de fé pode indicar se estamos vivendo na direção do Espírito Santo ou não, pois algumas prioridades espirituais precisam ser estabelecidas para alcançarmos o nosso objetivo que é ser guiado pelo Espírito Santo de Deus.

A confiança em Deus
A nossa fé em Deus deve servir de testemunho em todo tempo e em qualquer lugar. A nossa confiança no Senhor deve ser prioridade, com a consciência que diante da sua grandeza nada somos (Pv 3:5). Quando confiamos inteiramente em Deus procuramos ter uma vida espiritual totalmente saudável, procurando não ser sábio aos próprios olhos, esse é um principio de reconhecimento da sua fragilidade e seus próprios caminhos, bem como apartar-se do mal (Pv 3:6,7-8).

Viver no Espírito Santo.
É viver pela fé, esse é um estado de comunhão com Deus, isso encaminha o indivíduo a uma vida de temor segundo a direção do Espírito Santo para que tenha a garantia da sua comunhão com Deus (Rm 8:16). Aquele que vive na direção dEle não se molda ao sistema mundano (Rm 12:1,2), mas procura se santificar porque os Espírito Santo nele habita (I Co 6:19,20).
O Espírito Santo promove alegria
Além de o Espírito Santo testificar com o nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8:16), ele ainda gera no crente uma alegria que vai muito mais além de uma exultação comum. Ele proporciona uma felicidade incomparável, ele é o selo que nos dá a garantia da nossa comunhão com o pai, tudo isso é mantido pelo Espírito Santo, mas é preciso saber que essa operação do Espírito Santo pode ser interrompida com atitudes que lhe entristeça (Ef 4:30). Davi experimentou em seu corpo o preço da desobediência, a tristeza tomou conta do seu coração até se lançar aos pés do Senhor com pedido de perdão (Sl 51:1-17).

Ter vida espiritual ativa somente é possível se vivermos na direção do Espírito Santo de Deus, pois se o indivíduo viver de acordo com as obras da carne, certamente desfalecerá espiritualmente, mas se pelo Espírito fizer os atos do seu corpo morrer, viverá (Rm 8:13). Quando vivemos na direção do Espírito Santo, Ele nos guia; ensina; consola, e nos fortalece para vivermos uma vida digna do reino de Deus, ele é a fonte de todo bem. Quando clamamos por sua ajuda nas nossas necessidades ele está pronto e com gemidos inexprimíveis nos ensina como convém pedir (Rm 8:27). Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus (Rm 8:14)



Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

domingo, 8 de novembro de 2015

REFAZENDO O VASO

ESBOÇO 649
TEMA: REFAZENDO O VASO
“Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Então, veio a palavra do SENHOR: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel. (Jr 18.1-5).

Olaria, lugar de fabrico de peças de barro. É impressionante ver o oleiro trabalhar na confecção de tais peças; principalmente a habilidade com que eles trabalham. No entanto, Deus se apropriou dessas experiências para ilustrar expressando algumas verdades espirituais. Ele poderia usar outras formas, mas preferiu aplicar essa lição em relação ao seu povo. O texto trata de forma mais direta sobre a maneira de Deus agir com a finalidade de restaurar uma nação. Podemos aplicar também em relação ao modelar de Deus na vida do homem, com a finalidade de prepará-lo para algo que está na mente de Deus.

Os propósitos de Deus
Ninguém conhece os propósitos de Deus, eles transcendem qualquer imaginação humana. Por não os entendermos complicamos um pouco, porém ele, na sua multiforme maneira de operar consegue nos moldar aos seus desígnios; e, enquanto isso acontece, passamos por vários processos que jamais gostaríamos, até que a sua vontade seja realizada. Os caminhos que o Senhor nos leva são como labirintos, às vezes nos deixam cheios dos porquês. Lendo alguns textos podemos entender que as nossas mentes não alcançam esses procedimentos, mas sabemos que Deus está no comando (Ec 11.5; Jo 3.8; Is 55.8,9; Jo 13.7).

Profeta na casa do oleiro
Deus leva o profeta até a casa do oleiro; ele poderia até usar outros métodos para expressar as suas verdades, como fez com Ezequiel no vale de ossos secos (Ez 37.1-14) entre outros. O homem não tem vontade própria mediante os propósitos de Deus em sua vida, ele deve entender que existe sobre ele a soberana vontade dele. Jeremias foi levado à casa do oleiro não para simplesmente assistir ao fabrico de vasos de barro (Jr 18.1-4), mas aprender uma grande lição. Todo sofrimento do profeta era uma espécie de modelação para Deus realizar algo através de Jeremias cuja finalidade maior era “fazer a vontade de Deus, anunciando a Israel os seus pecados e o juízo divino sobre ele”. Não importa de que maneira o SENHOR nos use, com ou sem sofrimentos, o que mais importa é fazer a sua vontade, não importa o tamanho da missão, apenas cumpra-a.
Mediante tantos sofrimentos o Senhor leva Jeremias para ver o oleiro trabalhar sobre as rodas com o barro; Depois de pronto, o vaso quebrou em suas mãos, o oleiro toma o barro novamente e refez outro como bem lhe pareceu (Jr 18.4,5).

“O vaso partiu-se nas mãos do oleiro, o qual o refez, porém, diferente do vaso anterior. Esta parábola contém várias lições importantes sobre a obra de Deus em nossa vida. (1) Nossa submissão a Deus como aquele que molda tanto o nosso caráter quanto o nosso serviço para ele determina em grande parte o que ele pode fazer através de nós. (2) Falta de profunda dedicação a Deus, da nossa parte, pode estorvar seu propósito original para a nossa vida, podendo até mudar seus planos para nossa vida e fazer outro vaso, conforme bem pareça aos seus olhos (V 4).

Muitas vezes Deus quer cumprir alguns propósitos na vida de pessoas e até nações, mas é preciso saber que ele usa pessoas para desenvolverem esses propósitos. As pessoas envolvidas nesses processos divinos não estão isentos de sofrerem alguns infortúnios, portanto as provações que passamos tem finalidades para o nosso próprio bem (I Pe 1.7) e de outras pessoas, principalmente quando se trata de uma restauração espiritual de alguém ou de uma nação. Devemos nos colocar nas mãos de Deus e dizer: “SENHOR, faze em mim a tua vontade”. O profeta sofrera perseguições, foi odiado pelos próprios irmãos, amarrado no tronco, ameaçado de morte, ele nada entendia, por essas razões pede a Deus esclarecimento do que estava acontecendo (Jr 32.16.24). Para onde Jeremias ia às coisas não pareciam bem aos seus olhos, a sua visão era que tudo estava dando errado. Você conhece a história da bordadeira, nada entendemos quando ela está bordando nos antigos bastidores de roda, o lado avesso nada se entende, é o maior labirinto de fios de tecidos; mas do lado superior se observa a perfeição do que ela está fazendo (Jo 13.7). Tranquilize o seu coração, o SENHOR está no controle, ele amassa o barro, quebra e faz outro muito mais bonito. “Se você está nas mãos de Deus fique tranquilo.”

Pr. Elis Clementino – Paulista – PE


terça-feira, 3 de novembro de 2015

A COROA DA MENTIRA

ESBOÇO 648
TEMA: A COROA DA MENTIRA
TEXTO: EFÉSIOS 4:25

Nem tudo que se consegue na vida pode ser considerado um troféu, muitas vezes parece com uma das maiores conquista algo que é alcançado através da mentira, principalmente a que resulte na derrota de alguém que ele tenha por inimigo. A Bíblia recomenda; não se alegre com a ruína dos seus inimigos (Pv 24:17). A glória da mentira é ser reconhecida como verdade, mas é preciso entender que qualquer que se erguer orgulhosamente com a finalidade de prejudicar alguém com a finalidade de tirar algum proveito da situação não ficará impune, essa é a lei da semeadura (Gl 6:7).

Oportunidades que devem ser rejeitadas
Saul estava perdendo a batalha para os filisteus, e seus filhos havia sido mortos, ele ficou acurralado e sem saída, para que não morresse nas mãos dos filisteus, o que seria uma derrota muito maior pediu ao seu escudeiro que o matasse, e imediatamente recusou matá-lo, certamente houve temor no coração daquele escudeiro, ele não quis fazer isso com o seu próprio rei e ungido do Senhor, pois ele teve um profundo respeito pelo seu líder, por isso ele descartou o pedido do seu líder para matá-lo. Davi também teve várias oportunidades para matar Saul (I Sm 26:8,11; Sl 105:14-15), ele rejeitou todas elas por temer ao Senhor, essas lições infelizmente são desprezadas por muitos na atualidade, no entanto tocar em alguém que foi posto por Deus em uma liderança constituí-se um grande perigo, Ora! Tanto o escudeiro quanto Davi sabia que o Senhor havia rejeitado Saul, mas aquela não era uma oportunidade de derrotá-lo.

Há outros acontecimentos bíblicos que mostram a consideração que se deveria ter a um ungido do Senhor, sob pena das conseqüências divinas, Elizeu foi zombado por um grupo de rapazes e foram devorados pelos animais (2 Rs 2.23,24; I Rs 17.1); Um homem de Deus e profeta foi ao rei Jeroboão profetizar sobre oi seu altar, mas quando o rei estendeu o braço para segurá-lo, o mesmo braço ficou enfermo (I Rs 13.1-7). Veja o que diz o (Sl 105:15), tanto o rei quanto o profeta teriam punição certa pelos seus atos se estivessem fora da vontade de Deus.

Mentir para tirar proveito
Há um fato que se contradiz entre o relato do amalequita e o suicídio de Saul, um texto fala que Saul suicidou-se (I Sm 31:4-5), o escudeiro de Saul ao vê-lo morto se matou, mas o
 amalequita conta a Davi que havia matado Saul (2 Sm 1:16), alguns dizem que as duas versões estão certas, Saul lanço-se sobre a sua espada e o amalequita chegou depois e acabou de matá-lo, ele veio e contou a Davi, certamente ele achou estranho a noticia daquele amalequita, talvez ele pensasse que com aquela noticia seria grandemente recompensado, ele valorizou muito o episodio e Davi desconfiou que ele estivesse mentindo, o amalequita não sabia que aquela noticia lhe custaria  a própria vida.

A exibição de uma coroa
Após supostamente ter matado Saul o amalequita saí alegremente conduzindo em sua mão a coroa e o bracelete (2 Rs 11.12) essas insígnias eram usadas pelos reis,  certamente ele pensava que exibindo a braceleta e a coroa de Saul, Davi se impressionaria com aquela atitude, pelo menos quatro coisas ele pensava em acontecer: (1) Provar que havia assassinado o rei de Israel; (2) Agradar a Davi com aquela noticia; (3) Obter algum favor de Davi; (4) Trazer os adornos de Saul para Davi fosse uma forma reconhecendo Davi como rei de Israel. Atualmente há muitos que esperam que um guerreiro em batalha tombe para que ele possa tirar proveito. Talvez o amalequita pensasse que Davi iria exaltá-lo, ou se gloriar com o acontecimento, Davi teve bom senso e não admitiu a noticia daquele mensageiro com a sua história talvez inventada.

O desfecho desse encontro foi muito trágico para o amalequita, era o que ele jamais esperava acontecer, a atitude dele em trazer a coroa de Saul em suas mãos não agradou a Davi, mesmo sabendo que seria o próximo rei, no entanto a hora de assumir o trono era questão de dias, mas isso não era motivo dele se gloriar, mesmo sabendo a maneira brutal como fora morto Saul. Davi lamentou a morte de Saul e seus filhos rasgando as suas veste um sinal de consternação com choro juntamente com seus homens até ao por do sol (2 Sm 1.11). Davi perguntou ao amalequita: “Como não temeste estender a mão para matar o ungido do Senhor?” (2 Sm 1.14), para o amalequita matar Saul era o golpe da misericórdia, mas para Davi não era justo matar o ungido do Senhor, portanto ele achou que aquele moço não deveria mais viver. Davi agiu com um profundo sentimento religioso e temor a Deus, chamando pois um dos moços que estavam com ele e manda matar o amalequita, porque a sua própria boca acabara de testificar contra ele próprio dizendo: “Eu matei o ungido do Senhor” (2 Sm 1.15,16).

            Algumas lições importantes devem ser aprendidas nessa história (1) O escudeiro de Saul temeu matar o seu rei, esse foi um belo exemplo (1 Sm 31.4); (2) A atitude néscia do amalequita em matar Saul, para ele parecia ser motivo de aplauso da parte de Davi (2 Sm 1.10) (3) A lamentação de Davi e de seus homens, para ele não seria momento de glória, mas de tristeza (2 Sm 1.11). (4) o amalequita foi morto pela sua mentira. Tenhamos cuidado com os nossos atos, Não devemos nos gloriar com a desgraça de ninguém, principalmente a queda de uma liderança, seja ela qual for. Quem profere mentira prestará contas a Deus, quem mente e filho do Diabo (Jo 8:44).


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE