sexta-feira, 29 de março de 2013

O OBREIRO DIÓTREFES


ESBOÇO 486
TEMA: O OBREIRO DIÓTREFES
“Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura entre eles a primazia, não nos recebe...”. 3 João 9-11.

A fragilidade humana pode levar o indivíduo a um comportamento que comprometa a si e as outras pessoas. Isso tem acontecido naturalmente desde o primeiro homem; atualmente não é diferente, continuam agindo da mesma maneira, principalmente no meio cristão, onde também existem pessoas de toda natureza: ambiciosas, egoístas e desobedientes etc. A Bíblia relata histórias de pessoas com essas qualidades; no entanto, é através das suas atitudes que extraímos lições para o nosso cotidiano. Tomaremos como exemplo o comportamento do obreiro Diótrefes.

Quem era Diótrefes?
Um ambicioso obreiro, cujo nome significava “alimentado por Júpter” ou Zeus. Estes eram deuses da mitologia greco-romana, Diótrefes era cheio de superstições pagãs, e ambicioso por glórias humanas. Ele cresceu orgulhoso, arrogante e cheio de prepotência; incapaz de respeitar as autoridades, principalmente as da igreja na época. Foi atraído pelo cristianismo e professou a sua fé em Cristo, e tornou-se membro da igreja local; ele passou a ter uma grande influência na cidade até chegar a ser ordenado a Ministro do Evangelho. Elevou-se entre as lideranças da igreja, mas havia algo que estava guardado no seu coração, o ciúme doentio ao ver a influência do apóstolo João como líder da Igreja.

Todo indivíduo ciumento adora exercer a primazia. Diótrefes sempre procurava ter entre eles o primado, estar em destaque; esse era o seu prazer e jamais pusera em prática os ensinamentos de Jesus (Mc 10.44). Além do mais ele não estava disposto a sofrer pela Igreja, mas se ufanava através dos trabalhos fundados pelo outros. Demonstrava defender a justiça social, e com isso ele promovia a justiça própria e não a divina.

Servia a si mesma
As pessoas com características de Diótrefes sempre buscam aquilo que é do seu interesse e da sua família. Esse obreiro também fingia que estava a serviço de todos, e arquitetava a tomada do poder para sustentar a sua primazia; para isso ele tinha habilidade, influenciava as pessoas com a finalidade de alcançar a supremacia. Ele usava a demagogia que se usa nos dias de hoje, só pensava em si, cuidava dos seus próprios interesses. Diótrefes era o tipo de obreiro que não comparecia às reuniões que tivessem à frente outra liderança; e quando estava presente, tratava com descaso quem estivesse liderando a reunião, como também os trabalhos organizados pelos outros colegas. Ele desestimulava quaisquer pessoas que estivessem interessadas em ajudar no desenvolvimento da Igreja e do evangelho. O que ele mais gostava era de ser louvado; se fosse hoje, seria estar em destaque na mídia: na televisão, jornais, nas redes sociais, ou seja, nos meios de comunicações sendo aplaudido por todos. Entretanto, o egoísmo estava arraigado no seu coração, e pessoas assim não se contentam com nada.

O desprezo a João
Obreiro egoísta despreza os colegas, subestima, contrariando todo o princípio cristão. Diótrefes nem sequer considerava João, mesmo sabendo que ele havia sido discípulo do Senhor, embora os demais membros da Igreja tivessem uma grande consideração a João como “pai espiritual”. Com Diótrefes não era assim, principalmente quando o ouvia pregar; enquanto João pregava, ele resmungava, era um procedimento maligno, não aceitava os enviados por ele, muito menos o convidava para pregar, nem ao menos para visitar a igreja. Mas a admirável coragem de João não retrocedia e nem se intimidava com as atitudes de Diótrefes. João era obreiro de verdade e tinha convicção de sua chamada.

                Devemos ter muito cuidado para não agirmos da mesma maneira que esse mal obreiro “Diótrefes”. Considere os homens de Deus, deixe de lado toda arrogância e exaltação, prefira o caminho da humildade; entenda o que disse o apóstolo Paulo: - “cada um considere o seu irmão superior a si mesmo” (Fp 2.3), principalmente o ministro, ele tem a responsabilidade dada por Deus para ser exemplo e cuidar do rebanho. O obreiro Diótrefes era um dominador e brigão, ele não reconhecia a legitimidade de João como apóstolo de Cristo, pois ele queria ter a primazia de apóstolo no lugar de João; em compensação havia na igreja dois obreiros elogiados por João por terem comportamentos excelentes: Gaio e Demétrio. Estes receberam elogios de João. Queridos obreiros, o nosso bom exemplo deve contagiar os mais novos.

Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz mal não tem visto a Deus”.

“Guardai-vos dos maus obreiros” Fp 3.2

(MINISTRADO NA 10ª E.B.O EM ITAPISSUMA –PE)

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

terça-feira, 26 de março de 2013

A CORREÇÃO


ESBOÇO 485
TEMA: A CORREÇÃO
“E, na verdade, toda a correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela”. Hb 12.11

Corrigir, ajustar, retificar - sinônimos que indicam voltar às condições boas de antes, ou seja, retornar ao primeiro estado, antes da claudicação cometida. Deus usou esse procedimento para com a humanidade que havia falhado e entrando no caminho do erro. O homem após a queda perdeu a perfeição.  “..que Deus fez ao homem reto, mas eles buscaram muitas invenções” (Ec 7.29). Não há nada que se faça de errado que não se possa corrigir, sendo em todos os aspectos da vida. Discorreremos nesse mote sobre a correção, seus efeitos e os resultados.

Obediência
Guardar os mandamentos de Deus é um princípio fundamental para toda humanidade. E é aplicado a todas as classes de pessoas. As leis divinas foram passadas de pais para filhos (Dt 6.1-9; Pv 3.1-7).  Esses ensinamentos hoje continuam sendo eficazes para todo o desenvolvimento humano, e quando os violamos ainda temos a oportunidade de nos corrigirmos. Quando o indivíduo se autocorrige indica que ele reconheceu a sua falha, mas quando não, a correção vem através de uma repreensão de alguém que tenha competência para tal.

O que nos leva a ser corrigidos?
O “amor” é a causa da repreensão divina. Somos por Deus tratados como filhos. Deus nos ama porque somos para ele filhos; ele quer o melhor para nós, porque o verdadeiro pai não quer ver a ruína dos seus filhos (Pv 3.12; Hb 12.6,7).

Qual a reação que sentimos mediante uma correção?
Dificilmente uma correção é bem-vinda, ela nem sempre será recebida com gozo. Ninguém gosta de ser corrigido, e se for de uma maneira grosseira, pior ainda (Hb 12.11). A nossa primeira visão mediante uma correção é que ela não trará benefício algum, contudo, depois é que entendemos os benefícios que ela nos traz (Pv 3.11-13).

Quais os benefícios de uma correção?
Se as pessoas soubessem os benefícios que trazem uma correção, aceitariam de bom grado. Ela produz um fruto pacífico de justiça naqueles que são alcançados por ela (Pv 3.4).

            Não devemos rejeitar a correção, seja dos nossos pais ou do Senhor, é muito perigoso quando não aceitamos a correção, as consequências sempre resultarão em tristezas e dores. Aceitemos a correção do SENHOR.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quarta-feira, 20 de março de 2013

A GRAÇA DIVINA



ESBOÇO 484
TEMA: A GRAÇA DIVINA
“Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens”. Tt 2.11

            O termo graça está relacionado à clemência, perdão, absolvição, e é originada de Deus. A graça foi um meio pela qual Deus beneficiou a humanidade que estava caída em seus próprios pecados; é um favor indébito, ou seja, que não merecemos. O poder dessa graça alcançou a todos, e somente foi revelada por intermédio de Jesus Cristo.

O poder da graça
A ação poderosa da graça de Deus não tem limites, ela vai muito mais além da nossa imaginação, jamais se pode calcular a profundidade do poder dessa graça. Não sabemos o processo usado por Deus para realizar coisas incomensuráveis na vida do homem, mas as escrituras mostram que no início da criação Deus empregou algo existente no coração, “o amor”, que foi o vértice de onde emanou toda graça. A graça é superior à lei; enquanto esta condenava o réu, aquela justificava.

A graça manifestada
Deus, através da sua capacidade, poderia usar outros métodos para manifestar a sua graça aos homens, mas o método mais apropriado foi manifestá-la por meio do seu filho. “Porque a graça de Deus se há manifestado trazendo salvação a todos os homens.” (Tt 2.11). A nova aliança divina o levou a revelar essa graça (Hb 2.11; Rm 5.15,17; 2 Co 8.9).

A graça capacitadora
A graça divina nutre a fé do cristão para que ele mantenha a sua estreita comunhão com Deus. A graça de Deus é dada aos homens não para fins egoístas (I Pe 4.10); ela dá poder para o serviço cristão (I Co 3.10; 15.10), e condições para viver a vida cristã (2 Co 1.12). Mas essa graça divina pode ser rejeitada (Hb 12.15) e recebida inutilmente (2 Co 6.1; Gl 2.21; Ef 3.7; Hb 2.9; Tg 4.6), e até abandonada pelo crente (Gl 5.4).

            A graça divina é quem capacita a pessoa para superar as dificuldades que a rodeiam. Sem ela, jamais os homens alcançariam a benevolência do Senhor, por isso reconhecemos a eficácia dela em todos os sentidos da vida. Somos envolvidos de forma sobrenatural por ela. Isso leva o cristão à vitória. Revistamo-nos da graça de Deus.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quinta-feira, 14 de março de 2013

O AMOR QUE DEUS QUER DE NÓS



ESBOÇO 483
TEMA: O AMOR QUE DEUS QUER DE NÓS
“E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.” Mc 12.31
          
      Amor à vida é um principio fundamental, esse sentimento foi instituído por Deus, servindo de base para toda raça humana. Mas para isso é necessário que o indivíduo valorize a sua própria vida, enquanto não houver esse reconhecimento seremos incapazes de amar ao próximo. Falaremos sobre o que induz o indivíduo a não amar seus semelhantes.

Amantes de si mesmo
O sentimento egoísta induz as pessoas a esquecerem dos seus semelhantes e olharem somente para dentro de si; essas tais foram descritas por Paulo como os amantes de si mesmos (2 Tm 3.2). Essa atitude contraria totalmente os princípios divinos que enfatizam  o amor ao próximo como a si mesmo. “E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.” (Mc 12.). Em primeiro lugar amar a Deus. Se o indivíduo não amar a Deus é incapaz de amar ao próximo. O egocentrismo humano tem causado muitos males, porque o homem atenta para o que é propriamente dele, e não para o que é dos outros. “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas para o que é dos outros.” (Fp 2.4). Quem tem o espírito beneficente busca o bem do seu próximo, isso é exercitar o amor divino.

Amando de forma especial
É importante ressaltar que devemos aprender a nos amar de forma especial, não permitir que as dificuldades venham impedir de amar-nos a nós mesmos. Existem pessoas que, ao enfrentarem os problemas, relaxam e não cuidam de si. Outras passam a viver em função dos outros esquecendo que nelas há um grande potencial, que as torna capazes de fazer determinadas atividades sozinhas. Portanto, não devemos ser levados pelo sentimento de tristeza, mas procurar alguém que nos compreenda e eleve a nossa autoestima. Isso significa valorizar-nos a nós próprios. Amar a si é superar obstáculos e ultrapassar barreiras. Existem pessoas que não têm mais prazer nas realizações da vida, no trato pessoal, e não cuidam da aparência, depreciando a si mesmas, entre outras. Quando nos amamos, nos sentimos realizados, prezamos a nossa identidade, o nosso bem estar; mas também não é louvável você se amar e superestimar-se a ponto de desprezar outras pessoas, nem um amor que beneficia apenas o indivíduo. O amor especial é um amor sincero, ele independe de posição ou dinheiro, ele não visa benesses, mas se dar a favor do próximo. Foi isso o que Jesus fez e nos ensinou “amar mesmo sem ser amado” “O amor não seja fingido.” (Rm 12.9).

Recompensados por amar
O verdadeiro amor nos leva à recompensa divina. Muitas vezes não somos recompensados pelos nossos semelhantes, por mais que venhamos a fazer-lhes bem, mas isso não importa, a recompensa divina é certa. Também nada devemos fazer pelo próximo para sermos notados, pois o Senhor condena essas coisas e somente recompensará os que fizerem de coração (Mt 6.1-4).

Recomendações sobre o amor
Desde o princípio Deus exige que o homem pratique o amor a Ele e ao próximo, mas infelizmente isso não tem acontecido com a humanidade, ou seja, o homem não tem correspondido da mesma maneira que tem sido correspondido pelo Senhor. Há alguns mandamentos fundamentais para os cristãos: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com a mor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” (Rm 12.10); “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é caridade.” (I Jo 4.7,8); “Se alguém diz: Eu amo a Deus e aborrece seu irmão; é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão , ao qual viu, como pode amar a Deus a quem não viu? E dele temos este mandamento: Pois quem ama a Deus, ame também seu irmão” (I Jo 4.20,21).

            Amados, devemos pôr em prática esses ensinamentos de Deus para que tenhamos uma vida completa diante dele. Que possamos amar os nossos semelhantes de maneira especial, independentemente de qualquer coisa, e a maior prova do nosso nascimento espiritual está em amarmos a Deus e guardarmos os seus mandamentos (I Jo 5.2).

Pr. Elis Clementino da Silva

quinta-feira, 7 de março de 2013

A IGREJA E A UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO



ESBOÇO 482
TEMA: A IGREJA E A UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO
“Procurando guardar a unidade do Espírito Santo pelo vínculo da paz:” Ef 4.3

Consideremos a importância desse assunto para a eleita do Senhor, “a Igreja”, e observemos a existência de três formas de união que procedem de Deus. Vejamos, pois, no decorrer deste assunto.

As três uniões importantes
1. A união de Jesus com a Igreja, essa é uma união eterna (Jo 17.19-21);
2. A união dos cônjuges, ou seja, de duas pessoas que se unem pelos laços do matrimônio (Mt 19.5);
3. Os membros do corpo de Cristo “a Igreja” (I Co 12.12).

Levemos em consideração a primeira, por ser ela perfeita, servindo de modelo para as demais pelo seguinte: A unidade no matrimônio depende dos dois, ou seja, de como eles se relacionam. A unidade da Igreja é promovida pelo Espírito Santo. Os membros da Igreja são usados por Deus para manter a unidade - “...do qual todo corpo, bem ajustado e ligado pelo auxilio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para edificação em amor.” (Ef 4.16). Mas Deus entregou aos obreiros a função de levar a igreja a essa unidade de fé até chegar a varão perfeito (Ef 4.13).

Figuras que demonstram a unidade da Igreja
1. Seus membros formam um corpo (I Co 12.12-14);
2. As muitas ovelhas formando um rebanho (Jo 10.16);
3. Muitas pedras formam um edifício espiritual (I Pe 2.5);
4. As muitas lâmpadas formando um candelabro (Mt 5.14; Lc 8.16; Ap 1.20).

O agente que une a igreja
Afirmamos, anteriormente, que o Espírito Santo é o promotor da unidade da igreja. Ele continua operando, aplicando o resultado da vitória de Cristo, visto que ele morreu para unir os que estavam dispersos. “E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que estavam dispersos.” (Jo 11.52). A igreja e a sua união com Cristo envolve mistério: “Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da Igreja.” (Ef 5.32). Essa união independe de raça, posição social, idade e sexo, o importante é ser um, mas essa união só será possível em Jesus, pois é nele que os judeus e gentios fornam um corpo “...a saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho.” (Ef 3.6). Também é importante saber que ele deve ser o centro dessa unidade (Cl 1.18). O Espírito Santo como promotor dessa união atrai os homens a Cristo operando em dois sentidos no vertical e horizontal. No vertical ele tem a capacidade de unir os homens a Deus, e no horizontal une uns aos outros.

O Espírito Santo conduz o homem a Cristo, o que resulta em uma purificação espiritual, ou seja, eles são lavados pelo sangue de Jesus. Assim sendo, ele chega mais perto de Deus. “Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.” (Ef 2.13), levando os crentes a comunhão uns com os outros (I Jo 1.7).

O Espírito Santo também promove no homem o novo nascimento (Jo 3.6), lhe concedendo uma nova natureza divina (2 Pe 1.4). Sendo que essa natureza é na base do amor (I Jo 4.8).  O amor de Deus por nós faz com que o amemos também, (I Jo 4.19), e ao mesmo tempo amarmo-nos uns aos outros (I Jo 5.1). “Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos, quem não ama a seu irmão permanece na morte.” (I Jo 3.14).

            Devemos pedir a Deus que o seu amor continue sendo derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo para que cresçamos em unidade e frutifiquemos, esse deve ser o resultado dessa união entre irmãos. Sejamos unidos em Cristo até o final.

Posteriormente continuaremos o assunto.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma -PE