quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Deixaram de Fora o Aniversariante

Deixaram de Fora o Aniversariante

Eis que um anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: Não temas, porque eis que vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é o Cristo, o Senhor” (Lc 2. 9,10).

As criatividades geradas pelo capitalismo têm deixado de fora muitos princípios religiosos importantes, o comércio, as trocas de presentes e o consumismo, criaram uma figura totalmente alheia aos princípios cristãos, certamente o aniversariante “JESUS” está sendo esquecido e “substituído” por um personagem “PAPAI NOEL” para essa comemoração tão significativa para os cristãos, entretanto há uma preocupação entre os líderes religiosos cristãos comprometidos com o verdadeiro cristianismo e os seus ricos simbolismos em nossos dias, e para aumentar ainda mais a minha preocupação, nesse natal recebi uma mensagem com a seguinte missiva: Que o papai Noel nesse NATAL ilumine a sua vida e lhe conceda um ano novo cheio de paz e realizações. Imagine só, não é necessário ser um alto crítico religioso para entender o conteúdo da mensagem “Deixaram de fora o aniversariante”.

Quando partimos do principio conforme relatou (Lucas 2.9-20), Natal “nascimento” cuja data do acontecimento não houve registros nos evangelhos, talvez despercebidos os cristãos não registrassem a data, no entanto a celebração do dia do nascimento de Jesus Cristo foi estipulada pelos romanos no dia 25 de dezembro desde o século IV, tornando-se uma data quase universal.

A ideia do papai Noel foi inspirada no Bispo Nicolau que pela sua bondade distribuiu presentes aos menos favorecidos da sua época. Na realidade o foco das comemorações do NATAL está sendo corrompida e o aniversariante “JESUS” está cada vez mais ficando distante da comemoração do seu nascimento, e o “bom velhinho” “Papai Noel” por sua vez está cada vez mais focalizado e recheado de árvores enfeitadas acompanhadas de trocas de presentes. Os presépios nas vitrines das lojas tiveram inicio no século XIII, que aos poucos também foram desaparecendo das lojas dando lugar a imagem do bom velhinho sentado no trenó puxado pelas renas.

As nossas crianças estão sendo ensinado a comemorarem o natal totalmente diferente da sua realidade e princípios cristãos, o nome de “JESUS” está cada vez mais esquecido do contexto da sua história e quando indagamos as crianças a respeito logo responderá o natal é papai Noel, outro rico simbolismo é a comemoração da “PÁSCOA” que quando questionamos a respeito a resposta é clara “Páscoa é o coelhinho e ovos de chocolates”, isso a estudantes com bons níveis de escolaridade, as festas folclóricas tem tido a maior atenção, e assim os princípios religiosos cristãos estão desaparecendo, e finalmente o que estamos passando para as gerações de hoje e as futuras? Que papai Noel é natal? E ovo de chocolate e coelhinho é a páscoa? Onde estão os verdadeiros significados e o sentimento religioso?

O NATAL é muito mais do que uma simples comemoração, é uma celebração espiritual e de partilhas entre os cristãos, é dar mais do que receber, é amar o próximo, é o brilhar de Jesus em nossas vidas, é o nascer espiritual do Salvador em nossos corações. Essa comemoração une familiares, amigos em torno de um só nome JESUS CRISTO, O SALVADOR DO MUNDO, a verdadeira essência do NATAL.

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isa 9.6).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma /PE/Brasil

TEMA: APTIDÃO PARA UMA VERDADEIRA ADORAÇÃO

ESBOÇO 366
TEMA: APTIDÃO PARA UMA VERDADEIRA ADORAÇÃO

SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Aquele que anda em sinceridade, pratica a justiça, e fala verazmente segundo o seu coração;” (Sl 15.1,2)

O salmo 15 simplesmente atribuído a Davi é caracterizado didático, pois ele nos fornece instruções espirituais concernentes à verdadeira adoração ao Senhor. Discorreremos neste esboço sobre o contexto histórico, as qualificações morais do adorador, rejeição e a aceitação da adoração.

I. Contexto histórico
Provavelmente esse salmo foi preparado para ser usado no templo como peça da liturgia dos hebreus, mas nem todos os hebreus sabiam distinguir as leis, pois todas as espécies de leis, tanto as morais quanto as cerimoniais, resguardavam a pureza da adoração. A questão seria a entrada ao tabernáculo para participação dos ritos e cerimônias ou do ministério de música. O salmo delimita o caráter do verdadeiro adorador.

II. A importância do tabernáculo
a) Casa de Deus 2 Cr 7:11-16
- Santuário, lugar onde se guardava a arca do Senhor e de meditação espiritual;
- Casa de sacrifício, ofertas e dízimos ao Senhor (2 Cr 7:7; Mc 3:10);
- Lugar escolhido por Deus (2 Cr 7:16; I Rs 9:3; 2 Cr 6:6);
- Lugar de habitação revelação divina;
- Casa de oração (Mc 11:17; Lc 19:46; Jo 2:16).

III. As qualificações morais do adorador
Para se chegar ao tabernáculo, necessariamente os hebreus deveriam conhecer as leis cerimoniais, mas vale salientar que nem todo individuo aproximando-se do tabernáculo tinha o direito de entrar e participar, mas somente aqueles que tivessem condições espirituais. O salmo 15 postula dez princípios fundamentais:

1. Integridade;
2. Pratica a justiça;
3. Não difamar;
4. Não fazer mal ao próximo;
5. Não lançar injúria contra o seu vizinho;
6. Tem por desprezível ao réprobo;
7. Honrar aos que temem ao Senhor;
8. O que jura com dano próprio, e não se retrata;
9. O que empresta o seu dinheiro com usura;
10. Não aceita suborno contra o inocente.

IV. Rejeição da adoração
Não será aceito por Deus qualquer tipo de adoração (Mc 7.6,7; Is 29.13). A hipocrisia é um elemento que está presente nos falsos religiosos e os hipócritas ficarão fora do reino de Deus (Mt 7.21). A aparência externa de justiça era bem visível na vida deles (Mt 23.25-28), assim como o formalismo, entretanto somos advertidos pelas escrituras a não entrarmos por esses caminhos (Is 1.13; Mt 23.23; Gl 4.10,11; 2.20; 2 Tm 3.5). Em nossos dias a irreverência tem sido a causa de entrarmos e sairmos dos cultos vazios, no entanto devemos mudar essa atitude tão destrutiva da nossa adoração.

V. Aceitação da adoração
A adoração só será aceita por Deus se for em espírito e em verdade (Jo 4.23,24), para isso devemos reconhecer o valor da adoração e estar motivados espiritualmente. Quando Deus aceita a adoração há uma moção de alegria através do Espírito Santo que nos causa bem estar espiritual, o louvor, a meditação e as orações fazem parte da vida do verdadeiro adorador.

Considerações finais
Amados, devemos ter um coração desprendido, voltado para uma verdadeira adoração, pois nada pode tirar de nós o espírito de adorador. O nosso culto deve ser racional de forma que venhamos abolir todo tipo de irreverência (Ec 5.1). Devemos sempre oferecer a Deus os nossos corpos em sacrifício vivo e agradável (Rm 12.1).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

TEMA: AINDA HÁ ESPERANÇA

ESBOÇO 365
TEMA: AINDA HÁ ESPERANÇA

Porque há esperança para árvore, pois, mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e no chão morrer o seu tronco, ao cheiro das águas brotará e dará ramos como uma planta nova (Jó 14.7-9).

A esperança é o único meio que nos auxilia banir as incertezas da mente, ela gira em torno de expectações ao um bem que se deseja, comumente é manifesta no individuo que mantém a fé, sobretudo a esperança de dias melhores. Neste mote discorreremos a importância da esperança à luz das escrituras sagrada.

O texto em foco está baseado na esperança do cristão em meio às adversidades da vida, bem como a expressão de Jó ao fazer uma analogia sobre a árvore (planta) e o homem. A árvore mesmo cortada, mas suas raízes “vivas” se renovarão e não cessarão de dar frutos, mas o homem não é como a árvore maravilhosa que aflora em nova vida a partir das raízes e assim volta à vida por si mesma. Contudo para Jó uma árvore cortada tinha esperança, mas um homem cortado ia-se para sempre, mas vale salientarmos que a esperança do cristão não morre.

A Esperança do Crente
Ela também está associada a uma fé em Deus, sendo ela a mola propulsora que nos leva a ver a vitória sobre o impossível, embora em certos momentos pareçam que a nossa esperança nas coisas terrenas vão se definhando a ponto de nada mais esperar nessa vida (Jó 17.1-16), Há situações que é semelhante à seiva (glória) a nossa esperança vai secando como de uma árvore (Lm 3.18). “A esperança demorada enfraquece o coração, mas o desejo chegado é árvore da vida” (Pv 13.12). “A esperança do crente jamais deve morrer e ainda ele morrendo deve ter esperança” (Pv 14.32; Jó 13.15; 2 Co 1.9; 2 Tm 4.18). A esperança de Jó alcançava uma vida pós-túmulo, que certamente seria justificado, mesmo que aqui não fosse (Jó 14.7; 14.14).

Regozijar na Esperança
Devemos nos regozijar na esperança (Rm 12.12) e nos considerar benditos do Senhor (Jr 17.7). A nossa esperança em Cristo não deve se limitar apenas a esta vida, pois se assim for seremos os mais infelizes de todos os homens (I Co 15.19). Se a nossa esperança estiver firme, seremos como uma árvore plantada junto a ribeiro de águas, cujas folhas não murcham (Jr 17.8; Sl 1.3).

Otimismo na Esperança
As perspectivas que devemos ter ante os sofrimentos sejam as melhores, não permita que o desânimo lhes roube as esperanças, mesmo diante de todas as dificuldades sempre tem uma saída, você pode não tê-la encontrada ainda, mas acredite encontrá-la muito breve, busque ao Senhor através da oração, leitura da sua palavra e certamente Deus mostrará um caminho excelente.

Qualquer tipo de abatimento que nos atinja deve ser desconsiderado, temos um Deus que nos auxilia nos momentos mais difíceis, portanto devemos encarar com firmeza qualquer obstáculo, não deixando que eles frustrem a nossa esperança, enfrentar os desafios é a melhor forma de vencê-los. Jeremias estava se queixando das dificuldades, entretanto Deus lhe disse que ele se preparasse para outras ainda maiores (Jr 12.5). A nossa vida são pontilhadas de perdas e vitórias. Tendo o Senhor na vida, após cada perda surge uma grande vitória. Só aprenderemos lutar para vencer, lutando.

Nunca prive uma pessoa da esperança; pode ser a única coisa que ela tem” H. JAKSON BROWN JN.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma-PE/Brasil

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

TEMA: ORAR E VIGIAR

ESBOÇO 364
TEMA: ORAR E VIGIAR
Pela manhã, ó Senhor, ouve a minha voz; pela manhã apresento a ti a minha oração, e vigio” (Sl 5.3).

Orar e vigiar são dois verbos a ser discorrido neste assunto, que certamente irá nos despertar para uma contínua oração e vigilância. Jesus ensinou sobre o dever de orar sem desanimar (Lc 18.1) Paulo em suas cartas também enfatizou sobre o dever de orar (Ef 6.18; Cl 4.2; Ts 5.17). A oração e a vigilância são imprescindíveis na vida do cristão, por essa razão ponderaremos neste argumento sobre o que é oração, como devemos orar, o dever de orar, os fracassos das orações e o valor da oração.

Definições
Orar é interceder, pedir, suplicar e rogar, uma comunicação verbal dirigida a Deus. A oração é o meio pelo qual nos relacionamos com Ele, é uma via de mão dupla, pois quem pede recebe (Mt 21.22; 7.7; Lc 11.9; I Jo 3.22a). A primeira oração mencionada na bíblia foi no nascimento de Sete (Gn 4.26).

Vigiar, o sentido do verbo Tr. Dir. Significa: Estar de vigília ou sentinela a. 2. Intr. Estar atento; velar. 3. Tr. dir. Espreitar, observar. 4. Tr. dir. Observar atentamente. 5. Tr. ind. Tomar cuidado; cuidar. 6. Pron. Acautelar-se, precaver-se. (Dic Michaelis).

Verbo Tr. Dir. Não possuem sentido completo, logo precisam se um complemento (objeto). Esses complementos (sem preposição) são chamados de objetos diretos. Verbo Tr. Ind. Também não possuem sentido completo, logo precisam de um complemento, só que desta vez este complemento é acompanhado de uma preposição. São chamados de objetos indiretos. Orar sem vigiar não traz resultado, existem pessoas que oram tanto, mas não vigia, isso compromete o resultado da oração, é como se alguém estivesse enchendo um saco vazio estando ele furado.

Devemos orar:
  1. Com um coração contrito (2 Cr 7.14);
  2. Sinceridade (Jr 29.13);
  3. Com fé e sem duvidar (Mc 11.24; Tg 1.6);
  4. Com justiça (Tg 5.16);
  5. Obediência (I Jo 3.22; 5.14).
O dever de orar
Devemos reconhecer o dever de orar, não somente nos momentos de dificuldades ou para receber benefícios vultosos, mas para não entrarmos em tentação (Mt 26.41). A oração é uma necessidade universal (Sl 65.2; Is 56.7; Lc 11.2), ela é ordenada em toda escritura (I Cr 16.11; Mt 7.7; 26.41; Lc 18.1; 21.36; Jo 16.24; Ef 6.18; Fp 4.6; Cl 4.2; I Ts 5.17; I Tm 2.8; Tg 5.13). Jesus Cristo como filho de Deus sentiu a necessidade de orar (Mc 1.35; Lc 4.42a). Muitos cristãos já aboliram da sua agenda diária a oração, desculpe-me, inclusive obreiros de todos os níveis eclesiásticos, e consequentemente os novos crentes seguem o mesmo caminho. Com quem esses aprenderão a orar? Finalmente o que está havendo? Talvez o imediatismo seja a causa, entretanto muitos problemas nas igrejas poderiam ser resolvidos e muitos milagres acontecerem se seguíssemos o exemplo da igreja primitiva (At 2.42; 3.1). Observem que não há entre o povo de Deus uma classe exclusiva de pessoas que devem praticar a oração, ela estende-se a todos.

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. II Cr 7.14”

Os fracassos das orações
Devemos nos certificar que o problema não está em Deus, mas em nós. Vejamos alguns fatores que contribuem para que isso aconteça: A desobediência ao Senhor (Dt 1.45; I Sm 14.37; 28.6); Quando ocultamos pecados (Sl 66.18); Indiferença (Pv 1.28); ao sermos negligentes quanto a misericórdia (Pv 21.13); Instabilidade Tg 1.6,7; Iniqüidade (Is 59.2; Mq 3.4); E quando não nos relacionamos bem com os nossos irmãos (Mt 5.23).

O valor da oração
A oração é a chave que abre os céus, ela serve para pedir, mas, sobretudo agradecer, pois Deus conhece todas as nossas necessidades. (Fp 4.6; Sl 55.22; Mt 6.25; I Pe 5.7). Muitos servos de Deus tiveram êxito através da oração; Moisés (Ex 15.24,25); Gideão ( Jz 6.39,40; 13.9); Ana (I Sm 1.27); Samuel (I Sm 1.7.9,10); Salomão (I Rs 9.3); Elias (I Rs 18.37,38); Ezequias (2 Rs 19.19,20); Josafá diante do perigo (2 Cr 18.31; 32.21); a Igreja primitiva que permanecia em oração (At 4.31). Deus promete responder as orações de todos os quantos estiverem contritos com Ele (Sl 91.15; Is 58.9; 65.24; Lc 11.9).

A oração é o ponto de partida para uma vida vitoriosa, devemos seguir o exemplo de homens de Deus que viveram em constante oração. Paulo escrevendo em sua carta aos tessalonicenses enfatizou o dever de orar (I Ts 5.17; I Tm 2.8).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma-PE/Brasil


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

TEMA: O MEDO

ESBOÇO 363
TEMA: O MEDO
Então Jeosafá teve medo e se pôs a buscar ao Senhor” (2 Cr 20.3)

O medo está comumente vinculado a uma perturbação resultante da ideia de um perigo real ou aparente, ora quem nunca sentiu medo de alguma coisa? O medo é algo normal, desde que não ultrapasse o seu limite. O interessante não é apenas senti-lo, mas saber equilibrá-lo, pois o nosso psicológico é tendencioso a nos enganar. Discorreremos nesse mote alguns requisitos importantes referente ao medo.

1. O que é o medo?
1.1. O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta levando o ser humano a ter temor de atentar alguma coisa que lhe prejudique, isso acontece principalmente quando ele (a) se acha ameaçado tanto fisicamente quanto psicologicamente, todo homem tem e é natural. O medo funciona como uma alerta do organismo é através dele que o ser humano descobre os seus extremos, ou seja, o temor de ser derrotado, e diante desse quadro o homem reage negativamente ou positivamente “Então Josafá teve medo e se pôs a buscar ao Senhor(2 Cr 20.3).

1.2. Ele se apresenta no indivíduo ao contemplar as impossibilidades. Paulo também tratou o medo como um espírito de covardia (II Tm 1.7). O medo em determinadas situações destrói todas as nossas boas previsões em relação ao nosso futuro (Ec 11.4). O espírito de medo não leva o individuo há lugar algum (Pv 22.13).

1. 3. No sentido espiritual, o medo é uma das armas de Satanás para atropelar aqueles que querem construir. O medo se manifesta diante de situações antagônicas ao individuo, o medo de perder algo importante como: bens, saúde, posições privilegiadas, entre outros, prestem bem atenção a declaração de Jó: “Aquilo que eu mais temia me sobrevém, e o que receio me acontece” (Jó 3.25). O medo às vezes se manifesta de forma aterrorizante levando o individuo a ser escravo dele.

1.4. A Síndrome do medo denomina-se quando uma pessoa torna-se excessivamente medrosa, esse tipo de doença tem tratamento, porém aconselho procurar especialista no assunto, caso contrário a situação tende a se agravar, levando a pessoa a ter medo de tudo e de todos. O medo também pode se transformar numa fobia, e uma das técnicas usada pelos psicólogos para fazer o tratamento do medo é Dessensibilização Sistemática.

Os medrosos podem atrapalhar o sucesso de um batalhão de soldados, fato interessante aconteceu com Gideão e seu exército, diante de uma batalha a ser enfrentada com apenas 32 mil soldados, o Senhor lhe disse: Gideão diga aos covardes e medrosos que voltem! Verdadeiramente os covardes e medrosos voltaram um número de 22 mil; numa outra revista, o Senhor lhe disse, leva ao ribeiro para beberem água e aquele que beber como um cão separa; nessa prova ficaram apenas 300 (trezentos) considerados os mais corajosos e ágeis (Jz 7.7). O medo é contagiante, pois dos doze espias de Moisés dez foram contagiados e infamaram a terra (Nr 13.1,17-33).

Considerações finais
O medo faz parte da vida humana, entretanto é um anseio que exige controle, sobretudo autoconfiança. O medo sempre nos impele a desistir dos nossos sonhos e objetivos, mas é importante salientarmos que não devemos deixar o medo nos controlar, mas controlar o medo. Queridos irmãos sejamos corajosos e destemidos, mediante os emaranhados da vida, pois “Deus é nosso refugio e fortaleza, socorro bem presente na hora na angústia.” (Sl 46.1). Por isso “Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia”. (Sl 91.5).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma/PE Brasil