sábado, 28 de outubro de 2023

ESBOÇO 1320 ASSUNTO: OS OLHOS, A CANDEIA DO CORPO.

 
ESBOÇO 1320
ASSUNTO: OS OLHOS, A CANDEIA DO CORPO.
TEXTO: A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o que corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!  MATEUS 6:22,23.
               
Todos sabem da importância dos olhos para o corpo humano, ele reflete luz. Jesus fez uma alegoria interessante entre a luz dos olhos e a luz que irradia a nossa vida espiritual, ou a luz que resplandece na alma, então vamos falar rapidamente sobre os olhos, a candeia do corpo.
 
I.                     JESUS, O CRIADOR.
Já sabemos que Jesus conhece perfeitamente como funciona todos os órgãos do nosso corpo e como eles se comportam, ele foi o criador (Gn 1:26-28; Jo 1:3; Cl 1:16), assim ele conhece tudo ao nosso respeito. Jesus tomou como referência um órgão de grande importância para o nosso corpo, os olhos refletem luz e por ele vemos a luz do sol, por isso Jesus disse que a candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Jesus se refere aos olhos que não enxergam a beleza que nos oferece a graça divina e nem as preciosidades que ela nos oferece.
 
II.                   AS QUALIFICAÇÕES DOS OLHOS.
      a.       Olhos maus- Essa expressão indica que quando os olhos não estão sadios todo corpo sofre “Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão tais trevas” (Mt 6:23; Lc 11:34-36). Os nossos olhos quando maus eles podem estar carregados de poderes malignos, eles podem até influenciar negativamente em determinadas pessoas, quem não já ouviu falar em mau olhado, pois é, tem pessoas que seus olhos são tão maus que são capazes disso.
 
  1. Olhos bons - No sentido figurado os olhos representam a lâmpada do corpo, eles estando saudável todo corpo se beneficiará, isso significa que estamos refletindo as boas ações e através delas Deus é glorificado. Os olhos refletem a beleza de tudo o que há diante de nós, a visão mantém a estabilidade do nosso corpo. Quem anda na escuridão tropeça (11:9,10).
Praticamente, tudo o que Jesus falava tinha significado espiritual, se a nossa vida espiritual brilha pela sua luz tudo está bem, ele é a luz que alumia os que estão em trevas (Is 9:2; Mt 4:12-17; Jo 8:12). Uma visão turva a respeito de Jesus e a sua obra foram lançadas em rosto diante dos cristãos da Galácia “Ó gálatas insensatos! Quem vos enfeitiçou”? Não foi diante dos vossos olhos que Jesus Cristo foi exposto e crucificado?” (Gl 3:1)”. Parecia que nada do que Jesus havia passado na crucificação eles viam ou não lembravam mais, o que eles viram não foi uma ilusão, mas uma realidade.

III.                 A SEGUEIRA ESPIRITUAL.
Essa é a pior cegueira, porque ela compromete o destino da alma, os cegos espirituais não enxergam o caminho que leva a Deus, esse tipo de cegueira faz o homem a não conhecer:
1.       A Deus.
2.       A sua palavra.
3.       E a gravidade do pecado.
 
As pessoas com bons olhos irradiam luz, eles representam a grandeza divina em suas vidas, na vida espiritual delas irradiam luz como astros no mundo, elas são luzes que brilham em meio as trevas do pecado. A nossa visão espiritual deve está perfeita, ela nos faz enxergar os tropeços espirituais, portanto, devemos manter os nossos lombos cingidos e as nossas candeias acesas todo tempo (Lc 12:35).
 
Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

ESBOÇO 1319 ASSUNTO: CONHECENDO A ARVORE PELO FRUTO.

 
ESBOÇO 1319
ASSUNTO: CONHECENDO A ÁRVORE PELOS FRUTOS.
TEXTO: MATEUS 7:15-17; 12:33
 
Falarei nesse assunto sobre árvore e seus frutos, algo bem conhecido de todos nós. Esse assunto pode trazermos uma grande edificação espirituais. Frutificar é um dever de todos nós, seja em que âmbito for.
 
A. CONHECENDO A ÁRVORES PELOS FRUTOS.
 Árvores más e árvores boas, ninguém conhece uma árvore enquanto ela não der fruto, as folhas nada dizem sobre os frutos. Muitas vezes nos enganamos com algumas árvores que plantamos em nossa cassa, já tive ocasião de plantar e depois ter que derrubar porque ela não deu frutos, folhas servem apenas de sombra, mas também ninguém se alimenta delas, embora elas sejam importantes na natureza, que de alguma maneira ela contribui com o eco sistema purificando o ar, algumas produzem flores, cujo pólen é muito útil como método medicinal, a sua madeira serve para confeccionar moveis, mas também produzir frutos que alimentem. O que Jesus pretendia dizer sobre aquela figueira?
 
B. A LIÇÃO.
A maior lição que Jesus pretendia dar aos seus discípulos era puramente espiritual, passando ele diante de uma figueira e não achou figos, então na presença dos seus discípulos ele a amaldiçoou para que ela não mais desse fruto (Mc 11:12-14). O que ele fez os discípulos conhecerem?
1.       O poder das palavras (Mc 11:23; Mt 7:20).
2.       O poder da fé.
3.       A árvore que não produz fruto deve ser cortada (Jo 15:1-7,16).
4.       As que produzem frutos devem ser limpas para dar mais fruto.
 
C. JESUS, A VIDEIRA VERDADEIRA.
Jesus diz: “Eu sou a videira verdadeira”, e meu pai é o agricultor. Uma árvore é composta de ramos e galhos, ambos estão ligados nela e devem produzir frutos, os galhos que não derem frutos, a tira e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.  Os agricultores conhecem a antiga poda, eles fazem para limpar a fruteira para ela produza mais frutos. A vara de si mesma não dá fruto e para produzir frutos tem que está ligada a videira, nós somos as varas, se estivermos ligadas a videira daremos muito frutos, se não der fruto ela será cortada e lançada no fogo (Jo 15:1-7).
 
D. ESCOLHIDOS E NOMEADOS.
Jesus disse: Vocês não escolheram a mim, fui eu que escolhi vocês e vos nomeei, ou seja, eu designei vocês para isso, dar frutos e estes permaneçam (Jo 15:16). A frutificação do cristão deve ocorrer em três conjunturas:
1.       Produzir através do serviço cristão durante a sua vida,
2.       Produzir fruto de justiça,
3.       Produzir frutos espirituais por intermédio do fruto do Espírito (Gl 5:22-26).
 
Amados, devemos levar em consideração o chamado de Jesus Cristo, e a nossa nomeação para uma causa nobre, produzir frutos de justiça é um dever de quem o segue. Para poder produzir esses frutos é necessário ter uma vida de verdadeira renúncia. Devemos compreender que tudo quanto desempenharmos aqui seja compatível ao que ele ensinou, pois quando uma pessoa recebe Jesus Cristo como o seu salvador, dali em diante ele deve absolver os seus ensinamentos, quem os guarda terá um bom desenvolvimento em todos os aspectos da vida. Produzir fruto é uma necessidade inerente de todo cristão.

Obs. Esses esboços servem apenas como guia, você pode enriquece-lo com seus comentários.

Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

ESBOÇO 1318 ASSUNTO: NÃO NEGOCIE SEUS PRINCÍPIOS E NEM VALORES.

 
ESBOÇO 1318
ASSUNTO: NÃO NEGOCIE SEUS PRINCÍPIOS E NEM VALORES.
TEXTO: Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o Senhor de que te dê a herança de meus pais. I REIS 21:3.
 
Falarei nesse assunto sobre duas coisas inegociáveis, princípios e valores. Quando Deus formou o homem estabeleceu princípios e valores que seriam inegociáveis. Desejo de maneira simples começar apresentando os princípios estabelecidos por Deus ao primeiro homem no Éden.
 
I. A FORMAÇÃO DO HOMEM.
Conforme a Bíblia, Deus formou o homem do pó da terra, soprou em suas narinas o fôlego da vida o tornando alma vivente, ele também preparou o no Éden um ambiente para ele pudesse viver, lá ele podia trabalhar guardando o jardim (Gn 2:7-9, 15). Deus formou o homem para o trabalho, ele tinha tudo no Éden, mas o casal foi expulso do Éden. O casal não teve mais privilégios, então ele passou a viver do suor do seu rosto, ou seja, trabalhar duro para sobreviver, isso porque ele não guardou o que Deus havia estabelecido.
 
II. PRINCÍPIOS.
Podemos dizer que é um conjunto de normas ou mesmo padrões a ser seguido pelo indivíduo, quanto as regras são normas a serem cumpridas, saiba, porém, quem não guarda princípios terá que arcar com as consequências.
 
III. PRINCÍPIOS ESTABELECIDOS POR DEUS.
Princípios têm um valor que é universal, os valores descrevem de maneira particular cada pessoa. Deus estabeleceu princípios e por eles o homem poderia continuar no Jardim dando nomes aos animais e o guardando, mas um princípio ele teria que manter além do trabalho, o de não desobedecer a ordem divina a não comer do fruto da árvore proibida. A quebra desse princípio ocasionaria sérias consequências. Após desobedecem a Deus três coisas aconteceram com o casal:
a.       Foi expulso do Jardim.
b.       Passou a viver do suor do seu rosto.
c.        Teve a sua vida limitada.
Adão estava ciente, e para que não acontecesse essas coisas, restava-lhe apenas obedecer (Gn 2:17,19). A lei da livre escolha para o homem começou ali, porém, cabia a ele a decisão de obedecer ou não. Adão e Eva negociaram valores com a serpente, muitas vezes os nossos valores são ambicionados pelo inimigo das nossas almas, principalmente o que é de mais precioso de Deus para o homem, “a sua comunhão com Deus”, mas para alguém subtrair seus valores é preciso tentar-lhe, como fez a serpente, para conseguir foi necessário ela mentir para Eva, vejam o diálogo entre Eva e a Serpente (Gn 3:1-7).
 
IV. PRINCÍPIOS E VALORES SÃO INEGOCIÁVEIS.
A negociação de valores pode ocorrer em várias esferas:
1.       Através de herança - A herança de Nabote era inegociável, ela era sagrada, se ele aceitasse vendê-la acabaria com a história dos seus descendentes, vejam o que fora estabelecido por Deus sobre a herança (Lv 25:23; Nr 27:1-11; 36:1-12), por essa razão ele recusou vendê-la a Acabe, mediante a proposta de Acabe leiam o que ele disse: (I Rs 21:2,3).
2. Princípios deixados como herança - Os recabitas deram uma lição quando o próprio povo de Deus não estava valorizando seus princípios, por isso Deus levou o profeta Jeremias a casa dos recabitas para ele transmitisse essa lição para o povo (Jr 35:1-10).
3. Os valores morais – São juízos construídos     em uma sociedade no conceito do é certo ou errado, baseado no comportamento, do proceder do indivíduo.
4.       Os valores espirituais. O Rei Josafá se junta com Acabe para irem a guerra, porém Josafá o questiona sobre se havia algum homem de Deus para o consultar, mas veja o que Acabe diz sobre profeta Micaias (I Rs 22; 2 Cr 18:6,7). Os mensageiros foram buscar Micaias, mas eles começaram a querer negociar princípios com o profeta pelo caminho (2 Cr 18:12), porém vejam a respostas de Micaias (2 Cr 18:13). Acabe não quis ser contrariado, já que seus profetas o incentivaram a ir à guerra., porém o resultado foi trágico (I Rs 22:34). Micaias não negociou seus princípios, mesmo preso e sustentado com pão e água (I Rs22:27). Um profeta faz o outro negar um principio estabelecido por Deus, o profeta novo e o velho profeta (I Rs 13:1-29). A desobediência e negação de valores custam caros. No tempo dos apóstolos houve um acontecimento, a chegarem em Samaria havia um certo Simão, ele era mágico e enganava a muitos, veja o que relata Lucas em (At 8:1-24). Valores espirituais são inegociáveis.
 
Amados, necessitamos muito de manter os nossos princípios, morais e espirituais, pois a quebra desses princípios começou lá no Edem quando o homem desobedeceu às ordens do Senhor. A conservação dos nossos valores depende de nós, cada um valorize o que tem. É lamentável que os valores morais estão em declínio conforme foi descrito por Paulo na sua carta a Timóteo (2 Tm 3:1-5). Como esses tais podem conservar seus valores? Deus nos guarde, conservem e guarde os valores mais importantes da vida, como os valores morais, da família e os espirituais.
 
Pr. Elis Clementino

terça-feira, 17 de outubro de 2023

ESBOÇO 1317 ASSUNTO: MOTIVAÇÃO.

 

ESBOÇO 1317
ASSUNTO: MOTIVAÇÃO.
TEXTO: Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra tem uma recompensa” II CRONICAS 15:7; JOSUÉ 1:8-9.
 
Todos nós necessitamos ser motivados para conquistar os nossos propósitos, as motivações podem vir de Deus através da sua palavra transmitida pelos seus profetas, ou daqueles que ministram sobre nós ou até mesmo das pessoas que estão em volta de nós. O povo de Deus enfrentava circunstâncias que precisava ouvir palavras motivadoras. Com a motivação quem está desanimado recobra o ânimo e se esforça para conquistar aquilo que deseja. Nesse comentário enfatizarei sobre as palavras motivadores, não somente para o povo de Judá e Benjamim naquela época, mas também para nós em momentos difíceis.
 
I.                     CONTEXTO.
A situação do povo de Judá e Benjamim, bem como outras cidades eram calamitosas (2 Cr 15:6), o povo, naquele momento sofria pelas consequências dos seus pecados, principalmente a idolatria, porém, as misericórdias de Deus eram tão grandes para com ele que não o abandonou. O rei Asa, ao ouvir o profeta Odede cobrou animo do povo, tirando as abominações de toda a terra de Judá e Benjamim (2 Cr 15:8). A situação do povo naquela época gerou desgastes psicológicos de maneira que o povo estava desanimado, mas de Deus veio a mensagem de ânimo.
 
II.                   O ESFORÇO HUMANO.
Necessariamente todos precisam se esforçar para realizar ou conquistar algo na vida, principalmente no âmbito espiritual, a recompensa é o desfecho vitorioso. Muitas vezes lutamos e parece não termos os resultados que esperávamos, mas em nenhum momento devemos desistir de lutar, “lutar sempre, desistir nunca”. O povo de Deus teria que reanimar as suas forças, mas para isso necessitava que alguém os encorajasse, pois, a maior fonte de encorajamento vem do Senhor, ele nos encoraja para continuar lutando, sobretudo em sua obra. Muitas vezes estamos sem forças para lutar ou quase parando, porém, vem uma força sobrenatural e divina que nos encoraja para continuar a peleja.  (Dt 31:6; Js 1:8,9; Sl 27:14; 31:24: Is 41:10).
 
III.                 FAZENDO A OBRA DE DEUS E RECEBENDO A RECOMPENSA.
Todos os que são chamados por Deus precisam serem motivados para realizar a obra com coragem e determinação, no entanto, precisamos ter uma visão recompensadora da parte de Deus. A confiança que havia em Paulo era de que todo o seu trabalho em prol do evangelho e para com os santos teria seria recompensa (I Co 15:58; Hb 6:10), se não fosse reconhecido pelos homens seria recompensado por Deus “Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis. Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança, portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”. (II Cr 15:7; Is 41:10; I Co 15:58; 2 Co 12:10; Hb 6:10,11), com essas palavras nos sentimos estimulados a continuar o nosso trabalho na obra de Deus.

                Amados, há momentos que precisamos muito de encorajamento, e muito mais quando se refere a nossa vida espiritual, Judá e Benjamim estavam vivendo momentos de extrema necessidade de um encorajamento. É maravilhoso quando encontramos pessoas para nos transmitir uma palavra de encorajamento restaurando a nossa alta-estima, quando muitas vezes estamos desmotivados pelas nossas falhas, principalmente quando se refere a obra do senhor. Não importa quão difícil seja, gemendo ou chorando devemos fazer a obra de Deus (Sl 126:5,6). Os apóstolos experimentaram todo tipo de oposições, eles enfrentaram até a morte pela causa, no entanto, a visão que Paulo tinha, era que a obra seria aperfeiçoada “Tenho por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Fp 1:6). Se você está enfrentado dificuldades, não decline e nem participe do grupo que recua (Hb 10:39). Uma das maiores mensagem de Paulo foi na carta aos filipenses “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4:13), mesmo que nos falte algumas coisas, a presença de Deus em nós preenche o que nos falta. O SENHOR é a nossa força.

Pr. Elis Clementino

domingo, 15 de outubro de 2023

ESBOÇO 1316 ASSUNTO: SINCERIDADE.

 

ESBOÇO 1316
ASSUNTO: SINCERIDADE.
TEXTO: “Agora que vocês purificaram a sua vida pela obediência à verdade, visando ao amor fraternal e sincero, amem sinceramente uns aos outros e de todo o coração.” 1 PEDRO 1:22.
 
A sinceridade é a ausência da hipocrisia, ela está em desuso por muitas pessoas até consideradas nobres e também religiosas. Falarei de maneira simples sobre a sinceridade e o que diz a Bíblia sobre ela.
 
I.                     SINCERIDADE.
a.       “É um substantivo feminino que significa característica ou condição de quem é sincero; franqueza: a sinceridade é uma grande qualidade. “Origem da palavra sincero, o Senado Romano editou um decreto que regulamentava que toda escultura e objetos produzidos em Roma deveria ser sine cera, ou seja, sem cera e sem disfarces, de forma honesta. Isso é o que conta a etimologia popular”. A cera em cobria os defeitos das imagens, sem a cera aparecia a realidade do que se estava vendo.
b.       É uma qualidade de quem é sincero, franco e de caráter, ela é uma das virtudes especiais na vida do ser humano. “A sinceridade é o traço do caráter ou da personalidade de um indivíduo. É uma virtude que se traduz em uma conduta franca, verdadeira e leal”. É lamentável que a sinceridade não esteja sendo considerada por muitas pessoas que invertem os valores morais na sociedade atual, vejamos bem o tamanho da inversão dos valores, isso estende-se aos valores espirituais “Ai dos que ao mal chamam de bem, e ao bem, mal; que fazem das trevas luz, e a luz, trevas; e fazem do amargo doce, e do doce, amargo! (Is 5:20).
c.       A sinceridade é uma das qualificações para habitar com Deus, “Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo Monte? Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e fala verazmente segundo o seu coração;” (Sl 15:1,2).
d.       O caráter representa a qualidade de quem é sincero em quaisquer circunstâncias, mesmo com dano (Sl 15:4). O senhor tem intimidade com os sinceros (Pv 3:32). A justiça do sincero endireitará ou aperfeiçoa o seu próprio caminho (Pv 11:15). A mentira não deve fazer parte do nosso cotidiano, o diabo é o pai da mentira (Jo 8:44). A hipocrisia não permite que o homem olhe para dentro de si.
 
II.                    OS SINCEROS SÃO ODIADOS.
Os homens maus e sanguinário odeia a sinceridade (Pv 29:10; Am 5:10). Até a mulher de Jó questionou a sua sinceridade para com Deus (Jó 2:9). As pessoas inclusas nas inversões de valores não têm compromisso com a sinceridade e nem a verdade é como disse o profeta Isaías odeiam aqueles que praticam a justiça e a sinceridade. Aqueles que praticam a justiça não podem compartilhar com aquelas pessoas mentirosas e sem caráter.
 
       IV. O QUE A BÍBLIA ENSINA SOBRE A SINCERIDADE?
O profeta Zacarias enfatiza ser sincero falando somente a verdade uns com os outros (Zc 8:16). “Os lábios que dizem a verdade permanecem para sempre, mas a língua mentirosa dura apenas um instante”. (Se diz que a durabilidade da falsidade, a falta de sinceridade e a mentira só prevalecem enquanto a verdade não chega.) “Quando se acostuma a viver com mentiras acaba com problemas para acreditar na verdade”. A ausência da sinceridade está no mundo inteiro chagando a ser um tema atual, vejam o que Paulo disse na sua segunda carta ao jovem obreiro Timóteo sobre o que está acontecendo no mundo (2 Tm 3:1-9).
 
Entretanto, a sinceridade é preconizada na Bíblia, por isso, devemos absolver essas recomendações para o nosso bem, servindo de exemplo principalmente para os da família na fé (Tt 2:7), assim como a obediência através da sinceridade (Ef 6:5; Fp 2:15). A sinceridade dos íntegros os guiará, mas a perversidade dos aleivosos os destruirá (Pv 11:3). “O justo anda na sua sinceridade; bem-aventurados serão os filhos depois dele” (Pv 20:7). Deus conhece os que são sinceros (2 Cr 29:17).
 
Pr. Elis Clementino

domingo, 8 de outubro de 2023

ESBOÇO 1315 ASSUNTO: ÉTICA MINISTERIAL

ESBOÇO 1315
ASSUNTO: ÉTICA MINISTERIAL.
TEXTO: Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade. Tito 2:7.
 
    Considerando o contexto da carta de Paulo a Tito, pretendo discorrer um pouco sobre ética ministerial, que é um dos pilares indispensáveis para um bom desempenho ministerial do obreiro e daqueles que aspiram o episcopado, extensivo aos demais líderes. Eu falarei de forma geral sobre o comportamento, as qualificações exigidas para o exercício do ministério cristão e outros pontos que iremos abordar.
 
I.                     SIGNIFICADO.
Ética é um termo originado do grego “ithikós” que está relacionado aos costumes e comportamento do indivíduo. Ética é também uma parte da filosofia que ajuíza sobre o comportamento humano sob o entendimento do bem e o mal, o certo e o errado.
 
A ética tem tudo a ver com a nossa atividade ministerial. A ética é a base principal para regermos o nosso comportamento, ou seja, como devemos nos portar na busca de sermos os mais justos possíveis em nossas ações e atitudes.
 
II.                   QUAL A IMPORTÂNCIA DA ÉTICA NA VIDA DO OBREIRO?
Ela tem como finalidade dar qualidade ao seu ministério. Ser ético não lhe faz menos espiritual, mas agrega outros valores que qualificam o seu ministério, além de adquirir respeito, tantos dos de casa, quanto dos de fora. Precisamos levar em consideração a nossa reputação e rever se preciso for alguns conceitos.
 
III.                 A CHAMADA MINISTERIAL.
a.       Quando nos referimos a nós entendemos que não nos tornarmos obreiros por acaso, isso para acontecer houve no passado um chamado divino, ele pode ter acontecido quando você estava ainda no ventre da sua mãe, como o caso de Jeremias (Jr 1:5). Existe também a escolha humana como no caso de (At 6:1-5; Gl 1:15).
 
b.       O chamado ministerial envolve três personagens, Deus, o seu líder e você. Para poder exercer o sacerdócio, ser um rei, necessariamente envolvia a ação desses três. Ex. O Senhor mandou Moisés ungir para o sacerdócio Arão e seus filhos (Ex 28:28; Lv 8:1-25; I Sm 16:1). Assim os ungidos exerciam suas funções com a aprovação divina. É importante salientar que devemos honrar a quem nos dá a cobertura, ou a proteção espiritual.
 
IV.                DENTRO DA ÉTICA MINISTERIAL O OBREIRO NECESSITA DE TER:
1.       Domínio próprio, que é um fruto do Espírito (Gl 5:22-23; Pv 16:32; I Ts 4:4-5).
2.       Sensatez (Pv 3:21). A Insensatez (Pv 18:2; 19:3; Ec 10:1; Gl 5:9). Um ato insensato da nossa parte pode causar uma onda de choque.
3.       Postura, modo (Ef 4:1; Fp 1:27; 2 Tm 2:16; Tt 2:7).
4.       Equilíbrio emocional, “é uma competência comportamental que permite reconhecer a influência das emoções exercendo controle sobre elas”.
5.       Relacionamento condizente com a sua função ministerial, amar as pessoas (I Jo 4:11; Sl 133:1; I Ts 4:9).
6.       A nossa vida ministerial deve estar vinculada a princípios que nos dignifique e gere consideração e respeito, tanto dos de casa, quanto os de fora pela função que exercemos.
7.       Boa reputação (At 6:3; I Sm 12:1-5).
8.       Submissão - Ela é o ato de submeter em compromisso ou amor em relação a sua missão, ela também está vinculada a ética ministerial e as qualidades pessoais do obreiro, a compreensão do bem servir. Somos servos e o servo não pode fazer o que quer, quem foge desse princípio irá arcar com as consequências.
 
V.                  AS QUALIFICAÇÕES MORAIS.
Paulo descreve as qualificações morais para exercer a uma função ministerial. Ele disse: que quem deseja episcopado boa coisa deseja, porém ele relaciona uma série de requisitos necessários para poder desempenhar uma função ministerial (I Tm 3:1-10; Tt 1:5-9). O obreiro não deve negociar esses princípios, faça como os recabitas (Jr 35:14-16).
 
VI.                AS QUALIFICAÇÕES ESPIRITUAIS.
Nesse quesito, eu quero salientar que as condições espirituais são indispensáveis, sem elas é impossível desenvolver essa tão nobre função ministerial. É preciso verificar se o aspirante tem uma história dentro do convívio cristão verificando se ele e:
1.       É um crente realmente convertido.
2.       Ser cheio do Espirito Santo (At 6:3).
3.       Se ele tem bom testemunho na igreja e em casa.
4.       Se é dedicado na oração e ao aprendizado da palavra, como EBD e outros.
5.       Se é comprometido com a obra.
 
VII.                O OBREIRO E AS SUAS DECISÕES.
Obrigatoriamente, o obreiro deve ponderar ou pensar antes de tomar quaisquer decisões, principalmente aquelas que não somente dependa dele, pois, uma decisão precipitada pode estragar tanto ele quanto o rebanho. Antes de tomar qualquer decisão consulte o seu líder, e ele terá a responsabilidade de consultar a Deus e lhe trazer a resposta. As filhas de Zelofaede tinha uma questão a ser resolvida sobre a herança do seu pai, elas procuraram Moisés e ele buscou uma resposta do Senhor, o justo juiz julgou favorável o pedido delas e orientou Moisés como ele deveria fazer (Nr 26:1-4).
 
                Amados, todas as nossas ações e atitudes façam as pessoas nos considerarem como homem de Deus (2 Rs 4:9). Isso é tudo para termos um ministério proveitoso. O que nos dignificam são as nossas boas atitudes como cristão. O maior investimento no nosso ministério são as nossas ações e atitudes, ou seja, o nosso proceder honroso. Precisamos de sabedoria e graça divina para sermos usados por Deus de maneira poderosa.
 
Pr. Elis Clementino