quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ENCONJADI 2010







terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A VOLTA DO ESCRAVO.

ESBOÇO 310

TEMA: A VOLTA DO ESCRAVO.

“Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim” (Fm 11).


INTRODUÇÃO

Há muitas coisas nesta vida que são consideradas às vezes impossíveis de se recuperar, principalmente o ser humano quando estão as margens da sociedade. É muito natural pronunciarmos palavras a respeito de alguém dizendo: Há! Fulano de tal é inútil, é irrecuperável, perdeu a confiança, é a vergonha da família e da sociedade, este não tem mais jeito, no entanto não é assim que se deve pensar, não devemos ter essa visão com relação às pessoas que cometeram alguns deslizes na vida. Mas será que existe alguma maneira para recuperar alguém que esteja dentro desse contexto? Será que quem comete um delito não merece uma chance ou uma nova oportunidade? Será que não devemos ajudar ou fazer alguma coisa por alguém que julgamos ser irrecuperável? Leia então, a carta de Paulo a Filemom e veja o que aconteceu com o escravo Onésimo.


A epístola paulina.

A epístola a Filemom é tipicamente paulina em miniatura, nenhuma secção doutrinária, porém, é incluída, por trata-se de missiva pessoal e inteiramente prática. A carta cujo personagem central é Onésimo, foi dirigida ao Senhor Filemom discípulo de Colosso. O escravo fugitivo “Onésimo” que aparentemente havia fugido por tê-lo furtado, após cometer essa claudicação foi para a metrópole de Roma, e lá encontrou Paulo preso, e seja como for, na própria prisão, Paulo foi capaz de levá-lo a converter-se a Cristo. O interessante é que alguns episódios acontecem justamente quando uma pessoa se converte ao Senhor Jesus Cristo, ocorre uma grande transformação que envolve o novo nascimento, uma nova vida e uma regeneração completa (Jo 3:1-8; II Co 5:17; Isa 43:18,19). Nessa carta Paulo usou vários argumentos para então tratar da situação de Onésimo.


O propósito da carta.

Convencer Filemom a perdoar Onésimo, seu escravo fugitivo, e aceitá-lo como um irmão na fé.


Conteúdo da carta.

Ação de graça – Eu agradeço a Deus lembrando-me sempre de ti nas minhas orações. Jamais devemos nos esquecer das boas amizades, mesmo que esteja distante; amizade não se faz somente por momento e sim para toda a vida, sendo lembrado até nas orações (v.4).


Conhecimento a respeito de Filemom - Eu sei do teu amor e da fé que tens para com os santos, e a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo (vs.5, 6). Sinto-me alegre e confortado no teu amor, porque o coração dos santos tem sido reanimado por você (v.7).


Alguns argumentos da carta.

1. O costume anterior de Filemom agir com bondade para com os outros (v.5)

2. A autoridade implícita de Paulo (v.8)

3. Seu apelo à autoridade para reforçar um solene pedido (v.9).

4. A idade avançada e a condição de prisioneiro de Paulo serviram como alavanca para obter respeito e a boa vontade de Filemom. (v.9).

5. Onésimo era “filho espiritual de Paulo”, e, por conseguinte, irmão espiritual de Filemom. Tal homem não podia ser tratado violentamente. (v.10)

6. Já fora útil a Paulo, e assim seria para Filemom. Portanto, deveria ser recebido calorosamente, sem qualquer idéia de vingança. (v.11).

7. Paulo tinha Filemom em boa conta, e, portanto, boa esperança de que este faria tudo quanto lhe era solicitado, e até mais (com o que provavelmente, o apóstolo deixou implícito o seu desejo que Onésimo fosse emancipado, a fim de que pudesse servir como ministro do evangelho). (v.21).


A intercessão.

Paulo intercedeu sabiamente pelo escravo Onésimo, apesar do bom relacionamento que tinha com Filemom, não quis se aproveitar para ordenar, mas para interceder em nome do amor (vs.8,9). Existem muitas pessoas que não sabem interceder ou pedir por alguém, essa lição de Paulo deve ser aprendida e, sobretudo exercitada. Paulo na sua intercessão lhe fez ciente; Onésimo fora gerado nas minhas algema, ou seja, na prisão (v. 10). Usou vários argumentos em favor de Onésimo, não obstante, conseguiu a reabilitação do escravo.


CONCLUSÃO

Todos devem ter novas oportunidades ou chances, muitas vezes não queremos acreditar que é possível haver mudanças na vida das pessoas faltosas, simplesmente por achar que nunca falhamos, talvez por falta de conhecimento da carta de Paulo aos Gálatas (Gl 6:1-2). Devemos incentivar as pessoas exercitarem a misericórdia para com os faltosos e concedê-los novas oportunidades, se você não faz uso dela pode faltar no momento que necessitares (Tg 2:13; Mt 5:7; 18:33,35).

Quantos Onésimos espiritualmente falando estão mortos na fé pelos caprichos de homens orgulhosos protegidos por uma sigla de denominação. No ponto de vista de Filemom era não recebê-lo, mas, no entanto Paulo tinha outro conceito sobre a situação daquele escravo. E você é capaz de perdoar aqueles que o prejudicaram? Em cristo somos uma só família. Nenhuma diferença racial, econômica ou política deve nos separar. Deixe Cristo agir por seu intermédio para remover barreiras entre irmãs e irmãos em Cristo.


Pr. Elis Clementino da Silva, Itapissuma/PE

terça-feira, 24 de novembro de 2009

AUTORIDADE E PODER.

ESBOÇO 309
TEMA: AUTORIDADE E PODER.
“Porque também eu sou homem sujeito a autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: vai e ele vai; e a outro vem; e ele vem; e ao meu servo: faze isto; e ele o faz, Lucas 7:8.

INTRODUÇÃO
Autoridade e poder não são aplicados das mesmas formas quando se trata de posições eclesiásticas, embora os significados sejam idênticos. As pessoas que estão exercendo alguma autoridade, principalmente quando se trata de liderança espiritual deve ter muito cuidado para não entender que as exercem como se estivesse em uma instituição pública ou numa empresa privada, saiba que a autoridade reconhecida é conquistada e a força é fragmentada. Quero tratar neste assunto sobre o poder e a autoridade espiritual por ser a parte que mais interessa dentro desse contexto.

Autoridade – Direito de poder e mandar; prestigio ou influência que uma pessoa exerce sobre outros, por seus méritos.

Poder – É a capacidade de obrigar, por causa da sua posição ou força, os outros obedecem à sua vontade, mesmo que eles preferissem não fazê-lo.

A autoridade é diferente do poder, porque ela envolve a capacidade ou a habilidade a levar os outros a fazerem de bom grado a sua vontade. O M. e o Executivo.

Autoridade espiritual.
  • A posição de autoridade espiritual deve ser exercida de forma coesiva e compatível com a função que exerce sobre a Igreja de Deus, sabendo que ela é desempenhada sobre o corpo místico de Cristo na terra. O apóstolo Pedro ao escrever a sua primeira carta aos crentes da Ásia Menor entre 62 a 69 d.C; escreveu também sobre a responsabilidade que o líder deveria ter sobre o rebanho de Deus (I Pe 5:2,3). A autoridade espiritual é delegada.
  • A autoridade de um homem de Deus deve ser reconhecida pelas ovelhas através da forma como ele a conduz, daí vem o respeito, a submissão, o reconhecimento, e o valor do seu trabalho (At 20:18,19,37).
  • Os excessos de autoridade têm causado muitos transtornos, falta de credibilidade e constrangimentos para igreja do Senhor, é através das atitudes descomedidas que vêm os problemas, é exatamente nesse estágio que o líder perde o comando, ou seja, deixa de ser reconhecido pelos seus liderados, o autoritarismo constrange e afasta o liderado do seu superior.
  • Os verdadeiros líderes cristãos estão cientes das responsabilidades que lhes são atribuídas sobre seus mordomos, ou seja, sobre os seus liderados. Na igreja de Deus as lideranças não podem estar alheias dos seus compromissos morais e espirituais, além das obrigações com a ética, as recomendações quanto às qualificações morais lhes foram passadas quando chamados para ocuparem cargos eclesiásticos conforme: (I Tm 3:1-10; Tt 1:6; 2;7; 2 Tm 2:24).
  • Paulo considerou que os dons ministeriais eram distribuídos pelo Senhor quando disse: “Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” (Ef 4:11) pois as responsabilidades lhes foram entregues com finalidades especificas. “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo” (Ef 4:12).
  • O líder cristão deve ser antes de qualquer coisa, “exemplos dos fiéis” (Ef 4:12; I Pe 5:3), isto é: sua vida cristã e perseverança na fé devem ser mencionada na congregação como digna de imitação, porque se alguém deseja o episcopado boa coisa deseja (I Tm 3:1) porém, deve estar consciente das suas responsabilidades, mesmo aquele que não exerça uma função ministerial, mas de um professor de escola dominical, ou dirigente de órgão etc.
  • O povo de Deus deve desenvolver a ética cristã e a verdadeira piedade, não somente quando faz exposição da palavra de Deus, mas também pelo exemplo dos líderes que vivem conforme os padrões bíblicos. O Pastor deve ser alguém cuja fidelidade a Cristo pode ser tomada como padrão (I Co 11:1; Fp 3:17; I Ts 1:6; 2 Ts 3:7,9; 2 Tm 1:13), não somente na igreja. A liderança espiritual também começa dentro do lar, com a esposa, família (I Tm 3:2,4,5), além dos de fora, e os próprios vizinhos (I Tm 3:7).
CONCLUSÃO
A liderança espiritual deve ser exercida dentro dos princípios bíblicos, com espírito de brandura, provendo o melhor para a obra de Deus e os liderados, o centurião disse que era sujeito à autoridade, mas também tinha homens sob o seu poder, pois havia servos da sua casa que obedecia as suas ordens (Lc 7:8).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

SE EMPENHANDO NOS NEGÓCIOS DO REI.

ESBOÇO 308
TEMA: SE EMPENHANDO NOS NEGÓCIOS DO REI.
“Tudo que vier as tuas mãos para fazer, fazei-o com todas as tuas forças” Eclesiastes 9:10.

INTRODUÇÃO
Trabalho, dedicação e afinco são necessários para se fazer o melhor em todos os aspectos da vida. Porém, no sentido espiritual tudo o que realizamos para Deus deve ser feito da melhor maneira possível envolvendo o amor como ponto fundamental para se obter êxito. O desejo de Deus é que tudo o que fizermos para Ele tenha prioridade e seja o melhor (Cl 3:17).

I. O que devemos oferecer a Deus?
1. Um coração sincero (I Rs 8:61; Dt 6:5).
2. Serviço de boa vontade (Ef 6:7; Sl 100:1;).
3. Sacrifício de louvor que é o fruto dos lábios que confessam o seu nome (Hb 13:15).

II. Como devemos trabalhar na sua obra?
Não por contenda e nem por vanglória (Fp 2:3; II Tm 2:14; I Co 9:16; I Co 10:32). O que se percebe hoje é uma grande disputa para mostrar serviço, isso gera grandeza e status, no entanto Deus está ficando de lado. A soberba e a altivez de espírito no homem não permitem que Deus apareça, e tudo que muitos fazem visa o seu engrandecimento o tema é: O engrandecido seja eu! Bendito seja eu! Porquanto Deus não dá a sua glória e honra a ninguém, tudo é dEle, contudo devemos servir com humildade (At 20:19a) e tudo o que fizermos seja para glória dEle.

“Se você tiver de se gloriar, glorie-se no Senhor”. (Jr 9:23,24; I Co 1:31; 2 Co 10:17).

Cumprir os propósitos de Deus na sua obra independente das circunstâncias, se favoráveis ou não (At 20:24) e de todo o coração. Quando se faz por amor há dedicação e apreço pelo que pratica (Cl 3:23; Ef 6:6,7), mas para que tenhamos sucesso na obra de Deus é necessário revestir-se das armaduras de Deus, pois não devemos trabalhar desprovidos das armas espirituais, porque o combate na obra do Senhor não é contra a carne, mas contra as potestades das trevas (Ef 6:1-18). A peleja é grande, mas temos que lutar com afinco e determinação, orando em todo tempo (Cl 4:2,3a; I Ts 5:17; I Tm 2:8; Ef 6:18). A oração é o meio pelo qual nos dirigimos a Deus para pedir-lhe socorro nas nossas necessidades (Sl 121:1).

III. Quem receberá as recompensas de Deus?
1. Servos humildes (Mt 10:42).
2. Mordomos fiéis (Mt 25:23, 34; Mc 9:41).
3. Ganhadores de almas (Dn 2:3; Sl 126:5,6).
4. Benevolentes (Lc 6:35; Jo 4:36).
5. Os que fazem o bem (Rm 2:10; I Co 3:8).

Nem sempre somos recompensados pelo que fazemos, pode ser que alguém esqueça tudo de bom que você fez, Mardoqueu foi esquecido pelo seu ato de salvar o rei (Et 2:21-23). Outra injustiça foi o velho pobre, porém sábio que salvou a cidade da destruição, ninguém se lembrava dele, (Ec 9:14-16). Jamais Deus se esquece daqueles que praticam boas obras, pois Ele é o único que pode galardoar aos que trabalham e fazem o bem ao próximo. Tudo o que fazermos fica registrado diante de Deus (Et 6:1,2). Se alguém não reconhece o que você faz ou não valoriza, não fique triste, faça a sua parte e recebereis de Deus a recompensa (I Co 15:58; Cl 3:24; Ef 6:8).

É melhor não receber a glória dos homens e ser recompensado por Deus, do que receber a glória dos homens e perder o galardão da parte de Deus.

CONCLUSÃO
Devemos nos empenhar na obra de Deus, porque certamente seremos abençoados. Esse é o nosso desígnio fazer a obra do Mestre com júbilo e boa vontade, pois para isso fomos chamados.

“Não foste vós que escolhestes, mas eu que vos escolhi, e vos designeis para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo que em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.” (Jo 15:16).

Amados, que possamos fazer a obra de Deus com amor e alegria porque o vosso trabalho não é vão no Senhor. (I Co 15:58). Fazer o bem é semear boas sementes para colher depois.
“Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás” (Ec 11:1).

Pr. Elis Clementino- Itapissuma - PE