quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

ESCONDIDOS NO DIA DA ADVERSIDADE.

ESBOÇO 311

TEMA: ESCONDIDOS NO DIA DA ADVERSIDADE.

“Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; por-me-á sobre uma rocha” (Sl 27:5).


INTRODUÇÃO

O ser humano tem em si a autodefesa, esconder-se ou buscar proteção nos momentos em que se sente ameaçado, é uma reação do próprio indivíduo, ele procura buscar abrigo em cavernas, árvores, casas e pessoas. O homem vive sob arrimo, até o seu próprio corpo se autodefende, mas somos seres limitados, não podemos nos proteger totalmente. Há proteção que é da nossa parte, outras são externas, outras, somente Deus para nos defender. Veremos nesse delineamento a expressão do salmista Davi.

  • Confiança e Segurança em Deus.

A nossa confiança em Deus e anelo pela sua presença nos faz repousar em segurança. O amor a Deus e a sua casa era inconfundível na vida de Davi, isso é expresso no salmo 27. Deus é um pai que não desampara, ensina e fortalece o coração daquele que nEle espera.


Confiança e Segurança; São requisitos imprescindíveis na vida do cristão, na confiança estaremos seguros. “Os que confiam no Senhor serão como os montes de Sião que não se abala, mas permanece para sempre” (Sl 125:1). Isso acontece pela certeza da presença do Senhor em nossas vidas, ela pode ser representada pelo seu anjo. Essa confiança em Deus deve ser permanente até em situações ameaçadoras.


“O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra” (Sl 34:7).


“Ainda que um exército me cercasse o meu coração não temeria, ainda que a guerra se levantasse contra mim, nele eu confiaria” (Sl 27:3)


“Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte não temeria mal algum porque tu estás comigo” (Sl 23:4).


Às vezes em situações extremas, queremos abandonar a nossa fé e confiança no Senhor, o desespero toma conta de nós e até parece que nunca conhecemos o Senhor, entretanto devemos firmar a nossa confiança nEle como expressa o Salmo 46 mostrando o tipo de fé que devemos ter.


“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abale pela sua braveza” (Sl 46:1-3).

  • Olhando para Deus.

Devemos olhar para o Senhor sem perder a visão da fé, olhar para Ele permanentemente “Elevo os meus olhos para os montes: De onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. (Sl 121:1,2). Quando deixamos de olhar para Deus perdemos até a visão de vitória, e começamos olhar para baixo, o pessimismo toma conta de nós, deixando-nos sem perspectiva de algo melhor, só tendo na mente coisas como: Não dá, Não posso, Não vejo saída e Não tem solução, vivendo inteiramente na mediocridade.


CONCLUSÃO

Deus não quer que você seja assim, a sua confiança nEle deve estar acima de tudo “Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?” (Gn 18:4) “Porque para Deus nada é impossível” (Lc 1:37). Portanto não desanime, Deus está no controle de tudo, e no dia da adversidade estarás abrigado e firmado (Sl 27:5).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma/PE

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ENCONJADI 2010







terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A VOLTA DO ESCRAVO.

ESBOÇO 310

TEMA: A VOLTA DO ESCRAVO.

“Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim” (Fm 11).


INTRODUÇÃO

Há muitas coisas nesta vida que são consideradas às vezes impossíveis de se recuperar, principalmente o ser humano quando estão as margens da sociedade. É muito natural pronunciarmos palavras a respeito de alguém dizendo: Há! Fulano de tal é inútil, é irrecuperável, perdeu a confiança, é a vergonha da família e da sociedade, este não tem mais jeito, no entanto não é assim que se deve pensar, não devemos ter essa visão com relação às pessoas que cometeram alguns deslizes na vida. Mas será que existe alguma maneira para recuperar alguém que esteja dentro desse contexto? Será que quem comete um delito não merece uma chance ou uma nova oportunidade? Será que não devemos ajudar ou fazer alguma coisa por alguém que julgamos ser irrecuperável? Leia então, a carta de Paulo a Filemom e veja o que aconteceu com o escravo Onésimo.


A epístola paulina.

A epístola a Filemom é tipicamente paulina em miniatura, nenhuma secção doutrinária, porém, é incluída, por trata-se de missiva pessoal e inteiramente prática. A carta cujo personagem central é Onésimo, foi dirigida ao Senhor Filemom discípulo de Colosso. O escravo fugitivo “Onésimo” que aparentemente havia fugido por tê-lo furtado, após cometer essa claudicação foi para a metrópole de Roma, e lá encontrou Paulo preso, e seja como for, na própria prisão, Paulo foi capaz de levá-lo a converter-se a Cristo. O interessante é que alguns episódios acontecem justamente quando uma pessoa se converte ao Senhor Jesus Cristo, ocorre uma grande transformação que envolve o novo nascimento, uma nova vida e uma regeneração completa (Jo 3:1-8; II Co 5:17; Isa 43:18,19). Nessa carta Paulo usou vários argumentos para então tratar da situação de Onésimo.


O propósito da carta.

Convencer Filemom a perdoar Onésimo, seu escravo fugitivo, e aceitá-lo como um irmão na fé.


Conteúdo da carta.

Ação de graça – Eu agradeço a Deus lembrando-me sempre de ti nas minhas orações. Jamais devemos nos esquecer das boas amizades, mesmo que esteja distante; amizade não se faz somente por momento e sim para toda a vida, sendo lembrado até nas orações (v.4).


Conhecimento a respeito de Filemom - Eu sei do teu amor e da fé que tens para com os santos, e a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo (vs.5, 6). Sinto-me alegre e confortado no teu amor, porque o coração dos santos tem sido reanimado por você (v.7).


Alguns argumentos da carta.

1. O costume anterior de Filemom agir com bondade para com os outros (v.5)

2. A autoridade implícita de Paulo (v.8)

3. Seu apelo à autoridade para reforçar um solene pedido (v.9).

4. A idade avançada e a condição de prisioneiro de Paulo serviram como alavanca para obter respeito e a boa vontade de Filemom. (v.9).

5. Onésimo era “filho espiritual de Paulo”, e, por conseguinte, irmão espiritual de Filemom. Tal homem não podia ser tratado violentamente. (v.10)

6. Já fora útil a Paulo, e assim seria para Filemom. Portanto, deveria ser recebido calorosamente, sem qualquer idéia de vingança. (v.11).

7. Paulo tinha Filemom em boa conta, e, portanto, boa esperança de que este faria tudo quanto lhe era solicitado, e até mais (com o que provavelmente, o apóstolo deixou implícito o seu desejo que Onésimo fosse emancipado, a fim de que pudesse servir como ministro do evangelho). (v.21).


A intercessão.

Paulo intercedeu sabiamente pelo escravo Onésimo, apesar do bom relacionamento que tinha com Filemom, não quis se aproveitar para ordenar, mas para interceder em nome do amor (vs.8,9). Existem muitas pessoas que não sabem interceder ou pedir por alguém, essa lição de Paulo deve ser aprendida e, sobretudo exercitada. Paulo na sua intercessão lhe fez ciente; Onésimo fora gerado nas minhas algema, ou seja, na prisão (v. 10). Usou vários argumentos em favor de Onésimo, não obstante, conseguiu a reabilitação do escravo.


CONCLUSÃO

Todos devem ter novas oportunidades ou chances, muitas vezes não queremos acreditar que é possível haver mudanças na vida das pessoas faltosas, simplesmente por achar que nunca falhamos, talvez por falta de conhecimento da carta de Paulo aos Gálatas (Gl 6:1-2). Devemos incentivar as pessoas exercitarem a misericórdia para com os faltosos e concedê-los novas oportunidades, se você não faz uso dela pode faltar no momento que necessitares (Tg 2:13; Mt 5:7; 18:33,35).

Quantos Onésimos espiritualmente falando estão mortos na fé pelos caprichos de homens orgulhosos protegidos por uma sigla de denominação. No ponto de vista de Filemom era não recebê-lo, mas, no entanto Paulo tinha outro conceito sobre a situação daquele escravo. E você é capaz de perdoar aqueles que o prejudicaram? Em cristo somos uma só família. Nenhuma diferença racial, econômica ou política deve nos separar. Deixe Cristo agir por seu intermédio para remover barreiras entre irmãs e irmãos em Cristo.


Pr. Elis Clementino da Silva, Itapissuma/PE

terça-feira, 24 de novembro de 2009

AUTORIDADE E PODER.

ESBOÇO 309
TEMA: AUTORIDADE E PODER.
“Porque também eu sou homem sujeito a autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: vai e ele vai; e a outro vem; e ele vem; e ao meu servo: faze isto; e ele o faz, Lucas 7:8.

INTRODUÇÃO
Autoridade e poder não são aplicados das mesmas formas quando se trata de posições eclesiásticas, embora os significados sejam idênticos. As pessoas que estão exercendo alguma autoridade, principalmente quando se trata de liderança espiritual deve ter muito cuidado para não entender que as exercem como se estivesse em uma instituição pública ou numa empresa privada, saiba que a autoridade reconhecida é conquistada e a força é fragmentada. Quero tratar neste assunto sobre o poder e a autoridade espiritual por ser a parte que mais interessa dentro desse contexto.

Autoridade – Direito de poder e mandar; prestigio ou influência que uma pessoa exerce sobre outros, por seus méritos.

Poder – É a capacidade de obrigar, por causa da sua posição ou força, os outros obedecem à sua vontade, mesmo que eles preferissem não fazê-lo.

A autoridade é diferente do poder, porque ela envolve a capacidade ou a habilidade a levar os outros a fazerem de bom grado a sua vontade. O M. e o Executivo.

Autoridade espiritual.
  • A posição de autoridade espiritual deve ser exercida de forma coesiva e compatível com a função que exerce sobre a Igreja de Deus, sabendo que ela é desempenhada sobre o corpo místico de Cristo na terra. O apóstolo Pedro ao escrever a sua primeira carta aos crentes da Ásia Menor entre 62 a 69 d.C; escreveu também sobre a responsabilidade que o líder deveria ter sobre o rebanho de Deus (I Pe 5:2,3). A autoridade espiritual é delegada.
  • A autoridade de um homem de Deus deve ser reconhecida pelas ovelhas através da forma como ele a conduz, daí vem o respeito, a submissão, o reconhecimento, e o valor do seu trabalho (At 20:18,19,37).
  • Os excessos de autoridade têm causado muitos transtornos, falta de credibilidade e constrangimentos para igreja do Senhor, é através das atitudes descomedidas que vêm os problemas, é exatamente nesse estágio que o líder perde o comando, ou seja, deixa de ser reconhecido pelos seus liderados, o autoritarismo constrange e afasta o liderado do seu superior.
  • Os verdadeiros líderes cristãos estão cientes das responsabilidades que lhes são atribuídas sobre seus mordomos, ou seja, sobre os seus liderados. Na igreja de Deus as lideranças não podem estar alheias dos seus compromissos morais e espirituais, além das obrigações com a ética, as recomendações quanto às qualificações morais lhes foram passadas quando chamados para ocuparem cargos eclesiásticos conforme: (I Tm 3:1-10; Tt 1:6; 2;7; 2 Tm 2:24).
  • Paulo considerou que os dons ministeriais eram distribuídos pelo Senhor quando disse: “Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” (Ef 4:11) pois as responsabilidades lhes foram entregues com finalidades especificas. “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo” (Ef 4:12).
  • O líder cristão deve ser antes de qualquer coisa, “exemplos dos fiéis” (Ef 4:12; I Pe 5:3), isto é: sua vida cristã e perseverança na fé devem ser mencionada na congregação como digna de imitação, porque se alguém deseja o episcopado boa coisa deseja (I Tm 3:1) porém, deve estar consciente das suas responsabilidades, mesmo aquele que não exerça uma função ministerial, mas de um professor de escola dominical, ou dirigente de órgão etc.
  • O povo de Deus deve desenvolver a ética cristã e a verdadeira piedade, não somente quando faz exposição da palavra de Deus, mas também pelo exemplo dos líderes que vivem conforme os padrões bíblicos. O Pastor deve ser alguém cuja fidelidade a Cristo pode ser tomada como padrão (I Co 11:1; Fp 3:17; I Ts 1:6; 2 Ts 3:7,9; 2 Tm 1:13), não somente na igreja. A liderança espiritual também começa dentro do lar, com a esposa, família (I Tm 3:2,4,5), além dos de fora, e os próprios vizinhos (I Tm 3:7).
CONCLUSÃO
A liderança espiritual deve ser exercida dentro dos princípios bíblicos, com espírito de brandura, provendo o melhor para a obra de Deus e os liderados, o centurião disse que era sujeito à autoridade, mas também tinha homens sob o seu poder, pois havia servos da sua casa que obedecia as suas ordens (Lc 7:8).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE