terça-feira, 15 de dezembro de 2009

SAL e LUZ.

ESBOÇO 312

TEMA: SAL e LUZ.

“Vós sois o sal da terra e a luz do mundo” (Mt 5:13,14).


INTRODUÇÃO

Símbolos importantes usados para indicar as boas qualidades de um cristão, com relação ao mundo pecaminoso, sal e luz dois elementos insignes apresentado por Jesus para fazer a diferença entre quem serve a Deus ou não. Sal é um ingrediente que serve para conservar, substância que impede os alimentos do reino animal apodrentar, enquanto a luz emite raios que dispersa as trevas.


As Propriedades do Sal e Luz

1. Os valores do sal: Dar o sabor e preservar da corrupção ou decomposição, a ausência dele Permeia toda sociedade, no sentido espiritual e da ética, é dever do cristão ser sal, servindo de exemplo para o mundo. Quando ele não surti efeito para nada mais presta, somente para ser pisoteado pelos homens (Mt 5:13). O sal é uma mistura necessária, porém quando não usamos em sua total essência, deixa de ser útil e se iguala aos demais. Quantos crentes se tornaram insípidos e moralmente deteriorados, isso tem refletido na igreja apagando até o poder do Espírito Santo, deixando predominar o espírito que opera no mundo, chegando a se conformar com ele, a palavra diz que devemos fazer o contrário “E não vos conformeis com este mundo...” (Rm 12:2ª; I Pe 1:14; I Jo 2:15ª).


2. A preciosidade da luz, nada há mais formidável, pois onde ela estiver será vista, refletindo alegria a quem as observa. Quando viajamos para bem distante, nos deparamos com lugares totalmente sem luz, mas ao vermos algumas luzes de longe, logo nos alegramos porque a luz nos dá a sensação de segurança, pois fica subtendido que é um lugar habitado, ninguém consegue esconder uma cidade iluminada (Mt 5:14), da mesma forma devemos resplandecer diante dos homens (Mt 5:16; I Pe 2:12). Há muitos cristãos com as suas luzes totalmente apagadas, eles estão andando na escuridão espiritual, tropeçando, porque as escuridões das trevas prevaleceram sobre os seus olhos, ao ponto de ninguém conhecê-los como crentes.


CONCLUSÃO

O sal e a luz são requisitos que engrandecem o cristão em todos os aspectos, assim como o sal que protege da decomposição, a luz expande os seus raios iluminantes dissipa a plena escuridão. Assim sejamos nós diante de um mundo de corrupção e de plena escuridão espiritual, que os seus raios possam brilhar constantemente como os astros e conseqüentemente como sal, salgando esse mundo apodrecido pelo pecado. Devemos fazer a diferença, pois para isso fomos salvos, sem compartilhar com os pecados que leva o mundo a total destruição. Que possamos “resplandecer como astros no mundo”. (Fl. 2:15).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma/PE

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

ESCONDIDOS NO DIA DA ADVERSIDADE.

ESBOÇO 311

TEMA: ESCONDIDOS NO DIA DA ADVERSIDADE.

“Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; por-me-á sobre uma rocha” (Sl 27:5).


INTRODUÇÃO

O ser humano tem em si a autodefesa, esconder-se ou buscar proteção nos momentos em que se sente ameaçado, é uma reação do próprio indivíduo, ele procura buscar abrigo em cavernas, árvores, casas e pessoas. O homem vive sob arrimo, até o seu próprio corpo se autodefende, mas somos seres limitados, não podemos nos proteger totalmente. Há proteção que é da nossa parte, outras são externas, outras, somente Deus para nos defender. Veremos nesse delineamento a expressão do salmista Davi.

  • Confiança e Segurança em Deus.

A nossa confiança em Deus e anelo pela sua presença nos faz repousar em segurança. O amor a Deus e a sua casa era inconfundível na vida de Davi, isso é expresso no salmo 27. Deus é um pai que não desampara, ensina e fortalece o coração daquele que nEle espera.


Confiança e Segurança; São requisitos imprescindíveis na vida do cristão, na confiança estaremos seguros. “Os que confiam no Senhor serão como os montes de Sião que não se abala, mas permanece para sempre” (Sl 125:1). Isso acontece pela certeza da presença do Senhor em nossas vidas, ela pode ser representada pelo seu anjo. Essa confiança em Deus deve ser permanente até em situações ameaçadoras.


“O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra” (Sl 34:7).


“Ainda que um exército me cercasse o meu coração não temeria, ainda que a guerra se levantasse contra mim, nele eu confiaria” (Sl 27:3)


“Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte não temeria mal algum porque tu estás comigo” (Sl 23:4).


Às vezes em situações extremas, queremos abandonar a nossa fé e confiança no Senhor, o desespero toma conta de nós e até parece que nunca conhecemos o Senhor, entretanto devemos firmar a nossa confiança nEle como expressa o Salmo 46 mostrando o tipo de fé que devemos ter.


“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abale pela sua braveza” (Sl 46:1-3).

  • Olhando para Deus.

Devemos olhar para o Senhor sem perder a visão da fé, olhar para Ele permanentemente “Elevo os meus olhos para os montes: De onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. (Sl 121:1,2). Quando deixamos de olhar para Deus perdemos até a visão de vitória, e começamos olhar para baixo, o pessimismo toma conta de nós, deixando-nos sem perspectiva de algo melhor, só tendo na mente coisas como: Não dá, Não posso, Não vejo saída e Não tem solução, vivendo inteiramente na mediocridade.


CONCLUSÃO

Deus não quer que você seja assim, a sua confiança nEle deve estar acima de tudo “Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?” (Gn 18:4) “Porque para Deus nada é impossível” (Lc 1:37). Portanto não desanime, Deus está no controle de tudo, e no dia da adversidade estarás abrigado e firmado (Sl 27:5).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma/PE

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ENCONJADI 2010







terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A VOLTA DO ESCRAVO.

ESBOÇO 310

TEMA: A VOLTA DO ESCRAVO.

“Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim” (Fm 11).


INTRODUÇÃO

Há muitas coisas nesta vida que são consideradas às vezes impossíveis de se recuperar, principalmente o ser humano quando estão as margens da sociedade. É muito natural pronunciarmos palavras a respeito de alguém dizendo: Há! Fulano de tal é inútil, é irrecuperável, perdeu a confiança, é a vergonha da família e da sociedade, este não tem mais jeito, no entanto não é assim que se deve pensar, não devemos ter essa visão com relação às pessoas que cometeram alguns deslizes na vida. Mas será que existe alguma maneira para recuperar alguém que esteja dentro desse contexto? Será que quem comete um delito não merece uma chance ou uma nova oportunidade? Será que não devemos ajudar ou fazer alguma coisa por alguém que julgamos ser irrecuperável? Leia então, a carta de Paulo a Filemom e veja o que aconteceu com o escravo Onésimo.


A epístola paulina.

A epístola a Filemom é tipicamente paulina em miniatura, nenhuma secção doutrinária, porém, é incluída, por trata-se de missiva pessoal e inteiramente prática. A carta cujo personagem central é Onésimo, foi dirigida ao Senhor Filemom discípulo de Colosso. O escravo fugitivo “Onésimo” que aparentemente havia fugido por tê-lo furtado, após cometer essa claudicação foi para a metrópole de Roma, e lá encontrou Paulo preso, e seja como for, na própria prisão, Paulo foi capaz de levá-lo a converter-se a Cristo. O interessante é que alguns episódios acontecem justamente quando uma pessoa se converte ao Senhor Jesus Cristo, ocorre uma grande transformação que envolve o novo nascimento, uma nova vida e uma regeneração completa (Jo 3:1-8; II Co 5:17; Isa 43:18,19). Nessa carta Paulo usou vários argumentos para então tratar da situação de Onésimo.


O propósito da carta.

Convencer Filemom a perdoar Onésimo, seu escravo fugitivo, e aceitá-lo como um irmão na fé.


Conteúdo da carta.

Ação de graça – Eu agradeço a Deus lembrando-me sempre de ti nas minhas orações. Jamais devemos nos esquecer das boas amizades, mesmo que esteja distante; amizade não se faz somente por momento e sim para toda a vida, sendo lembrado até nas orações (v.4).


Conhecimento a respeito de Filemom - Eu sei do teu amor e da fé que tens para com os santos, e a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo (vs.5, 6). Sinto-me alegre e confortado no teu amor, porque o coração dos santos tem sido reanimado por você (v.7).


Alguns argumentos da carta.

1. O costume anterior de Filemom agir com bondade para com os outros (v.5)

2. A autoridade implícita de Paulo (v.8)

3. Seu apelo à autoridade para reforçar um solene pedido (v.9).

4. A idade avançada e a condição de prisioneiro de Paulo serviram como alavanca para obter respeito e a boa vontade de Filemom. (v.9).

5. Onésimo era “filho espiritual de Paulo”, e, por conseguinte, irmão espiritual de Filemom. Tal homem não podia ser tratado violentamente. (v.10)

6. Já fora útil a Paulo, e assim seria para Filemom. Portanto, deveria ser recebido calorosamente, sem qualquer idéia de vingança. (v.11).

7. Paulo tinha Filemom em boa conta, e, portanto, boa esperança de que este faria tudo quanto lhe era solicitado, e até mais (com o que provavelmente, o apóstolo deixou implícito o seu desejo que Onésimo fosse emancipado, a fim de que pudesse servir como ministro do evangelho). (v.21).


A intercessão.

Paulo intercedeu sabiamente pelo escravo Onésimo, apesar do bom relacionamento que tinha com Filemom, não quis se aproveitar para ordenar, mas para interceder em nome do amor (vs.8,9). Existem muitas pessoas que não sabem interceder ou pedir por alguém, essa lição de Paulo deve ser aprendida e, sobretudo exercitada. Paulo na sua intercessão lhe fez ciente; Onésimo fora gerado nas minhas algema, ou seja, na prisão (v. 10). Usou vários argumentos em favor de Onésimo, não obstante, conseguiu a reabilitação do escravo.


CONCLUSÃO

Todos devem ter novas oportunidades ou chances, muitas vezes não queremos acreditar que é possível haver mudanças na vida das pessoas faltosas, simplesmente por achar que nunca falhamos, talvez por falta de conhecimento da carta de Paulo aos Gálatas (Gl 6:1-2). Devemos incentivar as pessoas exercitarem a misericórdia para com os faltosos e concedê-los novas oportunidades, se você não faz uso dela pode faltar no momento que necessitares (Tg 2:13; Mt 5:7; 18:33,35).

Quantos Onésimos espiritualmente falando estão mortos na fé pelos caprichos de homens orgulhosos protegidos por uma sigla de denominação. No ponto de vista de Filemom era não recebê-lo, mas, no entanto Paulo tinha outro conceito sobre a situação daquele escravo. E você é capaz de perdoar aqueles que o prejudicaram? Em cristo somos uma só família. Nenhuma diferença racial, econômica ou política deve nos separar. Deixe Cristo agir por seu intermédio para remover barreiras entre irmãs e irmãos em Cristo.


Pr. Elis Clementino da Silva, Itapissuma/PE