quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

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ENCONJADI 2010

Assembleia de Deus de Itapissuma, cidade da Região Metropolitana do grande Recife, litoral norte, situada às margens do canal de santa cruz, realizou mais um encontro de jovens e adolescentes das congregações de Itapissuma e ilha de Itamaracá, no período de 10 a 18 de janeiro, o evento vem sendo realizado com sucesso há 12 anos consecutivos, culminando sempre com uma cruzada evangelística no centro da cidade, tivemos a participação especial de vários preletores e cantores entre eles: Pb. Joan Porfírio (Abreu e Lima);Pb. Adriano Lima (Abreu e Lima); Pr. Esdras Cabral (Abreu e Lima); Pr. Rubens Franco (Uberlândia – MG); Pr. Jairinho (Rio de Janeiro – RJ); Pr. Adriano Mendes (Brasília – DF); Cantores: Daiani Alves (Rio de Janeiro – RJ); Joquebede Rodrigues (Alagoas); Quarteto Gileade (Rio Verde – GO); Luiz Fontana (Brasília – DF); Alice Maciel (RN); Grupo Arauto do Rei; Grupo Gênesis; Jeremias Mumbarra entre outros. Evento esse de suma importância cujo resultado foi de salvação e batismo no Espírito Santo, no encerramento 22 pessoas se entregaram para Cristo, tudo isso penhoro a Deus. Agradecemos o apoio do Pastor Presidente da nossa convenção: Roberto José dos Santos; ao Ministério e Diretoria local, as superintendências e lideranças dos órgãos; o apoio logístico da Prefeitura Municipal, Prefeito Cal Volia e a todos que diretamente e indiretamente colaboraram para esta sublime festa. O Pastor Elis Clementino, Presidente do Campo, solicitou durante o agradecimento um ato de reconhecimento das autoridades do Município para que esse evento fosse posto no calendário histórico cultural da cidade, tendo em vista que essa festa é de grande porte envolvendo dezenas de milhares de pessoas tanto no templo como no desfecho, (Praça Agamenon Magalhães).

Pastor Elis Clementino,


Fotos e videos.

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OS PRAZERES DA VIDA

ESBOÇO 317

TEMA: OS PRAZERES DA VIDA

“Alegra-te, mancebo, na tua mocidade, recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos: sabe, porém, que por todas estas causas te trará Deus a juízo. Afasta, pois a ira do teu coração, e remove a tua carne do mal, porque a adolescência e a juventude são vaidade” (Ec 11:9,10).

INTRODUÇÃO

Na vida tudo passa inclusive o homem, necessariamente devemos aproveitá-la da melhor forma possível, ao contrário somos considerados néscios e insensatos. Viver é grande oportunidade dada por Deus. Salomão fala da vaidade e das possessões, disse ele: - Eu te provarei! Ninguém melhor do que Salomão pode provar a vaidade das posses, pois ninguém possuía tantas riquezas como ele (1 Rs 10:14, 21, 27), reunia em suas mãos grande poder, podia permitir-se todo prazer que desejasse, todavia não ficou satisfeito. Os homens em busca dos prazeres da vida, e os desejos da carne são capazes de sair dos planos de Deus, embora desprezando as conseqüências que virão depois. (2 Sm 11:4; 2 Sm 12:10).

O que entendemos por prazeres?

1. Tudo aquilo que nos trás alegria, contentamento, júbilo, deleites, gosto, satisfação, sensação agradável, distração, divertimento (Ec 2:26; Ec 9:7,9; Ec 3:12). Como cristãos podemos usufruir dos prazeres da vida sem sair dos planos de Deus.

2. Todos têm a mesma oportunidade de desfrutarem do que é bom, tanto pobre como ricos.

3. A maioria das pessoas jovens se entrega aos prazeres sem ter a noção do que virão depois (Ec 12:1), essencialmente eles precisam pensar com bastante amenidade, porque é impossível amar a Deus satisfazendo todos os desejos da vida irresponsavelmente (Mt 19: 21,22).

O procedimento prudente do ser humano em relação aos prazeres.

1. Ainda que o homem viva muitos anos e regozije-se em todos eles, contudo, deve lembrar-se de que há dias de trevas, porque serão muitos (Ec 11:8).

2. Manter o autocontrole nos momentos de euforia e prazer, porque os excessos sempre deixam as conseqüências. Os prazeres da vida são atraentes e os descomedidos são os que mais sofrem (Jz 16:18-21).

Deus em relação aos prazeres humanos.

1. Deus não proíbe alegrias e prazeres, enquanto estes não contradizem seus mandamentos ou impedem-nos de servi-LO (I Co 10:31). Sempre devemos nos lembrar do dia da prestação de conta (Ec 11:9).

2. Deus almeja que o seu povo se alegre e que os jovens desfrutem da sua juventude, mas que todo esse regozijo deve ser moderado pelo reconhecimento de que Deus responsabilizará cada um por seus atos (Ec 11:9b; Gl 6:7).

Em relação à velhice

1. Salomão faz uma exposição magnífica da idade avançada com suas enfermidades “Chegue os anos dos quais venhas a dizer: não tenho neles contentamento” falta de interesse e de ideais, fraqueza no corpo, dos braços e das pernas e das costas, dos dentes e das vistas, falta de assunto para falar, fraqueza de voz, vertigem em lugares altos e tremor no caminho, cães alvas e falta de apetite (Ec 12:1), tudo isso antes que a morte chegue, é uma expressão poética de Salomão (Ec 12:6), antes que o corpo volte ao lugar de onde veio (Gn 3:19; Gn 2:7).

2. Devemos estar preparados para a velhice, esse preparo deve começar cedo, às vezes passamos quase a vida inteira nos preparando, tanto no sentido material como espiritual, é na velhice que mais necessitamos de amparo e proteção, só que o tolo não se lembra de nada disso. (Ec 12.1,2,6-8).

3. O que podermos fazer de bom aqui, façamos enquanto é tempo, tanto no sentido material quanto espiritual (Ec 10:4).

CONCLUSÃO

Os prazeres da vida têm levado muitas pessoas a destruírem a si próprias (Ec 8:11) , devemos valorizar cada minuto que vivemos preservando a nossa vida física e espiritual, Deus não nos proíbe de desfrutarmos de tudo quanto é bom, mas que desfrutemos com sabedoria observando as limitações impostas por Ele “Todas as coisas me são licitas, mas nem tudo convém fazer, todas as coisas me são licitas, mas eu não deixarei dominar por nenhuma delas.” (I Co 6.12; 10.23). “De tudo o que se tem ouvido o fim é: temer a Deus guardar os seus mandamentos, isto é dever de todo homem” (Ec 12.13,14)

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

FAZENDO A DIFERENÇA.

ESBOÇO 316

TEMA: FAZENDO A DIFERENÇA.

“Então vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não serve” Malaquias 3.18


INTRODUÇÃO

Fazer a diferença não é algo muito fácil, isso em todos os aspectos, principalmente com relação à vida cristã, mas é importante ressaltar que fomos escolhidos para uma finalidade especifica. Neste breve comentário discorreremos sobre o versículo base, ou seja, o julgamento divino entre os fiéis e infiéis, sobretudo a separação do trigo e do joio (Mt 13.24-30). Sobreposto à vida diária do cristão significa fazer a diferença, no caráter, postura, espiritualidade, vestimentas entre outros.


Caráter, moral e espiritual

1. Moral

Na formação do caráter humano envolvem um conjunto de fenômenos ainda não descobertos pela ciência, e uma das questões é: Porque as pessoas são como são? E sobre esta tese a filosofia, a sociologia, a genética e a teologia procuram entender como funciona essa formação. Deus através do seu Espírito se encarrega sobre a transformação espiritual, mas cada um deve se aprimorar. As mensagens de Paulo foram significativas sobre esse argumento (2 Co 3.18; Gl 5.22,23) com a ação do Espírito de Deus e da sua palavra em nós, podemos viver uma vida moralmente aprovada e fazer a diferença nesse mundo de corrupção. A ética e a moral são imprescindíveis.


2. Espiritual

Na concepção do caráter espiritual, necessitamos procurar meios para desenvolvê-lo através das Escrituras Sagradas e na boa literatura religiosa, a meditação, que consiste em sintonizar o espírito com Deus, o amor também é a prova e a essência da espiritualidade (I Jo 4:7). Cada vez que alguém faz o que é bom e gentil para com outrem, impelido pelo verdadeiro motivo do amor, esse alguém aprimora a sua qualidade espiritual, em sua própria alma. Cada um de nós deveria ter um ideal para seguir, uma missão para realizar, uma tarefa a cumprir com todas as nossas forças, com todo zelo do nosso espírito. Isso serve de poderoso edificador do caráter. Todos esses meios desenvolvem em nós o caráter e a espiritualidade, e é com essa finalidade que vivemos neste mundo.


Aspectos que fazem a diferença na vida do cristão

1. Ética

A ética é uma necessidade da sociedade e um dos requisitos do cristão, pois o alvo dela é a conduta ideal do homem. A ética cristã baseia-se no pressuposto que os princípios morais alicerçam-se sobre padrões imutáveis, estabelecidos por Deus que não se alteram em face de situações ou de indivíduos. Em outras palavras, o certo sempre será certo, por ser um princípio fixo. Isso significa que há um poder mais alto, e que é Deus quem estabelece as regras. O cristão deve ser ético, ou seja, porta-se como um indivíduo (At 20:18-21). Aceitável em todos os ambientes não apenas dentro da igreja.


2. Decência

Decência e seus sinônimos indicam a forma como a pessoa deve se comportar, principalmente aqueles que conhecem os princípios constituídos por Deus, o apóstolo Paulo em sua carta aos romanos diz que não devemos nos conformar com este mundo (Rm 12.2; I Pe 1.14; I Jo 2.15) “A conduta é um espelho no qual todos exibem sua imagem.” GOETHE.


3. Costume

Toda instituição estabelece preceitos, o costume é uma questão, meramente humana, mas quando se refere a parte religiosa, embora possa estar escudado nas leis naturais e nos impulsos da consciência, devem estar em harmonia com a vontade de Deus. Para fazermos a diferença mediante ao mundo, os nossos costumes devem estar abalizados na palavra de Deus. Fazer a diferença não é seguir simplesmente costumes ou doutrinas, mas viver a prática das boas obras e estar em comunhão com Deus (Ef 2:10; Mt 5:16; 1Tm 6:18; Tt 2:7).


4. Vestimentas.

As vestimentas são essenciais para indicar ou dar boa impressão, ela está intrinsecamente ligada à postura, porte e decência, as vestimentas mostram a diferença entre pessoas comprometidas com a compostura. Existem indivíduos que não conhecem essa diferença, principalmente certos cristãos, mas é importante saber que o modo de você se vestir pode interferir em alguma realização na sua vida. A igreja é o lugar onde se reverencia ao Criador, por isso devemos estar vestidos coerentemente para que possamos fazer a diferença. (I Tm 2:9) Aparentemente, algumas mulheres cristãs estavam tentando conquistar respeito procurando parecer bonitas, em vez de se adequarem ao caráter de Cristo. (Bíblia de Estudo de Aplicação Pessoal)


CONCLUSÃO

A ausência desses princípios encontra-se em todos os lugares, até mesmo nos lugares sagrados onde se cultua e adora ao criador, os falatórios vãos e a irreverência a palavra de Deus tem sido prática muito comum em nossos dias, às vezes os líderes não querem corrigir para não perder membros, deixando de aplicar a disciplina conforme a palavra (Ec 5.1-7). Amados, devemos estar com a nossa vida abalizada nas escrituras sagrada, para sermos diferentes no nosso modo de agir e proceder, visto que vivemos em um mundo pecaminoso, e quando fazemos a diferença, o nome do Senhor é glorificado em nós.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

UNIDOS A CRISTO PELO AMOR.

ESBOÇO 315

TEMA: UNIDOS A CRISTO PELO AMOR.

“Quem nos separará do amor de Cristo? (Rm 8:35)


INTRODUÇÃO

Há muitas coisas na vida que nos deixam tristes e abatidos, a pretensão que se tem é largar tudo, família, parentes, amigos e até Deus, isso acontece pelo desejo de nos livrar de tudo aquilo que nos oprime, entretanto há alguma coisa que nos prende e nos leva a desistir de tomarmos tal atitude, principalmente àquelas que ameaçam a nossa fé e comunhão com o Senhor. Não obstante, necessitamos ter a consciência que não há razão para abandonarmos a Deus, por isso devemos ponderar o que o apóstolo Paulo escreveu em sua carta endereçada à igreja de Roma, pois ela estava prestes a sofrer possíveis perseguições, e isso em pouco tempo tornou-se realidade. A convicção de Paulo seria o suficiente para ajudá-los a superar qualquer obstáculo.

  • O amor produz estabilidade em Cristo.

É através do amor que temos a plena fidúcia de suportar todas as aflições, sem, contudo abandonar a Cristo, pois não há motivos nesse mundo para que venhamos nos separar dEle. “A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo ou a espada?” (Rm 8:35b), “Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues a morte todo o dia” (Rm 8.36; Sl 44.22; 2 Co 4.11).


A segurança em Cristo nos leva ao triunfo “Em todas essas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” (Rm 8:37; I Co 15.57; 2 Co 2.14; I Jo 4.4). A perseverança naquela época era essencial para os cristãos de Roma e o apóstolo Paulo os preparou para tais dificuldades e perseguições, declarando que nada lhes separaria do amor de Cristo.

  • O amor produz a perseverança.

O amor ao Senhor é fundamental para suportarmos tudo sem negar o nome de Cristo, (I Co 13:7). Muitos servos de Deus suportaram os vitupérios da vida para não perder a comunhão com Ele. O escritor aos hebreus falou sobre eles considerando-os como heróis da fé. Devemos ter a mesma visão, se não alcançarmos o que desejarmos aqui, saiba que alcançaremos coisas mais excelentes da parte de Deus. “Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo nelas, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros

peregrinos na terra.” (Hb 11.13). Visão semelhante nos seus dias teve o apóstolo Paulo. “Porque para mim tenho por certo que as aflições desse tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8.18).

  • O segredo da perseverança.

O segredo da perseverança está intrinsecamente ligado a três coisas: Amor, paciência e oração, sem elas não conseguiremos chegar ao final da trajetória. A paciência produz perseverança, ela nos leva a persistir sem, contudo perder a visão de que o Senhor não falha, o apóstolo Paulo nos recomenda “Sede paciente na tribulação, na oração perseverante” (Rm 12:12b) pois a confiança que temos nEle, jamais poderá ser banida dos nossos corações, apesar de muitos cristãos hoje não mais orar, até parece que a oração é coisa do passado, no entanto Jesus nos ensinou que devemos orar e vigiar para não entrar em tentação (Mc 14.38). A oração é um dos fatores preponderante para alimentar o nosso espírito e fortalecer a nossa fé. (I Ts 3:10)

  • Os Patriarcas, exemplos de fé e perseverança

Queremos destacar alguns desses heróis, cujos testemunhos foram suficientes para alimentar a nossa fé, os sofrimentos que eles enfrentaram jamais puderam apagar a chama da esperança de algo melhor, essa também deve ser a nossa confiança em Deus ante as circunstâncias do cotidiano.


“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente” (2 Co 4.17). “Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (V18)


Abraão deixou tudo saindo da sua terra sem saber qual destino, mas confiante nas promessas de Deus (Hb 11.8), e como prova do amor a Deus ofereceu Isaac (Hb 11.2,17-20). O amor a Deus está concatenado a obediência (Jo 14.21) e com isso Abraão foi chamado de amigo de Deus (Tg 2.23).


Moisés recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus (Hb 11.23-29). Pois havia nele a certeza que Deus faria uma grande obra através dele no meio do seu povo.


O testemunho da paciência de Jó fora lembrado por Tiago o apóstolo do Senhor (Tg 5.10,11) devemos tomar como exemplo esses heróis procurando sempre fazer a vontade de Deus e não perder a fé e a esperança.


“O que mais dizer Gideão e de Baraque e de Sansão e de Jefté e de Davi e de Samuel e dos profetas? Os quais pela fé, venceram reinos, praticaram justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram e puseram em fuga os exércitos, estranhos” (Hb 11.32-34).”


CONCLUSÃO

Amados, mediante este breve comentário devemos acreditar que o Senhor nos ama, seu amor não se compara aos demais. Nunca o abandonemos, mesmo que as circunstâncias venham nos afligir, a nossa fé deve está inabalável porque Ele é fiel para cumprir os seus propósitos em nossas vidas. Que possamos tomar como ponto de partida o amor a Deus sobre todas as coisas (Dt 6.5), paciência e a oração.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma/PE

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A INTRANSIGÊNCIA RELIGIOSA.

ESBOÇO 314
TEMA: A INTRANSIGÊNCIA RELIGIOSA.
“Josué filho de Num servidor de Moises desde a sua juventude, disse: Moises, meu senhor, proíbe-os” (Nr 11:28)

INTRODUÇÃO
A intransigência é um dos males que tem afetado muitas pessoas em todo mundo, independentemente de classes sociais e religião. O absolutismo tem gerado muitos problemas em todas as camadas da sociedade, o exclusivismo é a ponte que leva a intolerância e conseqüentemente a discriminação. As escrituras sagrada exemplifica isso como um problema antigo na humanidade. Josué um dos jovens servidor de Moisés teve ciúme porque Eldade e Medade profetizavam no arraial “Moisés, meu Senhor, proíbe-lho” (Nr 11:28,29), também os fugitivos de Efraim para serem identificados teriam que dizer chibolete; porém eles diziam sibolete e automaticamente eram mortos. Os meninos clamavam no templo Hosana ao filho de Davi, os sacerdotes e escribas indignaram - se (Mt 21:15). Neste breve comentário discorreremos até que ponto a intransigência pode chegar ao meio cristão.

Significado:
Intransigência; intolerância, absolutismo, extremismo, fanatismo e ignorância.

A intolerância.
A intolerância gera exclusividade, ciúmes, discriminação, murmuração e perseguição, os egípcios não se alimentavam com os hebreus, pois isso era abominação para eles (Gn 43:32). Os samaritanos não podiam se comunicar com os judeus (Jo 4:9). Pedro teve uma visão a respeito de Cornélio (gentio) e disse: “Mas vós bem sabes que não é lícito um judeu juntar-se, ou chegar-se perto de um estrangeiro” (At 10:28). Hoje não é diferente, as pessoas atingidas por esse mal fazem distinção entre denominação A e B, às vezes depreciando como se não fossemos comprados pelo mesmo preço “O sangue de Jesus”. Você já pensou se o Senhor fizesse uma tabela dos comprados, quem valia mais? Ora, fomos resgatados pelo mesmo preço, para que não viéssemos pensar que valíamos mais.

A intransigência tem sido um grande impedimento na propagação do evangelho, as pessoas se digladiam moralmente por motivos doutrinários, tudo isso para conquistar um espaço como se fosse mercado ou comércio, olha-se mais para os emblemas denominacionais do que as pessoas. No conceito de Moises, Eldade e Medade podiam profetizar que ele não teria nenhum motivo para se impor, mas disse: “Tomara que todo povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse do seu Espírito!” (Nr 11:29). Outro fato aconteceu, o discípulo de Jesus chamado João, lhe disse: Mestre nós vimos um homem que em teu nome expulsava demônios, e nós lho proibimos porque não nos segue (Mc 9:38). Ora! Jesus podia condenar tal individuo, mas não o fez (V 39). Trouxeram também as crianças para que tocassem em Jesus, mas os discípulos as repreendiam, pois a intolerância leva a exclusão das pessoas (Mc 10:13). Os discípulos de João disseram a ele, aquele homem (não o chamaram de Jesus) do qual deste testemunho dEle, está batizando mais discípulos do que tu, e a multidão lhe seguem. Se João Batista não soubesse de que espírito era teria realmente ido confrontá-lo, no entanto deu profundo testemunho a respeito do Mestre (Jo 3:26,27).

A intolerância discrimina; por causa dela, o próprio Cristo foi rejeitado pelos samaritanos, porque viram que Ele ia para Jerusalém, entretanto não quiseram hospedá-lo por ser Ele um judeu (Lc 9:53). A intenção do Senhor era quebrar a barreira entre judeus e samaritanos e alcançar vidas para o reino de Deus, por isso foi necessário passar por Samaria, mesmo que viesse a contrariar os desejos de alguém (Jo 4:4). Houve também uma grande murmuração porque Jesus entrou para se abrigar em casa de pecador (Lc 19:7). Uma mulher era discriminada pela sociedade por ter uma hemorragia há doze anos, não podia se aproximar do mestre, porque os que estavam a sua volta tinham um sentimento de exclusividade, (só nós e mais ninguém) (Mt 9:20). Uma mulher Cananéia se aproximando de Jesus, rogando-lhe uma cura para sua filha que estava miseravelmente possessa, por Jesus não responder nada, os discípulos se acharam no direito de pedir a Ele que a despedisse (Mt 15:21-28). Os discípulos não suportaram ouvir um cego clamar e diziam cala-te (Jo 9:1-3). Jó relatou que até o seu hálito era intolerável a sua própria mulher e os seus próprios irmãos o repugnavam (Jó 19:17).

As pessoas intolerantes geralmente são perseguidores. Paulo perante o rei Agripa relatou o quanto perseguia os crentes, pois ele tinha autoridade para impedir o crescimento do evangelho de Cristo (At 26:11). No ato da sua conversão, Jesus declarou ante ele: - Eu sou Jesus a quem tu persegues. (At 9:4, 5) Ele passou a ser perseguido da mesma forma (At 9:23-31). A intolerância e a inveja podem levar uma pessoa a cometer um homicídio, Caim não tolerava ver o sucesso do seu irmão Abel (Gn 4:1-8).

O que Deus pode fazer por uma pessoa discriminada?
Será que as pessoas discriminadas e perseguidas não são úteis? E como essas pessoas são vistas por Deus? O que dizer de Raabe, uma prostituta que morava em cima do muro? E sobre a sua justificação relatada pelo escritor aos hebreus? (Hb 11:31). O que dizer de Tiago quando disse que Raabe foi justificada pelas obras? (Tg 2:25). O que dizer sobre o seu nome na árvore genealógica de Jesus (Mt 1:5). O que dizer sobre os quatro leprosos que estavam excluídos da cidade por causa da sua enfermidade? No entanto Deus os usou poderosamente para salvar Samaria da fome (2 Rs 7:3). O que dizer da mulher samaritana no poço de Jacó que havia tido quatro maridos e o que tinha não era dela, mesmo assim ela se tornou um canal de benção para os seus conterrâneos. (Jo 4:42). E sobre a mulher que fora apanhada em ato de adultério e a trouxeram a presença de Jesus, para que fosse feito conforme a lei de Moisés (Lv 20:10; Dt 13:9). Ser morta a pedradas (Jo 8:4,5,7). Amados, a intolerância não perdoa, os intransigentes não têm um espírito perdoador, mas de vingança, como aqueles homens pecadores e adúlteros queriam matar aquela pobre e indefesa mulher. Entretanto Jesus fez aquela mulher respirar aliviado e lhe disse: - Mulher onde estão os teus acusadores, ninguém te condenou? Nem eu te condeno, vá em paz e não peques mais (Jo 8:11). Todas essas pessoas se tornaram um verdadeiro canal de benção nas mãos de Deus e os intransigentes ficam de fora e bem provável não entrarão no reino de Deus. No seu conceito em que posição você colocaria essas pessoas? Como cristãos podemos julgá-los da mesma maneira? Necessitamos acreditar que Deus tem o poder transformar de vidas.

CONCLUSÃO
Devemos ter muito cuidado para que esse mal não nos atinja, a intolerância, ciúme, exclusão, discriminação, perseguição, crítica, murmuração e exclusivismo. Deus quer que tenhamos um coração perdoador e cheio de justiça divina. Paulo escrevendo aos Gálatas disse: - Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais encaminhais o tal com espírito de mansidão. Mas olha por ti mesmo para que não sejas tentado (Gl 6:1; Cl 2:8; 1 Tm 4:16). Tratar bem as pessoas, independentemente de quem elas são constitui-se uma grande virtude.
Pr. Elis Clementino Itapissuma/PE