quarta-feira, 14 de abril de 2010

TEMA: REPUTAÇÃO MORAL E ESPIRITUAL

ESBOÇO 329

TEMA: REPUTAÇÃO MORAL E ESPIRITUAL

“Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus.” (Gn 6.9); “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem integro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.” (Jó 1:1).


A reputação moral e espiritual são requisitos essenciais, sobretudo indispensáveis em todas as áreas da vida, a reputação está intrinsecamente ligada à fama e ao bom nome, porém para adquiri-la é mister ter uma conduta plausível a sociedade, e abalizada na palavra de Deus.


Os adjetivos que dão a qualidade ao substantivo feminino (Fama)

Ø Boa, quando o nosso nome é louvado.

Ø Má, quando ela nos tira o bom nome.


Se existe algo mais importante na vida a zelar, esse seja o seu nome e a reputação.


O bom nome é o maior patrimônio que o ser humano pode ter.


A integridade de um homem não tem preço. (Pv 22:1; Ec 7:1a, Ct 1:3).


A reputação do individuo deve ser reconhecida

Geralmente as pessoas famosas são conhecidas por aquilo que são, temos exemplos nas escrituras de algumas que se destacaram:

A reputação de José foi reconhecida por Faraó (Gn 41.38,39). Elias foi reconhecido pelas suas características (2 Rs 1.8); Elizeu, foi vista a sua reputação (II Rs 4:9); Salomão a sua fama chegou aos ouvidos da rainha de Sabá (2 Cr 9:6); Uzias sua fama foi muito longe (II Cr 26:15); Jesus teve boa reputação (fama) (Mc 1:28).


Nem todas as pessoas sabem estar no topo da fama, é necessário que ela tenha autocontrole para poder permanecer e se dar bem. Nas escrituras temos exemplos de personagens que chegaram ao topo, mas não souberam administrar os seus sentimentos com relação ao poder. Nabucodonosor (Dn 4.30); Uzias (2 Cr 26.15,16); Belsazar (Dn 5.2,3); Acabe (1 Rs 16.30); Herodes (At 12.21-23).


Reputação Moral

Integridade é ser inteiro, completo, reto, exato, inatacável, irrepreensível (Ne 5:14,15). Samuel na transferência de cargo discursou diante do povo a respeito da sua probidade (I Sm 12:2-4), portanto essa declaração era apenas a confirmação daquilo que já se sabia dele (ISm 9.6). Elizeu foi observado e conhecido por uma mulher (sunamita) como homem de Deus (2 Rs 4.9). Esses homens tinham compromisso com Deus e com a sociedade em que viviam. Portanto a nossa postura e ética devem ser vista em todos os sentidos da vida, exemplo: no andar, (Rm 13:13); no falar (Ef 4:29; Tt 2:7,8; Mt 12.36,37; Pv.15:4), entre outros.


“Quem anda em sinceridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido” (Pv 10.9).


Reputação Espiritual

A reputação espiritual é vista do mesmo modo, e tem tudo a ver com reputação moral, quem a possui será bem sucedido, pois o sucesso da vida espiritual depende muito do procedimento humano. A credibilidade religiosa tem sido enfraquecida devido o comportamento e caráter de certos cristãos.


“Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus” (I Co 10.32)


Devemos ser exemplo em toda a nossa maneira de viver, tanto congregados, como membros e obreiros (II Co 6.3; At 20.28).


Procuremos fazer uma autoavaliação de como está a nossa reputação na sociedade em que vivemos. Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor. (Ef. 1:4). A nossa reputação deve ser boa tanto nos céus como na terra.


Diga-me como está sendo vista a tua reputação aqui, que eu te digo como ela está sendo no céu.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE

quarta-feira, 7 de abril de 2010

TEMA: FIRMEZA EM TEMPOS DIFÍCEIS

ESBOÇO 328

TEMA: FIRMEZA EM TEMPOS DIFÍCEIS

“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação” (Hc 3.17)


Estabilidade em tempos difíceis todo ser humano necessita principalmente os que conhecem e servem a Deus, soberano e criador de todas as coisas. A humanidade vem enfrentando ao longo dos anos muitas dificuldades, infelizmente, elas aumentam no mundo inteiro, não se sabe mais o que fazer, mas quando recordamos as palavras de despedida de Jesus dizendo aos discípulos: - “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33), ou seja, diante das aflições tenham paz em mim, estejam animados e tranqüilos. O responsável por toda essa aflição é o próprio homem “de que se queixará o homem?” (Lm 3.39). Veremos neste comentário sobre a crise social, a fúria da natureza, os gemidos da humanidade, preparação espiritual e como devemos nos comportar diante dessa situação.


Crise social

Vivenciamos diversos tipos de crise, e o pecado tem sido a causa de toda essa esfinge, o ser humano enfrenta e enfrentará dias piores (Mt 24.8; Mc 13.8). A dureza de coração, a maledicência tem tomado conta de tal forma que o homem se autodestrói impiamente, os males têm crescido de forma assustadora a cada dia que passa (2 Tm 3.1-9). O amor de forma geral tem se esfriado (Mt 24.12) a valorização da vida está em escassez, o desregramento tem sido privilegiado e a inversão de valores é bem visível em nossos dias permeando toda a sociedade, na família, política, religião, etc. Assim, acontecera nos dias que antecederam o dilúvio (Mt 24.37,38).


Atualmente o ser humano perdeu o seu referencial e os limites, desconheceu o seu próprio criador. “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.” (Isa 1.3). Podemos aplicar esta situação aos dias de hoje, o homem não conhece a Deus, a sua obra e o amor ao próximo.

“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará” (Mt 24.12).


A fúria da natureza

Uma ação provoca uma reação, a natureza está respondendo os insultos com firmeza devastando tudo que encontra pela frente, o planeta está ameaçado e a culpa se atribui ao próprio homem, Jesus interpelado pelos discípulos a respeito, falou-lhes sobre os sinais dos tempos “Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?” (Mt 24.3b, 4-10). Inúmeras catástrofes têm acontecido no mundo, mas isso é apenas o começo. É necessário que cada ser humano faça a sua parte, cuidando do meio ambiente para que ele não venha sofrer efeitos como: às alterações climáticas, inundações, aquecimento das águas dos mares, degelo das calotas polares, terremotos, todos esses flagelos são conseqüências de um mundo mal administrado pelo próprio homem. Fim dos tempos ou ocorrências naturais? (Este assunto será abordado posteriormente).


Os gemidos da humanidade

Ela geme como a mulher com dores de parto para dar a luz, são decorrências daquilo que plantamos ontem, e se hoje não estamos satisfeitos com o que colhemos, imagine o que plantamos. A lei da semeadura permanece “Porque tudo o que o homem semear isso ele ceifará” (Gl 6.7b; Rm 2.6; 2 Co 2.6), e diante dessa situação devemos fazer a nossa parte para ver se pelo menos conseguiremos amenizar a dor das gerações futuras.


Preparação espiritual

Jesus quando se dirigiu aos discípulos para falar-lhes estas coisas, não era simplesmente para adverti-los sobre os eventos da natureza, mas prepará-los espiritualmente para um evento já predito por ele a respeito da sua segunda vinda (Mt 24.13,36-44).


O que fazer?

Mas como reverter esse quadro? Todos entendem que as pessoas devem mudar e não o planeta somos nós que devastamos agredindo o nosso habitat. Os seres racionais são mais violentos do que os irracionais, essa é uma pura verdade e não é preciso muita coisa para entender isso.

O capitalismo é um dos fatores preponderante contribuindo para a destruição da terra, ou seja, muitos buscam uma maneira de reverter esse quadro, mas não querem abrir mão dos lucros. E quem sofre “mais” as conseqüências são os indefesos, pessoas que não tem uma leitura de mundo como um todo. Entretanto todos nós devemos fazer a nossa parte, independentemente de quem faça ou não, se não destruirmos as árvores e não poluirmos a atmosfera, rios, etc, já é um bom sinal, pois significa que estamos entendendo o que a natureza está nos dizendo.

No sentido espiritual devemos estar preparados e vigilantes, porque todas estas coisas precedem a vinda do Senhor. “Vigiai, estais firme na fé, portai-vos varonilmente e fortalecei-vos.” (I Co 16:13; Mt 16:42; I Ts 5:6).


A bíblia é a nossa bússola e sempre nos deu respostas para todos esses acontecimentos “Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que Ele está próximo, às portas.” Mt 24:33 entretanto devemos estar preparados para este grande dia, perseverar até o fim, estar firme e seguro em seu próprio ânimo, porque todos nós estamos cientes dessas conseqüências, fazer uso da fé sem desestimular, mesmo que tudo lhe falte, a fé e a confiança nele deve estar acima de tudo (Hc 3.17; Rm 8.35-39).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quarta-feira, 31 de março de 2010

ESBOÇO 327 TEMA: ADOÇÃO.

ESBOÇO 327

TEMA: ADOÇÃO.

“Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome” (Jo 1.12;Rm 8.15; Gl 3.26).


Adoção, adotar, são palavras bastante comum e discutida em nosso cotidiano. No sentido espiritual a adoção também existe, é um método usado por Deus para que o ser humano se torne filho de Deus, sendo assim passamos a fazer parte da família de Deus em Cristo, sem dúvida um beneficio muito abrangente. No AT e NT lemos casos de adoção por algumas famílias, observaremos neste contexto a definição de adoção, costumes e os deveres dos filhos para com o pai.


Adoção

Adoção é o ato divino que integra as criaturas a família de Deus em Cristo Jesus (Mt 12.46-50). Alguns textos bíblicos fazem referencia diretamente a adoção, (Rm 8.15,23; 9.4; Gl 4.5; Ef 1.5). Era uma atitude legal entre os romanos, e as crianças adotadas tomavam o nome do seu pai e seria o herdeiro da família, os direitos lhes eram assegurados como se ele fosse um pai biológico.


No sentido espiritual o ser humano é recebido por adoção se tornando filho de Deus, o homem tem o poder de se tornar filho de Deus e isso só acontece quando crer em Jesus Cristo (Jo 1.12). Assim sendo somos recebidos com grande privilégio, o de pertencer à família de Deus (I Jo 3.1,2).


Naturalmente após o ato da adoção, a pessoa passa a desfrutar dos direitos e responsabilidades desse relacionamento familiar “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo;” (Rm 8.17). Ao ser adotada uma criança ou através da adoção espiritual lhes são assegurados privilégios, embora em aspectos diferentes.


É um relacionamento tão privilegiado de maneira que os adotados filhos de Deus sentem a confirmação espiritual. “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16). Uma das tarefas do Espírito Santo é gerar nos filhos de Deus essa convicção (Gl 4.6).


Costumes

Muitas culturas têm praticas similares para se adotar alguém, esse costume tem sido seguido por todas as nações permanecendo até hoje. Há alguns exemplos nas escrituras sobre o assunto, dos quais podemos destacar: Moises foi adotado pela filha de Faraó no Egito (Ex 2.1-8; At 7.20,21); Ester que foi adotada por Mordecai seu parente (Et 2.7) embora as leis hebraicas não tratem da adoção, talvez devido à lei do livirato, este mostrava uma maneira de a família ter um herdeiro que ficaria com a propriedade. A poligamia também era um meio de resolver o problema da falta de filhos.


Aconselhamos aos casais que desejarem adotar uma criança, ter sempre o cuidado de procurar meios legais para consolidar esta adoção.


Filhos comprometidos com o pai

Necessariamente os filhos legítimos e adotados têm compromissos através dos laços familiares, da mesma maneira estendendo-se aos crentes que espiritualmente por meio da adoção se tornam filhos de Deus, sem dúvida esses filhos passarão a fazer parte da natureza do pai “pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da sua natureza” (2 Pe 1.4).


Não podemos dizer que somos filhos de Deus, sem ter uma vida exemplar de acordo com a vontade dEle (I Jo 2.4-6). Não basta apenas dizer que somos filhos, mas andar como filhos da luz (I Jo 2.6) “Irmãos sedes meus imitadores e observai os que andam segundo o exemplo de Cristo.” (Fp 3.17)


A correção do pai

Assim como um pai biológico corrigir os seus filhos, da mesma forma Deus corrige os que o adota como filhos, pois ele corrige a qualquer que toma por filho (Hb12.6,7; Pv 3.11,12: Ap 3.19). Deus nos trata como seus filhos, e se alguém não quer receber a sua correção são tratados não como filhos, mas bastardos (Hb12.8).


A adoção de filhos de Deus é um dos maiores benefícios que o ser humano pode usufruir sem nenhum mérito, de posse dele devemos ter uma vida de obediência e submissão a Ele.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE


quarta-feira, 24 de março de 2010

SALVAÇÃO

ESBOÇO 326

TEMA: SALVAÇÃO

“como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram.” (Hb 2.3)


A doutrina da salvação é a principal doutrina do cristianismo, sendo ela o único meio para o homem escapar da condenação eterna (Hb 2.3). Ela deve ser desejada e recebida por todos quantos desejarem herdar a vida eterna, o meio principal do individuo ser salvo é Jesus Cristo, pois, Ele é o único caminho (Jo 14.6). A salvação foi manifestada por meio do infinito amor e graça de Deus revelada em seu filho (Jo 3.16). Em um breve relato falaremos sobre a definição, como adquiri-la e como mantê-la.


Definição

O termo grego “soteria”, e suas formas cognatas, têm a idéia de cura, recuperação, redenção, remédio, bem-estar e resgate. Quando a palavra hebraica é traduzida para o português “salvação” indica segurança. A palavra salvação vem do latim “salvare” que significa “salvar”, e de “salus, que significa “saúde ou ajuda”. A ideia de “salvar” quando usada para indicar a salvação espiritual, fala do livramento do pecado, da degradação moral e das penas através do julgamento divino.


A salvação é um processo que resulta no desenvolvimento continuo da alma, para que se obtenha toda a plenitude de Deus (Ef 3:19), experimentando a transformação segundo a natureza e a imagem do seu filho (Rm 8:29) que avança de uma condição a outra de glória, interminavelmente (2 Cor 3:18).


A teologia tem dado nomes aos vários estágios do processo da salvação: Expiação, Arrependimento, Conversão, Regeneração, Santificação, Justificação e Glorificação. (Sobre este assunto, comentaremos em outra oportunidade.)


Como adquiri-la?

Em primeiro lugar devemos crer na existência de um Deus criador de todas as coisas e que sempre teve o cuidado de prover o melhor para o ser humano, e para se adquirir a salvação é necessário crer em Jesus Cristo. “Em nenhum outro nome é dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4.12b). Com essa finalidade ele veio ao mundo (Mc 3:4; Lc 4:18; Lc 9:56; Mt 20:28). Crer na sua palavra é indispensável (Rm 10.8) e ao ouvir deve-se fazer a confissão (Rm 10.9,10), isso deve ser feito com profundo arrependimento dos pecados, pois é por meio dele que alcançamos o perdão (Mc 1.15; At 2:38; Rm 8:29,30; Jo 3:15). O seu evangelho é o único meio para se obter a salvação (Rm 1.16). “Como escaparemos nós se não atentarmos para a tão grande salvação” (Hb 2:3).


Como mantê-la?

Jesus na sua missão de salvar estabelece compromissos e responsabilidades morais a serem cumpridas (Mc 8:35; Lc 7:50; 8:12; 13:24; Mt 10:22). Para mantê-la precisamos de um coração contrito e a receptividade de uma criança, além de renunciar tudo aquilo que venha comprometê-la. Na segunda carta do apóstolo Pedro ele fez uma declaração muito significativa, mostra-nos que chegamos a participar da divindade e da natureza divina, escapando da corrupção que há no mundo, para que as ricas promessas de Deus se cumpram em nós (2 Pe 1:4). Esta é uma associação do natural com o sobrenatural.


Para mantê-la é necessário viver em constante abnegação (Mc 8.34,35) vivendo conforme o evangelho tendo uma conduta digna e inculpável (Fp 2.15). Só com a perseverança no evangelho é que alcançaremos a vida eterna.


Amados, necessitamos estar confiantes, sabendo que a nossa salvação vem unicamente de Deus através da graça e misericórdia em Jesus Cristo, por isso devemos compreender e praticar as principais doutrinas da salvação, sobretudo as obrigações que nos foram impostas, incluindo a renuncia. “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mt 16.24; Lc 14.26).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE